História Loved You First - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Nina Dobrev, One Direction, Zayn Malik
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Nina Dobrev, Zayn Malik
Tags Acidente, Deo Devine, Drama, Fernanda Vasconcellos, Harry Styles, Kristina Pimenova, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Nina Dobrev, Romance, Theo Horan, Willie Devine, Zayn Malik
Visualizações 90
Palavras 4.309
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


🍀BETAGEM - KINGDOM DESIGNS
Por: SweetDrama || Ana França🍀

🍀TíTULO PARA CAPÍTULO - ID
Por: Bec L 🍀

Vcs não estão comentando e isso está me deixando triste. Talvez eu devesse parar de escrever.

Capítulo 16 - Chapter Sixteen: Going to the market


Fanfic / Fanfiction Loved You First - Capítulo 16 - Chapter Sixteen: Going to the market

Niall Horan

Mullingar

 

A casa dos meus pais estavam uma loucura. Hoje era a véspera de Natal. E a Rachel ficou de chegar hoje depois do almoço. Iria passar na casa do Louis e pegar o presente dele e do Zayn, que compraram para a Claire. E lhe entregar o nosso. Já que era o aniversário dele. Louis estava fazendo 30 anos. Ligaria para ele mais tarde.

Claire estava aqui comigo dormindo ainda ao meu lado. A casa dos meus pais não era pequena, mas também não era muito grande e como não tinha quartos que coubesse todo mundo, Claire teria que dormir comigo no quarto que meu pai fez para ela, enquanto Robert e Amélia dormia no meu antigo quarto. Não sabíamos ainda o que iríamos fazer quando a Rachel chegasse com o Ian. Talvez eu fosse dormi no sofá da sala e deixasse o quarto para os três.

Deixei a Claire dormindo e fui para o andar de baixo. Meus pais já se encontram acordados na cozinha.

— Bom dia!

— Bom dia, filho. — Minha mãe disse vindo até mim e me dando um beijo em meu rosto.

— Bom dia, filho. — Meu pai disse passando por mim e pondo um pouco de café para ele. Com certeza era o segundo café que ele tomava essa manhã.

— É hoje que a Rachel vem não é? — Minha mãe perguntou a mim.

Meus pais conheceram a Rachel em uma vez quando eu e Elena fizemos o almoço de Natal em nossa casa. Todos estavam presentes. Meus amigos, os delas, nossos pais. Claire tinha apenas três anos de idade. Nessa época.

— Sim, ela vai vir depois do almoço. —Respondi. ­— Ela ficou de passar na casa do Louis e entregar o meu presente e o da Claire a ele, já que hoje é o aniversário dele. E pegar o presente dele e do Zayn para a Claire.

— E será que vai ter voo disponível para ela? Ainda mais na véspera de Natal. —Questionou mamãe.

— Espero que sim. Ela ficou de me ligar quando fosse embarcar no avião, para que eu pudesse me preparar para ir buscá-la no aeroporto.

— Ah sim. E Claire ainda dorme? Geralmente ela é a primeira a acordar? — Meu pai perguntou.

— Sim, ela ficou até tarde falando com o padrinho dela no telefone. —Comentei.— Queria ser a primeira a dar os parabéns para ele ontem. Quando eu sentir ela se aconchegar mais em mim, que eu abrir meus olhos, já eram mais de duas horas da manhã.

— Tá explicado então. — Minha mãe disse, pondo um pouco de café para mim e um pedaço de bolo de baunilha em minha frente.

— Deixei que ela dormisse mais, e não vou nem acordá-la para tomar o café, senão vai ficar manhosa e enjoada o dia inteiro. Sem falar que vai querer ficar grudada comigo. —Comentei.

— Pensei que você gostasse que ela ficasse grudada em você. — Meu pai rebateu.

— Gosto de ter ela sempre comigo. ­—Respondi sincero. — Grudada de uma maneira que eu não posso nem sair para dar um peido, não. Até para eu ir ao banheiro ela quer ir atrás de mim.

— E sabe quem é a culpa disso tudo? — Minha mãe me perguntou passando por mim, depois de recolher a louça que ela havia tomado o seu café e indo para a pia. — Sua mesmo. Desde pequena você sempre mimou demais ela e para onde você ia tinha que leva-la junto com você.

— Para tudo quanto é lugar. — Meu pai acabou dizendo também.

Talvez a culpa possa ser mesmo um pouco minha.

Ficamos conversando sobre a minha volta para Londres e que eu já havia acertado tudo, com a ajuda da Rachel. Os moradores ficariam até o dia 27 e depois a casa estaria vazia novamente. Minhas malas e as da Claire estavam todas aqui na casa dos meus pais. Não iria levar nada de pertence além de nossas roupas e algumas coisas de Claire e minhas, como meu notebook, meu violão e guitarra. Minha casa em Londres já era mobiliada e o meu quarto e o Claire eram trancados, tinha deixado disponível apenas os quartos de hóspedes, que eram três. Para os inquilinos que ficariam em nossa casa. As chaves seriam entregues para o Zayn, já que a Rachel estaria aqui ainda com a gente na casa dos meus pais.

A escola de Claire também já se encontrava tudo acertado e já tinha a sua transferência. As inscrições para as escolas de Londres iriam abrir dia 31 de Janeiro. Então eu teria tempo para matricular a minha menina. Claire não parava de falar disso, de como estava ansiosa para começar numa escola nova e fazer novos amigos. E que iria adorar se fosse a mesma escola que os gêmeos, irmãos de Louis. Que são um ano mais novo do que o pequeno Ian, filho de Rachel. Mesmo sabendo que eles não ficarão na mesma sala, por ter idade diferentes e classes também. Mas ela estava animada mesmo assim.

 

— Bom dia a todos! — Robert disse aparecendo na cozinha com Amélia ao seu lado.

— Bom dia. — Respondemos.

— Onde está a Claire? — Meli disse se sentando ao lado de Robert e meu pai a mesa. Minha mãe ainda se mantinha em pé, perto da pia.

— Ainda dorme, dormiu tarde ontem, falando com o padrinho dela.

— Hoje é aniversário do seu amigo Louis não é? Se for falar com ele, diga que eu estou mandando parabéns para ele. E ele já sabe que estão voltando para Londres? —Questionou Robert.

— Não, pedi para que Claire não contasse nada também. Vamos fazer uma surpresa para ele e o Zayn. —Respondi animado com a surpresa que faríamos.

— Vai voltar ao estúdio de música também, meu filho?

— Vou sim pai, estava com saudades, e é bom fazer o que eu sempre gostei. Amo trabalhar com a música.

— Sempre dizia para ele que ele devia voltar a fazer o que sempre estudou para fazer. Ainda bem que ele caiu em si. — Robert disse, sorrindo para mim.

— E a Rachel? Ela vem ou não vem? — Meli me perguntou.

— Vem sim! Vai vir depois do almoço, vou buscá-la no aeroporto. —Respondi. — Ela disse que me ligaria assim que pegasse o avião.

— Deve chegar aqui quase a noite então.

— Mais ou menos por aí.

— Enquanto isso, vou precisar que você vá ao mercado para mim, meu filho. Tem algumas coisas que eu e seu pai acabamos esquecendo de comprar ontem. Ainda mais que se eu não fizer os doces a Claire iria ficar magoada comigo, por ter esquecido.

— São aqueles doces, que ela tanto nos fala? — Meli.

— Sim, são esses mesmos. O Christmas Pudding, que minha mãe faz sem as bebidas alcoólicas por causa dela e o Minced Pies.

— Sempre fiquei curiosa para saber que doces eram esses que ela sempre me dizia serem ótimos e deliciosos. — Meli disse olhando para a minha mãe, que sorriu.

— O Christmas Pudding também é conhecido como Plum Pudding, ou pudim de ameixas, esta mais para um bolo bastante consistente do que um pudim. Originário da Inglaterra, o Christmas Pudding é basicamente uma mistura de frutas frescas ou secas com nozes e com alguns tipos de bebidas alcoólicas como conhaque e até cerveja, resultando em um bolo bem escuro, de sabor forte e intenso. —Respondeu minha mãe.

— Ah já tinha ouvido falar desse doce, e acho que Elena uma vez já tinha me falado sobre ele também, e que ela nunca conseguia fazer ele, mesmo seguindo as receitas, ele nunca ficava iguais aos seus e confesso que ficava até com ciúmes, quando ela me dizia isso. — Minha mãe sorriu.— Mas e o outro como é o doce?

— As Minced Pies são típicas do Natal e estas pequenas tortinhas são recheadas com uma mistura de frutas secas e especiarias.

— Vou querer aprender a fazê-las Maura, por favor.

— Tudo bem! Você e Claire podem me ajudar a fazê-las, depois que o Niall vier com os ingredientes. — Minha mão disse olhando para mim.

— Tudo bem... —Respondi me rendendo. ­— Vou subir e trocar de roupa, escreve o que vai querer que eu traga enquanto isso. — Disse me levantando da cadeira e pedindo com licença e saindo da cozinha.

Quando estou subindo as escadas dou de cara com a Claire, descendo e esfregando os olhos ainda toda sonolenta.

— Acordou, minha princesa? — Disse indo até ela e lhe abraçando apertado e lhe dando um beijo na bochecha.

— Aham, estão todos lá embaixo? A madrinha já veio?

— Sim, seus avós estão lá embaixo e sua madrinha só vem depois do almoço. Sua avó Maura me pediu para ir ao mercado para ela, quer vir comigo?

— Sim. — Disse me abraçando. Sorri.

— Então vamos entrar e trocar de roupa e pentear esse cabelo, não vai querer ir de pijama e cabelos bagunçados ao mercado vai? — Claire riu negando.

Voltamos para dentro do quarto e fomos trocar de roupas, eu apenas pus uma camisa e fui ajeitar meus cabelos bagunçados no banheiro, enquanto a Claire trocava de roupa, depois a ajudei pentear seus cabelos e deixá-los soltos mesmo.

— Já lavou o rosto e escovou seus dentes?

— Sim, senhor! O Theo e tio Greg já estão aí também? —Questionou a pequena mais desperta.

— Não, eles ainda não chegaram. Devem estar a caminho ainda. Sabe que seu tio ama acordar tarde. —Comentei.

Descemos as escadas e encontramos meu pai e Robert conversando na sala. Minha mãe e Mile deveriam estar na cozinha. Claire foi logo abraçando o meu pai e depois o Robert.

— Pelo jeito ela já vai atrás do pai. — Robert disse.

— Claro que ela vai! —Brincou meu pai. — E se ele fosse e ela acordasse e visse que ele não estava, ela ia ficar emburrada num canto até que ele chegasse. Conheço a neta que eu tenho.

— Eu ainda estou aqui e ouvindo tudo o que vocês estão falando. — Ambos riram.

— Vamos lá na cozinha falar com as suas avós. — Disse trazendo ela comigo para a cozinha.

— Oi meu anjo! Já está acordada. Pensei que não ia acordar tão cedo. — Meli disse abraçando Claire e enchendo o rosto dela de beijos. Minha mãe fez o mesmo.

— Toma, aqui está a lista do que eu vou precisar. — Disse me entregando um pedaço de papel. — E você se senta aqui que eu vou pôr um pouco de café da manhã para você tomar. — Disse para a Claire, que me olhou.

— Não quero café não, vovó. — Disse voltando para mim e me abraçando.

— Ela vai atrás de você! Seu pai não vai fugir não. Toma logo o seu café, ele vai ficar te esperando, não é mesmo Niall?

— Sim, vou estar lá na sala te esperando. — Claire pareceu não acreditar em mim e me segurou com mais força.

— Podemos passar no Starbucks e eu posso comer alguma coisa. Estou querendo tanto um frapuccino. — Disse ainda grudada em mim. Ela está manhosa, e olha que ela não acordou tão cedo assim.

A encarei por um momento e então cedi.

— Tudo bem, nós passamos no Starbucks antes de ir ao mercado para a sua vó. Mas vamos logo antes que dê a hora do almoço.

Saí com a Claire para o mercado, passando antes no Starbucks e pedindo um frapuccino para ela e dois muffins de chocolate. Voltamos para o carro e Claire foi comendo a caminho do mercado.

Pedi para que a Claire fosse me dizendo as coisas que minha mãe tinha posto na lista, para irmos pegando.

— 200g de uvas-passas pretas, canela em pó, gengibre em pó, cravo em pó, noz-moscada, farinha de trigo, laranja, limão, 90g de amêndoas, 80g de frutas cristalizadas, 150 g de uvas-passas brancas, açúcar de confeiteiro, meio quilo de carne moída, 30g de cranberries ou blueberries secos, 1 garrafa de conhaque ou Cointreau, extrato de baunilha, cerveja preta, 1 garrafa de rum. — Claire foi ditando tudo de uma só vez. — Pai o que é cointreau?

— É um delicioso licor de laranja.

— Posso tomar um pouco depois? ­—Questionou curiosa.

— Não, meu amor, é uma bebida alcoólica, só adultos podem tomar. —Expliquei para ela.

— Ah… Podemos comprar refrigerantes então?

— Claire, você sabe que não pode tomar refrigerantes, eles te fazem mal, vai mesmo querer passar a véspera e o natal passando mal, ao invés de brincar com os seus primos? —Questionei com a sobrancelha arqueada.

— Não.

— Então, minha princesa, vou pedir para que a sua avó faça um delicioso suco para você, aquele que ela sabe fazer muito bem e que você adora que tal? —Sugeri.

— O de amora com limão? ­—O sorriso em seu rosto era empolgante.

— Sim, esse mesmo, ou aquele que sua avó Meli também costuma fazer para você tomar, o de açaí com banana e laranja.

— Sim, eu tenho uma lista de sucos naturais que minhas avós me ensinaram a fazer. Um mais delicioso que o outro! Esqueci até de mostrar a madrinha.

— Hoje você vai poder mostrá-la, meu amor. Já pegamos tudo?

— Sim, pegamos.

— Então agora podemos ir para o caixa e para casa. — Disse conferindo a lista e vendo se não faltava nada. Claire subiu na parte de trás do carrinho, ficando entre mim e o mesmo. Fui conduzindo os dois até o caixa mais próximo.

— É a sua filha? Ela é muito linda, tem os seus olhos. Deve parecer muito com a mãe dela também. Sua esposa é uma mulher de sorte. — A mulher que estava atrás de mim na fila do caixa disse. Claire olhou estranho para ela.

— Me desculpe, mas quem é você mesmo? — Olhei para a Claire a repreendendo.

— Oh… me desculpe. Sou Jenifer e você, lindinha? — perguntou a Claire que revirou os olhos a ignorando e voltando a olhar para a frente.

— Claire, ela te fez uma pergunta, não seja mal educada, porque não foi essa educação que eu te dei. — Claire se voltou para a mulher que estava atrás da gente.

— Claire. —Respondeu a pequena, mas não muito à vontade com a conversa com a mulher.

— Que nome lindo! E eu posso saber o nome de seu papai? — Disse olhando de Claire para mim.

— Não! Vamos papai, o caixa já está vazio. — Claire disse me puxando e deixando a mulher para trás.

— Claire, o que deu em você para tratar as pessoas assim?

— Ela estava dando em cima do senhor! —Disse a minha filha com as bochechas rosadas.

— Ela só estava sendo legal, e mesmo que ela estivesse dando em cima de mim, sou viúvo e solteiro. Tenho direitos de conhecer alguém não acha? —Questionei a encarando.

— Não,não acho não! Não com ela, não gostei dela, ela só me elogiou para chamar a sua atenção e ter algum assunto para puxar. — A pequena estava bem desconfortável com aquela conversa. — Ela tem cara de ser aquelas mulheres que odeiam crianças e que depois que casam com os pais delas, a mandam para um colégio bem, bem distante. — A moça que estava atrás do caixa começou a rir, acabei rindo junto.

— É mesmo mocinha? Eu acho que você anda vendo muitos filmes!

— É sério pai, ela não era uma boa mulher.

— É mesmo, e quem seria uma boa mulher para mim, por você? —Questionei curioso.

— A madrinha! — Me engasguei com a minha própria saliva quando a mesma disse isso. — Ela é uma boa mulher e gosta de mim e tem o Ian. Ele pode ser meu irmãozinho.

— Não vamos pensar nisso agora, tá meu amor. Ainda está muito cedo para isso. Só não quero que faça mais a mesma coisa que fez com aquela moça. — Agradeci a moça do caixa, assim que eu a paguei e peguei as compras, dando às mais leve para a Claire carregar.

— Tudo bem. Não farei mais isso. Estou de castigo?

— Dessa vez você escapou por ser véspera de Natal. —Respondi a encarando com um leve sorriso no rosto. ­—Quando chegarmos na casa da sua avó me lembre de ligar para o seu padrinho e dar parabéns para ele.

— Ok, agora vamos que eu já estou começando a ficar com fome novamente.

Quando chegamos na casa dos meus pais, encontramos Greg e sua família saindo de seu carro. Claire saiu correndo do carro e foi abraçar o Theo que a suspendeu no colo e rodou com ela.

— Cuidado filho, para não derrubar a sua prima, se não vai ter que se entender com o seu tio, hein? — Greg disse, vindo me ajudar com as compras. Cumprimentei o mesmo com um abraço e dois tapas leves em suas costas e logo depois a sua esposa, a abraçando.

— Ela é muito leve, não pesa quase nada e olha que ela come a beça.

— Ela puxou ao pai dela, o que você acha? — Greg disse passando por mim e rindo. Entramos na casa dos meus pais.

Greg e Denise foram abraçados por todos, assim como o Theo. As mulheres foram para a cozinha e os homens ficaram na sala. Entreguei as compras a minha mãe, assim como o Greg e ouvi a Claire dizendo que iria brincar com o Theo e mais tarde ajudaria elas a fazerem o jantar para o Natal. E logo depois a vi saindo correndo com o Theo para os fundos da casa.

— Não corra Claire! — Falei para as paredes, já que ela passou por mim tão rápido que não deve nem ter me escutado.

Fui para a sala me juntar aos rapazes e quando iria me sentar, meu celular começa a tocar. Era a Rachel.

— Oi Rach, já vai pegar o avião?

— Olha fica meio difícil pegar ele, ele é enorme e voa a milhas de altura.

— Há, há. —Rachel e seu humor sutil de sempre. — Quero dizer já vai entrar no avião?

— Na verdade, eu já cheguei. Estou aqui no aeroporto de Mullingar.

— Sério? — Disse me levantando do sofá e pegando as minhas chaves. — Pensei que viria mais tarde.

— Ian estava ansioso para vir e ver a prima dele. Então não parava de me perturbar.

— Passou no Louis?

Sim, passei por lá e acabei encontrando o Zayn lá também. Então foi mais fácil. Espero que você esteja falando comigo e já entrando no carro.

— Quase. Vou aproveitar que a Claire está distraída com o Theo e sair de fininho daqui.

— Onde o senhor vai? — Claire disse bem atrás de mim. Me virei a vendo pendurada sobre as costas do primo dela. Meu pai, meu irmão e Robert começaram a rir.

— Agora eu entendo porque você ainda está solteiro. — Meu irmão diz roubando a risada do meu pai e do meu sogro.

Desliguei o celular.

— Eu vou ir buscar a sua madrinha no aeroporto. Você está brincando com o seu primo. Vou lá rapidinho e já volto.

— Eu e o Theo queremos ir. — Olhei para o meu sobrinho o vendo sorrir.

— Tudo bem, então vamos que sua madrinha já está à nossa espera.

Não demoramos muito a voltar, Rachel nos esperava do lado de fora do aeroporto.

— Olha, a casa se seus pais é bem bonita e um pouco rústica. Adorei. — Rachel disse assim que adentramos a casa dos meus pais.

— Rachel! — Robert foi o primeiro a se levantar e abraçá-la. Para logo depois isso se seguir a todos.

Ian já tinha sumido, junto com a minha filha e seu primo. Enquanto as mulheres iam para a cozinha novamente fazer o almoço. Antes que eu me juntasse aos rapazes mais uma vez na sala, fui ligar para o Louis e desejá-lo feliz aniversário. Antes que eu acabasse me esquecendo e ele ficar puto comigo por eu não ter me lembrado dele.

— Parabéns para o cara mais baixinho e que tem a bunda maior do que muita mulher por aí. — Pude escutar ele me xingando do outro lado e resmungando.

Não sou baixinho não. Só existem pessoas mais altas do que eu. Sou muito grande, tá legal. E eu sei que você tem inveja da minha bunda. Todos têm — Ri.

— Como vão as coisas por aí?

Aqui vão muito bem. Só estou irritado por você não poder estar aqui comigo comemorando esse dia. São trinta anos cara. Trinta é uma idade para ser comemorada entre amigos e familiares.

— Sinto muito por não poder estar aí, mas semana que vem estarei aí com vocês. Junto com a minha pequena.

Mate, sério isso? Agora não estou tão irritado assim com você. Está em Mullingar com os seus pais?

— Sim. Vou passar o Natal aqui com eles.

— Manda um beijo para eles.

— Mando sim. Manda um para todos aí também. Eles te mandaram parabéns também. Até mesmo os Price.

Hey Nialler! Feliz Natal adiantado, mate. Manda um beijo para a minha pequena. — Esse era o Zayn que tinha pego o celular de Louis, provavelmente.

— E aí Zayn! Feliz Natal para você também. Se ela estivesse por aqui por perto deixaria ela falar com vocês, mas quando ela se junta aos primos ela se esquece de todo mundo.

Menos de você!

— Pois é e nem teria como né? Sou o pai dela. — Rimos.

Me da aqui o meu celular Malik! — Ouvi Louis dizendo depois de recuperar o mesmo. — Precisamos ir Niall. Te vejo daqui a uma semana então. Beijo nessa sua boquinha linda! — Louis disse desligando. Sabendo que eu iria responder por sua última fala.

 

[...]

 

Hoje já era o dia 25 de dezembro, o dia oficialmente de Natal.

Ontem a noite assim como meus pais sempre tem o costumes, fomos assistir uma missa de Natal e depois ficamos na rua assistindo um coral de crianças cantando e a história sobre o nascimento de Jesus Cristo. Claire sempre ficava atenta sobre as histórias. Ela me dizia que essa era uma das histórias que ela mais gostava de ouvir em noites de Natal. E antes de irmos a missa, saindo de casa por volta de umas nove horas da noite, fomos até um orfanato perto da casa dos meus pais e distribuímos presentes para as crianças que se encontravam lá. Theo e Ian ajudaram com os brinquedos que eles não costumavam brincar mais e que ainda estavam em bom estado. Eles mesmos embrulharam os brinquedos e foram distribuindo para as crianças. Claire só faltava a chorar assim como a Rachel quando as crianças ficavam contentes e pulavam de alegria agarrando seus brinquedos. Confesso que até mesmo eu, fiquei emocionado com a cena. Era uma das coisas mais lindas e emocionante que podíamos ver.

Hoje as crianças acordaram bem cedo e desceram as escadas correndo para pegar seus presentes debaixo da árvore. Louis e Zayn mandaram presentes não só para a minha filha, mas também para o Ian e Theo. Mesmo que eles não tivessem muita convivência com os dois e mal conhecê-los direito. Ficaria de agradecê-los por isso.

Quando desci, já tinha papel espalhado pra tudo quanto é lado. Sobrando apenas os presentes dos adultos.

— Papai olha o que eu ganhei! — Claire veio correndo até mim. Estendendo uma blusa de futebol original do Derby County e uma chuteira rosa. A blusa tinha sido eu que havia comprado, a chuteira, deveria ser do Louis.

— Você gostou da blusa meu amor?

— Sim e amei a chuteira também, o que padrinho meu deu. Vocês combinaram? —Questionou ela toda alegre.

— Não! Mas não fica difícil de sabermos o que você iria gostar.

— Ganhei também um vestido da vovó Maura, mas não diga nada a ela que eu não gostei muito, não quero vê-la triste. — Claire não gostava muito de vestidos cheios de frufrus e babados e esses tipos de coisa. Para ela eles tinham que ser simples e mesmo assim, ela ainda preferia usar calças. Acho que crescer cercada apenas por homens, tem um pouco a sua parcela de culpa.

— Tudo bem não direi nada a ela. Agora não vai me mostrar o restante dos presentes que você ganhou?

— Só se eu puder ver os seus também… E oh eu já estava me esquecendo de te entregar os meus.

— Os seus? Então tem mais de um? —Questionei curioso enquanto me aproximava da árvore de natal.

— Sim! — Claire disse trazendo duas caixas de presente, uma de tamanho médio e uma menor. Abri primeiramente a menor. Era uma palheta verde com um símbolo de um trevo de quatro folhas e atrás tinha o meu nome gravado nela. Sorri lhe abraçando.

— É linda minha princesa.

— Tive a ajuda do padrinho Louis, para me ajudar nos presentes e da madrinha também. Agora abra a outra caixa. — Abri a outra me surpreendendo por ser uma camisa de futebol original da Derby County, uma igualzinha a que eu havia comprado para ela. — Isso não é legal? Agora nós temos uma camisa da Derby County iguaiszinhas para assistirmos os jogos juntos!

— Você sabia qual era o presente que eu iria te dar?

— Eu acabei vendo sem querer, quando o senhor a estava embrulhando, antes de virmos para a casa da vovó. Então eu tive a ideia de comprar uma igualzinha e pedi a ajuda da madrinha. Comprei um pouco antes de virmos para cá.

— Essa camisa é um pouco cara, com que dinheiro comprou ela? Se o que eu te dei você comprou a palheta.

— A palheta não custou muito, talvez mais do as outras comuns, por eu te pedido o moço da loja para gravar seu nome nela, mas ainda assim, sobrou um pouquinho de dinheiro e eu usei a minha mesada do mês, para inteirar.

— Oh meu amor, não precisava gastar sua mesa. —Eu disse a puxando para o meu lado.

— Mas eu queria, o senhor sempre me dar tudo e eu queria poder te dar algo que você iria gostar bastante e eu queria muito que tivéssemos uma camisa de futebol iguaiszinhas.

— Tudo bem, vem cá! — Disse a puxando para mim novamente e lhe abraçando a apertado, até que ela reclamasse que eu a estava apertando demais.

— Mas já começaram a abrir os presentes? — Rachel disse descendo as escadas.

Não demorou muito e logo todos já tinham se juntado a nós na sala, a transformando em uma pilha de papéis espalhados para tudo quanto é lado. Era Natal!



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