História I want you back, Jimin - Capítulo 7


Escrita por: ~ e ~Jikookoffee

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Menção A Taegi, Menção A Yoonmin, Vkook
Visualizações 9
Palavras 2.422
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem.
Boa leitura.

Capítulo 7 - Capítulo VI


As vezes você fica se perguntando o motivo de certas coisas aconteceram, e novamente se pergunta:

"O que mudaria se nada tivesse acontecido?"

Se você estivesse ficado parado ou até mesmo corrido.

 "E se eu tivesse pegado o ônibus? Ou assistido aquele programa?"

Pequenas coisas fazem bastante diferença, isso é um grande fato. Hoje em dia eu reflito sobre isso, pequenas coisas aconteceram e eu estou aqui dessa maneira talvez por culpa delas.

Mas essa não é a questão de agora.

A questão é que, quando acordei estava em um lugar escuro, apenas a luz de uma cômoda estava ligada e, ao seu lado, Jimin hyung.

Parecia um filme de instigação, detetive Park Jimin entrevistando o inocente Jeon Jungkook.

Um verdadeiro clássico. Ou não.

Eu não sabia o motivo de estar onde estava, as memórias estavam frescas em minha cabeça.

Um latejar intenso era dispersado por todo meu rosto, maldita dor de cabeça.

Meu lábios, de certo modo, ainda formigavam devido ao... encostar de lábios do pequeno grande homem. Era muita coisa para ser digerida, meu estômago não aguentaria.

- A bela adormecida acordou de seu sono profundo por conta própria. — Apesar do tom divertido e do sarcasmo, ele estava sério.

Novamente, ele mudava drasticamente.

Decidi seguir a dança. Mesmo que não fosse hora para acompanhar a música.

Ok, sem metáforas. 

- O lobo mau trocou de história e ainda interpretou de modo errado. Cômico e lastimável. — Sorri passando a língua nos dentes. - Quanto tempo passou pensando nessa maldita frase de efeito? Espere, aí vem a melhor pergunta. Por que estou amarrado, Park Jimin?

Fiz questão de dar ênfase em seu nome. Eu não queria me exaltar, apenas provocá-lo.

Ele fechou a cara e me encarou raivoso.

- Você não vai me irritar, eu estou aqui só para conversar. — Veio em minha direção respirando profundamente.

Ele tinha um método estranho de conversar, isso era irônico. Eu estava preso por cordas, sentado em uma cadeira, em um lugar que se assemelhava a um escritório investigativo.

Jimin hyung e seus métodos peculiares.  

Soltei um riso nasalado.

- Com quem aprendeu a conversar tão delicadamente assim? Sério? Me amarrar? — Senti minhas mãos relaxarem a medida que Park me soltava. Talvez ele realmente quisesse conversar, talvez ele confiasse em mim. Ele estava me libertando. - Procure filmes atuais para assisti.

Eu não consegui sentir medo dele, não naquele momento. Ele não parecia disposto a me fazer algo ruim.

Mas eu, com toda certeza, estava pronto pra reagir, sei lá. Empurrá-lo, dar um chute em seus "filhos".

Qualquer coisa pra fugir, eu só conseguia pensar que Park era um louco psicopata.

Um ninfomaníaco alá cinquenta tons de cinza, vai saber.

O quanto eu conhecia meu amigo?

Afinal, eramos amigos

Foi provado que tudo que eu sabia era pouco, eu sabia o que ele contava. Mas não o que vivia, meu hyung era intrigante. Isso me fazia querer saber mais dele, muito mais.

Mordi fortemente meu lábio inferior.

Quando pensei em reagir, ele segurou meu pulso. Colocou minhas mão entre minhas pernas e me encarou sério.

- Por favor, somos amigos, não vou te machucar. — Ele falava suavemente, eu me perdia em seu olhar.


Eu também tentava acreditar naquelas palavras. Amigos? Park Jimin mentia. 


Seus olhos azuis me olhando tão detalhadamente, enquanto falava coisas bonitas e que deviam ser confortantes.

Meu amigo tinha uma áurea calma, às vezes.

- Tudo bem, pode me soltar. — Tentei ser convincente em minha fala, não soar tão nervoso.

Passar confiança, dizer com os olhos que eu confiava nele.

Mesmo sendo mentira.

Ele me largou, cruzou os braços e, com o ar de superioridade, riu.

Maldito.

- O que você é?

Perguntou despreocupado.

Sabe, por um momento pensei em karma.

Ele só podia estar de brincadeira comigo. Pensei se deveria fingir uma risada estérica e totalmente fingida apenas para zoar com sua cara.

Mas não consegui, eu apenas o olhei meio incrédulo. Perguntar o que eu era? Ele só podia estar brincando comigo.

- É uma piada? Se sentiu ofendido pela pergunta de mais cedo? — Levantei da cadeira meio abrupto. - Se for isso, perdão. Você é estranho.

- Eu não 'tô brincando, Jeon. — Franziu. - Eu realmente quero saber o que você é, sem brincadeirinhas.

Ele falava tão sério que me dava calafrios. O garoto de dias atrás havia sumido tão de repente.

Minha cabeça voltava a latejar, eu começava a pensar que a pessoa de dias atrás jamais tivesse existido.

- Sabe o que eu sou? — Fiquei bem de frente para ele, eu queria mostrar confiança. Ou intimidá-lo. - Um estudante idiota, que vê os pais uma vez no mês, que ouve vozes, vê um estranho as vezes; precisa de um psiquiatra e ainda tem uma grande busca obsessiva pela única pessoa que já amou realmente. Ah, que foi beijado e sequestrado pelo amigo que em alguns meses já era super próximo! — Ri sem humor. - Isso que eu sou, era isso que queria ouvir?! Que sou um completo fracassado?

Eu claramente cuspi todo meu ódio na cara do meu hyung. Não foi bem um ódio super odioso, foi o ódio de leve.

Tipo, bati o dedinho e agora vou xingar a mesa de todos os nomes do mundo como se a culpa fosse dela.

E filho da mãe 'tava simplismente com a maior cara de bunda.

Tipo: "Foda-se sua vida de merda. E foda-se nossa encostada de lábios, foi por um bem maior"

Tá, talvez seja um tanto exagerado da minha parte, mas aposto que foi quase isso.

Ele me observou bem, como se eu fosse uma palavra que ele tentava ler.

- Merda... — Park mordeu os lábios. - Você não sabe mesmo o que é... ah, que idiota. Nem posso apagar sua memória...

Ele batia diversas vezes na própria testa como se fosse sua punição.

Eu apenas o olhava com a famosa poker face.

Eu não entendia mais nada, tudo parecia estar de cabeça pra baixo agora. Perguntava-me onde tinha me metido, a realidade era que loucos eram as pessoas ao meu redor. Não eu.

- Mas ele ouve vozes, e vê o ceifeiro. Ah, droga! — Ele murmurava para sim enquanto andava de um lado para o outro.

Ceifeiro?

Park Jimin realmente parecia um louco.

- Agora eu entendi o motivo de seus olhos estarem vermelhos. — Ele parou abruptamente me encarando curioso - Você é um drogado que sequestra pessoas pra abusar delas, comigo não vai funcionar eu sei lutar.

Eu realmente me pus em posição de ataque, eu estava levando aquilo a sério. A história fazia sentido na minha cabeça. Sério.

Imaginação fértil é incrível.

Ele me encarou por alguns minutos, até cair na gargalhada como se eu fosse a coisa mais cômica que ele já havia visto. Ele pendia pra frente enquanto deixava gargalhadas gostosas escapar, eu estava com raiva. Mas hoje posso lembrar fielmente daquele ataque de risos lindo. É como se eu estivesse as escutando agora, aquele sorriso... seus olhos fechados.

- An... antes fosse, Jeon. — Limpou as lágrimas que saiam do canto de seus olhos. - Eu sou algo a mais que isso, faço parte de um mundo diferente. Do qual eu acredito que você também faça parte.

- Ainda 'tô cogitando as drogas...

Ele deu de ombros.

- Que se dane, se eu estiver errado e só dar uma dose maior pra ele esquecer. — O monólogo dele era bem pior que o meu. Park Jimin talvez superasse a Alice. - Sou um mago, Jeon. Por isso os livros estranhos e a luz que você viu. É tudo que tem que saber por enquanto.

Quem deveria ter caído na gargalhada era eu, como se algo do tipo existisse.

Minha cabeça estava a mil, aquilo só podia ser uma piada de muito mau gosto. Eu apenas pensava que Jimin hyung tinha um humor bem idiota.

- Dose maior, mago... o quê?! — Eu estava prestes a sair correndo, achar um telefone e ligar pro hospício. Sério. Tive que gargalhar forçadamente, aquilo era um absurdo. - Claro que é um mago! E onde está sua vassoura? Não posso te ofender né, você pode me transformar em um sapo. — Ri debochado. - Comigo não cola, eu acho que você é louco e precisa de ajuda.

- Eu acho que você tem uma idéia bem errada de mago.

- Não me interessa. Eu não faço parte disso, eu sou normal. — Passei por ele tentando ficar o mais sério possível. - E eu 'tô indo embora.

Eu poderia ter ido embora e vivido minha vida toda ignorando ele, tudo poderia ter se arrumado ali.

Evitaria bastante coisa no futuro, ou talvez não.

E não, eu não 'tô arrependido de nada. Só pensando em como tudo poderia ser diferente.

Jimin hyung poderia ainda estar aqui, mesmo que eu ainda o achasse um louco.

Mas ele queria provar sua tese, ele queria confirmar suas suspeitas. E eu? Eu não fiz nada pra impedir.


Ele segurou meu pulso, pareceu usar toda sua força para me jogar contra parede fria daquele quarto.

O baque foi forte, pensei que havia quebrado algo. Eu realmente quebrei, a parede rachou e eu estava inteiro, ou quase. Minhas costas latejavam bastante .

Com toda raiva que meu hyung parecia ter, ele segurou meus pulsos cada um de um lado da minha cabeça.

E lá estavam seus olhos vermelhos e o brilho ofuscante emanando de si. Meu estômago gelou, o que eu faria?

Eu havia provocado aquilo e estava recuando. Como um bom covarde.

- O liquido que coloquei em sua boca deveria apagar sua memória, parcialmente, funciona com humanos e seres sobrenaturais. Mas não funcionou com você. O significa que você é um caso em especial, algo que eu não conheço. Por isso quero que me diga. — Em nenhum momento ele quebrou o contato visual, o que me causou calafrios. Meu estômago revirava. - Preciso de seu passado, saber quem você procura. Algo deve dizer o que você é. Eu tenho que cumprir com meu dever.

Eu respirei fundo pensando em como responderia aquilo.

Eu poderia não responder, optar por manter meus lábios bem fechados e me entregar a tamanha loucura.

- Eu... — Minha voz saiu um pouco tremida devido a surpresa. É tudo uma mentira até que algo é exposto para você, completamente esfregado em seu rosto. - Eu não sei como ajudar, por favor me deixa pensar. Você acabou de jogar muita informação pra mim, isso tudo me parece uma grande loucura só... me deixa pensar. Enquanto isso eu sou o Jeon Jungkook normal. E você pode sei lá, cumprir com seu dever. Sem fingimentos, sem forçar amizade. 

- Você aceitou muito fácil. — Ele voltava ao normal pouco à pouco, ignorando a amargura em minha última frase.

Suas mãos afrouxaram o aperto em meus pulsos, que estavam doloridos.

- Não 'tô aceitando nada. — Empurrei ele. - Eu 'tô assustado, a única alternativa que eu tenho é continuar dançando essa música ridícula e sem sentido.

Eu estava pronto para sair novamente, aquele ambiente estava me sufocando.

O hyung me sufocava, seu olhar, o que podia fazer, tudo que me foi jogado na cara. A surpresa por tudo isso.

Eu estava com medo, não só dele, mas de mim também.

Do que eu poderia ser, do que eu poderia fazer. De como minha busca me afetaria.

Ou de que tipo de droga Jimin hyung havia me injetado pra olhar essas coisas estranhas acontecendo.

- Jeon! — Ele me chamou me tirando do transe. - Suas coisas.

Apontou para um lado do cômodo, corri até o local e peguei todos os meus pertences.

Seus olhos estavam em mim, e isso me assustava ainda mais. Eu não conhecia a pessoa a qual considerei amigo, era a mais dura verdade.

Eu era ingênuo. 

- Desculpa por ter te dado a bebida daquele jeito. Pareceu-me mais prático. — Disse rindo. - Feri sua masculinidade?

Parei rente a porta, encarei-lhe.

"Feri sua masculinidade...".

Seria engraçado se ele soubesse a verdade.

Ele não havia ferido isso, ele havia ferido outra coisa. E era culpa minha, eu sempre fui um garotinho ingênuo. 

Eu ri debochado pondo a mão na porta.

Eu queria arranjar uma desculpa, uma resposta. Eu queria estar chateado com ele.

- É preciso bem mais do que aquilo.


.

.

.


E após o ocorrido eu finalmente estava em casa, pensava em como tudo havia mudado desde que o inverno decidiu voltar mais cedo.

Sim, eu culpei novamente o inverno.

Minha cabeça estava uma confusão só.

"Você faz parte disso. "

Desejei nunca ter existido, Jimin hyung virara um completo estranho aos meus olhos.  Ele era algo assustador e agora, jogava na minha cara que talvez eu também fosse.

Ainda parecia loucura; esperava que o efeito da bebida passasse. Mas ainda era o mundo real, eu estava bem sóbrio.

Eu não estava com raiva, estava assustado. Abismado, confuso.

Onde estava minha mãe ou Namjoon hyung quando eu mais precisava deles? Ou até mesmo... ele?

Onde ele poderia estar? 

Jimin hyung deixou minha cabeça uma confusão enorme. Um tremendo furacão, algo que eu jamais controlaria.

Ele não parava de me ligar e me mandar mensagens.

As primeiras eram de desculpas. Mas com o quê eu estava chateado mesmo? Por que ele se desculpava?

Eu me sentia péssimo por colocar em sua cabeça que era sua culpa toda a loucura que minha mente problemática tinha criado.

Nunca foi culpa dele...

Em todo caso, as segundas mensagens passaram a ser de desespero querendo a todo custo saber quem eu procurava. Basicamente o nome, ele queria nomes.

Mas eu não conseguia dizer, era como se algo me prendesse. Um voto de silêncio no qual eu era proibido até de olhar para ele.

Não faria mal algum contar quem eu procurava, mas o nome ficava preso em minha garganta.

Como um grito silencioso.

A campainha tocou juntamente com o celular.

E com a maior raiva do universo, atendi o celular e desci para abrir a porta.

- Qual seu problema, o que você quer?!

- Por favor, o nome da pessoa que você procura. 

- Mas que merda, eu já...!

Minha fala morreu assim que atendi a porta. Típico.

Eu podia jurar que era Namjoon hyung, — Eu agradeceria se fosse — já que não lhe dei notícias o dia todo, ou até mesmo o Park batendo na porta, mesmo estando no telefone.

Eu estava pronto para dar desculpas esfarrapadas.

Mas a pessoa a minha frente me fez paralisar, minha boca secou.

Era como um soco no rosto.

Meus olhos estavam arregalados e eu não sabia o que fazer.

Eu reconhecia aquele sorriso, aquele cabelo loiro. E, afinal, como não reconheceria? Foram eles que me conquistaram uma vez. Eu sempre reconheceria ele. Sempre.


- Jungkook?! Tá tudo bem?

A voz de Jimin hyung ecoava pela minha cabeça, enquanto eu só consegui dizer uma coisa:

- Kim Taehyung...


Notas Finais


Até a próxima.


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