História Laços Inquebráveis - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Resident Evil
Personagens Ada Wong, Albert Wesker, Barry Burton, Chris Redfield, Claire Redfield, Jill Valentine, Leon Scott Kennedy, Rebecca Chambers, Sherry Birkin
Tags Chris Redfield, Jill Valentine, Resident Evil, Valenfield
Visualizações 23
Palavras 3.853
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Romance e Novela, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Salve Salve Amáveis Leitores do Spirit. Estamos de volta!

Queria em Primeiro Lugar agradecer de Coração aos leitores que tiraram alguns minutos de suas vidas para ler, e até comentar o capítulo anterior desta fanfic. E aos que se interessaram na história e favoritaram, agradeço a confiança e interesse em continuar acompanhando esta história que espero que seja a primeira de muitas! =)

Me surpreendi positivamente com o feedback e a intenção é continuar com a fanfic normalmente, e conforme prometido, me comprometo a pelo menos atualizar esta fanfic uma vez por semana e ai está, vamos que vamos com o capítulo 2 de Laços Inquebráveis.

Aproveitem, espero que gostem e agradeço desde já a atenção!

Capítulo 2 - Aliados na Madrugada


**Local: Casa dos Pais de Rebecca Chambers, Hutton City, 250 km ao Norte de Raccon City, Janeiro de 1996**

Ainda aproveitando as férias após se formar na Universidade em Bioquímica, a menina prodígio Rebecca Chambers, havia recebido via correio a mensagem de convocação para integrar a Unidade S.T.A.R.S..

Era um dia como outro qualquer quando a jovem de cabelos curtos e castanhos tomou um susto ao receber um envelope lacrado escrito “CONFIDENCIAL” com o emblema do Departamento de Polícia de Raccon City, do carteiro enquanto tomava seu café da manhã, e quase derramando café no mesmo, e ao abrir o lacre, havia um manual de procedimentos, conduta e informações gerais, e em destaque uma folha de papel timbrado com os logotipos da RPD e dos S.T.A.R.S. com breve mensagem:

“Raccon City, U.S.A. 02 de Janeiro de 1996

Saudações Srta. Chambers.

Desde já deixamos nossos Cumprimentos e Congratulações!

O Departamento de Polícia de Raccon City tem o prazer que lhe informar a vossa convocação para fazer parte da Unidade Especial S.T.A.R.S. do Departamento de Polícia de Raccon City. Seu aproveitamento acima da média na Universidade somado ao bom desempenho de seu Estágio Probatório de três meses neste Departamento a qualificam para ocupar a Vaga de Médica de Campo Oficial da Unidade dos S.T.A.R.S.

Reiteramos desde já que a convocada tem até o dia 31 deste mês corrente para se apresentar no Departamento com os documentos exigidos em anexo, além de ter residência fixa obrigatória na Cidade de Raccon City.

O não-comparecimento da convocada ou comparecimento sem todas as exigências deste Departamento acarretará na anulação desta vaga.

Atenciosamente

Brian Irons

Chefe do Departamento de Polícia de Raccon City.”

Ainda atônita, Rebecca Chambers não conseguia acreditar no que estava lendo, mesmo sem experiência de combate, recém saída da faculdade e com experiência apenas interna na enfermaria do Departamento de Raccon City, ela estava sendo convocada para integrar uma Unidade de Elite! Um misto de alegria e receio inundava os pensamentos de Rebecca:

“Não pode ser! Isso deve ser uma pegadinha, mas... O Envelope, o manual, a carta, tudo me parece ser oficial! Puxa, nesse caso, terei que adiantar o fim das minhas férias e voltar para Raccon City. Espero que o Sr. e Sra. Patrick ainda tenham algum quarto sobrando para mim onde fiquei minha última temporada em Raccon. Quem diria que serei uma Médica de Campo de Elite!”

**Local: Apartamento de Rebecca Chambers, 03 de Fevereiro de 1996, noite/madrugada**

-- Er... – enfim de pé, ainda admirada com o feito de Jill - , muito prazer Srta. Valentine. E obrigado mais uma vez. – estendendo-lhe a mão.

-- Não foi nada, e não precisa ser tão formal mocinha, pode me chamar de Jill. – sorria a mulher caucasiana de olhos azuis - Acho que sou sua vizinha, o meu apartamento é exatamente ao lado do seu. Veja, aqui é o número 304, certo? O meu é logo aí ao lado, o 305, qualquer coisa é só chamar. – Jill apenas fazendo um sinal de positivo com o polegar direito.

-- Puxa, sério Srta. Valen... Ops, quer dizer, Jill!? Isso é muito bom, voltei recentemente à cidade e estava me sentindo sozinha. É bom saber que terei um rosto amigo aqui próximo de mim. E você também, pode me chamar apenas de Rebecca.

-- Está bem Rebecca, fico admirada de ver que mesmo tão nova você mora sozinha?

-- Ah... – Rebecca ruborizada – Isso mesmo, meus pais são legais, contudo, eu precisava do meu próprio espaço sabe? E a propósito, Jill, você também mora sozinha? E o que fazia tão tarde da noite para chegar só agora?

-- Ah... – Agora era Jill que ficava sem jeito – Eu moro sozinha também, e infelizmente fiquei sem gás de cozinha para preparar meu jantar antes de dormir. Saí para procurar algum lugar para comer ao menos um hambúrguer, contudo não encontrei nenhuma lanchonete aberta e nos Postos de Gasolina 24h só havia comidas congeladas, o que não resolve muito o meu problema já que estou sem gás e os idiotas do posto me cobraram o dobro do valor apenas para esquentar a comida, logo optei por voltar para comer pelo menos uma barra de chocolate que ainda tenho na geladeira, e aí encontrei você aqui.

-- Ora... Acho que podemos dar um jeito nisso – Sorriu Rebecca.

-- Como? – Indagou Jill.

-- Acabo de constatar que temos dois gostos em comum: Hambúrguer e Chocolate. E para a sua sorte eu tenho alguns hambúrgueres na geladeira e pães na cozinha. Sei que não é muito, mas você quiser, está convidada para vir comer comigo, eu não fico sozinha e você vai poder comer mais que apenas chocolate essa noite.

-- Oba! É Sério? – Exclamou Jill Animada.

-- É sério sim, mas com uma condição! – Interrompeu Rebecca apontando o indicador na direção de Jill.

-- Ah é? E qual? – Retrucou Jill.

-- Vá até o seu apartamento e busque sua barra de chocolate pra gente! Faremos uma noite de Hambúrgueres com Chocolate!

-- Opa! Com certeza, e acho que tenho uma lata de chantilly sobrando, que tal?

-- Perfeito então! Assim que voltar, você... Bem, quer dizer, eu ia dizer para você bater na porta, mas a fechadura está arrombada mesmo. Pode ficar a vontade então para entrar, a casa é sua.

Após esse comentário de Rebecca, ambas riram, olhando para a fechadura que não se trancaria sem a chave perdida.

-- Não se preocupe – respondeu Jill ao se recompor – Tenho certeza que o Sr. Patrick tem uma chave reserva, ele e a Sra. Patrick devem estar dormindo agora, mas amanhã de manhã podemos conversar com ele e explicar o ocorrido, tenho certeza que ele irá entender.

-- Puxa, muito obrigado mesmo Jill! Espero que ele não se zangue...

-- Não se preocupe Rebecca, o Sr. Patrick já sabe dessa minha “habilidade”, digamos. Ele também costuma perder a chave ou se trancar pelo lado de fora. E a sua querida “inquilina  do 305” sempre está lá para socorrê-lo. – Disse Jill piscando e se dirigindo ao seu apartamento. – Vá preparando as coisas, eu não demoro.

-- Está certo Jill! – Disse Rebecca retornando ao seu apartamento, acendendo as luzes e jogando sua mochila no sofá.

Pensou em tomar um banho, porém sem a chave para trancar a porta seria perigoso ficar sozinha no banheiro, mesmo armada e com o prédio de Sr. Patrick tendo uma boa segurança e com acesso apenas a moradores e pessoas pré-identificadas pelos mesmos, tinha receio de haver uma invasão de bandidos e evitava conflitos e não estava preparada para entrar num combate armado mesmo que em legítima defesa. Nesse caso, decidiu mentalmente que esperar o regresso de Jill era o mais sábio.

Rebecca então se dirigiu até a sua varanda e contemplando a vista do terceiro andar do prédio, o vento e com o tráfego da avenida que passava em frente ao prédio totalmente deserto, pensou:

“Puxa vida. Que sorte eu tive. Se não fosse Jill, eu ficaria a noite toda no corredor, já que ir acordar o Sr. Patrick uma hora dessas por causa de uma chave está fora de cogitação, ainda por cima levaria aquele sermão. Se bem que... Mesmo que eu dormisse no corredor, eu levaria o sermão do mesmo jeito amanhã pela manhã quando o Sr. Patrick fizesse a sua ronda matinal. Que fria que eu escapei hihi. Jill me parece ser alguém de confiança, espero que possamos ser boas amigas. Falando nela, é linda, simpática, dócil... E já que ela não me parece ser uma ladra, como será que ela aprendeu a  ter o dom de arrombamentos... Será que..”

Seus pensamentos foram interrompidos ao observar um carro vermelho que quebrou o silencio após entrar na avenida com sentido de Oeste à Leste de sua visão. Rebecca o olhara sonhando e lembrando que agora que tem 18 anos, já pode tirar uma Carteira de Habilitação sem repreensão de seus pais.

**Local: em alguma avenida de Raccon City, Madrugada do dia 03 para o dia 04 de Fevereiro de 1996**

-- Não acredito que estou fazendo isso. Aquele Chris só me coloca em furadas. Ele e suas festas. – Resmungava Barry Burton dirigindo com atenção entrando na Avenida Oeste-Leste de Raccon City.

-- Ohh... hic... Barry... Obri... gado... Hic.... Barry... hic.. Você é demais! Fico te devendo uma… hic – soluçou Brad Vickers no banco traseiro do carro de Barry. – Por... hic... favor,... hic.. Vai dev... hic... agar – Com uma voz de enjoo

-- Tá... Tá... Só tome cuidado para não vomitar no carro. A Kathy vai me matar.

“Quer dizer, ela já vai me matar, como vou explicar o cheiro de bebida no carro? E como explicar que estou levando ele para dormir lá em casa? Tudo porque o tapado do Forest perdeu a chave do seu apartamento no meio da bagunça que fizeram e terá que dormir no Chris ficando agora sem lugar para Brad dormir..., e o prédio dele fica do outro lado da cidade e sem elevador! E eu não estou a fim de carregar Brad nesse estado nas minhas costas por sete andares acima. Que se dane. Inventarei alguma desculpa.”

**Flashback: Algumas Horas atrás...**

--Então garotos, já está ficando tarde – Informou Barry. – Eu preciso ir, e acho que a festa foi boa, amanhã é domingo e será o dia para recuperarmos nossas forças. – Aconselhou Barry.

-- Tem razão, eu também já v... – Forest ia concordando, até que notou que estava faltando alguma coisa – Quer dizer, galera... Eu acho que perdi as chaves do meu apartamento aqui do lado. Chris, seja um bom vizinho, e pode me deixar dormir aqui com você? No seu sofá?

-- Como é? Como pôde perder as suas chaves? – Questionou Chris.

-- Bom... Eu lembro que tranquei meu apartamento, e a trouxe comigo aqui para ela pode estar em qualquer lugar... – Disse Forest com um sorriso amarelo e observando ao redor o “estrago da festa” com Chris, Barry e Brad.

Ao olharem ao redor, havia muito lixo, papeis, garrafas de cerveja, caixas de pizza que pediram posteriormente, jornais velhos.

--Procurar a chave aqui vai levar a noite toda!! – Disse Chris, levando a mão na testa – Está certo, Forest pode passar a noite aqui, mas com uma condição! Você vai me ajudar a arrumar toda essa bagunça amanhã e quem sabe podemos encontrar suas chaves.

-- Tudo bem Chris! – Respondeu Forest – Mas e agora, o que vamos fazer com ele?

Os três então viraram na direção que Forest indicava, no sofá estava Brad Vickers, embora fosse um piloto responsável, era digamos... fraco na bebida, estava desacordado no sofá de Chris sob efeito da bebida.

-- Bom, meu apartamento como podem ver, é pequeno, eu vou dormir no meu quarto, Forest ficará no sofá e ambos prezamos por nossas privacidades. Não podemos deixar Brad dormir no chão. Pode dar uma carona para ele até a casa dele Barry? – Chris deu a idéia – Forest perdeu as chaves e eu não estou 100% em condições de dirigir...  Então?

-- Mas Chris... – indagou Forest – Brad, mora do outro lado da cidade! Não terá problema Barry?

--Bem... – Barry Hesitou a princípio – Mas não acho que não temos muita escolha – Concordou Barry.

-- Bom, se eu for rápido, chegando antes do amanhecer em casa, acho que consigo dar uma carona a Brad sem que Kathy me mate. Em qual prédio e qual andar ele mora?– Brincou Barry.

-- Ele mora no sétimo andar da Pousada Santa Mônica e... Barry, lá não tem elevador. – Respondeu Chris.

-- Como é? Sétimo Andar? Eu não vou carregá-lo até o sétimo andar escada acima deste lugar que é do outro lado da cidade! – Respondeu Barry.

-- Nesse caso – Interrompeu Chris – Você tem um quarto de hóspedes sobrando na sua casa, não é?

-- Nem pensar! Kathy me mataria. – Respondeu Barry

-- Entendo Barry, mas não temos escolha, quebra essa pra gente, ficamos te devendo uma – Retrucou Forest.

Vendo-se encurralado, Barry então respirou fundo, analisou as possibilidades e acabou vendo que a melhor opção para Brad é deixar que ele passe a noite em sua casa. Ele está sem condições de se virar sozinho mesmo que Barry o deixasse na porta de seu apartamento. Depois ele agüentaria as conseqüências com Kathy.

--Está bem, levarei ele comigo, agora pelo menos o carreguem até o meu carro, deixem o resto comigo, e confiram se ele também não perdeu as chaves! – Ordenou Barry.

-- Ahh... Estão aqui – disse Forest checando os bolsos de Brad – Ele prende as chaves no bolso, não se preocupe Barry, apesar dele ficar assim, amanhã de manhã ele já acordará 100% são e lúcido.

-- Muito bem, isso significa que mesmo ele bêbado e inconsciente, ele é mais esperto que o Forest – Brincou Chris.

- Há há Há. Muito Engraçado Sr Redfield. Me ajude aqui a carregar ele – resmungou Forest pegando o braço direito de Brad sobre seus ombros.

E assim, todos riram e foram saindo do apartamento de Chris carregando Brad até o carro de Barry.

**Fim do Flash Back**

Após alguns resmungos e frases sem sentido, Brad volta a adormecer no banco de trás do carro de Barry, que apenas o observa no retrovisor e dá um sorriso, com seu espírito paternal e lembrando de como já foi um dia na idade desses garotos.

-- Bom, chegamos, que se dane. O quarto de hóspedes é no andar de baixo, próximo da cozinha, Kathy e as meninas estão dormindo no andar de cima, se eu conseguir entrar sem fazer barulho e movimentos bruscos, acho que consigo não ser notado. Isso deve ser mais fácil que invadir bases secretas na época da Força Área. – divagou e riu Barry, após guardar o carro na garagem, carregando Brad em seus ombros para dentro de sua residência.

**Apartamento de Rebecca Chambers, Madrugada de 03 para o dia 04 de Fevereiro de 1996**

Ao retornar para o apartamento de Rebecca levando consigo uma barra de chocolate e a lata de Chantilly conforme prometido à mais nova e inesperada vizinha. Viu a porta do apartamento de Rebecca entreaberta e ao imaginar que a dona do apartamento estava lhe esperando, preferiu entrar sem bater.

Ficou impressionada com a arrumação da pequena cozinha colocando o chocolate e o chantilly próximos à pia limpa, estava admirada que Rebecca conseguia manter tudo em ordem ao contrário de si mesma que tinha o defeito de procrastinar quando havia acúmulo de louça.

Entretanto, algo mais chamara a atenção da visitante, ao se deparar com a suposta mesa de jantar, com uma pequena pilha de livros de medicina e de química, alguns tubos de ensaio etiquetados numa seqüência numérica, um mini fogareiro químico, uma balança de precisão, diversos potes, vidros e garrafas com diversos tipos de ácidos, bases e substancias químicas. Além de uma botija embaixo da mesa com o que achava ser algum tipo de gás de cozinha, mas na verdade era um galão de Nitrogênio Líquido. Enfim, agora vira que Rebecca tinha um verdadeiro laboratório químico dentro de seu pequeno apartamento.

-- E Então, o que achou? – Perguntou Rebecca sorridente, após sair da varanda abrindo a cortina, vindo de encontro à Jill. – Não repare na bagunça, como eu nunca recebi ninguém aqui para jantar comigo, ter uma mesa de jantar vazia não faz muita diferença para mim. Então preferi otimizar o espaço.

-- Ora... é impressionante, mas pra que é tudo isso? Você é alguma cientista maluca ou uma espiã ou algo do tipo? – Retrucou Jill.

-- Ah... Bom, digamos que eu também tenha meus dons, sou recém formada em Bioquímica e essa é digamos o meu ambiente para testes... Mas não se preocupe – riu brevemente – eu não explodo nada. Apenas faço testes de pequenas reações químicas para praticar.

-- Já é formada? Mas você parece ser tão nova! Impressionante. E você trabalha no quê então?

-- É... Eu estava trabalhando como assistente na enfermaria do Departamento de Polícia daqui, e...

--Você disse Departamento de Polícia daqui? De Raccon City?

--Sim, porque Jill?

--Nossa, o mundo é pequeno mesmo Rebecca, e se eu te disser que sou uma Policial nesse mesmo Departamento? Mas nunca lhe vi por lá, acho que é porque eu não tenho me machucado recentemente - riu Jill.

-- Caramba!! Para tudo! Raccon City é um ovo mesmo! Significa então que minha nova vizinha é também minha colega de trabalho?

--Isso mesmo, mas você disse que “estava trabalhando”? Bom, por acaso você saíste do Departamento?

-- Ahh... Isso... Bom, acho que não tem problema falar para você. Eu fui promovida! E essa é a razão para eu estar de volta à cidade. Tive sorte em conseguir outro apartamento no mesmo prédio. O Sr. Patrick foi muito bondoso comigo. Mass... enfim, voltando ao assunto. Eu fui promovida e você está falando com a nova Médica de Elite da Unidade S.T.A.R.S. do Departamento de Polícia de Raccon City. – Disse Rebecca orgulhosa estufando o peito, batendo uma leve continência e piscando para Jill.

Jill, apenas riu levemente e respondeu:

-- Bom, isso é muito bom e Meus Parabéns Rebecca. Isso significa que iremos nos ver bastante  vezes durante o dia...

-- Hein? Como assim? Não vá me dizer que...

-- Isso mesmo. Você está falando com a Especialista em Arrombamentos, e uma das melhores atiradoras da Academia de Policia, da Unidade de Elite S.T.A.R.S. do Departamento de Polícia de Raccon City – disse Jill imitando a pose de Rebecca e rindo.

-- Uau.... Isso explica tudo, eu, você, nós aqui.... – Gagejou Rebecca, contendo a sua felicidade – Estamos unidas aqui, por esse motivo, será coincidência? Será o destino? – Perguntou retoricamente Rebecca.

-- Se é destino, eu não sei, mas é para se pensar... Mas enquanto isso, acredito que essas descobertas e nossas convocações aos S.T.A.R.S. pedem uma comemoração, que tal?

-- Ahh, bem lembrado! Vamos então fazer da nossa festa de hambúrguer com chocolate e... Ahh que delícia, você trouxe Chantilly! Adoro! – dizia Rebecca enquanto espremia um pouco do spray em seu indicador esquerdo provando um pouco do Chantilly trazido por Jill – Ah, e bom, eu não bebo bebidas alcoólicas, mas tenho coca-cola na geladeira, está de bom tamanho para brindarmos?

-- Claro, eu adoro Coca-Cola. – Respondeu Jill abrindo uma das latas que Rebecca lhe passara. – Nesse caso proponho um brinde!

-- Brindaremos à que? – Respondeu Rebecca empunhando outra lata de Coca-Cola.

-- À Nossa Convocação aos S.T.A.R.S.! – Exaltou Jill batendo a sua latinha com a de Rebecca no Alto.

Após o brinde e tomarem um gole do líquido, Rebecca respondia:

-- Proponho outro brinde!

-- Fique a vontade Sra. “Médica dos S.T.A.R.S.”!

-- Brindemos à Porta Arrombada pela Sra. “Mestra do Arrombamento”, sem a qual não estaríamos aqui agora fazendo esse brinde. – ambas riram alto após essa colocação de Rebecca.

-- Você não existe Rebecca. Se o destino realmente existe, fico feliz dele ter feito nossos caminhos se cruzarem, espero que possamos ser ótimas amigas nessa nova fase de nossas vidas. – Falou carinhosamente Jill.

-- Com Certeza, saiba que é recíproco! Espero que esse seja o início de uma longa e bela amizade! – Respondeu Rebecca erguendo a Latinha para um último gole, antes de começarem a preparar a refeição noturna.

Rebecca e Jill já se viam sem sono e lá pelas últimas horas da madrugada em Raccon City. Afinal, era um sábado e teriam o Domingo todo de folga para se recarregarem para mais uma semana. Não haviam casos especiais no Departamento de Polícia, logo não precisavam se importar em dormir ou acordar cedo no dia seguinte.

Após algumas rodadas de hambúrgueres, mais algumas latinhas de Coca-Cola, ambas estavam apenas sentadas, quase deitadas, relaxadas nas cadeiras da varanda que Rebecca tinha desfrutando da barra de chocolate que Jill trouxera e conversavam amenidades.

-- Então, quer dizer que você se formou com 18 anos, é considerada uma menina prodígio, tem projetos brilhantes de química na universidade, estagiou na enfermaria do Departamento de Polícia, e agora Médica de Elite dos S.T.A.R.S., que maravilha Rebecca, você é espetacular, e é um ótimo partido, deve ter muitos pretendentes hein? – Perguntou Jill com um sorriso meio malicioso.

-- O quê? Ops! – Respondia Rebecca ruborizada, ao quase se engasgar com um pedaço de chocolate ao ouvir a pergunta de Jill – Er... Nada disso, tudo o que você falou está certo, mas... Você acreditaria se eu dissesse que nunca namorei, nem nada do tipo?

-- Sério? – Retrucou Jill – Mas porquê? Você é uma graça, inteligente, cabeça boa...

-- Oh... Obrigada Jill – Ainda envergonhada – Mas... Sabe, os garotos da minha idade são todos tolos e sem nada de interessante. Não que eu seja exigente em querer um “menino prodígio”, ou rico, não é nada disso. Porém, com os poucos que conversei, vejo uma falta de conteúdo muito grande e acho que não vale a pena eu me relacionar por enquanto.

-- É... Eu entendo bem o que você diz... – Respondeu Jill Pensativa.

-- Bom, e você Srta. Valentine? Agora que você começou a brincadeira, é a minha vez... Você é bonita, inteligente, tem um corpo bonito e é policial, fantasia de muitos homens eu suponho. E suponho também que deve ter pretendentes, isso se já não tiver namorado, hum?

-- Ah... Hahaha – Ria Jill – Obrigado pelos elogios, mas... Não é bem assim. Eu entendo você em tudo o que você diz, eu já namorei um cara, porém não durou muito tempo e nem avançamos muito na relação justamente por causa do que você falou. Ele era apenas um idiota sem cérebro que só pensava “naquilo”. Se é que me entende.

-- Puxa vida Jill, mas que beleza hein? Nesse caso... É aquela máxima de que “os homens só pensam naquilo” hein?

-- Exatamente. Nesse caso sim, mas...

-- Mas...?

-- Apesar dessa má experiência que tive, eu tenho esperança de encontrar alguém diferente, alguém que consiga conversar comigo por mais de 5 minutos e não deseje só o meu corpo, alguém humano e que tenha juízo, que seja meu parceiro em todas as horas, alguém que possa me proteger quando eu cair, e que se necessário eu faria o mesmo por ele. Não sei se estou pedindo demais e sei que é muito difícil eu encontrar alguém assim, mas é uma esperança que ainda tenho dentro de mim, sabe?

-- Nossa! Que lindo o seu pensamento, e sabe, você tem razão, meus pais me ensinaram antes de eu sair de casa de que as coisas mais valiosas nessa vida são as mais difíceis de encontrar, mas nem por isso são impossíveis. Quem sabe o destino não lhe sorri e consegue tornar esse seu desejo realidade?

--Nossa. Seus pais lhe deram um belo conselho... E é... o Destino? Quem sabe... Obrigado pelas palavras Rebecca.

-- Eu que agradeço a companhia Jill.

E assim, passaram o resto da noite conversando amenidades, dicas de armas, e trocas de experiências sobre química e combate de campo. Até que por volta das 4 horas da manhã optaram por dormir, Jill pediu para ficar no sofá da sala para garantir a segurança de Rebecca, que dormiria no seu quarto com cama de solteiro, caso algum intruso se aproveitasse da porta destrancada, na dúvida, colocaram vassouras e panelas como uma espécie de alarme na porta. E ali nasceria uma grande parceria!


Notas Finais


Salve Salve Galera!

Chegamos ao fim do segundo capítulo de Laços Inquebráveis! Focando na Construção da Relação de amizade entre os meninos e meninas dos S.T.A.R.S., que fria que colocaram o Barry hein? E será que foi apenas o destino que uniu Rebecca e Jill?

Dúvidas, Sugestões, Críticas, fiquem a vontade. E agradeço a confiança e paciência de quem chegou até aqui. Até a próxima o/


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