História Marilyn - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bruxos, Bts, Magia, Original, Vampiros
Visualizações 14
Palavras 5.313
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que estejam gostando ^^
A historia vai ser bem comprida e não muito confusa como normalmente eu faço em minhas outras fanfics.
Desculpe qualquer erro, desculpe mesmo.
Boa leitura ^^

Capítulo 3 - Three


Dias atuais

- MARILYN. – Gritou meu irmão do andar de baixo.

O motivo dele estar gritando? Estamos atrasados para a escola. 

E eu? Ahhh nem queira saber o que estou fazendo.

- PARK MARILYN ANGEL, EU NÃO ACREDITO QUE ESTÁ DORMINDO ACORDA AGORA. – Gritou meu irmão enquanto entrava no meu quarto e tirava minhas cobertas de cima de mim.

Ele não tinha mais os cabelos pretos... Agora estavam laranjas e os olhos em azul por causa das lentes que o mesmo usava... Ele não se parece mais comigo...

- Só mais um pouquinho por favor... – Falei me encolhendo em mim mesma.

- NEM PENSAR. – Gritou meu irmão me pegando no colo e jogando por cima de seus ombros enquanto me carregava até o bainheiro.

- NÃO. – Gritei me debatendo e rindo. Eu já sabia o que iria acontecer... É eu já sabia.

- Para de ser chata. – Falou meu irmão ligando o chuveiro e me colocando dentro do box.

- AHHHH TÁ GELADA. – Gritei tentando sair... Mas meu irmão é muito mais alto e forte que eu...

- É para prender a acordar na hora certa. – Falou ele rindo e saindo do banheiro enquanto fechava a porta.

Eu não me importava com banhos gelados, mas preferia os quentes. Coloquei a água no quente enquanto me despia e assim foi um banho de meia hora com a porta trancada enquanto meu irmão gritava do outro lado da porta, o quanto estávamos atrasados.

 

*

 

Já falei que a escola é o lugar mais chato de todos... Não? Então considere falado. Não é só por causa das matérias chatas e sim das pessoas insuportáveis que frequentam esse inferno. Elas fazem da minha vida um inferno... E eu nunca contei isso ao meu irmão. Tento não contar coisas horríveis que acontecem na mina vida. Às vezes é difícil não chorar quando ele me pergunta alguma coisa. Minha vida é um completo terror. E os professores da escola não fazem nada? Não simplesmente nada, eles veem, mas não fazem nada. Eu sempre fui boa aluna nota máxima em todas as matérias... Ah em quase todas porque GEOGRAFIA E HISTORIA SÃO DE SATANAS MEU DEUS DO CÉU.

- Marilyn? – Fui tirada dos meus pensamentos por Anna.

Anna minha única e melhor amiga, ela era dois anos mais velha que eu. Apesar de não fazermos coisas de melhores amigas... Nós conversamos. Conversar é bom não é?

- Oi Anna. – Falei olhando em seus olhos azuis.

Anna era alemã. Ela tinha cabelos loiros e compridos um pouco maiores que os meus. Olhos azuis bem claros e pele clara mas não tão claras quanto a minha.

- Por que parece que você está viajando em outro mundo mais que o normal Mary? – Falou Anna baixinho, por estarmos dentro da sala de aula, na aula de GEOGRAFIA.

Mary? Outro apelido carinhoso.

- Não estou “viajando” Anna. – Falei enquanto fazia aspas com as mãos na palavra viajando.

- Então por que parece que você não está nem ai para o que eu estou falando? – Anna falou fazendo cara de brava.

Que mais ficou fofa do que brava.

- Desculpe-me. Parece que eu estava viajando mesmo. – Falei com um sorriso falso.

Falava enquanto saia da sala de aula para ir em direção ao meu armário e depois a cantina.

- E se eu falar agora você me escuta? – Falou Anna com a carinha de cãozinho abandonado.

- Escuto sim, princesa. – Falei debochando.

Princesa? Apelido não carinhoso de minha parte.

- Ah, ok vai ter volta. Continuando, você viu que entrou cinco garotos lindos aqui na escola? – Falou Anna abrindo um sorriso enorme em seu rosto.

- Nossa grande coisa... – Falei fazendo o sorriso de seu rosto desaparecer e transformar em uma cara de decepção.

Eu adorava irrita-la.

- Nossa grande coisa. – Falou Anna com voz fina.

Isso era para me imitar?

- Você não entende Mary... – Falou Anna revirando os olhos.

- O que eu não entendo? Por exemplo? – Falei gesticulando com as mãos para que ela continuasse o que falava.

- Você não da bola para isso entende? É como se você só gostasse de ficar escutando música em seus fones de ouvidos extremamente altos, ignorando todos a sua volta. É como se o mundo estivesse explodindo e você apenas... Mary? – Falou Anna tentando me chamar.

Por que eu não estava prestando atenção? Por um simples motivo, cinco esse era o número. Que na minha cabeça era o número mais lindo do mundo. Eles era lindos.... Todos de olhos azuis e cabelos coloridos... Irmãos? O mais baixo de cabelo verde hortelã, ele parecia não estar dando bola para a conversa dos outros. O mais alto cabelo platinado, ele parece inteligente... Está lendo um livro muito bom... E os três dos mesmos tamanhos o primeiro de pele igual aos outros, cabelos laranjas cor de fogo. O segundo cabelo Vermelho e bem pálido. E por último ele era pálido cabelos pretos e.... olhos pretos? Ele não tinha olhos azuis? Que estranho... Ele se parece com alguém. Mas eu não lembro.

- MARILYN ESTOU FALANDO COM VOCÊ ME ESCUTA! – Falou Anna quase berrando do meu lado.

E de novo tirada dos meus pensamentos.

- Pare de gritar agora estão todos olhando para gente. – Falei dando as costas e indo em direção a cantina.

O que não era mentira. Estavam todos olhando para gente inclusive os cinco.

- Espere! – Falou Anna num tom um pouco mais baixo que antes.

Ela me conhecia bem, eu odiava barulhos altos que não sejam meus fones de ouvidos. Ah e também odeio chamar atenção, vamos dizer que não é por frescura e sim por... Ah não por favor. É por isso que eu odeio chamar a atenção.

- Hora, hora se não são as esquisitas. – Falou a loira de farmácia a nossa frente.

Loira de farmácia? Hwang Mi Young. A vadia da escola.

- Nos deixem em paz por favor. – Falei abaixando cabeça junto com Anna.

Sim... Nós tínhamos medo. Na quinta série elas nos bateram tanto, que eu quebrei um braço e fraturei uma coluna. Enquanto Anna quebrou um dedo e uma perna. E como ela ainda está ai? Eu simplesmente falamos que caímos da escada. Como eu odeio essa desculpa.

- Nem pensar! Peguem elas meninas!  – Falou a Vadia 1. Chamando as vadias número 2 e 3.

Vadia 2 e 3. Hanna a de cabelo vermelho e peitos postiços e Kim Hye Ryung a de cabelos pretos e como posso dizer tudo postiço. E de novo o inferno começou.

- Nos deixem ir. – Falou Anna implorando.

Eu e Anna éramos magras e fracas... Já dava para ver a marca de suas mãos que iria ficar em nossos pulsos. Elas eram fortes, estava machucando. Por favor ajudem...

- Leve-as para o jardim. – Falou Mi Young, fazendo meus olhos se arregalarem.

Jardim? Parte de trás da escola. Simplesmente ninguém vai lá, é abandonado, e por conhecidencia é lá onde apanhamos dês da quinta série.

- Não a nada o que ver aqui, circulando. – Falou Andressa.

Fazendo com que todos voltassem a fazer o que estavam fazendo. Até os professores. A maioria tinha medo de Andressa ou nem se importava com a gente mesmo. Ninguém ligava para gente.

Chegamos no jardim...

- Larguem esses restos no chão. – Falou Mi Young, gritando.

As duas nos jogaram no chão, fazendo com que nossos corpos tivessem um grande impacto no chão e com consequência fizesse com que gemêssemos de dor.

- Sem nem um piu. – Falou Mi Young puxando meus cabelos para cima em direção ao rosto dela.

Eu a odeio... Um chute... Foi bem na minha barriga, fazendo com que eu voltasse ao chão. Então eu gritei.

- EU FALEI SEM NENHUM PIU. – Falou Mi Young me chutando mais três vezes.

E em todas elas, gemia ou soltava um grito de reprovação.

- Parece que você não aprende não é? – Falou Mi Young puxando novamente meus cabelos até ficarmos cara a cara.

Eu as odeio. Não por favor....

- Peguem-na – Falou Mi Young apontando com a mão livre para Anna.

Não Anna não por favor. A deixem ir... Ela não tem nada a ver comigo. Um chute, mas não foi em mim... Anna...

- Não por favor... – Falei baixinho por estar próxima de Mi Young.

Andressa com a mesma mão que apontou para Anna. A fechou, como demonstração que parrassem de machuca-la.

- O que disse, estranha? – Falou Mi Young debochando de minha cara.

Eu precisava. Apenas por Anna...

- Deixem-na ir... – Falei já com fraqueza.

- Saia. – Falou Mi Young para Anna.

- Mary... – Falou Anna baixinho para que só eu escutasse.

Eu dei um sorriso falso para que ela entendesse que está tudo bem. E assim ela foi. Obrigada por me escutar mais uma vez.

- Acabem com ela depois deixem-na ai. – Falou Mi Young indo embora e deixando somente as outras duas.

Elas deram sorrisinhos sarcásticos... Dois chutes, um de cada uma delas, os dois pegaram bem nas minhas costas. Quatro arranhões? Eu estava machucada, muito machucada. Um, dois, três de alguma coisa. Mais três e depois mais quatro de chutes? Eu não conseguia mais contar.

Sabe quando te torturam? Que bobagem minha, você nunca foi torturado. Mas eu posso explicar se você quiser. Quando eu sou torturada vamos dizer assim.... Eu conto, conto números até onde eu conseguir e se eu me perder eu recomeço é o melhor jeito de se manter acordada para não morrer, mas as vezes eu penso que a morte é a coisa mais bela que a vida tem... O que eu estou falando? Nunca, nunca mesmo queria morrer ou matar alguém. Morte é a pior coisa que se pode acontecer. O último objetivo, a última escapatória.

Parou? As dores param? Abri meus olhos com dificuldade para ver o que estava acontecendo.

- Marilyn. – Gritou Anna...

Anna me chamou, ela e os cinco garotos estavam ali. E foi a última coisa que ouvi...                                                                    

*

Aonde? Essa era a palavra do momento.

Abri meus olhos procurando saber onde eu estava ou o que estava acontecendo.

- O que? – Falei baixinho.

O quarto era branco e tinha uma iluminação forte.

- Mary. – Falou Anna me abraçando.

Eu soltei um resmungo de dor... Eu estava quebrada... Literalmente.

- Maly... – Falou... Jimin?

Jimin estava ali, mas ele não estudava em outra escola?

- Maninho? – Falei com dificuldade e um pouco baixo. Com certeza nem sai voz.

Eu tentava procurar ele pela sala, mas estava tudo embaçado. Eu estava começando a me desesperar. O som da máquina que fazia um barulhinhos irritante começou a ficar mais alto.

- Acalme-se Maly, eu estou aqui... – Falou Jimin segurando em meu rosto.

Não estava só eu, Jimin e Anna, tinham também aqueles... Quatro? Mas não eram cinco... Espera! Agora tudo faz sentido o quinto de cabelos laranjas era meu irmão.... Mas quem era o de cabelos pretos?

Minha visão já tinha voltado ao normal.

- Que bom que você acordou, eu já estava com medo. – Falou Jimin baixinho enquanto me abraçando forte.

Eu retribui mesmo estando dolorida... Eu amava seus abraços.

- Eu estava com medo. – Falei baixinho apenas para Jimin ouvir.

- Shh. Agora este tudo bem. – Falou Jimin na mesma intensidade que a minha voz.

Maninho sempre fala isso...

- Jimin? – O de cabelo verde hortelã chamou.

Qual será o nome dele?

- Precisamos ir. – Completou o de cabelo platinado.

Ir aonde?

- Estão nos esperando a horas. – Completou novamente o de cabelo vermelho.

Por que não podia um só falar? Não é simples? E o de cabelos pretos não se pronunciou nem uma vez. Apenas ficava no canto da sala olhando para nós... Sinto que eu o conheço

- Tudo bem. – Falou Jimin me soltando.

- Maninho... – Falei baixinho.

Eu precisava saber onde ele ia.

- Não posso agora, nos vemos em casa. – Falou Jimin.

Ele nunca recusava falar comigo

- O que? – Falei para mim mesma.

– Tchau Mary. – Falou Jimin já se virando para ir embora.

– Não vai, não me deixa sozinha. – Falei com os olhos cheios de lagrimas.

Lagrimas já escorriam de meus olhos. Mas ninguém via, como sempre.

- Mary? – Falou Anna.

Fiquem em silencio, me deixem em paz, está doendo.

- Você está bem? Está chorando? – Falou Anna.

No mesmo momento eu vi Jimin e de cabelos pretos virarem o rosto rapidamente para mim. E no mesmo momento Jimin correndo para mim, enquanto o de cabelos pretos apenas olhava preocupado.

- Maly? O que ouve? Me responda! – Falou Jimin.

Eu via no olhar dele preocupação. Ele estava preocupado.

- Não me deixa aqui... Estou com medo de ficar sozinha novamente. – Falei segurando sua mão.

Eu vi os olhos dele se encherem de lagrimas. Mas que logo foram secas.

- Desculpe-me. – Falou apenas movendo os lábios, sem emitir nenhum som. – Não... – Falei baixinho.

- Ok, nos vemos em casa. – Falou Jimin indo embora.

E assim foi os cinco saíram deixando a penas Anna e eu.

- Eu achei que você e seu irmão se dessem bem... – Falou Anna se sentando ao meu lado.

E assim comecei a chorar igual uma criancinha de três anos.

- A gente se dá bem... Ana estou com tanto medo. Fica comigo. – Falei entre soluços.

- Irei ficar, não se preocupe. Mas por que está comedo? – Falou Anna com medo da resposta.

– É por causa de seus pais? Tem medo de que algo aconteça com você ou com Jimin? – Perguntou Anna.

Balancei a cabeça rapidamente e no mesmo instante me abraçou.

- Como ele pode? – Falei já sessando o choro.

- Não se preocupe com isso ok? Nada vai acontecer com você e muito menos com seu irmão. Eu sei como ele é então não se preocupe. – Falou Anna separando o abraço e enxugando as lagrimas de meu rosto.

Balancei a cabeça em confirmação, ela sabia de algo...

- Quer ir para casa? Eu te levo ok. – Falou Anna me ajudando a levantar.

E eu continuava sem falar... Eu acho que se eu falasse alguma coisa eu me destruiria em lagrimas novamente.

Depois de me acalmar um pouco já estávamos em casa.

- Uau. Eu não sabia que você era rica Mary. – Falou Anna deixando a mochila no sofá.

Esqueci de dizer, não é para me gabar não, mas vamos dizer que eu tenho dinheiro.

- Nem é para tanto Anna. – Falei deixando minha mochila ao lado da de Anna em cima do sofá.

Ah que momento legal a empregada apareceu.

- Senhora? Posso levar suas mochilas a sua sala de estudo três? – Falou Haven a empregada. 

Assenti para que ela levasse as mochilas.

- Senhora? – Chamou o mordomo ao lado do cozinheiro.

- Sim? – Perguntei totalmente envergonhada.

- Fizemos camarões refogados... – Falava o Cozinheiro até eu interromper.

- Resumindo crustáceos, eu sei eu pedi. – Falei dando um meio sorriso.

Eu não gostava que eles me chamassem de “Senhora” nem senhora eu sou, na verdade eu nem estou muito bem, dês daquele momento que aconteceu com meu irmão.

- O seu irmão pediu algo? – Falou o cozinheiro.

- Deixe-o com os crustáceos, ele gosta. – Falei abaixando a cabeça em comprimento.

Eu estava péssima...

- Ah eu preciso de algo sim. – Falei e eles assentiram.

- Vocês podem levar os salgadinhos de queijo, os chocolates com frutas e algumas latinhas de refrigerante? – Falei dando um sorriso.

Bom minhas comidas preferidas agora vocês já sabem.

- Sim senhora daqui alguns minutos. – Falou o cozinheiro.

Eles se retiram da grande sala de entrada.

- Vamos lá para cima Anna. – Falei apontando para a enorme escada que continha no centro do corredor.

Sim minha casa mais parecia um castelo do que uma casa em si.

Chegamos no segundo andar e fomos andando mais um pouco.

- Mary? – Anna me chamou.

- O que? – Falei tentando encontrar meu quarto.

Sim eu tento encontrar meu quarto, são tantas portas e portas, tem algumas que eu nem sei para que servem.

- Para que é aquela escada ali? – Falou Anna apontando para a escada um pouco mais à frente.

Sim minha casa não era só de dois andares, depois do segundo andar tem mais dois então resumindo são quatro andares.

- Terceiro e depois quarto ai depois terraço. – Falei ainda concentrada em encontrar o quarto.

É eu bem que esqueci de falar do terraço e ainda tem o jardim que é um pouco menor que a casa e as piscinas no fundo... É realmente grande.

- Você fala com tanta calma... Foi por isso que você venho nos primeiros anos de escola de limousine. – Falou Anna surpresa.

- ACHEI! – Gritei animada.

- Você está prestando a atenção no que eu estou falando não é? – Falou Anna fazendo biquinho.

- Eu estou, pelo menos eu acho. – Falei sorrindo fazendo fechar os olhos.

Entramos em meu quarto e como já era normal, Anna ficou completamente surpresa.

- AH MEU DEUS! – Gritou Anna entrando em meu quarto.

- Pare de escanda-lo por favor. – Falei tampando os ouvidos.

- OLHA O TAMANHO DESSA CAMA. – Falou Anna se jogando na mesma.

Minha...Caminha....

- ISSO É SEDA?! – Falou Anna com cara de surpresa encostando no lençol de seda rosa que tinha em cima da minha cama.

Meu... lençol...

- TAPETE. – Falou Anna se jogando de cima da cama super alta em cima do tapete rosa bebê que abitava o chão o meu quarto.

Meu... Tapete.

- ESSE TAPETE É MAIOR QUE MINHA CASA. – Falou Anna continuando a gritar.

– Ana por favor... – Falei suspirando.

– Espera... POR QUE SEU QUARTO É COMPLETAMENTE ROSA? Achei que seu quarto seria preto. – Falou Ana pensativa.

– Gosto de rosa, mas apenas não uso essa cor. – Falei dando um pequeno sorriso.

– AH MEU DEUS. – Gritou Ana por saber que eu gostava de rosa.

Resumindo: Ela gritou por horas ficou encostando nas coisas por horas.

Agora já nos encontrávamos na sala de cinema comendo, balas, pipoca alguns salgadinhos e bebendo refrigerante.

Eu realmente não tinha mínima ideia do que estava passando ali, se eu falasse para todos que eu só estava ali pela comida vocês acreditariam? É eu só estava ali pela comida.

E assim o filme acabou.

- Nossa você viu aquela cena?! – Falou Anna caminhando ao meu lado para irmos ao quarto.

- Qual cena? – Falei fingindo me interessar no filme que nem assisti.

- Aquela: Milady, sua limousine está a sua espera. – Falou Anna imitando o mordomo.

- Não agora, não antes de eu acabar com aquele espião. Piu, piu. – Falou Anna imitando a moça do filme e o barulho da arma.

Anna parou de falar assim que Jimin e os outros quatro passaram. Jimin passou do meu lado, olhando para mim, mas eu só fingi que ele não existia, vai ver assim ele se tocava da merda que ele tinha feito.

As pessoas podem achar que eu exagero... Mas eu realmente tenho medo de ficar sozinha. Mas parece que quando Jimin está com os amigos dele eu não existo.

- Maly! – Chamou Jimin atrás de mim.

Fazendo eu parar mas ainda continuar de costas.

- O que foi? – Perguntei ainda de costas.

- Podemos conversar? – Falou Jimin.

Eu me virei eu realmente precisava ver a cara dele com meus próprios olhos.

- Não vai dar agora. – Falei com meu sorriso falso.

Ele sabia, sabia que aquele sorriso não era verdadeiro. Eu estava morrendo, com vontade de me jogar nos braços dele e pedir desculpas, mas na verdade... Aquela não era a primeira vez que ele fazia isso comigo na frente dos amigos dele. Mas sempre quando ele fazia isso eu o perdoava. E agora? Não irei mais olhar na cara dele.

- Posso saber o motivo? – Perguntou Jimin.

Ele realmente queria falar comigo.

- Vou sair e eu não volto muito cedo. Na verdade não volto nem hoje, não me espere acordado. – Falei me virando.

Ele sabia, eu não conseguia dormir fora de casa e muito menos sabendo que não irá ter ninguém para me proteger.

- Maly. – Jimin me chamou baixinho.

Mas eu o ignorei e comecei a puxar Anna para o quarto. Ele sabia, eu estava triste, ele sabia, eu não iria falar com ele muito cedo e isso nunca aconteceu, sempre nos desculpávamos no mesmo minuto ou na mesma hora, nunca ficamos tanto tempo sem nos falarmos normalmente.

Já estávamos no meu quarto.

- Mary? – Perguntou Anna.

- Não eu não estou bem. – Falei arrumando uma mochila.

Eu estava acabada. Estava cansada, será que esse era o momento da minha morte? NÃO NUNCA. NÃO SOU FRACA.

- Você está chorando? – Falou Anna preocupada.

- Sim estou, eu já falei não estou bem, eu só preciso de um tempo longe de tudo. – Falei enxugando as lagrimas que escorriam sem permissão.

- E esse lugar é minha casa? – Perguntou Anna.

- Sim. – Falei sorrindo. Mas não era falso era mais que verdadeiro.

- Então ok, leve bastante coisa principalmente comida, você vai passar mais de uma semana lá comigo.            

O QUE?

- O QUE? – Perguntei aterrorizada.

Uma semana é muito tempo eu não conseguiria.

- Vai ser divertido eu prometo. – Falou Anna estendendo a mão para um high five.

E assim fiz toquei o nosso high five e comecei a organizar as malas para uma longa semana.

Os mordomos já tinham levado as minhas malas ao carro, mas Anna teve que ir ao banheiro. POR QUE AGORA?

- Maly? – Falou Jimin.

Não por favor não conseguirei me despedir, não.

- O que foi? – Falei me virando para ele.

Não tinha mais ninguém além de nós ali... ANNA EU VOU TE MATAR

- Precisamos conversar. – Falou Jimin se aproximado de mim.

Eu não queria mas por instinto dei alguns passos para trás, fazendo o parar de andar e abaixar a cabeça. Eu nunca, nunca tinha recuado do meu irmão.

- Não temos nada o que conversar, você fez isso de novo. Você sabe que eu tenho medo então por que faz isso? Jimin por que? – Falei derramando uma lagrima.

MERDA POR QUE VOCÊ SAIU DO MEU OLHO.

- Maly. – Falou Jimin se aproximando novamente.

E assim fazendo eu recuar e ele parar novamente. Ele estava com sentimento de culpa sem seus olhos, ele nunca tinha me visto chorar por sua causa.

- Me deixe ir. – Falei abaixando cabeça e andando mais rápido para trás.

- Me... Desculpe... – Falou Jimin chorando.

Eu não queria que ele chorasse, mas eu não podia me render tão fácil, não assim.

- Eu preciso ir, fale para Anna que estarei esperando-a no carro. – Falei me virando e indo em direção a porta.

Até que sinto dois braços em volta de minha cintura.

- Me solte ou eu vou gritar. Você não tem mais que me proteger, não preciso mais de proteção. – Falei já com raiva nos olhos.

Eu já estava cansada dessa encenação, eu sabia que depois daquilo ele iria continuar me ignorando e ignorando meu medo de ficar sozinha, sem ele.

- Me desculpa. – Falou Jimin me apertando mais em seu abraço.

Eu o empurrei. Estava brava, estava cansada.

- Nunca! VOCÊ SABE O QUANTO EU TENHO MEDO DE TE PERDER? O QUANTO EU TENHO MEDO DE MORRER? Por que você faz isso, tenho medo de ficar sozinha. Tenho ataques de pânico. Jimin você finge que não me conhece ou age como se não se importasse? POR QUE VOCÊ FAZ ISSO? – Falei gritando e batendo minha mão em seu rosto.

Não por favor me perdoe eu estava brava. Comecei a recuar devagar para trás.

E logo na escada aparece os amigos de Jimin e Anna.

- O que aconteceu? – Falou o de cabelo verde rindo.

- Você está com uma marca de mão na cara. – Falou o de cabelo platinado, também rindo.

E de novo o de cabelo preto apenas me olhava.

 Lagrimas e mais lagrimas escorriam de meu rosto.

- Me desculpem... Mas eu preciso cuidar de Mary... – Falou Jimin virando seu rosto para os amigos.

Não ele não vai, está muito bom para ser verdade.

– Mas ela não é mais uma criança. Não sei por que fica chorando pela casa quando não estou. Ela não entende que seguimos nossas vidas e que um dia nós teremos que morrer. Mas ela ainda tem medo, por que ela é uma criança mimada. – Falou Jimin com raiva por eu ter lhe batido

Chega! Sai correndo porta a fora, Anna gritava meu nome. Para onde eu iria? Estou desesperada, nunca fugi de casa, estou com medo. Apenas com meu celular no bolso que agora aparecia o nome de Anna na tela do celular.

Eu não quero ser encontrada, me deixem. Joguei o celular na grama de algum quintal.

 

*

 

Fazia dez ou mais minutos que eu não parava de correr deveria estar em outra cidade. Eu estava cansada. Avistei uma praça que continuei a correr até lá. Cheguei... Mas o que eu irei fazer? O máximo que eu poderia fazer é pagar um hotel com o cartão de credito que eu tenho na minha carteira, mas eles iram ver a conta e iram descobrir.

Então irei usar o dinheiro que tenho também dentro da minha carteira para pagar um taxi e ir o mais longe possível.

- Taxi! – O chamei.

Eu não sei se é o destino tentando me ajudar depois de ter me ferrado tanto ou é só sorte mesmo, ou não é o destino. Eram um monte de velhos nojentos, que me olhavam com malicia. Eles me davam medo, eu acho que é por conta do horário. Bom eu chuto que deve ser duas horas da manhã ou algo do tipo.

- Olá menininha. – Falou um dos velhos encostando em minha coxa.

Não por favor, o medo me consome. Eu comecei a recuar para trás, saindo de perto deles.

- Eu apenas preciso que me levem em algum lugar. – Falei já com os olhos lagrimejando.

Me salvem...

- Para onde quiser. Se você quiser eu conheço um lugar bem legal para... – Falava o velho até cair duro no chão.

MORTO? ELE ESTAVA MORTO? Comecei a correr, para o lado oposto. Estava correndo para mais longe ainda. O que acabou de acontecer? Eu... Estou com medo.

Braços? Alguém estava me abraçando... Jimin? Mas como? Eu ia falar algo mais Jimin me interrompeu.

- Shh. Eu falei que tudo iria ficar bem. Você quase me matou de susto, eles poderiam ter feito algo com você. – Falou Jimin me abraçando mais apertado.

- Mas... – Tentei falar e novamente foi interrompida.

- Vamos te levar para casa. – Falou Jimin olhando em meus olhos e limpando as lagrimas que ainda escorriam em meu rosto.

Seus olhos eram vermelhos, o empurrei e cai no chão. Esse não era meu irmão, não, não era.

- Está tudo bem. – Falou o de cabelos pretos me ajudando a levantar.

Ele finalmente falou... Eu o conheço de algum lugar.

Seus olhos também eram vermelhos, mas ele era o único dos cinco que não me dava medo. Todos os cinco estavam ali até mesmo Anna... Todos de olhos vermelhos. Me abracei ao de cabelo preto. Eu já tinha sonhado com isso e eu sabia o que iria acontecer.

- Maly, não é igual ao seu sonho se acalme. – Falou Jimin enquanto ia se aproximando com calma até conseguir me pegar e me abraçar.

Sim... Eu tinha contado para ele do meu sonho, eu sempre conto a maioria das coisas a ele. Eu o abracei e então ele me abraçou mais forte ainda, mas eu sabia que ele não estava usando sua força toda. – O que vocês são? – Perguntei ao de cabelos pretos. – Somos vampiros, mas não tenha medo. Não vamos te machucar. – Falou o mesmo sorrindo para mim.

- Então vocês são vampiros? Tipo que não saem no sol e morrem com alho e se alimentam só com sangue de humano? Mas maninho você come... – Fui interrompida com algumas risadas histéricas vindas de trás de mim e a de meu irmão que era sem som apenas mexia o corpo.

Me soltei do cabelo preto e olhei para todos confusa.

- Ah meu deus o que tem de linda tem de burra. – Falou o esverdeado.

Eu senti o olhar de fúria de meu irmão em direção ao esverdeado, foi engraçado eu admito.

- Desculpe-me. – Falou o esverdeado.

- Mas eu não acho ela tão burra, mas que ela é linda é linda mesmo. – Falou o de cabelo vermelho.

Eu já estava com as bochechas fervendo.

- Verdade! Ela até é bonitinha. – Falou o platinado.

Eu via os olhos de meu irmãos e os do de cabelos pretos, pegarem fogo... Eles estavam bravos.

- Podem parar por favor? Estão falando da minha irmã. – Falou Jimin bravo.

- Irmã. – Repeti a palavra para mim mesma.

- O que? – Perguntou Jimin.

Nada... Nada...

- Nada. – Falei sorrido.

Mas por obsequio era meu sorriso falso e ele sabia o que era falso e o que era verdadeiro.

- Vamos para casa? – Falou Jimin.

Eu assenti. Eu precisava de respostas, respostas do por que meu irmão que eu conheço dês de que nasceu e minha melhor amiga dês da quinta série.

- Maly! – Jimin me chamou.

- Sim? – Falei com um certo medo.

- Quer subir? – Falou Jimin apontando para suas costas.

Era disso que eu estava comedo.

- Eu não vou morrer? – Falei já esperando por um sim.

- Não! Eu prometo te segurar, maninha. – Falou sorrido.

- Ok... – Falei com receio e logo já estava grudada com as pernas em volta de seu tronco e os braços em volta de seu pescoço.

- Calma, assim quem vai morrer sou eu. – Falou Jimin.

Desapertei um pouco os meus braços em trono de seu pescoço, eu estava realmente com medo.

- Não precisa ter medo, agora vai tudo dar certo. – Falou dando um sorriso de canto.

Eu não tenho mínima ideia de quantas vezes ouvi essa frase na minha vida. “Agora tudo vai dar certo”, e quando as pessoas falam, nunca dá certo. É realmente uma decepção.

Quando me dei conta, já estávamos em casa, eu odiava essa casa, por todos os motivos existentes e um deles era por causa de meu pai...

- Maly! – falou Jimin me colocando em pé em cima do sofá.

Depois ficando em minha frente, assim fazendo nós ficarmos das mesmas alturas.

- Você é baixinha. – Falou Jimin rindo e beijando minha testa.

Ele saiu e me deixou emburrada de braços cruzados em cima do sofá. Primeiro temos as mesmas idades e segundo eu não tenho culpa de que eu tenho 1,60 de altura e o Jimin tenha quase dois metros. Realmente injustiça.

- Mary? – Fui tirada dos meus pensamentos por Anna.

Ela estava com um sorriso de canto, fazendo eu imitá-la. Não é que eu esteja brava, mas ela podia ter me contado, eu conto mais coisas para ela do que meu próprio gêmeo, isso é realmente ridículo. Claro que não a culpo, mas poderia ter pelo menos me contado.

- Você quer saber a verdade? – Falaram todos em uníssono.

- Eu acho que é isso que eu estou fazendo aqui não é? – Falei já com medo de algo acontecer.

Eu posso ter medo em momentos mais ridículos mas como posso ter medo de momentos iguais a esse. O que realmente eles são? O que eu sou? Por que guardaram segredos duram dezesseis anos da minha vida? Por que só agora eles resolvem contar isso para mim?

- Não tenha medo. – Falaram todos vindo em minha direção.

- Medo? Nem sei o que é isso. – Falei dando alguns passos para trás.

- Marilyn! – Todos me chamaram novamente.

Sim! Eu Estava com medo. Quem não estaria se estivesse em meu lugar?

- Eu invoco o rei do inferno. – Falaram todos novamente juntos.

Porra agora tá viajando né? Rei no inferno? Ata e eu sou um porquinho da índia.

- Para mostrar o seu verdadeiro passado... – Falaram e eu cai no sono.

Sabe quando a aula de História está chata e depois você só acorda na hora de ir embora? Foi o oposto do que acabou de acontecer.


Notas Finais


Espero que estejam gostando.
Se você chegou até aqui, deixa um comentário pfv. Me sinto isolada aq sozinha ^^


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