História Last Kiss (Malec) - Capítulo 1


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Categorias As Crônicas de Bane, Os Instrumentos Mortais
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Asmodeus, Magnus Bane
Tags Last Kiss, Malec, Oneshot, Romance, Songfic, Tragedia, Yaoi
Visualizações 90
Palavras 1.847
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello...

Bem, primeiramente quero declarar aqui dias melhores virão.

E também que essa One foi inspirada na música Last Kiss - Pearl Jam, e é um humilde presente para a minha querida Gabi (Kinahary), essa fic é sua, viu?! Espero que goste ❤️

Boa leitura.

Capítulo 1 - Capítulo Único


“Oh onde, onde estará o meu amor?

O Senhor tirou-a de mim

Ela foi pro céu, então tenho que ser bonzinho

Assim eu poderei ver o meu amor quando deixar este mundo”

Last Kiss – Pearl Jam

 

 

A respiração de Magnus estava ofegante, mas não como ele gostaria, não era consequência de um beijo demasiadamente longo, ou se quer por uma sessão de sexo afogueada. Estava ofegante por seu ritmo apressado, que até mesmo para ele, estava difícil de manter. Mas não iria fraquejar, ou diminuir, não agora, quando se aproximava cada vez mais de seu destino, finalmente iria se encontrar com o seu amado, e mesmo que não fosse da forma que realmente queria, não poderia se atrasar.

Havia passado um bom tempo em frente ao espelho, provando e escolhendo a dedo o que vestiria, quando por fim acabou escolhendo uma calça preta e justa, uma camisa azul, e um casaco preto. Os fios escuros – que outrora ostentava várias cores, agora estavam naturais – estavam arrumados e devidamente arrepiados, não havia maquiagem em seu rosto, apenas os olhos avermelhados pelas lágrimas derramadas. As unhas não continham esmalte algum, e apenas alguns anéis permaneciam em seus dedos, mas aliança de compromisso jamais fora retirada de seu lugar.
Magnus estava diferente em seus 28 anos, se tornara um homem amargurado e mal humorado, desligado de qualquer tendência de moda, mesmo que sua aparência continuasse impecável. Já não era extravagante, agora era um advogado de renome e se portava como tal.

Desde que Alexander se foi, parte de Magnus lhe acompanhou. Tanto de si foi perdido durante esse tempo, que ele mal se reconhecia ao se olhar no espelho, ou até mesmo em sua voz que agora estava carregada de uma certa indiferença. Por vezes se amaldiçoou por ter se apegado e espelhado em si tanto no jovem de olhos azuis, a ponto de agora compartilhar de hábitos do mesmo, como por exemplo as roupas agora em grande parte negras, ou as músicas antigas e melancólicas, ou até mesmo o péssimo hábito de fumar.

Seus lábios se repuxaram no que deveria ser um pequeno sorriso, notando que a chuva fina agora arruinava a sua tentativa falha de estar belo e apresentável para o jovem Lightwood. Mas que tolo, não? Ele já não sabia que Alec jamais reclamaria? Não quando em cada manhã ele alegava o amar assim, natural, sem brilhos ou maquiagem, apenas Magnus.

Seu rosto se ergueu para o céu, as gotas frias molhando seu rosto, misturando-se com as lágrimas que começavam a cair. Chovia agora, assim como chovia naquele maldito dia.

 

*****

As risadas ecoavam em uníssono a cada vez que recordavam da loucura que haviam feito, pegando as chaves de Asmodeus assim que o homem pegou no sono. Alec dirigiu um olhar cúmplice ao namorado, e então apertou suavemente a coxa de Magnus, enquanto ele se concentrava na estrada.

- Seu pai vai nos matar – Afirmou o obvio e Magnus deu de ombros.

- Alexander, meu amor, quem pode nos culpar por sermos jovens e apaixonados? – ele direcionou um olhar sugestivo ao Lightwood e lhe roubou um breve beijo – nada que um sermão não resolva. E além disso, não me julgue por pegar o carro para ir curtir com o meu namorado.

- Sabe que ele ainda me olha como se eu fosse anormal, e as vezes quase acho que ele vai me esganar – suspirou ao constatar o obvio -, e agora isso vai piorar ainda mais.

- Querido, ele olha assim para todo mundo, não é algo que deva se preocupar.

- Não tenho tanta certeza – Alec mordiscou o lábio em um sinal claro de nervosismo, e Magnus teve que se segurar para não agarra-lo ali mesmo – mas, devo admitir que gostei disso, de ter feito isso por nós.

Os olhos verdes se voltaram para a estrada e um sorriso surgiu nos lábios pequenos. Ainda no início do namoro, Alec era tão certinho e tímido que por vezes se perguntou como o garoto não travava de tanta tensão. O tempo passou e aos poucos ele viu o Lightwood relaxar e se soltar, se tornando mais leve durante os toques, se soltando nos momentos íntimos e agora sendo até mesmo cumplice de loucuras como àquela, de pegar o carro escondido do pai e ir para um motel.

Magnus se viu surpreso ao notar quando Alec começou a mexer no som, a procura de músicas que os agradassem, e não demorou muito, pois ironicamente o gosto musical do pai se assemelhava muito ao do namorado. Os olhos azuis foram direcionados a si quando começou a tocar “Thank You For Loving Me” de Bon Jovi, era algo deles, eram jovens e apaixonados, mesmo que não trocassem muitos “eu te amo”, se declaravam em atos, nas pequenas loucuras que faziam um pelo outro, ou até mesmo por músicas, como faziam agora. Um beijo casto foi deixado no dorso da mão pálida, fazendo o moreno suspirar com o ato.

E não pôde resistir a vontade de tomar os lábios rosados em um doce beijo, que se aprofundou ao sentir os dedos de Alec puxando os cabelos de sua nuca suavemente. O beijo foi partido a contra gosto ao se recordar que estava dirigindo, e sorriu ao ver o namorado gemer manhoso.

- Querido, isso é só uma amostra do que te aguarda daqui a pouco – falou em um tom malicioso, e piscou para o moreno, que o agraciou com bochechas rubras e um sorriso tímido.

Talvez tivesse olhado tempo demais para o namorado, ou quem sabe foram-se apenas segundos, jamais saberia, já que somente se viu desperto quando a voz alamada de Alec chegou aos seus ouvidos, e o rosto pálido ostentando um semblante apavorado.

- MAGNUS!

Seus olhos voltaram-se para a pista a tempo de ver um carro parado no meio da pista, uma fumaça escura saia dele, e Magnus deduziu que se tratava de um motor fundido. O pânico crescente ao constatar que não conseguiria parar o carro a tempo, então, por reflexo, ele desviou o carro pela direita. E o que veio a seguir o aterrorizou de tal forma que ele sabia, jamais conseguiria esquecer aquele som dos pneus cantando, os vidros se estourando, e o grito de dor que ouviu antes que tudo escurecesse.

....

A chuva caia fina quando finalmente Magnus recobrou a consciência. A cabeça doía como o inferno, e foi então que sentiu algo quente escorrendo entre os olhos; em um instinto levou os dedos morenos até o local e se viu atordoado ao constatar que era sangue. Precisou de alguns instantes para se situar do que tinha acontecido, e se recordar do carro parado no meio da estrada, do grito de Alexander, do acidente.

O terror lhe deixou desnorteado ao não encontrar o namorado ao seu lado, e a imagem do vidro do parabrisas quebrado e ensanguentado do lado do carona, lhe fez sair do carro imediatamente. Os passos se assemelhando mais aos de um homem bêbado, enquanto tentava passar pela multidão que ali estava. Haviam mãos, e vozes o tentando impedir de se mover, e ele fez questão de ignorar todas elas ao procurar como um louco por Alec. Não sabia como, mas naquela noite, de alguma forma havia encontrado seu amor. Ali, mais afastado, o corpo do Lightwood estava sangrando e imóvel sobre o asfalto molhado. Magnus correu em sua direção, e mesmo contrariando as recomendações, se ajoelhou ao lado do moreno, e ergueu sua cabeça levemente. Não houve respostas ou movimentação do moreno, não de imediato, mas quando os olhos azuis se abriram, Magnus se sentiu a ponto de desabar. Havia confusão, havia dor e estavam inundados em lágrimas. Levou-se alguns instantes para Alec o reconhecer, e então os lábios se abriram, mas não saiu nada, precisou de mais uma tentativa até a voz sair em um sussurro.

- Me abrace, querido – houve uma pausa e Magnus sentiu as lágrimas escorrerem por seu rosto -, só por um tempo.

E não houve questionamentos ou hesitação quando Magnus envolveu o corpo pálido em seus braços, e abraçou Alec tão forte, como se isso o impedisse de deixa-lo. E quando por fim o abraço afrouxou, seus lábios encontraram os do Lightwood, em um beijo suave, mas não era um beijo doce, mesmo que os lábios de Alec fossem tão macios, não era um beijo que os incendiava, mesmo que ansiassem tanto por ele. Foi um beijo com sabor agridoce, ainda mais quando Alec mal conseguia corresponder aos toques.

Magnus se afastou a contragosto, a tempo suficiente de receber um último sorriso do namorado, um sorriso que se assemelhava mais a uma máscara para a dor que seu corpo estava sentindo naquele momento, e então seus olhos se fecharam, e Magnus se alarmou. Mesmo que fosse inútil ter esperança ali, ele teve e orou para qualquer Deus existente, pelo seu menino. Não houve resposta, e ele o sacudiu incansavelmente, chamou o nome de Alexander como quem fazia uma mantra, mas de nada adiantou.

Os minutos passaram-se e Magnus continuava agarrado ao corpo inanimado do rapaz. As lágrimas desciam grossas e incessantes por seu rosto, ele sentia como se a dor o rasgasse, e ainda podia-se ouvir o nome de Alec deixando seus lábios, mesmo que agora fosse somente sussurros.

O barulho da ambulância se aproximou, e Magnus só queria pedir que sumissem dali. Do que adiantava chegar agora que Alec se fôra? Não havia razões ou motivos para estarem ali, e Magnus sabia agora, finalmente havia encontrado seu verdadeiro amor, mas que havia o perdido naquele acidente, naquela noite em que deveria ser um momento deles, de intimidade, de amor e de prazer, não deveria acabar assim, não dessa forma, com Alec o deixando pela metade.

 

*****

- Ainda não consigo fazer isso, Alexander. - Ele puxou o ar ao fitar a placa de pedra que havia o nome do namorado gravado - eu tenho tentado, sabe? Tenho tentado viver e ser um homem melhor, tenho tentado conseguir dormir e me esquecer daquela noite, mas é inútil. Ainda me sinto atormentado demais por não ter te lembrado de colocar aquele maldito cinto, ou até mesmo por ter pegado aquele carro. Eu não consigo me lembrar que o tive em meus braços, e agora tudo se tornou apenas lembranças.

O soluço se tornou audível e o choro veio novamente, forte e doloroso, como sempre, ainda mais ao se tratar daquela data em especial. Mesmo que isso tivesse ocorrido há mais de oito anos, isso não tornava menos doloroso. O fato de ter sexo casual e ainda chorar pelo vazio da cama comprovavam isso, e Magnus já tinha aceitado este fato.

- Eu nem sei onde você está, mas do jeito que você era, imagino que o Senhor o levou para junto dele - um sorriso melancólico surgiu no rosto avermelhado pelo choro incessante -, e eu sei que tenho que ser um homem melhor e me comportar, porque assim quem sabe eu te encontro novamente quando eu finalmente deixar esse mundo, e quem sabe assim, eu possa te ter comigo, meu anjo de olhos azuis.

 


Notas Finais


Gostaria de agradecer a todos que leram até aqui, e me desculpar se algum errinho tiver passado despercebido.

E antes que pensem que eu odeio meu anjo de olhos azuis, queria declarar aqui que ele é o meu xodó, mesmo que essa minha forma de demonstrar amor seja muito louca kkkk

E é isso... Kisses até a próxima.


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