História Kiwi - Harry Styles Fanfic - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Palavras 2.473
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu voltei!!!
Espero que tenham sentido minha falta sábado passado...hahahahha
Eu senti a falta de vocês enquanto me tornava um camarão nas areias da praia tomando um caipirinha, como toda boa mineira...hahahahaha
Bem, mas agora que voltei, vamos a mais um capítulo desses dois cabeças duras...que parece que estão começando a se acertar..ou não!!! Hahahahaha...

Capítulo 18 - Um passo adiante?


Fanfic / Fanfiction Kiwi - Harry Styles Fanfic - Capítulo 18 - Um passo adiante?

SARAH

Me olho no espelho e ajeito meus cabelos, colocando uma beanie, já pronta pra ir pra aula nessa quinta-feira fria. Passo os olhos por todo meu corpo e sorrio ao ver minhas botas de cano alto pretas, calça legging da mesma cor e sobretudo vermelho. Meus olhos passam da minha imagem pra da cama atrás de mim, onde o Harry esta deitado me olhando fixamente.

Ele não sorri e parece me olhar meio intrigado e, ao mesmo tempo, desejando arrancar as roupas de mim. Essa é a primeira vez que saio do apartamento dele direto pra aula e quis ficar bem arrumada, deixando de lado meus moletons da NYU ou meus cardigãs de lã.

Sempre que venho pra cá durante a semana, o que acontece sempre, eu vou pra casa e me arrumo no meu próprio apartamento pra ir pra aula, mas ontem quando ele me ligou, perguntou se eu não queria trazer minhas coisas pra me arrumar aqui e assim poupar tempo. Eu achei a ideia dele ótima e já tinha pensando nisso, mas não quis parecer invasiva e aparecer aqui já com uma bolsa com as minhas coisas a tiracolo. Ele ter me proposto isso me deixou muito feliz e me questionei se estávamos finalmente dando um passo a frente no nosso relacionamento, mas foi tudo exatamente igual as outras vezes: muito sexo e pouca conversa.

Estamos ficando há mais de um mês agora, mas nunca nomeamos o que temos e nem fazemos qualquer tipo de plano juntos. Confesso que nas primeiras duas semanas isso não me incomodava, pois achava que estávamos construindo algo aos poucos. Porém, nessas últimas semanas, percebi que não estávamos evoluindo em nada e tenho saído daqui me sentindo meio vazia, como se eu fosse apenas sexo pra ele.

Por causa dessa sensação estranha, eu sempre prometo que será a última vez, que não vou mais me encontrar com o Harry e que se ele me quiser terá que colocar em palavras o que sente por mim e me prometer algo mais. Não que eu queira que ele me peça em namoro por enquanto, porque Gigi me disse, que Zayn disse, que Harry não é de manter relacionamentos sérios, então estou disposta a esperar o tempo dele pra termos um. Porém, sinto que o que temos é vazio demais e não quero mais isso pra mim.

Eu estou apaixonada por ele e sei que se continuar a manter com ele essa coisa entre nós, do jeito que esta, vou acabar me machucando. Se ele quiser apenas sexo comigo, prefiro não ter nada dele, porque isso ia acabar por destruir minha já abalada segurança em mim mesma.

Fecho os olhos e suspiro fundo, percebendo que mais uma vez estou prometendo que será a última vez que durmo com ele nesses termos, mas sei que se ele me ligar de novo eu vou dizer sim, porque não consigo resistir. Da mesma forma, se ele não liga, eu acabo fazendo isso eu mesma, depois de debater internamente por horas e acabar me convencendo de que será a última vez que aceito ser apenas um corpo na cama dele.

As vezes me pego pensando se ele também se sente assim, se ele acha que também é só sexo pra mim e se isso incomoda ele como me incomoda. Isso me fez ensaiar grandes discursos pra dizer a ele sobre a possibilidade de termos alguma coisa mais certa entre nós, mas acabo ficando insegura e não digo nada. Sou uma imbecil por isso, eu sei!

Agora, enquanto me viro pra ele, mais uma vez estou tentando achar as palavras pra dizer que se formos ser sempre assim, não quero mais. Quero pelo menos fazer coisas de casais normais: sair pra jantar, ir ao cinema, ficar em casa vendo TV que seja, mas algo diferente de sexo.

Do jeito que somos, sinto que ele me liga apenas quando não tem nada pra fazer, enquanto eu fico em casa esperando que ele me procure e, quando ele não o faz, passo por cima do meu orgulho e ligo pra ele, escondendo o que sinto e fingindo que eu não tenho nada melhor pra fazer. Ele nunca disse nada sobre isso incomodar a ele ou não, o que me deixa mais insegura ainda pra eu mesma trazer o assunto entre nós.

Outra coisa que me incomoda, e que é decorrência desse relacionamento puramente sexual que temos, é que não sei nada sobre ele. Ele nunca me fala nada, não sei nem mesmo se tem família e porque deixou a Inglaterra. Aliás, só sei que ele é britânico por causa do sotaque e porque li em revistas velhas reportagens sobre o Studio 28 quando estava fazendo minha tatuagem. Sei que também não falo pra ele nada sobre mim, mas queria falar, apenas não o faço porque como ele e tão fechado, fico sem saber se ele quer saber mais sobre mim.

___Sarah? Quer me dizer alguma coisa?___ele me pergunta, arqueando uma sobrancelha, e percebo que estava parada apenas olhando pra ele enquanto divagava.

___Eu...bem...eu...___tendo dizer alguma das coisas que ensaiei, mas nada sai___acho que estou com fome___digo, mordendo meus lábios e me sentindo uma idiota por não conseguir colocar o que sinto em palavras.

Ele me olha por alguns segundos, parecendo saber que na verdade eu queria dizer outra coisa, mas depois ele suspira fundo e fecha os olhos, balançando a cabeça de um lado pro outro e se levantando.

___Venha, vamos fazer algo pra gente comer, ainda esta cedo pra você ir pra aula___ele diz, parecendo meio chateado.

Eu sempre acordei muito cedo, desde criança. No rancho a gente acorda com o sol nascendo e mantive esse costume, mesmo estando em Nova York há quase dois anos agora. Mesmo que eu durma de madrugada, sempre estou de pé antes das seis da manhã e hoje não foi diferente, então tenho tempo pra tomar café da manhã com o Harry e, quem sabe, criar coragem de dizer a ele tudo que esta passando pela minha cabeça e entalado na minha garganta?

Sigo ele até a cozinha, reparando em como suas coxas grossas ficam lindas e marcadas nas boxers que ele usa. Harry é lindo e confesso que se não tivesse que ir a aula iria adorar passar o dia com ele na cama. Me recrimino pelos meus pensamentos, afinal estou justamente querendo dizer a ele que não quero que sejamos apenas sexo, mas estou aqui pensando justamente em transar com ele.

___Não se preocupe, eu sei fazer ótimos omeletes, não vai ter uma indigestão___ele faz piada enquanto abre a geladeira e dou uma risada, me lembrando do cheiro de bacon queimado que senti da primeira vez que dormi aqui e do jantar que ele tentou fazer um dia...ambas situações contradizem a afirmação dele, mas decido arriscar e aproveitar a chance de ter ele cozinhando pra mim.

___Eu confio em você___digo me sentando num banco na ilha da cozinha, recebendo um olhar meio estranho do Harry, que me faz explicar o que eu disse___quer dizer, confio que sua comida não vai me causar uma indigestão___falo sem graça e ele dá um sorrisinho de lado, fechando a geladeira e colocando os ovos sobre a bancada.

Ficamos em silêncio enquanto ele prepara o café da manhã e estou a ponto de jogar alguma coisa no chão, só pra quebrar o silêncio. Não consigo achar nada pra dizer e me sinto muito mal por isso, porque esse meu nervoso me impede de começar uma conversa e, com isso, tentar mudar um pouco o que tenho com o Harry. Se conversássemos, poderíamos ser ao menos amigos, além de amantes.

Eu sou uma pessoa legal e em geral sei conversar sobre tudo. Tenho um bom papo e minhas tiradas são ótimas e cheias de humor, mas por alguma razão não consigo ser assim com o Harry. O fato de estar apaixonada por ele parece me travar de alguma forma e não quero parecer boba aos olhos dele. O problema é que tento pensar tanto antes de falar que simplesmente nada sai da minha boca e quero socar minha cabeça nessa pedra de mármore por causa disso.

___Eu estava pensando___Harry começa a dizer sem se virar pra mim___sábado vamos tocar no The Bowery, você podia ir com sua prima e Zayn, pra me ver tocar___ele diz como se não fosse importante, mas noto que ele parou de cortar os kiwis pra esperar minha resposta.

___Eu adoraria___eu digo, sentindo meu coração se aquecer com a pequena possibilidade dele estar querendo dar um passo adiante no que temos___eu gostei muito do som de vocês, aquele dia que tocaram no seu aniversário___sorrio involuntariamente, mesmo que ele ainda esteja de costas pra mim.

___Legal___ele diz apenas e volta a cortar os kiwis.

O silêncio entre nós volta a se instalar, mas desta vez me sinto mais confiante com o pequeno convite que ele me fez. Não foi um convite pra um encontro, mas foi o mais perto disso que o Harry já chegou e eu vou me apegar a esse pequeno fio de evolução.

___Você toca guitarra há muito tempo?___pergunto quando ele coloca o prato com o omelete na minha frente.

___Toco desde pequeno___ele diz e me olha, dando um pequeno sorriso___nem lembro quando comecei a aprender, na verdade___ele se vira pra pegar o café preto e eu me levanto pra ajuda-lo a colocar tudo sobre a mesa.

Acabamos trombando um no outro quando pego a travessa com as frutas e sinto um arrepio passar por todo meu corpo ao sentir a respiração dele bater no meu rosto. Decido dar um passo pra trás e manter distância, pois agora que consegui puxar um assunto, não vou perder a chance de conversar um pouco com o Harry.

Rio sem graça, me desviando dele e deixando a travessa sobre a ilha. Ele me entrega os pratos e xícaras e eu fixo meu olhar nos objetos enquanto sinto o olhar dele queimar sobre mim, mas ele não diz nada e nem tenta nada.

___Você toca guitarra muito bem, mas diria que tem dedos de pianista, como minha avó costumava dizer___digo enquanto arrumo os talheres na ilha.

Harry me surpreende ao dar uma gargalhada alta, uma das raras que já o vi dar. Olho pra ele e ele esta coçando o lado do nariz, como se estivesse segurando o som da risada, que na verdade é uma risada bem ridícula, mas que eu acho muito fofa nele.

___Venha aqui, quero te mostrar uma coisa___ele diz, me estendendo a mão, e eu dou a volta na ilha pra entrelaçar meus dedos aos dele.

Harry me puxa até a sala e vai até o corredor que leva ao seu quarto. Quando acho que ele vai me levar de volta pra cama, ele passa direto pela porta do seu quarto e abre a que fica em frente, parando ao lado dela e me indicando com a cabeça pra entrar.

Entro no quarto e solto um som de puro prazer ao ver o que tem lá dentro. Muitos ficariam excitados ao ver um quarto cheio de objetos sexuais, mas no meu caso estou quase flutuando de êxtase ao ver um quarto cheio de instrumentos musicais.

Olho pra tudo com os olhos arregalados e vou direto até um piado de calda que fica numa das pontas do quarto, bem ao lado de uma bateria antiga e completa. Passo os dedos pela madeira envelhecida do piano e noto que ele esta muito mais bem conservado do que o meu, que fica na sala do apartamento aqui em Nova York, mesmo o dele sendo mais antigo.

Deixo o piano e vou até a bateria, um instrumento que não toco, mas que acho lindo e admiro quem consegue ter coordenação suficiente pra aprender a manusear todos os seus componentes com maestria.

Olho pro Harry enquanto passo as mãos pelos pratos da bateria e ele esta parado na porta, com os braços cruzados e um sorriso no rosto. Desvio meus olhos dele e olho pra parede na minha frente, que tem inúmeros violões e guitarras pendurados, além de outros instrumentos de cordas apoiados sobre suportes no chão. Ao lado da janela, bem a minha direita, estão uma mesa grande, com vários suportes pra letras e melodias, além de um aparelho se som antigo e vários vinis.

Eu não consigo esconder a expressão de alegria do meu rosto, que deve lembrar o de uma criança em uma loja de brinquedos. Ando de um lado pro outro tocando tudo com os dedos e ouço as risadinhas ocasionais do Harry, que me assiste nesse momento.

___Harry, esse quarto é mágico!___digo a ele, sorrindo como uma idiota.

___Eu sei, por isso é meu lugar preferido no apartamento___ele diz, indo até onde estou, segurando um violino___não sei tocar ele___aponta pro instrumento nas minhas mãos___mas ainda pretendo aprender___ele fala sorrindo.

Abro a boca pra dizer a ele que eu sei tocar muito bem violino e posso ensina-lo, pois estou empolgada por descobrir que eu e Harry temos a paixão pela música em comum e até agora nem sabíamos disso. É estranho como nem mesmo isso sabemos um sobre o outro.

Eu sabia que ele tocava guitarra e cantava, aliás sua voz é linda, mas achei que era apenas um hobbie, já que ele tem um studio de tatuagem e essa é sua profissão. Saber que a música é uma paixão pra ele, assim como é pra mim, me faz sentir como se eu estivesse mais íntima dele do que nunca.

___Eu...adoraria te ensinar a tocar, se quiser___digo, mas quando as palavras saem da minha boca me sinto insegura por ter oferecido.

Harry me olha meio surpreso, como se não acreditasse em mim, mas logo ele sorri largo, mostrando as covinhas e repuxando o nariz e os olhos. É um sorriso lindo e, mais uma vez, lamento por terem sido raras as vezes em que o vi sorrir assim.

___Mentira, jura que sabe tocar violino?___ele me pergunta, ainda sorrindo largo.

___Sim, toco violão, guitarra e piano também___eu digo a ele, que arregala os olhos, mais surpreso ainda___adoro tudo que tem a ver com música e...___paro de falar, pois já ia dizer que meu sonho sempre foi fazer faculdade de música e não de direito, pois ele nem sabe que faculdade eu faço e não sei se quer saber___enfim, não é difícil, apenas um pouco diferente a principío___completo com um sorriso.

___Bem, parece que temos algo em comum, então___ele diz e eu sorrio pra ele.

Ficamos apenas olhando um pro outro e sorrindo e, desta vez, quando saio do apartamento dele pra ir pra aula, me sinto leve e feliz, com uma sensação boa dentro de mim que em nada lembra o vazio que senti da última vez em que sai de lá.

Eu acho que hoje demos um passo adiante...e espero que isso signifique alguma coisa.

 

 

 


Notas Finais


Sábado tem mais, olha só: dois em uma semana...hahahaha
E se preparem...porque vai ter ceninha de ciúme...hahahaha
Beijos e obrigada!!!


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