História Krystal Lux - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bottom!yoongi, Drama, Hoseok, Jeongguk, Jimin, Lemon, Menção Namjin, Menção Taekook, Menção Vkook, Namjoon, Rich!jimin, Seokjin, Short Fic, Stripper!au, Suga, Taehyung, Top!jimin, Yoongi, Yoonmin
Visualizações 173
Palavras 5.317
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


eita eu viajo e qnd volto qse 100fav????
chorando bastante mt obg meus pitchulo<3

Capítulo 4 - Estranho sentimento que me tira o fôlego


Fanfic / Fanfiction Krystal Lux - Capítulo 4 - Estranho sentimento que me tira o fôlego

Esgotado. Era assim que Jimin se encontrava nesse momento. O corpo do empresário se arrastava para dentro do apartamento, enquanto bufava em desagrado consigo mesmo. Park – finalmente – entrou em seu lar, jogando todos os seus pertences com certa violência em cima da mesinha do centro. Não se preocupou em acender as luzes da residência, era familiar o suficiente para que andasse por ali sem esbarrar nos móveis. Entrou no banheiro pequeno em seu corredor, ansiando demais por um banho quente e com zero paciência para ir até seu quarto. Retirou suas vestes preguiçosamente, jogando-as no chão.

Ligou o registro e se enfiou embaixo da água corrente, fechando os olhos e suspirando com o deleite do líquido quente desfazendo os nós tensos de seus músculos. Park permitiu-se ficar parado ali por alguns minutos, respirando apenas o mínimo. O louro estava irritado. Seu dia na empresa havia sido um fracasso; e ele era o único culpado. Durante seu expediente, o empresário não fôra capaz de se concentrar devidamente, mesmo sem querer, seus pensamentos iam de encontro á certo baixinho que o havia rejeitado três vezes.

Jimin levara quatro broncas consecutivas, e perderá um acordo – não tão – importante para a empresa. Mas, relevante ou não, Jimin odiava fracassar. Ele era um conquistador nato, e por menor que fosse a situação, ele gostava de tomar rédea dela e controlá-la. Talvez fosse por isso que o louro estava tão estressado com sua “relação” atual com o Yoongi. Decidiu ignorar – por enquanto – os pensamentos sobre o stripper que lhe tirava do sério. Pegou o sabonete e ensaboou todo seu corpo, lavando-se lentamente e finalizando seu banho após um longo tempo. Quando o empresário levou a mão para o registro, o contato do metal com sua mão molhada o fez levar um choque incômodo, e a água tornou-se absurdamente fria em poucos segundos. Como se o dia do rapaz já não estivesse ruim o suficiente; agora tinha uma resistência queimada para mandar trocar.

Park praguejou palavras nada agradáveis, enquanto desligava o objeto com a toalha que havia pegado. A sensação eletrizante que percorreu seu corpo, apenas ocorreu por conta das feridas que haviam sido abertas nos cantos dos dedos do empresário; culpa dos dentes nervosos do mesmo que arrancaram pedacinhos da pele de seus dígitos, no meio de sua ansiedade e irritabilidade durante o dia. O louro finalmente saiu do chuveiro, secando-se com a toalha reserva, e saindo do banheiro nu. Escutou o toque de seu celular e caminhou até a sala, pegando o aparelho que brilhava com o nome do Taehyung na tela.

— Alô? – Atendeu, percebendo um barulho alto no fundo da ligação.

“Ei, Jimin!” Kim respondeu, e o Park notou que sua voz estava animada demais. “Eu e o Jeongguk viemos na casa do Hobi, ‘tá a fim de vir também?”

— Não. – O empresário suspirou, voltando a andar até o seu quarto. — Cansado demais, deixa ‘pra próxima.

“É só uma social, cara.” O ruivo insistiu, fazendo seu melhor amigo bufar. “Tem baralho e muito whiskey.”

— Obrigado pelo convite, Tae. Mas hoje não. – Antes que o Kim pudesse responder, Park encerrou a ligação.

Entrou em seu quarto, jogando o iPhone na cama e ignorando o toque insistente novamente. Abriu o guarda roupa, pegando uma boxer preta e a vestindo. Optou apenas pela peça íntima, já que o clima estava começando a esfriar, e Jimin era um amante assumido do frio. Voltou para a cozinha, abrindo a geladeira e buscando algo para beber.

— “Eu não saio com clientes.” – Resmungou para si mesmo, imitando horrivelmente a voz do Yoongi. — “Não volte aqui.” Garoto mimado.

A verdade, é que Jimin estava frustrado. Não era adepto a rejeição, e ter isso acontecendo consigo tantas vezes seguidas era no mínimo aborrecedor para si. O empresário pegou uma garrafa de cerveja, caminhando até o sofá gigante e macio, jogando-se no mesmo bruscamente. Park abriu a garrafa e ligou a televisão, perdendo-se em canais aleatórios.

Jimin passou o dia inteiro sentindo raiva e incômodo, porque no fundo, ele sabia que tanto sentimento lhe atormentando não era apenas por conta da rejeição. Yoongi era um desafio que ele estava disposto a vencer. Porém, ele sabia que estava sentindo algo diferente com tudo isso; a preocupação em ver o Min chorando noite passada, foi o suficiente para lhe fazer enxergar isso com clareza. Grunhiu frustrado, abandonando a cerveja antes mesmo de prová-la. Escolheu um canal de clipes musicais e deitou-se de barriga para cima, fitando seu teto branco. Park olhou para seu próprio abdômen, e antes que pudesse se controlar, a imagem de Suga rebolando sob si lhe atingiu em cheio.

O empresário queria gritar. Sentia-se totalmente fora do controle, como diabos aquele garoto havia lhe fisgado tanto? Fechou os olhos, tentando pensar em outra coisa, mas isso apenas lhe serviu para imaginar a cena anterior com mais precisão e realidade. Era inegável; mesmo que ele não fosse seu da forma que desejou desde o início, Jimin sentia falta do corpo de Yoongi. Dos contornos delicados e retos de seu rosto, da fineza de seus dedos, do peso alheio sobre si. Park sabia que de nada adiantaria ir à boate esta noite, já que não são todos os dias que o Min trabalha lá, mas ele desejava isso.

— Céus, eu quero te ver. – Murmurou para si mesmo, abrindo os olhos e levando a destra até seu cabelo úmido, puxando sua franja com frustração.

O empresário sentia que estava morrendo com essa sensação tão agonizante, e o assassino era Yoongi. Pegou-se lembrando de até mesmo o som da respiração fraca do stripper, ao ter tido um orgasmo junto consigo noite passada. Os pensamentos do louro eram confusos, e sem perceber, Jimin desenhava o contorno do corpo de Suga no ar. Enfiou seu rosto no almofado macio ao perceber o que fazia, reprimindo o grito que queria lhe rasgar a garganta. Sentia-se inquieto e ansioso, e um pouco dramático também. O empresário sabia que só estava assim, por conta do estresse diário. Ou era isso que ele pensava. Praguejou ao pensar que poderia ter dado um jeito de conseguir o número do celular do moreno, pelo menos ele poderia arriscar uma ligação para saber como o pálido estava. Ele engoliria o orgulho, e insistiria novamente por uma noite com o stripper. E depois outra, talvez mais uma..  

Abriu os olhos e abaixou um pouco o som da televisão, deu um gole na cerveja esquecida e considerou levantar para ir dormir, porém, seu corpo estava cansado e ele estava com preguiça de ir até o quarto. Fechou os olhos, deixando sua mente teimosa levá-lo de volta para suas lembranças; as pernas de Yoongi ao seu redor, os lábios avermelhados que ainda não havia provado o gosto, os cabelos negros e até mesmo a boca inteligente que lhe dava respostas afiadas. Aquele garoto realmente havia conseguido capturar totalmente a atenção do empresário. Park suspirou, virando para o outro lado do sofá e esvaziando sua mente para tentar adormecer. Mesmo quando conseguiu pegar no sono, o rosto de Yoongi voltou a vaguear por seus pensamentos, preenchendo seus sonhos mais intensos.

 

( ∾  ∾ )

 

Jimin sentiu-se ser retirado bruscamente dos braços do sono acolhedor que lhe rodeava, quando barulhos rudes e incessantes lhe despertaram. Abriu os olhos lentamente, sendo recebido pela claridade de um relâmpago que brilhava em sua sala. Quando despertou por completo, notou que temporal forte caia lá fora. Park sentiu os pelinhos de seu corpo se eriçando, quando tomou consciência do frio que havia nascido no cômodo em que estava. Levantou-se, praguejando enquanto sentia a irritação crescer em si, quando a pessoa em sua porta descobriu a campainha escondida na entrada, e a pressionou quatro vezes seguidas.

— Já vai, inferno! – Jimin gritou, tropeçando em seus próprios pés ao ir até o seu quarto desengonçadamente. Pegou uma calça de moletom na gaveta e a vestiu, voltando rapidamente para a sala.

Suspirou antes de abrir a porta – não se dando ao trabalho de ver quem era no olho mágico, afinal, apenas seu melhor amigo teria coragem de lhe encher a paciência no meio de uma tempestade horrível dessas – e ao finalmente fazer isso, sentiu cada célula de seu corpo congelando com a surpresa.

— E aí, bonitão? – Yoongi estava encostado no batente da porta. Um sorriso malicioso nos lábios tão pálidos quanto seu rosto, o cabelo preto totalmente grudado em sua testa; o garoto estava encharcado. O que mais surpreendeu o empresário, era a maneira em como o moreno estava vestido: um elegante – e aparentemente caro – terno escondia seu corpo magro.

— Puta que pariu, Yoongi! – Park arregalou os olhos, segurando no pulso alheio e o puxando para dentro do apartamento. O Min cambaleou com o puxão do empresário, chocando-se contra o torso nu do louro. Jimin arrepiou-se com a diferença de temperatura entre os dois.

— Que apressado você. – Suga riu, levantando sua cabeça para fitar o empresário. O hálito forte de álcool chegou até as narinas de Jimin, que franziu o cenho.

— Está bêbado e na chuva? Perdeu o juízo? – Jimin repreendeu o pálido, fechando a porta e o arrastando para o seu quarto.

— Gostaria de perder ele aqui com você.. – Yoongi agarrou-se ainda mais no corpo que lhe segurava, e apesar de ter sonhado em escutar aquelas palavras nos últimos dias, Park sentiu-se incomodado no momento em que elas foram ditas. Era perfeitamente nítido o álcool derramado em cada sílaba proferida pelo garoto em seus braços.

— O que aconteceu com você? – Murmurou, adentrando o cômodo desejado e ajudando Yoongi a caminhar até o banheiro.

— Não era você que queria me comer, senhor Park? – O Min passou a pontinha do nariz na curvatura do pescoço do empresário, que se arrepiou no mesmo instante. — Então me fode da maneira que você tanto deseja.

Jimin ignorou as provocações do moreno, sabia que aquilo estava saindo dele apenas porque estava embriagado. Sentou-o no vaso sanitário enquanto ligava o chuveiro em uma temperatura quase escaldante. Yoongi já retirava o paletó escuro.

— Tire essas roupas molhadas e tome um banho, pegarei algo seco para você vestir. – Jimin fitou o stripper, que parecia estar com dificuldades para retirar a camiseta transparente que usava. — Aqui, eu te ajudo.

Park retirou o tecido encharcado do stripper, que lhe encarava com um sorriso nada puro nos lábios. Notou a pele leitosa úmida e atraente, mas sentia-se até mesmo estranho, por não conseguir pensar em nada além de esquentar o garoto e saber o que estava acontecendo. Afinal, como diabos o pálido havia chegado até sua casa?

— Que safadinho, Jiminie. – Yoongi riu baixinho, quando o empresário lhe levantou e começou a abaixar sua calça molhada.

— Cale a boca. – Resmungou, passando o tecido pesado pelos pés do moreno, e o jogando dentro da pia.

— Eu assumo daqui. – O tom do Min tornou-se mais forte e compreensível, quando o empresário fez menção de retirar a boxer cinza que escondia a única parte que ele não viu até hoje.

— Não demore. Irei fazer um chá ‘pra você. – Jimin abriu a porta do banheiro, parando de caminhar quando sentiu um aperto suave em seu pulso.

— Eu não gosto de chá. – Min reclamou, parecendo levemente envergonhado quando o olhar indecifrável de Jimin pousou sob si. — Me faça um chocolate quente.

Jimin não respondeu, apenas saiu do banheiro, fechando a porta atrás de si. Antes de sair do quarto, separou uma moletom quente e uma camiseta de manga longa, depositando-a em cima da junto com uma toalha limpa. Caminhou rapidamente para a cozinha, colocou leite em uma xícara e esperou três minutos para que o líquido se aquecesse em seu micro-ondas. Quando o eletrodoméstico apitou, acrescentou achocolatado e voltou para o quarto. Deu duas batidas leves na porta, e assim que escutou “entre” vindo de dentro do cômodo, ele adentrou o espaço aconchegante.

Yoongi terminava de passar os braços pela camiseta longa, com uma aparência um pouco melhor do que quando havia chegado. Park caminhou em silêncio até o corpo esguio que se vestia, sentando-se na beirada de sua cama e fitando a xícara em sua mão. O Min acomodou-se ao lado, de cabeça baixa e brincando com os seus próprios dedos.

— Aqui. – Jimin ofereceu a xícara para o garoto, que assentiu brevemente e a pegou de suas mãos. — Cuidado, está quente. – Alertou.

Yoongi assoprou o achocolatado, e o empresário o fitou atentamente. As bochechas pálidas agora estavam levemente avermelhadas, reação causada pelo vapor quente do chuveiro. Os lábios brancos e sem vida, pareciam recuperar sua cor lentamente ao sentir-se mais aquecido. Min bebericou o líquido devagar, arriscando olhar para o lado e surpreendendo-se ao notar o louro lhe encarando vividamente.

— E então? Como veio parar em meu apartamento? – Park não conseguia mais esconder sua curiosidade, lançando a pergunta tão aleatoriamente que o pálido engasgou-se com o achocolatado.

— Peguei seu endereço com o Jin. – Deu de ombros, passando o polegar na borda de porcelana. Havia dito aquilo naturalmente, como se o louro soube-se de quem diabos ele estava falando.

— Quem é Jin? – O empresário franziu o cenho, confuso. Não se recordava de conhecer alguém com tal nome.

— É o stripper que ‘tava com aquele seu amigo naquela noite. – Min olhou para o teto, parecendo pensar sobre algo. — Acho que o nome era Monster, algo assim. – O louro lembrou-se do apelido de Namjoon no mesmo instante.

— Jin é aquele rapaz de cabelo rosa? – Jimin lembrou-se do garoto de ombros largos no mesmo instante.

— Ele mesmo. – Yoongi estalou a língua no céu da boca, voltando sua atenção para a bebida quente. — Fiquei sabendo que eles estavam juntos em um tipo de festa hoje, e pedi para ele conseguir o endereço daqui com o seu amigo quando sai do restaurante.

— Restaurante? – Jimin questionou. — Você ficou bêbado lá?

— Não. – O moreno riu, colocando a xícara no chão. — Foi depois disso. O restaurante era só mais um encontro idiota.

— Sabe que isso só me deixa mais confuso, não sabe? – Park sussurrou. — Você deveria beber o chocolate, doce corta o efeito do álcool.

— Eu não quero ficar sóbrio. – Min reclamou, virando-se para o corpo do empresário e envolvendo os braços em seu pescoço. — Eu quero você.

— Yoongi. – Jimin falou baixinho, segurando nos pulsos do moreno e os afastando delicadamente. — Eu não vou transar com você desse jeito.

— Achei que você me desejava. – Suga fez um biquinho triste, e Park usou até mesmo a sanidade que não lhe restava, para não avançar no garoto no mesmo instante.

— E eu desejo. – Park sorriu mais para si mesmo, do que para Yoongi. — Mas irei fazer isso apenas quando você estiver cem por cento consciente, e eu ter a certeza de que você vai se lembrar com todos os detalhes o momento em que foi preenchido por mim.

— Assim eu fico de pau duro. – Min brincou, recebendo um riso encantador do empresário. O moreno pensava sobre o que havia acabado de escutar; talvez Jimin só não quisesse transar consigo essa noite por medo de ser acusado de algo amanhã, mas sendo isso ou não, Yoongi sentiu-se extremamente feliz com a “rejeição.”

— Não vai me contar o que aconteceu? – Park cessou o riso, notando o quão nervoso o garoto ficou ao ser questionado.

— Na verdade . – Ponderou por alguns segundos. — Eu ‘tô com tanto sono que nem sei aonde vim parar. – Suga mentiu, e o empresário percebeu.

— Tudo bem. – Jimin levantou, surpreendendo o garoto. Estendeu a mão para o corpo sentado. — Irei te levar para o quarto de hóspede.

Yoongi arqueou a sobrancelha, mas levantou-se e seguiu o louro sem dizer nada. Jimin não queria ter qualquer tipo de envolvimento com o Min embriagado, mas isso não mudava o fato de seu baixo ventre se contorcer apenas com a proximidade do garoto a si. Park não queria arriscar dormir na mesma cama com o pálido, afinal, o prazer que sente pelo garoto não pode ser posto em palavras; e a ereção matinal poderia ser mais sugestiva do que já é. Caminharam rapidamente pelo apartamento, o quarto alvo era na frente do de Jimin, e ao lado, havia apenas duas portas; o banheiro e o escritório.

— Tem cobertores e lençóis no armário. – Park empurrou a porta branca, dando a visão do cômodo decorado em tons pastéis para Yoongi. — Tudo está limpo, tem um banheiro aqui fora e sinta-se livre para pegar algo na cozinha caso sinta sede ou fome.

— Obrigado, Jimin. – O moreno agradeceu, sincero. Entrou no cômodo com um sorriso pequeno nos lábios, mas assim que notou que o empresário ia fechar a porta, voltou rapidamente para perto de si, pegando-o de surpresa ao depositar um beijo carinhoso na bochecha do mais velho. — Obrigado mesmo.

Jimin ficou sem palavras, enquanto o corpo alheio se distanciava de si mais uma vez, indo em direção à cama. O louro sentia que sua mente estava confusa, pensamentos aleatórios chocando-se em apenas um ponto, tentando compreender as próprias reações que aquele gesto simples havia causado em seu corpo. Sua pele formigava no local em que havia sido beijado com tanto carinho, era uma sensação estranha que lhe tirava o fôlego. Era quase como se Park tivesse ficado tonto. E foi cambaleando, que ele chegou até seu quarto.

O empresário deitou-se em seu colchão macio, e por mais que tentasse pregar os olhos e adormecer, seu corpo movia-se inquietamente na cama king size, rolando de um lado para o outro tentando encontrar uma posição confortável e relaxante. Um suspiro cansado escapou dos lábios do louro, quando um trovão forte cortou o céu, fazendo até mesmo com que as paredes do apartamento tremessem com o impacto. Park se levantou, dando passos pequenos na direção da janela de vidro que lhe dava a visão da cidade – agora, embaçada pela chuva – iluminada.

Jimin encostou-se no vidro gelado, cruzando os braços sob o peitoral escondido e apoiando a testa na janela. Seu cenho estava franzido, sentia-se ansioso e quase irritado. O empresário sabia que Yoongi estava mentindo ao dizer que não se lembrava de nada, e isso estava o corroendo. O garoto havia mencionado algo relacionado a encontro, o que diabos aquilo significava? Min estava tentando ter um relacionamento para sair do trabalho? Por mais que Park tentasse se concentrar para pensar em algo coerente, seus pensamentos agitados não permitiam. E foi por estar tão imerso em sua própria mente, que o louro pulou de susto com três batidas quase inaudíveis em sua porta.

— Entre. – Park falou alto o suficiente para que a pessoa do outro lado escutasse, já que a chuva estava bem alta.

— Com licença. – Yoongi apareceu com as mãos visivelmente trêmulas, e com um cobertor pesado lhe cobrindo os ombros. Jimin sentiu-se automaticamente preocupado.

— Por que está tremendo? O que aconteceu? – O empresário fechou a distância entre eles em passos largos e rápidos, agindo de forma quase divertida – para o Min – ao examinar o rosto pálido em seus dedos com cuidado, procurando algum hematoma ou motivo que explicasse a situação do stripper.

— Nada demais. – Yoongi riu soprado, parecendo envergonhado. Jimin notou que no momento em que um estrondo alto ecoou pela cidade, o Min se encolheu debaixo do tecido grosso. — Posso ficar aqui até a chuva passar?

— Medo de trovões? – Jimin arqueou a sobrancelha, e Suga apenas assentiu rapidamente sem lhe olhar. Park gesticulou para sua cama, seguindo o corpo esguio e deitando-se do lado direito.

— Obrigado. – Yoongi agradeceu, virando-se de costas para Jimin e ficando em absoluto silêncio em seguida.

Park ficou olhando a forma coberta por alguns segundos, esperando pelo momento em que o Min iria virar para si e começar a falar tudo que lhe era omitido. Mas isso não aconteceu. O empresário suspirou baixinho, virando para o lado oposto à qual olhava, aconchegando-se no colchão e afundando sua cabeça no travesseiro. O quarto era iluminado pelos relâmpagos hora ou outra lá fora, e nesses momentos, o louro sentia a cama mover-se com os pulos de Yoongi. Mesmo que eles estivessem distantes por conta do tamanho do colchão, Jimin não se sentia tão sozinho e agoniado como antes, e resolveu fechar os olhos com a sensação de quase tranquilidade que nascia em seu peito.

Park não sabia quanto tempo havia passado e se realmente havia adormecido; mas se sentiu totalmente acordado quando percebeu um toque tímido em sua cintura, quase como um abraço. Abriu os olhos e abaixou o olhar para o braço pálido que lhe rodeava, e logo sentiu o corpo de Yoongi encostando-se em todo o seu contorno. Não disse nada, apenas apreciou a respiração quentinha do outro que se chocava em sua nuca.

— Está dormindo? – Suga sussurrou, e isso fez seu hálito tornar-se ainda mais intenso na pele do empresário, que não foi capaz de conter o arrepio e prazer ao senti-lo tão próximo.

— Não. – Respondeu tão baixo quanto o outro, levando sua mão para o braço alheio que lhe abraçava, tocando levemente as pontas de seu dígito na epiderme alva.

— Posso te contar algumas coisas? – Park notou que a voz do Min estava quase inexistente, rouca e fraca.

— Sim. – Jimin sabia que suas respostas estavam sendo curtas, mas ele estava tão surpreso com aquela situação toda que não sabia como reagir.

— Eu ‘tava em um encontro com uma mulher. – Yoongi começou, fazendo com que Jimin arregalasse os olhos mesmo contra sua vontade. Sentiu uma pontada dolorosa em seu peito, e cerrou os dentes para reprimir quaisquer respostas estúpidas que podia dar.

O Min notou que o corpo do empresário havia ficado tenso, e afundou seu rosto ainda mais na base da nuca alheia, roçando a pontinha do nariz gelado ali, e sentindo o louro relaxar um pouco com seu toque. Suga subiu lentamente a mão pela barriga do outro, que permanecia em silêncio. E então, ele continuou:

— Eu perdi as contas de quantos encontros eu tive nos últimos anos. – Min prosseguiu, respirando fundo e deixando Jimin alerta com os mínimos detalhes. — Tudo isso, porque meu pai descobriu que eu não era o filho que ele desejava.

“Eu sempre soube que pessoas do sexo oposto não me atraiam, no colégio eu era o único que não me importava em conquistar garotas. O físico masculino sempre me chamava mais atenção, eu entendia o que estava acontecendo. Quando meu melhor amigo me beijou, eu tive certeza do que eu queria. Esse mesmo garoto havia me contado sua experiência em contar sobre sua sexualidade para os seus pais, e eles foram tão compreensíveis que eu achei que seria fácil ‘pra mim também. Mas não foi.” Yoongi parou de falar para rir, seu riso era desprovido de qualquer tipo de humor. Era vazio. Jimin permanecia calado, e o moreno continuou: “Meu pai surtou, dizendo que eu era a vergonha da família, e que ele não iria aceitar um viadinho como herdeiro. Achei que ao menos minha mãe me apoiaria, mas em momento algum ela se opôs, permitiu tudo o que ele ditava naquele momento.”

— E você sai com mulheres para agradar o seu pai? – Jimin fez menção de se virar; queria estar olhando para o rosto do garoto atrás de si, dizer que ele não devia render-se ao preconceito do CEO, mas o braço de Yoongi lhe apertou, impedindo-o de se virar.  

— Ele acha que se eu sair e conseguir achar alguma mulher especial, eu irei me casar e dar lindos netos para ele. – Min riu novamente, suspirando em seguida. Seu indicador subia e descia pelos gomos levemente marcados da barriga do empresário por cima da camiseta. — E se realizar os desejos dele impedisse suas agressões, eu poderia lidar com isso.

— Agressões? – Park arfou, ignorando o aperto novamente em sua cintura, e virando-se contra a vontade do Min para si. Arregalou os olhos ao notar as bochechas úmidas do moreno.

— Sim. – Yoongi sorriu vagamente, secando com a manga da blusa as lágrimas em seu rosto. Jimin estava estático, sentindo seu coração quebrando-se com a cena em sua frente. Levou a canhota rapidamente para a bochecha alheia, recebendo uma expressão de surpresa do Min, ao notar o empresário secando seu rosto com delicadeza.

— O que ele fez? – Jimin diminuiu o tom de voz, tentando demonstrar confiança para que Suga continuasse a falar consigo.

— Eu me sinto sujo. – Suga desviou o olhar, prendendo o lábio inferior entre os dentes branquinhos com força. — Eu não consigo me relacionar com ninguém, depois do que ele fez comigo.

— Yoongi, ele.. – O empresário sentia sua boca tornando-se seca, a visão ficando embaçada com a dedução rápida que havia tomado. — Ele violentou você?

— O-O quê? Não! – O moreno voltou a olhar Jimin, com os olhos arregalados. Park suspirou aliviado, sentindo seu peito acalmando-se. — Meu pai odeia homossexuais, ele não chegaria nesse ponto.

— O que ele te fez, Yoongi? – O corpo de Jimin ficou tenso novamente, ao perceber o semblante do garoto tornando-se triste mais uma vez.

— Promete que não vai sentir repulsa de mim? – A voz do Min estava baixinha, mostrando todo o receio e medo do que quer que fosse o motivo.

— Pode confiar em mim. – Park sussurrou, arriscando um sorriso pequeno para confortar o garoto a sua frente.

Yoongi assentiu, afastando-se do corpo do empresário e deitando-se de barriga para cima. A claridade do quarto era escassa, mas havia o suficiente dela para Jimin notar o momento em que Suga levou as mãos até o elástico do moletom, e o abaixou lentamente. O louro fitava o rosto alheio, que tinha os olhos fechados e parecia respirar fundo para reunir coragem para prosseguir. Park sentiu-se incomodado com o ato do garoto, mas permaneceu em silêncio até que ele continuasse.

A pele leitosa começou a aparecer, dando a visão das partes que o empresário ainda não tinha conhecimento. A pélvis alheia estava com alguns vermelhos notáveis, talvez uma irritação por uma depilação recente, era algo normal. Mas Jimin sentiu todo seu ar sendo sugado de seus pulmões, quando notou as elevações escuras ao redor do membro adormecido do pálido. A iluminação não era tanta, mas Park percebeu que as circunferências escuras, eram nada menos que marcas violentas de queimaduras de cigarro. O louro pressionou os lábios com força, sentindo seus olhos ardendo ao começarem a lacrimejar. Ele sentia nojo, ódio e repulsa do pai de Yoongi. Como ele havia sido capaz de ter feito aquilo com seu garoto?

— Jimin? – Min chamou baixinho, sentindo todo seu metabolismo acelerando com o nervosismo da reação do outro.

— Yoongi. – Jimin falou firme, recebendo um olhar assustado do moreno, parecia que o empresário estava bravo consigo. Surpreendeu-se quando o empresário de corpo trêmulo lhe puxou para um abraço sufocante e quente. — Eu sinto muito, pequeno.

Min sentiu como se tivesse perdido o chão, os olhos já não enxergavam mais nada; apenas um borrão preto e branco lhe ocupava a visão. Suga retribuiu o abraço, desabando nos braços firmes que lhe seguravam. Lágrimas dolorosas escapavam dos olhos de Park, era como se ele sentisse a dor do pálido. Sua sexualidade também não havia sido aceita por seu pai, mas ele teve sua mãe para apoiá-lo, e por mais que seu progenitor não lhe apoiasse, jamais havia lhe encostado um dedo. Jimin envolveu o garoto ainda mais em seu enlaço, desejando que pudesse de alguma forma, pegar a dor do Min para si.

Yoongi soluçava, enquanto se agarrava na camiseta úmida do empresário. Ambos estavam em silêncio, e após um longo choro, o moreno respirou fundo e se afastou, sem fitar Jimin, claramente envergonhado.

— Você não precisa passar por isso. – Jimin começou, levando sua destra para o rosto alheio, segurando o queixo pequeno e obrigando Yoongi a lhe olhar. — Não precisa fazer o que ele quer, saia de perto desse monstro.

— Eu não posso. – Min suspirou, sentindo os dígitos do louro queimando em sua pele. — Meu pai não permite que eu trabalhe até que eu resolva me casar com uma mulher, e não posso sair de casa sem um emprego. Ele jamais me daria dinheiro.

— Fique comigo até arrumar alguma coisa. – Park falou rapidamente, surpreendendo o garoto e até si mesmo. — Não precisa se preocupar com uma casa, eu te ofereço a minha.

— Você nem me conhece, senhor Park. – Min brincou, tentando esconder o quão comovido havia ficado com a proposta.

— Te conheço o suficiente. – Jimin sorriu ladino. — Se quiser, pode vir para cá amanhã mesmo. E antes que pense em recusar, lembre-se: eu consigo ser bem insistente.

— Eu sei. – Yoongi fez uma falsa careta, e ambos acabaram rindo. O moreno limpou o rosto molhado, sorrindo sincero para o empresário. — Ajuda se eu disser que irei considerar sobre isso?

— Só vou parar de te encher quando ouvir um sim. – O louro tombou a cabeça ‘pro lado, recebendo um riso cansado do pálido.

— Talvez amanhã. Posso dormir com você.. Aqui? – Min olhou para Jimin, o escuro não lhe permitia enxergar muito, mas o empresário podia jurar que as bochechas do garoto estavam coradas.

— Claro, Yoon. – Soltou rapidamente, e ao desviar o olhar para puxar o cobertor para si, não notou o lampejo de felicidade que brilhou nos olhos do stripper ao escutar o apelido novo.

Park cobriu seu corpo e o de Yoongi, e no mesmo instante, o pálido arrumou-se próximo do louro. Ambos não estavam encostados, mas próximos o suficiente para sentir as cócegas que a respiração alheia fazia um no’utro.

— Yoongi? – Jimin chamou, observando os olhos pequenos do outro se fechando, e um bocejo cansado causado pelo choro lhe escapando.

— Sim? – Respondeu, sonolento.

— Por que trabalha de stripper? – O louro questionou, era algo que ele queria saber desde quando descobrirá que o garoto era tão rico quanto si.

— Meu pai me proibiu de me relacionar com homens. – Yoongi sussurrou, os lábios curvando-se para baixo em desagrado. — E da última vez que ele me viu com um, foi quando essas marcas nasceram. Desde que me recuperei, evitei sair com rapazes, não queria isso de novo. – Min se remexeu na cama, aproximando-se ainda mais de Jimin, e este sentiu o coração batendo forte com a proximidade do outro. — Eu sabia que não iria me atrair por mulheres nem se eu realmente desejasse, por isso arrumei aquele emprego na Krystal Lux. Mesmo que eu não pudesse me satisfazer como queria, ter o gostinho da sensação já me era o suficiente.

— Entendi. – Jimin foi simplista, fechando os olhos e se arrumando no travesseiro.

— Depois de um tempo eu parei de gostar daquilo. – Min continuou, e Park permaneceu de olhos fechados. – Eu sabia que todos me viam apenas como um pedaço de carne, e passou a me incomodar de verdade. Passei a desejar alguém para ir além dali. – O louro sentia seu coração cada vez mais acelerado, não sabia exatamente o porquê. — E.. Espero que isso não soe como um psicopata carente ou algo assim, mas eu achei reconfortante a sua fixação em mim.

— Fico feliz que meu desespero te fez feliz. – Jimin reclamou, não realmente irritado com aquilo. Escutou a risada baixinha de Yoongi e sorriu satisfeito.

— E muito, acho que fiquei um pouco fissurado nisso. – Min ainda ria. — Obrigado por ter sido diferente dos outros, senhor Park. – E quando o empresário fez menção de responder, sentiu uma pressão macia e quentinha contra seus lábios.

Abriu os olhos rapidamente em surpresa, deparando-se com o rosto de Yoongi perigosamente perto. Os lábios vermelhinhos que tanto desejou desde o início; estavam colados aos seus, em um selar casto e longo, que disparava arrepios por todo seu corpo. Yoongi estava lhe beijando.


Notas Finais


sim parei na melhor parte mesmo
podem me xingar eu deixo rs

fiz uma playlist com as musicas q escuto qnd to escrevendo entao caso alguem queira segue o link<3
https://open.spotify.com/user/21fscq724htb36hkg6k5u6mvy/playlist/5xFQSvCzrZgKonlxQc4qJY


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