História Imprudente -MITW - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias TazerCraft
Personagens Mike, Pac
Tags Impudente, Nichole Chase, Série Royal
Visualizações 50
Palavras 836
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 14 - 14


– Alguém tem uma pinça? – Sacudi a cabeça e olhei para os lados.

– Posso arrumar uma. – Lucca saiu correndo.

– Tom, não coloque mais nada no nariz, certo? – Franzi a testa para ele. – Nem mesmo o seu dedo.

– Por quê? – Ele apertou os lábios, bravo.

– Porque você pode se machucar.

– Nada pode me ferir. Sou o Super-man. – Ele piscou para mim e eu precisei me esforçar para não rir.

– Bom, tenho certeza de que o homem de aço nunca tentou estourar pipoca dentro do próprio nariz.

– Ah! Ele podia cozinhar as coisas dentro do nariz? – Loren pulou alegremente ao meu lado. – Isso seria bem legal.

– Não, mas poderia machucá-lo. – Lucca entrou na sala e me entregou uma caixinha com pinças prateadas.

  Rangendo meus dentes, coloquei a pinça dentro de seu nariz. Não precisei de muito tempo, mas fiquei aliviada em conseguir tirar o milho de lá. Joguei o milho e a pinça no lixo e aceitei com gratidão o desinfetante que Lucca me oferecia. Moon me entregou o meu buquê e eu sorri para o nosso grupo.

  A festa de casamento não seria grande, e isso era perfeito. Felps não teria aquele bande de pessoas que não significavam nada para ele cercando-o no dia de seu casamento. Eu admirava sua personalidade e a maneira como batia o pé para conseguir aquilo o que queria. Aquele seria o primeiro casamento real que não aconteceria na capela do palácio em centenas de anos. Quando mamãe começou a falar sobre seus planos, Felps limpou a garganta e, bem baixinho, disse “não”. Felps pedira apenas duas coisas para o dia de seu casamento: que ele acontecesse ao ar livre e que seu terno tivesse um pedaço do véu de sua mãe costurado nele. O restante ele deixou por nossa conta.

  Eu havia feito o meu melhor para tentar envolvê-lo, mas, quando chegávamos a este assunto, ele dizia apenas que queria se casar, e ter sua família presente e divertir-se. Isso significava que eu divertiria bastante com os detalhes, os quais ele, provavelmente, nem perceberia, e realmente não me importava com isso.

  Enquanto formávamos a fila, ouvimos a música de abertura e balancei meus pés um pouco. Entraríamos na igreja de uma maneira um pouco diferente do que Felps estava acostumado a ver nos casamentos. Acompanhado por Aurora, Felps entraria atrás da pessoa oficiante e das duas crianças, enquanto Moon e eu íamos logo atrás.

– Chegou a hora. – Pisquei para Felps e ele respirou fundo.

– Desde que Rafael esteja no altar, nada mais importa para mim. – Ele sorriu.

– Ele vai estar na ponta dos pés e esticando o pescoço para ver você. – Ri. Apesar do meu sorriso, meu coração se apertou um pouco enquanto me perguntava se, um dia, teria aquele tipo de amor.

  Enquanto as portas se abriam, ouvi Felipe rindo da minha brincadeira. Aquela não era a minha intenção, mas sabia que as fotos de sua felicidade estariam estampadas na capa de todas as revistas. Ele praticamente transbordava alegria, e não tinha como esconder.

 As vozes do coral, acompanhado por uma orquestra de cordas, encheram o ar e o show começou. Havia câmeras e fotógrafos profissionais escondidos por toda parte e torci para que suas presenças não fossem óbvias demais.

  Eu não conseguia ver Felps enquanto ele descia as escadas e atravessava o gramado, mas podia ver as expressões nos rostos dos convidados. E eles estavam admirados. Felps nunca saberia o efeito que causava nas pessoas ou a maneira como se encaixava tão perfeitamente em seu novo papel, mas isso era óbvio para nós, que olhávamos de fora. Ele havia sido feito para Rafael e ninguém mais poderia ocupar o seu lugar. E embora eu nunca fosse capaz de explicar o quanto aquilo me deixava feliz, este fato também me lembrava da minha própria solidão.

  Guirlandas de flores estavam penduradas nas árvores e o corredor, cercado de plantas floridas que davam um ar de conto de fadas à ocasião. E meu irmão era o Príncipe Encantado. Observei quando ele quebrou o protocolo e espiou sobre seu ombro para ver Felps. Se olhar e o sorriso que se formou em seu rosto me fizeram rir. Ninguém imaginaria que havia milhares de pessoas no gramado do palácio ao olhar para seu rosto.

  A tradicional troca formal do noivo, das mãos do pai para as do noivo, havia sido modificada e Aurora desempenharia este papel. Apenas algumas palavras em lilariano foram ditas para homenagear os pais falecidos de Felps e seu relacionamento com Aurora. Houve bastante discussão nos tabloides e fofoca na internet sobre como eles iriam lidar com a situação, mas duvidava que alguém pudesse considerar errada a maneira como o caso foi apresentado.

   Quando Rafael segurou a mão de Felps, lágrimas formaram-se em meus olhos e eu não pude evitar que caíssem. Para o mundo, não era apenas o casamento deles. Era o dia em que Felps, o duque americano, tornava-se um príncipe. Mas, para Felps e Rafael, nada mais importava além de seu casamento. E era exatamente assim como deveria ser.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...