História Lembra-se de Nós ? - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Comedia Romantica, Gay, Romance
Visualizações 160
Palavras 1.350
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem 😙

Capítulo 21 - Capítulo 20: A Mesa de Sempre


-Então?

-Então o que mãe?

-Você falou com ele?

-Sim.

-E ele?

-Você veio realmente até aqui por isso? - continuei a digitar algo em meu notebook sem realmente prestar atenção no que era.

Últimamente era o que eu andava fazendo, escrever infinitivamente sobre algo que eu não tinha compreensão.

-Bem você não colaborou me ignorando esse tempo todo.

-Mãe eu não te ignorei. -menti ao levantar o olhar para ela.

-Eu te conheço antes mesmo de nascer. Então sim você estava me ignorando. -ela apóia as mãos na cadeira giratória determinada a continuar o interrogatório.

Arfei. Eu não ia conseguir terminar seja lá o que eu estava fazendo hoje.

-Espero não atrapalhar. - Amy, entra graciosamente em meu escritório e dou graças ao céus. -Bob veio também.

Ela sorri animada.

-A onde ele está? -pergunto fechando o notebook e dando a volta pela mesa no meu traje formal.

-Na recepção. -ela se aproxima e nos abraçando, mas mecanicamente. Eu não havia visto ela desde nossa última conversa.

-Não me intérprete mal, só acho que não quer lembrar de Adrian.

-Por que não subiu?

-Esbarramos com Adrian lá embaixo.

Adrian. Adrian. Adrian. É tudo que eles conseguiam dizer. Maldição.

-Ahh. Então vamos, de qualquer jeito meu expediente acabou podemos fazer alguma coisa. -propus querendo fugir do escritório.

-Que idéia maravilhosa meu filho. Podemos ir ao Carlos você adorava aquela cafeteria e temos tantas coisas para contar. Realmente novidades. Eu queria ter contando antes mais não cabia a mim, e hoje parece um dia maravilhoso para isso, vamos todos comemorar e...

Minha mãe não parou um só segundo de falar até chegarmos a recepção.

-Adrian! -exclamou com os braços abertos para um abraço que  recebeu.

-Neitan falou que vocês conversaram...

-Mamãe... -A reaprendendo antes que continuasse. Creio que havia omitido os fatos.

Eu não conversei com Adrian. Me lembro claramente de dar as costas para ele e me trancar no quarto.
Hoje tomamos café juntos então creio que está tudo bem.

Eu disse que não o odiava. Creio que é um começo... Não?

-Como vai essa memória em garotão?

Reviro aos olhos ao ver Bob me tratar como uma genuína criança.

-Eu posso ter perdido a memória mais ainda sou seu irmão mais velho Bob mijão.

Cruzo os braços ao quebrar nossa promessa de anos.

-Como ousa?

3 dias seguidos. Bob havia mijado três  dias seguidos quando fomos para o acampamento Park Dino ou Dino Park. Virando motivo de chacota por um mês. Ele havia feito todo mundo próximo prometer que ninguém iria relembrar isso, mas bem como diz minha sabia mãe eu não sou todo mundo.

-Se continuar fazendo piadinhas sobre minha memória não vou hesitar em desenterrar seu podres  meu caro Bob... Mijão.

Me fuzila com o olhar e quando dou por mim começamos a rir e uma parte de mim quase se sentiu normal, embora minhas lembranças sobre ele fosse na maioria das vezes ele em uma cama de hospital.

...


Então esse é o famoso Carlos? Me perguntei ao entrar no agradável estabelecimento.

-Sejam bem vindos. -diz um cara alto de olhos pretos ao abordar minha família. - É bom rever você. -Sorri.

-É bom ter ver também Jevi. -diz Adrian ao abrir um sorriso caloroso a ele. Não consegui não me sentir afetado. Ultimamente tudo que tinha visto da parte dele era o mesmo sorriso vago.

-A mesa de sempre? -pergunto a Adrian ignorado que havia mais quatro seres humanos ali.

-Não. Vamos sentar naquela ali. -aponto para qualquer mesa irritado. E todos me olham estranho.

Os ignoro caminhando até a mesa que mais tarde descobri ser "a mesa de sempre". As vezes eu me odiava profundamente e perguntava o por que da minha existência na terra?

Todos conversavam, riam, lembravam de algo e tudo que eu conseguia fazer era ficar ali e sorrir quando parecia adequado sorrir. Era estranho me sentir estranho.

Okay. Eu preciso das minhas memórias de volta. Odiava não lembrar. Ficar ali sentando totalmente alheios ao que diziam. Eu era o único, o único do lado de fora da bolha na qual se encontravam.

-(...) Um brinde a essa mulher maravilhosa que tenho orgulho de dizer. Futura esposa.

Olha atônito para Bob e Amy.

-O quê? Você vão se casar?

-Sim. É e o que eu disse.

Talvez fosse exagero.
Eu não devia me sentir totalmente inseguro e deslocado e muito menos ter levantado e saído sem dar explicação nenhuma.
Mais foi exatamente o que eu senti, foi exatamente o que eu fiz.

Na volta para casa. Fiquei sentado em um longo silêncio. Longo silêncio.
Adrian também não havia dito nada o que só colaborava para o loooongo silêncio.
Talvez eu nunca falasse.
Talvez eu nunca nem sequer saísse desse maldito carro nada ecológico que me "eu" de 28 anos aceita.

Será que bater a cabeça resolveria esse grande merda? Não é assim que acontece nos filmes? Você bate a cabeça e bum tudo volta a ser o quer era antes. Eu não iria precisar viver nesse maldito conflito comigo mesmo.

Observei as imagens desfocadas das ruas passarem rapidamente enquanto eu agonizava internamente. Todos deveriam achar que sou um idiota agora.

O silêncio loooongo, muito loooongo teve continuidade. Temo se continuar assim vou acabar cozinhando meu cérebro.

-Podemos jantar fora? -pergunto ao entrar no apartamento, por não suportar ficar ali dentro. No loooongo silêncio.

-Me parece uma ótima idéia. -ele diz simplesmente sem acrescentar nem um comentário a mais.

Me parece uma ótima idéia. E foi isso. Parece uma ótima idéia. Só.

Me junto a ele para fora do apartamento passando pelo grande corredor vermelho.

-Adrian?

-Sim.

-Por que apesar de casados continuamos a morar em um apartamento?

Pedia mentalmente para ele colaborar com essa tentativa de conversa.

-Na verdade. Nos íamos nos mudar logo.

Obrigado senhor.

-Íamos?

-Bem, sim. Adorávamos o apartamento mais graças aos últimos acontecimentos íamos ir para um lugar mais famíliar.

-Acontecimentos?

A porta do elevador abriu.

-Então o que vai querer, algo tradicional ou...

-Eu estava pensando em um x-burger.

Sorriu para mim.

-Me parece uma ótima idéia e por um acaso hoje é quinta.

O encaro confuso.

-O que tem quinta?

-Era nosso dia de comida exóticas.

-Eu não acho x-burguer exótico.

Ele gargalhou.

E senti como o enorme peso em minhas costas tivesse ficado mais leve. Não havia sumido só estava um pouco mais suportável.
Não era mais s eu sorriso vago. Ele estava rindo. Rindo de verdade ao ponto de deixar as pequenas linhas no fim do contorno dos seus olhos aparecerem.

-Bem, comparado ao que comemos todos os dias é bem fora do nossa padrão.

Padrão?

-Mais eu sempre comia, eu me lembro de sempre comer... X-burguer.

-Bem você tinha entrado em uma dieta bem rigorosa depois... para falar a verdade não me lembro. De um dia para o outro você estava incrivelmente saudável. 

Me encarei no espelho do elevador. Isso explicava muita coisa.
Corpo sarado, pele macia.
Eu Deus grego.

-Isso foi quando nos casamos?

-Não, foi quando estávamos nos conhecendo.

-Namorando?

Ele tossiu.

-É.

-Não precisa. Não precisa mais se preocupar com isso.

A porta se abriu direto para o estacionamento.

-O que quer dizer?

-Eu falei com minha mãe, e acho que ela está certa sobre nós.

O silêncio se manteve.

-Eu quero... nos dar uma chance Adrian.

Paro em frente ao seu carro ainda digerindo as palavras.

-Então acho que você pode contar isso como nosso primeiro encontro. -murmuro sem jeito. Me sentindo de um jeito estranho.

Ele me olha sério.

-Você vai me dar uma chance?

Um barulho estridente de alarme me faz dar um salto. Me fazendo perceber que eu mesmo tinha acionado ao empurrar a porta de seu carro.

-Deus. -digo ao me afastar. -Eu não tinha percebido que... estava tão perto.

Ele desliga o alarme. E as portas automáticamente se abrem. Entro na parte ao lado do motorista.

-Você está mesmo falando sério, ou está pensando em mudar de idéia do nada?

Me viro para para ele me certificando de não desviar o olhar, de não pestanejar ou hesitar.

-Eu não vou mudar de idéia.


Notas Finais


Eaí o que acharam?? 😍


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