História Just One Night - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Orphan Black
Personagens Alison Hendrix, Cosima Niehaus, Detetive Arthur "Art" Bell, Donnie Hendrix, Dra. Delphine Cormier, Felix "Fee" Dawkins, Paul Dierden, Personagens Originais, Siobhan Sadler "Sra. S"
Tags Cophine, Drama, Orphan Black, Romance, Universo Alternativo, Yuri
Visualizações 227
Palavras 1.760
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Orange, Poesias, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpa pela demora.
Capitulo calminho, sei que esperam que as duas tenham mais uma noite. Mas calma, elas terão. Quem vai procurar quem, ai eu não direi. <3

Capítulo 11 - Interrogatório


Fiquei plantada vendo o carro se afastar, eu nem sabia como estava conseguindo ficar de pé, minhas pernas pareciam dois bambus em uma ventania e meu coração estava tão acelerado como ontem. E, para piorar, estava excitada. Como não ficar com aquela foz, seu delicioso cheiro e com ela sussurrando o que queria fazer comigo. Aquela maldita tinha o poder de me deixar desconcertada, de um modo que nunca havia ficado. Nunca fui do tipo festeira ou que saísse com várias, aliás, nem sei de onde tirei que eu tive noites melhores.

Antes da deliciosa noite de ontem o sexo não era um fracasso, mas nunca nem cheguei perto de uma noite como a que tive. O sexo com Shay era bom e depois de terminarmos, antes da Delphine, estive apenas com duas mulheres e, se comparado à noite anterior, o sexo foi muito normal.

Nada que me fizesse querer repetir.

E nunca havia gozado seis vezes em uma única noite.

Sem dúvida Delphine era um verdadeiro espetáculo, tinha que admitir.

Merda!

Nunca tive uma noite tão excitante, como também nunca vi algumas das mulheres com quem sai ter um uma voz como Delphine tinha. Além do sotaque, o intenso azul que saia de seus lábios enquanto conversávamos durante o jantar, o vermelho quase vinho que atingiu meu rosto quando ela pronunciou o pedido de apenas uma noite...

Suspirei. Tudo me deixou hipnotizada.  

—Eu estou perdida!  

Tão cedo iria esquecê-la.

Muito menos a deliciosa noite que ela me proporcionou.

Vi o carro virar a esquina e sumiu, então respirei fundo e tentei fazer minhas pernas me obedecerem. Precisava me acalmar, jogando um pouco de água no rosto.

Consegui dar um passo para trás, mas elas ainda tremiam. Murmurei.

—Maldita Delphine!  

—Pensei que vocês iam transar aqui.

Felix me surpreendeu. Assustada, virei rapidamente e acabei acertando seu queixo com o meu ombro. Logo me desculpei.

Ele protestou.

—Ai. Também não precisa me agredir.

—Não mandei você me assustar. 

Após revirar os olhos, Felix me lançou um sorriso malisioso.

—Essa Delphine é um perigo. —Eu que o diga! Consegui, finalmente, andar e tentei me livrar dele. —Então, quando vai me contar o que aconteceu.

—Não tem nada para contar, por que não aconteceu nada.

—Ah, não. Então como me explica esse chupão no pescoço?

Involuntariamente levei a mão ao local, me entregando. Sua gargalhada o denunciou, ele havia mentido.

Ainda tentei negar, enquanto seguia em direção ao banheiro.

—Ah, não vem me dizer que não aconteceu nada. Você se entregou. —Ele me parou e me fez olhá-lo. Sussurrou. —Sei reconhecer quando a pessoa transou e, principalmente, quando foi muito bom.

—Eu preciso ir ao banheiro, tchau!

Entrei rapidamente e fechei a porta, sem dar chance dele protestar, mas ainda o escutei falar.

—Você não vai escapar minha cara!

Por sorte, quando sai ele não estava lá.

 

Não era muito estranho eu almoçar longe da agitação da lanchonete da universidade, sempre fiz isso, gosto de comer com calma e longe de todo o barulho que as pessoas fazem passando para lá e para cá, prefiro ficar no jardim. Mas no meu caminho até o jardim eu nunca fui tão observada como hoje, minha caminhada foi repleta de olhares e sussurros, aliás, durante amanhã inteira eu fui alvo dos olhares e sussurros.

Sabia bem qual era o assunto.

A pequena cena que protagonizei em frente à universidade.

Para a minha surpresa isso não estava me incomodando, não que ser o centro de cochichos seja bom, não. Só não estava me importando, não tinha nada para esconder, todos sabiam sobre a minha sexualidade, nunca escondi isso e mais, ser vista ao lado de Delphine Cormier era algo maravilhoso.

Ela era linda, sensual e uma grande profissional.

Embora seja misteriosa com sua vida pessoal e amorosa.

Mas não temos nada. 

Que se dane!

Não devo explicações a ninguém.

Depois que a maldita foi embora, me deixado frustrada, precisei ir banheiro e molhar meu rosto para tentar me acalmar, afinal, tinha uma apresentação para fazer.

Foi uma tarefa difícil e quando meus batimentos ficaram ritmados e não pensava mais nela, assim que pisei na sala, Scott veio me questionar, com um tom malisioso.

"Parece que o jantar ontem foi ótimo?!”

 O ignorei e me concentrei na apresentação.

Ainda bem que tudo correu como planejado, consegui fazer a demonstração do edifício residencial e o mais importante, como o sistema de placas solares iria agir retendo a luz solar, transformando-a em energia. 

Simplesmente perfeito! 

O resto da semana seria apenas pensando na minha festa de formatura.

Finalmente!

Às duas da tarde e faltando um pouco mais de uma hora para ir para a minha entrevista, resolvo ir embora. Era hora de "enfrentar" Felix e o seu interrogatório, fugi dele quando a apresentação terminou e também na hora do almoço. Peguei um Uber e, tendo ignorado o meu celular durante toda a manhã, o ligo, como era esperado tinha várias ligações e mensagens do Felix e dos meus pais também.

Uma delas dizia.

Vc escapou duas vezes, Cosima. Na próxima vc não terá chance. 

O celular tocou, era ele, o ignorei mais um pouco, já estava mesmo chegando em casa ele poderiam esperar mais um pouco para me atormentar.

Embora fosse me livrar rápido dele por ter que ir a entrevista.

Então o celular apitou, indicando que havia recebido um e-mail. 

Srta. Niehaus ouve um imprevisto e sua entrevista foi reagendada para amanhã às 09h00min.

Construtora Müller.  

Suspirei, teria que enfrentar meu amigo durante todo o resto do dia, tão cedo ele não largaria do meu pé para saber o que conteceu no jantar. Óbvio que o deixarei curioso, embora aquela mente maliciosa vá, ou, já deva estar imaginando o que possa ter acontecido.

Claro que ele nunca saberia a verdade.

Mas seria impossível esconder que aconteceu algo, quando ele tocasse no assunto a satisfação em meu rosto me entregaria.

Maldita Delphine!

Maldita boca, malditas mãos...

Como aquela mulher sabia usar tudo isso. Sabia usar tão bem que apenas me beijando e acariciando os meus seios ela foi capaz de me fazer gozar. E me levou ao orgasmo seis vezes, cada um mais delicioso que o outro.  

Tentei afastar da minha mente a sensação do toque dela. Já estava ficando excitada. Murmurei, novamente.

—Maldita Delphine.

E para piorar, a noite foi exatamente como ela prometeu que seria.

Inesquecível!

O Carro parou em frente ao meu prédio, resolvi adiar o interrogatório e segui para o parque Golden Gate.

*****

Depois de enrolar bastante para voltar, eu cheguei em casa por volta das 20h00min, estava cansada e tudo o que eu queria era tomar um longo banho e cair na cama. Mas sentia que isso seria adiado um pouco. Respirei fundo quando coloquei a chave na fechadura, tentando não fazer barulho eu abri a porta, Felix e meus pais assistiam a um filme e conversavam, assim que notaram a minha presença ambos me encararam.

Fe estreitou o olhar e comentou.

—Olha só quem resolveu voltar para casa. —revirei os olhos, fazendo-o sorri. Brincou mais vez. —Por que estava fugindo Cosima?

—Não estava fugindo.  

Minha mãe veio ao meu encontro e sua expressão era indecifrável. O que me deixou confusa. E quando falou, seu tom era de raiva.

—Que história é essa de você passar a noite na casa da Delphine? —ergueu as sobrancelhas, cruzou os braços e esperou uma resposta. —Vamos Cosima. O que aconteceu?

Enquanto encarava Fe, que segurava o riso, foi a vez do meu pai me dar sermão. Ele parecia mais calmo.

—O jantar foi na casa dela? Esse não era...

—Você contou para eles? —O interrompi. E lancei um olhar ameaçador para Felix. 

Minha mãe bufou e mostrando o tablet, falou.

—Ele não disse nada. Vimos a notícia aqui.

Segurei o tablet e uma foto minha com Delphine na noite anterior que dizia: Depois de "comprar" a Jovem Cosima no leilão, a misteriosa Dra. Cormier a leva para sua casa.  

Na segunda foto, de hoje, enquando saiamos de sua casa hoje, dizia:

Parece que a noite não ficou só no jantar. Será que finalmente veremos a Dra. Cormier em um romance?

Os três me encaravam e a minha reação foi soltar uma gargalhada. Não estava acreditando na intervenção dos dois, eles só podiam ter combinado tudo com o Felix.

—Por que está rindo? —Dona Siobhan não achou nada engraçado. Sua expressão me fez ficar seria. —Estamos falando sério.

—Por que tanta drama por eu ter jantado —enfatizei, para que eles não duvidassem. —, na casa dela?! Não vi nenhum papel que dissesse que não poderia.

—E por que passou a noite na casa dela? —Meu pai quis saber.

—Meu Deus! Eu não sou uma criança. Muito menos uma boba. —Os três me seguiram até a sala. Deixei meu corpo cair no sofá. —Por que estão agindo assim, no dia do leilão e ontem, vocês não viram problema por eu ir jantar com ela.

—Por que seria só um jantar e em um restaurante.

—Foi apenas uma jantar. —menti. Dei uma desculpa qualquer. —Só dormi na casa dela porque ficou tarde, havíamos bebido... Vocês queriam que ela dirigisse tendo bebido?

Os dois balançaram a cabeça, negando, pareceram acreditar já Fe, esse não acreditou, mas ficou calado, me encarando com o olhar serrado.

—Bom. Boa noite para vocês, eu vou dormir. —Dei um beijo nos três. —Minha entrevista foi mudada para amanhã cedo.

Depois de um abraço a três, os dois falaram juntos.

—Boa noite filha.

—Vamos deixar você em paz.

Meu pai segurou a mão de sua amada, se despediu de mim e do meu amigo e foram embora. No momento que a porta foi fechada, Fe veio até mim e segurou meu rosto.

—Como você é mentirosa! —falou em um tom brincalhão. Sorri, incapaz de esconder a minha travessura. —E então, só para me confirmar, foi bom?

Resolvi alegrá-lo. E, como ele disse, só iria confirmar.

—Sim, foi maravilhoso.

Se abanando, ele gritou. 

—Ah. Meu. Deus. Eu sabia! —Sussurrou. —Essa Delphine é um perigo. E você está caidinha. 

—Foi apenas uma noite, Fe. Apenas isso.

Disse e fui para meu quarto, deixando Felix boquiaberto.

No quarto, antes de ir para o banho, peguei o cachecol e pendurei na cabeceira da cama. O cheiro dela estava lá.

E em meu corpo, as marcas das mãos dela.

Não havia reparado nelas pela manhã.

Sorrindo, tomei meu banho, imaginando que a água que deslizava em meu era as mãos dela.

Apenas me enxuguei e sem roupa, caiu na cama.

Meu último pensamento foi à lembrança dela sussurrando boa noite para mim.          


Notas Finais


Próximo terá um pouco mais sobre Delphine.
Bjusssss.


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