História How deep is your Love? - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Mark Pellegrino
Personagens Mark Pellegrino
Tags Markpellegrino, Romance
Visualizações 10
Palavras 1.985
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 13 - Cafeteira


Eu realmente não sei o que eu sinto por ele. Será que ele sente o mesmo? Ou simplesmente me vê como um objeto sexual? Fica aí a dúvida. Ainda acho que é cedo demais para oficializar isso que nós temos. De qualquer modo, já estava em casa esperando minha mãe chegar com o sorvete depois de ter pagado as contas do hospital, achei arriscado demais esperar no apartamento de Mark.

- Filha! Trouxe seu predileto! – A voz de minha mãe surgiu acompanhada da batida da porta.

- Leite condensado? – Perguntei já com água na boca.

- O que? Leite condensado? Desde quando esse é o seu preferido? Achei que fosse chocolate. – Esse se tornou meu sabor preferido depois que saí com Mark aquele dia.

- Não sei, só começei a gostar mais do que chocolate. Mas ainda é bom.

- Bom, eu trouxe de leite condensado pro Mark, você disse que ele gostava desse.

- Hum, ele gosta mesmo... – Falei quase sussurrando me lembrando da cena dele colocando a colher na minha boca.

- O que, filha...?

- Ah, nada. – Falei tentando disfarçar a vermelhidão em minhas bochechas. – Vou chamá-lo.

- Ok. – Ela disse colocando os sorvetes na mesa.

Corri em direção ao apartamento de Mark e bati em sua porta. Ele demorou um pouquinho para abrir, mas quando abriu, seu sorriso era incrível. Demorei um pouco para falar por estar hipnotizada pelo seu olhar.

- Ah... Minha mãe já chegou com o sorvete. – Quando falei, ele pareceu ter levado um susto, acho que ele também estava em outra órbita.

- OK, estou indo, só vou falar com alguém por telefone e já vou. – Realmente tive vontade de perguntar com quem ele ia falar, mas achei que aquela não era a melhor hora. Voltei para o meu apartamento e encontrei minha mãe sentada na mesa da cozinha, ela estava bem pensativa.

- Mãe, está pensando em que?

- Filha, tenho uma coisa pra te perguntar. – Já estava com maus pressentimentos.

- Pode perguntar, mãe. – Estava com medo da minha voz travar e ela desconfiar.

- O Mark... Seu professor... – Meu coração parou. – Ele te tratou bem?

- Sim. – Meu medo de gaguejar era ainda maior. – Ele foi incrível.

- Essa pergunta pode parecer inoportuna, mas... – Comecei a soar gelado. – Ele é casado? – Eu realmente não esperava por essa pergunta.

- Ah, não. – O que minha mãe pretendia? – Por que?

- Só pra saber mesmo. – Ela respondeu dando risadinhas. Mas o que...?

Meus pensamentos foram interrompidos por batidas na porta.

- Eu atendo! – Falei rapidamente correndo até a porta. Não sabia o que pensar sobre o que minha mãe tinha me perguntado, só queria ver Mark (mesmo que eu tivesse visto ele há 5 minutos atrás).

- Oi, Lo. Demorei? – Não sei porquê, mas eu queria abraçá-lo.

- Não, não. – Eu tava um pouco nervosa, nada demais. – Só entra. – Pedi pegando em sua mão e o puxando para a cozinha.

- Olá! – Minha mãe disse toda sorridente vindo em nossa direção. – É bom te ver de novo.

- É bom para mim conhecer a mãe da minha melhor aluna. – Minhas bochechas ficaram vermelhas. Ah, Mark...

...

O sorvete estava bom, foi a única coisa que salvou aquela tarde. Eu fiquei literalmente isolada *nesse momento, você começa a ouvir na sua cabeça “ISOLADOS ISOLAAAADOOOOOS"*. Eles conversaram MUITO, eles tem muito em comum, deve ser porque os dois são velhos. Mas foi muito triste pra mim, eles só ficaram falando sobre filhos, escolas, educação, casamento... Coisas que pessoas adultas conversam. Mas, o jeito que eles se olhavam... Era diferente. Será que...?

- Lo, o que foi? Está pensativa. – Minha mãe chamou minha atenção finalmente notando que eu existia.

- Ah, nada. Estou apenas espairecendo. – Falei olhando para o meu sorvete. Não estava com raiva dela, estava triste com ele. Eu simplesmente odeio ser deixada de lado em uma conversa.

- Ah, acho que já vou indo. – Mark disse olhando pra mim. Será que ele percebeu que eu não estava bem?

- O que? Agora? Nem tivemos tempo de nós conhecer melhor... – O olhar dela sobre Mark me deixava com raiva. Não falei absolutamente nada.

- É que eu preciso ir. – Consegui ver seu olhar nervoso.

- Mesmo? Posso mandar Lóris ir pro quarto... – A cada palavra, a altura de sua voz ia diminuindo, mas não ao ponto de eu não consegui ouvir. Dei o meu olhar mais incrédulo para Mark. Ele recebeu meu recado.

- Sim, mas nos vemos qualquer outro dia. – Até agora, não tinha falado nada.

- É mesmo, você tem que ir. – Ele me olhou com uma cara de surpreso. – Afinal, você tem que corrigir as nossas provas, né? Eu sei como você é ocupado. – Minha voz estava normal, mas ele sabia que eu estava fervendo por dentro. Teríamos uma conversa em breve.

- Sim, exato, Lo. – Ele tentou parecer aliviado, mas não deu certo.

- Eu o levo até a porta, mãe. – Eu via em seu olhar, ele estava com medo.

- Ah, OK. Nos vemos em breve, então? – Ela falou dando um beijo em sua bochecha. Eu só tentava me controlar.

- Claro, até. – Levei ele até a porta, antes de eu a abrir, nos encaramos por um momento.

- Não precisa falar nada. – Falei antes de qualquer coisa.

- Mas eu... – Ele tentou antes de eu o interromper.

- Eu não quero que você fale, por favor. – Apenas abri a porta para ele, e ele saiu sem dizer uma palavra. Não queria explicações dele naquele momento.

Apenas passei pela cozinha que já estava vazia. Ainda bem, não queria ver minha mãe. Não sabia se estava com raiva dela ou não, só não queria vê-la. Fui direto para o meu quarto e me joguei na cama. Queria conversar com alguém, mas não sabia quem. Até que... Peguei meu celular e disquei um número e a pessoa logo atendeu.

Chamada on

- Charlie? Oi! – Falei tentando parecer animada.

- Oi, quanto tempo, Lóris!

- Claro, só fazem alguns dia. – Completei rindo.

- Tudo bem com você? – Eu tinha que admitir, estava morrendo de saudades dele.

- Tudo, só aconteceram algumas coisas e eu não tive como falar com você.

- Você quer sair?

- Pode ser. Pra nossa cafeteria?

- Óbvio, aquele é o NOSSO lugar.

- Claro que é. Quem manda lá é a gente. – Começamos a rir.

- Lo, senti sua falta. – Ele falou depois que paramos de rir.

- Também senti a sua. – Eu queria muito abraçá-lo naquele momento.

- Nos vemos lá daqui a meia hora?

- Sim sim sim. – Respondi rapidamente, o que fez ele rir.

- OK, até.

- Até. – Desliguei.

Chamada off

Estava louca para ver ele. Fui ao quarto de minha mãe para avisá-la. Bati em sua porta, mas ela não disse nada. Bati novamente. Nada. Taquei o “foda-se” e abri a porta.

- Mãe? – O quarto estava escuro, não via nada.

- Oi, filha. – O som vinha da direção da cama. Acho que ela estava dormindo.

- Vou sair com um amigo, OK?

- OK, filha. Bom passeio.

- Obrigada, mamãe.

Sai é fechei a porta. O que estava acontecendo? I don't know. Tudo que importava naquela hora era que eu ia ver Charlie. Me arrumei toda bonitinha e saí de casa. Estava rezando para não encontrar Mark no caminho. Pena que Deus não me ouve. Assim que saí de casa, dei de cara com Mark, também saindo de casa.

- Para onde vai? – Ele me perguntou assim que fechei a porta.

- Em um lugar aí. – Falei tentando não parecer grossa. Não gosto de ser grossa com as pessoas. Às vezes.

- Está muito brava comigo? – Eu apenas parei e me virei para ele.

- Eu não tô brava, só triste. Mas eu não quero falar disso Agora, por favor. – Me virei e comecei a andar em direção a saída do prédio.

- Lo, fala comigo, por favor. – Ele falou segurando meu braço.

- O que você quer que eu fale, então? – Me virei para ele. Ele parou e soltou meu braço.

- Me desculpa, por favor.

- Mark. – Engrossei meu tom de voz. – Eu não vou falar disso agora. – Apenas me virei e saí do prédio. Estava começando a ficar nervosa. Tomara que Charlie não venha com uma enxurrada de perguntas pra cima de mim.

Peguei um ônibus. Quando olhei para a janela, começei a refletir sobre tudo. O que é que eu tô fazendo da minha vida? Meus pensamentos filosóficos foram interrompidos pela repentina parada no ônibus. Desci em um ponto e andei até a cafeteria. Assim que entrei, já vi Charlie sentado em nossa mesa. Ele não me notou pois estava entretido no celular.

- Charlie! – Falei dando -lhe um susto.

- Lo! – Ele quase gritou, largou o celular e me abraçou com tanta força que perdi o ar.

- Parece que faz uma década que a gente não se vê, mas só fazem alguns dias.

- Né? Mas eu senti muito a sua falta. O que aconteceu? – Começou. Lá vem ele.

- Umas coisas aí, mas tô melhor agora.

- Qual é, pode me falar o que aconteceu.

- Não é nada demais. – Falei insistindo.

- Então, OK. – Ele falou suspirando.

- Obrigada por não insistir.

- Por nada. – O sorriso dele era lindo.

...

Nós ficamos conversando por um bom tempo. Quando eu vi, já eram 9 horas.

- Ah, meu Deus, eu tenho que ir. – Falei quando finalmente olhei o relógio.

- O que? Já?

- Já. Minha mãe não vai gostar se eu ficar até tarde. – O olhar dela parecia tão triste, eu realmente queria ficar. – Quer saber? Eu posso ficar mais um pouco. – O sorriso dele abriu de novo e ele começou a bater palmas. – Meu Deus, você tá muito feliz.

- Claro que eu tô. Quero te levar a um lugar.

- Sério?

- Sim, vamos?

- Vamos.

Saímos de lá de mãos dadas, ele me guiava. Pegamos um ônibus. Eu havia percebido que estava demorando muito, mas eu não esperava que ele estava me levando quase para fora da cidade.

- Onde estamos indo afinal? – Perguntei depois de um tempo, estávamos calados apenas observando a vista pela janela. Paris era linda.

- Estou te levando a um morro, onde dá pra ver muito bem as estrelas. Eu quero te mostrar isso desde que nós conhecemos.

- Sério? Desde que me conheceu?

- Sim. E... Lo, eu tenho uma coisa pra te contar.

- O que? – Ele não respondeu pois o ônibus havia parado. Ele pegou a minha mão e me levou para fora.

Ficamos um tempo caminhando até chegar em uma escada muito grande. Nós apenas fomos subindo, não quis questionar nada pois não queria ser chata. Mas chegou em um ponto em que minhas pernas estavam o doendo muito e parei um pouco. Num movimento repentino, ele me pegou e me carregou nos braços. O que está acontecendo? Meu Deus, talvez eu esteja sonhando, porque isso tá muito louco.

- Finalmente chegamos ao topo, hein? – Ele falou me colocando no chão. Sentamos em um banco e admiramos a vista. A Torre Eiffel estava linda aquela noite, brilhava mais do que nunca.

- O que você tem pra me contar? – Fui direto ao ponto.

- Lo, se você não corresponder isso, tá tudo bem. Eu acho a nossa amizade incrível e...

- Eu também gosto de você. – As palavras só saíram da minha boca. O que eu estou fazendo? E Mark? Mas também não posso ignorar meus sentimentos por Charlie, e acredito que não esteja enganada afirmando que também gosto dele.

- O que? Sério?! – O seu sorriso entregava sua felicidade.

- Sim. – De repente, eu senti uma sensação muito estranha. A sensação que tinha com Mark. Aquele impulso de tocá-lo. Charlie tocou meu rosto, acariciando-o. O toque de sua mão era incrível. Também toquei seu rosto, assim como nossos lábios se tocaram depois.


Notas Finais


Demorei, mas tá aí


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