História Lady Pandora - Capítulo 1


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Categorias Originais
Visualizações 2
Palavras 1.692
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Mistério, Poesias, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiii espero que gostem.

Capítulo 1 - Vida que segue...


Fanfic / Fanfiction Lady Pandora - Capítulo 1 - Vida que segue...

Mais um dia... resmungo por ter que sair da minha cama quentinha, mais o que mais esta me incomodando e o celular que continua tocando e eu não o acho. Levantou me arrastando e pego meu cobertor e os travesseiros jogando tudo no chão até achar o celular. Desligo e vou para mais uma rotina.

Arrumo minha cama e vou para o banheiro fazer a higiene pessoal e matinal tomando um demorado banho. Depois me visto com uma calça jeans, uma blusa de flanela branca e uma outra xadrez preta e vermelha por cima fechando os botões, arrumo meu cabelo em um rabo de cavalo e calço meu All star e por fim meu moletom enorme. Depois vou para a cozinha colocando água pra ferver e escolhendo o sabor de minhojo. Quando da os três minutos de espera vejo o relógio. E mais uma vez estou atrasada!

Saio em disparada para o quarto pegando a mochila e colocando dentro dela um dos meus Notebooks, o mais velho e seu carregador. Assim como colocando minha pasta com os trabalhos que já tinham sidos concluídos para entregar. Pego uma maçã colocando no bolso de fora da mochila, e quase ia esquecendo da blusa do uniforme do trabalho. Depois de arrumar tudo, vejo que se não sair agora não vai dar tempo de entrar na escola. Pego meu minhojo de potinho e um garfo e vou comendo mesmo enquanto pego o elevador, que finalmente foi consertado. Quando saio dou um leve aceno para o porteiro e vou correndo para a parada. Por sorte na hora que cheguei o ônibus ia saindo, dei duas batidinhas na porta que estava para se fechar e o motorista  abre, ele já me conhecia, era um senhor muito simpático, Atenor era seu nome.

-quase não acorda em Bec! - falou ele risonho.

-Pois é, dessa vez foi por pouco!- falei sorrindo.

Fui até a roleta aonde paguei minha passagem e Clarie me desejou bom dia.

-bom dia Bec.

-bom dia Clarie. - falei indo para o fundo do ônibus e me sentando enquanto comia o resto do minhojo.

Coloquei o potinho e o garfo dentro da mochila e desci na minha parada. Entrei na escola, e passei nos corredores com todos me olhando. Abaixei a cabeça e fui até meu armário o abrindo e pegando meu livro de história seguindo para minha sala. Sentei no fundo como sempre ao lado da parede. Coloquei a mochila nas pernas e coloquei os fones conectando no celular e escolhi uma play list. Coloquei o capuz e deitei minha cabeça sobre a mesa, não percebi quando peguei no sono, só acordei com um barulho alto no pé do meu ouvido. Olhei para cima assustada e vi o professor Henry de história com um livro grosso na mão, ele avia batido com esse livro na mesa para me acordar. O vontade de ter uma metralhadora agora... Me diz quem nunca teve vontade?

-Rebeca Collins! Quem te deu autorização para dormir em minha aula? - eu fiquei calada por um tempo reformulando uma resposta plausível, mais tudo que consegui falar foi...

-sinto muito professor Henry, isso não irá acontecer novamente. - falei.

-não vai mesmo! Te espero aqui depois das aulas.

Ele deu as costas e voltou a escrever algo no quadro e pude ouvir os cochichos "parece que a esquisita se deu mal" ou "ela é tão estranha, achei bem feito" , bom era assim minha rotina com as pessoas da minha escola. Depois das aulas fui a sala do professor Henry , ele estava sentado na sua cadeira corrigindo algumas provas,  limpei a garganta para ele notar a minha presença.

-estou aqui senhor Henry. - falei quando ele me fitou.

-Rebeca... - falou ele olhando para uma cadeira que estava próxima a mesa.

Me sentei e esperei o sermão.

-Rebeca eu queria saber o que está acontecendo...

Bom eu falo o que tá acontecendo, meus pais se separaram venderam a casa, me emanciparam, me deram uma quantia em dinheiro para eu me virar, sumiram do mapa sem nem dizer adeus quando eu tinha quinze anos. E eu agora estou com dezesseis, grande diferença hein! E tenho que me virar com meu trabalho , fazer horas extras para ter a garantia de que ainda vou ter alguma grana pra poder pelo menos me divertir ou comprar algo que queira já que o dinheiro e contado para as despesas e compras do mês que tenho que fazer para me manter, bom depois do trabalho tenho que deixar meu apartamento limpo, e lavar minha roupa. Bom eu não tenho uma mãe e nem um pai para fazer minha comida, lavar minha roupa,  ou trabalhar para que eu consiga pelo menos dormi a noite direito sem ficar preocupada com as contas, não tenho alguém que cuide de mim quando fico doente, nem ninguém para me cobrir quando pego no sono no sofá. 


Bom eu não estou me queixando, afinal aqueles dois nunca nem se importaram direito comigo. Bom eu odeio quando tenho esses pensamentos dramáticos, eu odeio me dramatizar... sério se eu sentir alto piedade de mim, pena e pensar o quanto eu sou uma "guerreira" e blablabla, eu não saio do lugar nunca, o jeito é deixar isso de lado e trabalhar. Nada vai cair do céu pra mim.

-eu estou ocupada ultimamente...- falei enquanto fitava os pés.

-com o que ? Algum namoradinho? Assistindo alguma série adolescente? Indo a muitas festas? - ele perguntou sem parar. E logo da um sorriso irônico - fala sério um adolescente de dezesseis anos ocupada com o que?

-eu tenho que trabalhar! - falei por fim. Minha paciência estava zero hoje.

Ele estava falando como se eu fosse uma dessas meninas que tem tudo que quer, vai a festas e fica com todos. A fala sério, eu trabalho dou duro e ainda tenho que ficar escultando toda essa porcaria! Fala sério.

-trabalhar?!- ele deu uma risada sarcástica. - deixe isso com seus pais. E conte outra! -falou ele com um sorriso sarcástico.

-olha aqui senhor Henry, para sua informação eu não sou essas vagabazinhas que você costuma a ver por aí e da nota por um b****** .- ele me fitou incrédulo, eu sempre fui muito calma mais hoje eu estava cansada de tanta coisa, e não era de hoje que ele enchia meu saco. - eu sou emancipada por negligência de pais que não queriam me criar mais, eles me largaram e eu não tenho mais ninguém, ou seja, eu tenho que trabalhar! E outra eu não dou a mínima para o que vai fazer! E quer saber, eu tenho que ir trabalhar por que as minhas contas. - dei ênfase nas duas palavras finais. - não vão se pagar sozinhas, e eu não sou obrigada a ficar ouvindo a porcaria de uma reclamação de quem acha que sabe de alguma coisa da minha vida! - falei por fim me levantando da cadeira com violência fazendo a cadeira bater contra o chão fazendo um barulho.

Antes de sair fitei o rosto do professor, que parecia estar atordoado com meu pequeno desabafo. Chegando a porta vi que duas pessoas estavam tentando escultar a conversa e quase caíram quando abri a porta. Os empurrei um pouco para o lado afim de bater a porta com violência. Sai andando pelo corredor sem olhar para trás até que ouço uma voz.

-eu esquisita!- olhei para trás e vi a menina, ela tinha o cabelo cortado em Chanel e um pincing no septo, vestia roupas totalmente pretas. Ela mecheu na mochila enquanto se aproximava, de lá tirou seu caderno me entregando. - pega as anotações dele, assim ele não vai poder te reprovar já que você vai ter todos os deveres. - falou ela dando ombros e fechando a mochila de volta.

Peguei o caderno e fitei a capa. Tinha uma capa preta com caveirinhas.

-valeu...- falei dando um sorriso mínimo. - prometo devolver amanhã. - falei.

-sem problemas. - ela falou. - Meu nome é Leonor, e o nome dele - apontou para o garoto que estava atrás parada na frente da porta , ele trajava uma camiseta de basquete e um shorte com um tênis da Nike e meias, na cara que ele jogava basquete. - e o Michael. - ele deu um aceno e um sorriso, eu tentei retribuir sem muito sucesso por ainda está frustrada.

-Meu nome é Rebeca, prazer em conhece-los , agora eu tenho que correr para o trabalho, valeu. - falei enquanto virava o corredor querendo sumir dali. Sério eu não sei como agir perto das pessoas.

Fui para a parada de ônibus e entrei indo ao meu destino. Cheguei no trabalho, era em um supermercado, eu era uma espécie de faz tudo, as vezes ficava no caixa, outras vezes aí organizar os produtos e outras vezes limpava o loja. Bom não era só eu que trabalhava aqui, tinha outras pessoas. Porém no meu turno que era a tarde das duas até as seis. 

Só aviam três pessoas trabalhando, sendo uma delas Richard, o nosso supervisor, ele era muito chato e complicado. Ele te humilhava por nada . Enfim, eu preciso desse emprego, tenho que me virar e engolir desaforos.

-está atrasada Rebeca! - Richard falou assim que me viu.

-sim eu sei, me desculpe. - falei olhando para o sapato.

-não serve pra nada mesmo... - falou enquanto me dava as costas.

Vi um grampiador bem pesado encima de um dos caixas que ainda estava fechado, minha vontade era de pegar aquilo e tacar com muito força na cabeça dele, até os grampos atravessarem o crânio.

Sabem quando dizem que pessoas quietas podem ser perigosas , então... Vocês não sabem as atrocidades que passam pela cabeça de quem é quieto...

Depois do meu turno normal, fiquei no mercado mais uma hora para poder ter hora extra, limpei tudo lá e sai morta. Quando cheguei em casa tomei um longo banho preparando algo para comer, o apartamento estava limpo só tinha algumas louças que lavei logo. Quando cheguei ao quarto, avistei a minha mochila e lembrei dos deveres de história, essa seria uma longa noite em claro... 


Notas Finais


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