História I hate U, I love U - Capítulo 30


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Chanbaek, Drama, Exo, Hunhan, Kaisoo, Ot12, Taoris, Xiuchen
Visualizações 67
Palavras 4.845
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 30 - Capítulo 30


 

 - Eu não consigo respirar, acho que estou tendo uma crise de pânico - Desabotoei o primeiro botão da minha camisa e afrouxei a gravata - Eu não quero isso de novo, eu não...

   - Ei Baekhyun, respira - Minha psicóloga veio até mim e colocou as mãos em meus ombros - Está tudo bem - Ela inspirava e expirava no intuito de eu tentar fazer o mesmo - Agora sente, e me conte o que aconteceu.

   - Park Chanyeol foi para mais uma consulta tratar seu problema com sono, tudo bem, até o momento que eu soltei a bomba que queria morar com ele.

   - O que?

   - Sim, ele estava procurando alguém para dividir casa. E sabe o que eu fiz? Ofereci a minha - Soltei um gemido de frustração.

   - Ofereceu a sua? Quanta atitude.

   - O fato é que eu fiz por educação, ou por impulso - Ela me olhou entediada.

   - Primeiro. Ninguém oferece sua casa para dividir com outra pessoa por educação, ninguém. E segundo,  você sabe que o que é feito no impulso é aquele desejo reprimido.

   - Oferecer minha casa para outra pessoa morar é meu desejo reprimido? - Ri mas não via graça na situação.

   - Morar e reatar laços com a pessoa que você ama é seu desejo reprimido - Cerrei a mandíbula e fechei os olhos - Baekhyun, eu sou sua psicóloga, sei de seus sentimentos e segredos, coisas que nem seus melhores amigos sabem. Diga a verdade olhando nos meus olhos: você ainda o ama?

   - Amo - Disse e choraminguei - Não, não amo mais. Estou cansado disso tudo, e o que eu menos quero agora é voltar com Chanyeol e encher minha vida de problemas novamente.

   - Vou te dar minha opinião pessoal, já que você parou de me escutar como especialista - Concordei e ela tirou o óculos - Pare de complicar tanto. Você sofreu nove anos pela falta de Chanyeol, ele volta e tem a chance de se reconciliar com você, mas você foge. Então pare de fugir e seja adulto o suficiente para encarar esse problema. Ache a solução pra ele pelo menos uma vez, e da forma menos dolorosa possível. Porque eu conheço muito bem seu lado masoquista e sei que ele adora uma instabilidade emocional.

   - Acha que devo fazer isso?

   - Acho que deve fazer o que quiser, mas nós dois sabemos que o que quer é isso - A encarei confuso e a mulher sorriu pequeno - Ou não é? 

   - É e não é... - Senti meu celular vibrar e o peguei.

   - Desconhecido - Encarei a médica e ela concordou.

   Alô?

   Hey Baekkie... - Ele pigarreaou - Baekhyun, é o Chanyeol. Pensei na sua proposta e cheguei a conclusão que é uma péssima idéia.

   Então você não vai?

   Vou.

   Mas você disse...

   A idéia é péssima, mas quero arriscar. Irei arrumar minhas coisas, amanhã estarei lá.


   - Ele achou minha idéia péssima mas quer arriscar - Me joguei no sofá.

   - Pelo menos ele não tem medo.

   - Obrigada, de novo. Mas agora tenho que me preparar psicologicamente pra morar com meu ex.

   - Na próxima vez vá conversar comigo em minha casa, esse assunto já virou pessoal - Eu concordei e estava prestes a sair, mas a mulher me chamou novamente - E sua insônia, Baekhyun? 

   - Por nove anos essa bendita insônia esteve presente nas minhas noites, e a duas semanas ela parou. Tenho dormido feito um anjo - Disse um pouco alterado/irritado. A doutora apenas riu - Espero que siga assim.

 

  Eram mais ou menos duas da tarde, quando escutei alguém bater na porta. Levantei do meu sofá e me pus de pé. Meu coração estava acelerado e minhas mãos tremiam. Um enjôo - o mesmo que eu sentia quando mais novo - tomou conta do meu estômago. Eu queria correr para meu quarto e me esconder em baixo de meus cobertores.

  "Então pare de fugir e seja adulto o suficiente para encarar esse problema."

   - Tudo bem Baekhyun, você consegue. Você criou o problema, agora aguente - Parei na frente da porta e suspirei. A abri e dei de cara com Chanyeol, todo sorridente - O-oi.

   - Oi - O silêncio se fez presente e eu não sabia o que fazer. Cachorro apareceu do nada e pulou diretamente em Chanyeol - Cachorro! - O maior fazia carinho no cão que parecia reconhecê-lo. O animal latia e lambia sua mão com inquietude. Ele deitou de barriga pra cima num ato de pedir carinho. O estranho era que, cachorro nunca mais fez aquilo desde que Chanyeol tinha ido embora - Achei que você não o tinha mais.

   - Jamais abandonaria ele.

   - Eu sei, Baekhyun, sei que não o deixaria, te conheço. Achei que ele já tivesse morrido, isso que eu quis dizer. 

   - Ah - Sorri fraco e ele retribuiu - Entre.

   - Eu só vou deixar minhas coisas, tenho que voltar para o trabalho.

   - Mas hoje é feriado...

   - Vamos dizer que meu pai ficou muito bravo de eu voltar para a Coréia e fez alguns ajustes na minha rotina na empresa - Ele suspirou e pegou as malas - Onde eu as coloco?

   - Você vai ficar no antigo quarto de Junmyeon.

   - E ele? Como está? E sua omma?

   - Junmyeon casou com Yixing, eles até adotaram uma criança - Ri fraco - Até hoje não sei como Yixing aguentou o temperamento meio explosivo de meu primo. Eles conseguiram comprar a casa aqui da frente, então já viu né... - O maior riu fraco e concordou - Minha omma se casou novamente, está morando em Busan com meu padrasto.

   - Está aqui sozinho? - Sorri.

   - Jamais. Cachorro está sempre fazendo companhia - Chanyeol sorriu. Quando notei, já tínhamos subido com suas bolsas - Mas sim, estou sempre sozinho. 

   - Não se sente solitário? - Ele perguntou enquanto saíamos do quarto - Digo isso porque morava sozinho também. 

   - As vezes sinto falta de ter alguém, todos os meninos namoram, alguns já até moram juntos, não é sempre que eles querem sair. Falando neles, você conversou com algum de seus antigos amigos?

   - Sim. Na verdade eu... Eu nunca perdi contato com nenhum deles - Franzi o cenho.

   - Quando eu perguntei, todos negaram que falavam com você... 

   - Eu pedi isso pra eles...

   - Mas por quê? Eu senti sua falta na época, e...

   - Eu sei - Chanyeol se aproximou um passo - Também senti a sua, até ontem pra falar a verdade. Mas eu sabia como você era, Baekhyun, como você é - Ele se aproximou mais dois passos, fazendo eu encostar na parede - Eu sabia que você ficaria apegado a mim se a gente conversasse. Eu queria que você fosse feliz, que seguisse em frente, e só Deus sabe como eu espero que isso tenha acontecido. Porque eu infelizmente não consegui - seus olhos estavam vidrados nos meus. Minha pele parecia clamar pela sua e se ele continuasse a me encarar daquele jeito enquanto começava a se aproximar, eu sabia que iria beijá-lo.

  O maior desviou o olhar e desceu  as escadas. O que foi aquilo? Eu precisava dormir.

  Mal abri a porta de meu quarto e levei um susto.

   - Wonwoo! - Coloquei a mão em meu peito - Que susto!

   - Você deveria estar acostumado com isso.

   - Engraçadinho - Fiz careta - O que foi? Não aparece aqui já faz um tempo... Viu o que aconteceu? 

   - Sim...

   - Isso me deixou confuso - Sentei na cama - Eu não queria isso. Não que eu não quisesse vê-lo aqui e tudo mais, mas só que não entendo o que eu fiz sem meu próprio  consentimento.

   - Baekhyun, lembra o que Minseok disse quando explicou pra você o que aconteceria se você e Chanyeol ficassem ligados e se separassem? - Ele se sentou do meu lado meio receoso.

   - Nos reencontrariamos em outra vida de dor e sofrimento ou... 

   - Voltariam a se encontrar mais tarde. Vocês ainda tem um laço sentimental. Nenhum dos dois se esqueceu, vocês ainda...

   - Não. Eu segui minha vida e ele seguiu a dele.

   - Vocês ainda se amam - Tentei abrir a boca pra protestar mas nenhuma palavra saiu - Não foi nada fácil fazer você ceder e aceitar seus sentimentos na primeira vez. Agora você já está mais maduro e já é um adulto, espero que lide e aceite isso como um humano civilizado. E pra esclarecer o que aconteceu na tarde de ontem, foi o laço de vocês dois os colocando no caminho um do outro definitivamente dessa vez.

   - Agora nosso laço pode fazer o que bem entender? - Ri fraco e me senti aliviado quando finalmente consegui falar.

   - Sempre pode.

   - Esse "laço" tem que entender que eu não quero Park Chanyeol em minha vida - Me sentei na beirada da cama e respirei fundo.

   - Ah, cale a boca! Desde o dia que você o viu fica suspirando pela casa e está louco pra vê-lo sem roupa - Arregalei os olhos - Quer saber? Faça o que achar melhor, você não tem mais 15 anos e sabe o que sente.


  Wonwoo voltou para onde deveria estar e eu fui para a sala assistir um filme e tentar me distrair e esquecer aquilo tudo. Logo eu peguei no sono e me entreguei por completo.


  Eu me sentia agoniado por estar preso daquele jeito. Era um lugar escuro e não era audível nenhum tipo de som, alguns flashs de luz se faziam presentes ali, como se fossem trovões . Pela pouca claridade do local eu via minhas mãos sujas. Eu agonizava e gritava o nome de Chanyeol, mas o mesmo não a parecia.


  Chanyeol estava sentado no outro sofá enquanto me encarava dormir. Seu abdômen nu chamou minha atenção logo de cara. Ele parecia mais musculoso, mais forte, gostoso...

   - O-o que foi? - Questionei e o maior franziu o cenho.

   - Eu que lhe pergunto, você acordou num pulo, parecia até um pesadelo - Ele disse enquanto fazia carinho em cachorro, que eu nem percebi que estava com a cabeça em seu colo. O Park me encarou com uma feição provocativa, sensual... Eu não aguento mais.

   - Não era nada - Disse e subi, tentando me acalmar.

 

 * Chanyeol *

  Ok, sabe quem está surtando? Eu mesmo. Byun Baekhyun me convidou para morar com ele. Ok. Meu ex namorado Byun Baekhyun. Ok. O cara que eu amo pra caralho. Ok. Tá. 

  Minha cabeça estava a mil e eu não sabia como agir. O lugar era conhecido mas estranho ao mesmo tempo. Isso servia para Baekhyun também, ele estava igual ao menino de 16 anos. 


  Cheguei em minha "nova" casa cansado. Tudo o que eu queria era um banho, uma cama e Baekhyun. Sim,  Baekhyun. Caralho, eu não tenho palavras pra demonstrar a tamanha saudade que eu senti daquele garoto. Todas as vezes que eu senti sua falta, do seu abraço, seu beijo, seu corpo... Foram os piores nove anos da minha vida, e eu me sentia quase completo novamente. 


  Passei pela sala e achei o mais velho deitado no sofá. Ele cochilava tranquilamente, seu rosto estava amassado pela borda do sofá. Não pude deixar de sorrir. Afrouxei a gravata e subi, eu ainda precisava de um banho. Tomei um banho quente e demorado, tentando relaxar meu corpo.

  Desci novamente, chegando a tempo de achar Baekhyun dormindo novamente. Fiquei o encarando e observando dormir. Fazia tanto tempo, tantas memórias que eu relembrei quando soube que tinha marcado uma consulta com Byun Baekhyun. 

  Senti o mesmo frio na barriga de quando o garoto passava por mim no corredor da escola, o mesmo calor de quando eu ficava excitado por conta de seu corpo, a mesma vontade de sorrir toda vez que acordava com Baekhyun em meus braços, e a mais intensa sensação de todas: o mesmo amor de quando eu o tinha só pra mim.

  Me senti num beco sem saída por estar naquela casa novamente, junto com um ex que eu ainda amo. A vontade de beijá-lo e abraçá-lo era realmente muito grande, mas ele parecia não querer e nem se importar mais.

 

 

   - O que está fazendo? - Perguntei ao chegar na cozinha. Me encostei na parede, observando Baekhyun. Ele estava sem blusa e com uma calça de moletom, com a barra da sua box vermelha aparecendo. Ele sempre ficou muito bem de vermelho... Eu não quero parecer um pervertido mas pelos deuses! Eu queria tanto sentir aquele corpo no meu que ficava difícil.

   - Ham? - Ele virou para me encarar com aquele olhar inocente. Sua boca estava entre aberta e aquilo me dava nos nervos - Ah... Arroz e carne, e tem kimchi também... Aí! - O menor soltou a colher e deu um pulo assustado. 

   - Ei, o que foi? - Cheguei perto de si e vi que ele tinha queimado um dedo. Peguei em sua mão rapidamente para ver o machucado, e o senti ficar paralisado. Seus olhos me encaravam atentos e eu fingia não ver, olhando para sua mão - Va se sentar, eu termino aqui.

   - Você cozinha? - Baekhyun perguntou num riso fraco enquanto se sentava no balcão da cozinha, onde seus pés ficavam balançando.

   - Eu morei sozinho por algum tempo, então eu aprendi na marra - Dei de ombros e tirei a carne da frigideira, colocando o arroz pra cozinhar.

   - Ah, entendi... - Sorri e ele franziu o cenho - O que foi? - Tampei o arroz e fui até ele. 

   - Nada, só estou sorrindo - Ele concordou.

   - Se eu fosse você, cuidaria o arroz,  ainda não confio nos seus dotes culinários.

   - Então é assim, Byun Baekhyun? - Ele concordou e deu de ombros, com cara risonha. Apoiei cada mão ao lado de seu corpo. 

   - O que está fazendo? - O moreno questionou e inclinou a cabeça pro lado quando eu me aproximei e fiquei entre suas pernas. Segurei sua cintura e o puxei para perto de mim. Baekhyun olhou para o lado,  tentando desviar meu olhar, e eu aproveitei a brecha pra chegar perto de seu pescoço e mordiscar sua orelha - Chan-nyeol... - Ele sussurrou baixo. Quando fui encostar nossos lábios, o escutei chamar mais alto - Chanyeol, o arroz! - Ele riu - Você nunca mais vai chegar perto da minha cozinha.

   - O que? - Pisquei, e quando encarei Baekhyun novamente. Ele estava sentado no balcão e eu perto do fogão - Ah, o arroz - Desliguei o fogo do arroz e suspirei. Eu estou ficando louco, não é possível. 

   - Você ficou olhando pra parede e não escutou quando eu te chamei nas primeiras vezes... 

   - Aish...

 

  Eram nove da manhã de sábado. Caralho, pra que acordar cedo no sábado? Na verdade eu mal dormi. Dormi e acordei assustado e suando inúmeras vezes naquela noite, não lembro se estava tendo alguns pesadelos ou coisa parecida, mas aquela foi uma noite realmente mal dormida.

   - Minho! - Chamei mas não tive resposta - Por favor, apareça pra mim... Sei que deve estar ocupado mas eu não sei o que está acontecendo! Não consigo dormir desde que voltei pra cá, eu já não conseguia pra falar a verdade, tenho tido alguns sonhos enquanto estou acordado, e Baekhyun parece muito mais atraente do que já é... - Eu andava de um lado para o outro e não esperava que ele fosse aparecer e falar comigo, ele parecia gostar de não aparecer pra mim quando eu mais precisava.

   - Não fique tão nervoso, garoto... - Escutei sua voz tranquila atrás de mim e eu me sobre saltei. Virei e vi o anjo encostado na porta. Ele entrou e a fechou - Vem, vou te explicar com calma.

   - É, porque isso está me deixando atordoado - Sentei na cama e suspirei pesado - Por que Baekhyun me convidou pra morar aqui? Nem se ele estivesse realmente precisando dividir a casa pra diminuir o prejuízo ele escolheria isso. E se ele precisasse convidaria qualquer outra pessoa, menos eu. Eu o conheço muito bem. 

   - Você realmente o conhece, ele não te convidaria mesmo que seu coração estivesse implorando. Ele é orgulhoso, você bem sabe - Me sentei na beirada da cama e Minho fez o mesmo, sentando de frente pra mim.

   - E isso tem uma explicação? 

   - Você lembra da sua ligação com Baekhyun não é? Aquela que não pode ser desfeita? - Concordei - Vocês estão próximo novamente, então ela está fazendo tudo o que pode para vocês ficarem juntos. Baekhyun também está tendo seus próprios problemas com essa ligação.

   - Isso é horrível! E se Baekhyun não quiser ficar comigo? Ele vai ser forçado a isso? Ou melhor, como ficam os sentimentos dele nisso tudo? - Minho revirou os olhos - Se for pra ele ficar comigo, que ele me ame e não só acredite que me ama.

   - Ei, calma Chanyeol, respira - Ele estendeu um copo de água - Tome, se acalme.

   - O que tem aqui? - Franzi o cenho encarando o copo de água que praticamente apareceu na mão de Minho.

   - Água - O anjo disse com um tom de óbvio. Ele pegou o copo e bebeu um gole - Viu? Apenas água. Está duvidando do seu anjo guardião? - O mesmo me olhou e agora parecia realmente indignado.

   - Ta, que seja... Me explica logo isso, por favor - Falei.

   - O laço não força ninguém a gostar de ninguém. Você acha que anjos fazem esse tipo de coisa? - Minho parecia realmente irritado - Se Baekhyun parasse de gostar de você, o que é impossível pela intensidade da ligação de vocês dois e também porque já são ligados, a primeira coisa que aconteceria seria o laço se desfazer.

   - Então é impossível essa coisa nos deixar em paz ou esse laço se desfazer? E se Baekhyun não gostar de mim mesmo? - Minho me olhou, torceu a boca e depois suspirou.

   - Você sabe como é raro um laço tão profundo quanto o seu e o de Baekhyun, Chanyeol? - Dei de ombros e neguei. Ele se remexeu e se apoiou com uma mão na cama - Você já escutou isso, mas vou repetir: Se você e Baekhyun não se amassem de verdade, nem haveria ligação pra começo de conversa.

   - Mas Baekhyun diz que não sente mais nada... - Minho me encarou com uma cara de tédio e ao mesmo tempo de deboche.

   - Acredite no que quiser, Chanyeol.

   - Ah - Levantei e coloquei as mãos na cabeça -, eu vou enlouquecer! - Disse e o mais velho sorriu sem mostrar os dentes - Eu preciso comer, mas preciso comer coisas gordurosas...

   - Coisas que daqui a algum tempo irão te matar? - Minho perguntou e e eu concordei.

   - Vou ter que sair pra comprar, aish... 

   - Vai lá, se precisar de alguma coisa realmente importante pode rezar que eu te ajudo.

  O anjo sorriu e sumiu.

 

   - Acordado a essa hora? - Baekhyun perguntou quando eu passei pela cozinha - Pelo jeito que chegou cansado ontem, achei que dormiria até bem mais tarde hoje.

   - Eu tenho tido problemas com sono lembra? Acordo e durmo toda hora... - Ele suspirou pesado e concordou - Mas e você? Trabalhando no sábado? 

   - Minha insônia voltou a alguns dias então não tenho dormido muito. E também que eu tinha fichas de alguns pacientes pra preencher, mas já estou acabando - Ele me olhou com um leve sorriso nos lábios.

   - Acho que precisamos de um remédio para nos doparmos - Ele ainda tinha um sorriso nos lábios. 

   - Acha que não foi a primeira coisa que eu tentei? Parece que piorou - Baekhyun largou a caneta que tinha nas mãos em cima da mesa e passou a mão pelos cabelos.

   - Vou no mercado, quer alguma coisa? - Ele pensou um pouco mas logo concordou.

   - Por favor, uma caixa de bombom, sorvete de flocos, pó de café... - Ele continuou falando enquanto pegava dinheiro na carteira que estava em cima do balcão.

  Era estranho o jeito natural que conversávamos um com o outro. Parecia que já éramos acostumados com a companhia alheia, e o mais estranho era aquilo parecer normal para Baekhyun. Digo, me mudei pra cá ontem e parece que estamos tão íntimos como se fossemos casados...

   - Ei, não é mais fácil fazer uma lista ou ir comigo? - Ele deu de ombros.

   - Pode ser. Só vou pegar minhas... - Ele colocou a mão no bolso e arregalou os olhos - Aish... de novo? - O menor resmungou e subiu as escadas correndo. 

   - Baekhyun, está tudo bem? - Gritei do andar de baixo.

   - Está sim! Só deixe eu procurar no banheiro...


  Depois de alguns minutos Baekhyun desceu sem nada em mãos.

   - O que estava procurando? - Questionei e ele foi em direção a cozinha, ignorando minha pergunta. Resolvi o esperar ali mesmo, já que ele voltou a procurar alguma coisa.

   - Você não viu uma caixinha branca e pequena? - Escutei o barulho de uma gaveta se abrir.

   - Não... 

   - Aish... - Ele passou reto para a porta da frente e a abriu - Vamos? - O mais velho se virou para mim. Ai. Meu. Deus. Baekhyun estava com um óculos redondo que o deixava extremamente fofo, ainda mais com aquela sua feição enfezada. Não pude deixar de sorrir de lado, ele estava tão... - Chanyeol! Você está fazendo de novo.

   - Estou fazendo o que? - Caminhei até o lado de fora e o esperei trancar a porta da frente.

   - Aquilo de olhar pra um local fixo e dar uma viajada.

  Fiz careta - Eu não faço isso. Quando eu fiz isso?

   - Ontem quando quase deixou o arroz queimar - Ele entrou no carro e eu fiquei do lado de fora. Que saco, ele já percebeu isso?

   - Tenho andado muito cansado, é apenas isso - Liguei o carro e saímos dali - Mas diga, o que você estava procurando antes de sairmos? Não sei o que era, mas parecia importante.

   - Minhas lentes de contato. Eu às vivo perdendo, então espero que logo eu as encontre.

   - A quanto tempo você usa óculos? - Ele pareceu pensar antes de responder.

   - Acho que fazem mais ou menos sete anos. Mas eu prefiro as lentes.

   - Na minha visão você fica muito bonito de óculos - Disse simplista. Olhei de lado para Baekhyun e o mesmo parecia envergonhado.

   - Preste atenção no trânsito. Não tire os olhos da rua.

   - A rua está vazia - Ele me olhou feio.

  Escutei o celular do Byun vibrar e logo o menor atendeu.

   - Sim, omma? A senhora ainda vai almoçar lá em casa hoje? - Ele fez uma pausa - Suho e Yixing também vão, e tem uma pessoa que eu tenho que mostrar pra senhora - Ele revirou os olhos - Não dona Paula, não é um novo namorado, e a senhora já conhece. A senhora vai saber na hora, agora estou indo no mercado, ok... Tchau. 

   - Minha omma vai ficar realmente feliz em te ver, ela gosta de você como um filho.

   - E você Baekhyun? Gosta de mim como o que? 

  Eu sabia que tinha o encurralado. Ele abriu e fechou a boca várias vezes, mas parecia não saber o que fazer ou falar. Parei o carro no estacionamento do mercado e quando o desliguei, voltei minha atenção para o Byun.

   - Não precisa responder, Baekkie. Isso já responde minha pergunta - Sai do carro mas ele continuou ali sentado, meio desnorteado - Você vem? - Ele concordou e saiu do carro.

 

   - Baekhyun, pra que tantos doces? - Perguntei. Nosso carrinho tinha mais porcarias do que qualquer outra coisa - Vai ficar diabético.

   - Bom, eu gosto muito de doce, principalmente de sorvete... e você? Pra que tanta coisa gordurosa? Vai ficar gordo - Fiz careta e ele revirou os olhos - Sempre gostei muito de doce, nesse aspecto sou pior que criança... - Olhei para o menor e ele tinha uma expressão indescritível. Não sabia se ele estava pensativo, tranquilo, distraido ou triste.

   - No que está pensando? - Ele me olhou como o cenho franzido.

   - Não sei, não consigo pensar em nada... - Ele falou depois de pegar um saco de arroz e colocar no carrinho - Sobre sua pergunta mais cedo, eu... - O cortei no meio da frase.

   - A pergunta era pra te deixar confuso Baekkie, não pra você responder - Ele semi cerrou os olhos e entortou a boca em uma careta. Aquela sua expressão e aquele óculos o deixavam tão fofo. Ele parecia o mesmo, tanto fisicamente como nos hábitos, só que agora estava um pouco mais cansado.

   - Então saiba que você é importante pra mim, e que eu gosto de você, mas ainda não sei de que jeito - Ele saiu em minha frente empurrando o carrinho. Eu fiquei ali meio incerto do que tinha escutado. O que foi aquilo? Byun Baekhyun admitindo gostar de mim? Não vou nem perguntar onde ele guardou seu orgulho.


  Depois do mercado, chegamos em casa e eu fui ajudar Baekhyun com o almoço. Não fiz quase nada, afinal o garoto ainda desconfiava do meu "dom culinário".

   - Se prepare, ela vai...

   - Chorar e me abraçar até me esmagar, eu sei - Baekhyun sorriu e foi até a porta.

  Olhei pela janela da cozinha e sua mãe estava saindo do carro e não estava acompanhada por ninguém. Escutei Baekhyun falando com alguém na sala e essa pessoa logo entrou na cozinha.

   - Oh meu Deus - Yixing tapou a boca e ficou ali parado ao lado do marido que veio atrás. Os dois me encaravam boquiabertos, mas Suho não parecia tão surpreso. Logo vi uma movimentação atrás deles, era a Sra Yoon.

   - Filho, eu trouxe refrig... - Ela parou de falar quando me viu. Ela tinha a mesma expressão que Yixing, só que parecia mais espantada.

   - Chanyeol? - Ela sorriu largo e veio até mim. Ela parecia calma, será que tinha aprendido a controlar suas emoções - Park Chanyeol! - Ela me abraçou forte e logo começou a fungar. Ok, ela continuava como sempre.

   - A senhora está me apertando um pouco - Ela fez mais pressão com os braços em volta de meu corpo - Eu também senti falta da senhora. 

   - Aigoo... - Ela limpou uma lágrima que escorria - O que está acontecendo? Você e Baekhyun voltaram? E como você está aqui?

   - Não voltamos mãe - O mesmo disse de imediato. Ele passou reto para perto da pia.

   - Ainda não voltamos, mas vou resolver isso logo logo - Sussurrei e ela sorriu - Respondendo a sua pergunta anterior, eu pedi transferência da empresa de Nova York para a daqui, então estou morando aqui novamente.

   - Aqui, em Seul ou nessa casa?

   - Nos dois. Eu precisava de um lugar pra morar e Baekhyun me ofereceu sua casa - Ela fez cara de confusa. 

   - Baekhyun fez isso? 

   - Culpa do laço - Ela riu fraco. Sim, a mãe de Baekhyun sabia da história, tanto que foi como Minseok. 

   - Meu filho, você vai aprender que nem tudo é culpa do laço no caso de vocês dois. Na verdade quase nada...

   - Ok, foi um belo reencontro o de vocês, mas a comida vai esfriar - O menor disse distraido enquanto pegava uma panela quente. Peguei um pano e corri até ele quando o mesmo gemeu de dor. Segurei a panela e a coloquei em cima do fogão novamente.

   - Por que está tão distraio? - Ele me olhou confuso. Segurei sua palma para cima para ver como estava, e estava só vermelha - Sorte sua que não estava tão quente.

   - Eu estou bem - Ele puxou sua mão - Vamos comer... Omma! - A mulher se sobre saltou - Onde está o HyungSik?

   - Ele foi chamado de última hora pra cobrir uma reportagem na China - Ela olhou pra mim - Meu marido é jornalista de um grande jornal de Busan, acabou tendo que ir de última hora. Mas terão outras oportunidades para vocês se conhecerem - Sorri fraco.

   - Com certeza - Olhei para Junmyeon - Baekhyun disse que vocês tem um filho...

   - Uma garotinha, Ah Ro - Yixing sorriu bobo enquanto seu marido falava - Ela ficou na casa da mãe de Yixing hoje, por isso não veio.

   - Ah, sim...


 

 - Chanyeol - A Sra Yoon me chamou em um murmúrio - Por que Baekhyun estava desse jeito? - Ela apontou com a cabeça para o mesmo que estava colocando os pratos na pia.

   - Eu também não sei, ele parece meio cansado, meio doente... 

   - Se ele passar mal me ligue, moro longe mas posso indicar algum remédio - Concordei com um sorriso pequeno no rosto.



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