História I found You - Imagine Kim Taehyung - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Lendas Urbanas
Personagens Personagens Originais
Tags Bts, Jeon Jungkook, Jung Hoseok, Kim Namjoon, Kim Seokjin, Kim Taehyung, Min Yoongi, Park Jimin, Personagens Originais
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Palavras 1.423
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 13 - 13


Fanfic / Fanfiction I found You - Imagine Kim Taehyung - Capítulo 13 - 13

Ela respirou fundo. Seu coração começou a pulsar tão forte que S/N precisou bater no próprio peito para não o sentir. Pulou na próxima pedra, a névoa ao seu redor. Obrigou-se a lembrar os movimentos de Taehyung.

Um passo para a frente, dois para o lado, um para a frente, um para o outro lado. Seu cabelo se prendia em gravetos e galhos, quase arrancando sua pele, mas ela o puxava todas as vezes e seguia em frente.

Continuou os dez primeiros passos, cega pela névoa, os pés se movendo no ritmo; começou a tremer e os joelhos enfraqueceram, porque a cada passo um medo terrível recaía sobre ela: sentia como se estivesse muito acima da terra e que o próximo passo poderia ser seu pulo para a morte. A vertigem tomou conta de S/N.

É algum tipo de truque, disse a si mesma desesperadamente. Para fazer as pessoas voltarem. Precisava ignorar. Partiu para a próxima pedra. O sangue gelou: não havia nada abaixo de seu pé, ela iria cair num abismo e seus pais perderiam as duas filhas.

Não. Ela podia fazer isso. Não conseguia ver à frente ou atrás, então a única coisa a fazer era continuar. Para começar, a névoa havia grudado em seu rosto como um tecido molhado. Agora estava ficando mais espessa, era como se mãos estivessem acariciando suavemente sua face. Alguns passos adiante, a terrível textura de teias de aranha, e um de seus horrores vinha andando por uma teia e se prendera ao seu cabelo e rosto.

Mas ela continuou a dança, cinquenta pedras... sessenta pedras. Ela sabia que havia cerca de vinte pedras até o outro lado do buraco. Mas já se tinham ido setenta passos, e o chão ainda estava reto. As silvas também haviam desaparecido, apenas a névoa a cercava agora. Até mesmo o buraco ficara muito maior, ou as pedras a tinham conduzido para algum outro lugar.

Ela não tinha ideia de por onde estava se movendo. Não era ar, terra ou água. Parecia como se estivesse sobre uma água-viva.

Começou a ouvir a música mais claramente. Deu um último passo e o pé tocou terra seca. A névoa saiu de seu rosto, deixando-o melado, mas secando rapidamente. Era como descer de um avião num país estrangeiro. Os cheiros, os barulhos e a sensação do ar eram estranhos.

O último vestígio de névoa rodopiou e recuou, e ela viu onde estava. Era muito, muito longe de casa.

A música tocava, mas parecia estar vindo de todos os lados, flutuando sobre as árvores espalhadas à sua frente. Notas onduladas, subindo e descendo a escala; o tipo de música que, imaginava, seria tocada no Paraíso. Mas aquilo não era o Paraíso.

Não era o bosque normal também, aquele com o guarda, que começava ao fundo de seu jardim. Este era muito mais escuro, selvagem, as árvores eram deformadas e maciças. Eram pinheiros e abetos, verde-escuros, com folhas em forma de agulha. Erguiam-se ao redor dela com os galhos mais baixos desaparecendo no céu, os troncos cobertos de líquen e musgos, repletos de folhagens de samambaias.

Os caminhos que passavam por eles eram como túneis do subsolo. Eu não deveria estar aqui, pensou. Isso está errado. Uma lanterna estava pendurada num dos galhos, fornecendo uma luz amarela suave. Ela balançava ao sabor da brisa que cheirava a pinheiro.

 Acima das árvores havia estrelas, mas elas pareciam se abraçar umas às outras, como se o céu tivesse sido chacoalhado. Nada era normal ali. 

Algo uivou bem no fundo da escuridão e foi respondido por outro uivo. Lobos. Sem enganos dessa vez. Ela queria correr de volta pela névoa para a segurança, mas não podia.

Abaixou-se e pegou algo na grama. Era um brinco. Min hee estava ali em algum lugar. E não apenas Min hee. Percebeu movimentos pelo canto do olho. Virou-se. Havia outros por ali, flutuando entre as árvores. Pelo balanço da luz da lanterna, pôde ver olhos azuis ardilosos encarando-a. A luz refletiu nos cabelos brancos deles, transformando-os em prata e brilhando no dourado de seus pescoços e orelhas.

— Esperem — ela falou, tentando seguir seus movimentos. Tinha certeza de que eram crianças. — Vocês precisam me ajudar...

Mas percebeu um agito na escuridão e eles se foram, desaparecendo como fantasmas. Porém nada disso importava mais, porque Taehyung vinha em sua direção. Ele apareceu por entre as árvores, a luz criando listras em seu rosto, metade claro, metade escuro, como se estivesse usando pintura de guerra. Aos seus pés, o lobo magro e cinza. Havia algo errado com uma de suas patas traseiras, que o fazia pular feito um coelho. Quando ele parou à sua frente, o lobo parou também, como se fosse um cão treinado, e se enroscou em seus pés.

— Onde ela está? — S/N bateu firme no peito dele com as duas mãos. Ele recuou. Não fez nada para se proteger. Não falou nada. Olhava-a por trás de sua franja. — Onde ela está? 

Algo se mexeu nas árvores. Os outros ainda estavam lá. Talvez atacassem e dessem uma de Suga: dez contra um. Ela não se incomodava. Adrenalina corria em seu sangue. Apenas queria Min hee de volta. Ela o cutucou novamente, medo e raiva borbulhando. 

— Anda... me diga! Dessa vez, as mãos dele se moveram super-rapidamente e seguraram as dela.

— Pare — ele falou, enquanto o lobo ficou de pé ameaçadoramente e um rosnado baixinho ecoou de sua garganta. — Eu não brigo com garotas.

Ela tentou soltar as mãos, mas não conseguiu se libertar. Uma lágrima brotou de seus olhos. Ela piscou para secá-la, não iria deixar que ele a visse chorar. 

— Me diga agora, Taehyung — falou com a voz embargada. — O que está acontecendo?

Ele ignorou a pergunta.

 — Como você conseguiu.. como passou pela névoa? 

Ela ficou em silêncio

Ele balançou a cabeça. 

— Você me viu pular as pedras uma vez e lembrou — disse. — Muito inteligente. 

— Eu lembro tudo. Algumas vezes é como uma maldição. 

— Dessa vez isso colocou você em apuros. 

Ela mal conseguia respirar. 

— Não me importo. 

— Posso soltá-la? — ele perguntou. — Faolan está ficando irritada por você estar me atacando. 

— Faolan? 

— Minha loba. 

Ela olhou para os olhos âmbar da loba. Não eram amigáveis. 

— Significa lobinha na língua antiga — ele explicou. 

Faolan a encarou mais um pouco, então bocejou, mostrando um conjunto impressionante e assustador de dentes. S/N entendeu o recado.

 — Certo, eu paro — falou rapidamente. 

Ele aliviou o aperto das mãos e a soltou. Ela enfiou as mãos nos bolsos de seu casaco e respirou fundo algumas vezes, tentando se acalmar.

— Havia outro lobo. Ele mordeu Min hee — ela disse. — Não foi esse. Era branco. E havia um cara, um mais velho e mais alto que você.

— Jin e o lobo dele, Thor. Não a machucou muito — falou rapidamente. — Estava tentando tirar o colar. Ela será curada.

Como se soubesse o que estava sendo falado, um lobo uivou nas profundezas da floresta. 

— Você precisa voltar agora— ele disse apressado. 

Ela não se mexeu. 

— Nem mesmo sei onde estou. 

— No bosque.

— Não no bosque que eu conheço — ela disse. 

— Esta é a nossa terra.

 — Não compreendo. 

Ele deu uma versão fantasmagórica de seu sorriso normal. 

— Nem o Google Earth, ele sempre se enrola por aqui — falou. — Não consegue lidar com as névoas que conduzem a outros lugares... 

Era a vez dela de balançar a cabeça. 

— Não. Não pode ser verdade. É impossível — gaguejou. Por que seus dentes estão batendo? Algo estava muito, muito errado, e ela sabe disso. Aqui ela está muito longe de seu lugar.

— Quero minha irmã de volta, e daí vou embora — S/N disse. — Ela ficará histérica. Detesta a natureza e animais selvagens! 

Não havia sequer o sinal de um sorriso no rosto de Taehyung. 

— Eu avisei, mas você não ouviu. Ela é nossa agora — ele falou. 

S/N o encarou. 

— O quê? 

— Você não pode entrar aqui e levá-la de volta. 

— Vocês não podem fazer isso — ela respondeu. 

— Podemos. — Ele a olhava como se fosse uma estranha.

 Jamais deveria ter sentado e almoçado com ele.

— Podemos parecer com vocês, mas não somos. Muito menos pensamos como vocês.

— Então, quem são vocês? — ela perguntou com a mão na garganta, como se estivesse tentando se estrangular.

Ele encolheu um ombro, como se o que estava prestes a dizer não tivesse importância. 

— Somos o velho inimigo de vocês, S/N. Somos os Elfos. 




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