História I was wrong about you - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Sehun
Tags Sesoo
Visualizações 47
Palavras 3.969
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Fluffy, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Finalmente começarei as postagens de incontaveis sesoo. Isso mesmo. Por eu amar incondicionalmente sesoo eu decidi sim escrever muitas estórias desse couple maravilhoso e injustiçado. Alguns projetos já estão em andamento, porém provavelmente irão demorar um pouco para serem postados, infelizmente, mas eu prometo dar o meu melhor para isso.



Essa fic foi betada pelo meu amorzinho, Môni. Obrigado, viu? <3

Espero que gostem. xoxo.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Kyungsoo ingressou na faculdade assim que saiu do colegial; estudioso e com uma ajuda a mais do cursinho, conseguiu uma boa nota na universidade que tanto almejou por todo o ensino médio.

Estranhou de início o universo novo, habituando-se aos poucos com os métodos acadêmicos, as pessoas a sua volta e até mesmo o barzinho caro que ficava próximo ao prédio 3 — sendo o seu o sétimo, exatas.

Longos dois anos foram cumpridos com muito esforço e dedicação, D.O. tornou-se uma pessoa mais extrovertida e amigável, deixando de lado o adolescente do colegial que não gostava de se enturmar e nem ir às festas que era convidado a cada sexta-feira. Estar ali era uma experiência completamente diferente e boa de ser vivida. Tivera a sorte de fazer amigos confiáveis e que também amavam o que cursavam, dedicando-se ao máximo nos trabalhos em grupo.

O grupo dos futuros arquitetos, composto por três rapazes de sua mesma faixa etária, era uma motivação a mais para comparecer as aulas após o trabalho exaustivo todos os dias da semana.

— Hey, Soo! Vai ir à festa amanhã?

— Mas é claro, Jongdae. Não perderia por nada.

— Será que dessa vez o Dyo vai pegar alguém? — Minseok deu o seu ar da graça. A verdade era que Kyungsoo no momento não tinha interesse em se prender a alguém, e muito menos namorar. Ele se sentia vazio na maior parte do tempo, chegando a cogitar que não tinha sequer um coração. As pessoas com quem quase se relacionou nunca chegaram a cativá-lo, pareciam todas iguais e não sentia nem mesmo aquela coisinha chamada “paixão”. Era frustrante, porque mesmo não admitindo, queria sim se apaixonar pelo menos uma vez na vida. Porém, até lá se dedicaria aos estudos e concluiria a faculdade para trabalhar no que gostasse, tendo uma qualidade de vida satisfatória.

— Se aparecer uma pessoa interessante o bastante… O Soo é muito exigente — chegou Yixing completando.

— Vocês sabem que em festa eu não brinco em serviço — piscou, logo rindo.

Despediu-se dos amigos indo para a casa, relaxando as costas no banco do seu próprio carro que comprara após juntar suas economias por, pelo menos, dois anos, tendo consciência que aquilo não pagava nem a metade das prestações.

Sentir o aroma do seu próprio ambiente era confortante. Jogou a mochila no sofá cinza seguindo rapidamente para a cozinha e devorando qualquer coisa que viu na geladeira, sem deixar de dar comida ao felino que amava por demais, Lut.

D.O. não costumava cozinhar nos dias de semana, sempre chegava cansado e não tinha paciência para ficar em frente ao um fogão, por isso, optava por comer ramen, comidas congeladas e afins, dando ao luxo de comer realmente coisas saudáveis nos finais de semana onde poderia cozinhar — quase sempre pedindo pizza, pois tirava o seu tempo livre para fazer os trabalhos e estudar para as provas.

 

Àquela semana começou estranhamente anormal como estava acostumado. Primeiro esqueceu onde colocara as chaves, D.O. nunca perdia suas coisas. Segundo, um colega que nunca falara consigo pediu um tempinho para tirar suas dúvidas em projeto de edificações, e por último, esbarrou com um menino de estatura alta e ombros largos que via de vez em quando pelo campus.

Tentou não pensar muito nos acontecimentos, seguindo para a sua sala. Chegou à mesma e encontrou dois de seus amigos sentados, conversando alto.

— Oi.

— D.O., D.O.! Nem sabe. — Minseok dizia com uma animação que só ficava quando algo muito foda acontecia.

— Hum? — Colocou sua mochila na cadeira e se assentou, virando para trás.

— Vamos fazer um piquenique com o pessoal das humanas.

— Porra.

— D.O.… Não achou legal? É uma chance de misturar mais o pessoal.

— Achei sim.

— Está estranho, aconteceu algo? — Dessa vez Yixing perguntou.

— Não. Mas foi uma notícia bem aleatória… Enfim. Quando vai ser?

— Esse final de semana mesmo. Começa a partir das 13h30. Eu espero você lá.

— Vamos marcar de nos encontrarmos. — Yixing bocejou e se espreguiçou na cadeira, estalando o pescoço. Estava exausto.

— Min, por favor, leva só as bebidas — brincou.

— Ah, Soo! Até você… — Resmungou baixo.

 

Ao decorrer da semana avistou mais vezes o garoto o qual tinha esbarrado no corredor do seu prédio. Sabia que o mesmo não era de sua área, talvez seguisse alguém ou até namorasse uma das estudantes de exatas, as garotas eram bastante cobiçadas.

Oh Sehun. Lembrou-se enquanto desenhava um projeto. Sempre estava rodeado de pessoas, tão simpático e as meninas caiam de quatro por ele. Até mesmo seus amigos conversavam sobre como incrível e inteligente ele era. E isso o irritava de certo modo, pois todas as vezes que passava por ele, Oh dava um jeito de olhar para si e fixar o seu olhar – chegando a cochichar no ouvido de um de seus amigos. Dando a entender que o mesmo não simpatizava consigo, e que provavelmente caçoava juntos com seus colegas. Retribuía sempre com uma expressão séria e repreendedora. Não se aproximava e nem tentava se comunicar, algo naquele homem lhe deixava acanhado e sem saber como agir ou pensar.

Chegando o tão esperado piquenique, Kyungsoo preparou alguns lanches, organizando sua mochila com coisas básicas e de emergência para levar, caso precisasse.

Vestiu roupas simples, algo bem casual não se importando muito para fazer combinações com as cores, tinha acordado desanimado.

Fora o segundo a chegar ao local marcado, o piquenique seria feito no campus mesmo em uma área ampla onde os alunos do turno vespertino costumavam a passar os intervalos nos dias ensolarados.

— Anime-se, Soo! — Jongdae o abraçou, rindo histericamente — Ó, vamos nos divertir, comer, cantar, talvez marcar umas fodas.

— Eu já entendi.

— Ih, alguém acordou com o humor ácido. — A voz de Kim se fez presente.

— A questão é que eu estou cansado, somente isso. Muitos trabalhos para serem finalizados.

— Trate de se divertir hoje, fofinho. — Suas bochechas foram esmagadas por Jongdae.

— Pode deixar – sorriu um pouco mais animado.

Estenderam as toalhas no gramado, colocando suas mochilas e bolsas em seus campos de visões para que nenhum engraçadinho viesse a esconder suas coisas, o que era bem típico de marmanjos que não tinha o que fazer. Sentou-se na toalha, organizando os potes que continham os lanches, pegando as térmicas que tinham chás e sucos que seus amigos trouxeram.

— Eu trouxe refrigerante também. Sei que queria tomar. — O chinês colocou a garrafa ao lado do pote de sanduíches.

— Obrigado, hyung — abraçou o mais velho.

Conheceu Yixing assim que ingressou na faculdade, o mesmo viera da China fazer intercâmbio e acabou se apaixonado completamente pelo país e pelos estudos, decidindo ficar definitivamente. O considerava seu melhor amigo e confiava seus segredos mais íntimos, compartilhavam de uma linda e sincera amizade recíproca. Sabia que podia confiar, e agradecia por tê-lo ao seu lado em todos os momentos.

— Sei que tem algo te incomodando ultimamente.

— Ah, não é nada demais. Aqui na faculdade, por exemplo, estou tentando evitar contato com o Sehun — suspirou.

— Ué, por quê? — Perguntou confuso.

— Porque ele me olha estranho, na verdade, eu o acho bem estranho. Eu acho que ele não gosta de mim.

— No início, segundo o Minseok, Sehun perguntou por que você era o único que não conversava com ele e porque o olhava estranho. Aí ele explicou que você tem astigmatismo e não gosta de usar óculos.

— Ah… Todos falam isso.

— Não deveria se preocupar com isso. Sehun é apenas um homem comunicativo e tem facilidades para fazer amigos. Ele cursa psicologia.

— Incrível. Se eu for conversar com ele irá me analisar — riu.

— Podemos marcar um horário daqui uns anos, senhor D.O..

O corpo sofreu um solavanco e o refrigerante que estava sendo ingerido quase entrou em seu nariz o fazendo afogar. Respirou fundo, mordendo a borda do copo plástico que tinha em mãos, virando na maior cara de pau para o outro.

— Ah, mas muito obrigado.

Logo os meninos chegaram acompanhados do que achou serem amigos do Oh, sentaram-se na toalha abrindo os potes e metendo as mãos possivelmente sujas nos lanches preparados com cuidados. Levantou, bebendo o restante do refrigerante de maracujá e saindo daquela bagunça.

Não estava com paciência para ficar com os rapazes, queria um pouco de ar fresco, tinha ficado enjoado com o refrigerante que achou ser bom. Mas junto ao enjoo veio também a dor de cabeça. Sentou-se em um dos bancos próximos ao bar, embaixo de uma árvore que proporcionava uma sombra fresca. Não notou quando o moreno sentou ao seu lado para lhe fazer companhia.

— Dia difícil. — A voz rouca quebrara o seu silêncio.

— Eu diria enjoativo — abriu os olhos e cruzou as pernas, colocando a mão direita na perna repousada na coxa.

— Vim aqui ver se estava tudo bem. Saiu tão de repente.

— Ah — murmurou apenas — Depois eu volto para lá. Você deveria ir, os meninos devem estar preocupados.

— Ok, D.O.. Vê se não mofa aí.

— Já mofei — revirou os olhos.

Poderia ser birrento, mas sentia que todas as palavras direcionadas a si eram provocativas.

Minutos se passaram e decidiu voltar a rodinha formada no gramado, sentou ao lado de Sehun por ser o único lugar “vago”, ajeitando o corpo para que ficasse confortável e não atingisse o espaço do outro. Oh puxou conversa consigo e não foi mal educado o bastante para ignorá-lo, manteve uma conversa agradável com assuntos da faculdade mesmo explicando mais de seu curso e conhecendo o seu. Compartilharam também relatos dos seus dias, roubando gargalhadas e sorrisos que adornavam sua boca e pintavam um coração adorável.

— Uau — disse Sehun de repente.

— O quê? — Kyungsoo parou de rir e ergueu a sobrancelha.

— Sua boca, é um coração.

— É…

— Boquinha de coração.

— Como?

— Boquinha de coração — repetiu simplista.

— Nem ouse me chamar assim. — Ele não deixaria que o Oh o chamasse daquela maneira, não tinham intimidade o suficiente. Tá que por algum momento quase encontrou os motivos pelos quais a galera gostasse muito dele, mas, ainda assim, a opinião se mantinha forte.

— Ok — aproximou-se do ouvido do menor — Boquinha de coração — sussurrou, afastando-se rapidamente e falhando ao desviar das cotoveladas do baixinho.

Não soube ao certo quando e como chegou a acontecer, mas quando deu por si estava trocando mensagens com Sehun. Um grupo no Kakao tinha sido criado por Jongdae depois do piquenique e Sehun achou uma ótima oportunidade para incomodar o rapaz com olhos grandes e redondos que deixavam sua aparência mais infantil.

Oh Sehun: Bom dia, meu jovem.

D.O.: Sehun, eu sou mais velho que você.

Oh Sehun: Hehe, e daí?

D.O.: E daí que você deve me chamar de 'hyung'.

Oh Sehun: Psh. Não reclame.

D.O.: Vou reclamar sim.

Oh Sehun: Como está sendo o seu dia?

D.O.: Cansativo. E o seu?

Oh Sehun: A mesma coisa. Vai me cumprimentar hoje?

D.O.: Não.

Oh Sehun: Tsc. Vou te cumprimentar então.

D.O.: Se me encontrar. :)

D.O.: Tchau, Sehun. Voltarei ao trabalho.

Oh Sehun: Ok, mocinho. Até mais.

Bloqueou a tela do celular e guardou rapidamente no bolso do casaco.

Conversar com o mais novo era estranho, uma sensação que nunca sentira. Estava trocando mais mensagens do que deveria, além de sempre esbarrar propositalmente com ele no início, intervalo e nos finais das aulas.

Sehun sempre estava brincando consigo, com indiretas que o mesmo dizia serem inocentes apenas para brincar, deixando o mais velho fervendo de raiva, porque mesmo não querendo admitir tinha que concordar que Sehun era legal e bonito; os ombros extremamente grandes, as costas extensas, as pernas compridas e bonitas. Ele tinha uma postura aristocrata, e quando falava a voz nasalada e rouca preenchia seus ouvidos causando um arrepio desconhecido.

A visão que tinha agora era completamente diferente da anterior, pensando seriamente se o garoto não estava tramando algo.

Tentava não pensar nessas coisas, estava indo para um mau caminho o qual tinha certeza que tropeçaria e se machucaria. E também, não sabia de sua orientação sexual poderia ser heterossexual, muitas meninas, com certeza, conversavam com ele.

— Muito pensativo. — Minseok debochou.

— Lá vem vocês de novo — revirou os olhos.

— Anda conversando demais com o Sehun.

— E daí?

— E daí Kyungsoo, que está pintando um clima entre vocês.

— Haha, tá — ajeitou o corpo na cadeira e virou para frente prestando atenção na aula.

— Ai tem — ouviu Jongdae.

Andou apressadamente tentando se esconder dele entre os corredores, mas falhou. Oh Sehun o encontrou facilmente, caminhando em sua direção desgraçadamente lindo.

— Maldito… — Sussurrou para si mesmo.

— Oi, boquinha de coração.

— Sehun — colocou ambas as mãos em seus ombros, afundando os dedos naquela região que sempre quis tocar — não me chama assim, caralho!

— Chamo. E vou chamar de novo se tirar as mãos dos meus ombros.

— Ai, amorzinho. — Os dois viviam trocando piadas por mensagens, incluindo se chamando de apelidos extremamente carinhosos ironicamente.

— Bebê, não faz isso comigo. — Um bico fofo surgiu nos lábios do outro.

— Ah! Não faz que eu gamo, Hunnie! — Pensava consigo em como ele conseguia ser fofo somente com aquele bico.

— Pode gamar… — Aproximou-se demais, tocando sua cintura com firmeza, o aperto o deixou bambo.

— Ai, ai. Eu vou comprar alguma coisa pra comer, tu vem?

— Claro. — E seguiram para o bar.

 

A cada dia que se passava a relação amigável dos dois se transformava em algo que nem mesmo o próprio Kyungsoo sabia ao certo. Sentia-se estranho, nervoso, ansioso com alguma coisa. O que descobriu depois ser por causa das mensagens do garoto. Estava esperando pelas suas notificações.

Não queria admitir para si que um sentimento crescia gradativamente, Sehun mexia com todos os seus sentidos e chegava a idealizar alguns momentos com ele. Desde aos fofos aos mais quentes.

E não era um sentimento qualquer, um simples gostar. Porque para Kyungsoo gostar de alguém era realmente difícil, complicado. Mas Sehun chamava sua atenção de um jeito formidável. O mesmo além de ser simpático e atencioso, tinha um quê de mistério, a personalidade séria, porém sem perder a essência infantil e brincalhona, lhe deixava embasbacado. Além de ser uma pessoa um tanto amigável, Sehun também conseguia ser extremamente sério e abordar assuntos bem complexos, não subestimando sua inteligência, mas de alguma forma aquilo chamava sua atenção por demais.

As brincadeiras, os momentos em que ele estava preocupado consigo por uma simples dor de cabeça e até mesmo quando o provocava com apelidos e indiretas deixando seus sentimentos mais confusos. Tudo isso contribuía de alguma forma, eram detalhes que mexiam com o seu coração, fazendo-o explodir por dentro pelo sentimento novo sendo sentido aos poucos.

Não conseguia mais controlar, estava completamente apaixonado por Sehun. Aquele mesmo rapaz que tirou opiniões precipitadas por causa de seu jeito todo metódico e correto, até mesmo a forma como se sentava era correta.

Pela primeira vez na vida não sabia o que fazer, e muito menos como agir para com o outro. Queria confessar-se, mas não tinha coragem o bastante. Pensou em se afastar, mas não era o certo. Pediu milhões de conselhos para Yixing, de como deveria agir e esconder aqueles sentimentos que pareciam sufocá-lo a cada minuto.

Sehun não colaborava nem um pouco com aquela situação precária, parecia querer provocar ainda mais, encostando sua pele gélida contra a quente de seu rosto quando o mais novo dizia estar sujo, causando um choque térmico pelas temperaturas diferentes, mas tão compatíveis ao mesmo tempo.

Conversava como de costume com Sehun naquela noite de sexta-feira, fritava batatas fritas e o outro seguia — como sempre — a alimentação saudável, quebrando à rotina somente nos finais de semana.

D.O.: Credo, você parece um velho.

Hun: Tsc. Eu apenas como bem. Você deveria seguir também, sabe.

D.O.: Estou bem comendo gordura da cantina.

Hun: Caralho. Vai morrer mais cedo.

D.O.: Vou nada. Caso eu morra pode ficar com as minhas maquetes do primeiro semestre.

Hun: Que honra. Mas tu não pode morrer.

D.O.: Um dia todos nós vamos.

Hun: Sim. Porém, tu precisa ficar vivo para o nosso casamento.

D.O.: Nós noivamos?

Hun: Sim. Como não se lembra, Kyung? (carinha triste)

E mais uma vez seu coração parecia querer sair da caixa torácica. Manteve o controle, respirando fundo antes de continuar a conversa e responder na mesma intensidade.

Aquela noite sonhou que Sehun tinha lhe pedido em casamento e o levado para viajar.

Os sentimentos ficavam mais difíceis de esconder, estava ficando irritado consigo mesmo. Irritado por se pegar idealizando um possível namoro, irritado por saber que não aconteceria. Porque com certeza Sehun não estava interessado em si, era tão sem graça aos seus próprios olhos.

Não quis sair naquele final de semana, ficou em casa assistindo suas séries e comendo besteira, o Oh também permaneceu em casa mandando mensagens uma atrás da outra para ele.

D.O.: Hyung, eu não aguento mais! Que merda.

Xing: O que houve?!

D.O.: Não aguento mais gostar do Sehun! Vou parar com esses sentimentos.

Xing: Você nem sabe o que ele sente.

D.O.: Mesmo assim. Ele provavelmente é hétero.

Xing: Eu não sei como vocês nunca chegaram nesse assunto… Ele até mesmo perguntou se você namorava. Você é burro e cego?

D.O.: Provavelmente por curiosidade.

Xing: Aham. Já te falei, joga a real.

D.O.: Tsc.

Já passava da hora de Oh dormir, ele sempre dormia cedo. Mas desta vez estava demorando se despedir, e Do achou estranho.

Hun: Kyungsoo.

D.O.: Fala.

Hun: Preciso falar algo.

D.O.: Tá.

Hun: Pior que eu não fui ainda porque não falei.

Hun: É complicado.

Hun: Apenas senti e me deu vontade de falar. Algo sincero.

D.O.: Respira fundo e vai.

Seu coração repentinamente começou a acelerar, um frio na barriga e as tão famosas borboletas. Era clichê sim. Mas sentia que as próximas palavras do rapaz eram importantes. Ainda mais após os últimos acontecimentos, os olhares direcionados com tanto carinho. Mesmo dizendo que não era possível de acontecer, ainda tinha um percentual de 10% de esperança.

Hun: Nunca senti isso antes.

Hun: Tá. Enfim.

Hun: Mais gay do que já estou não dá para ficar.

Hun: Amo você.

Amo você. Amo você. Amo você.

Depositou calmamente o celular em seu colo e ficou repetindo a frase para si até que entrasse em sua mente e a própria voltasse a realidade. Não soube como agir, o que falar e muito menos o que pensar. Achou que morreria de um ataque cardíaco, que desmaiaria pela pressão baixa, que entraria em um lapso mental.

Pegou rapidamente o celular, desbloqueando a tela e releu mais mil vezes aquela frase.

Hun: Bom, era só isso. Boa noite…

D.O.: SEHUN!

Hun: Diga!

D.O.: Eu também preciso te falar algo.

Hun: Sim?

D.O.: Eu também amo você. Na verdade, faz um tempo já, porém tive receio e medo. Achei que não gostasse de mim, achei mil coisas.

Hun: Entendo…

D.O.: Por isso fiz torradas pra você.

Hun: Com aquela má vontade toda, é? Tsc tsc. Imagina se não gostasse de mim.

D.O.: Eu não fiz com má vontade…

Hun: Kyungsoo… Estou feliz em saber disso. É sério.

Pode se dizer que Kyungsoo não pregou os olhos a noite inteira relendo as mensagens e sorrindo feito bobo. Queria gritar. E gritou. Abafou os sons com o travesseiro. Sentiu-se novamente um adolescente, sentiu-se vivo e feliz por finalmente gostar de alguém e esse alguém também sentir o mesmo. Dessa vez poderia dar certo, sim poderia e daria. Porque o menor faria tudo em seu alcance para que as coisas entre os dois pudessem ser harmoniosas.

D.O.: Vem na minha casa hoje.

Tinha deixado uma mensagem ao longo da madrugada. Assim que acordou foi ver rapidamente se tinha alguma mensagem de Sehun, sorrindo alegremente que sim.

Hun: Hm, foi dormir tarde?

Hun: E eu vou sim. Com certeza.

Hun: Bom dia, meu anjo. Quero que saiba que a partir de hoje todos os apelidos carinhosos direcionados a você não serão de brincadeira como eu costumava a fazer, ok?

D.O.: Hun!

D.O.: Ok, digo mesmo.

D.O.: Que horas você vem?

Hun: O mais cedo possível. 18 h está bom?

D.O.: Sim, sim!

Hun: Mas me diga. Vai me receber com um beijo apaixonado?

D.O.: Não…

Hun: Não? Tem certeza…?

D.O.: Sim.

Hun: Soo.

D.O.: Oi?

Hun: Eu amo você.

D.O.: Vou te beijar a noite toda.

D.O.: Eu também amo você.

Decidiu dar uma geral no pequeno apartamento, limpando todos os cômodos sem deixar um rastro de sujeira. Até mesmo a caminha do bichano decidiu lavar, deixando a manta com cheiro de amaciante.

Tomou um merecido banho, vestindo uma camiseta branca e um jeans de lavagem claras dobradas na canela, borrifando seu perfume preferido na quantidade certa sem deixar enjoativo.

A campainha reverberou pelo ambiente causando uma ansiedade repentina e achou que passaria mal a cada passo que dava ao se aproximar da porta branca.

Abriu a mesma, dando passagem ao mais alto. Assim que terminou de trancar fora virado com jeitinho e seus lábios foram tomados pelos do outro em um beijo apaixonado e fervoroso. Enlaçou seus braços em volta do pescoço de Sehun, trazendo o corpo para si, afundando os dedos nos fios negros e macios, deliciando-se com a sua boca e seu gosto, o achando maravilhoso.

— Oi — disse um pouco ofegante.

— Oi, amor.

Mordeu os lábios contento o sorriso que acabou por mostrar pela felicidade que não poderia ser guardada. Voltou a beijá-lo perdendo-se nos minutos que passaram rapidamente e que não eram importantes para as duas pessoas que se amaram a noite inteira e acabaram por pedir pizza pela preguiça dos dois, usando as mesmas desculpas que estavam muito cansados para prepararem algo.

O início da semana fora preenchido com acontecimentos novos para Kyungsoo. Não chegou sozinho na sala como costumava fazer, dessa vez tinha Oh em seu encalço teimando que queria levar em total segurança para a sala de aula. E depois de muita birra deixou que o mais novo o levasse.

Parando na entrada, despediu-se com um breve aceno. Porém Sehun não deixaria aquela oportunidade passar rente aos seus olhos, segurou D.O. pelo braço e roubou um beijão, ali mesmo, na frente de todos. De início, não tivera reação, mas aos poucos foi correspondendo e, por fim, fez uma cara feia dando as costas e entrando, ignorando as caras de espantos dos seus amigos que gritaram logo que sentou na cadeira.

— Depois eu conto — sorriu bobo

 

Cada momento com Sehun era único e aproveitado com intensidade, guardando cada detalhe dos seus momentos com ele. Momentos os quais eram sempre tão recheados de amor e de muito carinho.

Não demorou muito para que Sehun fizesse o pedido para namorarem, fazendo uma confissão estranha e adorável, dizendo que não se imaginava sendo seu namorado apenas seu marido. E gostou, mesmo achando a ideia totalmente precoce.

Era incrível a forma como ambos se transbordavam como verdadeiras almas gêmeas. E acreditava nisso. O sentimento era puro, belo, não existia cobrança e mesmo sendo tão diferentes viviam em perfeita harmonia. Aos poucos as mudanças vieram a acontecer. D.O. se tornou mais pacífico, menos irritadiço com as coisas a sua volta e Sehun mais receptivo, mostrando completamente seu lado carinhoso com o mais velho, descobrindo que ele era manhoso ao extremo quando queria.

Adorava relembrar com o namorado de quando não tinham nenhum contato, contando a verdade de como não foi com a cara dele de início, descobrindo também que Oh fazia todas as brincadeiras de propósito, o deixando confuso com sua orientação, e que todas as indiretas além de passarem por provocações eram diretas de seus sentimentos.

— Mas é sério, eu achava que tu era hétero.

— Falando da sua boquinha? Dizendo que você parecia um gatinho, hm?

— Era tudo brincadeira, não?

— É… Não. Hm, amor.

— Oi?

— Eu te amo — deixou um selo demorado em sua testa.

— Eu também te amo, bebê.

— Meu boquinha de coração — abraçou o corpo deitado ao seu lado, mordendo a bochechinha gordinha que tanto adorava maltratar.

E Kyungsoo não poderia ficar mais feliz com aquele apelido carinhoso que somente Sehun tinha permissão de chamá-lo. Porque de fato, era o boquinha de coração do Hunnie.


Notas Finais


Notaram que eu tenho um complexo com "D.O."???? Pois é. Me sinto a Hermione na Dyolândia. "É D.O. não D.O!"

Até a próxima, bbs.


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