História Jesus Cristo - Capítulo 8


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Emoção, Jesus
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Palavras 2.325
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


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Capítulo 8 - José e Maria à Belém


Antipas, junto com os escolhidos e alguns soldados, seguem até o santuário dos deuses.

Maria e Amit caminham pelas ruas da cidade revoltadas. De repente, elas veem o príncipe com os prisioneiros à frente, dentre eles, José e Zadok, e ficam perplexas. Maria e Amit correm até os dois, mas os soldados se põem na frente delas.

— Deixem-nos falar com os nossos noivos um instante, por favor! — implora Amit desesperada

— Podem deixar, soldados! — ordena Antipas — São só mulheres.

Eles saem do caminho e Amit e Maria vão correndo abraçar Zadok e José, respectivamente.

— O que está fazendo aqui? — pergunta José a Maria — Pelo tempo, pensei que já tinha voltado à Nazaré.

— E voltei. Mas quando cheguei e não o encontrei, Amit me disse que você e Zadok tinham sido presos.

— Sim. Mas não se preocupe. Logo estarei livre.

— Que assim seja, meu amor.

— Não podemos mais esperar! — reclama o príncipe

— Senhor. — pede Amit — Quando vires o rei, por favor, peça permissão para que possamos visitá-los.

— Não é necessário. Já tem a permissão. Podem ir a hora que quiser, menos à noite. Agora, se me dão licença, tenho que cumprir uma ordem do soberano. Vamos!

Antipas segue com os soldados e prisioneiros.

— Vamos à casa de Isabel. — sugere Maria — Fiquemos lá até libertarem José e Zadok.

— Sim, vamos.

José e Zadok são levados juntamente com os outros escolhidos para o santuário. Ao chegarem no local, o príncipe Antipas avisa-os:

— Construam esse monumento o mais rápido possível! Não pode haver atrasos. Ali estão as ferramentas necessárias podem usá-las. Você — diz apontando para José — ficará responsável pelo andamento da obra. Já podem começar.

Antipas sai com os soldados. Os homens examinam as ferramentas e os materiais e começam.

DEUS vai cumprir os SEUS planos em mim

ELE vai fazer o que lhe apraz

Sou pequeno e falho, mas ELE É DEUS

ELE só faz o melhor pelos SEUS

DEUS vai cumprir os SEUS planos em mim

ELE vai fazer o que lhe apraz

Sou pequeno e falho, mas ELE É DEUS

ELE só faz o melhor pelos SEUS

Acredito, sim! Acredito, sim!

Acredito, sim, que DEUS vai fazer

O impossível em meu viver

Maria bate na porta de Isabel. Zacarias abre.

— Maria? Amit?

— Zacarias? — pergunta Maria surpresa — Você… está falando?

— Sim. Estou curado. João, o meu filho, nasceu.

— Sério? Onde estão

— Entrem.

Maria e Amit entram e vê Isabel em sua cama com as costas recostadas sobre um travesseiro e o bebê no colo. Isabel estranha a presença de Maria.

— Maria? Você não tinha ido pra Nazaré?

— Sim. Mas… Isabel. Você se lembra daquela luta que estava acontecendo no Templo?

— Sim, o que tem?

— Quando cheguei em Nazaré — conta Maria, sentando-se na cama ao lado de Isabel. Amit faz o mesmo — Amit me contou tinham levado José e Zadok para essa luta.

— Meu DEUS!

— Os encontraram? — pergunta Zacarias surpreso

— Sim, estão bem, porém, presos.

— Você quer que eu fale com rei?

— Não. Já fizermos isso e o rei não gostou nada. É melhor não procurarmos encrenca. O príncipe nos permitiu visitá-los ao dia.

— No fim da tarde iremos lá. É o horário que eles estarão voltando.

— Cremos que DEUS vai ajudá-los. — diz Amit com fé

— Amém! — confirma Zacarias

José examina o desenho da estátua feito num pergaminho, enrola-o novamente e põe num lugar. Ele pega alguns materiais e começa a trabalhar. Saddam olha para ele e Zadok. Se aproxima lentamente, sério, para e encara-os um pouco. José e Zadok olham curiosos. Saddam, finalmente, pergunta:

— Vocês… não são aqueles homens que recusaram a se enfrentarem?

— Sim, somos nós. — responde José — Por quê?

— Como tiveram coragem de enfrentar o rei daquela forma? Não têm medo da morte?

José e Zadok se olham e o segundo dá um sorriso de canto e responde virando-se para o Persa:

— Nós cremos num DEUS que É AUTOR da VIDA. Se morressemos, de qualquer forma viveríamos.

— Como assim? — pergunta com um riso debochado

— Quando nos apegamos ao SENHOR — explica José — cremos na SUA PALAVRA e A praticamos somos salvos. E mesmo morrendo, passaremos toda a eternidade com ELE. Já os que fazem o contrário, ou seja, se distanciam do SENHOR, não crêem em SUA PALAVRA e não A pratica serão condenados. Serão jogados num lugar onde só há sofrimento e o que é ruim, onde DEUS e nada nem ninguém que é SEU está.

— Se morrêssemos pelas mãos de Herodes, mas obedecendo a PALAVRA de DEUS — continua Zadok — seríamos salvos, mas se morrêssemos matando um ao outro, estaríamos condenados.

— Um DEUS INVISÍVE— pergunta Saddam — Que não se pode ver, ouvir ou sentir?

— ELE É INVISÍVEL, mas podemos percebê-LO em SUAS OBRAS. — diz José — Não se pode ouvi-LO com os ouvidos humanos, mas quando temos intimidade com ELE, o MESMO nos fala em nossa consciência e através de SUAS ESCRITURAS. Não podemos sentir porque ELE É ESPÍRITO, porém existe e É VIVO.

— ELE não está vivo. — explica Zadok — ELE É VIVO. ELE É VIDA. Se você se entregar para ele, você terá vida.

Saddam se dirige ao local onde estava, pensativo, e, no mesmo instante, Antipas entra no local e todos param de trabalhar.

— Saddam! — chama o rei. Saddam caminha até Antipas, que o leva a um lugar reservado.

— E aquele trato com a rainha ainda está de pé? — pergunta Antipas

— Eu ainda não estou muito confiante.

— Herodias mandou que eu trouxesse para trabalhar. Uma prova de que não esquecemos de você. Saiba que a rainha já está perdendo a paciência. Mais uma demora sua e ela vai deixar o rei te matar. Mate o rei pela tua vida.

Saddam se lembra da conversa:

"— Quando nos apegamos ao SENHOR — explica José — cremos na SUA PALAVRA e A praticamos somos salvos. E mesmo morrendo, passaremos toda a eternidade com ELE. Já os que fazem o contrário, ou seja, se distanciam do SENHOR, não crêem em SUA PALAVRA e não A pratica serão condenados. Serão jogados num lugar onde só há sofrimento e o que é ruim, onde DEUS e nada nem ninguém que é SEU está.

— Se morrêssemos pelas mãos de Herodes, mas obedecendo a PALAVRA de DEUS — continua Zadok — seríamos salvos, mas se morrêssemos matando um ao outro, estaríamos condenados." Ele pensa um pouco e diz:

— Está bem. Eu vou pensar num plano para acabar Herodes. Ele enganou o rei, o meu povo! Isso não sairá impune.

— É assim que se fala. Vou comunicar a soberana.

No fim da tarde, a porta da cela de José e Zadok é aberta por um guarda e Maria e Amit entram. José e Zadok se levantam subitamente e abraçam suas noivas. Elas trazem cestos com alimentos.

— Como estão? — pergunta Amit

— Firmes na fé. — responde José

— Ficamos preocupadas. — comenta Maria

— Mas graças a DEUS estão bem. — completa Amit

Os quatro conversam.

Eu tenho um DEUS que pode tudo, tudo se eu crer

Que faz o impossível acontecer

(…)

Fechou a boca dos leões famintos

Parou o sol com determinação

Exalta o humilde e o abatido

ESSE DEUS fará de TI um campeão

Seis meses se passam. A rainha reclama irada em seu quarto. Antipas escuta calado:

— Cinco tentativas! Cinco tentativas! Nenhuma teve êxito! O maldito Herodes não morre!

— Eu acho que os deuses o estão protegendo.

— É o que nós vamos ver.

Even entra na sala do trono segurando um pergaminho. Ele se detém ao pé da escada que leva ao trono e reverencia Herodes.

— Soberano — diz — chegou uma mensagem de César para o senhor.

Herodes estende a mão e Even entrega o pergaminho. O rei desenrola o material de escrita, lê e enrola-o de novo.

— Avise às pessoas de toda a Judeia para retornarem às suas terras natal. César quer que façamos um recenseamento para manter em controle a quantidade de pessoas.

— Sim, senhor. — Even pega o pergaminho da mão do rei e anda em direção da porta de saída. Ele se lembra de algo e logo para de andar. Vira para o trono e pergunta: — Senhor, e os prisioneiros que trouxemos para o duelo? Deixamos aqui mesmo?

— Não. — diz um pouco decepcionado — Pode soltá-los para não haver problemas com César. Só não liberte um prisoneiro chamado Saddam.

Even assente e se retira.

Um arauto dá o aviso em voz alta. Algumas pessoas que estavam dentro de casa saem para ouvi-lo. O arauto caminha pela cidade enquanto anuncia o novo censo. Maria, Amit, Isabel e Zacarias escutam de dentro de casa.

Zadok e José estão sentados no chão da cela, entediados, quando um guarda abre a porta.

— Vocês estão livres. — diz o guarda — Podem ir.

Os, agora, ex-prisioneiros levantam num pulo não se aguentando de tanta alegria. José adora a DEUS dizendo:

— BARUCH ADONAI! BENDITO SEJA DEUS!

Os dois amigos se abraçam felizes e Zadok lembra:

— DEUS nunca falha, meu amigo. Nunca.

Eles saem dali.

Saddam olha pela janelinha de entrada de luz aberta na porta de sua cela e vê muitos prisioneiros sendo libertos.

— Ei, guarda! — chama e o guarda olha — Para onde eles estão indo?

— O rei mandou libertar todos que foram trazidos para o duelo.

— Eu também fui trazido para o duelo!

— O rei falou que você deve ser mantido preso.

— Mas…

— Sem mais conversa!

Maria, Amit, Zacarias e Isabel brincam com João no quarto, já com seis meses de vida. Alguém bate na porta.

— Deixa que eu atendo. — oferece Amit — Já vai!

Amit abre e vê José e Zadok. Ela abraça Zadok.

— Maria! Vem cá!

— O que f… — Maria vê José e corre para abraçá-lo — Graças a DEUS vocês estão bem! Graças a DEUS!

Zacarias e Isabel, com o bebê, vão até a porta e sorriem ao perceber que são os noivos de Maria e Amit que estão ali. José, Zadok, Maria, Amit, Zacarias e Isabel sentam à mesa.

— O rei decidiu libertá-los? — pergunta Isabel

— Sim. — afirma Zadok — Somente os que foram trazidos em razão do duelo foram livres.

— Acho que foi por causa do recenseamento. — diz Zacarias

— Que recenseamento?

— César decidiu fazer um novo censo e quer que cada um volte à sua cidade natal. É bom vocês irem amanhã.

— Espera! — diz José olhando para Zacarias admirado — Você está falando perfeitamente, Zacarias!

— Sim. Eu fui curado quando o meu filho nasceu, conforme disse o anjo.

— Por falar em filho, Zacarias, o senhor pode me casar com Maria antes de viajarmos? Se possível hoje mesmo!

— Posso, sim. Mas vão casar sem decoração e tudo mais?

— Não. Faça-o agora.

— As pessoas só não estranharam minha gravidez — explica Maria — antes do casamento porque daqui eu só conheço vocês e outras pessoas de confiança. Não podemos garantir o mesmo em Belém ou em Nazaré.

— Ela tem razão, Zacarias. — afirma Isabel — É melhor eles se casarem logo. De preferência, agora mesmo.

— Só nos abençoe.

Zacarias se levanta e fica diante das pessoas que ali se encontram. Maria e José também se põem de pé diante do sacerdote, que começa:

— O casamento não é somente a noiva passar a morar com o noivo na mesma casa e dormir na mesma cama. O casamento casamento é uma aliança, um pacto entre um homem e uma mulher que nunca deve ser quebrado. Não pensem que o seu cônjuge é a sua "alma gêmea", porque se fossem ninguém teria problemas no casamento. Vai haver coisas que você, Maria, não vai concordar em José. Vai haver coisas, José, que você não vai concordar em Maria. Mas cabe a vocês saber suportar um ao outro. Você, José, será como um pai para ela. Porque assim como um pai tem um papel de protetor na vida das filhas, assim será você. O papel que o pai de Maria exercia para com ela você terá que fazê-lo. Você, Maria, será como uma mãe para José. Porque assim como a sua mãe o auxiliava, cuidava, protegia, assim você fará para com ele. Não esqueçam que a base do ccasamento é DEUS. Se um casamento não tiver DEUS como fundamento, ele será como uma árvore que tem seu tronco devorado por cupins, que por fora parece forte, mas por dentro está oco, prestes a cair a qualquer momento. O casamento de uma pessoa tem que está bem para que toda a sua vida vá bem. Se o casamento não está bem: a sua vida com DEUS não vai bem, alguns ficam doentes, entre outras coisas. Então tenham DEUS como fundamento. — ele coloca as mãos sobre a cabeça deles — Que o SENHOR os abençoe e os dê sabedoria para que saibam conduzir o casamento de vocês.

Maria olha para José e diz segurando em suas mãos:

— Eu pertenço ao meu amado e ele me pertence.

— Eu pertenço a minha amada — diz José — e ela me pertence.

Maria dá sete voltas em torno de José.

— Pode beijar a noiva. — permite Zacarias

José e Maria se beijam apaixonados.

No dia seguinte, José, Maria, Amit, Zadok, Isabel com o bebê no colo e Zacarias estão do lado de fora de casa se despedindo. José segura um jumento pelas rédeas.

— Vão com DEUS. — deseja Isabel — Que o SENHOR os proteja!

— Vão todos para a mesma cidade? — pergunta Zacarias

— Não. — responde José — Maria e eu iremos para Belém.

— Eu vou para Nazaré e Zadok para Caná da Galileia.

— José, Maria. Sejam prudentes. O bebê pode nascer a qualquer momento.

— Pode deixar. — encoraja Maria

José e Maria andam em direção a Belém. Maria está sentada no lombo do jumento, que é puxado por José. À tardinha, José chega às proximidades da sua cidade natal. De repente, Maria grita de dor colocando seus braços no "pé-da-barriga". José se preocupa e pergunta:

— Maria! Você está bem?

— O bebê está nascendo! Ai!

— Aguente firme. — pede preocupado — Vamos procurar alguma estalagem.

— Por favor, meu filho, aguarde mais um pouco.

José puxa o animal mais forte. Subitamente, sem mais nem menos, o jumento empaca e se recusa a andar. José e Maria se apavoram.


Notas Finais


Finalmente um pouquinho de romance! O casamento entre José e Maria.
O que mais eu preciso falar como lição? Está claro o que DEUS quer nos ensinar através desse capítulo. Leia o Estudo do Apocalipse. Muito importante.
https://spiritfanfics.com/historia/estudo-do-apocalipse-10761175


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