História Love Story (Fase I) - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Stranger Things
Personagens Eleven (Onze), Mike Wheeler
Tags Fillie, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown, Noah Schnapp, Nollie, Sadie Sink, Stranger Things
Visualizações 108
Palavras 1.242
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Primeiramente: ME DESCULPEM. Eu achei que o acontecimento desse capítulo ia dar um ar mais dramático (??) pra história e acabei colocando, desculpem.

E mais uma vez, MUITO obrigada pelos comentários que vocês estão deixando aqui e por todo o apoio. Isso é muito importante pra mim. Até o próximo capítulo e aproveitem esse!!! 💗💗💗

Capítulo 4 - Always by your side


Era possível se apaixonar por alguém que se viu apenas três vezes?


Era isso que Millie tornava a pensar naquela ensolarada tarde de sábado. Usando o mais simples vestido amarelo, a Brown estava sentada sob a grama em frente ao castelo. Ela e Finn não se viam a dois dias. Não que não quisessem se ver. Entretanto, suas saídas constantes causaram desconfiança em sua mãe, portanto, decidira ficar uns dias por ali. Mas não podia negar que sentia falta dele. Muita.


– O que está acontecendo com você ultimamente? – Ela ouviu uma voz e levantou a cabeça para verificar que Noah a olhava curioso. – Pensativa demais. – Ele observou que Millie voltou a olhar pro nada e ignorar totalmente sua pergunta. Desconfiou quando a Brown, involuntariamente, sorriu levemente. Conhecia a amiga há tempo demais pra não saber no que ela tanto pensava. Ou melhor, em quem. – Wolfhard?


– Se eu contar algo, você promete guardar segredo? – Ela pediu. Noah olhou-a, confuso. Sentou-se ao seu lado na grama.


– Desde quando eu não guardo seus segredos, Millie? – Ele disse, olhando-a como que dissesse pra ela confiar. Tocou nas mãos delicadas da noiva, apertando levemente seus dedos, como se quisesse passar segurança. – Pode me contar.


– Eu beijei o Finn. – Ela simplesmente soltou. Noah, surpreso, soltou suas mãos das de Millie. Arregalou os olhos, rezando pra que aquilo fosse uma pegadinha de muito mal gosto. Não que o Schnapp tivesse qualquer interesse amoroso na Brown. Porém, não esperava que ela e o tal garoto fossem se envolver tão facilmente. Acima de tudo, ele se preocupava em como sua família reagiria se esta levasse um romance adiante.


– O quê? – Ele soltou, por fim. Millie sorriu. – Já?


Ela gargalhou quando viu um leve sorriso malicioso brotar nos lábios do amigo.


– Eu não sei se foi por solidariedade. Atração. Conexão imediata. Talvez pelos três. – Ela disse, recordando-se do momento.


– E você gostou?


– Não está escrito na minha testa, Noah?


O amigo tornou a ficar sério. Millie se assustou de como ele conseguiu mudar de humor tão rápido.


– Tenha cuidado, Millie. De um jeito ou de outro, estamos prometidos a casamento. Não queira imaginar a reação escandalosa de seus pais se souberem disso. – Dessa vez, a garota tomou as mãos do amigo e as segurou, passando-o segurança. Foi quando olhou pra frente e reconheceu o garoto de olhos castanhos que a olhava atenciosamente, nas entradas da mata.


– Finn?


**************


MINUTOS ANTES.


Finn colocou mais dois copos em uma das mesas cheias da taberna. Nela, havia sentada dois homens, que conversavam aos berros sobre algo que o menino não quis identificar o que era. Estava cansado.


Tornou a sorrir quando ele se lembrou de Millie. Não esperava aquela reação dela. Não mesmo. Talvez, o pior – ou melhor – naquela situação, é que ele gostou. E ele podia sentir que ela também.


Era possível se apaixonar por alguém que se viu apenas três vezes?


A porta da taberna rangeu e ele soube que alguém entrava ali. Não deu muita atenção, provavelmente era mais um daqueles bêbados asquerosos que entravam ali e só saiam no dia seguinte. Para sua surpresa, no entanto, Finn sentiu alguém bater em seu ombro. Quase derrubou a bandeija que segurava quando viu Ariel ali, o semblante preocupado.


– Você precisa vir comigo. É sua mãe. – Ele disse. Em fração de segundos, o Wolfhard largou os copos em cima da mesa, deixando o local em passos largos. A velocidade com que andava não demorou muito para que chegasse em sua casa.


Sua mãe estava deitada no sofá, como sempre, porém dessa vez sua feição mostrava desespero. A mulher parecia ter dificuldade para respirar e levava as mãos ao peito, como se estivesse tendo um ataque cardíaco. O menino pode notar também que ela suava frio e estava mais pálida que o normal.


Passou os olhos pela casa e assustou-se de imediato. Tudo estava revirado. Mesas derrubadas pelo chão, cobertas rasgadas, e mais importante, no canto direito da pequena lareira que havia ali, o saco de moedas não estava mais.


– O que aconteceu aqui? – Ele questionou, voltando a olhar para Ariel. O mesmo balançou a cabeça negativamente, em lamento.


– Uns homens entraram aqui enquanto eu cuidava de sua mãe e levaram tudo… – O homem levou o olhar ao mesmo lugar que Finn havia olhado segundos atrás. – Obviamente, levaram o dinheiro.


– Calma, mãe. Vai ficar tudo bem, tá? Você vai ficar bem. – Ele virou-se para a mãe que ainda tinha dificuldade para respirar. Apertou as mãos da mulher com força, querendo passar segurança para esta. E, sem desfazer o feito, voltou a olhar Ariel. – Você aguarda um pouco aqui? Eu vou dar um jeito nisso.


Saiu correndo dali, tomando um caminho que já conhecia. Precisava dela. Precisava de Millie.


************


– Finn? – Millie olhava o garoto, que estava parado olhando-a e acenando pra ela, talvez numa tentativa dela vê-lo. Não sabia porque, mas sentia que ele estava aflito. Largou as mãos de Noah em fração de segundos, o noivo, por outro lado, sabia o que esta iria fazer.


– Millie, não. – Noah pediu, vendo a noiva levantar-se da grama onde estava sentada.


– Eu preciso, Noah. Ele precisa de mim. – Ela disse, e antes que o Schnapp pudesse sequer protestar de novo, ela saiu correndo em direção ao garoto de cabelos cacheados.


*************


– O que houve? – Millie perguntou, olhando atenciosamente nos olhos de Finn. Pode perceber que seus olhos brilhavam, como se fosse chorar a qualquer momento.


– Você tem algum médico da família, não tem? – O garoto perguntou, causando uma reação confusa na Brown. Ele tentou reformular a pergunta. – Digo, um médico de confiança.


– Claro que temos, mas porque? – A garota questionou, Finn abaixou a cabeça afim de que ela não o visse chorar. Ela segurou sua cabeça com as duas mãos, acariciando suas bochechas com delicadeza e fazendo ele a olhar nos olhos novamente. – Finn, o que está acontecendo?


– Minha casa foi assaltada e… e… – Ele tinha dificuldade pra falar. Millie o encorajou. – Roubaram todo o dinheiro. Mamãe está passando mal e não tenho como reverter isso, Millie. Preciso da sua ajuda.


– Calma, calma. Ela vai ficar bem. – Ela disse. Finn, por outro lado, pendeu o corpo pra trás, como se fosse desmaiar. Millie o segurou, preocupada. – Tá tudo bem?


O Wolfhard, por outro lado, pegou na mão de Millie, levando-a para sua casa. Não sabia exatamente o porque, mas sentiu que deveria estar lá. A cena com qual deparou-se era, no mínimo, trágica demais.


Ariel segurava as mãos de Mary, que não se debatia mais como antes. O semblante do homem era triste, e percebendo a presença de mais alguém na casa, ele virou-se para Finn, soltando as mãos da mulher que não movia mais um músculo. O garoto, por outro lado, entendeu o que o gesto do homem quis dizer. Aproximou-se da sua mãe, que agora tinha a feição serena e calma. Os olhos estavam fechados e, se ele não soubesse o que estava acontecendo ali, poderia jurar que ela estava dormindo.


– Finn. – Millie disse, baixinho, vendo ele chorar em pé, olhando o corpo da mãe no sofá.


– Não. – Ele disse, baixinho para si mesmo. Ajoelhou-se diante o corpo da mãe. – NÃO!


Sentiu as lágrimas tornarem sua visão turva e embaçada, enquanto sentia os delicados braços de Millie o envolverem em um abraço confortante.


– Vai ficar tudo bem. – Ouviu a voz dela pronunciar com ternura. – Nós vamos ficar bem.


Permaneceram ali, abraçados um ao outro, sem dizer mais nenhuma palavra. Pela segunda vez, eles sentiam que precisavam um do outro.





Notas Finais


E, ah! Esqueci de dizer que alguns capítulos terão nomes de músicas, outros com nomes aleatórios mesmo, tipo esse. Então é isto. 💕❤️


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