História In joy, sadness, memory and rebirth. - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Grey's Anatomy, Orange Is the New Black
Personagens Alex Vause, Alexandra "Lexie" Grey, Arizona Robbins, Calliope "Callie" Torres, Cristina Yang, Derek Shepherd, Mark Sloan, Meredith Grey, Miranda Bailey, Owen Hunt, Personagens Originais, Piper Chapman
Tags Alex Vause, Arizonaecallie, Derek Shepherd, Derekemeredith, Greysanatomy, Markelexie, Meredith Grey, Nicholselorna, Oitnb, Owenecristina, Piper Chapman, Vauseman
Visualizações 129
Palavras 4.473
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Orange, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey, guys! Boa leitura! ❤

Capítulo 16 - Nas mãos do destino


Fanfic / Fanfiction In joy, sadness, memory and rebirth. - Capítulo 16 - Nas mãos do destino

Minha noite não podia estar pior, meu amorzinho está doente e eu não paro de pensar nos olhos verdes da morena. Ela mudou tanto! O cabelo está arrumado, ela está mais séria, parece estar mais madura. Seu corpo ganhou mais curvas, está gostosa! Não vou negar.

Para Piper! Você está casada, tem uma filha linda e agora é uma adulta.

Meu Deus! Não sabia que ser mãe era tão complicado. Eu estou morrendo de preocupação com minha pequena, ela está fervendo em febre e está molinha, sua pele não está no tom rosado de sempre, está amarelinha. Essa noite eu não vou conseguir fechar os olhos, a todo momento ela chora e sua febre só parece aumentar cada vez mais, e para piorar, Kate está no plantão! Eu preciso conversar com ela, mas ela não atende a porra do celular.

Kate é mais madura que eu, sem falar que é médica e pode saber o que está acontecendo com Ariel, eu estou desesperada. A festa dela é em dois dias e eu não quero ver meu bebê parado sem se divertir, eu e Kate planejamos essa festa justamente pra ela.

Me dói tanto ver ela deitadinha no berço chorando e resmungando.

- Vem, vamos tomar um banho. - peguei ela no colo e dei um beijo na sua bochecha, ela colocou as perninhas em volta da minha cintura e a cabeça no meu ombro. Levei ela no banheiro e sentei ela no banquinho que ela tem, tirei seu pijama e a fraldinha e peguei ela no colo. Liguei a banheira na água fria, quando eu era pequena minha mãe me dava banhos frios para amenizar a febre, talvez funcione. Dei sua chupeta pra ela acalmar e balancei ela, ela ficou mais calminha.

Coloquei ela na banheira e ela começou a espernear por conta da água fria. Ela chorava e não me deixava dar banho, dei seus brinquedinhos pra ela brincar e ela parou de chorar, consegui terminar o banho e peguei ela no colo com a toalha, ela viu a chupeta na pia e apontou, peguei e dei pra ela. Ela foi quietinha com a cabeça no meu ombro o caminho inteiro e mexendo na ponta do meu cabelo, ela amava fazer isso e sempre se acalmava assim. Coloquei ela na cama e deixei ela só de fralda e calcinha, eu li na internet que se deixar cheio de roupa e cobertor, a febre do neném não passa e ainda piora. Então é melhor deixar ela assim mesmo.

Arrumei seu cabelinho e deitei ela na cama comigo, ela deitou no meu peito e pegou uma mecha do meu cabelo de novo, coloquei no canal de desenhos animados e ela assistiu quietinha. É assim desde que ela nasceu, são poucas as vezes que ela dorme no quarto dela, Kate quase nunca dorme em casa, então ela dorme comigo, mas quando é pra dormir lá, ela dorme numa boa.

Ela pegou no sono e eu coloquei na netflix, não conseguiria dormir essa noite. Sua febre já amenizou mas a qualquer momento ela pode passar mal, sem falar que meus pensamentos estão a mil.

Não paro de pensar em Alex e em tudo que passamos na adolescência, então vou apenas assistir minha série e esperar que o sono venha até mim.

Acordei com Ariel dando beijinhos molhados em meu rosto, ela aprendeu isso com a mãe dela. Kate sempre me acorda assim, e quando Ariel dorme aqui, ela vê e faz igual, agora ela aprendeu e me acorda assim. Peguei ela e comecei a fazer cosquinhas, ela gargalhou, eu amava aquele riso logo pela manhã, era como um anti-depressivo, meu dia começava ruim mas só de ouvir essa risada, se tornava bom em um estalo dedos.

- Pala, mamãe! - ela continuou gargalhando e eu parei um pouco para ela recuperar o fôlego - Bo dlia! - ela disse sorrindo, mostrando todos os pequenos dentinhos.

- Bom dia, meu amor! - beijei seu rosto todo - Parece que você já melhorou. - coloquei as costas da minha mão em sua testa e a febre não estava mais lá - Vamos na vovó Carol? - perguntei sorrindo e ela emburrou.

- Não quelu. - ela deitou na cama de bracinhos abertos e eu ri. - Quelu a bobó Ed.

- Vamos na vovó Red depois.

- Mas eu quelu agola.

- Nem adianta que manha logo pela manhã não vai rolar hoje. Vem, vem, vem! - peguei ela no colo.

- Eu não pocho ir.

- Ué, por quê?

- Puque eu moli, olha. - ela se fingiu de morta, ficou mole no meu colo e eu ri.

- Vamos tomar banho, Ariel. Para de graça. 

Sai com ela no colo do quarto em direção ao banheiro

- Banho nauuu! - ela fez bico e eu ri - Mamãe Kateee, socoloo! - ela viu Kate abrindo a porta e gritou chamando ela, Kate riu e foi para a cozinha.

- Vai tomar banho, sua porquinha. Hoje você não escapa! - ela gritou da cozinha.

- Tablom. Mamãe, quelu pilulito.

- Nada de doces pela manhã! - liguei a banheira e deixei encher, fui com Ariel para a cozinha. Kate veio em minha direção e me deu um abraço e um selinho, deu um beijo na bochecha de Ariel.

- Bom dia, amor. - ela sorriu e tomou seu café - Vi suas ligações, aconteceu algo? Estava entrando em cirurgia quando ligou.

- Sua filha estava com uma puta febre e você nem pra atender a porra do celular.

- Palavrões perto dela não, Piper!

- Ops, Ari, não escuta o que a mamãe disse, criança não pode falar, é feio. - disse olhando em seus olhinhos e ela concordou com a cabeça, ela estava com a chupeta na boca, então ficou quietinha enquanto eu fazia seu mamá.

- E eu não podia atender. - ela tomou mais um gole do café.

- Sabe o que você podia fazer? - terminei a mamadeira da Ariel e dei para ela, que deitou a cabeça no meu ombro e começou a tomar. - Começar a colocar sua família em primeiro lugar. Poxa! Podia pelo menos passar a cirurgia para outra pessoa? - abri a porta de vidro da cozinha e fui para a sala, Kate veio atrás. Coloquei Ariel no canto do sofá e ela deitou, coloquei o desenho e ela ficou quietinha com a mamadeira.

- Só tinha eu naquela hora, Piper! Pelo amor, tenta me entender!

- Não tem como te entender! Sua filha passa mal, eu fico desesperada e aí? E se acontecesse algo com ela e eu sozinha, Katherine?

- Não iria acontecer, pois eu sei a ótima mãe que você é. - ela me abraçou por trás e beijou meu pescoço - Agora vamos parar de brigar? Hnm?

- Espero que isso não se repita.

- E não vai.

- Vai tomar um banho, vamos na minha mãe terminar uns últimos preparativos para a festa. - beijei seus lábios.

- Okay, seria melhor se você me acompanhasse, mas me contento com meus dedos.

- Idiota! - dei um tapa em seu braço.

- Realista! - ela rebateu enquanto subia as escadas.

- Terminou o tetê? - sentei do lado dela e ela me deu a mamadeira, pegou a chupeta e colocou na boca. Fui até a cozinha e coloquei a mamadeira na pia. Voltei pra sala e chamei Ariel. Ela me deu uma mãozinha e subimos a escada.

Ela entrou no banheiro e se escondeu, eu ri.

- Mamãe, eu nau quelu água flia. - ela disse cruzando os bracinhos.

- Tá quentinha, meu amor. Vem cá pra mamãe te ajudar. - ela veio e sentou no banquinho, tirei sua calcinha e sua fralda e coloquei ela na banheira. Ela começou a brincar com a água e me molhou toda, entrei junto com ela e tomamos banho juntas, brinquei com ela e ela ficou até cansadinha depois do banho.

Peguei minha toalha, me enrolei e depois peguei a de Ari e tirei ela da banheira. Levei ela pro quarto dela e troquei ela lá mesmo, peguei um vestidinho preto com detalhes brancos e uma facha preta também, o sapatinho é branco. Passei perfume nela e arrumei seu cabelo, peguei ela no colo e levei para o nosso quarto. Coloquei desenho na TV e ela pegou a chupeta e deitou quietinha enquanto eu me arrumava.

Peguei um vestido preto também, combinando com Ariel, nós temos conjuntos de mãe e filha e eu quase sempre uso com ela.

Peguei o meu salto baixo branco e coloquei, coloquei um brinco prata e uma corrente que ficava pendurada a minha aliança de quando namorava Alex. Eu não me desfiz disso, isso significa muito pra mim, Alex ainda significa muito pra mim, então não tem porquê eu me desfazer de algo que foi tão bonito.

Passei uma maquiagem básica e passei meu perfume de sempre. Sentei na cama e tirei foto com Ariel, esperei Kate terminar de se arrumar pra irmos logo.

- Estão prontas? - ela chegou no quarto de smoking branco e salto baixo preto. E um sorriso nos lábios, ela estava linda. Fui até ela e dei um beijo.

- Estamos sim. - peguei a bolsa de Ariel e as coisas que precisaria.

- Deixa que a pesadinha aqui, eu levo. - ela pegou a Ariel na cama e desligou a TV.

- Mas eu sou leve, mamãe. - ela cruzou os bracinhos e fez bico.

- Claro que é, desculpa. - ela deu um beijo nas bochechas dela e eu ri.

- Vamos logo, Carol não suporta atrasos.

Saímos de casa e fomos até a garagem, Kate colocou Ariel na cadeirinha, coloquei sua bolsa do lado dela, entrei no carro e Kate também, ela iria dirigir.

Chegamos e entramos, eu ainda tinha a chave então nem precisei chamar ninguém. Pego Ariel do colo de Kate que acabou dormindo no caminho e ela tranca a porta e vai cumprimentar meu irmão que está sentado na poltrona assistindo o jogo de basquete. Vou andando com Ariel no meu colo e atravesso a sala e a sala de jantar até que chego na cozinha e o aroma faz meu estômago roncar, até que ouço a risada rouca de Alex misturada com a de Nicky, Arizona e Callie, a ruiva de ontem também estava. Paro na porta e Kate chega na cozinha e dá um beijo na minha bochecha. Ariel abre os olhinhos e coça eles bocejando. Kate vai até minha mãe.

- Bom dia, sogrinha! - ela dá um abraço apertado em minha mãe e ela retribui, elas tem uma convivência ótima, minha mãe adora Kate, ela fala que ela foi minha salvação. Alex olhou para a porta assim que Ariel desceu do meu colo, ela sorriu de lado e eu também.

- Bom dia, Kate! - ela deu um beijo na sua bochecha, Ariel ficou agarrada na minha perna enquanto estava dormindo/acordada - Não vai dar um beijo na vovó? - ela agachou e abriu os braços para a Ariel e ela foi cambaleando e todas rimos - Ai que abraço gostoso! - minha mãe pegou ela no colo e abraçou - Ela estava dormindo? - ela se direcionou a mim.

- Estava desmaiada no carro. - sorri, Ariel estava com a cabeça no ombro da minha mãe.

- Mas puxou sua mãe mesmo! - ela fez cosquinhas na barriguinha da Ariel e ela riu com a chupeta na boca - Tira essa chupeta da boca, você tá grandinha demais pra isso. - ela tentou tirar a chupeta da Ariel mas ela virou o rosto e eu ri.

- Que feia, Ariel! - Kate olhou brava pra ela e ela abaixou a cabeça - Dá aqui a chupeta, se não nada de doces depois do almoço. - ela estendeu a mão e Ariel deu pra ela.

- Eu quelu pilulito. - ela fez bico olhando pra mim. Ela sabe que quando ela faz isso, eu acabo me rendendo e dou.

- Nem adianta fazer essa cara pra mim. - eu ri e ela bufou.

- Piper, essa garota vai te dar um trabalho danado.

- Nem me fale Nicky, nem me fale. Sorte que Kate ainda me segura, senão eu ia sair fazendo todas as vontades dela.

- Piper é muito mole com a Ariel.

- Kate tem razão, Piper. - Arizona riu - Só existe a vovó? Não vai dar um abraço na titia? - Ariel abriu os bracinhos rindo para Arizona e ela abraçou ela - Essa é a tia Al e a tia Becca. - Arizona apontou para a Alex e a ruiva que estava do lado dela e Ariel não gostou muito dela, ela fez cara feia e virou a cara pra ruiva, me segurei pra não rir. Minha filha é sincera demais. Ela sorriu para Alex e Alex sorriu para ela também.

- Gotei de voxe tia Al. - ela sorriu de lado para a Alex.

- Também gostei de você, Ariel. - Alex sorriu com todos os dentes, nessa hora eu paralisei, Kate percebeu e me abraçou por trás. Minha mãe, e as meninas entraram no assunto da festa de Ariel e apenas Alex ficou me olhando de canto, sem prestar atenção em minha mãe.

- Tudo bem? - sussurrou no meu ouvido.

- É... sim, só foi uma tontura que me deu. Vou lá pra fora tomar um ar, leva a Ariel pra sala, preciso ficar um pouco sozinha, não to tendo sossego desde ontem. - virei pra ela e dei um selinho nela, fui para o jardim, ele é grande, fui até o balanço no meio das rosas e me sentei. Me permiti respirar, tudo que eu não precisava hoje, era ver Alex.

Hoje ela me lembrou a época em que eramos adolescentes, seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo e algumas mechas soltas, totalmente diferente de ontem que estava com uma roupa social e um olhar sério. Alex nunca deixou de ser a pessoa mais importante pra mim, Ariel e ela são as pessoas que eu mais amo na vida. Sim, eu ainda amo a Alex, por vários anos tentei me enganar e dizer pra mim mesma que não, que eu apenas sentia falta de nossos momentos, e aquela saudade era apenas uma lembrança...

Mas hoje vi que meus sentimentos por ela não morreram, a forma que me senti ao ver seu sorriso direcionado a mim foi como um soco no estômago, as borboletas voltaram a flutuar aqui dentro. Me senti uma adolescente, uma adolescente besta e apaixonada.

Balanço o balanço de olhos fechados, sentindo o vento bater em meus cabelos, o vento gélido entrou em meu pulmão e me senti um pouco mais leve.

- Sabe... você não mudou nada. - levei um susto e parei o balanço, coloquei a mão no coração que estava acelerado com o susto. Alex riu e eu também. - Se eu não te conhecesse bem, diria que você apenas está balançando. Mas sei que você só vem aqui quando está nervosa.

- Não, eu só estou cansada... - menti e fechei os olhos, voltando a balançar devagar - Ser mãe é mais difícil do que parece... - disse suspirando.

- Eu imagino. Ela é linda... e esperta.

- Ela é a melhor coisa que me aconteceu. - sorri de lado de olhos fechados. Eu amo tanto Ariel, eu daria minha vida se fosse possível por ela.

- Ela não gostou da Rebecca. - ela riu e eu acompanhei.

- Ariel só me faz passar vergonha, a sinceridade dela me comove. - eu ri.

- Ela veio falar no meu ouvido que ela não gostou da cara da "titia Becca". - ela gargalhou e eu também, até que a risada cessou e um silêncio ensurdecedor pairou no ambiente, eu abri os olhos e comecei a encarar Alex, ela me encarava e tentava me desvendar, como se me deixasse completamente nua na alma. Ela sempre fez isso. - Hey Pipes... - ela me chamou pelo mesmo apelido da adolescência e meu coração pareceu querer sair pela boca, faltou ar em meus pulmões e eu suspirei. Ela colocou as mãos no bolso do macacão e continuou. - Me desculpa por ter te deixado, aconteceram coisas que talvez você nunca entenda. Eu me despedi de você enquanto você dormia com a expressão mais serena que já vi, fiquei te admirando e pensando o quanto eu seria idiota se te deixasse, o quanto fui idiota por deixar a única pessoa que amei pra trás. Me perdoa? - ela disse com os olhos marejados e aí que eu deixei a máscara cair, uma lágrima escorreu e eu abaixei a cabeça, deixando cair entre minhas mãos. Suspirei e mais uma lágrima caiu.

- Sabe quantas vezes eu tentei colocar na minha cabeça que a nossa última noite foi só delírio? Sabe quantas vezes achei que não seria feliz de novo? Eu passei noites em claro Alex. Querendo uma explicação, querendo saber o motivo de ter me deixado sozinha naquela casa sem nem mesmo me dar um beijo de despedida. E dói, sabe? Ainda dói. Depois que casei tentei me livrar de todas as angústias e tudo que sinto por você. E pensei que tinha superado, mas infelizmente ontem quando te vi, os sentimentos retornaram e eu não consigo ficar um minuto sem pensar em você. E por eu ainda te amar, sim, eu te perdoo. - a olhei com os olhos marejados e ela estava com lágrimas pelo rosto. E aquele olhar forte de mulher imponente havia sumido totalmente e o olhar de adolescente amedrontada voltou, da mesma forma do dia em que falei com ela na sala de música e ela foi grossa. - E é sério que você tinha que namorar a garota que você pegou no bar? É sério? - eu ri.

- Nada sério, ela é muito imatura ainda. Nós sustentamos um "relacionamento aberto".

- Em todos esses anos, você não tentou dar uma chance á você? - perguntei e ela balançou a cabeça de forma negativa.

- Nunca consegui gostar de uma mulher a ponto de casar. Acho que família não é pra mim.

- Nunca diga isso! Eu pensava da mesma forma, até que eu pensei em dar uma chance ao meu sonho de ser mãe. E olha só! Tenho uma filha de dois anos que vai fazer três amanhã que vem sendo meu motivo de acordar todos os dias. Agora eu não consigo me imaginar no futuro sem a Ariel.

- E essa Kate? - ela me olhou com os olhos cheios de apreensão - Você a... ama?

- Eu não sei mais o que é o amor... - suspirei e sorri de lado.

- Entendo... senti sua falta. - ela chegou perto e agachou na minha frente, olhou para os meus lábios e sorriu, eu sorri e olhei para o seus lábios. - Queria te beijar.

- Mas você namora.

- E você está casada. E meu namoro é aberto.

- Quebrar as regras ás vezes é bom. - ela se aproximou melhor de meus lábios.

- Se você continuar nessa aproximação eu não vou responder pelos meus atos. - eu ofeguei. Ela levantou e me tirou do balanço, segurando minhas duas mãos.

- Vou me contentar com apenas um abraço então... - ela apertou minha cintura em seu corpo e eu enlacei seu pescoço, apertei ela em meu corpo e afundei minha cabeça em seus cabelos, sentindo o perfume amadeirado que tanto me fez falta.

- Senti falta desse cheiro de chocolate. - ela sorriu no abraço e eu sorri de lado.

- Senti falta de estar nos seus braços. - suspirei e aproximei seu rosto do meu, nossos lábios se encontraram em um selinho demorado e suas unhas apertaram minha cintura. Puxei seu lábio inferior e suguei. Estávamos atrás da árvore, então ninguém iria nos ver.

Lembro de quando éramos adolescentes e sempre ficávamos aqui, namorando até altas horas da madrugada. Me senti uma adolescente de novo, a mesma Piper e a verdadeira Piper de sempre.

- Isso não pode se repetir, Alex. - suspirei com sua boca perto da minha.

- Não mesmo. Vamos que eu deixei a Ariel lá na sala com o seu irmão e eu estava brincando com ela, foi uma luta pra eu sair de lá. Consegui me soltar dela quando ela derrubou o suco de uva na roupinha toda, sua esposa foi dar banho nela. Como ela não estava por perto, me mandaram te chamar.

- Ás vezes não sei se o universo conspira contra ou a favor de nós. - sai andando e ela me puxou pela mão, colando nossos corpos novamente.

- Acho que os dois. - ela sorriu e me deu um selinho demorado.

- Vamos que devem estar sentindo nossa falta. - puxei ela e separamos nossas mãos, entramos na sala de lados separados e fomos até a mesa com a minha mãe e as meninas que já estavam lá. Só estava faltando Kate e a Ariel.

- Vocês demoraram. - mamãe sorriu para mim de forma maliciosa, ás vezes ela esquece que estou casada. Se bem que uma mãe conhece a filha, e a minha me conhece muito bem.

- Digamos que eu estava meio escondida e a Alex não me achou. - dei de ombros.

- Ela contou o que Ariel aprontou? - ela riu.

- Cada dia uma bagunça diferente. - ri.

Ariel veio correndo para meu colo nessa hora e se escondeu com as minhas mãos em seu rosto - O que foi? - Kate veio rindo.

- A mamãe quer me pegar, nau dexa! - ela me apertou.

- Poxa, que mamãe malvada. - ri.

- Não se engane por esse rostinho bonitinho que ela estava correndo porquê eu disse que iríamos almoçar e ela não quer.

- Nau quelu, mamãe. - ela cruzou os bracinhos e fez bico, eu ri.

- Tem que comer pra ficar fortinha, se não comer não ganha pirulito.

- Tablom. - ela revirou o olhinho, mais ou menos, porque ela ainda não sabe, eu ri.

- Senta aqui do lado da mamãe, Ariel. - Kate chamou ela e bateu a mão na cadeirinha dela.

- Quelu sentar pelto da tia Au. - ela me olhou com os olhinhos de cara de botas e eu concordei com a cabeça, ela sorriu e correu para perto da Al que estava do outro lado da mesa. Ela sorriu para a Ariel e Kate colocou a cadeira do lado de Alex. Ela colocou ela sentadinha na cadeira e sentou na cadeira ao lado, Ariel estava toda feliz por estar perto da nova tia dela.

- Já abandonou a tia Ari?

- Nau, mas a titia Au é mais legal.

- Nossa, eu estou triste com você. - Arizona fingiu estar triste e Ariel sorriu e mandou beijo para Arizona. Arizona foi até ela e deu um beijo na bochecha dela.

Kate sentou do meu lado esquerdo, Arizona do lado direito e do lado dela Callie, na minha frente estava Alex, na frente de Kate estava Rebecca, Ariel na frente de Arizona, Cal na frente de Callie e minha mãe e Nicky na ponta. Almoçamos conversando numa boa até que minha mãe entrou em um assunto indelicado.

- Lembra de quando você chegou do México e só faltava ver passarinhos? - ela riu e se direcionou a mim. Fiquei vermelha igual um pimentão. - Me mostrando o anel de namoro e pulando igual um coelho saltitante?

- Nem era pelo anel que ela estava feliz, me lembro que ela ficou duas semanas sem mau humor nenhum, dedos de Alex são realmente milagrosos.

- Arizona! - acertei um tapa no seu braço e ela revidou. 

- Sem brigas, meninas! Credo, vocês parecem duas adolescentes. - olhei para a Alex e ela estava vermelha igual eu, me segurei pra não rir.

- Ela que começou! - Arizona se defendeu.

- Ah qual é! Você simplesmente começou a falar sobre algo que não se diz a respeito de você.

- Eu estava brincado!

- Mas não era aqui o lugar pra se falar esse tipo de coisa.

- Chega! - minha mãe nos olhou da mesma forma que nos olhava quando éramos pequenas e fazíamos arte, paramos de discutir na hora.

- Tudo bem. Desculpa Piper, desculpa Alex.

- Não tem nada Ari. Sei que fez uma brincadeira e me lembro bem dessa viagem, me diverti demais. - ela me olhou da forma mais safada do mundo e eu sorri de canto.

- México foi interessante. - Callie sorriu para Arizona e ela também.

- Ai que cheiro de couro. - Nicky soltou, se não fizesse piada não seria ela, todas rimos.

- Me sinto por fora das coisas. - Cal pronunciou.

- Você não está sozinho nisso, Cal. - Kate me olhou da forma que reconheço bem, ela vai querer saber de tudo depois.

- A adolescência dessas meninas foi terrível, elas me contam cada história... - minha mãe riu e Alex também.

- Lembro de Nicky quando Lorna terminou com ela de vez. Tivemos que procurar ela em todos os bares da cidade, foi o pior porre da vida dela, no outro dia ela nem levantou da cama. - comentei e Alex riu, Nicky revirou os olhos.

- Vocês nem respeitaram meu luto, poxa.

Nicky e Lorna se separaram dois anos depois de Alex ir embora, foi um término difícil para as duas mas Lorna superou melhor, o término foi causado por uma traição da parte de Nicky, não foi bem traição mas Lorna confiou no que viu. Uma garota agarrou Nicky em uma das baladas que fomos e a beijou, Nicky relutou mas a garota não soltava. Era tarde demais quando conseguiu, Lorna já havia visto e corrido para fora da boate e ido embora. Depois disso Lorna mandou mensagem que não iria dar mais e que Nicky era muito criança para um namoro com ela. Sua primeira decepção amorosa foi com ela, foi mais ou menos cinco meses para esquecer Lorna, mas nesse tempo ela ia cada noite para um bar diferente e acabava na cama com uma garota qualquer.

Até que ela abriu os olhos e viu que não era daquela forma que iria esquecer dela, e sim lembra-la ainda mais. Ela superou e deu um tempo pra si mesma, mas quando começamos a falar do passado, quando estamos só eu e ela, deixamos que nossas máscaras caiam, ela fala de Lorna com brilhos nos olhos, fala de todos os momentos que passamos na adolescência e nós relembramos a viagem ao México.

Sabemos que ainda amamos as duas, só que nós achávamos que estava tarde, Lorna já está com outra pessoa e Alex estava longe, até hoje eu não achei ser possível vê-la novamente mas o destino nos colou frente a frente de novo, mas com muitos mais obstáculos. Meu casamento e Ariel estão envolvidos nisso.

Se for pra reviver um amor de muito tempo, eu terei que deixar nas mãos do destino, como sempre deixei. 


Notas Finais


Até o próximo! ❤😘


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