História Maybe Someday - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Gray Fullbuster, Juvia Lockser, Lisanna Strauss, Lucy Heartfilia, Minerva Orland, Natsu Dragneel, Zeref
Tags Gruvia, Nali, Nalu, Romance
Visualizações 78
Palavras 1.948
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


A ansiosa está de volta com mais um capítulo, eu tenho um aviso então olhem nas notas finais

Capítulo 6 - Cap. 5


Natsu

 Eu tinha esperança de que a primeira letra não fosse propaganda enganosa, mas depois de ver a segunda que ela mandou e de tocar com a música, enviei uma mensagem para Zeref. Não posso mais esconder isso dele. 

 Eu: Vou te enviar duas músicas. Nem precisa me dar sua opinião porque sei que você vai adorar. Então, vamos deixar isso para lá, pois preciso que você me ajude com um dilema. 

Zeref: Ah, merda. Eu estava brincando sobre Lissana. Você terminou tudo com ela para ter inspiração? 

 Eu: Estou falando sério. Encontrei uma garota e tenho certeza de que ela foi um presente dos deuses para nós. 

 Zeref: Sinto muito, cara. Mas não estou afim dessa merda. Tipo assim, talvez se você não fosse meu irmão. Só que mesmo assim...

  Eu: Para de falar merda, Zeref. As letras que ela escreve são perfeitas. E surgem sem nenhum esforço. Acho que precisamos dela. Não consigo escrever letras assim desde...bem, acho que nunca. As letras dela são perfeitas, e você tem que ver, porque meio que preciso que goste e concorde em comprá-las. 

 Zeref: Mas que porra é essa, Natsu? Não podemos contratar alguém para compor para nós. Ela vai querer uma porcentagem dos direitos autorais. E, ainda tenho que dividir entre nós dois e o pessoal da banda, não vai valer a pena.

  Eu: Vou ignorar o que você disse até que leia o e-mail que acabei de mandar. 

 Largo o telefone e começo a andar de um lado para o outro no quarto, dando tempo para ele dar uma olhada no material que acabei de mandar. Meu coração está disparado e eu estou suando, mesmo que aqui não esteja tão calor assim. Não posso aceitar se ele disser não, porque tenho medo de que, se não usarmos as letras dela, eu terei que enfrentar mais seis meses de bloqueio total.  Depois de alguns minutos, meu celular vibra. Jogo-me na cama e o pego.  

 Zeref: Tudo bem, então. Descubra quanto ela quer e me avise. 

Sorrio e jogo o telefone para o alto. Sinto vontade de gritar. Depois me acalmo o suficiente para mandar uma mensagem para ela. Pego o telefone e fico pensando. Não quero assustá-la, porque sei que para ela isso é algo totalmente novo.  

 Eu: Será que a gente poderia conversar pessoalmente? Tenho uma proposta para você. E não precisa pensar em flerte, é só sobre a música.

 Lucy: Tudo bem. Não posso dizer que estou ansiosa para isso porque fico nervosa. Quer que eu ligue para você quando sair do trabalho?  

 Eu: Você trabalha?  

 Lucy: Sim. Na biblioteca do campus. Turno da manhã, menos neste fim de semana.  

 Eu: Ah. Acho que é por isso que nunca notei. Só acordo depois do almoço.  

 Lucy: Então, você quer que eu ligue quando chegar em casa? 

 Eu: Mande só uma mensagem. Acha que a gente consegue se encontrar no fim de semana?  

 Lucy: É provável que sim, mas eu teria que falar com meu namorado. Não quero que ele descubra e pense que você está interessado em algo além das minhas letras. 

 Eu: OK. Parece ótimo.  

 Lucy: Se quiser, pode ir na minha festa de aniversário amanhã à noite. Talvez seja mais fácil, porque ele estará lá também.

  Eu: Amanhã é seu aniversário? Parabéns adiantado! Tudo bem, então. Que horas?

  Lucy: Não sei. Eu nem deveria saber sobre a festa. Mando uma mensagem para você quando descobrir mais detalhes.  

 Eu: OK.  

 Para ser sincero, não gosto da possibilidade de o namorado dela estar presente. Quero conversar sobre isso com ela a sós, porque ainda não decidi o que fazer em relação ao que está acontecendo com aquele idiota e a amiga dela. Mas preciso fazê-la concordar em me ajudar antes que ela tenha o coração partido, então talvez meu silêncio tenha sido um pouco egoísta. Admiro que ela queira ser honesta com ele, por mais que o cara não mereça. O que me faz pensar que isso talvez seja algo que eu deva contar para Lissana, mesmo que nunca tenha passado pela minha cabeça que poderia representar algum problema. 

 Eu: E ai? Como vai minha garota? 

 Lissana: Ocupada. Essa tese está acabando comigo. E como vai meu namorado? 

 Eu: Tudo bem. Bem mesmo. Acho que Zeref e eu encontramos alguém disposto a escrever as letras das músicas com a gente. Ela é muito boa e consegui concluir duas músicas depois que você foi embora no último fim de semana.  

 Lissana: Natsu, isso é ótimo! Mal posso esperar para ler. Talvez no próximo fim de semana?  

 Eu: Você vem aqui ou eu vou aí?

 Lissana: Eu vou. Preciso passar um tempo na casa de repouso. Amo você.

  Eu: Amo você. Não esqueça que vamos nos falar por vídeo hoje à noite.

  LissanaVocê sabe que não vou esquecer. Já até escolhi minha roupa.

  Eu: Espero que seja uma piada de mau gosto. Você sabe que não faço questão de ver roupas. 

 Lissana: Hahaha!  

Mais oito horas. Estou com fome. Deixo o telefone de lado. Abro a porta do meu quarto e dou um passo para trás quando várias coisas começam a cair em cima de mim. Primeiro, o abajur, depois a mesinha onde ele estava, e em seguida a mesinha sobre a qual estavam o abajur e a outra mesa.  

Que merda, Gray.  

Essas pegadinhas estão começando a me tirar do sério. Empurro o sofá que estava apoiado na porta do meu quarto e o arrasto até a sala. Pulo por cima dele e vou para a cozinha.


----------QUEBRA DE TEMPO ---------


Tomo cuidado ao espalhar pasta de dente em um Oreo, depois devolvo a parte de cima do biscoito e o aperto devagar. Coloco-o de volta no pacote de Gray e o guardo. Meu celular vibra.

 Lucy: Pode me fazer um favor? Ela nem imagina quantos favores eu faria para ela agora mesmo.  

 Eu: O que foi?  

 Lucy: Pode olhar pela varanda e me dizer se está vendo alguma coisa suspeita no meu apartamento?  

Merda. Será que ela sabe? O que quer que eu diga? Sei que é egoísmo, mas realmente não quero contar do namorado dela até termos uma chance de conversar sobre as letras.  

 Eu: OK. Peraí.  

Vou até a varanda e olho para o outro lado do pátio. Não vejo nada fora do comum. Mas já escureceu e não consigo ver muita coisa. Não tenho certeza do que ela quer que eu descubra, então opto por não dar uma resposta com muitos detalhes. 

 Eu: parece que está tudo calmo.

 Lucy: Sério? A cortina está aberta?Você não está vendo ninguém?  

Olho de novo. A cortina está aberta, mas a única coisa que consigo ver de onde estou é o brilho da TV.

 Eu: Parece que não tem ninguém em casa. Hoje à noite não é sua festa de aniversário?  

 Lucy: Achei que fosse. Estou muito confusa.  

Noto um movimento em uma das janelas, e vejo a amiga entrando na sala. O namorado de Lucy vem logo atrás, os dois se sentam no sofá. Mas só consigo ver os pés deles.  

 Eu: Espere. Seu namorado e sua amiga acabaram de se sentar no sofá.

 Lucy: Valeu. Desculpe incomodar você com isso.  

 Eu: Espere. E sobre hoje à noite? Ainda vai ter festa de aniversário?  

 Lucy: Não sei. Sting disse que vai me levar para jantar assim que eu chegar do trabalho, mas meio que achei que fosse mentira. Descobri que Minerva e ele almoçaram juntos há cerca de duas semanas, mas eles não sabem que eu sei. É óbvio que estão planejando alguma coisa, e achei que fosse uma festa surpresa,  mas só poderia ser hoje à noite.  

Estremeço. Ela pegou os dois mentindo e achou que eles tinham se encontrado para planejar uma surpresa legal para ela. Meu Deus. Nem conheço o sujeito, mas já sinto uma vontade enorme de ir lá quebrar a cara dele.  

É aniversário dela. Não posso contar no dia do aniversário dela. Respiro fundo e decido mandar uma mensagem para Lissana a fim de pedir um conselho.  

 Eu: Tenho uma dúvida. Está muito ocupada?  

 Lissana: Não. Pode falar.

 Eu: Se fosse seu aniversário e alguém que você conhece descobrisse que estou te traindo,  você ia querer saber mesmo assim? Ou ia preferir que a pessoa esperasse até não ser o seu aniversário?  

 Lissana: Se esta for uma questão hipotética, eu vou matar você por me fazer ter um ataque do coração. Se não for, eu vou matar você por me fazer ter um ataque do coração. 

Eu: Você sabe que não sou eu. E hoje não é seu aniversário. 

Lissana: Quem está traindo quem?

Eu:  Hoje é aniversário da Lucy. A garota que falei que compõe as letras das músicas. Sei que o namorado dela a está traindo, e meio que estou na posição de contar tudo porque ela já está desconfiando.  

 Lissana: Nossa. Eu não queria estar no seu lugar agora. Mas se ela já está desconfiando e você tem certeza de que ele está traindo, precisa contar para ela, Natsu. Se não disser nada estará mentindo mesmo sem querer.

 Eu: Droga!  Sabia que você ia dizer isso.

  Lissana: Boa sorte. E fim de semana que vem ainda vou matar você por causa do ataque do coração. 

 Eu me sento e começo a escrever uma mensagem para Lucy.

  Eu: Não sei bem como dizer isso, Lucy. Você não está dirigindo agora, está?  

 Lucy: Ai, meu Deus. Tem um monte de gente aí, não tem?  

 Eu: Não. Não tem mais ninguém além dos dois. Primeiro, preciso pedir desculpas por não ter lhe contado antes. Eu não sabia como fazer isso porque a gente ainda não se conhece tão bem. Segundo, sinto muito por estar fazendo isso no seu aniversário, entre tantos outros dias, mas me sinto um idiota por ter esperado tanto tempo. E terceiro, sinto muito por ter que te contar por mensagem de texto, mas não quero que você tenha que entrar no seu apartamento sem saber a verdade.

 Lucy: Você está me assustando, Natsu.  

 Eu: Vou falar logo de uma vez, tá? Seu namorado e sua amiga estão tendo um caso há um tempo.  

 Aperto enviar e fecho os olhos sabendo que acabei de estragar completamente o aniversário dela. E todos os dias depois também. 

 Lucy: Natsu, eles são amigos há mais tempo do que eu conheço Sting. Acho que você deve estar interpretando tudo errado.  

 Eu: Se enfiar a língua na boca de outra pessoa enquanto está montado em cima dela é apenas algo que amigos fazem, sinto muito. Mas tenho certeza de que não interpretei nada errado. Isso já está acontecendo há algumas semanas. Acho que eles vão para a varanda enquanto você está no banho, porque não ficam muito tempo ali fora. Mas acontece com frequência. 

 Lucy: Se você está falando a verdade, por que não me contou quando começamos a conversar?

  Eu: Como é que alguém pode contar isso tranquilamente para alguém, Lucy? Quando há um momento adequado? Só estou contando agora porque você já está ficando desconfiada, e esse foi o momento mais adequado.  

Lucy: Por favor, me diga que você tem um péssimo senso de humor, porque não sabe como estou me sentindo.  

 Eu: Sinto muito, Lucy. De verdade.

 Espero pacientemente por uma resposta, mas não recebo nenhuma. Penso em mandar outra mensagem, mas sei que ela precisa de tempo para absorver isso.  

Merda, sou um idiota. Agora ela vai ficar com raiva de mim, mas não posso culpá-la. Acho que posso esquecer o lance das letras.  

Minha porta se abre, Gray entra e joga o biscoito em mim. Eu desvio e o biscoito atinge a cabeceira da cama.  

Idiota!, berra Gray. 

Ele se vira, sai do meu quarto e bate a porta.    


Notas Finais


Então, aqui acaba o flashback de duas semanas antes e no próximo capítulo vai ser o tempo atual quis avisar para ninguém se sentir perdido depois.. Agradeço quem leu até aqui, até a próxima ..


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