História Le Blanche Salon - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Visualizações 9
Palavras 4.048
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Drama (Tragédia), Ecchi, Festa, Ficção, Fluffy, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi galeroooooous!
Desculpa a demora mesmo!!! Eu fiz SAT, vestibular, ENEM e foi um correria danada!! MDS mas sem delongas, aqui vai um capítulo pra vcs...... uhuuuuuuuuuuuuuul

((avisando já que hoje ta pesadinho))

Capítulo 3 - Inferno


Fanfic / Fanfiction Le Blanche Salon - Capítulo 3 - Inferno

A cada segundo que se passava, mas pessoas cruzavam a minha frente, apressadas para descer, arrumando-se nos corredores apressadas, algumas sérias, outras rindo, e era essa última situação que eu não entendia direito. Por que alguém riria sabendo que trabalha em um cabaré? Talvez eu estivesse ainda processando tudo o que estava acontecendo e soubesse que talvez nunca me viria uma vontade de rir dentro daquele lugar devido às circunstâncias que me levaram a tomar a decisão de passar pela porta da frente do estabelecimento.

— Não quero pressionar nada, mas acho que você vai estar se ajudando a se acostumar se sorrir pelo menos um pouquinho, V. — Jimin disse ao meu lado.

Eu ainda não estava acostumado com aquele apelido, apesar de ter concordado com o nome, eu ainda me sentia estranho, talvez mais estranho ainda por estar com o peito aberto daquela maneira com aquela roupa. O frio era um tanto quanto incomodo.

– Você logo se acostuma. – disse tocando meu ombro.

– Todas essas pessoas vão descer? – perguntei ainda vidrado com a movimentação de tantos corpos em um espaço relativamente tão pequeno.

– Não. – ele riu, tratando de falar rapidamente. – Quer dizer, mais ou menos. – tirou a mão de meu ombro e puxou carinhosamente uma garota que passava pelo corredor.

– Hobi! – ela disse repreendendo-o, apesar do sorriso que fizera pela ação do maior. – Eu tenho muitas coisas para organizar. – ela tinha cabelos negros e compridos e usava uma roupa simples, comparada as vestimentas que praticamente, ou quase, todos usavam naquele momento. Percebi um corte que vinha desde sua palma da mão e entrava por sua camiseta de manga comprida quando ajeitou o cabelo atrás de sua orelha, mas desviei o olhar assim que o dela foi de encontro ao meu.

– Essa é a Jil. – ele disse com um sorriso, apontando para a garota, que desviou seu olhar para mim e me olhou dos pés à cabeça com um sorriso malicioso.

– Misericórdia, você é o garoto novo que a Madame Blanche me mencionou? – arregalou os olhos em direção ao meu corpo, fazendo-me sentir envergonhado. Eu apenas assenti. As pessoas daquele lugar realmente não faziam questão de esconder o pudor em nenhum momento e tinham a manha de transmitir isso a qualquer um. Eu ainda pensava fortemente na minha cena com Jimin mais cedo, mas eu deveria me costumar com aquilo, pois era minha nova vida, e eu preferia isso do que passar por todo o terror dos últimos meses. – Garoto de futuro. Eu cairia em cima. – ela falou mordendo os lábios e fazendo Hoseok rir.

– Não assuste o garoto ainda, Jil. – voltou a olhar para mim, que estava claramente mais confuso com tudo aquilo. – Ela trabalha lá em baixo, mas não fica, digamos, na pista, como nós.

– Eu ajudo a organizar o ambiente e os shows. – disse rapidamente. Franzi a testa em confusão.

– Você... Só faz isso? – perguntei dando ênfase no “só”.

– Só? – arqueou as sobrancelhas e colocou as mãos na cintura. Só então percebi que ela carregava um caderno à mão e algumas fitas na outra.

– Quer dizer... Você não... Bem... – tentei formular uma pergunta mais específica, mas Hoseok logo me interrompeu.

– Atualmente ela não faz o mesmo que nós. – ele afirmou, responde à minha pergunta.

– Ah... – falei sem jeito ao lembrar que ela não faria o que eu teria que fazer essa noite. – Desculpa. Eu não quis te desmerecer. – disse educadamente, tentando achar um lugar no qual colocar minhas mãos, mas aquele casaco extravagante nem bolsos possuía.

– Tudo bem, amor. – ela sorriu e se desvencilhou de Hoseok. – Vou descer. Vejo vocês lá em baixo... Hoje é seu grande dia. – mandou beijos para o ar e saiu quase que correndo. Como alguém podia sorrir enquanto encarregado de organizar uma coisas dessas? Um show de cabaré? E por que ela não estava... Na pista, como eu e os meninos?

– Ela a vovó da casa. – J-Hope se aproximou e se pôs ao meu lado. Enquanto eu observava a garota correr. – Está aqui há mais tempo que nós.

– Por isso ela não está... – iria usar o termo anteriormente usado por Hoseok, mas senti vergonha. Era um termo um tanto quanto estranho para mencionar a nossa situação.

– Não. – ele disse e eu voltei meus olhares atentamente para os seus. – Não é por que ela tem mais tempo na casa que não está mais fazendo o mesmo que nós. – ele suspirou e percebi uma preocupação em seu olhar. – Ela passou por algumas coisas, se você me entende. Eu cheguei na mesma época que ela, digamos, mudou de posição aqui dentro. Bom, ela faz parte de um pequeno grupo de pessoas que mora aqui e que recebem “ajuda” de Madame Blanche. – disse em ironia. – Pessoas que são... – suspirou em reprovação. – Recusadas pelos clientes, – lembrei-me da marca em sua mão – mas que sabem demais para poderem sair livres daqui. Por isso nem todos trabalham na pista, até por que seria uma competição para arrumar um homem lá em baixo.

– Então... – desviei o olhar pensativo, porém preocupado. – Eu posso entrar nesse... Grupo de pessoas? – ele arregalou os olhos surpreso.

– Nem queira, meu amigo, nem queira. – deu alguns tapinhas em meu ombro direito antes de me puxar pelo corredor em direção a escada.

Resolvi não perguntar mais nada, até por que, pelo jeito que ele havia respondido a essa minha pergunta, não ficaria à vontade para responder mais nada que envolvesse assuntos delicados sobre o Le Blanche. Mais tarde eu recorreria a Jin ou Jimin e quem sabe à própria Jil. Eu não queria ficar alheio às coisas que aconteciam no lugar onde eu agora vivia, mesmo que esse fosse o meu primeiro dia ali.

 

Descemos e chegamos à parte posterior do palco de apresentações do cabaré. De lá, podia-se ouvir o barulho de conversas aleatórias, copos se chocando, mesas e cadeiras sendo arrastadas, homens gritando e esbanjando dinheiro ou lançando comentários eróticos para algum homem ou mulher que passava. Eu sabia, superficialmente, como esses lugares funcionavam, até por que tinha amigos, durante os anos do colégio, que frequentavam tais festas e faziam questão de formar rodas para comentar suas aventuras e as loucuras que faziam nessas ocasiões. Nunca, claro, comentavam sobre cabarés com mulheres e homens, e faziam sempre questão de exibir o quão macho eram, o quão rudemente tratavam as mulheres destes locais para “afirmar as posições podres delas”, diziam. Posições podres essas que eles adoravam. Imbecis. Eu sempre ficava calado, as vezes soltava uma risada para que não implicassem comigo, falava algo sujo para que não me perseguissem com comentários maldosos ou não me dessem apelidos que pudessem sugerir minha preferência por homens. O único que sabia disso era Seung. O homem que preferiu enfrentar tudo calado e trabalhar em minha própria casa do que me fazer passar vergonha em frente a minha família. E minha família, bom, minha família adoravam esses meus “amigos” da escola, justamente por que tinham os mesmos pensamentos vergonhosos. Sim, eu era o diferente, o brilho e a inteligência da família Kim, a lástima comportamental de meu pai e o protegido de minha mãe. Memórias...

Hoseok me guiou até onde Jil se encontrava. Havia muitos objetos na parte traseira do palco. Lenços, chapéus, colares, peças de cenário, como se aquele lugar fosse realmente um teatro e fossemos agradar a plateia com apenas uma peça de Shakespeare.

— Eu preciso ir lá pra fora, V. — J-Hope falou segurando meus ombros. — Meu namorado chegou. — falou sorrindo abertamente, mas logo diminuiu um pouco o sorriso e me encarou, enquanto eu permanecia com a mesma expressão desde que sai pelo corredor. — Você vai ficar aqui e vai fazer o que aquela garota falar para você fazer, tudo bem? — ele disse apontando com a cabeça para uma menina que estava ao a pouco metros de nos dois. Você pode estar nervoso agora, mas logo se acostumar. — continuou com aquela sorriso no rosto e passou uma mão em meu rosto antes de sair e me deixar lá totalmente perdido. “Logo se acostuma?”, talvez fosse melhor falar isso para um recém chegado do que explicar que aquilo levaria tempo. Eu não sabia exatamente o que me esperava, apesar de uma ideia clara e sórdida do que aconteceria em pouco tempo. Meu corpo estava fraquejando novamente e algumas ondas de tensão passaram por toda minha estrutura. Respirei fundo e, antes de passar as mãos pelo rosto, lembrei-me da maquiagem que Jimin havia aplicado em minha face. “Merda!”, pensei. Eu estava completamente imerso naquela lugar.

– Você bagunçou tudo, novato. – a garota que estava junto a Jil disse, com um bloco a mão, era dela que J-Hope havia falado antes de ir para a parte principal do salão. Supus que ela era parte daquele grupo especial. – Sorte que você é bonito, senão eu ficaria brava contigo. – deu um sorriso rápido e voltou a olhar em volta em buscar, talvez, de algo fora do lugar para arrumar. – Vamos ao clássico, não? – perguntou para Jil.

– Sim. Tae! – Jil chamou-me logo segurando meu braço e me trazendo para perto de uma estrutura almofadada ao chão. – Você vai apenas sentar aí e será carregado ao palco quando o show começar, está bem?

Ela soltou meu braço e caminhou para longe, mas antes que eu pudesse falar mais alguma coisa, qualquer palavra que fosse, escutei uma voz familiar atrás de mim:

– Meu querido! – observei Madame Blanche vindo em minha direção. – Vejo que Jimin já tratou de você. – riu e passou a mão por minhas costas e pelos meus fios de cabelo, dando uns tapinhas leves em minha feição e logo arrastando a mão para meu peito aberto, o que me fez recuar um pouco, fazendo-a rir. – Bom não fazer isso lá na frente. – disse sorrindo, mas exalando uma seriedade assustadora. – Jil já deve ter te apresentado a nossa liteira. – apontou para o chão, onde a estrutura estava. – A clássica! – riu, mostrando todos os seus dentes amarelos. – Apenas sente ai, querido, aproveite o show, sim? – a pergunta retórica foi a última coisa que disse antes de sair. Decidi sentar na liteira antes que eu desabasse ao chão.

Não demorou muito para que a movimentação me tirasse de meus pensamentos. Em poucos minutos, eu estava suspenso ao ar, ainda sentado na liteira, enquanto quatro homens a levantavam. Segurei-me, ainda assustado, nas almofadas ficadas ao meu lado, e ouvi a música do lado exterior tocar com ainda mais intensidade, juntamente com Madame Blanche falando. Não prestei atenção em suas palavras, apenas respirei fundo, sabendo o que sucederia aquele fato. Como me dito anteriormente no quarto, eu seria apresentado ao público, não é? Eu seria apresentado daquele jeito.

Observei as cortinas do palco se abrirem e os sorrisos vulgares se virarem em minha direção. A plateia era composta de homens muito bem vestidos com ternos que eu costumava usar antigamente, alguns com seus ou suas ou ambos os acompanhantes em seus colos ou afagando seus ombros. Vi J-Hope sentado no colo de um homem de cabelos negros sério, que sussurrava algo em seu ouvido e passava a boca por seu pescoço, e deduzi ser o namorado que mencionara. Jin rondava pelo salão, até ver minha entrada e parar para passar as mãos pelos ombros de um homem de cabelo loiro escuro, deslizando-as para seu peito e logo falando algo no ouvido deste, que o fez rir. Jimin ainda não estava pelo salão, talvez estaria se arrumando ainda, já que era noite de espetáculo.

Eu não tive muita reação perante todos aqueles olhares que me comiam vivo. Os homens que não estavam ocupados demais com seus respectivos pares, como era o caso do namorado de J-hope, secavam meu corpo como se fossem me atacar a qualquer momento. Maldita gola V! Eu permaneci sobre a liteira quando os quatro homens a deixaram no chão e desceram do palco, indo encontrar algum par para a noite e dando lugar para que quatro mulheres ficassem ao meu lado, duas de cada lado da liteira. Eu não sabia exatamente o que iria acontecer. Na verdade, eu não sabia nada do que iria acontecer, por isso minha reação era nada mais nada menos do que ficar parado esperando pelo pior e sabendo que, de uma forma ou outra, eu acabaria em uma cama no final da noite, lamentando o curso que minha vida levou.

— Cavalheiros! — Madame Blanche disse em alto e bom som para o que todos a pudessem escutar. — Bem-vindos ao Le Blanche! — levantou as mãos, sendo saldada por aplausos da plateia e alguns assovios dos mais atiçados. — Como perceberam todos, eu acredito, temos um novo produto na casa. — riu maliciosa e eu soube exatamente que ela se tratava de mim, eu era o novo produto da casa.

Não fiquei raivoso, eu sabia disso e não me importei realmente, apenas me conformei e continuei e olhar, vergonhosamente, os homens da plateia, rezando para que não houvesse alguém que antes fora próximo a mim.

— Hoje é uma noite especial, não apenas por causa do grande espetáculo de hoje com o mais cobiçado corpo de meu estabelecimento... — abaixei o olhar e lembrei de Jimin.

Ele realmente era daquele jeito devido a sua fama na casa? Senti uma pequena vontade de rir de seu jeito extremamente libertador, mas o riso não veio e continuei a esperar por qualquer coisa.

— Hoje eu os contentarei com duas diversões, senhores. — o olhar de Madame Blanche fixou-se em um ponto, enquanto seu sorriso ainda permanecia o mesmo, e meus olhos foram guiados até a entrada, onde um homem de cabelo castanho claro, vestido de uma blusa social roxa por baixo de um perfeito terno preto, entrou e se dispôs em pé no final do salão, com uma expressão séria em minha direção. Desviei o olhar. — Hoje, vou lhes dar a chance de explorar, exclusivamente, as maravilhas de V! — mais assovios foram ouvidos e murmúrios altos cobriram o salão. — Vamos ao famoso leilão do Le Blanche!

E mais uma vez eu estava estático, sem emoção aparente, absorvendo os gritos, as imagens, os cheiros que exalavam no lugar. Eu seria leiloado, que ironia do destino leiloar aquele que sempre frequentou leilões e sempre teve o que podia quando podia por meio do dinheiro. Eu seria leiloado igual a um objeto qualquer, ao vaso de quatrocentos anos comprado há pouco mais de três anos como presente a esposa que há tempos foi minha, ao castiçal de vidro único importado de Paris que expus na sala para que todos soubessem que era meu, igual a um nada na vida, um qualquer que agora, depois de perder tudo e mais um pouco do que tinha na vida, estava recorrendo ao próprio corpo para não morrer como um qualquer na rua. Segurei as minhas lágrimas e ergui a cabeça em direção ao público, pelo menos eu ainda tentava me segurar ao orgulho, por mais que ele estivesse se esvaindo aos poucos.

Escutei aquilo com o olhar direcionado ao nada, por mais que minha cabeça estivesse erguida, não queria que todos ficassem me olhando daquele jeito. Suspirei fundo. Meus olhos caíram até o homem que havia entrado mais cedo. Ele ainda estava em pé ao final do salão, calado enquanto os demais homens gastavam seus salários em troca de uma noite comigo, com meu corpo. Ao contrário de todos, ele não sorria, não demonstrava o mínimo sorriso malicioso, apenas uma expressão interessada e calma, ou pelo menos era o que aparentava ao meu ver.

Madame Blanche aumentava os lances com maior frequência, até apenas três homens estarem na disputa pela vitória, então dois, e o homem levantou um dos braços em sinal de lance. Respirei fundo mais uma vez, sabendo que em poucos minutos tudo aquilo chegaria ao fim. Madame Blanche encarou o homem com olhos repreendedores e continuou o lance, porém o homem continuava a levantar o braço, restando ele e mais um homem animado em busca da vitória, em busca do novo garoto da casa que se chamava V.

Eu estava atento a tudo aquilo, por mais constrangedor e humilhante que tudo fosse, eu estava. O homem ao fundo não olhava mais para mim, apenas para os olhos de Madame Blanche, ao contrário da figura desesperada mais próxima ao palco, que a cada lance aceito, soltava alguma fala maliciosa em minha direção. O resultado veio por fim, quando o homem de terno preto ao fundo foi abordado por Jil. A expressão de medo que ela expunha era evidente, e o homem, por fim olhando em minha direção, que o encarava, se encaminhou para a lateral do salão, sentando e logo recebendo a presença de uma acompanhante que sentou em seu colo e começou a acariciar seu peito e abrir os botões de sua camisa, enquanto braços me levantavam da liteira.

Observei o homem ganhador se levantando poucos metros e minha frente e vindo em direção ao palco, subindo, logo em seguida, para pegar seu prêmio. Os braços das garotas antes ao meu lado me entregaram ao homem, que segurou em meu pulso e saiu do palco a aplausos e gritos dos demais. Olhei para J-hope, que estava no colo de seu namorado ainda, mas com o semblante preocupado, talvez mais que o meu. Seus olhos arregalados me observavam me afastar com o homem segurando em meus braços, e o mesmo não deu importância para o namorado quando mesmo passou as mãos por seu rosto.

As meninas nos guiaram escada acima até um dos quartos do cabaré, que ficava ao final do corredor e possuía duas portas grandes que se abriam em direções opostas, dando um ar de grandiosidade ao local. Eu nunca quis tanto que elas ficassem naquele lugar junto comigo. Minhas mãos começaram a suar frio quando elas saíram e o homem me largou e começou a tirar seu terno marrom dos ombros. Eu fiquei parado próximo a porta, sem saber ao certo o que fazer. Ele virou para mim e deu um sorriso carregado de malícia em minha direção. Engoli a seco e, involuntariamente, dei um passo para trás.

— É meu quarto leilão, garoto. — ele disse de repente, tirando os sapatos e jogando-os em um canto. — Eu sempre ganho, sabe... Costume meu. — gargalhou, levando as mãos até seu cinto e desprendendo-o da calça. — É um dinheiro bem gasto... — aproximou-se de mim, molhando os lábios com a língua. — Isso não posso negar. — percorreu meu corpo com os olhos, antes de, ferozmente, colocar as mãos em minha cintura. Assustei-me com seu ato e levei as mãos de imediato aos seus braços. — Hoje você vai satisfazer as minhas vontades, não é? — suas boca foi de encontro ao meu pescoço, fazendo-me travar o maxilar tamanho o medo que seu olhar e suas palavras claramente carregadas de sujeira transmitiam.

Eu tinha que ficar calmo, como J-Hope havia dito, por que só assim eu iria me acostumar. Respirei fundo mais uma vez.

— Eu sei que você quer... — o homem riu, ainda em meu pescoço, mas descendo a língua para meu peito aberto. Aquilo me deixava com nojo. Nojo de ter as mãos de um homem qualquer me tocando daquele jeito. — Hoje você vai ser minha vadia. — fechei os olhos tentando controlar minha cabeça. Eu tinha apenas que ficar calmo. — E eu vou maltratar cada pedacinho desse seu corpo. Foder cada parte dessa sua pele branca e deliciosa e te deixar vermelho como o inferno.  — Abri os olhos e empurrei-o em uma velocidade incrível. Ele apenas riu. — Eu gasto dinheiro, mas não me contento fácil... V. Faça meu dinheiro valer a pena. — arregalou os olhos e retirou, apressadamente, o cinto que estava pendurado em sua calça até o momento.

— Não toca em mim! — falei, andando para trás a cada passo que ele dava.

— É exatamente isso que vou fazer. — disse rindo e se diminuindo o espaço entre nossos corpos.

Foi nesse momento que toda a calma que eu tentava segurar em mim foi embora. Vire-me em direção à porta e tentei abri-la, mas a mesma estava trancada. Alguém havia me trancado ali dentro com aquele sádico masoquista! Olhei para a janela em um ato desesperado, mas fui contido pela ardência em minha barriga quando ameacei ir até lá, ele havia desferido um primeiro golpe com a cinta em minha direção. Cai no chão gemendo de dor e com a mão sobre a área que provavelmente já estava vermelha, xingando-o com todas as palavras que me vinham em mente.

— Vou repetir apenas mais uma vez: faça meu dinheiro valer a pena! — falou autoritário.

Seus pés o guiaram em minha direção e tudo que eu queria era sumir, ir embora dali, chorar, gritar, mas o que eu poderia fazer e fiz, foi me arrastar até algum canto, mesmo sabendo que não mudaria nada. Senti suas mãos segurarem meus cabelos e me arrastando em direção a cama. Olhei para seu rosto e o capeta sorria. Eu estava com medo, temendo qualquer movimentação dele, com o orgulho no chão. Fui jogado nos lençóis e pude ouvir mais alguns barulhos da cinta em contato com a pele de minhas costas, minhas pernas e minha bunda. Senti a primeira lágrima percorrer meu rosto. Eu apenas queria chorar naquela momento. Eu estava fraco e com dores pelo corpo inteiro quando sua mãos me virou agressivamente de barriga para cima, fazendo-me temer por mais agressões, que não vieram. Ele já estava apenas de cueca, com o cinto ainda em mãos. Colocou-o na boca, enquanto sentava-se sobre minha barriga para desabotoar minha camiseta. A dor era tamanha que minha respiração estava violenta; e meus movimentos, lentos. Voltei a tentar fazer algo quando ele havia me deixado apenas de cueca e com o lenço em meu pescoço. Minhas mãos tentaram alcançar a cinta em sua boca, mas ele a cuspiu para fora da maca e segurou meus pulsos para cima.

— Não, não, não. — riu. — Quem vai controlar aqui sou eu. — e sua boca voltou a percorrer meu pescoço, agora desferindo mordidas e chupões pela pele já sensível, fazendo gritar em reprovação e desespero.

Minha mente já estava confusa, cansada esgotada. Meu corpo provavelmente já estava ficando todo roxo e as lágrimas não paravam de sair de meus olhos.

Senti o pedaço de pano que ainda me cobria nas partes íntimas arranhar minha pele quando foi puxado e rasgado pelas mãos do sádico, que tratou de ficar nu também. Minhas mãos tentava o empurrar para longe e desferir socos em sua estrutura, mas a minha fraqueza apenas o fazia rir.

— Eu gosto mais de torturar, não ser torturado. — falou segurando minhas meu rosto com força e dando um beijo em meus lábios. Eu estava com nojo. Muito nojo. Sua língua adentrou em minha boca e meu desespero fez questão de morde-la, fazendo com que o mesmo gritasse e sentasse novamente sobre mim, desferindo um tapa forte em meu rosto. Um tapa. Aquilo me trazia lembranças. Lembranças que eu queria esquecer. Então era assim que ele havia se sentido? — Eu ia ser bom com você, garoto, mas acho que vou ter que aproveitar sozinho. — disse, posicionando as mãos em minha garganta e apertando-a com força. Pus as mãos sobre as suas, tentando tira-las dali assim que senti meus pulmões clamarem por ar. Minha visão estava ficando turva quando suas mãos saíram de minha garganta e ele abriu minhas pernas com força. Eu, no entanto, já não tinha nenhuma força. A única coisa que eu pude fazer foi chorar quieto, enquanto ele se colocava em meu interior e estocava ferocidade. E foi nesse momento que eu comecei a pensar nele. Não conseguia mais lutar, apenas pensar naquele que eu amei e que sofreu tanto por causa desse sentimento. Seu rosto veio a minha mente enquanto meus braços e minhas pernas, já fracas, vermelhas e arroxeadas, eram punidas com cada vez mais potência.

Eu apenas pensei nele sorrindo, falando o quanto me amava, o quanto ficava triste por termos que vivermos em segredo, o quanto queria apenas comprar uma casa para nós dois, uma casa com jardim e uma pequena fonte, com janelas por toda a parte para podermos acordar com o nascer e dormir com o pôr do sol. Durante o tempo todo, enquanto eu era punido por tudo que eu havia feito na minha vida, por todo o sofrimento que eu o fiz passar, eu apenas pensei nele, por que meu corpo estava ficando doente com tudo e minha mente estava delirando e pensando no sorriso que eu mais amei em minha vida inteira.


Notas Finais


MISERICOOOOOOOOOOOOOOÓRDIAAAAAAA!!!!!
Eu sei, eu sei... Eu peguei pesado, mas isso era necessário, gente, pra que a história continuasse. Eu tenho tudo prontinho na minha cabeça e nas minhas anotações e isso foi super necessário, então não me odeiem por fazer o TaeTae sofrer!!!!
Hoje eu não vou falar muito não kkkkk Mas espero que vcs tenham gostado do capítulo (enquanto odeiam aquela demonio de cliente ali) e deixem seu comentário, que eu vou ficar muito feliz!!!
Beijocas no core e BTS no AMAs uhuuuuuuuul


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