História I Love You. I Lost You. - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Personagens Originais
Tags Bts, Jikook, Jimin, Jungkook
Visualizações 5
Palavras 2.208
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


AVISOS:

- Caso você não seja bom em algarismos romanos XXI é 21, nosso século e XIX é 19. Se você já sabia, ignore isso.
- Os dias do passado e do futuro são os mesmos, o que muda são só os anos.
- Na história, eles atualmente são reencarnações dos "eles" de 1832, ou seja, eles não estão vivendo ao mesmo tempo e nem se lembram das vidas passadas.
- Desculpem erros, tanto de ortografia quanto erros de continuidade e etc. Escrevi com sono então deve ter bastante.

Capítulo 2 - Capítulo I


Park Jimin POV

Século XXI, 15 de Novembro
 Senti a luz e o calor solar pousando na minha pele, seguido de uma sensação inocente de leveza. Abri os olhos e todo esse sentimento bom se foi. Não reconheci o lugar em que estava e para "melhorar" as coisas, a última coisa de que me lembrava era de um estranho me chamando pra casa dele e o pior é que eu havia aceitado. Certo, isso foi muito idiota, até mesmo para mim, mas isso me ajudou à descobrir que eu faço besteiras ainda maiores que o normal sob efeito de álcool.
- Então a bela adormecida decidiu acordar. Que bom. A porta é bem ali. - A voz de um rapaz soou na sala e logo o dono dela surgiu, eu o conheci ontem, tenho lapsos de memórias dele. Mas eu não lembrava dele ser tão seco.
- Eu já vou embora, não se preocupe. - Fiz pouco caso. - Hum... Ei, você não... - Me interrompeu.
- Ah, não! Céus, eu nunca faria isso. Você... Você é maluco, tá explicado. Olha só, você que pediu pra dormir aí, eu fui legal e deixei. Viu, sou quase uma freira. - Ele falou, alternando entre tons de sinceridade e irônia.
- A-ah. Nesse caso, desculpa se fiz algo imbecil, eu nunca bebi até chegar àquele ponto então... Quer saber, não importa. Obrigado pelo abrigo, já vou indo. - Levantei e olhei de relance para a mancha de bebida na minha camisa cinza, ignorei e fui em direção à saída.
- Calma aí, prodígio. - O vi tirar a camisa preta que vestia e jogá-la na minha direção. Olhei-o com uma careta. - Tá limpa, eu acabei de vestir. Não seja mimado, é isso ou a blusa manchada. - O jovem que eu lembrei se chamar Jungkook, disse e deu de ombros. Não pude deixar de notar como seu abdómen, agora nu, se flexionava com seus movimentos.
 Troquei minha camisa pela dele rapidamente e notei que ele evitou olhar na minha direção enquanto o fazia.
- Certo, obrigada mais uma vez. - Dei um sorriso e girei a maçaneta.
- Jimin, eu tenho a sensação que vamos voltar à nos ver, nesse caso, cuide bem da minha camisa pra devolver ela. - Disse ele divertido, não consegui saber se falava sério ou não. 
- Tudo bem, até logo então.
- Espero que não tenha roubado nada. Até. - Foi a última coisa que ouvi ele dizer antes de fachar a porta.
 Parei numa calçada para chamar o táxi, mais ou menos meia hora depois disso, já estava em casa.
- Park Jimin. - Minha mãe rugiu irritada assim que me viu.
- Ao vivo. Em cores e 3D. - Ironizei.
- Posso saber por onde andou? - Questionou.
- Não, mas a senhora pode saber que sou um adulto e não preciso dar esse tipo de satisfação. - Respondi, igualmente nervoso. Ela adorava pegar no meu pé por tudo.
- Olha como fala comigo, eu sou... - A interrompi.
- Minha mãe. Eu sou seu filho e você não me trata como nada além de uma máquina de dinheiro. Isso tira seu direito de querer agir como mãe no tempo livre. - Praticamente cuspi as palavras e saí em disparada para meu quarto.
 Jogado na cama, meu sangue fervia de raiva. Como ela podia ser tão irritante?
 Eu queria quebrar tudo que havia no mundo, eu queria quebrar o mundo no meio. Em outras palavras, eu tava surtando internamente.
 Atirei minha camisa suja no chão e tirei a preta que vestia, a segurando em mãos. Analisei a peça e esbocei um sorriso lateral, estava mesmo limpa. 
 Engraçado como às vezes, as coisas mais idiotas, são as que precisamos pra sorrir ao menos um pouco.


Século XIX, 25 de Novembro de 1832

 Mais de uma semana se passara desde o último que fui junto de meus país. Eu vinha apreciando esses dias sem ir à esses eventos entediantes, no entanto, esta noite mesmo, iria à um. Porém, por razões desconhecidas, não estava tão irritado por ter esse compromisso, eu tinha a sensação que algo bom aconteceria, além do quê, não era um baile focado em negócios e isso significava que eu teria companhia.
 Seokjin, meu amigo de infância, estaria na comemoração e certamente me causaria boas risadas com suas histórias cômicas.
 As horas passaram e conforme a noite chegou, nós também chegavamos no salão de festas, ouvindo a doce melodia típica de bailes da família Kim. Eles não mudavam o arranjo das quadrilhas por nada.
- Ah, amigo querido... É tão bom ver seu rosto outra vez. - Seokjin disse com um sorriso e nós trocamos cumprimentos.
 Aguardamos até que os de mais idade se distraissem e saímos de perto deles disfarçando. Fora da construção, gargalhamos em alegria.
- O doce sabor da liberdade. - Eu disse, sentando no banco onde Jin já descansava.
- Sim... - Confirmou, sem animação alguma na voz.
- Ei, te ocorreu algo de mal? - Preocupei-me.
- Não é nada, não se preocupe, Jimin. - Não me parecia de maneira alguma ser "nada", algo estava certamente acontecendo.
- Seokjin, diga agora o que lhe aflige. Sou seu amigo e preciso saber como ajudá-lo.
- Agradecido. Mas não há como me ajudar. Mas e quanto a você? Algo de diferente aconteceu? - Perguntou ele gentil, deixando de lado o olhar tristonho.
- Não, na verdade nada. - Respondi simples.
- Me magoa saber que não vai falar sobre mim! - Alguém disse de longe, apesar de te-lo ouvido só uma vez, sabia que era a voz de Jeon. Só de escuta-lo, meu corpo esquentou de leve.
 Ele veio até nós sorridente e cumprimentou Seokjin, que agora me olhava desconfiado.
- Seokjin, este é o senhor Jeon, eu... O conheci num baile passado. - Expliquei.
- Ah, mas é claro. Jimin, agora que você tem companhia, acho que vou guiar algumas damas na valsa e procurar pelo senhor Namjoon. - Meu amigo anunciou. Eu assentia. - O verei novamente em breve? - Agora olhava para Jeon.
- Oh, certamente. - Jungkook respondeu sorrindo.
 Nos despedimos do rapaz, assim que o mesmo se retirou, o clima tomou peso. Eu não queria ficar sem o Kim, ele me passava segurança, enquanto Jeon só me deixava tímido.
- Eu disse que nos veríamos logo. - Jungkook alegou, sorrindo lateralmente.
- Está me seguido ou o quê? - Brinquei.
- Trabalho para uma família que é bastante próxima da sua, é comum que eu esteja por perto. - Seu argumento tinha sentido.
- Isso tem fundamento. - Suspirei - Bem, o senhor parece bem jovem, vive com seus país? - Perguntei curioso.
- Ah, não. Só conheci minha mãe, ela se foi à alguns anos, que Deus a tenha. - Fez o sinal da cruz ao concluir.
- Sinto muito. - Assentiu. - Então, pretende continuar prestando serviços à essa família? - Minha curiosidade havia se aflorado naquela noite.
- Não, não, de maneira alguma. Eu só vou continuar lá até conseguir o bastante para viajar. - Respondeu atencioso.
- Viajar...
- Sim, passar o resto da vida na estrada, morrer bem longe de onde nasci. Esse é meu sonho. - Jungkook respirou fundo, positivo. - E o senhor Jimin, o quê pretende fazer em sua vida? - Pela primeira vez, ele interrogou-me.
- Eu não sei, não tenho muito tempo pra pensar nisso. - Lamentei baixando o olhar.
- Ei, anime-se. Eu posso levá-lo comigo. - Senti seus dedos erguendo meu queixo, me fazendo olhá-lo. Ele tinha um sorriso realmente bonito. Me hipnotizava.


Século XXI, 25 de Novembro

 Hoje eu conheceria minha noiva, isso era bizarro considerando que eu não estava nem um pouco animado. Era mais como uma terrível obrigação.
 Abri a gaveta para pegar uma gravata, a última coisa que faltava. E ali, bem apertadinha entre panos, estava uma camiseta preta, esperando pra voltar pro seu dono. Eu não a colocara para lavar, não queria que ela perdesse seu aroma, ela cheirava à aventura.
 Sorri bobo e terminei de me aprontar, descendo em seguida. Ouvi barulho de talheres, que significava que a mesa estava sendo colocada, o que necessariamente, queria dizer que meus sogros e a filha haviam chegado.
 Nossa, mal posso esperar...
- Boa noite. - Saudei todos ao redor da mesa, notando alguém a mais.
 Todos se viraram para me olhar e responder e então soube quem era o tal ser que não estava nas minhas contas. 
 Meus olhos se encontraram com o da pessoa ao tempo que minha mãe falou:
- Ah, Jimin, você não sabia, não é? Olha que maravilha, sua noiva têm um irmão e ele têm quase a mesma idade que você.
 Continuei em choque e sem ação alguma, foi aí que meu "cunhado" resolveu se pronunciar.
- É um prazer conhecer o noivo da minha irmãzinha. - Se levantou com um sorriso malicioso e me estendeu a mão. - Jeon Jungkook, sempre aos seus serviços.
 Só podia ser uma grande pegadinha. Não podia estar mesmo acontecendo.
 Segurei sua mão e fitei-o.
 O jantar parecia ter demorado um século, eu não disse sequer uma palavra nele. Muitas vezes eu tive a sensação do olhar de Jungkook pesar sobre mim, não me incomodava mas me deixava sem jeito. Era uma coicidência um pouco grande demais.
 Quando todos estávamos alimentados, a voz grave de Jeon soou.
- Jimin, podemos conversar um pouco, à sós? Sabe, assuntos de meninos. - Jungkook pediu de um jeito que tornou impossível entender o propósito real da proposta.
 Minha mãe, desesperada para que eu criasse laços com aquela família, mandou que eu o levasse para a sacada, para falarmos tranquilos.

- Então você sabia. Por isso me ajudou, não foi? - Insinuei assim que chegamos no local.
- Desconfiava. Minha mãe descreveu você muito... Igual à você. Você também me disse seu nome. - Respondeu. - E não, não foi por isso. Eu pareço ruim ao ponto de jogar um bêbado na rua? 
- Quer mesmo que eu responda? - Ironizei e ri em seguida.
 Nós dois nos encostamos na grade de proteção e observamos o céu. Um silêncio se formou, mas não era desconfortável.
 Nós entreolhamos por um momento e Jeon esboçou um sorriso travesso.
- É nessa parte que você me beija? - Brincou e riu alto.
- Quê? - Ri confuso.
- Se estivéssemos em um pornô gay, acho que essa era a cena em que você me agarraria. - Ele deu mais uma risada, acabei rindo junto.
- Não. Se fosse um pornô nós teríamos transado naquele dia na sua casa. - Jeon não pode conter o riso.
- Ah, é claro. Mas transaríamos aqui de novo, a sacada é uma boa jogada de marketing. - Falou ele, soltei uma risada nasal.
- Você imagina cada coisa. - Neguei com a cabeça.
- O que quer dizer com isso, prodígio? Você não é tão ruim, fazer sexo com você não seria o inferno. E vamos combinar que eu também não sou tão repugnante. - Suas palavras me deixaram tímido, senti as bochechas ficarem quentes.
- N-não diga coisas assim de brincadeira. - Desviei o olhar.
- E se não for brincadeira? - As mãos do rapaz pousaram na minha cintura. Jeon aproximou-se mais para falar. - No final das contas, eu acho que o beijo seria nessa parte. - Ele se referia à conversa anterior, onde imaginávamos como seria se estivéssemos em uma história erótica homossexual. Jungkook encostou a cabeça no meu ombro.
- Seria sim, sem dúvidas. - Me afastei, rindo de  leve.
- Melhor voltarmos, ou vão vir nos chamar. - Disse e eu assenti. - Ei... O que você acha disso de "noivados comerciais"? - Esse era o nome dado à minha atual situação, era comum as pessoas terem relacionamentos só por negócios, mas quem os tinha, negava até o último segundo.
- Acho bem ruim, para ser sincero...
- Eu sinto muito. - Jungkook passou a mão pelos meus cabelos e saiu. O segui.

Jeon Jungkook POV  

Quando estava voltando para a mesa de jantar, dei de cara com minha irmã, Minna, no corredor.

- O que você... - Murmurei quando ela me arrastou para algum lugar, encostando-me na parede.
- O que diabos foi aquilo? - Minna interrogou brava.
- Espera, tava ouvindo atrás da porta? Mas que droga, garota. - Revirei os olhos.
- O errado aqui é você, bastardo. Pode parar de dar em cima do meu noivo?! 
- Não tava dando em cima de ninguém e sinto muito em dizer mas, nem são noivos de verdade. Negócios. - Soltei sem pensar.
- Você é detestável. - Reclamou.
- Se acha muito suportável? - Perguntei, retórico.
- Fique longe dele, Jungkook. Mamãe não vai gostar se descobrir seu segredinho. - Ameaçou descarada.
- Você prometeu guardar segredo. - Aleguei revoltado.
- Isso foi antes de flertar com meu namorado.
- Não estávamos flertando!
- Fica longe, Jeon. Bem longe dele. - Ela saiu rebolando como a boa vaca que era.
 Nunca fui fã da minha irmã caçula, mas Minna se tornou insuportável. Foi um azar ela ter se mostrado tão ciumenta. Eu queria provocá-la, e agora sabia exatamente como.
 


Notas Finais


Eu adoro pôr irmãs, boas, ruins, pequenas, grandes... Haha
Teve POV do Jeon sim, se não gostou, foi mal. Mas não tinha como o Jimin narrar sem estar lá.
Deixa aí tua opinião pra mim ficar ligada :3


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