História Karma's gonna come colect your debt - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 4
Palavras 1.238
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Expulsa?!?!


Fanfic / Fanfiction Karma's gonna come colect your debt - Capítulo 1 - Expulsa?!?!

"Você está bem minha flor? Alguém te machucou?"

Ouço uma voz doce e suave ecoando por uma sala escura e vazia.

"Você sabe o que acontece com quem tenta te ferir, não é?"

A tal voz se cala por um momento e consigo escutar uma lâmina, provavelmente de uma faca, sendo retirada e meu corpo se arrepia com o som.

"Nós ferimos eles também"

De repente ouço gargalhadas e abro meus olhos. Ufa, estava no meu quarto, mais precisamente deitada em minha cama. Olho para o despertador ao meu lado e vejo que são 3:50 da manhã, hora de tomar meu remédio.

Desci as escadas com cuidado, pois ainda estava meio sonolenta. Chego na cozinha e vejo meus remédios sobre o balcão e ao lado um copo de água. Tenho que agradecer a Saki por cuidar tão bem de mim... Saki é uma de minhas empregadas, porém o que diferencia ela das demais é o fato dela saber sobre meu segredo e me ajudar com isso. Tenho alguns problemas psicológicos, mas não posso deixar que ninguém saiba, principalmente meus pais, eles achariam que eu seria motivo de desonra para a família, já que nossa família é tão bem financiada e temos tudo, bem... Quase tudo. As únicas pessoas que sabem do meu segredo são a Saki e a minha psiquiatra, claro. 

Quando ia ingerir o comprimido, escuto de novo a mesma voz.

"Eu não entendo o porque você quer se livrar de mim, eu faço parte de você, você não sobrevive sem mim, somos uma só"

- Eu sei que não somos uma só, e eu vou me livrar de você, só preciso de tempo.

Não podia falar muito alto para não acordar ninguém ou suspeitarem que eu estou acordada. Engoli o comprimido e a voz se calou novamente, ela tem medo disso, medo de desaparecer, mas talvez possa estar com um mal pressentimento.

Voltei para o meu quarto e esperei que o despertador me acordasse às 7:00 para que eu pudesse me arrumar para a escola. Assim que meu despertador me acorda novamente, visto minha roupa e desci para tomar meu café da manhã. Meus pais só ficam em casa enquanto estou no colégio, fora esse horário eles vivem no trabalho, então só os vejo no café da manhã.

- Bom dia filha - minha mãe me recebe com um abraço e volta a ler sua revista enquanto toma seu chá.

- Bom dia mãe, bom dia pai - olho para mesa onde meu pai esta tomando café enquanto mexe em seu notebook, acho que ele nem viu que eu havia chegado.

- Ah, perdão, estava ocupado - como sempre não é? - Bom dia - e novamente se direciona ao notebook ignorando qualquer um que passasse.

Me sentei a mesa e a empregada veio servir o resto. Olhei para os lados e não avistei Saki, acho que está arrumando os quartos, sinto falta dela aqui. Ela que me cria praticamente, então ela é minha responsável de algum modo, as vezes a presença dela me fazia falta.

Me levantei da mesa quando acabei de comer e fui em direção a porta, onde o motorista me esperava. Eu gostava disso, assim eu poderia me distrair com a paisagem e o carro balançando, de algum modo isso me relaxava. O carro para e o motorista sai do carro e abre a porta para mim.

- Obrigada, mas não precisa fazer isso, não quero que desperdice seu tempo abrindo uma porta, coisa que eu posso fazer - ele assentiu mas parecia confuso

- Claro, mas esse é meu trabalho - ele  volta para o carro, se despede e vai indo embora.

Paro em frente ao portão da escola "isso está estranho, estou com um mau pressentimento, acho que deve ser coisa da minha cabeça, ou talvez alguem da minha cabeça" - pensei - "poderia parar de me fazer sentir isso? Agradeceria se você pudesse me deixar em paz pelo menos alguns minutos" - não houve resposta, então achei que ela podeira estar "dormindo" ou algo do tipo, talvez esse pressentimento seja meu mesmo. Respirei fundo e entre, quando dei o primeiro passo senti meu corpo tremer todo e enfraquecer, parecia que eu iria cair. Do nada me senti estranha e voltei ao normal, será que isso é o mau pressentimento? Eu pensei em ignorar isso e entrei, parecia que todos estavam me olhando, "tenho que parecer normal" - repeti isso várias vezes em minha cabeça até chegar na sala de aula.

Entrei na sala e senti aquilo novamente, me levantei para pedir ao professor que me deixasse ir a enfermaria e antes que isso acontecesse eu me senti fraca e cai, minha mente parecia ter tomado o controle sobre mim. 

"Como eu queria que você me desse valor, eu só quero te proteger, mas você não aceita. Você é ingênua, mas vamos mudar isso logo, tome o controle quando acordar"

Senti que havia recuperado a consciência e abro meus olhos, quando minha visão se recuperou percebi que estava em uma maca da enfermaria. Levantei meu corpo e minha cabeça estava girando, olhei para o lado e estava sozinha. Tentei me levantar mas ainda estava fraca "o que será que aconteceu?" - não conseguia pensar direito, só repetia isso, até lembrar de algo antes de desmaiar - "não pode ser, a voz, ah não, aconteceu alguma coisa".

"Você está bem? É só uma dor passageira, logo passa" 

- O que você fez? - estava com medo da resposta.

"Nada que você não faria anjo" 

Nesse momento eu havia levantado em um pulo, corri para frente do espelho para ver se tinha algo comigo, nesse momento vi que em meu uniforme tinha algumas gotas de algo vermelho.

- O que é isso? Não me diga que.. - fui interrompida pela porta que havia se aberto, dando passagem para a enfermeira, um policial e o diretor da escola. O policial abriu a boca indicando que iria falar, mas o interrompi - O que eu fiz? - perguntei em desespero.

- Você não se lembra? - a enfermeira se pronunciou olhando para o diretor. Eles se encararam por um tempo até que o policial finalmente fala.

- Você está expulsa da escola - senti que iria cair novamente, expulsa?

- E-expulsa?? Como? Por que? Alguem me explica o que esta acontecendo? - a enfermeira abaixou a cabeça e pude ver o olhar preocupado do diretor.

- Apenas pegue suas coisas e saia da escola, me desculpe pelo o que aconteceu, mas não poderá voltar a escola - o policial se retirou da sala seguido pelo diretor, enquanto a enfermeira se aproximou de mim.

- Não se lembra de nada do que aconteceu? - ela se sentou na cama e eu me sentei ao lado dela.

- N-não, estou mesmo expulsa? - olhei para ela e ela assentiu levemente. Me levantei e sai correndo até a sala, peguei minhas coisas e corri para fora da escola.

- O que caralhas você me fez fazer? - sentei na calçada e comecei a chorar.

"Não chore, você esta segura agora, eu fiz o que foi preciso, agora tudo vai ficar bem"

Fiquei 20 minutos chorando sem saber o que havia feito, fui expulsa por uma coisa que eu nem sequer sei o que fiz, e que não fui eu que fiz. O que será que vão pensar de mim agora? Meus pais vão descobrir que eu tenho algum problema? Me levantei e fui andando até minha casa, o caminho inteiro olhando para meu uniforme sujo. O que foi que eu fiz? 

- Olha o que você me fez fazer...








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