História Meu anjo, e demônio - Capítulo 29


Escrita por: ~

Postado
Categorias Super Junior
Personagens Cho Kyuhyun, Choi Siwon, Henry Lau, Kim Heechul, Kim Jongwoon, Kim Ryeowook, Kim Youngwoon, Lee Donghae, Lee Hyukjae "Eunhyuk", Lee Sungmin, Park Jungsu, Shin Donghee, Zhou Mi
Tags Eunhae, Kangteuk, Kyumin, Sichul, Super Junior, Yewook
Visualizações 37
Palavras 4.851
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, Luta, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa tarde!

Resumo do capítulo de hoje: " T E N S O "

Não me matem por causa do final...

Capítulo 29 - Escuridão


Fanfic / Fanfiction Meu anjo, e demônio - Capítulo 29 - Escuridão

~Eunhyuk POV

 

Eu estava encrencado, tinha sido raptado e sentia dores por todo meu corpo, maravilha! É impressionante como tudo sai do nosso controle tão rápido, se é que controlamos algo, acho que na realidade nós somos uma aberração da natureza tentando encontrar o seu próprio sentido de existência, sei lá.

Quando fiquei sabendo que a família de Jeshung iria retomar seus negócios na linha de frente, eu já soube que iria me ferrar, infelizmente eu sou o bode expiatório do grupo e sempre me fodo com isso, principalmente porque os inimigos sabem que os meninos da gangue sentem uma anomalia por mim, porque amor definitivamente não é, ou talvez seja, não sei mais o que é amar.

Seu eu pudesse resumir minha vida em uma palavra seria em “merda”, na boa, meus pais me deixam ir embora e agora ficam chorando e batendo drama, colocando a culpa sempre em mim, de certo modo não tiro sua razão, mas eu to de saco cheio, todo mundo diz que vai me ajudar, mas sempre que preciso de ajuda ninguém me estende a mão, chega a ser hilário.

Já com a gangue, cara eu to apanhando mais deles do que dos inimigos, hilário não? Olha o ponto da vida em que cheguei, sou espancado por meus amigos simplesmente porque respiro, na realidade eu virei uma marionete.

Eu já estava dentro dessa van a pelo menos trinta minutos, só espero que eles não estejam saindo da cidade, senão eu literalmente estou morto. Mas provavelmente estão saindo sim, a van se movimenta constantemente, não faz muitas paradas, o que indica que não estamos na cidade, também sei que não estou sozinho, mas não consigo entender porque tanto silêncio por parte deles.

Só sei que meu corpo dói demais, eles prenderam meus pulsos atrás de minha costa e meus braços já estão dormentes, meus pés também estão presos e eu não tenho força para movê-los, porque eles também estão dormentes, ou seja, sem chance alguma de fuga. Já minhas costas, elas ardem muito, também estou jogado de qualquer jeito aqui no fundo da van, como não sentiria dor?

Comecei a sentir a van desacelerar, provavelmente estávamos chegando ao destino, onde será que eu estou? A van desacelerou de vez ao ponto de parar, para em seguida dar um tranco forte e meu corpo pular junto com todos que estavam no veiculo, a van tremia muito, eu conseguia ouvir as coisas dentro dela rodando, bem as balas para ser mais especifico.

Com certeza eu não estava na cidade, e em nenhum lugar que eu conheça, provavelmente é algum sitio ou mausoléu amaldiçoado no meio do mato, porque pelos pulos da van estávamos na zona rural.

Depois de alguns minutos dentro de um liquidificador ambulante finalmente tudo parou, o barulho das pedras se chocando contra o para-choque, os pulos da van causados pela estrada de terra e o barulho do rádio. Ouvi a porta se abrir e a iluminação do lado de fora me ajudou a identificar quatro sombras dentro da van, estas quatro sombras saíram e eu aparentemente fiquei sozinho, ou ouvia vozes do lado de fora, mas não entendia nada do que falavam, afinal não era coreano, nem japonês e muito menos inglês, ou seja, eu realmente e definitivamente estou fodido.

Minha paz, por assim dizer, acabou quando senti meus pés serem puxados e meu corpo ser arrastado pelo chão da van, para em seguida ser carregado por algum brutamontes, eu só conseguia identificar vultos, e pelo que julgava estava realmente em um sitio, pois eu ouvia o barulho do vento por entre os galhos das árvores, o barulho da água proveniente de algum lago ou piscina, haviam galinhas e cachorros, bem pelo latido dos cachorros eles eram grandes.

Contudo tudo ficou escuro de novo, eu senti o cheiro de móveis novos e aromatizador, mas logo tudo se tornou mais escuro, e o cheiro antes agradável agora era forte e ácido, eu sentia meu corpo pender levemente e sabia que estava sendo levado para o porão, cara... como eu vou fugir dessa merda?

O brutamontes assim que terminou de descer as escadas perguntou em japonês, para a minha sorte, para onde eu deveria ser levado e outro cara respondeu que seria no quarto principal, senti que o maior virou a direita e começou a andar. Ele deve ter andado uns vinte metros comigo em linha reta, ou seja, PORRA QUÃO GRANDE É ESSA MERDA?

Mas logo meu “passeio” acabou e ouvi vozes, consegui identificar cinco homens diferentes, sem contar o brutamontes que me carregava e o moço que o acompanhava. Assim que o brutamontes parou ouvi uma porta ser aberta, meu “taxi” voltou a andar e logo eu fui jogado no chão.

- Hyuk, que prazer tê-lo como visita... – ouvi uma voz zombeteira, mas não respondi

- Acho que ele está tímido Go – falou outra voz

- Não me importo, os tímidos são os melhores! – respondeu no mesmo tom de antes

Eu senti que alguém se aproximou de mim, mas eu não tinha forças em meu corpo para tentar impedir algo, por isso tentei me manter calmo. Seja quem for se aproximou e abriu as correntes do meu pulso, mas antes que eu pudesse respirar aliviado os mesmos foram presos a outra corrente, mas esta era mais gelada e muito mais pesada. Meus pés tiveram o mesmo fim, e na boa, pra que tanta corrente? Nem animal fica preso desse jeito!

Depois que me prenderam o saco foi tirado de minha cabeça e meus olhos arderam quando eles miraram uma lanterna led em meu rosto, tentei coçar meus olhos, mas as correntes impediam minhas mãos de chegar perto.

- Ah Hyuk, venha cá, eu coço seus olhos – falou a mesma voz

Me assustei com sua mão em meu queixo e tentei ir para trás, mas uma parede áspera me impediu.

- Eu não vou te machucar, não por hora... – comentou o mesmo homem

Senti algo gelado ser derramado em meu rosto e gritei de susto, mas logo percebi que era só água, para em seguida o homem começar a limpar meu rosto gentilmente, até secá-lo e assim eu conseguir focar em algo, e identificar o homem a minha frente.

- Boa noite Hyuk, lembra de mim né? Sou Chingo – falou sorridente e eu me encolhi

- Calma bebê, ninguém tocará em você – comentou outro homem

- Chingo... sei que é uma ordem... mas ele está tão gostoso... – comentou outro integrante

- Vocês sabem que não precisamos seguir ordens né, uma vez que Jeshung não irá liderar nossa equipe, logo quem manda aqui sou eu – ditou Chingo

- Chingo? – perguntou o brutamontes

- Hyuk, eu assumo que iria lhe proteger, e que impediria esses pervertidos de te tocar, mas você está tão gostoso, ainda mais com esse cabelo moreno e essa carinha de medo, tão vulnerável, assim eu não me seguro... – falou Chingo em um misto de sarcasmo e maldade

- Você deve honrar suas palavras – respondi rapidamente

- Mas quem ditou que ninguém tocaria em você foi Jeshung, e ele não está aqui... então não há quebra de honra – ditou o maior

- Por favor... – supliquei com lágrimas em meus olhos

- Só por precaução, ligue para seu tio! – ditou o brutamontes

- Ok... – respondeu Chingo entediado

Eu estava tremendo, era nítido no olhar deles o que eles queriam, Chingo ligou para seu tio e as poucas palavras que consegui entender foram “podemos nos divertir?”, “ele está gostoso demais”, “não”, “sim”, “gravar?”, “você tem o contato?”, “perfeito”, “até mais” e assim desligou, ele sorriu e olhou para mim.

- Tenho uma surpresa para você Hyuk... – falou maldoso – ficaremos só nós quatro – disse apontando para os homens que estavam com ele, dispensando um homem, meu taxi e seu acompanhante

Os três maiores saíram, mas logo um deles voltou e entregou uma caixa para Chingo que sorriu abertamente.

- Olhe Hyuk... – disse abrindo a caixa e retirando de dentro dela uma câmera – vamos gravar tudo... então dê o seu melhor, ouviu bebê?

- Por favor... não faça isso... – pedi desesperado

- Ah não bebê, não chore, pelo menos não ainda, hoje eu quero descobrir uma coisa que da primeira vez eu não tive coragem...

- O que? – perguntou um dos homens

- Qual é o seu limite – respondeu maldoso e me puxou com força, retirando em seguida minha calça

- A noite será divertida, muito divertida... – gargalhou outro homem antes de me beijar

 

~Eunhyuk POV OFF

 

~~~~~~//////~~~~~~

 

~Narrador POV ON

 

Eu andava tranquilamente quando vi Hyuk alimentando alguns macaquinhos, sorri e corri até ele, beijando-lhe a bochecha e ele sorriu de volta.

- Hyuk o que está fazendo?

- Dando comida para eles, olha o quão fofos são!

- Eles são lindos, que nem você...

- Não minta!

- Não minto...

- Morra... morra... morra... – Eunhyuk começou a repetir isso enquanto todo o ambiente antes claro e feliz se tornava escuro e maldito

Um cheiro ruim começou a se apossar de meu nariz e sangue começou a migrar do chão, um sangue vermelho, muito vermelho, olhei para Hyuk e ele estava todo ensanguentando.

- Ahahaahahaha – ele começou a gargalhar

- Hyuk o que está acontecendo?

- Você me matou Donghae – ele respondeu sério e a morte passou por ele

- Sua segunda chance está com os dias contados – disse a morte para mim

O sangue começou a aumentar e eu me vi dentro de um cubo de vidro, desesperado e sem ar, a morte dava risada da minha cara enquanto eu me afogava e desaparecia no meio daquele vermelho escarlate.

 

~~~~~~/////~~~~~~

 

- AAAAAHHHHHH! – Hae acordou assustado e logo braços rodearam seu tronco

- O que aconteceu Hae? – perguntou Jeshung preocupado

- Ele vai morrer... ele vai morrer... – dizia desesperado

- Ele quem? – perguntou confuso

- Hyuk... eu sinto... tem algo errado... JeJe! – pediu chorando

- Calma Hae, calma...

- Eu vi, ele vai morrer...

- Foi um pesadelo Hae... fica calmo...

O maior abraçou o moreno e ficou segurando-o, tentando confortá-lo de algum modo, assim que o menor tranquilizou-se voltou a conversar.

- Me desculpa... – pediu o moreno

- Pelo que bebê?

- Por hoje de madrugada... quero dizer... desculpa... – disse começando a chorar

- Ei, não chora... faça qualquer coisa menos isso... – pediu o outro

- Me perdoa?

- Sim, eu perdôo, mas me prometa uma coisa!

- O que?

- Luta por ele...

- Por que está dizendo isso? – questionou Donghae

- Eu desisto Haezinho... – falou o maior

- De que? – o remorso começava a desesperar o coração do moreno

- Eu desisto de agradar os outros, eu cansei... só estou aqui porque você trombou comigo...

- Do que está falando?

- Eu estava deixando tudo quando você trombou comigo, e foi por você que eu tenho permanecido aqui... mas você o ama e seria covardia de minha parte destruir algo tão belo e puro...

- JeJe... – disse o moreno manhoso

- Estou indo embora Hae... para nunca mais voltar... – falou o maior

- JeJe! Não faça isso! – Hae recomeçou a chorar

- Hae... eu sou auto-suficiente, eu não preciso do dinheiro do meu pai, eu preciso seguir minha vida, preciso consertar meus erros, ou pelo menos tentar me odiar um pouco menos... e... me desculpa por ter feito isso... – pediu apontando para a cama em que estavam

- JeJe, se é isso que quer, vá! Brilhe, seja feliz, comece do zero, mas, por favor, não me esqueça porque eu jamais esquecerei você, e quanto a isso – disse entre risadas – eu não me arrependo, de modo algum, saiba que você sempre estará em meu coração...

- Obrigado meu menino – disse o maior em meio a lágrimas

- Você tem meu número, me ligue, me mande mensagens, mas prometa que não me esquecerá – pediu o moreno

- Jamais Hae... jamais! Pode ficar tranquilo, eu entrarei em contato sempre meu peixinho, porque eu acostumei a ouvir sua voz... – respondeu sorridente

- Um último passeio neste mês? – perguntou o menor bobamente

- Este mês? – perguntou o maior fazendo careta

- Tá achando que eu não vou te visitar? Me poupe em! – ditou o menor fingindo aborrecimento

- Quando eu me ajeitar te chamo! – respondeu o maior

- Fechado então! Vamos! Vamos! Porque já é meio dia e eu só tenho mais doze horas de sua companhia – dizia Hae animado pulando da cama e puxando o maior consigo, e devido à euforia, Hae se esqueceu do sonho

Os dois se trocaram enquanto provocavam um ao outro e logo deixaram a mansão bagunçada de Leeteuk, os jovens entraram no carro do gangster e foram até o shopping, lá eles almoçaram, assistiram a um filme, chuparam sorvete, foram até a sala de jogos para brincar, participaram de uma rodada no boliche e para finalizar a noite jantaram.

O maior comprou um presente para o moreno e este chorou por saber que demoraria para ver seu amigo novamente, quando chegaram em frente a casa de Leeteuk o moreno abriu a porta, mas antes de sair do carro foi puxado pelo maior.

- Eu não vou descer Haezinho, quero me despedir de você...

- Verei você novamente né? Prometa-me agora! – pediu birrento

- Sim, quando eu voltar a me aceitar entrarei em contato com você...

- Falando assim até parece que você fez algo imperdoável Jeje... – comentou o menor

- Eu fiz Hae, eu destruí inúmeras vidas a mando do meu pai, eu comandei uma gangue que pensava no lucro enquanto jovens se destruíam com drogas, eu mandei matar e sequestrar pessoas, eu mandei espancar grupos inimigos...

- Jeje, me diga que o espancamento da gangue do Kangin não tem ligação contigo! Por favor! – pediu o menor

- Tem Hae, fui eu quem deu a ordem... por isso estou indo embora, eu não consigo mais, eu não posso mais fazer isso, eu preciso me renovar, entende?

- Me promete que mudará e que se tornará uma pessoa renovada, pura e sem maldade nesse coraçãozinho?

- Sim, prometo meu lindo – respondeu o maior em lágrimas

- Eu gosto muito de você Jeje, não me esqueça, por favor...

- Não esquecerei...

Os dois trocaram um último beijo e assim Hae saiu de dentro do carro, o menor fechou a porta e ficou olhando o automóvel, Jeshung abriu o vidro da porta do carona e sussurrou uma última coisa antes de arrancar e sumir na escuridão da noite.

- Me perdoa Hae, me perdoa pela vida que eu acabei de destruir...

 

~~~~~~//////~~~~~~

 

Eunhyuk estava deitado encolhido sobre o chão duro e gélido, seu corpo tremia de forma violenta, sua pele queimava devido o contato direto com o piso, ele não conseguia ver nada, ele não sabia nem mesmo como era o cômodo onde estava preso, ele ouvia cochichos vindos do lado de fora, mas estes pareciam nunca terminar ou diminuir, é como se fosse um rádio ligado com a repetição ativada.

Ele já nem mais chorava, e não acreditava que conseguiria chorar pelos próximos dias, não depois de todas as lágrimas que derramou no período da manhã. Por mais que o moreno estivesse deitado ele sentia seu corpo girar, ele sentia o mundo girar, e essa sensação lhe causava ânsias, mas nada de vômito, em si era uma situação insuportável e o menor estava entregue.

Ele ouviu a porta ser aberta e passos rápidos, uma luz foi acesa e o ambiente foi fracamente iluminado, Hyuk conseguiu identificar seu visitante, Chingo.

- Trouxe comida bebê – falou o maior

Ele aproximou-se do garoto e suspirou, olhou para os lados e gritou por alguém, que logo entrou na sala.

- Me ajude a levá-lo ao banheiro, ele precisa de um banho, e arrume um colchonete e uma colcha – ordenou Chingo

- Sim senhor – respondeu o outro

Chingo se aproximou do moreno e soltou as correntes, o moreno não se moveu, ele não tinha forças para nada, visto que o menor não apresentaria risco Chingo dispensou o outro.

- Machucamos bastante você, quero que saiba que não é pessoal...

Eunhyuk não respondia, ele procurava não olhar para seu agressor, mas quando o mais velho puxou seu corpo, não conseguiu suportar e acabou gemendo de dor.

- Venha, me ajude... não levarei você sozinho – ditou o maior

- Não consigo andar... – resmungou

- Venha!

O maior puxou o moreno e o pegou no colo, levando-o até o banheiro do cômodo, colocando-o sentado em uma cadeira em baixo do chuveiro.

- Você está imundo, olhe suas pernas...

- Culpa sua – rosnou o menor

- Agora sim! Esse é o Eunhyuk que eu conheço! – falou animadamente o outro

O banho acabou sendo rápido, o mais velho esfregou todo o corpo do moreno, depois que finalizou o banho puxou o menor e o secou, vestindo-o com uma roupa larga. Chingo saiu do banheiro e foi até o quarto para verificar se já haviam limpado e arrumado o mesmo, e ao constatar que tudo estava pronto buscou o menor e o trouxe de volta para o cômodo, colocando-o sobre a cama.

- Senta HyukJae, não dá para comer deitado – ditou Chingo

- Vai à merda – respondeu o menor se virando para o lado oposto

Chingo colocou o prato de comida no chão, e suspirou fundo, o moreno a sua frente era muito gostoso, e o fato de ser birrento o excitava mais ainda, Chingo sorriu safado e provocou.

- Vamos Eunhyuk, é para comer! – fingiu raiva

- Não estou com fome... – respondeu baixo o menor

- Eunhyuk! Eu não gosto de ser contrariado – ditou o mais velho

- Que pena...

Chingo sorriu, mesmo depois de tudo que fizeram com o corpo frágil do moreno o mesmo ainda demonstrava resistência, e o mais velho estava tentado a domar esse lado.

- Que pena... eu estou com fome....

Chingo pulou em cima do colchonete e puxou o corpo do moreno para debaixo do seu, imobilizando-o com força, embora fosse desnecessário uma vez que o menor estava fraco e não demonstrava resistência, mas Chingo queria deixar marcas.

O maior ergueu-se o suficiente para tirar a calça do moreno, deixando-o nu da cintura para baixo, e em seguida o mais velho se desfez de suas roupas, e afoitamente separou as coxas do moreno, deixando-o exposto às suas vontades. Em um único movimento o maior se colocou dentro do outro, sem preparo e muito menos algum tipo de lubrificação, Eunhyuk não se moveu, ele estava quieto, Chingo só conseguia confirmar a consciência do moreno por suas lágrimas.

Chingo começou a se movimentar com força e agilidade, desrespeitando e violando o corpo frágil do jovem, a única coisa que o gangster queria era se sentir espremido como estava sendo, e isso era o suficiente.

Após deixar seu prazer dentro do outro, Chingo se afastou e ofegou alto, gargalhando em seguida, ele se levantou e foi até o banheiro limpar-se. Enquanto o gangster via o sangue do seu mais novo brinquedo se misturar a água para depois sumir no ralo ele pensava em como faria para resolver os problemas que iriam surgir com o sequestro.

Chingo terminou de se banhar e voltou ao cômodo, se ajoelhou a frente do menor e ergueu sua calça, puxando-o para se sentar, ao obrigar o menor ficar sentado este gemeu e as lágrimas que desciam por seu rosto dobraram de intensidade.

- Abre a boca – ordenou

O moreno não respondeu, e não acatou sua ordem, o menor se sentia enjoado e sabia que se comece algo vomitaria.

- Vai me confrontar mesmo? – perguntou o mais velho e o menor não respondeu

- Chingo... – falou uma terceira pessoa

- Que? – perguntou irritado

- Seu primo quer vê-lo agora, e é uma ordem! – rebateu autoritário

- Nossa, meu primo já voltou? Achei que ele fosse ficar comendo o peixinho o dia todo... – rebateu zombeteiro

- Ele quer ver você agora!

- Estou indo, olha que sorte Hyuk, agradeça o Donghae depois, ele te livrou de mim – falou Chingo antes de se retirar da sala e todo o ambiente ficar escuro novamente

 

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- Que foi Je? – perguntou assim que entrou na sala do primo

- Que merda é isso? – rebateu Jeshung jogando o tablet sobre a mesa

- Abuso sexual uai – rebateu maldoso

- Você é idiota Chingo?

- Você só está querendo proteger o garoto porque o menino que você quer comer quer dar para ele e não para você! – rebateu Chingo

- Chingo, eu estou indo embora – rebateu Jeshung

- O QUE? VOCÊ VAI MESMO? – perguntou surpreso

- Sim, por quê? Você estava duvidando de mim?

- Primo, quem ficará no seu lugar? – perguntou preocupado

- Você Chingo!

- Eu? Está louco?

- Não, você tem potencial para comandar isso aqui, mas tem que parar de ser idiota!

- Eu não sei o que pensar...

- Chingo, preste atenção em minhas palavras!

- Sim...

- Você tem que aprender a analisar as coisas, você é inteligente, destemido, um monstro que eu nunca consegui ser, você conseguirá manter os negócios bens, DESDE QUE, aprenda a ponderar os meios....

- Como assim Je?

- Sobre Eunhyuk, o que eu disse? – perguntou sério

- Um susto...

- Um susto! Exato, era para ser um sequestro seguido de uma surra e desova, porque ele está aqui?

- Chantagem Je!

- Você é idiota Chin!

- Por quê?

- Chantagem com quem? Controlaremos Kangin, mas e a família do HyukJae? Ele tem tios políticos, primos militares, avô general aposentado, família rica e dona de uma das maiores empresas de advocacia do país, se eles quiserem chegar metendo bala em nós eles irão e ninguém falará nada porque a família tem poder o suficiente para calar a boca de qualquer um! O que era para ser um susto virou um problema!

- Merda... – rebateu baixo

- Como ele está?

- É... depois de um estupro coletivo e mais uma diversão comigo agora, digo que não muito bem...

- Como? – perguntou inconformado

- Ele está péssimo!

- Ele aguenta se deixarmo-lo em algum lugar e mandarmos um recado para a gangue?

- Sinceramente, não sei...

- Perfeito Chingo! Com atitudes precipitadas como essa nossa família não se reerguerá!

- Entendo, o que faremos? – perguntou Chingo levemente irritado por seus atos

- Darei um jeito de avisar a gangue, pensarei em um lugar seguro para deixar ele até chegarem...

- Quando irá embora primo? – perguntou pesaroso

- Depois que eu passar por essa porta nunca mais retornarei...

- Verei você de novo?

- Não sei, eu preciso de um tempo para mim, eu preciso me renovar, talvez um dia eu apareça, ou talvez nunca mais volte

- Uma última rodada? – perguntou Chingo

- Busca o whisky lá! – rebateu Jeshung animado

 

~~~~~~//////~~~~~~

 

- Droga Kangin, o que faremos? – perguntou Heechul

- Não faço ideia...

- E o seu pai? – perguntou Siwon

- Meu pai não vai ajudar...

- Como pode ter tanta certeza? – questionou Yesung

- Eu já pedi...

- ELE VAI DEIXAR O HYUK LÁ COM ELES? – gritou Kyuhyun exaltado

- Segundo meu pai eles cavaram a própria cova, a família do Hyuk ficará sabendo e eles irão intervir, logo o exercito vai entrar no barraco e a gangue deles será caçada, uma ótima resolução para os problemas do meu pai... – falou Kangin pausadamente

- E o Hyuk? Não podemos... – começou Siwon

O telefone começou a tocar e o silêncio reinou.

Kangin pulou do sofá e correu até o balcão da cozinha, olhou em sua tela e viu uma chamada com número privado.

- É eles! - rebateu afoitamente – ALO!

- Lago Joun, quarenta minutos

A ligação caiu, Kangin olhou para trás e viu toda a gangue ao seu encalço, desesperados por notícias.

- Que porra de ligação rápida é essa? Quem era? – perguntou Heechul

- Lago Joun, quarenta minutos... liga para meu pai! – rebateu Kangin

Os jovens pegaram suas roupas e desceram desesperados, assim que chegaram ao sub-solo encontraram com os outros membros da gangue, e logo todos estavam dentro dos veículos solicitados.

Após trinta minutos de viagem eles chegaram ao lago combinado, começaram a correr por todos os cantos, e nada do moreno, Kyuhyun já chorava de tanta agonia quando identificou uma van, e esta vinha em sua direção. Todos se reuniram e logo a van estacionou, dela desceu Chingo.

- Verme! – gritou Heechul

- Se vocês não fossem tão malditos isso nunca teria acontecido – ditou sério

Um gangster saiu de dentro da van com o moreno desmaiado em seu colo, colocando-o no chão, Kyuhyun tentou se aproximar, mas Chingo sacou uma arma e apontou para o moreno.

- Só se aproximem quando nós sumirmos de vista, temos atiradores à longa distancia – ditou

- Ok... – respondeu Kangin

Chingo voltou para dentro da van e fechou a porta, a mesma arrancou e saiu em alta velocidade, assim que a luz de seus faróis sumiram no meio do escuro os garotos se aproximaram do moreno.

- Merda! – gritou Kangin

- Machucaram demais ele – rebateu Yesung inconformado

- O que faremos? – perguntou um dos motoristas

- Levaremos ele para o hospital... – falou Kangin

- Está louco? – perguntou o outro segurança

- Não deixarei ele morrer por merda nossa, prefiro enfrentar a família dele à sua morte! – ditou Kangin autoritário e todos se calaram

Kangin pegou o menor em seu colo e entrou com ele no carro, passados quarenta e cinco minutos eles já estavam estacionando em frente à emergência médica do hospital geral, os médicos colocaram o moreno em uma maca e logo sumiram com ele.

A gangue entrou receosa, mas não fugiriam das consequências, Kangin optou por ligar para a família de Eunhyuk, ele não queria que soubessem pelas recepcionistas do hospital.

- Casa dos Lee, em que posso ajudar? – perguntou uma mulher do outro lado da linha

- Quero falar com o Sr. Lee, diga que é Kangin...

- Sobre o que deseja falar?

- Lee HyukJae... – respondeu

- Um momento...

Kangin suspirou e se sentou, apoiando a cabeça em sua mão livre, logo ele ouviu a voz de um homem no fundo da ligação, e sabia que teria que ser forte.

- Kangin, boa noite, quer falar sobre meu filho? – perguntou sério

- Primeiro peço perdão...

- O QUE ACONTECEU COM ELE? – gritou o homem do outro lado da linha

- Ele foi sequestrado ontem a noite, e acabamos de encontrá-lo, estamos no hospital geral...

Isso foi o suficiente, Kangin não ouviu a voz do homem, apenas o apito sequencial da chamada que havia sido encerrada.

- Então? – perguntou Siwon

- Estão vindo... preparem-se...

- Não consigo... – respondeu Heechul

Os garotos ficaram em silêncio, cada um em seu espaço individual, não havia assunto a ser trocado entre eles, somente um olhar de dor e culpa, e o silêncio do hospital parecia só piorar essa agonia. Contudo logo a passividade da sala de espera acabou.

- O QUE FIZERAM AO MEU FILHO? – gritou a Sra. Lee

- Desculpa Sra. Lee... – tentou Kangin

- Vocês só desgraçaram a vida dele! Vocês deveriam ser presos! Animais! Inconsequentes! Estúpidos! – gritava a mãe de Eunhyuk

- Amor, gritar não resolverá nada – ditou o Sr. Lee

- O que aconteceu? Será que algum de vocês é homem o suficiente para me dizer? – perguntou nervosa

- Quem são os responsáveis por Lee HyukJae? – perguntou um enfermeiro

- NÓS! – o casal gritou junto

- Podem me acompanhar?

O casal seguiu o enfermeiro enquanto os garotos continuaram jogados pelos sofás da sala de espera, assim que o casal entrou no consultório do doutor que atendera seu filho respiraram aliviados, era seu amigo.

- Boa noite Jhonny– comentou o Sr. Lee

- Boa noite amigo, por favor, sentem-se – pediu educadamente

- O que aconteceu com meu filho? – perguntou a Sra. Lee

- Meus amigos, irei explicar uma coisa antes, dessa vez não pude impedir um chamado policial, seu filho tem marcas de espancamento e sofreu estupro, que pelo estado em que se encontra, com certeza foi coletivo, desta vez a policia será envolvida – começou o médico

- Estupro coletivo? – perguntou o casal chocado

- Sim, ele está inconsciente, não conseguimos conversar com ele ainda, mas no momento uma equipe da polícia está fazendo o exame de corpo e delito para o boletim de ocorrência e solicitação de inquérito investigativo – comentou

- Ele teve alguma sequela? – perguntou o Sr. Lee

- Não, o maior risco era hemorragia interna, contudo não houve, seu quadro está estável...

- Amor, precisamos resolver isso! – rebateu a mãe inconformada

- Falarei com meu pai, não precisaremos da polícia – rosnou o Sr. Lee

- Entendo... quanto tempo até vermos ele? – perguntou a mãe

- No máximo trinta minutos...

- Obrigado doutor – agradeceram

 

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- O que faremos? Eles vão fazer da nossa vida um inferno – comentou Kyuhyun

- O perderemos... – comentou Heechul

- Não, não perderemos! – rebateu Kangin

- Como pode afirmar com tanta veemência? – perguntou Yesung

- A culpa não é nossa.... – rebateu Kangin

- Como não Kangin!? – gritou Heechul sarcasticamente

- Quem é o líder da gangue de Chingo?

- Jeshung... – comentou Siwon

- Quem socorreu Donghae depois que o Hyuk o machucou?

- JESHUNG! – rebateu Heechul animado

- Por quem Jeshung é apaixonado?

- Donghae.... – comentou Kyuhyun maleficamente

- De quem é a culpa?

- DONGHAE! – gritaram 

 

 


Notas Finais


Até o próximo...


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