História Inocente - Capítulo 38


Escrita por: ~

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Categorias Supernatural
Personagens Castiel, Chuck Shurley, Dean Winchester
Tags Castiel, Chuck, Dean, Destiel, Drama, Mistério, Romance
Visualizações 49
Palavras 5.785
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Tá, vamos lá.

Antes de continuar, eu quero falar duas coisas pra vocês.

A primeira é que eu tenho que agradecer à incrível e absurdamente maravilhosa mensagem que eu recebi de uma leitora que eu já amo demais. ~MelLarusse (Honey Bee), muito, mas muito obrigado pela sua mensagem... Eu jamais esquecerei das coisas incríveis que você me disse, e ainda estou me preparando psicologicamente para responder... Você é sensacional e sua mensagem fez o meu dia.

A segunda é que eu tenho uma amiga maravilhosa, o nome dela é Vitória. Alguns de vocês a conhecem como ~DaddyJungKook, e ela é uma diva explosiva que não hesita em utilizar o salto quinze pra sambar nazinimiga. Ela é uma escritora de muito talento, e eu convido vocês a conhecer as incríveis fanfics que ela escreve. Nas Notas do Autor eu deixarei pra vocês o link do perfil dela. (Ela escreve muito destiel, vocês vão adorar... LEIAM FREEDOM PELO AMOR DE JESUS-FUCKING-CHRIST).

Mas enfim... Eu quero agradecer, como sempre, aos comentários sensacionais e lacradores de vocês... Peço desculpas por não ter respondido a todos, mas eu prometo que irei respondê-los.

Sem mais delongas, beijos enormes e boa leitura! <3

Capítulo 38 - Conectando


– V... Você vai voltar pra casa, Miguel. – Chuck falou num volume baixo. Miguel suspirou profundamente.

– Depois de tanto tempo, é quase que impossível acreditar nisso... – Ele se reergueu e saiu do conforto do corpo de Chuck, ficando de frente para ele. Os seus olhos continuavam vermelhos, o seu rosto havia sido completamente banhado pelas lágrimas. – Às vezes eu sinto que a gente vai ter que ficar fugindo pra sempre... – Ele olhou pra janela por uns segundos. – Foi... Foi só um ano, mas... – Então ele olhou pra baixo. – Pareceu uma eternidade.

– Eu... Eu entendo. – Chuck enxugou as lágrimas de Miguel com uma de suas mãos.

– N... Não entende, não... – Miguel voltou a encarar Chuck, olhando-o diretamente nos seus olhos. – Eu... Eu me esqueci de como é estar em casa. Eu mal consigo me lembrar como é a voz da minha mãe... – Os olhos de Chuck reagiram àquilo, era de surpreender ouvir algo assim. Miguel estava certo, Chuck não fazia ideia de como era aquilo. – E eu... Eu senti tanto a falta de vocês... – Miguel sorriu pra Chuck, que, no mesmo instante, sorriu de volta. – Principalmente de você, é claro. Eu não quero passar mais nenhum segundo longe de casa. Eu só quero voltar, abraçar minha mãe, dormir no meu quarto... E nunca mais chegar perto de qualquer dose de heroína de novo... – Ele passou as mãos pelo rosto. – Gabriel tá certo, eu meti a gente nessa.

– Ah, Miguel. A culpa não é toda sua... – Chuck queria dizer algo a mais, mas ele não conseguia encontrar algo que fosse servir para ajudar Miguel.

– Ah, é? E de quem é o resto da culpa?... – Ele fez um sinal de negação com a cabeça. – Eu o influenciei a usar aquela porcaria. Sem falar que eu fiz isso com você, também... Eu sou um desgraçado, mesmo. Não sirvo pra merda nenhuma. E, quando meu irmão fala uma coisa que eu sei que é verdade, eu dou um soco nele... Pura imbecilidade... – Chuck olhava pra ele como se repetisse constantemente as frases “eu sinto muito” e “não precisa ficar assim.”.

  Naquele momento, Miguel se sentia um completo idiota. Agora ele sentia vergonha de sequer olhar para o rosto de Chuck, cuja camisa ainda estava um pouco molhada por causa das lágrimas que ele havia deixado ali.

– Vocês acolhem a gente com todo o carinho do mundo... Mas aí eu falo um monte de besteira sobre o irmão do Castiel, que eu nem conheço... A gente fica aqui e atrai o perigo justamente pra cima de vocês. Talvez o Garth devesse ter me matado assim que teve a chance. – Dessa vez, Chuck não pôde deixar de se pronunciar.

– N... Não diga isso! Droga, Miguel! Olhe o que você está dizendo... Não precisa ser tão duro assim consigo mesmo. – Miguel continuava sem olhar pra ele.

– Desculpe... É que parece que a única coisa que eu consigo fazer é causar problemas. – Chuck colocou a mão no ombro de Miguel.

– Isso não é verdade. – Chuck falou.

– Então me diga pelo menos uma coisa de útil que eu tenha feito desde que eu cheguei aqui. – Chuck abriu a boca pra responder, mas nenhuma resposta lhe veio à cabeça.

– Ah, você... Uh... – Ele suspirou. – Porcaria.

– Viu? – Chuck revirou os olhos.

– Ah, Miguel. Assim também não é justo... Vocês chegaram aqui há pouco tempo. Falando nisso, só o fato de você ter aparecido já é algo bastante útil. Nós sentimos a falta de vocês, também... Pra caralho... – Miguel sorriu. – Talvez você tenha feito algo ruim, Miguel. Mas você não pode se prender a essas coisas desse jeito. Você tem que aprender com os seus erros e seguir em frente, não viver se culpando por causa deles. Isso não vai dar nada! – Miguel permanecia em silêncio, como se estivesse absorvendo por completo as palavras de Chuck.

  Após alguns longos segundos calado, Miguel simplesmente se levantou e seguiu em direção à saída.

– Você vem? – Ele perguntou enquanto se virava pra Chuck, que parecia confuso quanto àquilo.

– A... Ah!... – Ele se levantou também. – Claro... O que você vai fazer? – Miguel abriu a porta e respirou fundo.

– Aprender com os meus erros... E seguir em frente. – Ele saiu.

  Naquela hora, Chuck sorriu, feliz por ver Miguel tomar uma atitude e ouvir o que ele disse. Ele simplesmente o seguiu em silêncio, ansioso pra ver o que Miguel faria.

  Chegando à cozinha, dava pra ver que Miguel evitava olhar pra Dean e Castiel, o último estava próximo de Gabriel, que estava com alguns cubos de gelo na sua bochecha. O silêncio entre todos eles realçava os sons dos passos de Chuck e Miguel, tornando impossível não notarem a presença dos dois.

– M... Miguel, eu... – Gabriel falou assim que o viu, Miguel se aproximou e suspirou enquanto fechava os olhos.

– Gabriel, não precisa falar nada... – Ele levantou o rosto e olhou diretamente pro seu irmão. – G... Gabriel, olhe... – Ele olhou pra trás e viu Chuck, que o encorajou a continuar com um sinal feito pela sua cabeça. – Me... Me desculpe pelo o que eu fiz.... – Um pouco surpresos, Castiel e Dean se entreolharam. Castiel não conseguiu deixar de sorrir, assim como Chuck também não.

  Gabriel sorriu, também... Seu sorriso com certeza foi o mais importante de toda aquela cena.

– Eu fui um imbecil por ter feito isso com você... E... Uh... Desculpe por ter metido a gente nessa porcaria toda. – Gabriel se levantou e o abraçou no mesmo instante.

– Tá tudo bem... – Miguel fechou os olhos e o abraçou de volta. – Me desculpe por ter jogado a culpa toda encima de você. Nós estamos juntos nessa, não é? – Miguel suspirou.

– É, eu... Eu acho que sim.

– É claro que estamos. – Gabriel sorriu.

– Olhe, se... Se você não quiser que o cara seja preso, tudo bem... – Ele encolheu os ombros. –Como você disse, eu não tenho o direito de decidir isso, faça o que você quiser.

– Ah, Miguel... – Gabriel deixou o saco com cubos de gelo encima do balcão. – Eu quero voltar pra casa tanto quanto você, você sabe disso... – Miguel assentiu com a cabeça. – Mas... Sei lá, isso não parece certo. Ele não é o cara que comanda tudo isso, e a gente sabe que ele começou a traficar muito jovem... A gente devia dar um jeito de tirá-lo desse mundo, não de mandá-lo pra prisão... – Gabriel olhou pra baixo por alguns segundos. – O que vocês acham? – Ele olhou pros outros.

– Uh... – Dean foi o primeiro a dizer alguma coisa. – Cara... Isso é complicado.

– É, sim... – Castiel concordou. – Eu não acho que ele mereça ir para a cadeia, mas... – Castiel suspirou. – Eu não acho que haja outra forma de resolver isto.

– Pois é... – Chuck falou. – A não ser se vocês... Pagassem a dívida. – Miguel e Gabriel se entreolharam por um tempo. Os dois negaram com a cabeça lentamente, decepcionados por não serem capazes de fazer aquilo.

– N... Não dá, é dinheiro demais... – Gabriel respondeu. – E, do jeito que a gente ficou fora, o preço deve ter aumentado de um jeito que a gente nem pode imaginar.

– Então... O que a gente faz? – Miguel perguntou.

– Pessoal... – Castiel falou. – Eu acho que nós deveríamos deixar que Garth decidisse isso. A situação pode ser delicada, mas nós não a enxergamos com a mesma perspectiva que ele o faz. Ele entende tudo isto de uma forma muito melhor que nós. Ele pode ter dito que o colocaria na prisão, mas eu tenho certeza que, quando ele ver como ele é, Garth vai acabar entrando em dúvida, assim como nós. Talvez ele encontre outra maneira de resolver esse problema.

– Pois é... Garth pode tentar negociar com ele, não sei. – Dean falou.

– Exato... – Castiel falou. – Vocês estão de acordo com isso? – Miguel e Gabriel voltaram a se entreolhar.

– É, acho que sim. – Gabriel falou.

– Eu também. – Miguel disse.

– Ótimo... Bem, o que nos resta agora é esperar. – Após a fala de Castiel, todos ficaram em silêncio, esperando algo acontecer.

  E, para a surpresa deles, aconteceu. Alguém bateu na porta.

  ...

  Garth saiu daquela rua e parou o carro numa esquina, de forma que ele pudesse observar a entrada do beco, à espreita do rapaz que havia lhe vendido aquela dose de heroína.

– Uma da manhã... – Garth falou enquanto bocejava. – Droga, por que vocês não vão embora logo?... Caramba, aquele é o tal do Caveira? Coitado, não faz ideia de onde está metido. Meu Deus, eu tenho certeza de que o futuro daquele cara já deve ter sido arruinado... Nossa. – Ele passou as mãos pelo rosto, tentando se manter acordado.

  Talvez ele devesse ter comprado alguns energéticos por aí. Afinal, ele teria que voltar assim que possível. Mas já era tarde demais, agora ele tinha que manter o olho naquele beco.

  E, de repente, alguém saiu de lá. Garth fez o máximo possível para identificar a pessoa. Não havia dúvidas, era justamente quem ele estava procurando.

  Por sorte, ele seguiu na direção contrária de onde o carro de Garth se localizava, esse que não tirava os olhos do rapaz. Era hora de respirar fundo e fazer o máximo para segui-lo sem ser notado.

  ...

– S... São a Charlie e a Becky? – Chuck perguntou.

– Eu tenho quase certeza que sim... – Castiel falou. – Uh... Vocês se importam se... – Gabriel o interrompeu.

– Não, Cas. Fique à vontade, tá tudo bem. Eu só vou guardar esse saco com gelo. – Castiel assentiu a cabeça. Depois de Gabriel guardar o objeto no congelador, o outro seguiu em direção à porta rapidamente.

– Chegamos. – Charlie falou. Becky estava ao seu lado.

– Boa noite. – Elas falaram.

– Boa noite... – Castiel respondeu com um sorriso, também. – Entrem. – Ele abriu passagem. Miguel e Gabriel prestavam atenção nas duas que haviam acabado de entrar.

– Ah, oi... – Charlie falou. – Uh...

– Charlie, Becky, esses são os meus primos. Miguel e Gabriel. – Os dois acenaram pra elas.

– Sério?... – Charlie falou. Elas se aproximaram deles. – Nossa, é um prazer conhecer vocês! – Ela sorriu e estendeu a mão para Miguel.

  Após um breve cumprimentar e apertar de mãos por parte dos quatro, Charlie começou a fazer perguntas.

– O que vocês fazem por aqui? – Ao ouvirem a pergunta, Miguel inventou algo o mais rápido possível.

– A... A gente veio visitar o Chuck e o Cas. – Miguel respondeu, sem dar muitos detalhes.

– Ah, é? Onde vocês moram? – Ela tornou a perguntar.

– A gente mora em Hulton, não muito longe daqui. – Gabriel respondeu.

– Ah, entendi... – Ela sorriu. – Quando eu vim aqui da última vez, eu notei aquelas mochilas, são de vocês?

– Ah... São, sim. – Miguel falou.

– Por quanto tempo pretendem ficar? Vocês parecem terem trazido um monte de coisas. – E, mais uma vez, ela torna a perguntar.

– Uh... – Miguel tentou formular uma resposta. Chuck, Dean e Castiel se entreolhavam naquele momento, tentando pensar em algo que pudesse tirar Miguel e Gabriel daquela situação o quanto antes.

– Gente, nós temos um caso pra analisar. A gente só viu uma caixa até agora, não é? – Chuck perguntou.

– Caramba, é mesmo!... – Charlie falou. – Desculpe, não quis parecer intrometida. – Ela sorriu, um pouco envergonhada. Os outros agora podiam respirar aliviados.

– Não, tudo bem. Sem problema. – Miguel falou.

– Então, o que vocês acham de fazermos como o Chuck propôs ontem?... – Castiel perguntou. – Nós pegamos uma caixa e analisamos tudo dentro dela?

– Do jeito que a gente tá sem tempo, a gente podia formar duplas ou trios e cada um ficar com uma caixa... – Dean sugeriu. – Eu acho que, se ficarmos com uma por vez, vamos demorar mais.

– Pode ser... – Castiel falou. – Vocês têm outra sugestão?

– Não, pra mim tá ótimo. – Charlie concordou.

– Pra mim também. – Becky disse.

– Então tá, vamos começar. – Chuck falou enquanto seguiu para pegar as caixas que estavam próximas à parede onde a cortiça se localizava.

– Miguel, Gabriel, vocês gostariam de nos ajudar?... – Castiel perguntou. – Vai tornar o processo bem mais rápido. – Ele sorriu.

– Claro, a gente ajuda. – Gabriel respondeu enquanto se levantava. Segundos depois, eles estavam juntos ao resto do grupo.

– E então, o que a gente deve fazer, exatamente? – Gabriel perguntou.

– Bem, essas caixas estão cheias de documentos, a maioria são inúteis, mas alguns podem servir pra montarmos uma defesa para Caitlyn Garrison. – Castiel respondeu.

– Até agora a gente sabe que ela foi acusada de homicídio qualificado. – Chuck complementou.

– Por ter matado um cara chamado de David Hurley, com um tiro pelas costas... – Dean falou. – Quem a viu fazendo isso foi uma tal de Martha, que foi quem chamou a polícia.

– Mas... Se ela a viu fazendo isso, como é que vocês vão fazer pra defendê-la? – Miguel perguntou.

– Aí é que tá, o Garth descobriu um exame que prova que a Martha tinha catarata, a gente pode usar isso pra invalidar o testemunho dela. – Chuck falou.

– Ah, entendi. – Miguel disse.

– A propósito, cadê o Garth?... – Charlie perguntou. – Ele faltou hoje, não foi?

– Pois é, e ele também não vem pra cá... – Becky respondeu. – Ele disse que estava doente. Dormiu demais, por isso não respondeu às minhas mensagens.

– Ah, sim... Poxa, espero que ele melhore logo. – Charlie comentou.

– Tá, e... O que mais vocês sabem sobre o caso? – Miguel tentou mudar de assunto.

– Ah... A Charlie também achou um histórico de mensagens entre Caitlyn e a irmã dela, Freya. David era casado com Freya, um casamento problemático, aparentemente. – Castiel respondeu.

– Ah, entendi.

– Fora isso, não achamos nada demais... Conseguimos encontrar algumas fotos e, principalmente, achamos uma que mostra uma teia investigativa, como a nossa... Só que ainda não sabemos a quem pertence essa teia. – Castiel completou.

– Hm... E o que a gente tem que fazer? Separar as informações úteis das inúteis? Só isso? – Miguel perguntou.

– Isso mesmo. Não é muito complicado distinguir a utilidade delas, mas fique bastante atento aos detalhes. – Castiel falou.

– Ah, então tá... Qualquer coisa, a gente fala com vocês. – Miguel disse.

– Exatamente.

  ...

  Após um tempo seguindo o rapaz com muita cautela, Garth finalmente consegue chegar até a casa dele. Depois de bocejar mais uma vez, ele começa a prestar atenção em qualquer coisa que ele consiga ver através das janelas.

  As luzes já estavam acesas antes dele adentrar o local. Uma mulher podia ser vista de costas, assistindo à televisão que estava em sua frente. O rapaz se aproxima dela e ela começa a falar com ele.

– A mãe dele, será?... – Garth pergunta pra si mesmo. Segundos depois, o rapaz tira um amontoado de dinheiro do seu bolso e entrega a ela. Garth arregala os olhos no mesmo instante. – Puta merda! Ela que colocou ele nisso?... Caramba... – Garth parou pra pensar por alguns instantes. – S... Se eu tivesse feito o que o meu pai queria... Será que eu seria como aquele cara é agora?... – Uma de suas mãos percorreu o seu rosto verticalmente. – Meu Deus... Eu seria exatamente como ele. – Garth suspirou e continuou a observar.

  A mulher parecia contar a quantia de dinheiro que ela tinha em mãos, o rapaz a observava... Segundos depois, ela parece questionar alguma coisa em relação ao dinheiro que ele havia conseguido. Não demora muito para que a tensão entre eles comece a ficar maior. Mesmo sem ouvir nada, notar isso acontecendo ainda era extremamente fácil.

  ...

– Multa de estacionamento. – Gabriel falou.

– Inútil. – Todos disseram. Gabriel separou a multa.

  Enquanto Castiel, Chuck e Dean analisavam o conteúdo de uma caixa só. Gabriel e Becky analisavam o de outra, assim como Miguel e Charlie.

  O processo era semelhante ao utilizado no dia anterior. Cada pessoa ficava com uma parte dos documentos para ler, qualquer informação importante era colocada no centro da roda feita por cada um dos grupos, assim todos podiam ver do que se tratava.

– Opa... Eu achei uma foto. – Miguel falou. A atenção de todos eles foi voltada pra ele.

– O que é? – Charlie perguntou.

– É parte de trás de uma casa. Com varal e tudo. – Miguel falou enquanto entregava a foto à ela.

– Legal... – Ela olhou a foto por alguns segundos.

  Depois de todos terem a chance de visualizá-la, era hora de discutir sobre a imagem.

– E aí, útil ou inútil? – Miguel perguntou.

– Hm... Espere... – Castiel, que estava com a foto em mãos, se levantou e foi até a cortiça. – Bem, através da foto da sala da casa de Caitlyn, é possível enxergar algumas coisas que também estão nessa outra foto, e são exatamente iguais. Não restam dúvidas, com certeza o local faz parte da casa de Caitlyn... – Ele suspirou. – Mas eu ainda não sei como isto pode ser útil... – Ele voltou para o seu lugar. – Vamos separá-la. É uma foto, afinal. Muito bem, Miguel. – Ele sorriu pra ele. Miguel assentiu com a cabeça... Não demorou muito para que eles voltassem a procurar.

  ...

– Agora isso é útil, com certeza. – Chuck falou.

– O que é? – Miguel perguntou.

– São as anotações de um investigador. – A frase chamou a atenção de todos no mesmo instante.

– E o que diz aí? – Charlie perguntou.

– Tá, uh... Eu vou ler... “Nessa manhã de Sábado, eu fui até a casa da senhora Martha Franklin. Apresentei meu distintivo e perguntei se eu podia entrar, como sempre faço. Entrei em alguns cômodos, procurando por qualquer coisa interessante. Mais uma vez, como sempre faço...”... Aí ele começa a fazer uma lista de coisas que ele viu... “Na sala, não pude deixar de notar um grande e antigo relógio de pêndulo. Se eu permanecesse em silêncio, conseguiria ouvi-lo estalar em vários lugares da casa... Na cozinha, eu vi uma janela que poderia facilmente ser aquela pela qual ela afirmou ter visto Caitlyn atirar em David. Após perguntar, confirmei minha teoria... No quarto, havia alguns porta-retratos de familiares, todas as fotos pareciam ser antigas. Alguns parentes ali eram irmãs, outros eram tios, primos e etcetera... Uma Glock 22 na gaveta, um crucifixo na parede... Era quase como se a casa tivesse parado no tempo. No quintal não tinha nada demais, ela cultivava algumas flores. Algumas até tinham sido premiadas, mas isso não era importante, mesmo que fossem belíssimas. Minutos depois, eu deixei o local.” – Chuck terminou de ler.

– Hm... Interessante... – Castiel falou. – Uh, digam-me... Glock 22 é um modelo de arma, não é?

– É, sim... – Miguel confirmou. – Ótima pra autodefesa.

– No laudo de necropsia de David dizia que ele havia sido morto por uma bala de calibre 40, certo? – Castiel perguntou.

– Isso aí. – Dean, Charlie e Becky confirmaram. Enquanto isso, Chuck estava mexendo no seu celular.

– Já sei aonde você quer chegar... – Chuck disse. – Caralho... Glock 22 é uma arma de calibre 40!

– Sério?!... – Charlie perguntou. – Caramba, será que ela pode ter atirado nele?

– Bem, Chuck... Eu acho que você estava certo. – Castiel sorriu pra ele, que sorriu de volta no mesmo instante.

– Faz sentido... – Dean falou. – Com o buraco que tinha no vidro da janela, dava pra ela ter atirado sem problema algum. Mas é como eu disse antes, ainda falta um motivo.

– É verdade... – Castiel suspirou. – Mas acho que é só questão de tempo até acharmos algum. Chuck, por que não prende as anotações do investigador na cortiça? – Chuck levantou entusiasmado.

– Legal. – Ele prendeu o documento no local adequado.

  ...

– Achei algo. – Miguel disse.

– Eu também. – Charlie falou.

– E eu também. – Dean disse.

– Mas que porra... – Chuck falou. Os outros riram. – O que caralhos vocês acharam?

– Eu achei uma foto. – Miguel respondeu.

– Eu achei outro histórico de mensagens. – Dean falou.

– E eu achei uma página de um diário. – Charlie disse.

– Agora isso é novo. – Chuck falou.

– O que nós analisamos primeiro? – Castiel perguntou.

– A gente pode começar pela minha foto? – Miguel respondeu com outra pergunta.

– Sim, claro... – Castiel falou. – O que há nela?

– Tá, uh... É um quarto. Têm uma escrivaninha, umas fotos na parede. – Miguel falava enquanto olhava para a foto que tinha em mãos.

– Deixe eu ver... – Chuck pediu. Após receber a foto de Miguel, ele passou a analisá-la com atenção. – Porra! É o quarto com aquela mesma teia que a gente viu antes!

– Ah, é? E de quem é o quarto? – Castiel perguntou.

– Ora de quem? Da Caitlyn, é claro!... – Chuck mostrou a foto pra ele. – Ela tem um mural de fotos, tem o nome da irmã dela nele. Também tem umas plantas em que ela devia estar trabalhando na escrivaninha.

– Hm... – Ele viu a foto por alguns segundos. – Sim, com certeza pertence a ela. Eu acho que agora não restam dúvidas de que, provavelmente, todas as fotos que talvez ainda vamos achar serão sempre da casa de Caitlyn. Assim como aquela foto da frente da casa dela, que Garth havia achado... Não tínhamos certeza de que casa era aquela, mas agora eu estou quase que certo de que é a de Caitlyn, também.

– Tem alguma coisa aí que ligue o cômodo com outra foto?... – Dean perguntou. – Que nem o quintal da casa dela com a foto da sala?

– Tem, sim... – Castiel respondeu. – A partir da janela do quarto é possível ver uma parte do quintal, é exatamente igual ao da outra foto... – Ele sorriu. – Não sei como Balthazar fez isso... Mas ele pensa em cada detalhe.

– Então tá... – Dean falou. – Espere aí. Charlie, quando você viu a foto daquela teia, você disse que alguém estava procurando pro algum tipo de serial killer, foi isso?

– Ah, foi, sim... – Ela respondeu. – Dá pra ver um mapa e um trajeto marcado em vermelho. Também tem umas matérias de jornais presas lá... – Ela se levantou e pegou a foto. – Olhe aí.

– Entendi... – Dean pegou a foto. – Tem um padrão de mortes, não é?

– É, por isso que eu pensei que fosse um assassino em série. – Acrescentou Charlie.

– Mas por que a Caitlyn estaria investigando um assassino? – Chuck perguntou.

– O histórico que eu achei responde a essa pergunta... – Dean falou enquanto mostrava o papel que tinha em mãos. – Tome aí.

– Valeu... – Chuck pegou a folha. – É uma conversa entre ela e Daniella Garrison. – Ele falou pra todos.

– É a mãe dela. – Dean explicou. Chuck procurou pela palavra “mãe” na folha.

– Ah, sim... Ok... “Oi, querida. Como você está?”... “Estou bem, mãe. Obrigada.”... “Tem dormido melhor? Continua tendo pesadelos?”... “Eles ainda não pararam, mas ficaram menos frequentes.”... “É o mesmo sonho de sempre?”... “É, sim. Eu acordo em casa, olho pela janela e vejo o papai ser morto pela mesma pessoa...”... – Eles se entreolharam. Castiel, que já tinha preparado o seu caderno de anotações, não deixava de transcrever para as folhas tudo o que achava importante, como sempre fazia. – “Eu também não tenho me sentido muito bem. Minha memória não está funcionando direito, e eu acho que estou entrando num quadro de depressão.”... “Minha filha, não diga isso. Estarei orando todos os dias por você. Eu sei que o seu pai olha por vocês duas. O que acha de procurar por ajuda psicológica?”... “Talvez... Eu tenho uns projetos pra terminar, estou super ocupada.”... “Tudo bem. Assim que terminar, fale comigo.”... “Claro.”... “Falou com a Freya recentemente?”... “Sempre que posso.”... “Como está entre ela e o David? Ela se recusa a falar comigo.”... “O casamento não está indo bem, mãe. De mal a pior, na verdade.”... “Ela teve outro ataque de raiva, recentemente?”... “Teve, David até falou comigo?”... “E então?”... “Ele disse que vai vir aqui um dia desses. Ele quer conversar sobre isso. Eu espero que tudo dê certo entre eles, mas eu acho que isso não vai acontecer... A morte do papai a afetou demais. E o casamento dela só está rendendo estresse, pros dois.”... E acaba aí. – Chuck devolveu a folha pra Dean.

– Caramba. – Miguel falou.

– Eu... Eu ainda não entendi, o que isso tem a ver com a investigação que ela estava fazendo? – Becky perguntou.

– Essa pessoa que matou o pai dela provavelmente é o mesmo cara que matou todos os outros que aparecem na teia... – Dean falou enquanto pegava a foto a que se referia. – São sempre homens loiros e de boa aparência, pelo o que dá pra ver aqui. – Ele mostrou a foto pra Becky.

– Ah, entendi. – Becky falou.

– Hm... Exatamente como David parecia ser. Nas fotos da sala nós podemos notar que ele é loiro, ele também parecia ter um bom porte físico, mesmo que estivesse de costas para a nossa visão. – Castiel comentou.

– Então espere aí... Como isso se encaixa na situação? A gente não tava acusando a Martha agora há pouco? – Chuck perguntou.

– Isso está se tornando muito complicado... – Castiel falou. – Nós podemos construir várias defesas para ajudar Caitlyn, mas temos que encontrar aquela que possua mais lógica... – Ele suspirou. – Bem, nós temos uma série de informações aqui. Vamos repassar tudo com calma... Nós sabemos que a vítima é David Hurley, que foi morto na casa de Caitlyn, com uma bala Calibre 40 que atravessou o seu corpo através de suas costas... – Enquanto falava, ele olhava para o seu caderno. – David tinha problemas com Freya, sua esposa. Que também era irmã de Caitlyn... – Ele parou de falar por alguns segundos. – Acusar Martha não faz sentido. Q... Quero dizer, faz sentido, sim. Mas a falta de um motivo para ela matar David realmente torna difícil o fato de ela ter feito isso. Na última vez em que analisamos esse caso, eu falei que talvez ela tivesse visto outra pessoa... O que vocês acham disso?

– Quem ela poderia ter visto? – Chuck perguntou.

– Bem, considerando que todas essas informações sobre a investigação que Caitlyn estava fazendo sejam realmente úteis... Eu imagino que talvez Martha tenha visto a mesma pessoa que matou o pai de Caitlyn, e que estava ali para matar David. – Castiel falou.

– Talvez ela tenha tido tempo de pegar a arma dela e atirar nessa pessoa, que pode ter acabado atirando em David, também... – Dean falou. – Martha pode ter confundido as coisas... Até porque, ela deve ter visto a Caitlyn com a arma. Depois que ela viu David caído no chão, ela deve ter pensado que viu uma a própria Caitlyn atirando nele, mas, na verdade, havia sido outra pessoa. – Chuck colocou as mãos na cabeça e as distanciou dela, como se estivesse representando uma explosão.

– Puta que pariu, meu cérebro fritou depois dessa. – Ele falou. Os outros riram.

– Faz bastante sentido... – Castiel falou. – Mas isso não explica como Caitlyn disse à polícia que não viu nada.

– Caramba, ainda tem essa... – Dean passou uma das mãos pelo rosto. – É verdade. E aí, como é que a gente faz?

– A... Alguém aqui tem alguma ideia?... – Castiel perguntou para todos os outros. A maioria negou com a cabeça.

– Ela não disse que a memória dela não tava funcionando direito? Sei lá, ela podia ter esquecido. – Miguel falou.

– Acho isso muito difícil, foi uma coisa recente. Não dava pra ela ter esquecido assim, tão rápido. – Charlie comentou.

– É... – Castiel falou. – Charlie, por que você não lê a página do diário pra nós?

– Ah, sim. Claro... – Ela preparou a folha pra ler. – “Eu não consigo descrever em palavras o ódio que eu alimento por ele. Não consigo me expressar bem o suficiente para expor todo o mal que ele me causa, e todo o mal que a ele eu desejo causar.”... Pronto, é isso.

– Mas que cacete é isso?... – Chuck perguntou. – D... De quem é esse diário? – Charlie examinou a frente e o verso da folha.

– Não sei, aqui não diz. Só sei que é um diário por causa do formato da folha. – Charlie comentou.

– Ah, então não é uma transcrição? – Dean perguntou.

– Não... – Ela mostrou a folha pra ele. – É uma foto da folha mesmo. Parece uma folha de um diário.

– Não há marcação de data? Hora? – Castiel perguntou. Ela negou com a cabeça.

– Nada, só o que eu li.

– Eu tenho quase certeza de que existem outras páginas desse mesmo diário por aqui. Só temos que achá-las... – Castiel falou. – Vamos continuar procurando. – Todos assentiram com a cabeça e voltaram a procurar.

  ...

  A partir do seu carro, Garth ainda observava aquelas duas pessoas. Ele parecia se identificar tanto com aquela cena, que era quase como se ele estivesse lá.

– Cacete... – Ele comentou num volume baixo. – T... Tá, já chega... – Ele pegou o seu celular e começou a ligar para a polícia. – V... Vamos acabar logo com isso.

– 911, qual sua emergência?

  ...

  No meio da noite fria e silenciosa, Garth simplesmente assistia o mundo pela janela, com um celular em seu ouvido.

– 911, qual sua emergência? – Uma onda de nervosismo atravessou o corpo de Garth.

– E... Eu... Uh...

  Em algum lugar da casa, alguém abre a porta. Não havia dúvidas, com certeza era o velho com uma concentração de álcool no seu corpo muito maior que a de água.

– E quem se importa se ele não quer, Freddie. Você tem uma vida, viva-a!... – Ótimo, Frank estava com ele... Gritando como sempre, com aquela voz estranhamente alegre e distorcida pela falta de controle sobre o corpo. – Sei lá, arrume tudo e deixe o garoto aqui. Saia de madrugada. A gente pode ir agora!

– Frank, Frank... – Uma risada sem sentido o interrompeu. – Você é louco. Já pelejei pra ele entrar, e ele simplesmente não quer. Eu estou irritando pra cacete, mas... – Um pisar forte no chão o impediu de continuar por um tempo, como se um deles tivesse tropeçado, ou algo assim. – Mas...

– Está tudo bem, senhor? – Garth até havia se esquecido do que estava prestes a fazer.

– Mas o quê, porra? – O outro perguntou enquanto ria de forma estranha.

– Mas ele é a droga do meu filho!... Eu não vou abandoná-lo. O rapaz pode finalmente fazer na vida algo melhor que o que eu fiz, e eu vou impedi-lo?... – Ele riu de novo. – Já insisti e insisti. Dane-se, deixe-o fazer o que ele quiser. – Sem reação, Garth escutava àquilo com um pequeno sorriso em sua boca.

– N... Nada... – Ele respondeu à pergunta. – Obrigado. – Ele desligou o celular no mesmo instante.

  ...

– Achei outra página. – Chuck falou.

– Eu também achei outra coisa, mas não é uma página de um diário... – Gabriel comentou. – É uma transcrição da ligação que a Martha fez pra polícia.

– Ah, é? Deixe-me vez... – Dean falou. Após receber a folha de Gabriel, ele passou a lê-la em silêncio. – Caramba, ela parecia assustada.

– Posso ler? – Miguel pediu.

– Ué, pode... Tome aí.

– Obrigado... “Meu Deus, é minha vizinha! Eu... Eu...”... “Senhora, acalme-se, o que você está vendo?”... “Minha vizinha acabou de atirar em alguém! Pelo amor de Deus, mande alguém pra cá! Ela enlouqueceu!”... “Senhora, peço que permaneça calma. Você corre algum perigo?”... “N... Não, eu...”... Aqui diz que “alguns barulhos podem ser escutados ao fundo”... “Eu fechei a janela e me escondi aqui em baixo.”... “Certo. Se você puder, mova-se para um lugar mais seguro e permaneça aí até que os oficiais cheguem, eles já estão a caminho.”... “Obrigada.”... “Continue na linha até termos certeza de que está segura.”... “T... Tudo bem.”... E termina aqui.

– Hm... – Castiel pensou por alguns segundos. – A transcrição não dá muitos detalhes, mas... Eu tenho quase certeza de que Martha não está envolvida nisso. O que vocês acham?

– É, cara... Não tem provas contra ela, só a coincidência daquela arma. – Chuck falou. Castiel fez algumas anotações.

– E a página do diário, Chuck? – Miguel perguntou.

– Ah, tá... – Ele começou a ler no mesmo instante. – “Me sinto um pouco estressada. Continuo tendo aquele mesmo pesadelo, mas ele tem ficado menos frequente, graças a Deus. Falei com mamãe recentemente sobre isso, ainda estou cogitando a ideia de falar com algum profissional. A morte do papai... Meu Deus... Uma parte de mim ainda não entende que isso aconteceu. Freya foi a que mais sofreu com isso, com certeza... Imagino como ela deva estar se sentindo agora.”... Só isso.

– Esse diário pertence à Caitlyn? – Castiel perguntou.

– É o que parece. – Chuck respondeu.

– Mas... Eu não entendo, a entrada que a Charlie leu não condiz com algo que a Caitlyn diria... – Castiel falou. – Deixe-me ver as folhas, por favor... – Após receber as duas folhas, Castiel as comparou. E, no mesmo instante, conseguiu uma resposta para aquilo. – As... As letras são completamente diferentes.

– Espere aí, então são dois diários? – Dean perguntou.

– Exato. – Castiel respondeu.

– E... Então de quem é o outro? – Becky perguntou.

– Pode ser da Freya... – Chuck sugeriu. – Sei lá, ela devia ter escrito sobre o quanto odiava David. Ela estava dizendo que ele fazia mal a ela. E, como resposta, ela queria fazer mal a ele, também.

– Faz bastante sentido... – Castiel comentou. – Mas ainda não temos como provar que o diário é dela... Hm, mesmo assim, eu gostaria de tirar uma dúvida... – Castiel pegou a foto do quarto de Caitlyn. – No mural de fotos de Caitlyn, há uma foto com o nome da irmã dela escrito com letras bem visíveis. Assim como há uma foto da própria Caitlyn, está escrito “eu” próximo à foto... – Ele mostrou a imagem a todos. – Vejam. Eu estava ponderando isso na minha cabeça há algum tempo. Vocês não viram a imagem até agora, mas notem como Caitlyn e Freya são parecidas.

– Caramba, é verdade! – Dean falou.

– São mesmo. – Miguel confirmou.

– Eu tinha visto antes, mas... Achei que não era tão importante. – Chuck falou.

– Eu também achei que não fosse, até pensar que quem estivesse no lugar de Caitlyn talvez fosse a própria irmã dela. Assumindo que o outro diário seja dela, e que ela estivesse falando de David, acho certo afirmar que talvez ela estivesse na cena do crime. Bem como talvez ela tenha sido a responsável. – Castiel falou.

– Nossa, faz muito sentido... – Charlie falou. – Explica muita coisa!

– Pois é... – Dean concordou. – E aí, acusá-la vai ser nossa defesa?

– Bem, talvez... – Castiel encarou a foto por um tempo. – Mas ainda temos que provar que ela esteve lá, assim como temos que provar que o diário pertence a ela.

– O diário eu entendo, mas... A gente não precisa provar que ela estava lá, a gente só precisa acusá-la. – Dean falou.

– Isso mesmo, a gente só tem que convencer as pessoas de que Martha viu a irmã dela, não a Caitlyn. – Charlie falou.

– Sim, eu sei... Mas... – Ele suspirou. – Eu... Eu não me sinto muito bem acusando Freya sem provas suficientes... Será que nós teremos que fazer o mesmo que Amber fez no caso Molly Woods? Culpar outro parente, só porque nós podemos e porque tornará tudo mais fácil?

– Cas, o nosso objetivo é livrá-la da cadeia. Não importa muito se a gente vai jogar a culpa encima da Freya ou não. O negócio é impedir que Caitlyn seja presa. – Dean falou com convicção.

– D... Desculpe. É verdade, você está certo. – Castiel suspirou mais uma vez e continuou a encarar a foto.

  ...

– Eu... Uh... – Garth não conseguia progredir.

– Está tudo bem, senhor? – A voz do outro lado da linha perguntou. Garth não conseguiu impedir que uma lágrima escorresse pelo seu rosto enquanto assistia àquela cena dentro da casa daquelas pessoas.

– Eu... – Ele respirou fundo...

  Antes de falar, ele tentou ao máximo encontrar, na sua cabeça, outra forma de acabar com aquilo...

  Mas não havia tempo...

  E provavelmente não havia outra forma...

  Enxugando a lágrima do seu rosto... Ele não demorou muito para continuar...

– Eu quero fazer uma denúncia de tráfico de drogas.


Notas Finais


...

Às vezes, na vida, nós não temos tempo pra tomar a escolha certa...

Às vezes, na vida, nós sabemos que há outro caminho...

Mas não há tempo para passar por ele.

E talvez você nem saiba onde esse caminho começa, só sabe que ele existe.

Antes de continuar com as Notas Finais, eu deixo um conselho pra vocês:

"Se vocês têm tempo para tomar uma decisão, utilize-o por completo antes de fazer qualquer coisa." - Swipewist.

Pensem sempre MUITO BEM antes de fazer algo e NUNCA, JAMAIS ajam por impulso.

Meus amores, vocês podem até serem perdoados pelos seus erros... Mas vocês NUNCA conseguirão apagá-los. Uma vez que você erra, aquele erro nunca deixará de existir.

A vida é um mar de tormento e de tempestade... Então aproveitem muito bem o período em que tudo se acalmar. Não para descansar, mas para se preparar para o pior.

Falando assim, eu devo estar passando a impressão de que algo aconteceu comigo. Mas esse não é o caso.

Vocês sabem que eu gosto de passar, nas minhas histórias, dilemas e coisas que são complicados, mas que muitas pessoas já enfrentaram... E eu sei que tomar a decisão errada, quando se podia tomar a decisão certa, foi algo que eu, você e muitas outras pessoas provavelmente já fizeram.

Pense antes de agir...

Pense.

Antes.

De agir.

Ok?

Bem... Eu estou me preparando psicologicamente pro capítulo 40 há quase um mês, então tô pra morrer aqui.

Eu também comecei uma história de Halloween que eu acho que vocês vão gostar, o nome é Eterna Travessura. Eis o link: https://spiritfanfics.com/historia/eterna-travessura-10866601

Ela, por enquanto, só possui dois capítulos... Mas terá por volta de 10 a 15, eu a continuarei quando a segunda temporada de Inocente acabar.

Aqui está o link do perfil da Vitória (te amo kridan): https://spiritfanfics.com/perfil/vitoriapurdy (leiam uma fanfic dela e digam que o Swipps mandou vocês, beijos)

Eu também queria apresentar a vocês minha querida amiga Lili, aqui está o perfil dela: https://spiritfanfics.com/perfil/lillianaparecid

Ela não é muito experiente em escrita, mas ela começou uma fanfic e está se esforçando bastante... Convido vocês a darem uma olhada, certo?

Por fim, quero agradecer a TODOS que leram até aqui, vocês são SEN-SA-CIO-NAIS. Muito obrigado, de verdade.

Se possível, só se possível, favoritem e comentem. Eu ADORARIA falar com cada um de vocês.

Beijos do tamanho do Universo pra cada um de vocês. Vejo vocês no próximo capítulo.

- Do seu escritor, Swipewist.


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