História Laços Inquebráveis - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Drama, Família, Gaasaku, Traição
Visualizações 89
Palavras 1.597
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ei amores, olha eu aqui!

Tem um capítulo tenso aí :o Hohohohoho

Boa leitura a vocês e Obrigada pelo carinho <3

Capítulo 8 - Mentes conexas


Os instantes pareceram se arrastar naquele momento em que ela o abraçava, ele passou as mãos sobre as costas dela apertando e retribuindo o gesto. Seu coração disparou naquele instante e as mãos suadas e trêmulas diziam que algo estava errado e ele se separou dela.

 

- Desculpe - ela sorriu com lágrimas nos olhos - Você tem me ajudado muito.

 

- Era uma ilusão muito forte, você estava convulsionando...

 

- Não era um genjutsu Gaara, e vamos precisar da ajuda de um especialista... - Ele encarou ela tentando buscar alguma resposta - É uma técnica de invasão da mente, a Ino Yamanaka é especialista neste justsu, podemos pedir a ela.

 

- Então esses seguidores estão invadindo a mente de quem investiga?

 

- Eu acho pouco provável... Acho que os seguidores estão aumentando porque suas mentes estão sendo manipuladas por este controle, e quando tentam saber sobre esta invasão, um jutsu refletor de destruição da mente ataca o oponente e invade sua mente também, mostrando imagens perturbadoras.

 

- Entendo, isso é mal, não podemos fazer nada?

 

- Infelizmente acredito que apenas a Ino seja imune a esse tipo de jutsu, do contrário é melhor não arriscar nem mandar outras pessoas ao templo.

 

- Mandarei uma carta avisando o Naruto e vamos esperar sua amiga.

 

- Sim.

 

(...)

 

- Ei testuda! Sentiu minha falta? - A loira acenava alegre na porta da casa enquanto Sakura acenava de volta.

 

- É bom te ver - Temos muito trabalho.

 

- Vendo você assim vestida de pijama com os pés esticados parecendo a primeira dama da aldeia, diria que já está bem adaptada - A rosada corou violentamente, não podia ter aquele tipo de imagem em sua cabeça, mas naquele momento ela já havia se imaginado sendo uma primeira dama.

 

- N-não... Que... Nada disso! - ela se defendeu - É que me sinto confortável, o Kazekage é bastante prestativo.

 

- Sei - ela zombou - Fazia tempo que eu não via você assim... E o bebê?

 

- Está bem - ela alisou a barriga - Eu fico feliz de ter ele.

 

- Hinata me contou, sobre Sasuke, acho que ele passou dos limites dessa vez.

 

- Eu não gosto muito de pensar nisso. De certa forma, é por causa dele que meu filho existe. Eu já extravasei minha raiva, e entendo que Sasuke nunca seria um pai presente o suficiente.

 

- Espera, você irá criá-lo sozinha?

 

- E que mal há? Ele terá tudo e mais um pouco, mas nunca vou mentir sobre a origem dele. É o que prometi a mim mesma.

 

- Você se tornou uma bela flor - a loira elogiou e ela sorriu envergonhada.

 

- Melhor eu tomar um banho e irmos logo para a autópsia.

 

Não demoraram a chegar no local e Ino entrou na sala com os corpos e tratou de colocar a mão sobre a cabeça do ninja falecido. Ela não fazia movimentos bruscos, nem mexia, como se estivesse analisando um corpo qualquer.

 

Sakura permanecia apreensiva do lado de fora enquanto olhava a amiga pelo vidro da janela. A loira permanecia de olhos fechados, mas um suave ruído entrou na sala e a desconcentrou imperceptivelmente.

 

- Gaara - a rosada o chamou.

 

- Como estão indo as coisas?

 

- Não sei bem, ela está assim a algum tempo, mas parece não estar sendo afetada.

 

- Isso é bom, você estava bastante agitada o tempo todo.

 

- Sim - ela balançou a cabeça em concordância.

 

- Você tem se sentido melhor? Deveria descansar mais um pouco.

 

- Estou bem, o trabalho aqui tem me ajudado muito, sabe eu... - Então um estouro interrompeu e assustou os dois, quando a rosada percebeu sua mão estava sobre a mão do Kage apertando-a - Perdão! - ela disse soltando-o

 

- Tudo bem, vamos dar uma olhada no que houve.

 

- Ino está tudo bem? Deus que cheiro horrível é esse?!

 

- Sim, eu consegui controlar bem o jutsu, mas o cérebro do cara fritou.

 

- Você conseguiu descobrir algo? - o ruivo indagou e ela assentiu.

 

- O que você suspeitava estava certo testuda, não era genjutsu. É um chackra de controle da mente, pode criar memórias para os que são afetados, dando a eles quaisquer pensamentos, e quando um outro usuário tenta invadir para investigar o jutsu é repassado e ataca destruindo os neurônios.

 

- Eu suspeitava disso, mas se estão mortos, como continua afetando, já que seriam necessários os lapsos nervosos do corpo vivo para transmitir o jutsu?

 

- Isso é feito com uma técnica de bolha, mesmo morto, o organismo ainda sim é capaz de guardar lembranças e informações que podem ser reativadas se você infundir seu chackra na mente da pessoa para recriar os lapsos, mas pensando nisso a pessoa se precaveu criando uma bolha de repulsão que armazenou as informações para ficar lá inácessivel.

 

- Então essa sacerdotisa ou a Kaguya estão controlando a mente e fazendo os que se aproximam do templo seguirem seus pensamentos... Isso é mal.

 

- Péssimo - o ruivo completou - Vou avisar os outros e vamos atacar com força total o templo. Precisamos encontrar a sacerdotisa.

 

- Sim!

 

Enquanto o Kage corria pela aldeia, Sakura preocupada arfou cansada.

 

- Eles vão resolver isso testuda, você tem relaxar um pouco.

 

- Eu não sei, tenho medo, o Gaara está correndo atrás...

 

- Desde quando você começou ficar preocupada com ele? - ela falou zombeteira.

 

- Ele é um aliado - ela se defendeu - Óbvio que me preocupo.

 

- O jeito como olha ele, acho que ninguém se importa tanto com um aliado...

 

- B-besteira! Vamos embora.

 

A noite ela não conseguia dormir bem, levantou-se e sentou na cama refletindo sobre o que Ino havia lhe dito junto da sua atitude nos últimos dias. Talvez coisa da cabeça dela, por ser uma hóspede ele estava a tratando com tanta preocupação, de certa forma, exagero da sua parte. Ela já havia recebido preocupação de outros, mas era de certa forma diferente, Naruto que era como um irmão, e... Sasuke, mas ele a via como companheira de equipe. Lembrou-se de que conquistá-lo foi algo doloroso e depois de tudo que aconteceu, ela sentia como se tivesse perdido os anos. Então saiu pela casa, e lembrou-se que o quintal era bastante amplo com espaço e ela podia sentir um pouco do ar frio para refrescar sua mente antes de tentar voltar ao sono.

 

- Está sem sono também? - Gaara estava encostado na parede da casa.

 

- Sim - Esta história está tão confusa, eu fico preocupada.

 

- Não deveria - Ele falou ao parar ao lado da rosada - Você conseguiu resolver boa parte das coisas.

 

- N-não sei - os lábios dela tremeram.

 

- Aqui fora é bem frio a noite - Ele retirou o casaco e entregou a ela - Pegue, vai ficar resfriada.

 

- O-Obrigada... - ela disse sorrindo vermelha - Você é muito gentil - Foi a vez dele ficar vermelho.

 

- Não é o que parece... Eu só...

 

- Tudo bem - ela deu as costas a ele - Só tome cuidado.

 

- Eu tomarei, fique tranquila.

 

(...)

 

Alguns dias mais tarde, os Kage se reuniram para ir ao templo, seria a hora de encontrar a sacerdotisa, ou Kaguya. O templo ficava ao fundo de um bambuzal e eles caminhavam com cautela.

 

- Aparentemente está vazio - o Mizukage informou.

 

- Tenham cuidado, suas mentes podem ser invadidas a qualquer momento - Naruto informou preocupado.

 

Sakura bebericava seu chá enquanto analisava a paisagem da aldeia antes de ir trabalhar.

 

- A Ino não levantou Matsuki?

 

- A senhorita saiu bem cedo disse que haviam chamado ela na aldeia da Folha.

 

- Que pena - A rosada lamentou - Eu queria ter me despedido dela... Só espero que esteja tudo bem,

 

Os Kages entraram no templo atentos a cada movimento do local. Era bem amplo e escuro.

 

- As tochas ainda estão quentes - o Raikage apertou a madeira - Espero que não tenham fugido.

 

- Não podem estar longe, temos que nos separar em caso de todos terem saído. Eu, o Raikage e o Mizukage vamos seguir adiante nas próximas aldeias - a tsuchikage informou e ambos assentiram - Podem cuidar disso?

 

- Sim - Gaara concordou - Vão logo, não podemos perder a oportunidade. Ainda há muito para ser descoberto.

 

Naruto e Gaara desceram no profundo do templo, onde a luz parecia cada vez mais escassa.

 

- Gaara - A voz feminina chamou a atenção e ele olhou ao redor encontrando uma cabeleira rosa espalhada no chão, ele correu alcançá-la e encostou em seu ombro.

 

- Sakura você está bem? - Mas ela não era capaz de ouvir, apenas chorava.

 

- Sasuke onde você está? Eu não posso ficar sem você, me perdoe...

 

- Sakura fale comigo - Gaara a chamou - Você está abalada...

 

- Gaara - a voz chamou novamente.

 

- Matsuri... - ele gelou ao ver a mulher parada na sua frente.

 

- Você já se esqueceu de mim? - Ele a olhou sério.

 

-  Isso é uma ilusão, eu já percebi.

 

- A ilusão é você estar interessado nela Gaara, não lembra? Era hoje quem deveríamos estar casando.

 

- Eu não...

 

- Seu luto passageiro, como pode você esquecer?

 

- Eu nunca te esqueci Matsuri.

 

- Então - ela esticou a mão - Venha comigo.

 

Sakura sentiu o peito disparar e a xícara veio abaixo da sua mão partindo-se no chão, o barulho estarrecedor do copo trincando era o mesmo da sua cabeça latejando.

 

- Gaara - ela sussurrou.


Notas Finais


Obrigada e até o próximo :D


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