História It will break when it comes to an end - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Zayn Malik
Tags Drama, Gay, Larry, Larry Stylinson, One Direction, Smut, Ziam, Ziam Mayne
Visualizações 60
Palavras 2.466
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Minha vida ta um caos mas consegui arranjar um tempo para postar aeeeeeh!
se vc é uma pessoa que chora fácil, já vai se preparando

música nas notas finais

boa leitura <3

Capítulo 10 - Part Ten


A solidão que se impregna nos ossos de Zayn nos dias seguintes é um dos sentimentos mais feios que ele já teve a infelicidade de experimentar. Ele sente que está caindo para baixo nas partes mais sombrias e mais isoladas da mente humana, onde tudo está tão vazio que ele quase pode se sentir fisicamente puxado para dentro. E assim ele bebe; bebe muito só para apagar, só para esquecer. Ele não quer sentir a dor da solidão em seu peito, não quer reconhecer que não é apenas ele sendo paranoico ou histérico; que realmente está sozinho desta vez. Sem Liam ao seu lado para distraí-lo, sem Niall ao redor e apenas estando ali, presente e real. Sem Harry e Louis se importando o suficiente para verificar se ele está bem. Ele não está.

Malik se tornou uma merda de um recluso, ele percebe. Ele não consegue se lembrar da última vez que saiu de seu apartamento, nem sequer consegue se lembrar de ontem - em vez disso, tudo o que há são fragmentos de tempo em que o moreno não tinha bebido tanto e o álcool estava começando a sair do seu sistema, permitindo-lhe pequenos momentos onde ele está bêbado o suficiente para ficar entorpecido, mas não bêbado o suficiente para esquecer. Ele apenas sai de casa por alguns minutos, para comprar bebida no bar que tem ali perto. Seu lixo está transbordando. Ele não se lembra da última vez que tomou um banho decente ou comeu.

Zayn pensa consigo mesmo, quando ele olha pela janela e percebe que não tem mais certeza se o sol está subindo ou descendo, que ele irá se matar. Não deliberadamente, mas em algum momento seu corpo apenas irá desistir. Sem comida suficiente, nem sono suficiente, mais álcool em suas veias do que sangue. Os corpos não são construídos para lidar com isso. Eles precisam de sustento. Eles precisam descansar. Seu corpo dói - fisicamente agora, ao invés de apenas dor metafórica - mas ele prefere lidar com isso.

A única pessoa que entra em contato com Zayn durante esse período longo, solitário e nocivo de tempo, é o seu chefe. Seu maldito chefe, que escreve coisas do tipo "o prazo foi ontem" e "você quer mesmo esse trabalho?". Nem uma vez perguntou se o moreno estava bem. Malik poderia estar morto pelo que sabia - não é como se ele perdesse tempo para descobrir - e tudo o que ele está preocupado é em tirar músicas do garoto. É demais, e Zayn não consegue lidar.

Ele tem uma garrafa de álcool em uma mão, um isqueiro na outra, e ele pensa seriamente em derramar o conteúdo da garrafa sobre sua cabeça e acender o isqueiro e ver o que acontece. Ver se o calor o assustaria ou o estimularia. Ambas as opções o preocupam. O pensamento de ainda achar de alguma forma que há uma razão para ele viver é tão assustador para ele quanto a perspectiva de morrer.

Ele põe o isqueiro para baixo e bebe até não se lembrar mais.

 

[...]

Conforme a passagem de tempo, Zayn se pega pensando ainda mais sobre o acidente. Depois de dias parece que, finalmente, aquilo começa a se tornar real para o moreno. É engraçado que foi preciso Malik testemunhar um acidente de carro fatal fora de sua janela para fazê-lo sentir como uma pessoa de verdade novamente.

Ele começa a caminhar depois que a noite cai, observando o monte de flores crescer dia a dia. Também há ursos de pelúcia, e cartas com palavras como "descansem em paz", "vocês irão fazer falta" e "foram muito cedo" escrito sobre elas. Na quarta noite chove. Zayn resolve não pegar o carro e vai para sua caminhada de qualquer maneira. Ele verifica a pilha mais uma vez para ver todas as palavras cheias de tristeza que fogem com a água, letras borradas, palavras ilegíveis agora e é triste - tão triste que na quinta noite Malik traz seu próprio ramo de flores para adicionar à pilha.

Ele se questiona o que aconteceria se tivesse sido ele naquela tragédia; se Malik estivesse envolvido em um trágico acidente que tirasse a sua vida. É meio como um déjà-vu - tem quase certeza que já viveu isso antes, mas ele ainda não consegue parar de pensar. Será que o mundo pararia e lamentaria? As ruas inundariam com flores e mensagens tristes como "você partiu muito cedo"? Zayn gostaria de saber, mas a esperança não o ajuda quando ele sabe bem.

Talvez Harry se lembraria dele, mesmo que por culpa, mas mais alguém? Niall? O chefe dele? Liam? Alguém se importaria? Quem sabe seus pais. Apesar do moreno ter a sensação de que só os decepcionou a vida inteira.

De repente, Zayn se sente muito, muito assustado. Ele se sente humano, provavelmente pela primeira vez desde algum tempo. Sente um desejo humano de ser amado, feliz e fazer falta. Ele quer ter esperança, exceto que não tem porque a esperança o deixa vulnerável para a dor. Quando você experimenta a felicidade, a tristeza torna-se muito pior. Mas Zayn quer isso de qualquer maneira. Quer que as pessoas sintam falta dele se não estiver mais aqui. Ele quer ser importante.

E o pensamento o aterroriza, porque ele passou tanto tempo isolando-se, vivendo sozinho, usando pessoas apenas quando elas têm algo a oferecer que ele não sabe o que significa ser uma pessoa mais. Ele passou tanto tempo existindo, mas não realmente vivendo que não sabe de mais nada. O peso de chumbo que se acomoda no meio de seu peito quando ele vê outro luto no local do acidente, acha que talvez seja tristeza. E aquela sensação forte, esmagadora e doente, que fica no topo do estômago sempre que ele lembra que Liam deve estar...

Há muitas estrelas hoje à noite, e o tempo está esquentando. 

Zayn não bebe há 3 dias. Ele derramou todo o álcool de sua casa na pia da cozinha e, em seguida, chorou por um longo tempo. Malik aperta o volante enquanto dirige seu carro com calma entre as ruas da cidade. O moreno não sabe exatamente para onde está indo, e para ser honesto, não sabe se quer chegar a um lugar exatamente. Com a mão esquerda, ele apalpa o banco de passageiro a procura do celular, sem desviar os olhos para o lado. Faz tanto tempo que ele não liga para seus pais, que se pergunta se é uma boa ideia ligar agora, sem um motivo aparente.

Zayn percebe que ele precisa ouvir a voz de sua mãe novamente, mesmo que seja apenas para ouvir alguma bronca. Mesmo um "estou decepcionada."

Malik encosta o aparelho em sua orelha e espera. Os toques começam. Um, dois, três, quatro... ele perde a conta quando cai na caixa postal. A repentina vontade de chorar incomoda. Zayn olha para a tela - já é meia-noite e seus pais devem estar dormindo. As ruas estão vazias e quase totalmente escuras, se não fosse pelos postes ao longo do caminho.

Zayn sente a ansiedade chegar, e com ela o tremor em suas mãos. Vamos lá, Harry. Atenda o celular, por favor. Por favor.

O moreno escuta a voz do amigo depois do terceiro toque. "Zayn?" Ele também escuta a voz de Louis ao fundo. "Por que está ligando tão tarde? Aconteceu algo?"

"Hm, não. Me desculpe ligar agora, é só que... você está ocupado?"

"Oh, bem, na verdade estou..." Um resmungo ao longe. Harry diz alguma coisa distanciando do fone que Malik não consegue estender. "O que você tem para me dizer?"

Estou tendo pensamentos ruins. Muito ruins.

"Nada... digo, eu só... acho que eu só queria conversar." Os olhos castanhos claros ainda fixados a frente. Zayn pisca para sua visão não embaçar.

"Ok. Olha... eu posso te ligar depois?" Uma risada. Zayn não sabe identificar de quem é. "Olha, eu te ligo amanhã. Prometo. Tudo bem?"

Isso dói. Mas não irei brigar com você.

"Tudo bem..." A voz de Malik quase não sai.

"Eu te ligo." A ligação é encerrada antes que o moreno pense em algo. A janela está aberta e ele sente o vento quente bater contra seu rosto.

Zayn quer ser importante.

O moreno olha o nome de Liam na tela do celular e antes de seu cérebro processar qualquer coisa, seu dedo já aperta 'ligar.' A chamada começa a tocar e Zayn acha que talvez ele não irá responder. Ou talvez ele apagou o número de Malik e irá respondê-la só porque não sabe quem está do outro lado. Liam não o quer mais. O aparelho toca e toca e Malik continua a pensar, o que ele dirá se o mais novo atender?

Sua voz soa áspera e vagamente irritada quando ele responde. O mais velho está sobrecarregado por algo tão desconfortável e sentindo um pânico nadando em seu estômago que ele quase esquece de dizer oi de volta. Um momento horrível de silêncio, Payne claramente tentando descobrir quem é e Zayn tem que fazer o seu melhor para se segurar. Ele queria isso.

"Você está em casa agora?" pergunta.

"Eu... sim." E a voz de Liam sai estranhamente fria. Mas então o moreno lembra da namorada e da briga que tiveram, e amaldiçoa-se por não se recordar mais cedo desse detalhe.

A madrugada está tão serena. "Eu realmente não sei porque estou te ligando, depois do que aconteceu da ultima vez, mas... eu percebi que você é uma das únicas pessoas que eu tenho. Mesmo depois de tudo, eu tentei, achei que teria raiva... a-aquelas coisas que me disse, você foi verdadeiro?

"Não."

Zayn fica pensativo por alguns segundos. "Ok... apenas... apenas me escute, ok?"

"Ok."

"Quando você disse... quando disse que me amava, você quis dizer isso?"

O silêncio é a única resposta que ele recebe por um tempo; um suspiro. "Sim."

"Eu não significo só sexo?"

"Não."

"Você sente a minha falta?"

"Sim."

"Por quê?" Malik está tremendo tanto que está com medo que ele vá deixar cair o celular a qualquer hora.

Liam soa impaciente quando ele diz "Eu não posso falar ago..."

"Não, claro que você não pode. Sua namorada provavelmente está sentada ao seu lado, não é?" O mais velho não recebe uma resposta então continua. "É só que... eu não tenho estado bem ultimamente. As coisas ficaram obscuras, muito, muito obscuras por um tempo. Tudo que eu fiz foi beber, Liam, então eu não tive que pensar sobre as coisas, mas depois houve um acidente de carro bem do lado do meu apartamento e essas duas pessoas acabaram morrendo e foi apenas... eu não consigo esquecer da cena." Zayn percebe que está ficando histérico, então ele prende a respiração e seca seus olhos. "Desculpa, eu não queria me exaltar... isso mexeu muito comigo."

"Você está bem?"

"Não, nem um pouco, mas comparado com onde eu estava uma semana atrás... é um milagre que eu ainda estou vivo." Uma questão de dias atrás ele estava bêbado e não dava a mínima se não acordasse de manhã. "Escuta... vendo aquelas pessoas morrerem, isso me assustou, mas me fez ficar sóbrio, e porque eu estou sóbrio, comecei a pensar em um monte de merda. Tipo... e se fosse eu em um desses carros? E se eu morresse? Alguém se importaria? Haveria alguém para se importar? Eu passei tanto tempo me distanciando das pessoas que eu acho que se eu morresse, ninguém iria aparecer no meu velório. Ninguém daria a mínima. Eu desapareceria. E isso é assustador. Quero dizer, é humano querer ser lembrado, certo? É humano não querer ficar sozinho para sempre."

"Então eu estava pensando, pensando em morrer, e quem sentiria minha falta e eu lembrei de alguns velhos amigos, dos meus pais também, que provavelmente viriam por culpa ou obrigação, mas isso realmente não importa, porque eles não sentiriam minha falta, sabe? E então eu pensei em Niall. Não acho que ele viria também. Eu estraguei as coisas, eu afastei a pessoa que parecia gostar de mim." Zayn morde o lábio. Liam não diz nada há algum tempo. Talvez ele nem esteja ouvindo mais. "Digo... não tivemos um relacionamento de verdade. Nós ficamos e e então ele queria fazer ciúmes no cara que ele gostava. Nem sei por que concordei com isso. Ele só parecia tão triste e eu acho que eu queria protegê-lo. É estranho, não é? Mas eu acabei mandando ele embora, e ele foi. Foi embora de verdade. Enfim, eu estava pensando e pensei em você. Pensei muito em você esses dias. E sei que você tem uma namorada agora, mas ainda viria ao meu velório, não é? Você sentiria minha falta, pelo menos?"

"Você sabe que sim."

"Mas... mas você realmente sentiria minha falta? Falta da minha pessoa, Zayn Malik, ou você só sentiria falta do sexo?"

"Zayn... onde você quer chegar?"

"Da última vez, quando falou que não sabia por que tinha ido até meu apartamento, mas você sabe, eu sei que você sabe. E eu preciso saber também. O que você sente... saber o quanto isso poderia ter sido melhor entre nós."

"Não poderia..."

"Sim, poderia, Liam. Se você não tivesse me abandonado de novo..."

As palavras continuam e Malik percebe que admitiu que ele se preocupa com Liam muito tarde, tarde demais. Payne suspira na outra extremidade. "O que você quer que eu faça?"

"Fique comigo." O moreno pede, fazendo o seu melhor para livrar seu rosto das lágrimas. "Você quer, você deve. Eu sinto sua falta."

Uma pausa. "Eu não posso."

"Você não ama a sua namorada. Você mesmo disse isso."

"Eu posso aprender com o tempo." A voz de Liam está dolorosamente calma. Como se não sentisse nada. Como se ele não se importasse. "Você precisa seguir em frente."

As bordas ásperas das palavras do mais novo arranham a pele sensível de Zayn e dói, dói fisicamente, mas Malik apenas funga e assente no silêncio da noite.

"Está bem, tem razão. Não vou... Não vou incomodar mais, ok? Apenas apague meu número, não teremos que nos ver novamente. Me desculpe ter ligado... Espero que você seja feliz, Liam."

Ele desliga antes que o outro possa responder.

 

 

Quando o moreno pisa fundo no acelerador, ele só tem alguns segundos para se arrepender antes de sentir o impacto. A dor esmaga seu corpo. A última coisa que Zayn lembra é o barulho dos pneus na estrada, vidro estilhaçando e a cor do seu sangue. O tempo não diminuiu ao seu redor, não fica em câmera lenta. Ele não consegue manter os olhos abertos como queria. Na verdade, Malik acha tudo muito decepcionante. Não é bonito, nem é trágico. É rápido demais.

Com a última aparência restante de sua consciência, Zayn escuta o toque de seu celular ao longe antes de sua mente ser engolida para a escuridão.


Notas Finais


Música: https://www.youtube.com/watch?v=QfIdq12Tj4k

Só uma coisa: "Tempestades certamente irão nos alcançar. Mas a calmaria virá"


Vcs devem estar me odiando agora asuhaushu
Vou ficando por aqui, até o próximo xoxo


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