História Main Character - Jikook - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Jikook, Jimin, Jungkook, Romance
Visualizações 105
Palavras 3.112
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiiiiii
Gente, espero que gostem da fanfic e deem muito apoio a ela, porque sinceramente, foi uma das melhores ideias que me ocorreram, ou talvez não, mas... bem, espero que gostem <#

(Disponível no Wattpad, com o mesmo nome)

Capítulo 1 - Chapter 1


Fanfic / Fanfiction Main Character - Jikook - Capítulo 1 - Chapter 1

  Uma semana antes das minhas férias, eu juntei minhas coisas do apartamento que eu dividia com o Matthew e me mudei para um bem mais próximo da faculdade. Talvez a uns dez minutos de lá, eu poderia ir andando. Não que Matthew fosse uma má companhia, mas parecia que tudo que ele tocava ficava com cheiro de cigarro, ele era um universitário que fazia questão de deixar isso claro. Sempre usava o casaco da equipe de xadrez que aparentemente não era dele, -bem, até onde sei, o nome dele é Matthew, não Taehyun - além de estar rasgado, o deixando com uma aparência de ursinho de pelúcia atropelado. Ele era quieto, não me atrapalhava, mesmo assim, acordar com vomito no corredor, ou até mesmo na sua porta, e chegar na sala com o perigo de perder um pulmão só em sentir o cheiro da fumaça, era tão agradável quanto prender o dedo numa ratoeira. 

  No dia que fui deixar a minha cópia de chave com ele, quem abriu a porta foi uma mulher. Ela me olhou dos pés a cabeça e deu um sorrisinho. Parecia estar tão saudável quanto Matthew, tinha o rosto magro demais, olhos encovados e usava um batom craquelado, o qual parecia se dividir em mais mil pedacinhos quando sorriu para mim. 

  -Veio falar com o Matt? Quer que eu o chame? -perguntou sem me deixar responder, se virou e abriu espaço para o vão da porta. 

  Não era meu apartamento, eu nem havia me apegado a ele direito, mas ver o desastre que estava sem mim ali, me deixava angustiado. Uma garrafa estava quebrada na entrada do corredor e uma mancha suspeita estava na parede, haviam sacos de salgadinhos no sofá e roupas também. Eu não precisava ficar olhando tudo aquilo, nem estender a minha visita. 

  -Eh... garota. -chamei. 

  Ela virou a cabeça devagar para mim, como se estivesse acordando. 

  -Tome a chave, era só isso. -estendi o molho para ela. A garota abriu a mão e pegou as chaves, seus dedos ossudos tocaram os meus e senti um arrepio. A pele estava tão seca, repito que não achava sua condição de saúde muito boa. 

  Ela voltou a me medir com o olhar e molhou os lábios.

  -Não quer ficar para a festa? 

  -Não. Obrigado, estou justamente fugindo disso. -tentei meu melhor sorriso simpático e ela retribuiu. 

  -Você não é de se desperdiçar. Cadê o seu dono? 

  Senti meu rosto entrar em erupção. O coração estava batendo na garganta e eu queria me esconder atrás de qualquer uma daquelas portas no corredor. 

  -D-Dono? -gaguejei. 

  -Sim. Você não me parece muito hétero. -ela deu uma risada, que a levou a uma tosse seca. Quando ela parou de tossir, eu ainda estava empacado à porta. -Vai me dizer que você é? 

  -Eu... Eu... 

  -Ah, mais um indeciso. 

  -Eu não sou indeciso! 

  A garota rolou os olhos e deu um passo para frente, automaticamente dei outro para trás. 

  -Matthew disse que você tem belas curvas, ele ficou bem decepcionado quando você decidiu ir embora. Disse que... -ela fechou os olhos e os apertou, como se estivesse tentando lembrar de algo, ou podia estar tonta.  -"Não vou poder mais ver ele ir de cueca buscar água de madrugada". -disse imitando uma voz grossa, nada parecida com a de Matthew. 

  Me encolhi e arregalei os olhos. Ela inclinou o corpo de lado, tentando ver minhas costas. Ou... minhas curvas, como tinha dito. Não acreditava que Matthew me via dessa forma. 

  -Você não ficou com o Matt, não é? 

  -Que?! Não! Eu só estava morando aí. 

  -Hum. -murmurou, como se entendesse. 

  -Está o irritando? -perguntou uma voz às minhas costas. 

  Me virei devagar, já sabendo quem era. Matthew sorriu para mim e tocou meu rosto com o dedão. 

  -Bom dia, Jimin-ssi.

  -B-Bom d-dia. 

  -Contei a ele oque disse, Matthew. -disse a garota. -Agora não precisa ficar o secando escondido. 

  Abaixei o rosto com vergonha. Era difícil para mim ter uma conversa em que eu não ficasse vermelho. Inclusive me avisavam quando eu estava, e isso aumentava minha vontade de sumir. Especialmente quando tratava-se de alguém interessado em mim, ou dos assuntos meio pornograficos do Hoseok Hyung. Aquele Hyung gostava de ser muito detalhista quando contava suas histórias.

  -Ah, obrigado, Juliet. -disse Matthew. Seus olhos continuaram estranhamente focados em mim, não desviaram um momento para reponde-la. -Você não devia se mudar, Jimin. Vai fazer falta.

   -Falta? -repeti, rindo de nervoso. -Você nem vai perceber que eu não estou aí. -forcei um sorriso e dei um passo para o lado. -Foi ótimo viver esses seis meses com você Matthew, mesmo que mal tenhamos nos visto durante o dia durante esse período. -enquanto dizia isso, fui o contornando de lado, até estar onde eu poderia correr caso fosse necessário uma fuga rápida. -Olhe, você até já arranjou uma amiga. 

  -Juliet é minha irmã, de coração. 

  -Isso. -concordou Juliet à porta. 

  -Melhor ainda, sempre é bom estar com a família. Obrigado de novo, nunca vou esquecer de vocês. Tchau. 

  Achei o melhor momento para bater em retirada. Virei-me e corri pelo corredor, sem parar até chegar na frente do edifício. Uma fileira de táxis estavam à espera de clientes, e bem, eu não queria gastar dinheiro, mas eu preferi me precaver. Fui até um dos senhores barbudos, e pedi uma corrida. Quanto mais longe desse prédio melhor, nunca pensei nele como um fardo. Mas quando o táxi foi se distanciando dali, senti meus ombros mais leves. Como se eu fosse Atlas, o titã, e morar naquele apartamento fosse o céu que eu tinha que segurar nas costas. 

 

*** 

 

  Na manhã seguinte, após o café, contei a Hoseok Hyung sobre oque eu havia descoberto sobre Matthew. Estávamos na minha varanda nova, sem cheiro de cigarro, sem latinhas amassadas entre os vasos de plantas. Além dali, no prédio do outro lado da pista, outras pessoas também assistiam o movimento enquanto tomavam café, umas tão alheias ao mundo, que por um momento me senti culpado pela distração delas. Afinal, eu era o cara atrás das câmeras e do design, eu ajudava a fazer as páginas e estava estudando para por cenas em um telão. Meu sonho de vida era fazer isso. Se o meu trabalho era distrair as pessoas da vida ao redor por algumas horas, eu devia estar fazendo certo. 

  -Você devia se distrair com um relacionamento. -disse Hoseok Hyung. -Sabe, iria te fazer bem. 

  -Se eu soubesse chegar em alguém, ou ao menos ter disposição para isso... -ergui as sobrancelhas e escorreguei pela cadeira. -Prefiro minha companhia. 

  -Pensei que já tinha perdido esse medo depois de ter começado o canal. 

  Ele se virou para mim esperando uma resposta. Era verdade, eu até parecia ter perdido essa apreensão com pessoas depois de ter entrado na ondinha de canal no YouTube , mas... a verdade é que eu continuava me escondendo por trás das telas, me esgueirando de encontros e eventos. Segundo Hoseok eu não sabia aproveitar minha "fama". 

  -Jimin, eu quero ver você feliz! -insistiu, estendendo uma mão sobre a mesinha e fechando os dedos no meu ombro. Ele me balançou com força, me senti como uma Coca-Cola quando o ácido do estômago subiu pela garganta e desceu. -Claro, você não precisa de ninguém para ser feliz, mas eu quero ver você interagindo com uma pessoa de verdade. 

  -Estamos interagindo. 

  -Não é isso. Você me entendeu. 

  Ele baixou a cabeça, com uma mão sobre os lábios, parecia estar pensando. Talvez fazendo uma lista dos meus pretendentes.

  -Yoongi. -sugeriu. -Ele sempre anda grudado com você, pode ter interesse. 

  -Ele não pode simplesmente ser meu amigo? 

  -Acabou de dizer que não sabia lidar com pessoas! -ele bateu as mãos na cadeira de ferro, talvez não fosse a intenção, mas o anel que usava se chocou contra a cadeira e fez um estampido. Eu saltei de susto, de um jeito nada másculo. - Desculpe. E de onde surgiu esse Yoongi? 

  -Ele veio falar comigo, é diferente. E eu também já lhe expliquei. Parece que tudo que eu falo é igual a nada. -cruzei os braços e bufei irritado. 

  -Não seja dramático. Eu sei, as pessoas aparecem sem querer na sua vida. Foi assim com esse Yoongi? 

  -Sim. Foi. -confirmei com raiva ainda.

  -Ele não tem um amiguinho legal para você? 

  -Porque você só me manda homem? -perguntei me sentando ereto. 

  Me lembrei do que a mulher havia dito no outro apartamento. Cadê o seu dono? Fazia algum tempo, -ok, apenas dois meses - e eu havia entrado nessa discussão com Hoseok Hyung, desde que um garoto viera dar em cima de mim numa balada que ele me forçou a ir. Naquela noite, o menino se aproximou, puxou assunto e tentou me beijar, eu não deixei. Dei uma de doido e fui pulando desajeitadamente até o outro lado da balada, passando entre alguns bêbados que tentaram me apalpar. Baladas, certamente, não eram o meu lugar ideal. Quando contei ao Hoseok Hyung, ele disse que era para eu ter deixado, disse que talvez o meu problema em não namorar fosse não tentar coisas novas. E eu acatei a sugestão. Ele me embebedou sem que eu notasse, puxando assuntos e enchendo meu copo, me fazendo achar que eu estava tomando muito pouco. E então, bêbado, devo ter beijado alguns caras de que não me lembro. No outro dia ele chegou na minha casa com um certificado de papel A4, estava assinado por ele, e os dizeres eram; Sr. Park, por meio desse documento, é declarado que você é um Semi-Assumido.

  -Jimin. -chamou. 

  Me voltei para ele, sem perceber que havia mudado o rumo da minha atenção para a rua. Do outro lado, eu encarava a livraria na base de um edifício, e os banners que eram açoitados pelo vento da tarde, estavam fortemente amarrados a cordas para que não caíssem ou voassem. A propaganda neles era do novo livro de uma das melhores séries de manhwa que eu já havia lido. O nome era Alive, ainda fazia propaganda do primeiro livro; mostrava a capa em um e no outro apenas o desenho bem detalhado do personagem. 

  -Hyung, será que saiu mais um livro? -perguntei apoiando os cotovelos nos joelhos.

  -Não tente me enrolar, Jimin. 

  -Então me responda. -eu disse, inflamado. -Certo, eu beijei uns dois, três, homens naquela festa, desde então nada. E mesmo que alguns se interessem por mim... o que posso fazer se não é recíproco? 

  -Nunca vai ser recíproco se você também não colaborar com os seus sentimentos. 

  Eu não soube oque responder. Olhei envergonhado para a rua e assenti. Pouco tempo depois ele se levantou e adentrou o apartamento. Não estávamos brigados, eu sabia, meu Hyung sabia que eu gostava de ficar sozinho quando estava bravo. Logo passaria e nos entenderíamos novamente. 

 

***

 

 Eu não pretendia por fogo na cozinha. Nem levar uma multa logo no segundo dia. Mas lá estava eu na sala, assistindo tv ja que no domingo eu não tinha nada oque fazer. Na tv uma mulher planejava com o time de cozinha dela oque fariam na missão, assistir programas de tv sobre comida era um dos meus hobbies, o único problema era a fome que vinha em seguida e minha incrível habilidade em ser péssimo na cozinha. Eu não sabia como continuava vivo morando sozinho, a única coisa que eu sabia fazer era por coisas no microondas, e as vezes nem isso dava certo. A alguns meses tentei fazer um receita que, segundo o site, era muito simples. Eu não entendi oque deu errado, mas minha panela tinha ficado preta e eu levei carão do Jin Hyung por causa disso. Não era minha culpa. Era culpa desses programas idiotas que faziam as pessoas acreditarem que podíamos fazer qualquer comida. Eu lutava para descascar uma laranja sem furar ela. 

  A mulher enfim havia se decidido, e agora eles corriam como formigas perto de água, pegando verduras e carnes, todos com muita certeza do que daria gosto em que. Meu estômago girou e roncou como se dissesse: Idiota, já fazem cinco horas que você não come nada. 

  Eu olhei para a cozinha escura, e então para a tv. Seria pedir demais que um bolo aparecesse na cozinha? 

  -Agora! -gritou a apresentadora.

  Então o timing começou, tomei isso como um aviso para mim. Me levantei para fazer pipoca de microondas, especialidade da casa. Entrei na cozinha e liguei a luz, a casa estava tão vazia que até senti falta de Matthew e suas latinhas barulhentas. No armário, havia uma montanha de pipoca e lámen, peguei um pacote de pipoca e desembrulhei. Coloquei no microondas, meu dedo pairava sobre o botão de segundos quando meu celular tocou. Enquanto eu atendia, apertei o botão alguma vezes, o suficiente para fazer uma pipoca. 

  -Jimin! -gritou do outro lado, reconheci a voz, embora a animação me deixasse desconfiado.

  -Taehyung.

  -Aish, eu estou com saudade.

  -Você vive gravando agora, não tem tempo para mim. 

  Tae era ator, após a escola havia feito uns testes e Bam!, ele ficou famoso. Eu tinha muito orgulho dele, era um dos meus melhores amigos, então quando ele conseguiu isso, eu celebrei com ele. Além de que ele me chamava para os sets de gravação já que eu queria ser diretor. Nosso sonho desde pequenos era gravarmos um filme ou drama juntos. Bem, isso ainda demoraria para acontecer, eu ainda fazia faculdade.

  -Desculpa, mas eu tenho novidades para você. Você está de férias? 

  -Não ainda, mas falta um tempo. 

  -Hum. Jimin, você gosta de Alive? 

  -Taehyung diga logo. 

  -Ok. -ele riu. -Vou fazer um personagem de Alive no filme que vai ser gravado. 

  Dei uma pausa longa. Eu queria gritar, mas estava muito chocado. Era o meu manhwa favorito, nem haviam dito que iam gravar ainda, mas... se Taehyung estava me ligando...

  -Tae, oque você está querendo? 

  -Você quer fazer um estágio? 

  -Estágio?! -perguntei sentindo uma tontura de animação. -Taehyung. Eu. Te. Amo.

  -Então você quer? -ele gritou do outro lado, parecia tão animado quanto eu, mas ele não se controlava. 

  -Claro que quero! 

  -Vamos trabalhar juntos! Meu deus, finalmente! 

  -Mas espera, oque eu vou fazer mesmo? 

  Eu estava tão estonteante de felicidade que havia esquecido até do que eu teria que fazer. Poderia ser limpando banheiros, e eu teria aceitado sem perceber.

  -Você vai cuidar do nosso Rabbit. 

  Prendi a respiração e me sentei à mesa. Era o meu personagem preferido, apesar de ser um anti-herói da história. Rabbit era o nome que as pessoas do manhwa tinham dado a ele por não saberem da sua identidade. O rosto só havia aparecido algumas vezes, e mesmo assim eu tinha uma quedinha pelas suas atitudes. Ok, ele era um psicopata, que tinha como objetivo matar a pessoa que assassinara sua família nas férias de verão durante um massacre no hotel que estava hospedado, o vilao havia sumido logo depois. Usava uma máscara de coelho, como os garotos do orfanato o chamavam. Enquanto não achava o assassino, ele levava um vida de crimes, diferente do herói da história que também seguia procurando o mesmo assassino, mas era completamente estabilizado. Era um anti-herói, como Loki, que no final todos acabavam gostando dele. Os livros sempre faziam com que os dois de encontrassem, Rabbit e HyeonGi. E no último que deveria sair daqui a alguns meses, o autor havia confirmado que levaria os dois para o mesmo caminho, deixando-os juntos para ir atrás do vilão. Eu os achava um bom casal, mesmo que o foco da história não fosse esse.

  -Jimin? -chamou Tae. -Você está bem?

  -E-Eu vou cuidar dele? 

  -Sim. Aí você aproveita e aprende com o nosso diretor. 

   -Taehyung, como eu sou grato por você saber atuar. 

  -Eu sei, eu sei. -ele fingiu um tom de importância. 

  -Espera de novo. Quem vai ser o Rabbit mesmo? 

  -... Essa parte você não vai gostar muito. Parece que nossos destinos vão fazer uma brincadeira com você, e parece que eles ouviram aquela sua reclamação. 

  -Não me diga...

  -Jeon Jungkook. 

  Por que logo ele? Logo o pior ator do mundo! Não havia ator que eu mais detestava do que aquele garoto, eu quase nunca admitia, mas o motivo de eu odia-lo, não era a péssima adaptação de outro livro que eu amava, mas porque haviam surgido boatos que havia ficado com o meu primeiro amor. Sim, eu guardei essa mágoa. Ele nem sabia da minha existência, mas eu havia arranjado bons motivos para dizer o porque eu ter o odiado tanto, como o boato da arrogância dele. Se fosse verdade ou não, seria melhor do que dizer que eu não gostava dele por causa de uma besteira como essa. 

  Eu respirei fundo, ele roubou meu primeiro amor, o papel principal do meu outro livro favorito que virara filme e agora era o meu personagem favorito do manhwa. Eu não devia aceitar, pensei, eu teria que lidar com ele quase vinte quatro horas por dia, mas a despeito disso, ter uma experiência com um set de gravação e assistir como o diretor dirigia o filme... era uma oportunidade imperdível.

  -Ok. Eu seguro a barra de trabalhar com ele. 

  -Ótimo! -gritou Taehyung. -Podemos nos ver amanhã? Eu passo aí para te buscar e depois vamos para a primeira reunião. 

  Funguei, tinha um cheiro diferente na cozinha. 

  -...Claro. 

  Então percebi que a cozinha também parecia mais escura que o normal. Eu me virei e vi lá dentro do microondas um pacotinho enegrecido e cheio de chamas. Soltei um grito e corri para tirá-lo da tomada, mal havia percebido quando tinha acabado o tempo, mas não podia ser por isso. Bati na minha testa enquanto corria para abrir as janelas. 

  -Jimin?! -chamou Tae alarmado. -Por que gritou?

  -Deixei a pipoca de microondas queimar. -eu afastei o celular do rosto e tive um acesso de tosse enquanto abria as portas da varanda e saia em busca de ar puro. -Acho que você me distraiu. 

  -Desculpe.

  -Não, tudo bem. Eu que devia ter prestado atenção. 

  -Tudo sob controle? 

  -Tudo. 

  -Então nos vemos amanhã. Seja legal com o Jungkook, ele não é tão chato assim. 

  Suspirei e assenti como se ele pudesse me ver. 

  -Certo. Até amanhã. 

  Ele desligou. Guardei meu celular no bolso da calça e me virei para dentro de casa, da cozinha saia uma fumaça negra como tentáculos de um monstro fumê. 

  Fui para a cozinha apagar o fogo da pipoca, com uma almofada no rosto. Com certeza aquilo seria melhor do que ser babá do garoto. Eu não podia acreditar. E infelizmente eu concordava, ele era bonito, e pelo que eu havia visto em algumas entrevistas, ele era perfeito para ser o Rabbit. Oque não significa que eu teria os mesmos sentimentos. Personagem é personagem. Idiota é idiota.


Notas Finais


COmentem oque acharam <#


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