História Mais Uma Chance Para Viver - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Yu Yu Hakusho
Personagens Hiei, Kazuma Kuwabara, Koenma, Kurama Youko, Yusuke Urameshi
Tags Banda, Drama, Hiei, Kurama, Kuwabara, Yusuke
Visualizações 13
Palavras 2.273
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo-Ai
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente!! Trouxe essa pérola para vocês e espero que gostem, é minha primeira fic do Yu Yu ha e fiz com todo meu coração ❤️‘

Capítulo 1 - Incertos


Fanfic / Fanfiction Mais Uma Chance Para Viver - Capítulo 1 - Incertos

 

Ouvia barulho de pessoas falando depressa, sentia que estava sendo carregado em algo móvel e inalava aquele cheiro que ele detestava. Droga, ainda estava respirando? Então não tinha dado certo mais uma vez. 

 

-Se acalme, vai ficar tudo bem.

 

Ficar tudo bem. Está aí uma frase que não acreditava mais à muito tempo não ouvia isso, nem de alguém, nem dele mesmo.

Abriu os olhos lentamente piscando várias vezes. Estava em uma maca, em um quarto de hospital, é, não tinha dado certo outra vez. Olhou os curativos nos pulsos. 

"Dessa vez vai dar" pensou, enquanto tentava arrancar aquelas ataduras de seus pulsos, quando conseguiu, levou a mão até os pontos, com o pensamento de desfazê-los.

 

-Mas será possível que vou ter que por uma camisa de força em você?! -Disse um rapaz de cabelos castanhos, possuía um rosto infantil, vestido de jaleco e carregando uma bandeja.

O menino franziu o cenho, irritado. 

 

-Quem é você? -Perguntou ríspido.

 

-Oras como assim quem sou eu, seu estupido!? Me chamo Koenma e sou seu enfermeiro, apesar que eu acho que você preferia uma enfermeira, né? -Disse com uma expressão maliciosa.

 

-Bem, isso é verdade. - Se limitou a sorrir de canto.

 

Koenma se aproximou da cama do rapaz, depositando a bandeja com sua refeição sobre a mesinha ao lado da cama.

 

-Aqui está sua gororoba. -Disse Koenma.

 

-Eu não quero comer..

 

-Não perguntei se você quer comer, mas eu não vou levar a bandeja com a comida intocada. 

O rapaz revirou os olhos resmungando, mas pegou o prato e passou a comer mínimas quantidades.

 

-Bom, vejamos; Yusuke Urameshi, dezoito anos, estuda no segundo ano do colegial pois reprovou uma vez. -Após Koenma ler essa parte na prancheta que tinha em mãos, passou a gargalhar alto. -Como pode uma pessoa reprovar no segundo ano do colegial? 

Yusuke depositou a colher na bandeja e lançou um olhar mortal a Koenma.

 

-Nunca namorou, mas tem uma porção de ficantes, é mau educado e.. 

 

-Como que você sabe disso, ein? Seu xereta! -Perguntou bravo e constrangido. Era sua vida pessoal!

 

-Eu sou xereta mesmo e se duvidar, sei até das cores de suas cuecas. - Disse apontando a prancheta ao moreno. 

 

-Não tem mais nada pra fazer da vida não?

 

-Tenho, vou arrumar essas suas ataduras. 

 

Depois que Koenma enrolou ataduras nos pulsos de Yusuke, seu sensor apitou, fazendo o enfermeiro olhar o mini aparelho com olhos arregalados.

 

-Bom, tenho uma emergência, mas logo eu vou estar aqui de volta. 

 

-Nem precisa voltar. - Disse Yusuke se deitando novamente na cama.

Tentou dormir, mas ouvia correria do lado de fora, no fim do corredor. Yusuke se levantou da cama, indo até a porta e abrindo uma brecha, conseguia ver uma pessoa sendo levada sobre a maca e vários médicos o levando. Estava ensanguentado e possuía cabelos incrivelmente vermelhos e longos, e logo outra maca passou com outra pessoa um pouco menor. Fechou a porta do quarto, suspirando. Iria dormir, era o melhor que tinha para fazer naquele momento. 

Já de tardezinha, Koenma ( que não tinha nada para fazer) voltou ao seu quarto novamente com aquela maldita prancheta. 

 

-Boa tarde, Yusuke.

 

-Você não tem mais nada para fazer não, ein?

 

-No momento não, por isso eu vou ficar aqui. 

 

-Ai minha Santa paciência, eu mereço! 

 

-Quer dizer então que você gosta de tocar instrumentos musicais, né? -Disse ele lendo na maldita prancheta novamente.

 

-Quem te falou isso? Minha mãe, aquela bêbada? -Perguntou irritado, depois deitou e fingiu não estar ouvindo. Não poderia ser sua mãe, nem se quer deve estar sóbria para vir ao hospital.

 

- Sabe, você vai se dar muito bem com o seu vizinho de quarto. Kazuma Kuwabara. Ele também toca instrumentos e tem a sua idade, o quarto a esquerda. Bom, eu vou indo, mas guarda o que te falei, afinal, acho que vocês estão precisando se apoiarem. 

 

-Porque está fazendo isso? -Perguntou, sem olhá-lo. 

 

-Porque acho um desperdício um rapaz como você tentar contra a vida. 

 

-Você não sabe de nada da minha vida para me falar sobre isso.

 

-Sei mais do que você pensa, meu jovem, muito cuidado.

Afinal, dê um pé na bunda daquela sua última ficante, a Saori que sujeitinha arrogante. 

Disse após se retirar. 

" Koenma, seu infeliz.." pensou. 

Exatamente onze e vinte da noite, Yusuke sai do seu quarto, mas estava quase se arrependendo. Será mesmo que Koenma estava falando sério? E porque queria fazer amigos? Talvez porque eu não teja nenhum. Pensou inconveniente. 

Carregou consigo sua bolsa de soro, sentia muito frio, estava com seu pijama de inverno e pantufas. Deu batidas urgentes na porta do vizinho, porém ninguém abrira, virou-se de costas para ir embora, quando viu a porta ser aberta.

Um rapaz um pouco mais alto que ele, de penteado engraçado e desengonçado, abriu a porta. Yusuke viu seu olho arregalar, com a pouca luz.

 

-Meu Deus, um fantasma! -Gritou assustado, se afastando. Yusuke teve que segurar o riso.

 

-Não sou um fantasma, estou vivo.. Ainda. 

 

-O que faz no meu quarto essa hora da noite?

 

-Koenma me falou de você, Kuwabara, parece que você toca instrumentos. 

 

-Sim, entra aí. 

Yusuke entrou junto com sua bolsa de soro e se sentou na cadeira, ao lado da cama de Kuwabara e pois os dois pés em cima.

 

-Koenma é mesmo um fofoqueiro, né. -Disse Kuwabara.

 

- E xereta também.

 

-Eu To sabendo.. Mas você toca que tipo de instrumentos?

 

-Eu toco violão, guitarra e bateria e você?

 

-Eu? Eu toco as mesmas coisas, mas também aprendi piano e violino. -Disse empolgado.

 

-Violino é? -Sorriu, achando engraçado. Kuwabara que é tão desengonçado tocando violino, que imagem cômica. 

 

-Sim, a minha irmã me pois em uma escola de música e.. -Riu melancólico. -Minha irmã sempre me apoiou para eu ser alguém na vida, mesmo ela sendo tão bruta e fria.. Mas e você, como aprendeu a tocar instrumentos?

 

-Sozinho. -Disse. 

Já eram quatro horas da manhã e ouvia-se risadas vindo do quarto, onde estavam os dois rapazes. 

 

-..Então ele olhou para mim e disse; ô moleque da cara amassada, volte aqui já! - Disse empolgado. -Ih, olha a hora! Eu tenho visita amanhã cedo da minha irmonstra.

 

-Tudo bem, eu também tenho que dormir. -Disse indo até a porta. -Kuwabara, se caso eu arranjar mais integrantes, vamos formar uma banda? 

 

-É pode ser, agora vai embora, cara. 

 

-To indo. - Disse rindo. 

Entrou no seu quarto e se deitou na cama. Fazia muito tempo que não ria daquele jeito, afinal, nunca tivera realmente alguém para rir daquele jeito. 

No outro dia, acordou com Koenma novamente com aquela maldita prancheta na mão, o observando.

 

-Acordou, Bela adormecida. -Disse rindo debochadamente, fazendo o rapaz se irritar. 

 

-Sim e infelizmente tenho que encarar essa sua prancheta xis-nove aí .

 

-Está mais animado. Fez amizade ontem?

 

-Fiz, Koenma, a propósito; porque me falou aquelas coisas ontem? 

 

-Eu estava te dando mais uma chance de viver, Yusuke. 

Yusuke pensou sobre o que Koenma disse. Era cômico como ele estava se importando consigo, nunca tivera nada disso, nunca ninguém se importou com seu bem estar. Nem mesmo sua mãe Atsuko. 

Yusuke se levantou da cama, fora permitido por Koenma que pudesse sair para andar no hospital. Sabia que Kuwabara estaria com a sua irmã mais velha. Seguiu para a sala, onde havia uma televisão e alguns sofás, iria assistir televisão. 

 

-Veja Kurama, alguém andou tentando voar..-Disse uma voz muito séria. Yusuke procurou o dono da voz, avistou um rapaz baixinho de cabelos arrepiados e olhar sinistro. Estreitou os olhos para o menor.

 

-Deixa ele, Hiei!- Repreendeu um outro rapaz que estava sentado. Yusuke se surpreendeu ao saber que era o rapaz que tinha visto na maca aquele dia, todo ensangüentado. Possuía cabelos longos vermelhos e olhos verdes. -Não liga não, Hiei é assim mesmo.

Se não fosse pela voz, pensaria que era mulher. Sentou-se no meio de ambos. 

 

-Eu não ligo não, cabelinho.

 

-Eu sou Shuuichi Minamino, mas pode me chamar de Kurama.

 

-Eu sou Yusuke, Yusuke Urameshi. - Disse estendendo a mão a Kurama, pois o rapaz esperava o cumprimento do moreno com a mão erguida. Hiei girou os olhos.

 

-Mas você não muda mesmo né, Kurama, sempre arranjando essas amizades. -O ruivo lhe lançou um sorriso e

Hiei fechou mais a cara.

 

-Você é muito marrento, ô espetadinho.

 

-E você é muito brincalhão para alguém que andou tentando ir para o além sozinho. 

Yusuke olhou suas ataduras no pulso e fez uma careta ao Hiei. 

 

-Escuta, Eu posso saber como vieram parar nesse hospital?

 

-Eu e Hiei fomos baleados em um tiroteio. -Yusuke arregalou os olhos e depois olhou Hiei que olhava para o lado oposto. -Estávamos em um show, chegaram e balearam todo mundo e fomos atingidos também. 

Yusuke não entendeu muito, na verdade não fazia muito sentido a história que Kurama contou e a tatuagem de um dragão escuro no antebraço de Hiei, com certeza não significava algo muito bom. 

 

-E de quem era o show? -Perguntou curioso, só poderia ser esses eventos de gângsters. 

 

-Ah, Yusuke.. -Disse rindo. -O show era nosso. 
Yusuke esqueceu todo seu interrogatório.

 

-Vocês tocam?

 

-Eu toco alguns instrumentos clássicos, mas também toco guitarra e bateria.

 

-Beleza! E você, Hiei? 

 

-Eu toco baixo. 

Os olhos do moreno brilharam, era uma sorte muito grande. Yusuke pois os dois braços em volta dos ombros dos dois rapazes, que se assustaram com a atitude do mesmo.

 

-Eu To querendo montar uma banda, no caso eu, vocês e um amigo meu. E aí, vão querer entrar ou não? -Disse meio baixo, como se tivesse contando um segredo.

 

-Eu aceito, estava precisando mesmo de algo como esse convite. -Disse Kurama satisfeito. 

Hiei não disse nada, apenas olhou para o outro lado.

 

-Eu não sei. - Por fim, respondeu, se livrando do braço do Yusuke.

 

- Ah, Urameshi! Aí está você! -Disse Kuwabara, estava com o pijama amarrotado e com marcas de tapas e socos. Assim que avistou o ruivo e o baixinho ao lado de Yusuke, puxou o moreno pelo braço. -Escute Urameshi, cuidado com esses caras aí .. -Sussurrou desconfiado para Yusuke.

 

-Do que está falando, Pastel? 

 

-Tenho certeza que o ruivo alí é curandeiro e o baixinho é gângster.

 

-Não viaja, Kuwabara.
-É sério, seu idiota. Já vi esses dois mais vezes aqui no hospital, o ruivo sempre vem falar sobre ervas medicinais entre outras coisas e o baixinho.. Se liga no olhar demoníaco dele.
 

Yusuke gargalhou.

 

-Independente do que eles sejam, você vai ter que se acostumar, pois eles são nossos companheiros de banda. 

 

-O que? Está ficando louco? 

 

-Quem está ficando louco é você, irmãozinho! 

 

-Irmonstra, quer dizer, Shizuru? -Disse Kuwabara assustado.

 

-É para isso que você foge do quarto? Para ficar de papo com seus amiguinhos? -Disse já com o braço erguido, pronta para acertar um murro em Kuwabara, porém  o arrastou de volta para seu quarto o puxando pelo braço. Yusuke também pegou o mesmo rumo, se despedindo dos garotos.

 

-O que você acha Hiei? -Perguntou Kurama, olhando para a televisão.

 

-Acho que aquele cara é um iludido.

 

-Será mesmo? Acho que você ficou bem comovido com aqueles curativos nos pulsos dele.

Hiei ficou em silêncio, olhava para a mesma direção que o ruivo, mas não prestava a atenção. Olhou seus próprios pulsos e logo se levantou.

 

- Vamos mudar de assunto.. -Disse se dirigindo pra seu quarto. 

---

Yusuke recebera a notícia de que iria receber alta e toda sua alto estima foi embora. 

 

-Escuta Koenma, será que eu posso ficar mais tempo no hospital? 

Perguntou, mas não veio resposta. Sua vida não era lá uma das melhores, mas não queria encarar os problemas, não estava pronto para isso ainda.

Soube que mãe se quer apareceu para saber se ele havia sobrevivido, provavelmente estaria bêbada e curtindo suas noitadas.

 

-Você tem que enfrentar Yusuke.

 

-Eu sei, mas..

 

-Você é valente e talvez já tenha até um motivo para viver. 

Lembrou-se dos amigos que fez no hospital. Koenma tem razão. Não estava sozinho e não lutaria mais sozinho. 

Yusuke chegou em seu apartamento, haviam lhe chamado um táxi para poder ir para casa já que sua mãe não fora se quer uma vez ao hospital lhe visitar. Adentrou no apartamento, avistando sua mãe como sempre caída ao chão, bêbada.

Tropeçou em uma garrafa de cinquenta e um, a casa estava um chiqueiro. 

 

-Mãe.. -A chamou, porém não lhe veio nenhuma resposta. Suspirou, pegando sua mãe no colo e a colocou em cima da cama. -Quando acordar, vamos tomar certas providências. -Disse a mãe desacordada, enquanto acendia um cigarro. Tinha que dar comida ao Piu.

Kuwabara estava em seu quarto do hospital ouvindo mais um sermão de sua irmã Shizuru, porém dessa vez ela estava mais chateada que das outras, o que lhe surpreendia, já que Shizuru sempre foi fria.

Seus pais morreram a algum tempo atrás em um acidente, deixando apenas ele e sua irmã mais velha para trás. Entendia sua irmã, mas ela tinha que entender também que era difícil, que chagava a doer. Seu corpo pedia e lá estava ele usando de novo. 

Já fez muito esforço para se curar, mas no fundo nunca achou um verdadeiro motivo para isso. Talvez era fraco. 
Mas estranhamente se lembrou da banda. Suspirou. Era hora de mudar? 

 

-Escuta aqui, Kazu, ou você vai fazer um esforço para parar, ou eu abro minha mão de você moleque! 

 

-Tá bem, irmons.. É..Shizu, eu vou tentar me curar, você vai ver. 

 

-É bom mesmo, menino. Amanhã você vai pegar alta, vê se não me decepciona. 

Shizuru deixou Kuwabara sozinho em seu quarto. Mais um suspiro, estava sozinho de novo. 
 


Notas Finais


Bom é isso! Se gostaram deixe um comentário para mim saber se estão gostando. Críticas também são bem-vindas. Muito obrigada por lerem ❤️


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