História Mad City - The Dark Paradise - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Batman, Gotham
Personagens Alfred Pennyworth, Barbara Gordon, Bruce Wayne (Batman), Comissário James "Jim" Gordon, Dr. Jonathan Crane (Espantalho), Dra. Leslie Thompkins, Edward Nashton/Nygma (O Charada), Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina), Jerome Valeska, María Mercedes Mooney (Fish Mooney), Oswald Chesterfield Cobblepot (Pinguim), Pamela Lillian Isley / Poison Ivy (Hera Venenosa)
Tags Harleen Quinzel, Jerome Valeska, Mad Love
Visualizações 26
Palavras 2.273
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Luta, Romance e Novela, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais um capítulos para vocês. Eu não consegui me segurar, e tive que postar hoje. Guardem a frase que está em negrito na fic, ela será importante nos próximos capítulos. Vou colocar em alguns capítulos, frases e referências sobre o Joker (todos eles) Um leitora pediu e eu quero a opinião de vocês. Querem um capítulo flashback sobre Harleen e Jerome antes dela se juntar a ele na loucura? Espero que gostem. Beijos com gosto de Pudim meus pequenos Maniaxs 💙💙

Quero agradecer a todos os meus leitores pelos novos favoritos 💙💙

Capítulo 14 - A Circus Night


Fanfic / Fanfiction Mad City - The Dark Paradise - Capítulo 14 - A Circus Night

Eu sinto a adrenalina
Correndo pelas minhas veias
Holofotes em mim
E estou pronta para arrasar
Sou como uma estrela
A pista de dança é meu palco
Melhor estar pronta
Espero que você sinta o mesmo
Como num circo

 

Por algum motivo, a presença de Jervis Tetch irritou profundamente Jerome. Saio do elevador seguida por Jerome, e meus olhos ficam deslumbrados com a visão que tenho. O salão do andar de cima estava iluminado com luzes azuis e rosa. Vários garçons passavam no meio das pessoas com bebidas. Jerome se afasta de mim, sem ao menos me dizer aonde ia. É estranho estar tão próximo de alguém fisicamente quando esta pessoa é tão distante. Jerome estava diferente. Assim como eu. Recentemente, eu estive passando por uma espécie de mudança. Eu só quero outra pessoa para ser forte por mim, no momento. A música tocada, era como a de uma apresentação no circo. Pessoas desciam em cordas presas no teto. O som era contagiante, fazendo com que meu corpo se movimentasse no ritmo da música. Todos sorriam, como se estivessem verdadeiramente felizes. Existe uma genuína felicidade estampada nos rostos das pessoas assim que nos veem e, por trás dessa felicidade, fúria.

-Harleen Quinzel - a voz masculina que a pouco havia falado comigo, se aproxima de mim. 

-Eu não estou com saco para ouvir lição de moral - viro-me para Jervis ainda dançando.

-Faz muito tempo que não fico fascinado assim por alguém. Esse pensamento me perturba - Jervis me estende a mão, e eu aceito. Caminho com o mesmo até uma das mesas perto do bar.

-Fascinado por uma das dançarinas seminuas? - rio para o mesmo, e meus lábios tocam a taça com vinho.

-Eu reparava em todas as garotas, mas nenhuma delas me deixou uma impressão tão duradoura quanto você - eu devia estar com a cara mais pálida do mundo. Eu simplesmente estava sem reação.

-Isso é muito gentil da sua parte - tento não demonstrar meu desconforto - Mas sabe aquele ruivo ali? - aponto para Jerome, que bebia com Ed e Pinguim - Ele é meu namorado. E ele é muito possessivo.

-Entendo - Jervis sorri de canto - Eu conheço o Sr. Valeska. Ele é um homem realmente muito possessivo com seus objetos - não posso negar que isso me machucou um pouco - Estão juntos há quanto tempo?

-Um bom tempo - suspiro - Mas as coisas sempre foram tão complicadas entre nós dois.

-Os homens são muito complicados, Harleen, querida. São criaturas muito simples e literais. Normalmente o que eles falam é o que pensam mesmo. E nós passamos horas tentando analisar o que falaram, quando está na cara. Se eu fosse você, eu o tomaria ao pé da letra. Isso poderia ajudar. Mas uma jovem com um coração incrível como o seu - sua mão acariciava lentamente a minha - Merece coisa melhor.

-Existem pessoas que diriam que eu não tenho coração.

-Eu me recuso a acreditar nisso - o mesmo olha as horas em seu relógio de bolso - Está na hora. O que acha de participar do meu show de mágica?

-Não, acho melhor não - sorrio tímida - Eu tenho pavor de errar alguma mágica.

-A maioria dos medos esta em sua cabeça - Todos aplaudiam Jervis no palco. Ele era brilhante. Todos os seus truques eram incríveis. Como se não fosse apenas mágica - Foi só uma pequena amostra, senhoras e senhores. Mas agora, vamos nos aventurar em algo mais sombrio - Jervis sorri de canto para mim - Preciso de um voluntário.

Todos negavam e indicavam a pessoa ao lado para ir. Por que as pessoas sentiam tanto medo quanto a isso? Bom, eu não as culpo. Jervis caminha até onde eu me encontrava com Jerome. Era como seu eu pudesse ouvir os pensamentos de ódio de Jerome. Entrelaço minhas mãos na sua, como se pedisse para que ele relaxasse. Ele não faz ideia do efeito que causa. Tudo. Absolutamente tudo nele me encanta.

-Você - Jervis aponta para mim, e estende a mão - Belo vestido.

-Obrigado - sorrio, sem que Jerome perceba. Caminho com Jervis até o palco.

-Ouça o relógio - o mesmo coloca-o de frente para mim - O modo como ele soa, sincroniza com seus batimentos cardíacos - todos estavam em silêncio, assim como Jerome. Seu olhar estava fixo em mim - Olhe nos meus olhos. Não acima deles, não envolta deles. Mas sim, dentro deles. Está totalmente relaxada, está ficando sem peso - eu já não sabia mais o que estava fazendo. Eu não conseguia pensar, eu só obedecia - O que poderíamos fazer com a Srta. Quinzel?

-Ela disse que precisamos de mais fantasias! - grita Fish no meio das pessoas. E todos riem. 

-Harleen, a minha contagem regressiva, você vai me achar irresistível - Jerome estava com ódio nos olhos - Ficara loucamente apaixonoda por mim, na verdade. Três, dois, um - abro os olhos, e era como seu eu visse o amor da minha vida de frente para mim - Harleen, você gosta de mim?

-Eu gosto - caminho até o mesmo e junto nossos lábios em um beijo, que o mesmo não recusou.

-Eu vou rasgar a garganta desse cara! - posso ouvir Jerome gritar com ódio.

-Espere! - Fish segura o mesmo - Eu quero ver como isso vai terminar.

-Você me ama? - Jervis sussurra contra meus lábios.

-Amo muito - desço minha mão por suas costas. 

-E se eu não sentir a mesma coisa? E se eu amar outra? - o mesmo caminha para longe de mim.

-Essa não - posso ouvir Ed falar ao lado de Jerome.

-Eu sinto muito, Harleen, minha querida - quebro uma taça na mesa, e coloco o pedaço de vidro no pescoço do mesmo. Jervis se aproxima de meu ouvido e sussurra para que ninguém possa escutar - Guardo em seu íntimo, o que há de mais belo. Quando eu vejo sua alma, seu lar é meu castelo. Três, dois, um...Acorde - assim que abro os olhos sinto as mãos de Ed me segurando.

-Desculpe - o mesmo tira o vidro de minha mão - Ela é meio sensível a rejeição. 

-Senhoras e Senhores, O Grande Jervis Tetch - falo envergonhada e desço do palco - Todos vão me achar uma louca que mata quando é rejeitada!

-Você sabe, eu não acho que você é louca - Ed sorri. 

-Eu sou louca. Você está apenas dizendo isso porque você quer se sentir melhor por gostar de mim. Você é um bom amigo, Ed - beijo levemente a sua bochecha - Onde está o Jerome?

-Eu o vi saindo do clube - Ed aponta para porta, e eu agradeço mentalmente. Corro para fora, e encontro Jerome parado na porta do clube com um copo de whisky na mão.

-Já cansou de brincar com seu novo amigo, Harleen? - Jerome diz com deboche.

-Não quero ninguém a não ser você. Ainda não entendeu isso? - assim que me aproximo de Jerome, as costas de sua mão acertam meu rosto.

-Eu não acho que você deve fazer promessas que não pode cumprir - permito que algumas lágrimas caiam por meu rosto - Está com medo, Quinzel? - a linha entre o prazer e a dor, é muito fina.

-Isso me assusta…Você me assusta…Por algum motivo, não consigo ficar longe de você.

-Ele não é seu amigo, sua idiota! - o mesmo grita, me fazendo abaixar a cabeça -As pessoas só fazem coisas para você por uma de duas razões. A primeira é que eles querem algo em troca. E a segunda é que eles sentem como se lhe devessem alguma coisa.

-Essas não são as únicas razões que as pessoas fazem coisas para você. Às vezes elas fazem porque te amam!

-Amor? - Jerome aperta lentamente meu pescoço - São as coisas que mais amamos que nos destroem.

Jerome joga-me contra a parede da rua. Eu tentava tirar sua mão. Eu o empurrava, chutava, mas ele era mais forte do que eu. Sua risada aumentava cada vez mais, e suas mãos me enforcavam até me ver roxa. Ele não estava fazendo isso por ódio, mas por ciúmes. Ciúmes não era algo que Jerome estava acostumado a sentir. Porque, ás vezes, acontecem coisas com as pessoas com as quais elas não estão preparadas para lidar. É como uma crise de ciúmes. É preciso dez vezes mais tempo para se colocar novamente em ordem do que é preciso para desmoronar. Jerome me joga no chão completamente roxa. Eu não me mexia, apenas tentava recuperar o ar.

-Você não tem estômago para me matar? - falo tossindo, e Jerome me levanta com uma força bruta - Você me fez sofrer, Jerome. Mais do que qualquer pessoa.

-O que você quer? - Jerome gargalha - Um pedido de desculpas?

-Você não se importa comigo. Nunca se importou - empurro seu peito - Você não dá a mínima para mim - acerto seu rosto com um cuspe.

-Foi estranhamente prazeroso - Jerome segura meu rosto com força - Faça de novo! - assim que o mesmo se aproxima de mim com um sorriso, acerto seu rosto com um tapa.

Era como se eu não o conhecesse mais. Seus olhos estavam vermelho sangue, como se seu corpo pulsasse para matar alguém. O mesmo puxa-me pelo meu pescoço, e acerta meu rosto contra a parede fria da rua. Tudo já estava rodando. Coloco a mão em meu nariz, e tento tampar o sangue que saia. Mas novamente sou acertada por um soco. Mas agora foi em meu estomago. Eu já não tinha mais forças para ficar em pé, e acabo caindo no chão. Eu não via nada, apenas os milhares de chutes que Jerome dava em mim. Eu não quero liberdade. Eu quero dormir. Quero que isso acabe!

-Por que tão séria, Harleen? - Jerome gargalhava. 

-Você não vai machucá-la mais, Jerome - posso ver Ed empurrando o mesmo para longe de mim - Por que aí no fundo - eu não conseguia me mexer, apenas ficava olhando os dois conversando - Tem uma parte de você que gosta dela! E isso, Jerome. É a sua parte humana. 

-Na próxima vez que eu machucar alguém, pode ser você - Jerome empurra Ed, e volta para dentro do clube.

-Consegue andar? - Ed se abaixa ao lado do meu corpo. Apenas faço um sinal de negativo com a cabeça - Vou te carregar, tudo bem? - assinto o mesmo me levanta do chão em seus braços.

Ed me colocou em seu carro e me levou para sua casa. Na verdade, a mansão do Pinguim. Eu não conseguia andar por cinco minutos sozinha. Então, por mais que eu não gostasse, Ed teve que me dar banho. Eu passei a viagem toda no carro contando a ele e a Pinguim sobre a minha vida. Me sinto nua. Não percebi que usava meus segredos como uma armadura até que eles sumiram, e agora todos me veem como eu realmente sou. Eles cometeram crimes como eu. Mas parece que eu era a única a sofrer por isso. Eu fiz coisas ruins. Não posso desfazê-las, e elas são parte de quem sou. Na maioria das vezes, elas parecem ser a única coisa que sou.

Pego uma das roupas que Ed havia deixado para mim, e as coloco. A camisa de Pinguim havia ficado um pouco grande em mim - tinha virado um vestido - mas vai ter que servir enquanto não volto para casa. Eu desisto. Paro de falar, e de responder, recuso comida e água. Eles podem enfiar o que quer que desejem em meu braço, mas é necessário muito mais do que isso para manter uma pessoa viva, uma vez que ela perdeu a vontade de viver.

-Ainda pensando nele? - Ed senta a meu lado no sofá.

-Eu só... estou com muita saudade dele. E odeio ficar aqui tão sozinha. Será que ele sente falta de mim? Deve sentir - Ed olhava-me sem expressão - Algum enigma para me animar?

-Eu posso trazer lágrimas aos seus olhos e ressuscitar os mortos. Eu me formo em um instante e posso durar uma vida. O que eu sou? - isso sempre o animava. Seu riso, me animou também, de certa forma.

-Uma memória - pego o cigarro que estava na mesa - Acha que eu e Jerome poderemos conversar assim, como amigos?- abro a boca, e deixo que a fumaça saia. 

-Acredito que você pode ser amigo de alguém, ou apaixonado por esse alguém. Não dá para ser os dois - Ed se levanta e apaga a luz da sala - Até amanhã, pequena Harleen.

-Boa noite, Ed - pego a manta que estava na mesa e cubro meu corpo com ela. Eu não conseguia dormir. Eu não tinha sono. Meus pensamentos estavam naquele maldito ruivo. E não é apenas atração pelo seu belo rosto e corpo. É o que está por baixo da sua perfeição, sua alma frágil e ferida, o que mais me atrai, o que mais me aproxima dele. Chuto a manta para longe e suspiro nervosa. Todos na casa já estavam dormindo, exceto eu. Abro lentamente a porta que dava para o jardim, e me sento na grama molhada da chuva. Meus ferimentos estavam cobertos, assim impedindo que a chuva os tocasse. Meu celular vibra e pego o mesmo para ver quem havia me mandado uma mensagem. Era ele. Era como se por um minuto eu tivesse esquecido como era respirar. Desbloqueio a tela para ler sua mensagem.

"Harleen, se ainda está irritada comigo, desconte na minha cama mais tarde." 

-J


Notas Finais




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...