História Lucky Clover - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Logan Lerman, Selena Gomez
Personagens Logan Lerman, Personagens Originais, Selena Gomez
Tags Doenças, Drama, Drama Familiar, Família, Romance
Visualizações 18
Palavras 1.153
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


⇀ Olha quem está de volta? Desculpa a demora, mas agora a culpa não foi minha. Eu fiquei sem internet tá?! Os capitulos estavam prontos! Isso mesmo, capitulos, eu adiantei alguns já que não tinha nada pra fazer heheheh
⇀ Esse cap é só uma quebra de tempo, não vai afetar em muita coisa não. Mas os proximos vão e muito.
⇀ Deve ter muitos erros nisso aí, então se preparem.
⇀ Beijos! Amo vocês! Boa leitura.

Capítulo 6 - Cap5;"Há uma tentativa de felicidade";


Fanfic / Fanfiction Lucky Clover - Capítulo 6 - Cap5;"Há uma tentativa de felicidade";

Ponto de Vista Selena Marie Gomez

Clinica Psiquiátrica de Connecticut – Estados Unidos

 

  Sigo o dedo indicador da secretaria. As paredes brancas do corredor, é um pouco diferente das paredes brancas do hospital. Há quadros com frases estimulantes por todo lado. Leio algumas, e reviro os olhos. Como uma simples frase pode dar alegria a alguém que sofre tanto? "Siga em frente, não olhe para trás, a vida é lida, basta vive-la do jeito certo". Ridículo. Não vejo ajuda nessas palavras. São apenas pessoas, que tentam se colocar no lugar das outras, o que não jugo que seja errado, mas afirmo que não dá certo.

  É fácil dizer que me entende. Dizer que entende a minha tristeza, por ter um pai alcoólatra, uma mãe morta, e um irmão doente. Mas ninguém entende. Nem alguém, que tenha um pai alcoólatra, uma mãe morta, e um irmão doente, entendera o que Selena está passando. Selena, só há eu. Só eu sinto, só eu sinto as dores de ver a vida se contorcendo, o que eu sinto, ninguém vai sentir.

  Paro antes de bater na porta. Reflito se ainda da tempo desistir daquela ideia. A ideia não foi minha. Logan disse, que um amigo dele havia o obrigado a ir ao psicólogo. Ele não queria passar pela experiência sozinho, claro que tive que ser levada a um especialista da psicologia também. A Dr. Carina tem um currículo repleto de pacientes depressivos, e de suicidas. Além de outras pessoas. Tudo pode ser motivo de querer um dialogo. Porque só há essa utilidade para visitar um psicólogo, conversa.

  Então seria aquilo mesmo. Passaria uma hora falando do meu dia, e da minha vida, para alguém de jaleco que eu nunca vi na vida. E em seguida, contaria para Logan como foi ser diagnosticada como doente. Dou três batidas na porta, e escuto um 'entre'.

  – Selena Marie Gomez? – assinto automaticamente ao ouvir meu nome. – Sente-se.

  Puxo a cadeira a frente da poltrona da mesma, e me sento. Encaro a ruiva empilhar os montantes de papeis tranquilamente. Me pergunto o que faz uma pessoa escolher aquela profissão. Como deve ser, ouvir os problemas dos outros? Ouvir as preocupações, as aflições, a tristeza repentina, ou pior, os motivos de querer tirar a própria vida. O que faz alguém se sentar naquela poltrona?

  – Bom... Aqui diz, que você tem vinte anos, é órfã de mãe, seu pai sofre por alcoolismo, e o seu irmão tem uma doença degenerativa... Está correto?

  Dou um sorriso sarcástico após ouvir todos os problemas da minha vida de uma só vez. É algo tão melancólico, que dá vontade de sentir pena de mim mesma.

  – Correto. – respondo.

  – Então, pode começar a falar o que te entristece. Eu estou aqui para te ouvir.

  – O que devo falar?

  – Tudo querida, tudo o que quiser.

  – Vou dizer do que tenho medo.

  – Ótimo, pode começar então.

  Respiro fundo, fecho os olhos, e procuro as palavras.

  – O médico do Colin veio falar comigo no inicio da semana. Ele vai começar a piorar. Ele vai parar de andar. Eu vou ter que cuidar dele sozinha. Como sempre fiz. – dito as palavras pausadamente, sem receio de que a uma hora que me resta aqui, se acabe sem eu ter uma experiência psicológica. – Eu tenho medo que tudo corra rápido demais. Sabe? Alguns morrem. Seus corpos ficam fracos, outro vegetam em uma cama, olhando apenas para o teto de um quarto, sem poder falar, andar, ou apenas virar o pescoço para mudar de perspectiva, de visão. Eu não sei o que vou fazer quando isso acontecer com ele. Eu preferiria... Eu acho que seria mais fácil, se eu não estivesse viva para ver isso com o meu irmão. Ver ele assim, me mataria entende? Você não tem ideia de como deve ser ficar preso dentro de um corpo, que não obedece você, que te priva de toda a felicidade que você possa ter! E ele é só um menino! – altero minha voz nesta frase, sinto que toda a raiva que eu estava sentindo, era por conta disso, ele é só um menino. – Um menino que vai crescer, e não vai poder ir para as festas da faculdade, não vai poder namorar as meninas que quiser, não vai poder visitar os lugares que quer, ele não vai poder nem ver outro cômodo, se não o do quarto dele! – grito, não estou triste, mas eu choro, de raiva, me coloquei no lugar dele, me coloquei sendo presa no meu próprio corpo, sem poder me mexer, e nem falar. – Eu tenho medo de perder meu irmão, mas tenho medo ainda mais, de vê-lo morrendo aos poucos. – respiro. – É apenas disso que eu tenho medo.

  – Só Selena?

  – Tenho outros medos... Mas nada se compara a esse. – enxugo as lagrimas. – Tenho medo de não ter mais nada na minha vida, se eu perder o Colin. Tenho medo de não ser mais feliz, de não ter mais uma vida normal.

  – Vida normal?

  – Você sabe... Tenho vinte anos, poderia ir a festas, poderia fazer uma faculdade, e outras coisas... Coisas que os jovens fazem. – rio.

  – E por que você não tem uma vida normal Selena?

  – Com o Colin? E deixar ele sozinho com aquele homem?

  Ela anota algumas coisas no caderno, enquanto eu permaneço em silencio.

  – Aquele homem... Me fale mais sobre ele.

  – O meu pai... Bem. Ele não bebia antes da minha mãe morrer. Ele gostava de vinhos. Tinha coleções, comprava os mais caros, pelo simples prazer de apreciar um gole. – sorrio. Paro um pouco, e penso no que iria dizer. – Eu sei que ele a amava muito. Sofreu demais quando ela morreu. Ele foi o último a acreditar que ela estava morta. Porque você sabe, a ficha demora a cair quando alguém morre assim tão rápido. Ela estava do nosso lado em uma noite, na noite seguinte, eu estava sentada na escada vendo ele chorar do lado do telefone. Dês daquela noite, nunca mais vi meu pai do mesmo jeito. Ele nunca mais sorriu. Nunca mais se arrumou. Vive nos trapos, que se eu não for atrás dele, o confundem como um morador de rua. Ele bebe muito. Todos os dias. Eu acho que foi o jeito dele lidar com a morte dela. Sabe qual foi o jeito que eu encontrei? – ela nega. – Cuidar do Colin. Não nego que depois daquilo tudo, me vi na obrigação de cuidar daquele menino tão pequeno, que estava tão sozinho naquele lugar. Mas enfim... Meu pai não é um homem mal, mas também não voltou a ser alguém feliz, e normal.

  – E você Selena. O que sente com isso tudo?

  – Eu? Bem... Não paro muito para pensar em mim. Eu sinto que sou estou aqui para o Colin. Só isso.

  – E namorado? Não tem ninguém que faça você feliz Selena? Uma amiga talvez...

Há uma tentativa de felicidade. – sorrio.

– Me fale mais.

– Ele apenas me ajuda. Eu preciso dele, e ele precisa de mim. Simples assim.

 

 

 


Notas Finais


Gostaram? Eu estou iniciando um projeto novo de fanfics. Ainda está pra postar, mas tem um jornalzinho explicando. Vão lá por favore?

https://spiritfanfics.com/jornais/perdidos-10822662

https://youtu.be/Ge0zmX_jSpg (teaser novo de LC)


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