História Little Princess - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Dylan O'Brien, Holland Roden
Personagens Dylan O'Brien, Holland Roden
Tags Infantilismo, O'broden, Romance
Visualizações 40
Palavras 1.866
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Visual Novel

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Primeira Consulta do Bebê


Fanfic / Fanfiction Little Princess - Capítulo 2 - Primeira Consulta do Bebê

DYLAN POV

Assim que entramos em minha sala, me sentei em minha cadeira.

- O que os trazem aqui? - Perguntei olhando para a mãe e filha que se sentaram em minha frente, porém o senhor que estava em pé quem começou a falar.

- Holland é o problema. Ela fica agindo estranho e falando estranho, isso já está me irritando! - O homem disse visivelmente nervoso, me fazendo encarar a garotinha que estava com sua cabeça baixa.

- Tudo bem, vou pedir para o senhor se acalmar e me explicar sua situação mais detalhadamente. - Eu disse calmamente.

- Holland fica agindo como se fosse uma criança ao invés de crescer e agir como pessoas normais de sua idade! E agora resolveu virar bissexual! Eu quero que a senhora conserte a minha filha. - O homem disse praticamente gritando, me deixando irritado pela forma como falava de sua filha.

- Amor, deixa que eu falo com a doutora. Por que não pega um pouco de água e espera na recepção? - A senhora disse ao seu marido recebendo um olhar raivoso, porém logo saiu da sala batendo a porta com força. - Me desculpe por ele.

- Sem problemas. Então, Holland gosta de garotas e anda tendo um comportamento infantil? - Eu perguntei a ela.

- Correto, mas esse não é o problema. Bom, para Alejandro é, mas eu não ligo se minha filha gosta de garotas ou não, vou ama-la do mesmo jeito. - Ela disse me fazendo assentir com a cabeça. - Eu pesquisei na Internet e vi que o comportamento infantil da Holls pode ser infantilismo, é verdade doutora? - Ela perguntou.

- Correto, senhora Roden. - Eu disse vendo a mulher assentir.

- Holland perdeu sua vó a dois meses atrás, e eu acredito que isso tenha algo que interfira em suas ações. - Ela suspirou. - Eu só quero que a senhorita ajude Holland a conversar novamente, doutora. Não ligo se meu bebê gosta de garotas ou age como criança, eu só quero que a senhorita a ajude nisso. Holland não conversa mais com suas amigas e nem mesmo comigo, e dificilmente vejo minha filha comendo algo. Tenho medo que ela entre em depressão. Por favor, nos ajude. - A senhora contava tudo com seus olhos cheios de lágrimas.

- Tudo bem. Será um prazer ajuda-los. - Eu disse vendo a senhora sorrir. - Será que eu poderia conversar com Holland a sós? Assim que terminar, chamo a senhora. - Eu disse vendo a senhora assentir e sair da sala. A garota que ainda estava de cabeça baixa, agora brincava com o bolso de seu vestido rosa. - Holland, certo? - Perguntei vendo a garota me encarar timidamente e assentir.

Ela usava um vestido rosa com bolinhas brancas, seus cabelos estavam soltos com uma tiara com um laço rosa. Seus olhos eram verdes, e seus cabelos era num tom loiro avermelhado. Ela aparentava ter uns 18 anos. 

- Eu sou Dylan. - Eu disse sorrindo. - Eu vou ser sua amiga. Você quer que eu seja sua amiga? - Eu perguntei vendo a garota me encarar sem responder. - Eu estava pensando se a gente poderia conversar, sabe? Conhecer uma a outra. Você me parece legal e eu adoro fazer amizades, o que acha? - Eu perguntei vendo a garota balançar os ombros.

- Eu adorei o seu vestido, sabia? Ele te deixa muito linda. - Eu disse sorrindo vendo a garota corar abaixando sua cabeça. - Ah, olha! - Eu peguei um retrato que ficava em minha mesa. - Esse é o meu cachorrinho Leo, você sabia que uma vez ele brigou com um cachorro muito maior que ele só por causa de comida? Leo não gosta de dividir sua comida. - Eu contei fazendo a garota encarar a foto e quase sorrir.

- Qual sua idade, Holland? - Eu perguntei ainda sem uma resposta. - Não quer conversar comigo? - Eu disse vendo a garota me encarar curiosa sem falar nada. - Tudo bem, você não precisa falar nada. - Eu disse anotando em minha agenda coisas que havia notado na garota. 

- O-Onde extão s-suas a-asas? - Ela perguntou quase sussurrando, me fazendo a encarar e arquear minhas sobrancelhas, tentando entender do ela estava falando.

- Eu, ah, eu não tenho asas. - Eu disse confuso.

- E-Então naum é v-vedade q-que v-voxê é uma fadinha ma-mágica que c-cula as pessoas? - Ela perguntou bem baixinho.

- Por que acha isso? - Eu perguntei curiosa sorrindo com seu jeito de falar.

- O moço d-disse isso p-pla bebê lá f-fola. - Ela disse me fazendo sorrir.

- O Sr.Petters gosta de falar que sou uma fada mágica porque sempre o ajudo, assim como quero fazer com você. - Eu disse para a garota que voltou a abaixar a cabeça.

- Puque? - Holland perguntou.

- Porque eu adoro ajudar as pessoas. Sua mãe disse que você não está se alimentando e nem conversando, por isso ela te trouxe aqui, assim eu posso te ajudar nisso, entendeu? - Perguntei vendo a garota assentir.

- O p-papa disse q-que a bebê é uma abelação. E também q-que a bebê n-naum p-pode nunquinha fi-ficar com menina p-puque é feio e elado. - Holland disse começando a chorar, me fazendo sentar na cadeira ao seu lado.

- Olha, você não é uma aberração e você pode sim ficar com quem você quiser, sabe por que? - Eu perguntei vendo a garota me encarar com seu rostinho cheio de lágrimas.

- P-Puque? - Ela perguntou.

- Porque você é linda! E qualquer pessoa teria sorte em ficar com você. Seu pai não tem que aceitar nada, essa é você e isso nunca vai mudar, tá bem? - Eu perguntei limpando as lágrimas da pequena. - E também, pelo o que pude notar, sua mamãe te apoia em tudo, tanto é que ela te trouxe aqui somente pra você voltar a comer e conversar, e não pra você gostar de garotos ou parar de agir como a bebê linda que você é. - Eu disse calmamente para a garota.

- É v-vedade. M-Mama s-semple da calinho p-pla bebê. - Holland disse como se pensasse em sua mãe.

- Viu? Isso é ótimo! E eu não estou aqui pra te mudar, tá bem? Só quero te ajudar a comer e conversar. - Eu perguntei sorrindo vendo a garota dar um tímido sorriso.

- E-Então o Dylan q-quer ser amiguinho d-da bebê? - Ela perguntou me fazendo sorrir.

- Eu adoraria ser seu amiguinho, bebê. - Eu disse fazendo a garota corar e abaixar a cabeça.  - Não precisa ter vergonha, tudo o que conversarmos ficará como nosso segredo, eu prometo. - Eu disse para a garota.

- P-Plomete d-de dedinho? - Ela perguntou estendendo seu dedo em minha direção.

- De dedinho. - Eu entrelacei meu dedo com o seu, fazendo a garota sorrir. - Agora que somos amigas, você quer conversar comigo? Estou curiosa para saber sobre você.

- O-Okay. - Ela disse tímida.

- Qual sua idade? - Eu perguntei tentando parecer mais sua amiga do que sua doutora.

- A b-bebê t-tem 19. E o Dylan? - Ela perguntou me fazendo sorrir.

- Eu tenho 22. - Eu disse vendo a garota assentir. - Qual seu nome inteiro?

- H-Holland Marie R-Roden.

- Você estuda? - Eu disse anotando as informações.

- A b-bebê p-palou no segundo ano. - Ela disse abaixando sua cabeça.

- Por qual motivo? - Eu perguntei.

- A b-bebê n-naum conseguia l-ler. E-Então os c-coleguinhas rilam da bebê. - Ela disse triste.

- Depois disso nunca mais voltou? - Eu perguntei vendo a garota assentir com a cabeça. - Eu sinto muito, Holland. - Eu disse triste imaginando a cena. - O que gosta de fazer no seu dia?

- A b-bebê f-fica no paquinho aqui p-pelto. - Ela disse.

- O que gosta de fazer no parquinho aqui perto? - Perguntei.

- A b-bebê d-desenha ou blinca com q-quem está lá. - Ela disse triste.

- Você fica sozinha?

- S-Sim. A mama tlabalha e pensa q-que a bebê tá na c-casa de uma amiga, m-mas bebê naum tem mais amiguinha. En-Então fica sozinha no p-paquinho puque o papa f-fica em casa e b-bebê naum gosta de ficar com papa sozinha.

- Por que?

- E-Ele semple bliga com a bebê. - Ela disse abaixando sua cabeça triste.

Depois de várias perguntas para Holland, eu trouxe seus pais para dentro da sala, novamente.

- Bom, como a senhora já sabe, Holland possui infantilismo. Geralmente, isso pode estar relacionado a algum trauma de infância ou falta de atenção ou afeto, as causas podem ser inúmeras. No caso da filha de vocês, tenho algumas teorias do seu motivo, porém adoraria trabalhar com Holland para ir mais a fundo. Isso não faz da filha de vocês doente ou problemática. Ela é uma garota muito inteligente. Gostaria de encontra-la uma vez na semana, tenho certeza que consigo ajuda-la e em menos de um mês, ela já estará conversando e comendo novamente. - Eu disse fazendo sua mãe assentir e seu pai ficar furioso.

- Eu trouxe Holland aqui pra ela parar de ser criança e mudar esse homossexualismo, se você não puder ajudar nisso, eu procuro outra pessoa. - Ele pegou Holland pelo braço com força a levantando da cadeira.

- Primeiramente, se acalme e solte Holland. Segundo, o correto é homossexualidade, ja que o 'Ismo' no final de uma palavra é considerado algo ruim como uma doença, o que não é e nunca será o caso. E terceiro, eu não posso curar a garota de ser quem ela é, mas se o senhor quiser posso trabalhar com o senhor. Te passar um calmante, trabalhar essa raiva que o senhor sente e quem sabe o senhor não passa a ver o quão perfeita sua filha é do jeitinho dela, huh? O que posso fazer pela filha de vocês é ajuda-la a voltar a comer e conversar normalmente, até porque é só o que ela precisa. - Eu disse fazendo o senhor me encarar nervoso e sair da sala resmungando algo.

- Eu vou adorar que trabalhe com Holland, doutora. Quero muito que meu bebê melhore. - A senhora disse me fazendo sorrir. - Desculpe de novo pelo meu marido, ele não entende a situação.

- Sem problemas. Gostaria que a senhora viesse com ela sempre e ficasse mais próxima a sua filha. E se pudesse conversar com seu marido, ele precisa ter paciência com a pequena. - Eu disse fazendo a senhora sorrir assentindo. 

- Obrigada, doutora. - Ela agradeceu.

- Na saída é só conversar com minha secretaria Shelley e marcar nossa próxima consulta. - Eu disse abrindo a porta e me despedindo das mulheres.

Holland precisava de uma atenção especial por seus pais e principalmente precisava de cuidado das palavras que eram usadas com ela. Talvez a perda de sua vó tenha sido uma das causas da garota desenvolver o infantilismo, e é claro, a maneira como seu pai a trata, disso não tenho dúvidas. O fato de sua mãe a apoiar me deixava Feliz, são poucas pessoas que apoiam pessoas com infantilismo, e Holland teve sorte se ter isso ao seu lado.



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