História Hydrogen - Capítulo 11


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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens James Buchanan "Bucky" Barnes, Steve Rogers
Tags Steverogers, Wintersoldier
Visualizações 5
Palavras 1.267
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção, Ficção Científica
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Ten


Na manhã seguinte Steve não apareceu para a corrida matinal. Sam que normalmente se juntava a eles também não.

Isso repetiu pelo resto da semana.

Natasha havia voltado a treinar com Evellin, que estava progredindo com êxito em cada lição nova.

-Eu estava pensando. Seria útil incorporar algo durante os treinamentos.

-Você quer dizer os seus poderes? - Natasha indagou e Evellin assentiu com entusiasmo - Claro, pode ser muito útil na verdade. Vamos começar tentando bloquear ataques. Pronta?

-Só um segundo.

Evellin se colocou em posição e Natasha atacou. Usando sua concentração ela conjurou um escudo que lembrava vagamente o de Steve, porém translúcido e apenas azulado. O escudo foi o suficiente para conter o ataque, porém não absorvia impacto algum. Natasha atacou do lado oposto, obrigando Evellin a absorver o escudo  e criar algo semelhante no lado oposto.

-Muito original. - ironizou Natasha indicando o escudo e Evellin ruborizou.

-Eu não pensei realmente nisso. Apenas apareceu assim.

-Eu não estou julgando! Se está funcionando, está ótimo para mim. - ela respondeu ainda com um sorriso no canto dos lábios.

Elas continuaram treinando por mais algum tempo. Não era sempre que Evellin conseguia bloquear os golpes. As vezes o escudo não se mantinha tempo suficiente sob os ataques, outras ele demorava para aparecer ou simplesmente não aparecia. O último caso aconteceu mais para o final do treino, fazendo com que o gancho e Natasha acertasse em cheio o mandibula de Evellin.

-Isso vai deixar uma marca. Eu não estava me contando dessa vez.

-Eu posso aguentar. - Evellin respondeu massageando o local e checando para ver se não tinha nada fora do lugar.

-Eu sei que pode. Você é boa aguentando golpes, mas se contém muito na hora de atacar. Essa atitude pode custar sua vida algum dia.

-Mas e se...

-Em uma luta é você ou seu oponente. Se ele tiver a chance, ele vai te matar sem sequer sentir remorso. Não sei o está te impedindo, mas eu sugiro que resolva logo o que quer que seja.

-Eu não aceitei ser parte disso para matar ninguém! Eu não vou fazer isso de novo!

-É claro que não. Mas acidentes acontecem. E você não pode controlar tudo, especialmente se você não consegue controlar a si própria. - Natasha disse em um tom de quem constatava o óbvio, indicando algo perto de Evellin.

Evellin olhou ao seu redor notando que filetes de água flutuavam ao seu redor, tremulando sob a luz das lâmpadas. Ela não havia notado que ao ficar irritada isso tinha acontecido. Era uma característica que ela sempte tivera dificuldade em contar, mesmo quando nova.

-Estou dizendo isso como alguém que se importa com seu bem estar. Converse com alguém. Acho que tem um psicólogo ou um terapeuta em algum lugar aqui. Ou você pode encontrar um.

-E se não funcionar? 

-Mal não vai fazer, Isso eu garanto.

Se Natasha pensava que esse era o único problema com Evellin, ela não ficaria muito satisfeita caso soubesse das "alucinações.

☆☆☆☆☆☆

Depois do almoço, Evellin perguntou a Jarvis se Steve estava no prédio, e para seu desapontamento ele não estava.

Ela estava decida a falar com ele de qualquer forma, portanto ela foi até o andar de seu quarto e esperou. E esperou. Esperou até não saber quanto tempo estava esperando.

Quando Steve finalmente apareceu ela estava sentada no chão, as costas contra a parede oposta à porta.

-O que você está fazendo? - Steve perguntou quando saiu do elevador.

-Eu estava esperando por você.

-Eu tenho algumas coisas para resolver agora, se você não se importar. - ele disse abrindo a porta de seu quarto.

-Na verdade, eu me importo. Eu estou preocupada com você. - ela admitiu ficando de pé e cruzando os braços, e Steve a olhou surpreso como se a estivesse vendo pela primeira vez - Não sei o que está acontecendo, mas você não parece bem. Eu quero ajudar.

-Evellin, não há nada que você possa fazer ou dizer para me ajudar. - ele disse na defensiva.

-Não importa Steve. Você não desistiu de mim, e eu não vou desistir de você agora! - ela insistiu encarando-o nos olhos.

Steve a encarou com a mandibula rígida por alguns momentos, mas Evellin se manteve impassível. .

-Tudo bem. Mas vamos entrar. Não quero discutir isso aqui no corredor.

Ele entrou no quarto sendo seguido por ela, que fechou a porta atrás de si. Evellin observou enquanto ele ia até a janela e conferia algo antes de abrir uma gaveta e remover seu compartimento secreto, colocando um envelope pardo sobre a escrivaninha.

-Eu estou tentando rastrear um amigo meu. Sam está me ajudando. Nós conseguimos uma pista, porém isso acabou sendo um beco sem saída. E agora eu estou preocupado com ele.

-Ele está desaparecido? - ela perguntou tentando compreender.

-Não exatamente. - ele indicou para que ela se sentasse em uma poltrona de frente à porta.

Steve explicou toda a história pré-soro. Como esse seu amigo, Bucky, sempre esteve presente em sua vida, até quando ele morreu em uma missão durante a guerra. E também como meses atrás a Shield descobriu que a Hidra estava infiltrada na instituição. Como ele descobriu que Bucky estava vivo, sob lavagem cerebral da Hidrae que ele salvou a vida de Steve. E agora ele estava foragido.

-Ele está lá fora em algum lugar. Ele precisa de ajuda, e eu não consigo sequer achá-lo.

-E você vai. Agora você pode contar comigo se precisar, ao invés de ficar calado e desaparecer. Você é importante para mim, então agora esse seu amigo, Bucky, também é.

-Obrigado. - ele sorriu tristemente - Natasha estava certa. Ela me disse que eu estava projetando o toda a situação do Bucky em você. 

-E você está?

-De certa forma. Você me lembra ele em alguns momentos. Especialmente quando é teimosa.

-Prefiro pensar como determinação e não teimosia.

-Qualquer coisa que te ajude dormir à noite. - Steve brincou.

-Isso seria uma mudança boa pra variar.

-Sim, seria... - ele disse prolongando a sentença - O que você fez essa semana?

-Bem, eu continuei treinando. Acho que Natasha está começando a simpatizar comigo, apesar de ter as minhas dúvidas. Mas eu gosto dela.

-Ela te levou para almoçar, coisa que ela nunca fez comigo por vontade própria.

-Então nós somos amigas íntimas agora! - ela riu e ele fez o mesmo.

-Se me lembro bem, nós tínhamos algo a conversar.

Steve estava subitamente sério agora, se sentando ao lado de Evellin no sofá e esperando que ela começasse a falar.

-Primeiro você precisa prometer não surtar.

-Eu prometo.

Evellin respirou profundamente, as mãos apertadas em punhos por apreensão.

-Algumas vezes, eu tenho flashbacks. Nesses momentos, eu não consigo diferenciar o que é real ou não. Eu apenas... Congelo.

-Foi o que aconteceu naquele dia do incêndio. E no quinjet. - Steve constatou e ela o olhou de lado, voltando a olhar pras próprias mãos. - Você lembra dos momentos em que estava com a Hidra.

-Sim. Eu estou tentando ser uma pessoa diferente, melhor do que eu era naquele tempo. Mas a todo momento esses flashbacks me lembram de que isso não é possivel. - ela escondeu o rosto nas mãos, balançando a cabeça negativamente.

-Ei, se acalme. Por que você não começa me dizendo do que se tratam os flashbacks? - Steve disse com um tom de voz tranquilizador, uma mão gentilmente repousada sobre as costas de Evellin.

-Eles variam. Às vezes são similares à realidade, outras são apenas instigadas.

-Como você descobriu que não era real?

-É como quando você está sonhando e acorda com alguém chamando seu nome. Você me chamou.

Eles continuaram naquela posição por vários minutos, até Steve dizer:

-Você vai ficar bem. Não é o que você sempre me diz? Nós encontraremos um jeito.



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