História Killer Queen - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Coroas, Hentai, Killer Queen, Naruto, Policial, Romance, Sasusaku, Seal
Visualizações 1.115
Palavras 8.000
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Josei, Policial, Romance e Novela, Seinen, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Acharam q Mamis nao rebolaria hj nea? Aproveitem bbs q o próximo é pa acabar a alegria heheh. Gif feito pela minha bolinho preferido Nineeeee 💕💕

Capítulo 16 - Rainha Sitiada


Fanfic / Fanfiction Killer Queen - Capítulo 16 - Rainha Sitiada

Sasuke despertou com batidas leves e insistentes na porta, se remexeu na cama, sentindo uma dorzinha deliciosa no corpo, fruto de atividades prazerosas e bem intensas.

Tateou o colchão percebendo-o vazio e xingou, se levantando, catando a calça, vestiu-a e seguiu para a porta vendo que era bem cedo ainda, entreabriu a porta e se deparou com a mesma empregada, piscou sonolento e Gibs adentrou a porta latindo empolgadamente.

— Oi, parceiro...- Comentou, sendo bem ignorado. Não poderia reclamar, largou o colega por uma boceta, isso era uma grande filhadaputagem...

Deu atenção para a empregada que avisou que haveria um café especial pela manhã, além do ensaio do casamento e mais um monte de coisas de rico que ele achava ter se livrado depois que saiu de casa.

Concordou, perguntando apenas se Sakura já havia decido, mas a mulher negou e se retirou.

Ele esfregou a nuca, e seguiu para o banheiro, parou vendo Gibson fuçando algo embaixo da cama, ele se afastou com um sutiã verde entre os dentes e o encarou como se dissesse: “Aqui, a prova da sua infidelidade, caralho”.

— Vou te dar um bifão, prometo. – Declarou, voltando a seguiu ao banheiro. — E para de amolar, aposto que estava cercando a frufruzinha enquanto eu distraía a mamãe dela. Não tenho culpa se faturei melhor.

Tomou um banho rápido, e se vestiu dando uma espiada na janela e vendo algumas pessoas passeando pelo lugar bem vestidos como que para um evento diurno.

Apesar de já ter previsto e trago algumas roupas “decentes”, ainda estava aborrecido de descer, preferia ter despertado com uma boa chupada, poderia não impedir de aturar o evento, mas seria um ótimo incentivo.

Vestiu uma calça de tom claro, mocassim de couro, uma camisa de botões branca, e um blazer mais despojado num tom queimado. Escovou o cabelo com os dedos já sem muita paciência e pegou o perfume.

Olhou para Gibson, deitado na poltrona, preguiçosamente e riu.

— Vem cá, meu garoto. Vem. – Estalou os dedos e ele veio se sentando a sua frente, Sasuke se abaixou afagando seu pelo, e dando uma breve penteada, arrumou a coleira no lugar, e borrifou do próprio perfume nele. — Vamos lá, tem que ficar apresentável, vai que aparece um rabinho gostoso e mais fácil pra você? – Se levantou deixando o perfume e pensando em o levar pela coleira, mas, Gibs era um cão disciplinado, e obedeceria aos comandos certos.

Então apenas saiu o mandando manter o passo junto de si e bateu na porta do quarto de Sakura, entrou até porque não era como se houvesse algo que não poderia ver.

A primeira coisa que viu no aposento, foram as muitas roupas na cama, inclusive peças íntimas, e Augustine deitada sobre o sofá, usava uma coleira azul céu e fitinhas da mesma cor sobre as orelhas felpudas. Ela estava uma gracinha e nem precisava ser da mesma espécie para perceber.

Gibson se aproximou todo serelepe pra cima dela, e Sasuke revirou os olhos ouvindo a cadela o rejeitar.

— Qual é, seja menos metida. – Reclamou, ela rosnou até pra ele. Não ameaçou raspar ela de forma bem feia porque Sakura saiu do banheiro, ajustando um chapéu lilás na cabeça. Um vestido formal mas fodidamente apertado agarrava-se desde suas coxas, ancas e barriga até os seios dentro de delicados bojos. Era um tecido suavemente brilhante, como cetim, costurado como que em faixas. A barra roçava pouco abaixo de suas coxas, e suas pernas estavam envolvidas em meias quase transparentes, os saltos eram da mesma cor do vestido, e seu batom era rosa e suave.

Ela parou ajeitando a aba do chapéu e o pedaço de véu branco que também o compunha de lado, e o fitou de cima abaixo, parecendo bem surpresa.

Talvez ele estivesse visivelmente babando?

— Whoah, e não é que está apresentável? – Comentou, e se aproximou, tocando seus ombros, e depois o cabelo. — Não sabe o que é pente? Mas que seja, não sei sobre esse blazer...- Tocou a peça, analisando, ele puxou seu quadril, apenas mais abobado com como o tecido envolvia suas ancas bem, apertado mas provavelmente bem espesso, se não, ele não acharia possível que estivesse de calcinha.

— Você está de calcinha? – Sakura piscou surpresa, e por fim fez uma careta.

— Bom dia pra você também.

— Não foi o que eu quis dizer, espera, foi, em parte? Quer dizer, posso foder você nesse vestido?

— Ah, ficou bom? Não é minha cor favorita, mas...

— Que parte do “Posso foder você nesse vestido?” você não entendeu? – Sasuke beijou sua boca, o batom tinha cheiro e sabor de alguma frutinha, Sakura não se importou de retribuir, e ele afagou suas coxas, subindo a barra do vestido.

Até ouvirem Augustine protestar.

— Pelo amor de deus, Augustine, vai trepar com o Gibs. – Sasuke pediu, Sakura revirou os olhos. E voltou a se atentar ao blazer dele.

— Não podemos nos atrasar, então vamos logo. – Ela cantarolou indo até o espelho e se curvando para retocar o batom e rever a posição do chapéu.

Ele decidiu que a foderia neste vestido.

— Posso saber o motivo da produção toda?

­— Pra você me foder neste vestido. – Sakura riu. Ele se sentou na cama dela, pegando uma calcinha preta e analisando.

— Apesar da minha tremenda performance ontem, duvido muito que você esteja tão caída pelo meu pau a esse ponto.

— Acertou!

— Vaca.

— Veja só, a família toda está aí, e eu estaria mentindo se dissesse que gosto deles mais do que dos meus adoráveis babacas irmãos ou minha irmãzinha santa, então como não estou afim de ficar por baixo...

— Você realmente não gosta muito. – Ele caçoou, embora estivesse com saudades até. — Aliás, cheguei a uma conclusão sobre sua performance.

Sakura deu de ombros pegando um perfume de vidro pequeno e delicado, borrifando em si, depois borrifou em Augustine que havia se aproximado querendo atenção, e a repetição da cena o deixou momentaneamente distraído.

— Fui espetacular, eu sei. – Ela declarou, ele revirou os olhos, olhando um sutiã amarelo e achando bem bonito até.

— Na verdade concluí, que foi tão bom só porque nunca tinha comido uma boceta sem capa. – Sakura se voltou para ele e o encarou com os olhos estreitos de incredulidade. Sasuke atirou o sutiã dela para trás, e deu de ombros. A mulher pousou as mãos nos quadris fartos e seguiu até ele, sobre os saltos, parou a sua frente e ergueu o pé, pondo-o sobre o colchão entre as pernas dele. O vestido subiu o bastante para a respiração dele travar ao ver uma pista das cintas presas à barra das meias 7/8, e um pouco da calcinha que parecia ser branca.

— Oh, sim? Teve tanta diferença pra você? Como se sentiu? Um virgem de novo, foi? – Sakura desdenhou.

Sasuke afagou sua canela e joelho, beijou, acariciando a coxa.

Teve uma puta diferença, estava tão excitado que ignorou completamente a segurança, e se perdeu na sensação do interior dela, tão quente, molhado, deliciosamente sufocante. Intenso, até picante. Tão Sakura.

— Um virgem? Não é pra tanto, okay? Mas foi diferente e legal por isso.

— Oh, então você quer dizer que eu não sou tão gostosa com camisinha?

— Algo assim...? – De fato ele começava a pensar se era uma boa ideia provocar o ego dela.

Sakura poderia decidir tranquilamente por o deixar na seca o resto da semana.

Claro que ele poderia se arranjar com alguma convidada solteira, mas ele sabia quando queria algo e somente aquilo.

Sakura ergueu um pouco a ponta do salto, e o afundou lentamente contra o meio das calças dele, o fez travar o maxilar e encara-la cerrando a boca.

Se inclinou na direção dele, e o encarou com aquele olhar de rainha fria que ele conhecia a anos.

— Melhor ter trago bastante camisinha caso não queria morrer na seca, seu poço de DST. – Ordenou, por fim se afastando e seguindo para a porta.

Sasuke massageou o camarada de baixo apenas pra ter certeza de que ele estava bem e se levantou, aborrecido.

— Humpf, porque a preocupação agora? Já é tarde você também é um poço de DST, queridinha.

— Sem boquete. – Ela decretou, saindo.

Sasuke a seguiu imediatamente junto dos dois cães.

— Aí, sem boquete é sacanagem. – Reclamou, inconformado. — Sakura, eu só tava brincando.

— Azar o seu.

— Vai ficar sem também.

— Como se você resistisse. - Sakura se gabou.

Sasuke amaldiçoou a própria boca, tanto por adorar beber daquela boceta arrogante, quanto por ter externado isso noite passada.

Os dois desceram as escadas, ele aborrecido, e ela mais metida que o usual.

Seguiram para a cozinha onde só haviam empregados apressando-se para cuidar do café da manhã.

Saíram pela varanda e encontraram algumas mesas de acampamento espalhadas pelo gramado próximo ao rio, algumas crianças brincavam e adultos conversavam servidos de sucos ou mesmo xícaras de café.

Sakura passeou até uma das mesas, e pescou um cockie abarrotado de gotas de chocolate enquanto ele, torceu para que o café não estivesse doce demais, servindo um pouco numa xícara.

— Até que esse clima rústico é bem legal, tipo, campo e tal, apesar que ainda prefiro praia. – Comentou, se apoiando na mesa e provando do café.

— Idem. – Ela disse, catando as gotas de chocolate para comer primeiro.

— Doce demais, puta merda. – Sasuke resmungou, abandonando a xícara ainda pela metade, ela vibrou os ombros numa breve risada.

— Vou avisar a Lídia que o café doce dela não te conquistou.

— Ela vai fazer um amargo pra mim?

— Conhecendo ela? Vai te entupir de bolo de chocolate.

— Então vou ter que decepcionar ela mais um pouco.

Ele até comia bolo, mas não fazia muita questão.

— Ah, isso me lembra, vai ser aniversário do pirralho do Naruto daqui umas semanas, então...

— Aniversário? De criança? – Ela proferiu como se estivesse dizendo algo sobre jantar com aliens.

Não que pra ele não fosse a mesma coisa.

Era comum ver os amigos de sua idade já com filhos até mesmo adolescentes, Naruto  demorou para se pendurar, mas foi logo numa belezoca como Hinata, que era quase dez anos mais nova, mas em maturidade superava ele e o idiota do Uzumaki juntos.

No entanto, Sasuke mantinha certa distância, de preferência, não ia mais tanto na casa dele, talvez até fosse mais se Boruto não fosse provavelmente o anticristo, e Himawari um capetinha babão.

No entanto, sempre tentava o arrastar para uma noitada no bar, e tinha o pressentimento de que por isso, não era o amigo do marido, que Hinata mais gostava, no entanto, ela sempre seria amável.

— Eu sei. – Avisou. — Mas ele é meu amigo, e se eu puder evitar passar pelo purgatório sozinho, quero levar você.

— Tá me sacaneando? Me leva pra foder no bingo de um asilo, mas pra uma casa cheia de crianças não, caralho.

— Podemos fazer os dois e comparar.

— Se foder, filho da puta.

Os dois notaram a aproximação de algumas pessoas e se calaram, cumprimentaram e Sakura o apresentou como colega de trabalho, Sasuke sentiu que talvez até conheceria um ou outro rosto se fosse mais ativo nos eventos de família, pois seu sobrenome foi lembrando com bastante familiaridade, um casal inclusive elogiou o trabalho da empresa na escolha de sua casa.

Ele nunca teve realmente problemas para socializar, apenas não gostava de fazer mesmo. Entre cada sessão de cumprimento e conversas, ele voltava a enchê-la para que o acompanhasse para a festinha de Boruto.

Ficou realmente afim de vê-la interagir com crianças.

Sakura era aquele tipo de mulher que parecia ter nascido sem o tal “instinto de maternidade” quando se olhava de primeira, ou que caso fosse, seria uma daquelas mães controladoras que davam medo.

Baixou os olhos encarando seu traseiro apertado e suspirou.

Ou uma daquelas mães que os amigos do filho dedicavam uma baita punheta e um longo histórico de vídeos pornô que começavam com MILF, no computador.

— Você dava uma mãe do caralho. – Acabou soltando, Sakura o fitou de lado apertando o cenho todo, fez uma careta como se ele fosse um alien pedindo pra reproduzir com ela, e se afastou.

Sasuke bufou se sentindo ridículo, por isso sempre se mantinha longe dessas questões familiares, não tinha qualquer tato.

Passeou pelo ambiente já meio enjoado de toda aquela atmosfera festiva e romântica. Não dava para ser tudo doce e meloso apenas no dia do casamento?

Sakura fazia uma careta de “alguém me dá um tiro” sempre que podia, e engolia um grande gole do que quer que estivesse em suas mãos. Obviamente e infelizmente, nenhuma bebida alcóolica foi servida àquela hora da manhã.

Ele nunca quis tanto um trago de algo forte, já estavam todos indo para a mesa organizada para o café, buscou Sakura, até porque não era como se fosse querer sentar com outra pessoa, até achou umas dondocas solteiras aqui e ali, mas eram novas como Elizabeth, provavelmente do convívio e círculo de amigos dela, então ele passava.

E bolinar as coxas de Sakura durante o café era bem mais apetitoso ao seu ver, avistou Augustine e Gibson entretendo-se no campo junto com várias crianças, perto do lago e riu um pouco, Sakura daria piti de ver a cadela toda despenteada rolando na grama.

Achou-a parada perto de uma mesa menor, os braços cruzados encarando para baixo, onde ele enfim notou um senhorzinho de pelo menos oitenta anos, numa cadeira de rodas, ele vestia-se como um velho general, uniforme verde escuro, e dezenas de medalhas e medalhas presas sob o peito e ombros já franzinos.

— E que história é essa de estar morando em algum barraco de subúrbio? Trabalhando numa delegacia vagabunda? Alguém na sua patente deveria estar trabalhando numa secretaria importante, e o curso de medicina? Você deveria ter continuado com a medicina, não ido pras forças especiais, isso é coisa pros seus irmãos fazerem! Disse isso pro idiota do seu pai e ele simplesmente ignorou! Por isso esta família está assim! – Ele resmungava, rabugento, e Sakura apenas manteve a atenção ouvindo-o.

— Tudo bem aqui? - Sasuke disse, não conseguindo evitar dar uma encarada dura no velho, que o fitou como se fosse socar lhe as bolas, bem, não era como se ele pudesse alcançar mais alto.

— Nada de mais, apenas estou tentando cumprimentar meu avô, Eduard. – Sakura deu de ombros. E por fim se curvou na direção do avô, sorrindo. — Bom te ver também, vovô Ed.

Sasuke inevitavelmente olhou para aquele belo traseiro empinado, naquele belo vestido que gostava mais a cada segundo.

O velho soltou algum impropério, e por fim suspirou, erguendo a mão e apertando seu nariz suavemente.

— Desculpe, minha bonequinha, é bom te ver também.

— Finalmente!

— Mas quem é esse pedaço de merda que você trouxe e que não para de encarar seu traseiro? Rapaz, já levou um tiro de rifle? – Sakura se ergueu e encarou Sasuke, enfadonhamente, e ele apenas virou a cara.

— Só estava verificando a costura. Prazer, Sasuke Uchiha.

— Sasuke o quê?!

— Uchiha.

— Hã?!

— Ele agora é surdo? – Sasuke resmungou, Sakura revirou os olhos e contornou a cadeira, começando a empurra-la.

— Vamos nos sentar, vovô.

— É Uchiba?

— É tipo isso, Sr. Eugenie. – Sasuke rebateu.

— Eugenie o seu rabo, saco de merda, é Eduard!

E o quê? Edmond?

— Onde está o meu rifle?!

— Sasuke, saco de merda, cala a boca. E vovô, esqueceu que tomamos o seu rifle quando tentou atirar no tio Denny?

— Se tivessem me deixado atirar nele, estaria um homem feito, ainda que sem metade do rabo! Agora o que ele é? Um projeto de eremita ou sei lá o quê!

— Tio Denny, deixou o exército pra ir pra a Mongólia virar monge. – Sakura esclareceu para Sasuke, baixinho.

— Ah...

— Ele até que fica bem, careca. – Ela riu.

— Você não, por causa dessa testa enorme. – Sasuke provocou.

— Vovô Ed não tem acesso aos rifles, mas eu tenho. – Ela o alertou. — E vovô Ed, o senhor finalmente parou de fugir do asilo? – Indagou.

— Que fugir o quê? Eduard Haruno não foge de nada! Eu tenho direito de ir e vir como todo cidadão dessa porcaria de país! Essa merda não estaria de pé desde Pearl Harbor se não fosse por mim, malditos japoneses!

— Vovô, para de xingar, sabe que deixa a Delilah nervosa. – Sakura ciciou, embora não se importasse realmente, o instalou na mesa, Sasuke tirou uma cadeira para que a dele se encaixasse ali.

— Que se dane esta porra toda, Delilah fica nervosa com tudo, preferia a sua mãe, era uma cadela, mas pelo menos tinha alguma fibra para esta família, humpf! – Ele bufou, deixando o chapéu ao lado do prato, ainda tinha bastante cabelo, apesar do início de calvície.

— Okay, okay. – Sakura suspirou, ignorando o olhar curioso de Sasuke, sentou ao lado do avô e Sasuke ao seu lado.

— Onde está Lídia? Lídia! Mulher traga a minha dentadura!

Lídia se aproximou sorrindo bem-humorada.

— O senhor já a está usandooo. – Ela cantarolou, deixando um copo com água ao lado, e se afastando.

— Ah, saco. – O velho arengou, por fim enfiando a mão na boca e retirando uma arcada inteira de dentes a qual largou dentro do copo.

Sakura fez uma leve careta, mas já estava mais que a acostumada a ver isso, inclusive em suas travessuras, já vitimara essa dentadura, a enterrando no quintal e Sasuke girou na cadeira, contendo um acesso de vômito, que a fez rir e bater em suas costas.

— Qual é, achei que fosse mais durão, hahaha.

Ele se ajeitou no lugar, absolutamente se recusando a olhar para aquele copo.

— Eu vou pedir ressarcimento quando fomos embora. – Avisou.

— Te passo o número da minha terapeuta. – Ela piscou, e então ele sentiu sua mão passear calmamente pela coxa próximo a virilha e a encarou, desconfiado. — E quem sabe eu te recompense também. – Concluiu, com um ronrono rouco que o arrepiou de desejo.

Que mulher.

Era tudo o que sua mente ecoava no momento.

Ele nunca havia pensado muito numa escala, algo como um ranking de tesão, sobre quais mulheres conseguiam deixá-lo duro em menos tempo.

Mas seja por falta de memória, ou apenas por que não queria admitir facilmente, Sakura estava, atualmente, na porra do topo.

Agora ele só queria que ela fosse uma menina má e brincasse com ele por baixo da mesa, mas esse não era o acordo, ela deveria ser perfeita ali, diante a família.

Logo Elizabeth chegou acompanhada de seu príncipe encantado e dos pais, Delilah sorria tanto que parecia um pouco assustador.

— Credo, ela está só o puro botox...- Sakura ciciou, ele não ia comentar pra não parecer fofoqueiro, mas...

— Fofoqueira. – Provocou, Sakura estalou a língua, pouco se importando, de fato.

— Você também reparou. – Devolveu, e Sasuke nem disse nada pra não se acusar mais.

Delilah começou seu discurso frufru de como estava feliz em ter toda a família e amigos juntos, da alegria de casar uma filha pela primeira vez, dos preparativos, e ele não conseguiu não se sentir incomodado com aquilo tudo, era como uma maquiagem sendo passada sobre as manchas, uma máscara.

Não estava habituado a isso, talvez fosse só a implicância que preconcebera contra os Haruno apenas de ver como Sakura tinha que lidar com as feridas e como ainda sucumbia a elas. Ou talvez não fossem tão felizes assim mesmo, e ele sentisse a superficialidade disso de longe, e visse como era diferente em relação a própria família que mesmo havendo passado por alguns percalços difíceis, continuava unida, irreverente a seu próprio estilo seja longe ou perto de estranhos.

Ao fim de tanta falação, ele ficou agradecido de os dois casais sentarem noutra mesa, não estava realmente afim de ficar cara a cara com Kizashi tão cedo, ainda queria quebrar sua fuça e havia passado quase a noite toda entre as coxas da filha dele. Não era muito legal.

Os irmãos de Sakura fizeram o favor de se manter longe também, comendo em outras mesas com alguns amigos que aliás, não tiravam os olhos de Sakura, cochichando entre si.

— Parece que a rainha está cheia de fãs. – Cochichou pra ela que estava ocupada atendendo aos resmungos do avô.

— Hum?

— Na mesa, com seus irmãos. – Ela olhou de lado e bufou.

— Prefiro uma nova DST do que esses almofadinhas.

— Parecem bem o modelo Hidan. – Sasuke ironizou, embora entre eles houvesse uns dois com cortes militares.

Sakura deu de ombros e pegou a taça.

— Já vimos até onde se vai com essa edição, dispenso.

Ele riu suavemente, e Sakura cruzou as pernas observando, meio aborrecida, Augustine se sujando toda de grama e terra.

Faria Sasuke dar banho nela por deixar seu vira-lata influenciá-la mal. Olhou para o lado e quis vomitar, soltando um som enojado e se ajeitando na cadeira.

— Saco, dupla de tias cuzonas se aproximando. – Sasuke olhou por cima da cabeça dela e assistindo duas senhoras se aproximarem.

Elas eram  fodidamente parecidas e com caras de entojo.

— Juro que tento não detestar sua família, mas eles não se ajudam. – Avisou.

— Não posso nem rebater, sei nem de que chocadeira você saiu.

— Shiu.

Tia Constance e tia Verbena eram gêmeas idênticas, uma praga multiplicada, nem todo mundo suportava elas, mas não era como se Sakura pudesse mandar elas irem chupar um pau velho, então fez seu melhor para parecer minimamente satisfeita em revê-las.

Isso se ao menos elas fizessem questão de mostrar que a notavam.

— Tudo bem aqui, papai? – Tia Constance indagou, afagando o ombro do velho, que mastigava uma papa de leite e pão que a própria Sakura fizera em seu prato.

Vovô Ed não apreciava muito usar a dentadura, só quando queria estar apresentável.

— Hum? Que? Constance?! Ah, o que foi?

— Não precisa gritar, papai, não quer sentar em outro lugar? Onde corra mais ar. – Verbena disse.

— Mais ar? Pelo amor de deus, estamos do lado de fora, o que você quer, um tufão? Estou ótimo aqui, quero conversar com a minha netinha, ora.

— Elizabeth nem está aqui papai. – Constance reprimiu, com deboche.

— E quem falou em Liza? Está cega, menina? Diabos, vejo Liza o tempo todo, vive me atormentando lá naquela porcaria de casa de repouso, sempre perco na droga do bingo! Inclusive é bom ela não vir me atrapalhar no de hoje, segurem ela pra lá com suas falações.

— Papai! Desse jeito faz soar como se não gostasse da sua netinha.

— Amo todos eles, mas não muda o fato de que ela é chata pra cacete. – Ele resmungou, Sasuke cuspiu o café de volta na xícara e tossiu, Sakura lhe ofereceu o guardanapo enquanto se mantinha calada, com cara de paisagem, o que só ampliou a cara de desgosto das mulheres.

— Mas papai...

— Mas nada, vão amolar outro, caramba.

Elas engoliram um bolo nas goelas e se retiraram, Sakura afagou o braço do avô sabendo que não poderia deixá-lo se exaltar atoa, enquanto Sasuke apenas confirmava que a língua suja e a rabugice eram de família.

O café transcorreu com tranquilidade, a barulheira começou junto com um bendito bingo de família que até ele teve que participar, Sakura trouxe uma dezena de cartelas e canetas, jogou metade pra ele, se ocupou com as próprias e a ajudar o avô a marcar as dele.

Eram quatro rodadas que valiam bobageiras como um jogo de panelas anti aderentes, um jogo de facas (que quis muito ter ganho, mas não rolou), um vale compras de dois mil dólares numa loja de decoração, e por fim, o prêmio maior, um jogo de bonecas de porcelana daquelas de colecionador, com rostinhos lindos (que lhe deram arrepios) e roupinhas de babado muito detalhistas e delicadas.

Sasuke nunca vira os olhos de Sakura brilharem tanto, e recordou de duas graciosas bonequinhas de porcelana que vira sobre uma das estantes do quarto dela, depois que ela se mudou, uma das poucas coisas que escaparam de sua crise de fúria.

— O quê? Sério mesmo? – Indagou, descrente, ela piscou, desconfortável, se ajeitou na cadeira, voltando a atenção e uma cara emburrada para as cartelas, já não estavam muito crentes de ganharem algo, já era a última rodada, ele só queria tirar o traseiro da cadeira, já estava ficando grudado lá.

— Pelo menos to marcando alguma coisa. – Ela o alfinetou, Sasuke bufou, olhando as cartelas quase em branco, enquanto ela sempre chegava perto de fechar.

Em jogos, preferia xadrez, videogame e pôquer.

— Vou ter mais sorte quando estiver na idade certa pra jogar. – Alfinetou, Sakura revirou os olhos e os dois  riram, e quase tiveram um infarto sincronizado quando Ed bateu na mesa com força e gritou.

— BATI, PORRAAA. – Todo mundo parou e se voltou para eles. — Bati! BATIIII!

— Calma, vovô! Vovô! – Ele pousou a cartela no colo, e deu ré com a cadeira indo até onde a mesa com as bolas contadas estavam, ameaçando atropelar qualquer um que entrasse na frente.

Sakura suspirou, observando com derrota.

— Ele é tão competitivo, ele ao menos lembra que ganhou bonecas?

Sasuke deu de ombros.

— Vai que ele gosta, ué. – Ela riu e aguardaram que conferissem a cartela.

— Fechou! – Tio Brice, marido de Verbena, anunciou, então todo mundo bateu palmas e riu do vovô recebendo a caixa com todas as cinco bonecas com tanta alegria quanto uma criança.

Bem que a mãe dele sempre dizia que ao envelhecermos, voltamos a ser como crianças, Sasuke refletiu.

Eduard, sorriu como se houvesse voltado vencedor de uma batalha, até que procurou a mesa onde esteve, com  os olhos e acenou para Sakura, ela piscou sem entender mas levantou logo.

Sasuke permaneceu no lugar apreciando a vista de suas pernas até ela chegar ao avô em meio a balbúrdia que começou uma vez que o bingo acabou e todo mundo se levantou das mesas.

Sakura conversou com avô que muito autoritário e efusivo, lhe empurrou a caixa de bonecas com todo gosto e disse bem claro que era pra ela.

Sasuke decidiu que pelo menos até agora, valia a pena estar ali acompanhando ela, e isso a fez sorrir. Foi um daqueles sorrisos que pareciam fazer tudo ficar vibrante e caído para si. Ele não poderia desviar nem se quisesse.

*

— Está esquisitamente calado, o que foi? – Sakura indagou, enquanto arrumava algumas roupas na mala, Sasuke suspirou com a cabeça apoiada nos braços dobrados.

— Nada de mais, apenas lembrei que faz tempo que não passo na casa dos meus coroas.

Sakura o fitou de lado, não sabendo se estranhava ele demonstrar ser ligado a família ou ter a cara de pau de ainda chamar os pais de “coroas”, quando vivia reclamando de fazer exercícios tal qual um velho sedentário...

— Pensei que tivesse sido banido do “clã”.

— Hahaha, só dos negócios mesmo, ainda bem, sempre tento comparecer ou minha mãe faz drama, minha cunhada desconta em mim por ter que ser a única a suportar os caprichos da sogra e por aí vai.

— Seu irmão já é casado? Droga, único Uchiha que valia a pena.

— Mas no meu pau você adora sentar né, cadela?

— Alguma qualidade você tem que ter. – Ele bufou e atirou uma almofada nela, Sakura riu e ele se sentiu meio incomodado de constatar que ela e Itachi poderiam combinar bastante, ele era um “modelo Hidan” que prestava, afinal. Almofadinha mas cordial, elegante mas nenhum metrossexual, e definitivamente muito sensível a dor da mulher consigo, jamais deixaria Sakura passar pelo o que passou, e com certeza a teria tirado das mãos do pai dela antes que se machucasse mais em vez de se aproveitar.

Sasuke observou-a dobrar alguns vestidos procurando selecionar algum no qual merecia foder ela. Ainda estava apaixonado pelo vestido lilás e espetacular foda que ele rendeu na sala de jogos do andar de baixo. Que o velho nunca sonhasse que ele montou a filhinha dele sobre sua bela mesa de sinuca.

Se bem que, nem achava que Kizashi realmente se importava com ela, apesar das caras que viram pela manhã.

— Hum, belo vestido esse aí. – Apontou o amarelo que ela segurava, Sakura o fitou desconfiada e então sorriu libidinosamente e se ergueu sobre os joelhos, apertando o tecido contra o corpo, ele já podia imaginar que era o mesmo tipo do outro, apertado e refinado.

— Gostou? Talvez eu use ele amanhã e te leve pra conhecer, hum, quem sabe o escritório?

— Porra, sim, vou adorar essa tour.

— Sei que vai. – Ela riu, dobrando a peça novamente.

— Com direito a cinta-liga? – Sakura revirou os orbes e concordou. — Estou no paraíso.

— Mané.

Ele sentiu o telefone vibrando no bolso, o pegou se deparando com uma mensagem do irmão.

“Você? Em Lancaster, pra um casamento? Desde quando? Não gosta nem de ir nos da família”

“Só estou me aproveitando pra tirar uma folga, até um acampamento hippie serviria, então não se empolgue e nem empolgue a mamãe”.

“Hahaha, okay. Se você diz, mas veja, estive por aí uns dias com Izumi, tem um restaurante de frutos do mar que você iria amar.”

Sasuke até se sentou para focar na conversa, ele amava frutos do mar, quase tanto quanto receitas com tomates.

“Endereço, agora”

Itachi mandou um link do google maps.

“Espero que ela goste, até.”

Ele estreitou o olhar, meio aborrecido. Ele era pior que sua mãe quando queria.

Acessou o link e olhou algumas fotos do local e dos pratos apenas pra se auto torturar, olhou para Sakura que experimentava uns brincos em frente o espelho e suspirou.

— Hey, gostosa? – Ela o fitou já desconfiada da falta do “perua” ou coisa do tipo.

— Que é?

— Hm, gosta frutos do mar?

*

Dois dias depois, Sasuke a observou sair do chuveiro, enrolada em duas toalhas, uma no corpo e outra na cabeça.

Sakura seguiu até uma das malas e o abriu-a procurando alguma coisa pra usar, ele suspirou vendo-a largar a toalha do corpo no chão, e depois apertar a outra na cabeça, e enfim tira-la.

— Hey, perua? – Ela se virou primeiramente, surpresa e então sorriu de lado.

— Hey, malandro? – Rebateu.

Sasuke veio até ela, puxando sua cintura, ela ficou nas pontas dos pés, abraçando seu pescoço. Ele enrolou a língua na dela, espalmou suas costas onde já sabia o lugar de cada manchinha marrom de nascença ou cicatriz e tatuagem. Desceu reconhecendo até onde cada curva terminaria, chegando ao topo do traseiro e acariciando-o.

— Pronta pra começar a tarde? – Indagou, entre os lábios dela, Sakura se estirou toda, como uma gata sob suas mãos, e o encarou com aqueles estupendos olhos verdes brilhando de tesão.

— Já? Nem vou procurar uma roupa então. – Ele riu suavemente, e puxou seus lábios entre os dentes.

— Vamos sair sim, vou te levar no restaurante de frutos do mar que comentei, certo?

— Uhum... – Ela resmungou, mordiscando seu queixo. Por ela, eles iriam noutro dia, por mais que não que se importasse de ficar longe da atmosfera tóxica daquela casa.

— Mas, eu não me importo de comer uma sereia antes do almoço.

— Eu sei que não.

— Então porque você não vai ali e se vira pra mim, hm? – Sakura deu-lhe um longo selinho e se afastou, indo em direção a poltrona próxima da entrada da sacada.

Sasuke a acompanhou de perto, suas mãos tocando-a suavemente e guiando-a.

— Isso, sobre os joelhos, majestade. – Ela subiu fazendo isso, Sasuke empurrou a ereção contra sua bunda e ela se apoiou no encosto, arqueando a coluna e mexendo o traseiro para ele.

Ele se abaixou, beijando suas coxas até o topo do globo.

— Mostre o que você tem de gostoso pra mim, cadela. – Ele ciciou, roucamente.

— Eu tenho muitas coisas gostosas pra você, mais do que merece até. – Rebateu ela, mas fez o que ele ofertou, segurando o próprio traseiro e o separando. Sentiu o hálito dele tocar sua intimidade assim como também o ar fresco do ambiente e se arrepiou.

— Que linda, muito linda. – Ele a tocou com o indicador, delicadamente, depois introduzindo o dedo entre as dobras quentes de sua carne, e ela estremeceu. — Está ficando bem molhado aqui.

— Hmmm, sim? Eu não percebi.

— Não? Vai perceber agora. - Sasuke acarinhou seu clitóris, e logo subiu introduzindo o dedo dentro dela e voltando, Sakura soltou o ar e um gemido. — Sente agora, querida?

— Ah, sim, sinto sim, muito, porra.

— Que tal mais um pouco? – Ela sentiu o outro afundar-se e remexeu-se, querendo senti-lo voltar e fazer de novo, mais vezes.

— Sim, eu sinto.

Ele subiu para mais alto, tocou-a noutro ponto sensível, e trouxe-a um arrepio forte e um suspiro.

Sasuke acariciou sua entrada com os dois dedos. Vindo e voltando, depois entrando e saindo.

Sakura segurou-se segurou na poltrona quando ouviu seu zíper, ele rondou mais uma vez sua entrada antes de empurrar o pênis cada vez mais fundo nela.

— Hmm, bem molhada, você sente?

— Eu só sinto seu pau, vadio, me dê mais, quero mais.

Sasuke massageou sua nuca, apoiando a mão em um de seus ombros, empurrou e voltou até quase sair, então se abrigou nela mais uma vez, e Sakura fincou as mãos no estofado quando ele fez um movimento circular no quadril.

Puta merda.

— Gostosa.

Ele empurrou e empurrou nela, a poltrona começou a reclamar com um rangido que apenas a excitou tanto quanto os gemidos roucos dele, em seu ouvido, ela adorava os gemidos dele, a forma como ecoavam no cômodo, e eles realmente fizeram isso acontecer em vários cômodos.

Sasuke agarrou seu cabelo no tronco, apenas as mexas da franja ficaram livres sobre o rosto dela entrando em seus lábios abertos, intensificou as estocadas a um nível quase insano. E ela gritou agora, provavelmente para até quem estivesse lá fora pudesse ouvir.

Caralho, Sakura, sempre acho que vou ter um AVC enquanto te fodo, porra.

Sakura não respondeu, os olhos bem fechados, o quadril balançando e suspiros e gritos escapando da boca mordiscada a cada investida, Sasuke xingou mais uma vez, apoiando uma palma em seu quadril a deslizando pelo estomago dela até encontrar um bolinho duro e firme ansiando atenção.

Aqueles peitinhos o conquistaram, porra.

Sakura arranhou o couro da poltrona e se estirou de encontro a ela sofrendo uma pontada afiada de prazer, apertou a palma dele contra o seio e rebolou grunhindo por mais.

Ele percebeu que não se importaria de morrer enquanto se dedicava a isso.

Além de que, só podia ser grato por Sakura não ter levado a birra de só fazerem sexo com camisinha, ele não estava pronto pra abandonar o prazer que era sentir ela na pele.

Gozou com sofreguidão, empurrando dentro dela até o fim e saboreando a sensação de enchê-la de si, Sakura soltou o ar gemendo com manha e malícia enquanto esfregava o traseiro na pélvis dele, ele a estapeou e apertou seu pescoço, trazendo-o para beijar sua boca e elogiar sua performance, sempre espetacular.

— Preciso de outro banho. – Ela suspirou, ele inspirou e puxou-a junto a si na direção do banheiro, ela resmungou por que ele atrasaria seu banho, bem como fizera noite passada e ela teve que aguentar olhadas sórdidas dos primos, das tias e uma carranca de Kizashi. Sasuke não sabia disfarçar quando estava satisfeito pós-foda.

Mas, como não pretendiam comer em casa mesmo, ela não se importou muito. Depois do banho, secou novamente o cabelo apenas com a toalha e pegou um conjunto de calça pantalona de cintura alta e blusa cropped branco com listras pretas, um par de sandálias e uma bolsa pequena de alça longa, catou os óculos escuros e esperou Sasuke se enfiar de volta nas roupas de antes, o idiota, claro que ele só tomaria banho duas vezes por uma trepada sob o chuveiro.

— Vamos levar as crianças? – Indagou.

— Ah, eu adoraria, mas não aceitam bichos.

— Ué, e como você vai entrar? – Sasuke sorriu falsamente e acertou o traseiro dela enquanto saíam.

— Do mesmo jeito que você, cadelona.

Ela apenas empinou o nariz e seguiu em frente rumo ás escadas, quando desceram, o som chato das crianças e adolescentes da família por parte de Delilah, brigando pelo controle da TV, enchia a sala e da cozinha os adultos tagarelavam, o cheiro de churrasco e cerveja vinha de fora e Sasuke quase quis ficar pra comer lá.

Saíram e Sakura se despediu apenas do avô que implicou de ela sair com Sasuke, então seguiram rumo ao carro.

— Oh, Sakura, onde você vai, mocinha? – Delilah indagou, Sakura se virou contando até três e sorriu.

— Eu vou dar uma volta na cidade com o Sasuke, o pobrezinho não está acostumado ao campo, tadinho. – Sasuke revirou os olhos, ignorando a coçadinha que ela deu em seu queixo como se fazia a um cachorro e sorriu para a mulher.

— Vamos comer num restaurante de frutos do mar que meu irmão recomendou, não devemos demorar, certo?

Delilah parecia muito contrariada, ele não entendia porque fazia tanta questão de demonstrar que gostava de Sakura, era como se tampouco suportasse que ela se mantivesse longe o bastante, ao menos se tratando de estar diante dos outros.

— Oh, tudo bem, só não demore, sim? O casamento já é amanhã e você ainda nem experimentou seu vestido! – Acusou, brincalhona.

Sakura sorriu engolindo a vontade de dizer como só teria o gosto de queimar aquela porcaria que mais parecia um cosplay de roseira, havia visto o vestido de dama logo que chegou e por isso fugiu dele ao máximo.

Era uma coisa de um verde forte demais com rosas bordadas em toda uma manga de tecido transparente, a textura era horrível para um casamento durante o dia nesse puta calor californiano, mas já deveria esperar que o foco estaria apenas em Elizabeth, o vestido dela era lindo, bufante, esvoaçante, um sonho de princesa, enquanto Sakura casou com um modelo exclusivo, no entanto, longe do que sonhara para si, realmente.

Era a cara de Delilah transformar todo o resto em meros itens decorativos e deixar o foco exclusivo em sua amada prole, mas bem, pelo menos não foi só ela que achou aquele vestido ridículo e vira bem o desânimo das outras damas, ela não seria a única a fugir das câmeras de casamento.

— Experimento assim que chegar! Tenho certeza que vai ficar perfeito.

— Ótimo! Então divirtam-seee! – Os dois adentraram o carro, ela fez questão de dirigir.

— É tão feio assim? – Sasuke riu.

— Você está proibido de filmar ou fotografar algo no dia dessa porra de casamento.

— Ah, para.

— Se ainda quiser ter um pinto, já sabe.

— Chata.

O restaurante não era muito dentro da cidade, bem reservado e caro, repleto de aquários com peixes e criaturas exóticas, pegaram uma mesa no terraço, e ostras foram a entrada, Sasuke adorava comidas diferentes, e bastava dizer que era afrodisíaco que ele colocava pra dentro, mas ainda evitava e enjoava de pratos muito gourmet e caros, comida caseira sempre viria em primeiro lugar, já Sakura, era o tipo que experimentava de tudo, desde que fosse bem preparado e higiênico, como era muito exigente com isso, confiava mais no que ela mesma preparava.

— Então, falta menos de um dia, estamos indo bem. – Ele comentou, ela deu de ombros, meio aborrecida e Sasuke sabia porque, o fato de não estarem brigando não mudava que a apatia e indiferença também machucassem, até mais.

Imaginou que seria mais fácil, pra ela entender que só estava ali pra rebater, mas não era, ela ainda tinha a ínfima esperança de se sentir querida, e ela estava tendo a verdade de que nunca seria como Elizabeth o tempo inteiro, a cada retoque das decorações, cada convidado novo ou parente que chegava.

Sasuke se perguntava que tipo de mulher a mãe de Sakura devia ter sido, pra ser tão odiada, um verdadeiro tabu, e para Sakura ter que aturar esse estigma como se fosse a culpada por suas atitudes.

Queria entender melhor a situação, no fundo, sentia que essa crueldade afetava a autoestima dela, que de tanto porem isso na cabeça dela, uma partezinha bem profunda sofria aceitando essa culpa, a mesma parte que queria a aprovação e o amor do pai.

— Não fique tão empolgado, Delilah ainda não fez seu movimento pra me fazer passar por problemática.

— O quê? Acha que ela faria algo? – Sakura apoiou o queixo no punho e jogou o olhar para o céu.

— Ela é mais o tipo que aproveita as oportunidades. Quando era pequena, uns doze anos. Foi quando eles se juntaram, até então eu não me importava de ela fingir que gostava de mim, até porque ela fazia o mesmo com os meus irmãos e eles tampouco esperavam algo dela, mas quando Elizabeth nasceu, eles já estavam no colégio militar, então fiquei sozinha com uma mulher que me odeia, um homem que esqueceu minha existência mais ainda, e um bebê que tentei gostar, e só aprendi a odiar.

— Tentou gostar da Liza?

— No auge do desespero, achei que poderia fazer ao menos ela me amar e quem sabe, papai também me amasse, mas eu nem podia chegar perto dela, Delilah fazia a mamãe enjoada, se o bebê chorava e eu estava perto, era certo que era minha culpa, tia Constance e tia Verbena faziam um escândalo e Kizashi nunca gritou tanto comigo como naquele ano... Então eu simplesmente passei a ignorar elas também, preferia ficar no quarto fazendo o dever e em compromissos da escola do que ficar em casa vendo aquela babação, nem sei quando Elizabeth aprendeu meu nome, ela era sempre cercada de tudo, outras crianças, brinquedos, amor, então ela nunca teve interesse em mim. Me alistar foi um alívio, eu poderia suportar qualquer idiota gritando comigo e fazendo todo tipo de merda psicológica tranquilamente. – Seus olhos recaíram sobre ele, glaciais e venenosos. — Sabe porque, Sasuke? Quando você vive a vida toda sem amor, carinho, sem ter um porto seguro, você fica foda-se até pra se vai estar vivo ou não na manhã seguinte, você só se importa consigo mesmo, e é por si mesmo que você escolhe viver. Eu dizia pra mim mesma: “Eu escolhi essa vida, e um dia ela pode me matar, mas não hoje”. E lá estava eu, agonizando em campo de confronto, porém viva, e aqui estou, e eu não quero mais nada dessa merda toda, só quero estar viva, só por mim, e só um pouco de respeito. Afinal, como eu disse, eu sou o melhor soldado que essa família teve e vai ter.

— É só o que importa...- Ela pegou a taça e ergueu, sorrindo.

— Exatamente. Agora chega dessa merda, não deixe essa lula maravilhosa esfriar.

Ele não estava mais com tanto apetite, mas estava bastante determinado a brincar de investigador.

*

— Como era a mãe da Sakura, Lídia? – Sasuke perguntou, bem como quem não quer nada mesmo.

Lídia retesou por um momento, e voltou a limpar o balcão com mais pressa.

— Não sei muito, não conheci bem...

— Ah, entendo, é que tem muita teoria na minha cabeça, ainda mais com as coisas que as donas gêmeas soltam...- Argumentou, pegando uma maçã e mordendo.

Lídia bufou, imediatamente.

— Aquelas duas não sabem de nada, são umas invejosas, que minha Santinha me perdoe, mas é a mais pura verdade. – Ela se benzeu, beijando uma medalhinha que escapava da gola do uniforme.

— Hum, então ela era gente boa? Difícil imaginar, Sakura é uma mulher e tanto mas, é inegável que tem um gênio do cão...

Lídia bateu no balcão, muito revoltada e o encarou, murmurando indignada.

— A menina Sakura não é igual a mãe se não na beleza! Se tem gênio ruim é culpa do Coronel! Puxou tudo dele, mais do que os meninos, por isso ele esqueceu que ela também é uma menina que precisava ser protegida! Mas não, só protegeu Elizabeth!

— Protegeu e amou. – Ele rebateu, mordaz, ela suspirou, com um olhar abatido.

— Isso não posso afirmar, a mãe de Sakura era um pouco problemática, uma mulher feita para os tempos de agora, não os de antes, era tudo muito mais conservador antes, querido.

— Bom, ainda é.

— Exato, Mebuki veio pra Los Angeles pra ser uma estrela do Cinema, era o sonho dela, como de muitas da época, mas ela se apaixonou logo pelo Coronel, e como a carreira não decolou, ela se conformaria facilmente em se tornar apenas uma esposa e dona de casa.

— E porque não virou?

— Mebuki era adorável, refinada e muito sensual, vaidosíssima, oh, tinha que ver como cuidava de Sakura, era muito caprichosa, já queria que a menina fosse atriz ou modelo, mas sobretudo, Mebuki gostava de ser mimada e elogiada, gostava de vestidos provocantes, festas suntuosas, e até poderia ter com o coronel, mas ele é muito sisudo, o senhor Ed achava que o trairia por algum produtor de cinema, o namoro foi desaprovado... Delilah retomou o coração dele, o que sempre teve, e Mebuki sofreu muito ao perceber que só foi uma distração para ele... Ela teve Sakura e manteve o máximo de esperanças, mas ele estava cego de amor por Delilah, as irmãs dele fizeram de tudo para infernizar Mebuki, e uma vez com o coração partido... Ele se encheu de ódio, por toda a família dele, ela foi embora, obrigada a deixar Sakura com ele, pois a família dela também era rica, gente de Nova York, que não aprovava o sonho dela, nem o bebê.

— Então?

— Ela foi forçada a casar com um rico de Wall Street, nunca mais pisou desse lado, acho que criou tanto rancor que era incapaz de pensar em Sakura e mesmo que quisesse, os valores da época as afastaram, não sei nada dela desde que foi morar na Itália depois da morte do marido, Sakura tinha quinze anos, achei que ela voltaria mas...

— Entendo...

— Penso que foi melhor assim, se Mebuki tivesse voltado tão tarde, dada as coisas ruins que falaram dela para Sakura, as duas sofreriam mais.

Sasuke suspirou e deixou a metade da maçã no centro do balcão antes de se afastar, e fitou a mulher de lado, antes de se retirar.

— Não, não sofreriam, elas só queriam dar e ter amor.

E teriam se Kizashi não se pusesse no meio apenas pra atrapalhar mais, pelos próprios caprichos.

Agora Sakura mau amava a si mesma, quanto mais seria capaz de amar alguém.

Resolveu ir procura-la e tirara-la ele mesmo do ninho das cobras, ela havia ido com uma cambada de mulher pra experimentar aquele vestido horrível. Delilah era sortuda ou muito esperta, pois pondo Sakura como dama, impediu-a de usar um vestido atrativo que pudesse ofuscar o da noiva, o que certamente havia naquela caixa que Sakura trouxe.

Subiu as escadas seguindo até o quarto de Elizabeth onde os preparativos femininos se concentraram, ouviu um burburinho, logo ao chegar na porta e a voz trovejante de Sakura.

— Como assim, você convidou Hidan e a esposa dele? 

Sasuke adentrou o quarto vendo as garotas mais novas praticamente encolhidas contra o um canto olhando para Sakura como pintinhos na presença de um puma, Sakura estava diante da janela acuando e muito pronta pra jogar Delilah através dela, o vestido de dama era de um mau gosto assustador, mas emoldurava suas formas muito bem o que ajudava e muito a melhorar a visão dele, Sasuke teve que concordar que ela deve ter mesmo puxado a beleza de uma bela aspirante a atriz, Mebuki devia ter sido um primor.


Notas Finais


Vc quer @Sofrência? Nos vemos no próximo


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