História Latch - Capítulo 4


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Categorias Carmilla
Personagens Carmilla, Laura, Personagens Originais
Tags Ação, Bauman, Carmilla, Cast, Comedia, Drama, Elise, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Hollstein, Karnstein, Laura, Luta, Magia, Natasha, Natlise, Negovanlis, Negovanman, Orange, Romance, Serie, Vampire, Web, Yuri
Visualizações 63
Palavras 2.372
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Hentai, Josei, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Orange, Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Seinen, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Self Inserction, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Creampuffs de mi vida!
Perdão não ter postado semana passada, mas umas coisas deram de me atazanar, e os cap de Latch e OMN estão ficando mais complexos, mas prometo me esforçar pra escrever e postar essa história que morro de rir escrevendo.
O link da musica desse cap vai estar nas notas finais: Bosson One in a Million
Prontos? Então partiu LATCH!

Capítulo 4 - A blusa dela...


Fanfic / Fanfiction Latch - Capítulo 4 - A blusa dela...

- Charlieee – A porta mal fechou e o cachorro avançou na dona chegada de viagem – Que saudade que eu tava menino, vem aqui! – Ela apertou o peludo elétrico de alegria. Sentou no chão do corredor perto da porta curtindo seu fiel companheiro, alisou a cabeça apertando as frias pontinhas das orelhas dele – Ei pera aí, o que foi garoto? – Ele ficou de pé com a cabeça enfiada embaixo do braço dela xeretando a bolsa - Mas você é um totó faminto mesmo. Calma – Ela tirou da bolsa um pedaço do sanduíche de mais cedo. Era pão integral, queijo branco, tomate e rúcula, não ia mata-lo comer isso – Toma guloso – Com cuidado Charlie mordeu com os dentes da frente, esticando a língua no lanche, até possuí-lo sem morder os dedos se sua dona. Assim que o tomou tornou a sacada onde comeria em paz.

Natasha acompanhou com os olhos o amigo seguir sozinho para a sacada. Novamente de pé, largou as malas no corredor e foi direto para a cozinha, ligou o radio na primeira estação menos fossa, abriu a geladeira, pegou na porta uma garrafa de suco de laranja – daqueles que você toma por ser saudável, sua consciência aprova, mas sua língua chora de tão azedo – fez uma cara menos feia por gostar – estar muito acostumada.

Tornou a sala deixando o copo sobre a mesa, avistou a pontinha do rabo peludo e abanante na porta da sacada, sorriu e, dali seguiu ao quarto. Cansada demais para desfazer as malas, tirou a roupa e atirou-as sobre a cama. Abriu o registro do chuveiro despencando água morna – quase gelada – gostava da água assim, revigorava, o banho geladinho era seu respiro, relaxava de verdade, os banhos quentes eram sempre fora, já os frios, eram no conforto de casa, quando se desligava de tudo. As gotas batendo em seus ombros, escorrendo pelos cabelos, descendo por veios em suas costas, cingindo por entra os seios, pelo quadril, até por fim tornear suas pernas; grossos fios de água desprendiam-se de seus cotovelos dobrados, com as mãos passeando pelo corpo com a esponja fazendo espuma em faixas brancas com cheiro de ervas.

O box era grande, transformando-a num fiapinho de gente, banhos frios eram ótimos, ótimos a dois, o tempo frio era ótimo a dois, abraçar, dormir juntos, sentir o corpo de outra pessoa junto ao seu. O que estava pensando?! Raios!

Pegou-se tendo saudades, não do babaca de seu ex, mas de sentir o calor de outra pessoa, nem Carmilla resistia essa necessidade tão básica, tão humana... sentir alguém...

Enrolou-se numa toalha e seguiu ao closet, onde vestiu seu fiel moletom estourado, um conjunto de calça e blusão da faculdade que largara antes de decidir ser atriz.

- Que gostoso! – Confessou abraçando os braços do blusão que sobrava-lhe as curvas, sorria de estar em casa. Charlie latiu e pulou na dona, graças ao velho elástico e aderência das almofadinhas, as calças fugiram de suas pernas, descendo numa patada só – Charlie! – Sibilou de calças arriadas e um cachorro mirando-a de forma besta, com a boca entre aberta, a língua cobrindo os dentinhos inferiores. Pensando bem, para que o pânico? Estava em sua própria casa – Ah! Que besta! Eu to em casa né garoto – Ele latiu em resposta – E você é o único que pode me ver de calcinha – Riu-se tirando o resto das calças com os pés.

Voltou à sala onde o radio tocava para os móveis solitários, morando sozinha Natasha não fazia questão de muitas coisas, Embora a casa fosse espaçosa o bastante para duas pessoas, um jovem casal talvez. Raios! Desligou o radio afastando os pensamentos do passado, ligou a TV e por que não uma comedia, “Miss Simpatia”.

- Que bom, vamos assistir Charlie – O peludo assentiu aninhando-se de rabo abanando ao lado da dona no sofá que afundava.

O filme estava na metade, quase no fim, quando o felpudo cismou com a bolsa de sua humana quase dormindo no estofado.

- Garoto – Interveio Nat encarando o traseiro do cachorro para fora da bolsa – Oh esfomeado, não tem mais comida ai – Ele entrava cada vez mais na bolsa, quase sumindo atrás do zíper. Então ela o puxou pelo rabo, pois não alcançava o cangote e, por fim a razão as futricadas do bicho com a boca cheia da blusa esquecia – Isso não brinquedo, é a blusa da Elise.

Ela puxou o pano dele por fazer cabo de guerra, com ele adorando a brincadeira. Nat também adorava brincar, mas não com a blusa de Elise por se partir. Afoita ela puxou mais e, sem aviso ele soltou, indo latir à porta para o entregador de pizza no vizinho.

- Ai mas... – Natasha pensou numa possível bronca, mas estava jogada no sofá de calcinha, a barriga a mostra, a blusa no pescoço, de ponta cabeça e o filme...

 

“You're one in a million
Oh
Now
You're one in a million
Oh
Sometimes love can hit you every day
Sometimes you can fall for everyone you see
But only one can really make me stay
A sign from the sky
Said to me”

 

Os fogos na estatua da liberdade, Sandra Bullock entrando pela lateral do palco com a musica agitando. Natasha olhou a blusa, sentindo nitidamente o cheiro da colega. Sentou-se abrindo a roupa frente ao peito – rasgara uma das axilas bem na costura.

 

“You're one in a million
You're once in a lifetime
You made me discover one of the stars above us
You're one in a million
You're once in a lifetime
You made me discover one of the stars above us”

 

- Elise... – Chamou sob a batida da musica da TV. Alheia ao filme e a cena da autodefesa, a garota ficou sonolenta, usando a blusa de travesseiro – ...Elise...

De repente estava escuro, o som da chuva tomava o exterior, soluços esganados embebidos em lagrimas. Droga de dia, uma noite regada a vinho e lembranças amargadas.

- Shhh – Mãos acariciavam seus cabelos escuros, o peito quente da amiga aquecia seu rosto – Shhh calma, não chora amor...err – Engasgou.

- Por que ta doendo assim? O que eu fiz errado? – Questionava frente a babaquice de um idiota.

- Nada, você é perfeita amor...err ai desculpa... te ver assim – Disse a loira apertando-a contra o peito.

- Tudo bem, pode me chamar como quiser, mas acho que trouxa seria melhor – Dizia chorosa e muito triste.

- Cala a boca, não fala isso, você não é trouxa, você é incrível... você é tudo o que alguém poderia querer numa pessoa – Afirmava ferozmente.

Então o som da chuva ficou mais forte, a luz da rua apagou numa trovoada, a cidade caia no blackout do ano. Natasha soluçava sobre o peito de Elise que, virava a garrafa de vinho tinto na boca.

- Me da um pouco.

- Já bebeu demais Nat.

- Anda logo – Mais lagrimas escorreram. A loira deu um ultimo gole e levou o gargalo aos lábios da amiga, mas ela estava tão triste, chorando sem respirar direito que, engasgou lambuzando o rosto e a blusa de púrpura agonia – Ai desculpa...

- Ta tudo bem – Afagou seu rosto, afastando uma mecha embebida.

- Não, eu sujei tudo, eu vou pegar um...

- Não segurou sua mão, vem aqui – Elise a obrigou a sentar-se, então lhe beijou a testa, descendo pela têmpora em curtos beijinhos, bebendo das lagrimas nas bochechas, passando a língua devagar onde o vinho pintava o maxilar – Sua boba, eu gosto tanto de você, que você triste me deixa triste – Terminava de falar lambendo os próprios lábios olhando nos olhos da morena, antes de uma resposta, a loira a puxou para a posição em que estavam antes – Eu te amo – Falou de maneira engasgada deixando os dedos acariciarem do pescoço ao cabelo escuro.

Brincadeira, forma de carinho, só uma frase para distraí-la ou efeito do conteúdo da garrafa. Natasha sentiu o molhado do vinho em seu rosto junto aos batimentos da loira, dedilhou os botões na gana de abri-los.

- Tira, ta molhado – Foi abrindo um por um, até deitar o rosto sobre top esportivo – Elise... – Quando percebeu, estava com o rosto nivelado ao dela, sentindo a respiração pesada em sua boca. O fôlego engolido, os lábios colados terminado num estalinho. Elas se afastaram apenas para se olhar naquela escuridão que não permitia um palmo de visão. Ela não sabia qual era a expressão da galega, mas sentiu as mãos dela no seu rosto e, o calor de sua face à ponta do nariz, mais um lento e macio contato cobriu usa boca, quente e, tão mais, tão terno, mais um beijo, e outro, e mais outro. Quando menos esperava, estava puxando a blusa da colega e, nem era pelo vinho, de repente sentiu as mãos da galega puxando por baixo de suas coxas trocando as posições.

Estava agora ela deitada, com Elise entre as pernas com o cabelo caído sobre seu rosto. Arrastou as mãos da cintura aos ombros levantando a camisa já aberta dela.

- Nat – Beijou seu pescoço dando leves mordiscadas, subindo ao maxilar em beijos, mordendo-lhe o queixo, beijando seus lábios.

- Elise – Chamou perdendo o fôlego e, as mãos pelos músculos dos ombros da loira.

- Acorda Nat, acorda – Disse eu seu ouvido.

Natasha abriu os olhos com a luz da manhã – quase tarde – ofuscando em seus olhos, tinha adormecido. Esfregou os olhos ainda tentando se encontrar no meio das almofadas.

- Dormi no sofá, droga já são três horas! Ah que bom que não tenho nada pra fazer hoje – Levantou e foi ao banheiro, o sulco de laranja pedindo permissão de desembarque.

Terminando de lavar as mãos viu sua cara de sono, parte do cabelo bagunçado e, reparou que, usava a blusa de Elise, três botões fechados nos vãos errados, deixando as pontas desproporcionais.

- Cadê meu moletom? Quando foi que tirei? – Buscou pela sala seu moletom, estava de baixo de seu amigo peludo – Eu Tirei? – Desligou a TV, lembrou-se do sonho e definitivamente ficou mais vermelha que as maçãs na bancada – Elise... – Dedilhou os lábios com um calor subindo o corpo.

O telefone tocou na hora, ela atendeu dizendo um “alô” bem ofegante.

- Nat? Nossa você esta bem?

- Elise?! – Assustou-se ao telefone.

- Agora não tenho certeza, não precisa gritar.

- Não, ai me desculpa, eu, ah eu tava acordando.

- Agora? Que sono enh? – Deu uma risada gostosa.

- Fofo.

- Oi?

- Nada, caramba, desculpa acho que to dormindo ainda – Disfarçou, mas de fato não sabia se sonhava ou estava acordada, olhou as mangas da blusa andando pela casa em direção ao quarto.

- Então o que acha?

- Acho o que?

- Ai deus do céu, acorda Natasha – Ria alegremente – O que acha de sairmos hoje, ou ainda vai demorar pra acordar ai?

- Nossa to dormindo ainda, liga mais tarde, quer deixar recado pra Natasha? – Divertia-se entrando na palhaçada.

- Ah sim avisa ela que Elise Bauman ligou, quer que soletre?

- Sim, por favor, como se escreve Elise? Esses nomes exóticos do polo norte.

- COM LICENÇA POLO SUL!

- A sim me desculpe, sou estagiaria nova por aqui, soletre seu nome senhora.

- Caramba não é o telefone pizzaria?

- Não, senhora, aqui é a sociedade protetora dos animais, a senhora possui cães, gatos, araras ou um rancho ilegal de chinchilas?

- A ultima e uns Dodôs da Hungria, tenho de ter documentos pra isso?

- Não o problema seria se tivesse 101 dálmatas e planeja-se fazer um casaco.

- Ai credo Natasha.

- Ruim mesmo né?

As duas passaram talvez uns cinco minutos rindo das piadas bestas. Como era bom conversar com Elise, sempre acabavam rindo das coisas mais idiotas possíveis.

- Então vamos?

- Claro. Mesmo lugar?

- Yep, umas sete, te vejo lá.

- Nos vemos as sete, ah Elise me diz por que você não me ligou no... – O telefone já estava apitando que ela havia desligado antes mesmo da pergunta – Charlie vamos passear!

Sim levar o cachorro para uma andada era parte dos afazeres diários, uma meia hora de caminhada e, o totó estava satisfeito, já sua humana, bom, Charlie podia ver os outros cachorros rindo da dona dele sedentária em algumas coisas, mas ele não ligava, queria mais era estar pertinho dela com ou sem a língua no chão.

Natasha voltou correndo do passeio direto para aquele bom banho gelado. Trocou de roupa umas três vezes.

- Caramba por que to nervosa? – Perguntou-se, encontrar com Elise era comum, sempre antes das gravações, sempre antes de qualquer afazer da série, o que estava diferente? O sonho?

O sonho. Por que teria sonhado algo assim? Que sonho foi aquele? Retraiu os lábios, e ainda sentia o vinho o gosto da outra na boca da garrafa. Foi sonho? Era familiar, mas o que estava pensando?

Recostou na parede frente a cama, o jeans desabotoado, o cabelo ainda úmido gotejando nos ombros com as alças do sutiã soltas nos braços.

- Qual é?! Natasha! Recomponha-se mulher! É só um encontro casual caramba, já nos vimos um milhão de vezes! Nos beijamos um milhão de vezes... – A voz extinguiu falhando no final, tinham mesmo se beijado quase a esse numero, na série, ensaios, sendo que esse pensamento a levou de volta quatro ou cinco anos atrás, da primeira vez – Estávamos tão nervosas, naquela salinha, sozinhas... – Passava as pontas dos dedos sobre os lábios - ...ela não sabia beijar muito bem... – Uma torrente de riso a acometeu – Ai nem eu sabia o que eu tava fazendo, o primeiro foi meio duro, só depois do quinto ou sétimo a gente se soltou e... foi muito bom, ela sempre pedia pra repetir essas cenas até ficar direito, ou quebrar uma cadeira – Ria sem perceber quantos elogios atribuía aos lábios da loira, e do quanto não reclamaria de repetir esses beijos.

Vestiu uma camiseta preta com as mangas de um tecido transparente, apanhou a jaqueta de tigre, as chaves.

- Tchau garoto, não destrói a casa ta – Sorriu para o totó aos latidos alegres.

Fechou a porta e na calçada respirou o ar gelado ar noturno, ia encontrar Elise para mais uma noite de risadas, as comuns risadas, conexões antes de começar o novo projeto, tudo normal... ou podia esperar algo diferente depois desse sonho?


Notas Finais


Bosson - One in a Million: https://www.youtube.com/watch?v=zMCwWQNqWsM
E como fomos? Parece que Nat tem uns pensamentos da Elise sem saber disso.
Me digam oq acharam? Será que esse encontro ai vai dar em mais umas coisas?

Antes de eu me despedir eu queria recomendar o Blog de duas amigas minhas, não tem nada haver com as fic, é sobre esportes, mais especificamente futebol.
Duas garotas que estão arrasando por lá, vai dar uma conferida pq se vc também como elas duas respira futebol, então achou seu lugar no "Respiro Futebol" elas são dez.
http://respirofutebolrf.blogspot.com.br/
Recado dado, então um abração de lobo em vcs seus Creampuffs maravilindos, e até o LATCH 5.


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