História Lost Boys - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~Lya_Lay

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Alfa/betaomega, Chanbeak, Drogas, Exo, Homossexualidade, Romance, Yaoi
Visualizações 4
Palavras 2.134
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishoujo, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olaaaaa
Então este é o primeiro cap da fic que eu e a Lya_lay escrevemos, logo estaremos postando mais caps
Esperamos q vcs gostem
tchau Sz

Capítulo 1 - Prologo



                                                                    BaekHyun Point Of View Sul da França, Nice; 22:45

- Você tem certeza? - SeHun pergunta pela terceira vez (só que eu me lembre) - Eu não estou com um bom pressentimento sobre isso. E se ele…

- Não vai acontecer nada! - exclamei rindo fraco pela preocupação desnecessária - Eu te protejo, se necessário! - brinquei tentando descontrair, e fazendo-o rir.

- Você? - apontou debochado - Você com seus um metro e setenta e três vai conseguir, no máximo, morder a canela dele! - exclamou rindo me fazendo cruzar os braços.

- Há! há! há! Engraçado você, hein. - ri irônico.

- E eu tenho um metro e setenta e sete !

- Nossa, que grande diferença… - sussurrou se calando logo depois. Ele estava tão apreensivo quanto eu, se não mais.

Em um pedido mudo indo para entrar no logo, olhei para ele recebendo um outro olhar. Ele estava com medo. Eu também estava, mas meu pai não faria nada, né? Ele nunca deu indícios de nenhum tipo de preconceito, mas também nunca disse abertamente sua opinião sobre isso. Talvez ele aceite o fato, ou não. Eu realmente não tenho ideia.

Olhamos para a casa à frente por alguns longos minutos, decidindo se continuaríamos com aquilo. Sinto um leve puxão em minha mão, como resposta para minha dúvida. Sehun parecia pedir permissão para continuarmos, ou simplesmente um apoio, não sei do que ele precisava, mas decidi ceder.

Andamos lentamente até a porta da casa. Não precisava bater, já que tinha a chave, então entrei direto.

- Oh! Oi, filho! Achei que não voltaria hoje. - chamou atenção por causa da hora - Apresenta seu amigo. - pediu encarando SeHun.

- Ele… - Olhei para o garoto e depois encarei a mais velha. - Preciso ter uma conversa séria com você é meu pai. - falei. A face da mulher tornou-se preocupada, e logo assustada depois de encarar nossas mãos entrelaçadas.

- Okay. - tentou sorrir para confortar. - Seu pai está na sala. - começou a andar, e só fomos acompanhando.

Tentei não deixar o garoto acastanhado ao meu lado nervoso, mas quem estava nervoso era eu. Não sei o porquê mas meu coração pesava. Era como se algo muito ruim tivesse tocando ele naquele momento. Eu queria fugir para longe, em uma colina distante talvez, só para não precisar olhar no rosto de meu pai, e dizer uma única frase. Frase essa que mudaria toda a minha vida.

- Meu Deus, BeakHyun! - exclamou andando até mim. - Eu fiquei preocupado com … - sua voz pareceu sumir, e ele parou de andar ao ver Sehun ao meu lado. Mas sua face mudou totalmente ao ver nossas mãos juntas. Eu nunca o vi assim, parecia estar muito bravo. - O que significa isso? - disse baixo, seu rosto começava a soar vermelho. Isso não é um bom sinal. - Quem é ele? - sua voz já era um pouco mais alta, e não parecia mais o homem que sempre foi meu pai. - FALA! - gritou.

- Meu namorado! - respondi em impulso, logo me arrependo.

Sua face continha nojo, deboche, raiva, e até um pouco de tristeza. E na minha só um humor permanecia: medo. Eu realmente não deveria ter vindo aqui!

 - OQUE- Gritou incrédulo - vamos, Beakhuyn, me explique oque você acabou de dizer.

Sehun tentou falar mas eu o impedi.

 - Não tenho nada a explicar.

Nesse momento minha mãe foi ate a janela.No seu rosto tinha uma sombra de tristeza que ao mesmo tempo transparecia um mar de ódio.

- Então você é gay, Beakhyun...O exemplo da nossa família é uma bicha! Não acrdito que o filho, que sempre coloquei diante de tudo e de todos,é uma bicha!

- Se repetir, te quebro a cara -Sehun interviu.

- Então, o veadinho quer da uma de machão?Ah, então vem pra cima seu- 

Sehun não se controlou, antes mesmo de meu pai terminar a frase, partiu para cima dele com um soco no rosto.Logo meu pai deu um soco no estomago de Sehun. Então gritei para eles pararem, enquanto tentava segura-los.

-Oque esta acontecendo? - eram as minhas irmãs que perguntavam, enquanto me ajudavam a separar a briga.

minha irmãs seguravam meu pai, enquanto tentava segurar Sehun. Minha vontade era de pular em cima de meu pai e enchê-lo de porradas, mas tive que me segurar.

- Sinceramente ''filho'' preferiria que você fosse o pior drogado, o pior bandido do mundo, mas não um veado.

Aquela palavras, aquelas pequenas palavras... me machucaram muito, senti uma dor insuportável no peito acabei deixando algumas lagrimas sairem, senti a mão de Sehun tocar a minha acho que aquelas palavras também o tocaram.

Depois de um grande silêncio, me pronunciei.

- Ta bom então, eu vou embora desta casa -não fiquei nem para ouvir oque os outros iam dizer, subi para o meu quarto peguei uma bolsa, documentos, algumas roupas e desci olhei para o meu pai e disse

-Espero que um dia me perdoe e principalmente que me entenda. Eu não escolhi ser assim simplesmente aconteceu.

Ele não disse nada nada. Estava de cabeça baixa, nem ao menos olhou no meu rosto.

Peguei na mão de Sehun, e fugimos correndo para o carro.

 

[...]
                                                                                                Sul da França; Nice - 00:45 

Eu estava indignado com tudo o que meu pai disse sobre mim. Sobre a gente. Estava indignado, mas acima de tudo, triste. Porque ele não vê que eu continuo sendo o filho dele, como sempre fui?

Agora, eu estava sentado do lado de Sehun, dentro do carro dele. Fugimos correndo da minha casa, claro, depois do que ele disse não aguentava ficar nem mais um segundo na mesma casa daquele homem que um dia eu considerei um bom pai.

- Não pense muito sobre isso. - O mais novo sussurrou tentando me confortar.

- Como não pensar? - O encarei, ainda com a cabeça encostada no vidro. - Meu pai me odeia.

- Ele não te odeia… - tentou argumentar, mas não daria certo. Ele me odeia sim! -Ele só não te entende.

- Ele não entende o amor? - indaguei. - Como pode um ser humano ser tão ignorante.

- Você tá muito bravo. Respira. - diz o q pediu, suspirando fundo. - Se ele não sabe, ensina pra ele! - concluiu como se fosse a coisa mais simples do mundo.

- Primeiro: é impossível ensinar isso a ele, e segundo: olha pra estrada. - mandou. - Não podemos sofrer um acidente bem no meio da nossa fuga! Paris nos espera. - falou brincalhão.

- Okay. - continuou. - Mas eu posso te dar um beijinho? - perguntou fazendo um biquinho com os lábios enquanto me encarava.

- Eu estou dirigindo, deixa eu prestar atenção! - Falei apontando para a estrada.

- Só depois de um beijo! - veio em minha direção soltando estalos com os lábios, e selinhos rápidos, enquanto eu tentava desviar da brincadeirinha inocente.

Momentos como esse eram os melhores ao seu lado, mas esse... esse foi, com certeza, o pior.

Foi tudo muito rápido! Rápido até demais. Em um segundo Eu estava recebendo beijos do meu namorado, no outro, o carro em que estavam os tinha capotado.

Mas como? Tinha outro carro ali na frente? Tentei ver mas estava difícil. Havia uma fumaça pairando perto de nós, e todos os vidos estavam quebrado, mas ainda assim, consegui ver o outro carro do outro lado da rua.

Tentei chamar Sehun, mas ele não respondia, não se mexia. Aquele frio no meu coração era mais que desconfortável, doia. Pensar que o mais novo tinha partido, isso doía muito.

Tentei tirar seu cinto de segurança, mas estava emperrado, diferente do meu que saiu com muita facilidade. Foi quando eu senti sua pele… estava tão fria, e era áspera, ao contrário da pele macia que ele exibia toda vez que eu lhe tocava.

Eu tinha perdido-o.

O frio em meu peito aumentou, junto com o vazio. As lágrimas já caiam de meus olhos sem eu nem mesmo perceber. Chequei seus batimentos, mas eles não existiam mais. O amor da minha vida tinha morrido.

Eu não sabia o que fazer. Não conseguia respirar direito. Meu corpo não conhecia mais nenhum movimento. Eu estava perdido, com medo, com frio, com um vazio enorme no lugar onde ele estava.

Depois de poucos segundos sem saber o que fazer, uma dor aguda se faz presente em minha perna. Soltei um grito sem nem mesmo me importar com quem ouvisse. Minha coxa latejava um somente um movimento. Como eu iria sair dali daquele jeito?

Enquanto tentava pensar em algum jeito de sairmos dali, senti o líquido viscoso escuro descer do tipo da minha cabeça, descendo pelo meu rosto. Não deu tempo de ver o que era aquilo, ou nada mais, pois segundos depois, eu só enxergava o escuro.

[...]
                                                                Chanyeol Point Of View. Sul da França, Monte Carlo - 23:45

- Você disse que me amava! Você me fez achar que vocês me adoravam. Mas essa atuação toda, era só um orgulho ridículo pela minha aparência, e pelo modo como eu me saia bem naquelas festas horríveis que você e o papai me obrigavam a ir. - disse já não aguentando mais segurar as lágrimas. - Me davam tudo o que eu queria, mas era só para eu me casar com a filha dos Bouchard, e viver sozinho naquela casa horrível em Paris, só pra ter uma mísera “herança”.

- Você não vai estar sozinho! - papai tenta argumentar. - Seu tio mora em Paris, se esqueceu?

- Foda- se que ele mora lá! Irei me casar com a Samantha não com ele. - disse perdendo a pouca paciência que eu tentava ter naquele momento - Você acha… - ignorei meu pai e continuei olhando a com ódio de tudo que ela havia me dito. - que tenho que ir até você e me ajoelhar aos seus pés, concordando com tudo o que você quer? E herdar as confusões que vocês mesmo fizeram? - suspirei derrotado.

- Você não sabe o que é viver em um lugar, pensando que irá encontrar pessoas que são sua família, mas simplesmente encontrar um filho que não te ama e seu marido te traindo com uma aeromoça vadia.

- Pare de reclamar! Eu também não tenho família. A empregada foi mais minha mãe do que você! - parei de falar ao sentir meu rosto arder e ouvi o estalo que sua mão fez ao bater em meu rosto.Olhei incrédulo para ela não acreditando no que havia acontecido. Minha mãe me bateu.

-Não bata nele! - o homem gritou.

-Não finja ser meu pai a essa altura do campeonato -disse com tom de deboche virando as costas para eles.

Sai da sala de jantar,peguei as chaves do meu carro e decidi ir até Paris, até a casa de meu tio.
                                                                                   Sul da França, Nice – 00h:50m.

As lágrimas não facilitaram muito minha visão enquanto eu dirigia a caminho de Paris a mais de uma hora. Não tinha certeza nem de qual cidade eu estava. Eu só queria tentar esquecer todo o drama da minha família – o que seria difícil já que em menos de um mês eu estaria em cima de um altar, jurando amar plenamente uma garota que eu nem mesmo conheço.

Eu queria parar de derramar lágrimas por um motivo tão inútil ao meu ponto de vista. Eu já sabia desse casamento desde quando aprendi a assinar meu nome, mas porque é tão difícil aceitar?

Talvez eu ainda tivesse esperança... Esperança que ela desistisse de me refazer como o filho perfeito, e começasse a me amar pelo que eu sou. Mas hoje eu perdi essa esperança.

Mas como eu vou conseguir seguir em frente sem nenhum ponto de partida, ou até mesmo um ponto de chegada? Sem nenhuma motivação? O motivo “Eu devo ser seu orgulho” não é mais válido para mim! Eu sei que não importa se eu vou me casar com a rainha da porra toda, ou uma pessoa que eu amo. Não importa se eu quiser fazer tudo certo para ela, ou se eu não estiver dando a mínima para seus planos. Ela sempre vai me odiar!

Eu acabei com a vida dela, eu sei, mas eu não tenho culpa disso! Eu só não queria ser estorvo que ela se queixa todos os dias, mas também, não queria ser infeliz como eu sou.

Talvez se eu sumisse, desaparecesse, ninguém sentiria minha falta, e seria a saída mais rápida disso tudo.

Seria um ótimo “acidente”... Tem uma árvore ali. Vai ser rápido, não irei sentir nada... Eu só iria vez a luz branca, e todos os meus problemas sumiram.

A luz realmente apareceu, mas eram diferentes do que eu pensei. Aquilo são faróis de outro carro?
 


Notas Finais


Se gostaram deixem os seus comentarios sobre a fic eu e a Lya agradeçemos

Ja ne Minna


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