História Histórias macabras - Capítulo 38


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Colegial, Crossover, Drabble, Drama (Tragédia), Droubble, Ecchi, Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Harem, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Orange, Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Sobrenatural, Steampunk, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 38 - Medo de espelhos


Meu trauma começou quando eu ainda era uma criança, não me lembro bem a época e muito menos a idade que eu tinha. O meu pesadelo se iniciou naquela casa, onde fica o maldito corredor repleto de espelhos. Eu era um garoto naquela época, meus avós ainda eram vivos, eles tinham muito dinheiro e eram empregados dos meus pais. O motivo? Não faço a menor ideia. Eles gostava de mim, e eu também gostava deles. Sempre que pedia para que meus pais me deixassem ficar na casa deles, eles acabavam me levando. Eles colocavam-me na porta e saíam para evitar olhar nos rostos dos meus avós.

Lá é um lugar grande, cheio de corredores e espelhos... Por algum motivo eles estavam em todas as partes, não existia um cômodo sequer que não houvesse pelo menos um espelho. Quando eu perguntava aos meus pais sobre os espelhos, eles contavam-me que não fazem a menor ideia desse comportamento que foi adotado pelos meus avós, de possuir aquela grande quantidade de espelhos.

Algumas vezes quando eu estava na biblioteca brincando com os meus livros, escutava os meus avós falando sozinhos. Eles ficaram em várias partes da casa conversando com eles mesmos. Uma vez, fiquei curioso, e fui ver o porque desse comportamento estranho. Quando cheguei de fininho observei que eles falavam com o próprio reflexo no espelho. Esse comportamento bizarro era comum, eu até que já estava acostumado. Certa vez, me atrevi a perguntar com quem eles conversavam, a resposta foi simples: "você ainda não pode ver ele".

Como na época eu era uma criança, não entendia nada, também não me importava. Certa noite, os meus pais iriam comemorar o seu décimo sexto aniversário de casados em casa, com isso, iriam vir muitas pessoas barulhentas que ficariam a noite toda bebendo e falando bobagens para mim. Eu pedi aos meus pais para que me deixassem dormir na casa dos meus avós, eles acabaram aceitando.

Nunca tinha dormido na casa deles, muito menos pisado lá à noite. A casa ficava muito assustadora de noite, sei lá, algo que me incomodava. Os meus avós ficaram comigo o tempo todo ao meu lado até eu ficar com sono e ir dormir. O quarto onde eu iria dormir, ficava no final de um corredor repleto de espelhos. Não sei o motivo de ter que dormir ali, pois a casa é muito grande e bem que eles poderiam me colocar em outro cômodo, não sei o motivo de eles terem me jogado ali.

Antes de eu ir dormir, os meus avós contaram que a casa era grande e cheia de quartos e corredores. Mandaram que eu não saísse da cama à noite, caso precisasse de algo bastava apenas gritar que eles iriam me atender. Escutando isso eu fui dormir. Eu acordei era por volta 2:30-3:00 da madrugada, despertei com uma grande vontade de ir ao banheiro. Chamei os meus avós por vários minutos, eles não me respondiam. Fico até exausto de tanto gritar esperando que algum deles aparecesse, mas não aparecem. Eu acabo tendo que sair da cama, pois já estava muito apertado para fazer xixi.

Levanto-me da cama levando comigo uma vela em uma xícara e saio caminhando na escuridão com apenas a luz da vela me guiando. Começo a andar até chegar no corredor, que era a parte da casa com mais espelhos. Chega um momento em que já não me sentia mais só, era como se o meu reflexo nos espelhos me julgasse. Essa era a sensação que eu sentia naquele momento.

Tento apressar meus passos para sair logo daquele lugar. É quando começo a escutar barulhos fortes de passos que vinham de minhas costas. Quando eu me viro para ver do que se tratava, havia uma fumaça negra que começava a se aproximar de mim. Assustado, saio correndo do corredor e a fumaça ia se aproximando de mim, cada vez mais. Quando estava saindo correndo daquele local, passo em frente a um espelho. Dele saiu uma mão, que me joga ao chão.

Muito assustado eu pego a vela que ainda se encontrava acesa e levanto-me do chão. Eu não via mais a sombra que há pouco me seguia, os meus pés estavam tremendo muito para que tentasse correr novamente. É quando observo que havia algo correndo entre os espelhos que estavam ali, no corredor. Era uma sombra que saía de um espelho e entrava em outro, sua forma era humana.

Quando finalmente consegui forças para correr, vejo que a sombra que me seguia estava bem próxima de mim. Quando ela encosta em meu corpo imobiliza-me, fazendo com que eu não consiga nem mexer um simples dedo.

Eu estava bastante assustado, a sombra para de correr e vai chegando próximo de mim, ficando no espelho que se encontrava em minha frente. Ela tem o formato de um homem, como eu tinha dito, seus olhos eram brancos, tão brancos que se destacavam no escuro. Ela então fala as seguintes palavras:



Eu sempre te observei, desde a primeira vez que você pisou aqui. Sentia inveja, e ainda sinto, de sua liberdade. Fico aqui preso nos espelhos, te admirando. Queria poder sair daqui, mas não posso. Só existe uma maneira de escapar dessa prisão: possuindo um corpo jovem como esse seu. E POSSUIREI ELE AGORA!

A coisa começa aproximar seus longos braços, agarrando a minha camisa, eu tento me mexer mas não consigo. Ele vai me puxando para próximo do espelho, chega um momento que eu já estava bem próximo dele. Nossos olhos se encontravam, quando escuto o meu avô gritar:

➖Pare! Ele não vai ser a sua vítima.

Quando eu vejo o meu avô no final do corredor acabo apagando. Acordo no dia seguinte em minha cama, com uma dor enorme em meu peito. Sei que não foi um sonho, porque as marcas dos braços daquela coisa ainda estavam em minha pele. Meus avós tentaram explicar que foi coisas de minha cabeça, eu sei que não. Foi algo bem real.

Até hoje eu tenho medo de espelhos, recuso-me a passar próximo de algum. Vi os meus avós falecendo sem ao menos ir visitar eles naquela casa. Sei que tem algo vivendo nos malditos espelhos.



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