História Just Friends? - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Palavras 4.165
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Amores,

Recomendo que leiam este capítulo ouvindo 'Havana'.

Beijos na boca!

Capítulo 9 - Capítulo 9


Lauren’s Point Of View

- Sai da frente! – Senti meu corpo ser empurrado com força desnecessária e movido para o lado porque Ally queria ver seu reflexo em frente ao grande espelho reclinável que havia no meu quarto.

Ela havia decidido se arrumar na casa de Camila, que havia ido para casa de Dinah e Normani. Era sábado e em instantes estaríamos a caminho do Ball & Chain para encontrar, Dinah, Camila, Normani, Shawn e Chelsea, visto que mais cedo Keana havia dito que não poderia comparecer por um motivo que eu particularmente não quis saber. O importante era que ela não iria e assim eu poderia aproveitar minha noite em paz com Camila, isso é, se o imbecil do Shawn se intrometesse.

- Você não tem educação? – Perguntei a Ally, referindo-me ao fato dela haver me empurrado.

- Tenho, mas não estou com vontade de gastá-la com você. – Ela respondeu enquanto usava a máscara de cílios. – Aproveitando que estamos sozinhas... você pensou no que eu falei sobre Camila e o relacionamento de vocês?

Por que diabos ela havia tocado naquele assunto justamente quando eu já havia me distraído da confusão na qual minha mente se encontrava desde a noite anterior?

- Não há nada para pensar, Ally. – Respondi concentrada em amarrar o cadarço da minha ankle boot. Fui tomada pela surpresa quando recebi um tapa na lateral da cabeça e levantei os olhos para me deparar com a figura aparentemente aborrecida de Ally.

- Então você acha essa porra completamente normal? –Ela elevou a voz para mim e eu franzi as sobrancelhas sem entender.

- Você bebeu antes de vir para cá? – Ela só poderia estar bêbada, aquela era a única explicação.

- Eu sempre bebo antes de ir para qualquer lugar e você sabe disso, mas isso não vem ao caso! Eu tentei ser sutil quando conversei com você naquele dia, mas você parece ter a cabeça cheia de diarreia pronta para sair pela sua boca todas as vezes que você fala. – Ela colocou as mãos pequenas em meus ombros e apertou – Sossegue a porra do cu em Miami, Lauren. Você já conheceu a merda do mundo inteiro e tem dinheiro para o suficiente para encher uma piscina com notas de 1 dólar. Camila não estará para sempre disponível e satisfeita com a relação de merda que vocês têm.

- Nós não temos uma relação de merda! – Eu protestei porque aquilo estava longe da realidade. – Pare de se referir a nós como se a nossa amizade não bastasse, as coisas não funcionam assim, Ally.

Ela apenas revirou os olhos e soltou meus ombros antes de cruzar os braços sobre os seios.

- Se você é tão tranquila com toda essa merda, por que, não me contou que terminou com o Keaton por causa da Camila? – Diante do meu silêncio e surpresa, ela continuou – Se você não se lembra, Keaton sempre foi melhor amigo do meu irmão e Gordon sempre me contou tudo. – Ela se sentou ao meu lado e colocou um dos braços sobre os meus ombros – Já faz quase dez anos, e eu sei que isso não deveria ter relevância agora – Ela colocou a mão sobre o meu peito – Mas eu a conheço desde que estava no saco do seu pai Laur, sei que dentro de você esse assunto continua em aberto. Você nunca conseguiu encerrar esse capítulo da sua vida e sabe como eu sei disso?

- Eu estou com medo de perguntar. –Confessei, virando-me para ela.

- Eu vejo no seu olhar o mesmo brilho que via há quase dez anos e sabe o que fode mais? – Eu levantei a sobrancelha para que ela pudesse continuar – Eu vejo em Camila esse mesmo brilho e eu estou cansada de todo esse drama velado que ronda vocês duas. Qual é a dificuldade em assumir que vocês querem transar até a vagina assar e o pulso quebrar? É tudo tão simples...

- Nada é tão simples Ally, eu não quero um relacionamento e estou muito bem com Camila.

- Você já tem um relacionamento, sua otária!

- Ela confessou para mim que já foi apaixonada por mim. – As palavras jorraram da minha boca sem que eu tivesse controle.

- Quem?

- Camila, sua imbecil! Ela disse que eu fui a primeira pessoa pela qual ela se apaixonou, mas que não me contou por achar que não daria certo, mas já deixou claro que não se sente assim há muito tempo. – Eu me levantei e voltei-me novamente para frente do espelho – Então acho que é hora de você parar de ter seus sonhos românticos bêbados.

- Quando ela falou isso? – Ally me perguntou com a voz calma.

- Ontem.

- E você não vai fazer nada a respeito?

- Não há nada a ser feito. – Respondi seca, sem ter a noção do motivo de havermos entrado naquele assunto tão repentinamente.

- Odeio a forma que você está desistindo antes mesmo de tentar.

- Poderíamos mudar de assunto?

- Tudo bem, mas quando você se der conta da sua estupidez, não venha chorar perto de mim, pois vou te dar mais motivos ainda para isso. Se bem eu poderia conversar com a Mila... – Eu imediatamente me virei para ela, sentindo meu coração acelerado.

- Não ouse sequer abrir a porra boca perto dela, está me ouvindo Allyson Brooke? – Ela fez uma careta para mim e apontou o dedo no meu rosto.

- Da próxima vez que você falar comigo assim, minha sandália vai parar no meio da sua cara! Mas pode ficar tranquila porque eu não vou abrir minha boca. Acho que você fugiria para o Japão na mesma hora se Mila quisesse conversar sobre isso, ou seja, essa merda toda está nas suas mãos estúpidas. Enfim... – Ela fechou os olhos castanhos, inspirou fundo antes de abri-los e jogar os cabelos tingidos de loiro para trás. – Você acha que eu estou latina o suficiente?

Meus olhos passaram por seu vestido vermelho grudado ao seu corpo pequeno com babados nas barras inferiores e superiores, o batom vermelho em seus lábios, as argolas douradas em suas orelhas a flor presa ao lado de sua cabeça...

- Com certeza está!

- Sou quase uma Shakira! – Ela respondeu antes de começar a imitar a cantora e eu não pude evitar franzir o cenho ela começou a dançar de forma esquisita. Minha atenção dela foi desviada quando meu telefone começou a tocar.

- Oi Camz! –A cumprimentei sem evitar um sorriso.

Hola cariño! – A voz dela me chamando de ‘cariño’ era a coisa mais linda que eu já tinha ouvido em toda minha vida. – Já está a caminho?

- Sairei em cinco minutos, vocês já saíram? – Perguntei conferindo pela última vez a minha aparência no espelho. Eu estava maravilhosa!

- Estamos dentro do taxi e Shawn já está lá –Ela riu do outro lado da linha – Sim, eu sei que que você não quer saber dessa informação.

- Eu preferia que ele não fosse. – Resmunguei e ao fundo eu ouvi a voz de Dinah gritando “Lauren, sua vadia! ” e sorri, decidindo ignora-la.

- Espero ainda estar viva quando vocês dois finalmente tiverem maturidade...

- Você sabe que a questão não é essa.

- O que eu sei é que...

“Tsamina mina eh eh waka waka eh eh”

- Você está ouvindo Shakira? – Eu podia imaginar o cenho franzido de Camila do outro lado da linha porque Shakira não é o tipo de cantora que eu ouviria por livre e espontânea vontade.

- É a Ally cantando. – Pelo reflexo do espelho, eu vi Ally fazendo a coreografia da música e senti meu rosto se contorcer em uma careta. Mulher estranha!

- Eu havia esquecido o quanto ela é boa imitando a Shakira... Enfim, saia logo de casa porque quero dançar com você.

- Serei sua a noite toda! – Respondi, notando pelo meu reflexo que estava sorrindo demais então desmanchei o sorriso no mesmo instante e busquei Ally com os olhos torcendo para que ela estivesse distraída de mais em sua performance para não houvesse visto ou escutado aquilo, mas ela havia parado de cantar e estava olhando para mim, acusativa.

Para evitar comentários, eu apertei o telefone junto a orelha e saí do quarto.

- Eu também prometo que essa noite serei apenas sua. – Foi involuntário o atordoamento e estremecimento que se apossou de mim no instante em que sua rouca e lenta chegou aos meus ouvidos.

Que porra era aquela?

“Gays” – Normani gritou do outro lado da linha.

“Se casem” – Dinah também gritou e a risada de Camila abafou toda a bagunça dentro do taxi.

- Essas idiotas só falam merda, não é? Ambas sabemos que isso não daria certo.

- Sim... –Respondi sem consegui fazer que meu sorriso chegasse aos olhos e o silêncio entre nós duas perdurou por alguns instantes a ponto de ficar incomodo e eu resolvi completar – As mulheres mundo não podem ficar sem Karla Camila Cabello Estrabao...

- E Lauren Michelle Jauregui Morgado não consegue ficar no mesmo lugar por muito tempo... –Fechei os olhos e inspirei fundo. Por que o fato de eu adorar viajar parecia uma coisa tão ruim? – Agora vou desligar, besos!

- Beijos, Camz! – Desliguei o telefone, me deparando com Ally próxima a mim, com os braços cruzados. Sua expressão revelava que ela havia ouvido minha conversa com Camila e eu abri a boca sentindo a necessidade de explicara alguma coisa, mas fui interrompida quando a menor ergueu as mãos no ar, interrompendo qualquer coisa que eu fosse dizer.

- Não precisa falar nada. Não quero mais saber disso, vamos!

[...]

O taxi parou em frente a faixada verde e bege do Ball & Chain. Como tudo em Little Havana, o local exalava Cuba por todos os lugares e era lindo, mas o que me tirou o ar foi a mulher sorridente em frente àquele lugar.

Camila sorria enquanto empurrava Dinah pelos ombros e seus movimentos pareciam acontecer em câmera lenta diante dos meus olhos. Seus cabelos castanhos escuros estavam presos no alto de sua cabeça e algumas mechas onduladas caiam por seu rosto e pescoço, fazendo com que até sua franja assimétrica se harmonizasse com sua imagem. As argolas grandes e douradas em suas orelhas chamavam a atenção para a linha do seu maxilar e seu pescoço bronzeado e alongado. A blusa branca, modelo cigana, deixava seus ombros e abdome a mostra, estando em total sintonia com a calça da mesma cor que abraçava perfeitamente as curvas de seu corpo como uma segunda pele e...

- Para de babar, respira e sai do carro. –A voz Ally sussurrando no meu ouvido me despertou e eu pistei algumas vezes, percebendo que havia prendido a respiração e sentindo as mãos pequenas em minhas costas, me empurrando para fora do quarto.

- Eu adoro essa faixada... –Disfarcei, enquanto saía do carro.

- Sei...

- Por que demoraram? – Dinah perguntou acusadoramente enquanto eu abria meus braços para receber Camila.

- Culpa da Ally! –Eu acusei a menor enquanto beijava o rosto de Normani e em seguida de Dinah, ignorando o babaca do Shawn, que estava ridiculamente vestido com uma camisa social de mangas curtas, uma calça marrom horrível e um chapéu panamá parcialmente caído sobre o rosto. Só faltava o bigode e o charuto. – Hoje terá alguma festa a fantasia? – Perguntei com o olhar fixo nele.

- Vamos entrar? – Ele perguntou me ignorando totalmente, enlaçando Camila pelos ombros.

- Precisamos esperar Chelsea. – Normani respondeu e Shawn fez uma careta.

- Ally, por que você a convidou? - Ele perguntou e eu fiz questão de me intrometer entre ele e Camila, enlaçando-a pela cintura. Recebi uma careta do babaca e um revirar de olhos de Camila, ignorei ambos.

- Eu a convidei porque eu quis. – Ela deu de ombros - Já viu como ela é gostosa? Eu viraria lésbica por aquilo.

- Novidade! – Normani falou – Todo mundo aqui sabe do seu fraco por pessoas loiras.

- Eu tenho fraco por pessoas, meu bem! Não importa gênero, raça, posição social... eu amo todo mundo! –Ela olhou minha amiga de cima a baixo e sorriu – Por falar nisso, posso beijar seus lábios? Não disse quais.

- Alguém deu viagra para essa mulher? – Dinah perguntou a ninguém em específico enquanto colocava a mão na boca de Ally para silencia-la.

- Como se ela precisasse de viagra... –Normani respondeu com um revirar de olhos – Até parece que não sabe que ela vive como um adolescente excitado.

- Eu te perguntei alguma coisa? –Dinah perguntou a Normani e retirou a mão da boca de Ally, olhando para ela com uma careta – Você estava tentando fazer um oral na minha mão? – Ela perguntou para Ally, limpando a mão na camisa.

- Talvez – Ally deu de ombros – Deu certo? Molhei sua calcinha?

- Ela parece aqueles cachorrinhos que ficam roçando em tudo... – Camila sussurrou em meu ouvido e eu prendi o riso enquanto observava Ally e Dinah discutindo.

- Para de ser pervertida!

- Nunca!

- Desculpe-me pelo atraso! – Uma voz feminina interrompeu a discursão de Ally com Dinah e Normani e eu me virei em direção a ela, me deparando com Chelsea enfiada em um tubinho preto e scarpins da mesma cor.

- Ninguém te avisou que viríamos para um clube cubano e não um coquetel de ricaços? – Shawn perguntou antes mesmo que Chelsea explicasse seu atraso. Ele era ridículo!

- Bem, não vejo nenhuma placa aqui informando que eu teria que vir a caráter.

- Chelsea, você está maravilhosa! – Falei querendo acabar com qualquer possível desconforto que ela pudesse estar sentindo pelo comentário idiota do Shawn.

- Muito obrigada, Lauren! –Ela sorriu para mim – Você está magnifica, digo, todas vocês estão! –Assim que ela terminou de falar, senti os braços de Camila circundarem minha cintura de lado e sua cabeça se apoiar em meu ombro.

- Obrigada Chelsea, vamos entrar? – Dinah respondeu, já puxando Ally para dentro do local e todos a seguiram, mas no momento em que eu fui fazer o mesmo, fui impedida por Camila, que não se moveu do lugar.

- Que foi? – Perguntei olhando em sua direção.

- Para de flertar com a minha chefe. – Ela sibilou entre os dentes – Esqueceu que você se prontificou a ser minha namorada falsa perto dela? – Eu me separei de seu abraço e me virei de frente para ela.

- Primeiro, eu não estava flertando com ninguém. Eu estava apenas tentando consertar o comentário ridículo do seu amiguinho escroto. – Eu levantei as sobrancelhas para enfatizar minhas palavras – Segundo, se Keana houvesse vindo, eu seria a namorada corna?

Seu olhar se desviou do meu. Ela sabia que eu tinha razão e intimamente preferia ser namorada falsa dela a vê-la com aquela mulher.

- Acho melhor nós esclarecermos para a Chelsea que não somos namoradas. – Ela murmurou. – Assim ficamos livres para ficarmos com quem quisermos.

Eu abri a boca para contestar aquela decisão estúpida dela, mas não tive a oportunidade porque ela passou por mim e entrou sozinha no clube.

[...]

- Amiga, não olha agora, mas tem um cara a sua direita, que já está há uns quinze minutos te olhando. – Normani falou com os olhos fixos em algum ponto atrás de mim.

Fazia um pouco mais de duas horas que estávamos no Ball & Chain. O dono do lugar, um senhor chamado Pepe, conhecia Camila desde criança e havia nos oferecido uma das melhores mesas do local e a primeira rodada de drinks como cortesia da casa. Chelsea, Ally e Dinah haviam sumido fazia cerca de vinte minutos e estavam bêbadas, em algum lugar. Normani e eu havíamos ficado na mesa enquanto Camila e o idiota do Shawn dançavam junto à banda que tocava salsa.

Camila havia dito para mim que ficaria comigo naquela noite, mas após beber alguns drinks, me abandonou naquela mesa para ir dançar com Shawn e eu já os tinha visto flertar com pelo menos dez mulheres naquele lugar e como forma de não ficar me aborrecendo com aquilo, eu havia decidido sentar de costas para a pista de dança.

- Como ele está vestido? – Perguntei.

- Jeans escuro e camisa preta com metade dos botões abertos. –Olhei para o lado e vi o homem sentado junto ao bar com um shot de canita. Ele era bonito e eu estava sozinha há muito tempo.

- Eu vou lá, você vai ficar bem? – Perguntei a Mani, já me levantando do banco estofado.

- Pode ir, eu vou terminar a quesadilla e ir atrás da Ally. –Ela respondeu fazendo um gesto com a mão para que eu fosse logo. Mandei um beijo para ela e a caminho do bar em forma de hexágono, que ficava no meio do restaurante. Arrisquei um olhar na direção da pista de dança e vi Camila dançando sorridentemente com Pepe. Pensei em ir até lá e dançar com ela, mas segui meu objetivo principal e me sentei no banco alto ao lado do tal homem.

- Um bananita daiquiri, por favor! –Pedi ao barman o coquetel favorito de Camila, ela tinha o péssimo costume de sempre querer o meu quando eu pedia aquilo, mas naquele momento ela estava se divertindo como se não houvesse amanhã.

- O rum que eles colocam nessa bebida é um dos melhores que já provei. – Eu me virei em direção a voz masculina e sorri.

- Eu ainda não encontrei em nenhum melhor, sou Lauren. –Estendi a minha mão para ele e ele a segurou antes de beija-la e eu não pude deixar de notar todas as tatuagens em seus dedos.

- Tyrone, mas eu não me importo que me chamem de Ty. –Ele respondeu com um sorriso, levantando os olhos verdes para mim de forma preguiçosa. A voz dele era bonita e os dreads amarrados em um rabo de cavalo o deixavam com uma aparência sofisticadamente desleixada, se é que isso existia.

- Ty, você está visitando ou mora em Miami? – Perguntei, bebericando o drink que havia acabado de ser deixado sobre o balcão.

- Estou visitando apenas por essa noite, mas eu ficaria pelos motivos certos. – Ele respondeu, me fitando de cima a baixo. O contraste entre a pele negra e os olhos claros era particularmente atraente, conferindo-lhe um chame diferente completado pelas tatuagens espalhadas por quase toda a área de pele visível do pescoço para baixo.

- E quais motivos seriam esse? – Perguntei mordendo o canudo do drink entre os dentes.

- Estou olhando para o maior deles agora mesmo. – Ele respondeu e tocou a minha perna com a ponta dos dedos.

Com toda certeza sair de casa tinha valido a pena!

Eu abri minha boca para responde-lo, mas fui interrompida quando uma série de aplausos me interrompeu e Ty desviou o olhar para alguma coisa atrás de mim. Eu me virei e meu queixo literalmente caiu.

Camila estava em cima do balcão do bar, não muito distante de mim. Seus pés estavam descalços e sua calça havia sido substituída por um tecido amarrado em sua cintura, que eu identifiquei como sendo uma das toalhas de mesa, com uma fenda que deixava que ia desde os seus pés até o nó em sua cintura, exibindo sua perna bronzeada e torneada. A blusa tampava apenas seus seios, deixando todo seu abdome brilhante pelo suor à mostra, conferindo-lhe uma imagem quente que me fez consumir todo o resto do meu drink de uma vez só.

Camila levou uma das mãos à cabeça e retirou de lá o acessório que prendia seus cabelos e os jogou para Shawn, que os agarrou com um sorriso idiota no rosto. Seus cabelos castanhos, quase pretos caíram como uma cascata até a sua cintura de modo revolto, como se ela houvesse acabado de transar. Ela sorriu antes de se agachar e tomar um drink das mãos de uma mulher e retirar de lá uma flor que o enfeitava, colocando-a logo em seguida na lateral de sua cabeça, por trás da orelha.

Ela era sexy como uma tentação vinda direto do inferno.

Os músicos começaram a tocar a salsa de maneira lenta e os quadris de Camila se moveram de um lado para o outro, lentamente, balançando-se ao ritmo da música.

É impossível para mim descrever a maneira como ela se movia como não houvessem dezenas de olhares fixo em seu corpo. Ela sorria, com os olhos fechados, a cabeça e os braços erguidos enquanto o vermelho do batom coloria o seu sorriso alegre e embriagado. Todos os holofotes estavam fixos nela e ela parecia não se importar, apenas rebolava lentamente fazendo com que a temperatura do meu corpo subisse consideravelmente.

Em algum ponto da música, ela abriu os olhos e fixo-os aos meus, poderia jurar que eles flamejaram no exato momento em que seu sorriso morreu. Camila estendeu um dos braços e logo em seguida Shawn segurou em sua cintura e a ajudou a descer do balão. Nem mesmo nesse momento seu olhar se desviou do meu.

Fechei os dedos contra os punhos, sentindo minhas unhas cortarem minha palma quando Camila se aproximou de mim, ainda dançando. Era como estar próxima ao próprio sol e eu nada podia fazer a não ser esperar que ele me queimasse até não restar nada além de pó. Ela meteu-se entre minhas pernas e segurou minhas mãos com delicadeza, puxando-me de forma que eu saísse do banco no qual eu estava sentada. O meu sangue ferveu no momento em que ela colocou minhas mãos em sua lombar e grudou seu corpo ao meu, encostando nossas testas.

- Dê um jeito de me tirar daqui, ahora! – Ela ordenou antes de empurrar meu peito, afastando nossos corpos, e voltou-se para Shawn, fazendo um gesto para os músicos, que aceleraram o ritmo da música, transformando-a assim em algo animado, levando outros clientes a se juntarem a ela e Shawn na salsa.

Que caralho foi aquilo?

- Quem é ela? – Eu me virei novamente para Ty, que estava com os olhos fixos em Camila.

- Não é ninguém que você deva conhecer. – Falei e saí de perto dele, indo de encontro a Camila, que ainda dançava com Shawn. Eu os separei e segurei a mão de Camila – Vamos?

Eu não esperei uma resposta, apenas a levei em direção a nossa mesa, vendo de longe Normani. Ela estava beijando uma mulher?

Interrompi o trajeto, fazendo Camila esbarrar em mim.

- Que foi? – Ela perguntou e eu tentei tampar a visão da mesa com o corpo, porque do jeito que Camila era curiosa, iria querer saber quem Normani estava beijando.

- Mila, está indo para onde? – Shawn perguntou depois de nos seguir.

- Shawn, eu preciso ir. Ache as outras e diga que Lauren e eu fomos embora, ok?

- Mas e as irmãs Mendonza? – Ele perguntou, apontando com a cabeça para a esquerda e eu vi duas mulheres morenas com os olhos fixos em nós.

- Diga a elas que o nosso programa vai ficar para a semana que vem porque eu não estou me sentindo muito bem. – Camila respondeu de maneira um pouco embolada e eu soube que ela não estava em seu estado perfeito, ainda que suas respostas fossem coerentes.

- Tudo bem, assim que chegar, me envia uma mensagem. – Camila se aproximou para beijar o rosto dele, mas eu a puxei para fora do clube antes que ela pudesse fazer aquilo.

[...]

- Miami Beach, por favor – Camila falou assim que entramos no taxi alguns minutos depois.

- Nós não vamos para casa? – Perguntei sem entender o que ela realmente queria.

- Eu quero dar uma volta na praia antes. – Ela respondeu encostando a cabeça no meu ombro. Abracei sua cintura desnuda e a trouxe para perto de mim. – Desculpa não ter sido sua essa noite.

- Tudo bem, Camz. – Eu falei apoiando meu rosto em sua cabeça. – Por que não quis ficar com aquelas mulheres? Está realmente se sentindo mal?

- Eu só estou um pouco bêbada... eu não queria terminar a noite com outra pessoa além de você. – Um sorriso nasceu em meus lábios sem que eu pudesse controlar e eu a apertei um pouco de encontro ao meu corpo, sem responde-la.

Ficamos em silêncio durante todo o percurso até a praia, que naquele momento estava estranhamente deserta para um sábado. Camila saiu do carro e foi para a orla antes mesmo que eu pudesse pensar e depois pagar o taxi com o dinheiro que eu tinha em meu bolso, fui atrás de Camila e a vi parada, de frente para o mar.

Meus olhos se arregalaram e meu coração foi à boca quando a vi desamarrar a toalha de mesa branca de sua cintura e deixa-la na areia, fazendo com que apenas uma calcinha pequena e preta escondesse a parte inferior de seu corpo.

- Camila, o que você está fazendo? – Falei de maneira alta para que minha voz sobressaísse pelo som das ondas. Ela colocou as mãos na barra da própria blusa e virou-se para mim, retirando-a com um sorriso dançando em seus lábios.

- Lembra-se do que fizemos em Porto Rico?



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