História Love, Sex & Drugs - Capítulo 35


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camila G!p, Camren, Camren G!p
Visualizações 574
Palavras 1.078
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Mistério, Orange, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 35 - Capítulo 35


- Fico feliz em vê-la por aqui, Camila. - o médico disse vendo a morena sentada à sua frente - Lucy contou que veio por vontade própria... - tentou puxar assunto vendo a latina morder o lábio inferior nervosa - Ninguém aqui vai te machucar. Isso não é uma prisão. - viu a mesma assentir e virar o rosto em direção à Lauren.

A morena de olhos verdes sorriu para a mais velha e apertou sua mão que estava apoiada em sua coxa em forma de apoio.

Nos últimos dias as duas havia se reaproximado bastante. Ainda era cedo para dizerem que haviam voltado, porém dormiam juntas e faziam todas as coisas juntas. Lauren se preocupava bastante com o bem estar da latina fazendo de tudo para que ela se sentisse confortável e, quando a mesma tinha suas crises, dava banhos frios e balas para que a vontade pudesse diminuir. Lucy, Verônica e a pequena Sarah haviam acompanhando as duas até Miami para a internação de Camila. Com isso, todas estavam dormindo na casa dela enquanto Lucy cuidava de entrar em contato com a clínica e marcar uma data para a internação.

Como Lauren tinha saído de casa, Camila a convenceu de ficar por ali pelo tempo que fosse necessário. No início, a mais nova recusou, porém, com muito custo, ela conseguiu fazer a menor aceitar a sua proposta.

- Camila... - o médico chamou fazendo-a prestar atenção em si - Você já veio aqui algumas vezes, então sabe como trabalhamos. - viu a mesma assentir - Na primeira semana sem visitas ou qualquer contato com o mundo exterior. Vamos limpar o seu organismo e fazer terapias. A partir segunda semana você já pode receber visitas e poderá participar das atividades em grupo também. - Camila assentiu novamente soltando um suspiro. - Vou pedir para que te levem ao seu quarto e você poderá se despedir delas, tudo bem?

 

- Eu vou voltar para Tampa amanhã, preciso organizar as coisas no meu consultório e o trabalho da Vê, mas na semana que vem eu venho te visitar, ok? - a mais velha perguntou olhando para sua prima que havia colocado a mala em cima da cama. - Deixei a Lauren como contato, por ela estar aqui vai ser mais rápido.

- Não se culpe pelas merdas que fiz, Lu. - pediu em um fio de voz - Nada disso tem a ver com você. Somente eu.

- Eu te amo, não suportaria te perder. - abraçou o corpo musculoso da maior.

- Eu também te amo. . - fungou.

- Vou chamar a Lauren. - avisou saindo do quarto.

Camila sentou-se na cama observando todos os cantos do quarto. O local tinha um tom pastel, com um armário encostado na parede, uma pequena poltrona e a cama com dois criados mudos aos lados. Soltou um longo suspiro ao ouvir a porta ser aberta e mordeu o lábio inferior pensando nas palavras que usaria.

- Você vai ficar bem aqui? - Lauren perguntou ao vê-la sentada na cama.

- Acho que sim. - virou o rosto em sua direção dando um sorriso de leve. - Vem aqui. - chamou dando espaço para que ela pudesse sentar - Me desculpe, eu... - suspirou - Não quis te machucar...

- Fui eu quem errou, Camz. - murmurou sentindo a mão da latina sobre a sua - Eu te peço desculpas.

- Eu vou melhorar logo e vou sair daqui.

- Eu sei que sim. - sorriu timidamente para a maior.

- Quando eu sair, nós poderíamos viajar, o que acha? Você vai estar de férias e...

- Eu adoraria. - falou vendo Camila sorrir - Vai ficar bem aqui? - perguntou fazendo-a olhar ao redor.

- Acho que sim. - puxou a morena para um abraço - Vou sentir sua falta. - murmurou contra os cabelos de Lauren - Eu te amo.

- Também irei sentir sua falta. - se afastou encostando seus lábios aos da mais velha - Eu te amo.

 

Camila estava sentada em um banco do lado de fora da casa de recuperação. A latina quase não havia dormido na noite anterior e, assim que percebeu que já estava amanhecendo, saiu em direção a área externa para que pudesse observar o nascer do sol.

Sua vida nunca fora fácil. Sempre teve o carro que queria, as coisas que queria... No entanto, isso não era sinônimo de uma vida fácil. Desde pequena sofria com a rejeição e humilhação das pessoas devido a sua condição. Por vezes, escutava tais comentários preconceituosos dentro da sua própria casa, quando sua mãe recebia alguma colega. No colégio, apanhava dos garotos e sofria bullying de alguns colegas. Camila aprendeu a ser sozinha, a ficar sozinha. As únicas pessoas que tinha era seu pai e sua prima. Aquilo era o suficiente, até certo ponto.

A amizade com Louis e Harry serviu mais como uma fase de aceitação para a latina. Sempre que saía com os garotos para alguma festa sentia-se atraída por algumas garotas, mas nunca chegava a tomar alguma atitude com medo da rejeição. Então, algum dos meninos tomavam a frente por ela. O início as drogas foi algo natural, seus amigos usavam e ela sentia-se mal por dentro. Queria experimentar, pois eles sempre falavam que aquilo trazia uma calma e paz que ela não conhecia. E, de fato, trouxe. Sempre que puxava o primeiro trago da maconha sentia todos os seus músculos relaxarem, da mesma forma sentia quando usava cocaína. Sentia-se livre e em paz.

Quando Alejandro adoeceu sentiu seu mundo virar de cabeça para baixo. Ele era o seu tudo, o seu herói e perdê-lo seria terrível. Passava noites e noites em claro ao lado da cama do homem chorando e pedindo para que ele não morresse. No entanto, ele se foi.

Camila sentia dor. Mas a dor não era física e, quase, ninguém via. Ela queria acabar com aquela dor, usava drogas em grandes quantidades e mais pesadas e tentou se matar. Depois daquele dia Lucy vigiava quase todos os passos dela para evitar que algo daquele tipo acontecesse novamente. Ela se envolveu com Lauren, sua mãe resolveu se casar, encontrou cartas do seu pai... Um turbilhão de emoções para uma pessoa que já tinha todos os seus sentimentos bagunçados. Foi o estopim.

Nas noites que conseguiu dormir depois da overdose, ela teve muitos pesadelos e neles conseguia ter flashes do acontecido na casa do lago. Ela havia tentado se matar.



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