História Irresistível - Capítulo 49


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Ecchi, Hentai, Jeongguk, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Romance, Suga, Yaoi
Visualizações 1.220
Palavras 3.221
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ MEUS AMOOOOOREEEESSS... UNNIE NA AREA, YO!!! \o/\o/\o/

Antes de mais nada... OH MY GOD! NÓS SOMOS 1.707!!! WOOOWWW!!! Somos tantos já, dando amor para essa fic :'D
De vdd, mto, mto obg por todo o apoio que estão me dando e todo o carinho que vcs tem por essas historia. Eu realmente não sei o que seria sem o apoio de vcs T^^T
Como sempre digo, eu sempre me esforço para fazer algo bom e de coração para que leiam. E fico imensamente honrada que esteja fazendo tanto sucesso >______<

Agora sim... Como vcs estão? kkkkk
Ansiosos para saber quem está por trás do boneco TaeTaexopinho?? HUAHUAHUAHUA
Ai, e tbm estou ansiosa por esse cap. xD

Não vou me demorar mto, pq sei que a vontade é grande
Então, fiquei com a continuação da novela coreana/mexicana que dá de dez a zero em Maria do Bairro kkkk

Espero que gostem do cap. >____<
BJOKAS *3*

Capítulo 49 - Meus meninos


Fanfic / Fanfiction Irresistível - Capítulo 49 - Meus meninos

Bato com a cabeça na parede, confusa com tudo o que acabo de descobrir.  

Isso quer dizer que Taehyung não foi o verdadeiro culpado? Que foi apenas um boneco nas mãos de outra pessoa? Não, não. Se ele concordou em fazer tudo o que fez, mesmo que tenha sido a mando de alguém, significa que é tão culpado quanto. Afinal, ele poderia muito bem ter negado, certo?! Ou será que não? 

Bem, indiferentemente de qual for a razão por trás de seus atos, não creio que fará com que seja menos responsável. Ele tem a sua parcela, de qualquer forma. 

Escorada o máximo que consigo na porta, sem denunciar a minha presença, volto a aproximar a orelha da madeira para saber o que falam. Meu lado bisbilhoteiro está mais ativo do que nunca. Sei que se eu for pega ouvindo conversa alheia, posso ser repreendida e ainda ficar com uma fama pior do que já tenho, mas eu não sairei daqui até saber o que de fato está acontecendo. É algo que envolve não só a mim, como ao Jungkook também. Eu tenho que correr este risco.  

- Apesar de tudo o que fizemos, eles ainda estão juntos. - ouço Taehyung dizer, ao cessar os passos - O que só confirma o que venho tentando lhe dizer desde que enfiou esse ideia estúpida na cabeça e por pura birra você não quis escutar. O Jungkook ama verdadeiramente a professora Clara. Ele nunca se comportou dessa maneira por causa de uma mulher antes, nem mesmo por você, que tanto dizia ser a queridinha dele. 

- O Jungkook não ama aquela vadia velha! - ela grita, aparentemente contrariada.   

Eu rio, desacredita. Mas quem essa piranha pensa que é?  

A vontade de olhar para a cara da infeliz que acaba de dizer o que não deve, sobe em mim como labaredas. Mas, com muito custo, eu a detenho. Se souberem que estou aqui, vão parar de falar e assim não saberei de mais nada.  

Preciso me acalmar. Tenho que me acalmar. 

- Desde quando o Jungkook ama alguém, Taehyung? Hã? - a voz da bendita soa outra vez - Esse casinho ridículo com aquela professorazinha de quinta, que se acha a salvadora da Terra, não é mais do que um dos joguinhos dele.  

- Você sabe que não é. E mesmo que fosse, ele está feliz com ela, enquanto você está aqui se remoendo de raiva. - o garoto diz e, inevitavelmente, deixo um sorriso escapar - Por favor, vamos parar logo com esse absurdo. Deixe que o Jungkook viva a vida dele e vamos viver a nossa. Como eu disse, temos coisas mais importantes para... 

- Eu não vou entregar o Jungkook tão facilmente para aquela mulher. 

- Você não tem que entregar o Jungkook. Ele sequer foi seu um dia, para que pudesse entregá-lo a alguém. - Taehyung solta o ar com força e novamente seus passos ressoam na sala - Aquela época passou, não consegue entender?!  

- Sempre fomos nós três, e então essa maldita Clara apareceu... 

- Mas agora somos nós dois. - ele interrompe, um tanto nervoso - Nós dois e... 

- Eu não quero que seja só nós dois!  

- Só que as coisas são assim, droga! Uma hora ou outra iria acontecer, e poderia ser com qualquer um de nós. Você deveria estar feliz que o Jungkook finalmente encontrou alguém que faz o coração dele bater e que também o cuida.  

- Eu deveria cuidar dele, assim como... 

- Você tem a mim, isso não é o suficiente? - pergunta e noto o seu timbre amargurado. 

De repente, a sala fica em silêncio. Ela não responde. Segundo se vão e ninguém fala. 

Por alguma razão, sinto-me mal por Taehyung. 

- Deveria ser nós três, como antes. - a tal murmura, enfim. 

- Mesmo que o plano tivesse funcionado, você acha mesmo que o Jungkook voltaria a estar conosco? Acha mesmo que ele te olharia de outra maneira, depois de saber...  

- Tenho certeza de que ele não se importaria. 

- Eu me importaria! 

Sobressalto com o seu grito repentino. O silêncio retorna e, como num estalo, aquele mau pressentimento de minutos atrás se faz presente outra vez.  

- Vocês não são amigos? - a fulana solta, com tamanho deboche que me embrulha o estômago - Já me dividiram tantas vezes na cama, o que custa dividir isso também? 

- MAS ESSE FILHO NÃO É DELE. ESSE FILHO É MEU, SEO YUN!!! 

Taehyung berra e eu só não caio para trás, porque a parede está me segurando. Com os olhos quase saltando, de tão arregalados que estão, levo a mão a boca para cobrir a exclamação mais do que escandalosa que, por um triz, não escapa.  

Oh, céus! 

Então a pessoa por trás de tudo isso, desde o início, era a Seo Yun? A antiga amiguinha de foda do Jungkook? E que, ainda por cima, está grávida? Grávida de Kim Taehyung?  

Meu Deus, é sério tudo isso? 

Se for, isso explica muitas... Muitas coisas. 

- Fale baixo, seu imbecil! - Seo Yun exclama - E se alguém nos escutar? 

- Que escutem! - volta a gritar - Estou farto de esconder, estou farto de fingir ser um grande filho da puta só para realizar os seus caprichos e, principalmente, estou farto de aguentar as suas ameaças!  

- Ameaças que eu vou cumprir, se não continuar fazendo o que eu mandei. 

- Você é covarde demais, Seo Yun. Tão covarde que me colocou para fazer o trabalho sujo no seu lugar. Eu não acredito mais em nenhuma de suas intimidações. 

- Você acha mesmo que eu estou brincando, Taehyung? Acha mesmo que eu não tenho coragem de abortar essa maldita criança se não tirar o Jungkook daquela mulher?! 

Para mim, essas palavras são a gota d'água. Sem dar importância para as consequências e repetindo a cena de semanas atrás, abro a porta da sala do clube de supetão e instantaneamente os dois se viram em minha direção. Seo Yun empalidece, e mesmo com raiva, fico receosa de que passe mal por conta do bebê que carrega. 

O bebê de Taehyung. 

Ainda que eu repita e repita essa informação dentro da minha cabeça, a ficha não quer cair, e tenho quase certeza de que levará um tempo até que isso aconteça. 

- Professora Clara... 

Olho para o garoto petrificado a poucos passos de mim e, pela primeira vez, não encontro aquela arrogância em seu rosto. Muito pelo contrário. Posso notar que está abatido e visivelmente deprimido. O que me parte o coração.  

Eu não preciso ser nenhum gênio para compreender o que levou Taehyung a fazer tudo o que fez. Tudo está tão claro quanto água. E sinto-me péssima por, em momento algum, ter me colocado em seu lugar e tê-lo julgado sem saber de absolutamente nada. 

- Desde... Desde quando está aqui? - ele murmura, desconcertado. 

- O suficiente para ouvir o que precisava. 

Nos encaramos por um instante e não é preciso mais o que isso para que saiba que eu descobri toda a verdade. Taehyung lança-me um olhar pesaroso e eu apenas meneio a cabeça, aceitando o seu pedido mudo de desculpas. 

- O que você está fazendo aqui? - Seo Yun esbraveja, chamando a minha atenção. Ela tem muita sorte de eu não poder disparar raios laser dos olhos - Ouvindo conversas atrás da porta, professora Clara? Isso não é um pouco decadente, mesmo para você?! 

- Então quer dizer que foi você esse tempo todo e não o Taehyung? - sibilo, furiosa - Fingiu ser uma boa moça enquanto obrigava-o a brigar com o próprio amigo, a troco de não abortar o bebê que espera. Você não tem vergonha? 

- E quem é você para falar alguma coisa? Huh? Uma professora de quase trinta anos, se envolvendo com um aluno de dezenove. Não acha que a pessoa que deveria ter vergonha aqui é você?  

- Você realmente se prestou a isso, só para ter o Jungkook de volta? 

- A maneira como as pessoas agem é diferente, professora. Algumas são fracas como você, que apesar de estarem felizes, abrem mão facilmente do que amam. E outras são como eu, que não medem esforços para conseguir o que querem. 

- E isso implica em brincar com os sentimentos do Taehyung e com o bebê que carrega? - estarrecida, eu pergunto - A que ponto chega o seu egoísmo? 

- Isso não é egoísmo, é saber lutar pelo o que deseja. Não estou fazendo nada de errado, a única pessoa que não está fazendo o que deve é você. 

Horrorizada com o tamanho de sua vaidade, encaro-a por um instante, até dizer: 

- Apesar de ser errado o que Jungkook e eu fazemos, não estamos prejudicando ninguém, menos ainda jogando com algo tão sério quanto uma gravidez.  

- Acredita mesmo que não está prejudicando ninguém? O maior prejudicado em toda essa história é o próprio Jungkook! Você está o envolvendo, brincando com ele, sem dar a mínima importância para o que possa acontecer.  

- Seo Yun, já chega! - Taehyung diz. 

- Ora essa, não estamos colocando a verdade sobre a mesa? Pois bem, ela terá que ouvir. Se ninguém disse, eu digo agora: quem você acha que sairá perdendo se, "acidentalmente", a diretora Cho Hee descobrir esse casinho? Sim, exatamente. O Jungkook sairá perdendo e tudo por sua causa. Por mantê-lo nessa palhaçada. 

Calo-me. Ainda que me custe admitir, sei que ela está certa. Se um dia essa história vier à tona, Jungkook é o que mais sofrerá. E só de imaginar que eu posso destruir o futuro que tanto ambiciona, quebra o meu coração em milhares de pedaços.  

Olho de Seo Yun para Taehyung, mas desvio o rosto deste antes que possa notar a minha inquietação.  

Tenho que me recompor.  

Eu sei exatamente o que essa garota pretende. Quer me desestabilizar e assim sair vitoriosa, confiando que eu vou abandonar Jungkook por remorso. Só que esta é a última coisa que eu vou fazer. Eu não vou me abalar perante ela.  

Eu não sou essa Clara! 

Apertando as unhas contra a palma da mão, respiro fundo uma e outra vez. Eu não vou cair em seu jogo. Talvez a minha aposta seja arriscada, porém, a minha vida se tornou uma verdadeira corda bamba desde que me meti com Jungkook. Agora é hora de apostar alto. 

- Me diga, e como a diretora Cho Hee descobriria "acidentalmente" do meu relacionamento com ele? Não acredito que seria por você. Afinal, se ama tanto o Jungkook quanto diz, não iria querer vê-lo em problemas. Certo?! Além disso, do jeito que é covarde, a ponto de colocar o pobre Taehyung para fazer o seu trabalhinho sujo, eu duvido muito que teria coragem de abrir a boca. 

- Acha mesmo que eu sou tão covarde assim? - ela replica, irritada - Se eu fosse você, Clara, não teria tanta certeza. 

- Por tudo o que eu ouvi, tenho mais do que certeza. Só o que você sabe fazer é ameaçar e se esconder atrás dos outros. É o típico cão que ladra, mas não morde. 

Vejo o seu rosto tomar uma coloração vermelha. Seus olhos perfuram os meus, cheios de ódio, e eu devolvo no mesmo nível. Mesmo que eu seja a sua professora, ela mexeu com o meu lado mulher, e despertou o pior de mim. 

Por longos segundos, nos enfrentamos diante Taehyung. Fora de si, Seo Yun arranca um papel de dentro do bolso do uniforme e bate contra o meu peito com força. Sem entender a sua atitude, pego o tal papel e leio. E antes não o tivesse feito. Arregalo os olhos mais uma vez, que voam para o garoto afastado de imediato.  

- Vamos, abra a boca agora para dizer que eu sou um cão que ladra, mas não morde. 

Atônita, observo o papel em minha mão novamente. Este que repentinamente é arrancado de mim e só sou capaz de fechar os olhos e deixar que um suspiro escape. 

- O que você fez? - a voz trêmula de Taehyung corta o ar - O QUE VOCÊ FEZ??? 

- O que eu disse que faria desde o início. Me livrei daquele maldito bebê! 

- Mas, você... Você disse que... 

- Achou mesmo que eu teria aquela criança, Taehyung? - ela ri, irônica - Já estava nos meus planos fazer o aborto, aceitasse você ou não me ajudar a separar esses dois. 

Com pesar, vislumbro o garoto petrificado, segurando com força o papel do aborto contra o peito. As lágrimas descem por seu rosto e, subitamente, ele cai de joelhos no chão. Corro para acudi-lo, angustiada. Tomo-o em um abraço, enquanto soluça, devastado. Aperto-o mais em meus braços, tentando mesmo que inutilmente lhe passar algum conforto, e sinto a camisa que uso umedecer por conta de seu choro.  

- Saia daqui! - grito para Seo Yun, mais do que nervosa. É mais que óbvio que a sua presença não faz bem ao Taehyung, principalmente agora - Vamos, saia! 

- Eu não vou até que me devolva o papel. 

Ela cruza os braços, se impondo. Mesmo não querendo soltar o garoto que chora copiosamente em meus braços, estou desacreditada demais com a cara de pau dessa menina para não fazer nada. Pego o papel largado ao lado de Taehyung, dobro e enfio no bolso com zíper da saia; à passos raivosos e decididos, me aproximo de Seo Yun e rosno rente ao seu rosto: 

- Você realmente está pensando que eu vou devolver esse papel?   

- É meu! Por isso... 

- "Por isso", uma ova! - interrompo-a, furiosa - Se você gosta de coagir as pessoas com ameaças, então, que tal provar do próprio veneno?  

- O-o que... 

- Posso não ter nascido no seu país, mas eu sei muito bem como funcionam as leis aqui. Assim como eu sei que é proibido e cabível de punição a autorização de um adulto para que uma menor de idade realize um aborto, mesmo que seja em uma clínica particular. Eu não sei o que deu na cabeça da sua mãe para assinar esse papel aqui, mas foi uma grande burrice tê-lo trazido para cá. 

- Me devolva! - ela grita, aflita. 

- Da mesma forma que você foi "corajosa" para tirar essa criança sem consultar o pai dela, da mesma forma que diz ser corajosa para contar do meu relacionamento com o Jungkook, eu também serei para contar as autoridades o que a sua mãe fez. E o melhor de tudo, é que eu tenho a prova bem aqui... - toco o bolso da saia - Não importa se mexer comigo ou não, porém, ouse mexer com os meus meninos de novo e você saberá do que eu sou capaz...! 

Assustada, ela me observa. Nos encaramos e sem que eu precise dizer outra vez, Seo Yun sai correndo porta a fora, largando Taehyung e eu para trás. 

Respiro fundo, trêmula. O que acabei de fazer é uma loucura, mas foi a única saída para toda essa confusão e, tenho que admitir, a minha vingança para todo o mal que me fez passar. Eu só espero que agora a Seo Yun saiba qual é o seu lugar e mantenha-se bem longe. 

Um tanto exausta devido a tantas emoções, me aproximo novamente de Taehyung e ajoelho a sua frente. Com cautela, toco os seus cabelos acastanhados e deixo que continue chorando. Entendo que precisa desabafar a sua mágoa, embora vê-lo tão desolado faça o meu peito se comprimir de tristeza. 

- Eu disse que ficaríamos bem, professora. - sussurra. A voz rachando aos poucos - Eu disse que estaria ao lado dela, que daríamos um jeito... 

- Quando ela engravidou? 

- Nós descobrimos um pouco antes de aquela confusão acontecer. Eu acreditava que entraria na quinta semana nos próximos dias. Claro que ela surtou quando soubemos, só que eu me dispus a ajudá-la, disse que ficaríamos juntos e... Porque ela fez isso? 

- Infelizmente, há pessoas que não se importam com os nossos sentimentos, Taehyung. E ainda que possa doer em você e sei que está, a Seo Yun é uma delas. 

- Me perdoe, professora Clara! - olha-me e posso sentir toda a sua agonia - Me desculpe por tudo o que lhe fiz passar. Me desculpe por tentar separá-la do Jungkook e inventar todas aquelas mentiras... Eu lhe magoei, sendo que sempre foi uma boa pessoa para mim, assim como magoei o Kookie... O meu melhor amigo e... 

- Não precisa explicar. Eu entendo. 

- Tudo o que eu queria era que a Seo Yun não tirasse o bebê. Eu fiz tudo por ela e... EU A AMAVA, DROGA! 

Eu o abraço outra vez, apertando contra o peito. Tenho vontade de chorar, contudo, sei que não conseguirei confortá-lo se o fizer. Por isso, engulo o nó de emoções que cresce em minha garganta e torno a afagar suas madeixas castanhas. 

Durante longos segundos, permanecemos abraçados no silêncio da sala de música, perdoando mutuamente todos os erros que cometemos. Ao perceber que está mais calmo, ajudo-o a sentar em uma das cadeiras e me sento a frente. Pego em sua mão e a comporto entre as minhas, olhando-o fixamente nos olhos. 

- Agora sou eu quem lhe pede perdão, Tae. - digo - Me perdoe por não levar em consideração o seu lado, por não ter pensado que poderia ter algo por trás de tudo. 

- Por favor, professora Clara, você não precisa... 

Balanço a cabeça em negação, pedindo para que não fale.  

- Sempre acreditei que era justa, mas provei a mim mesma que sou hipócrita, pois acabei julgando-o sem saber. Você sofreu tanto e eu... Eu apenas lhe odiei e culpei por tudo o que estava passando, e nem me dei a trabalho de entender o porquê de ter feito o que fez. - acaricio gentilmente a sua mão e dou-lhe um sorriso triste - Me perdoe, Taehyung.  

Ainda com lágrimas nos olhos, ele consente e o seu sorriso quadrado, tão bonitinho, aparece; novamente, vislumbramos um ao outro em silêncio.  

- Você acha que o Kookie vai me perdoar um dia, professora? - pergunta. 

- Eu... 

- Eu perdoo você, Tae. 

Alarmados, olhamos em direção a porta e lá está Jungkook, com as mãos nos bolsos e uma expressão indecifrável. Quando foi que ele chegou aqui? Será que até no quesito bisbilhotagem nós somos parecidos? Pelo jeito, eu acho que sim. 

Taehyung e eu nos levantamos ao vê-lo se aproximar. Assim que estamos os três frente a frente, o acastanhado ao meu lado diz - pela segunda vez: 

- Desde quando está aqui? 

- Tempo o suficiente para saber que você é um filho da puta corajoso. 

O Kim sorri, mas o seu sorriso logo murcha e dá lugar a um semblante sério. Ele observa fixamente o amigo diante si. 

- Me perdoe, Jungkook!  

O meu lindo garoto de olhos intensamente escuros dá um passo em direção ao outro e subitamente o captura em um abraço. Eu sorrio, encantada com a sua atitude. Taehyung, emocionado, devolve o abraço e derrama mais algumas lágrimas. 

- Claro que eu perdoo você, Tae. 

Tomada por uma felicidade e alivio que não cabem em mim, observo os meus meninos fazendo as pazes e, por agora, isso é tudo o que importa. 


Notas Finais


Boatos dizem que tem um olho no meu cisco :'D

*E o que vcs acham agora do nosso menino TaeTae? Ainda existe ódio nesses coraçõezinhos?
Eu disse que ele não era uma má pessoa, só apaixonado demais :'D... Sem contar que ainda tinha o bebezinho. Poxa, ele deve estar arrasado T^^T (eu estou péssima, de vdd). Vamos torcer pra essa vagaranha da Seo Yun ter o que merece ¬¬*


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*Divulgações da Unnie :3

Fic da ~brunarmy
https://spiritfanfics.com/historia/love-is-not-over-8863348

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