História Meu Pequeno Mononoke - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Asui Tsuyu, Bakugo Katsuki, Midoriya Izuku, Todoroki Shouto, Uraraka Ochako
Tags Bakugou, Bakushima, Kiribaku, Kirishima, Kirishima X Bakugou, Tododeku, Tsuchako, Yaoi
Visualizações 297
Palavras 2.764
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Tudo bem, pessoas?
Mais um capítulo \o/
Agora que as coisas começam a ficar interessantes... Digo nada...
Boa leitura! :)

Capítulo 5 - Fantasia


Fanfic / Fanfiction Meu Pequeno Mononoke - Capítulo 5 - Fantasia

Bakugou piscou algumas vezes, ainda paralisado com a visão que tivera naquela noite. As sobrancelhas franzidas e os lábios crispados refletiam o esforço que fazia para não sair gritando pela casa em busca de algum resquício de sanidade. Deu um forte tapa em seu próprio rosto. A ardência que viera logo em seguida comprovava que não estava sonhando. Pelo menos, já sabia que louco não estava.

Estava com medo de se levantar e perceber que realmente havia um corpo jogado em sua cama, uma comprovação maluca de que fizera alguma besteira e não se lembrava. Mas isso era impossível. Não havia saído àquela noite para lugar algum, muito menos se recordava de ter bebido alguma coisa de procedência duvidosa. Torcia para que sua imaginação fértil estivesse lhe pregando uma peça. Com certeza seria o melhor desfecho para essa história.

Respirou fundo, tomando coragem para sair do chão e analisar com seus próprios olhos a gravidade da situação em que se metera. Aproximou-se da cama vagarosamente, olhando ressabiado para os lados em busca de alguma explicação plausível. Sua mente ainda insistia em querer acreditar que tudo aquilo não passava de uma brincadeira para tirar uma com a sua cara.

Para seu azar, o ser estirado em seus lençóis não parecia uma ilusão. Pior ainda, não encontrara vestígios de que isso não passava de uma pegadinha de mau gosto. Se deram ao trabalho de contratar um ator, por acaso? Não podiam mandar um com as roupas devidamente postas pelo menos? Não gostaria de ser protagonista de um filme pornô tão cedo. Tinha outros planos para sua vida.

Inclinou-se para frente, apoiando seu peso em um braço sobre o colchão. Levou a mão livre até a face alheia, apertando seu queixo entre dois dedos e o virando para si. Era um garoto, mais ou menos da sua idade, cabelos ruivos e lisos até na altura dos ombros. Pele levemente morena, algumas pequenas sardas adornavam suas costas e desciam pela coluna, lugar em que fez questão de não ficar muito tempo encarando. Como o tal visitante permanecia com os lábios entreabertos, pode reparar em seus dentes brancos e (muito) pontiagudos. Não hesitaria em compará-los aos dentes de um tubarão. Melhor tomar cuidado com essa parte.

Nunca havia visto aquele menino em sua vida. Algo que começava a desesperá-lo por dentro. Não sabia o que fazer ao certo. Esperar que ele acordasse e mandá-lo embora? Ou apenas carregá-lo desse jeito mesmo e jogá-lo em uma caçamba? Podia ser desalmado, mas não chegava a tanto. Vai que os vizinhos resolvem ligar para a polícia e denunciá-lo por abuso?

Fechou os olhos, tentando se acalmar. Vamos do começo. Primeira coisa: roupas. Isso. Caminhou até o seu armário, revirando as gavetas em busca de alguma coisa que servisse no seu hóspede. Distraído com a tarefa, sentiu um leve desconforto em seu peito ao ouvir o ranger característico da cama, seguido de um espirro fraco e uma leve fungada.

Ainda não tinha pensado no segundo passo. Não podia esperar um pouquinho mais para que bolasse seu plano? Optou por continuar com a cabeça enfiada no guarda roupas, fingindo não estar tão apreensivo e de certa forma ansioso com a situação. Sentiu que estava sendo observado. Era como se um buraco fosse formado em suas costas com a intensidade daquela mirada.

“Quem é você?” Perguntou o dono da casa, decidido em não deixar que o nervosismo tomasse conta da sua fala. Tirou uma muda de roupas ainda não usadas, se virando para encarar o agora desperto ruivo em sua cama.

Ao não receber resposta, deixou que um suspiro esvaísse por seus lábios. Esfregou a nuca de maneira impaciente, mantendo o olhar fixo naqueles orbes da mesma coloração que os seus. Quem sabe um pouco mais brilhantes e com certeza sem aquele toque de aborrecimento e mau humor que levava consigo.

“Já deve me conhecer, não é? Bakugou." Disse o loiro já posicionado ao lado da cama, encarando de cima o garoto que carregava uma expressão deveras confusa e inocente. No entanto, ao ouvir tal nome sendo pronunciado, um semblante alegre tomou conta da sua face, munido com um largo sorriso com alguns dentes afiados à mostra.

“Bakugou!” Pronunciou o até então desconhecido visitante que, para a surpresa de Katsuki, acabara se inclinando em sua direção, o abraçando na altura do peito. Pelo jeito, não pretendia soltá-lo tão facilmente. Mais um pouco e ficaria sem ar.

“Ei, ei, ei! Que merda tá fazendo aí, seu imbecil!?” Esbravejou em plenos pulmões, não estando nem um pouco satisfeito com a reação que começava a tingir as maçãs do seu rosto de vermelho.

Com muito esforço, conseguiu se soltar daquele abraço que o sufocaria em poucos segundos de distração, dando alguns passos para trás em busca de mais espaço entre eles. Quem seria acusado de abuso agora, hein?

Meio ofegante, não pode evitar fixar sua visão no pescoço do ruivo. Mais precisamente, em um pingente prateado que seguia os movimentos agitados do rapaz de um lado para o outro, não gostando nem um pouco daquela distância imposta entre eles. Parecia que tinha medo de pular da cama? Nem era tão alta assim...

Não estava entendendo mais nada. Tudo bem. Talvez a proposta de estar ficando louco não estivesse tão distante assim do que pensara. Aquele suposto colar não era estranhamente parecido com o que havia colocado em Kirishima? Falando nisso, aonde aquela maldita raposa havia se metido? Do que se lembrava, havia o deixado em cima da cama. Naquela mesma noite. No mesmo lugar daquele garoto... Enrolado nos mesmos lençóis... Ah.

Desde quando estava alucinando e não havia se dado conta?

(...)

Em uma sala repleta de livros e bolinhas de papel espalhadas pelo tapete, Midoriya tentava se concentrar em mais um exercício de matemática, murmurando baixinho algumas fórmulas que lhe vinham na cabeça para solucioná-lo. Ao seu lado estava Todoroki, dono da casa e responsável pelo convite para aquela sessão de estudos no meio da semana. Não havia problema em ficarem acordados até tarde, uma vez que morava sozinho em uma casa um pouco afastada do centro da cidade.

Após duas horas com a cara enfiada nos livros, já estava se sentindo sonolento e desaminado para continuar tão persistente em seu dever de casa. Encarou Midoriya com o canto do olho, deduzindo que não ganharia muita atenção ao estar competindo com aquela atividade de geometria. Não demorou muito até que o menor sentisse um peso em seu ombro. Soltou uma risada ao perceber o outro rapaz esfregando sua bochecha naquele local, ação que o lembrou de um verdadeiro gato mimado.

Midoriya levou seus dedos até os fios bicolores, acariciando levemente ao ponto de fazer Shouto fechar os olhos e se deixar levar pelo delicado toque em seus cabelos. O som de uma nova mensagem fez com que o esverdeado tomasse o aparelho, fazendo uma careta ao digitar agilmente com apenas uma das mãos livres.  Apesar de estar relaxado, Todoroki ainda espiava a tela do celular sem conseguir identificar de fato com quem ele tanto conversava.

“Quem é?” Questionou com a voz calma, fazendo menção de pegar o aparelho das mãos alheias, falhando miseravelmente. Ganhou um sorrisinho de lado, aumentando sua curiosidade.

“Ah, Kacchan pediu pra eu ir a casa dele. Parece que é urgente... E quando não é? Ele é tão desesperado às vezes.” Tentou se levantar, mas fora interrompido por um braço ao redor da sua cintura. Não evitou um singelo sorriso com a manha do rapaz em não querer deixá-lo se afastar tão cedo.

“O que ele quer com você?” Sabia que toda aquela calmaria era uma forma de esconder o que realmente sentia. Mas claro que essa técnica não funcionava muito bem com Midoriya.

“Parece que é alguma coisa com o Kirishima. Mas ele não quis contar os detalhes. Ele nem conseguia falar direito.” Antes mesmo que conseguisse dizer mais uma palavra, já fora surpreendido por um:

“Eu vou com você.” Não era um tom autoritário. Parecia mais como uma excessiva preocupação consigo. Suspirou, já imaginando o rumo da conversa. Isso iria longe.

“Você sabe que o Kacchan não é muito seu fã, né? Tá querendo arrumar confusão de novo?” Apesar da cara de quem estava repreendendo um filho, Deku não conseguia ocultar um sorrisinho de lado, como se já previsse toda a situação desde o início. “Ele não é de pedir ajuda dos outros. Então, deve ser algo importante.”

Apesar da expressão de peixe morto (como muitos costumavam dizer), Midoriya conseguia distinguir muito bem aquela pontada de irritação por trás dos orbes que o encaravam tão fixamente. Sua real intenção era lhe dar uma bronca, argumentando que já era grandinho o suficiente para cuidar de si mesmo. Mas isso não mudava o fato de que achava aquela forma de agir do rapaz tão adorável e cativante.

“Não vou te deixar sozinho com aquele cara. Não sei o que ele pode fazer com você...”

“Todoroki-kun. Você sabe que ele não seria capaz de machucar alguém desse jeito. Bem, talvez seja. Mas não acha que ele tá mais calmo esses dias?” Tentou se defender da melhor forma possível. Quem sabe ganhasse com palavras?

“Ele já se confessou pra você.”

Midoriya engasgou-se com a própria saliva, tossindo algumas vezes para disfarçar seu constrangimento.  Tentou se recompor o mais rápido possível, pressentindo que o rapaz sabia as cartas certas para jogar na mesa e virar o jogo a seu favor.

“Aquilo não foi uma declaração de amor. Ele apenas disse que me odiava menos agora do que anos atrás. E ainda terminou com um soco na minha cara.” Riu forçadamente, coçando a nuca de maneira nervosa. Não gostava muito de se lembrar daquele dia. Só de imaginar toda a confusão que se sucedeu depois disso, calafrios começavam a tomar conta da sua barriga.

“Ele já agarrou a sua bunda.”

“F-Foi um acidente! Ele ia me ajudar a carregar umas sacolas até em casa. Deve ter errado a mira?”

“...” Todoroki elevou um pouco a cabeça para encará-lo diretamente, em seguida posicionando seu queixo na curvatura do seu pescoço. “Eu vou com você. E não vai me impedir.”

“Tudo isso é ciúmes, senhor Todoroki Shouto?” Colocou as mãos na cintura, virando o rosto para depositar um selinho na ponta do nariz alheio.

“Talvez...” Murmurou baixinho, se encaixando melhor naquela posição. Deveriam ir mesmo agora?

“Saiba que você fica uma graça emburrado desse jeito.” Provocou o namorado, dando um leve peteleco em sua testa. 

(...)

Ainda não acreditava que estavam em frente à porta de Katsuki em plenas 4 da manhã. Infelizmente para suas noites de sono, amigos em perigo vinham em primeiro lugar em sua lista. Após os habituais xingamentos pela presença de mais um convidado, foram os três para a sala. O único lugar em que visitas eram bem vindas naquela casa.

“Qual o problema dessa vez, Kacchan?” Questionou Deku, já varrendo com o olhar o que poderia estar de tão errado para que sua ajuda fosse solicitada.

“Aquele é o problema.” Katsuki apontou para a cozinha, onde sua geladeira estava aberta e com algum ser enrolado em um lençol que vasculhava ali dentro em busca de comida. “Já falei pra sair de dentro da minha geladeira, cacete!” E lá se foi o garoto pisando fundo e com os punhos fechados, puxando o seu ladrão de mantimentos para longe.

Acabou o arrastando até o sofá, o jogando ali sem delicadeza alguma. Midoriya estava prestes a reclamar sobre como não deveria tratar as pessoas, mas aquele desconhecido acabou chamando sua atenção. Arregalou os olhos verdes minimamente, confirmando aquilo que já desconfiava há algum tempo.

“Eu sabia!” Exclamou o mais baixo possível, colocando as mãos sobre a boca para abafar o som. Não queria que sua conclusão às escondidas fosse descoberta. Infelizmente, não foi bem isso o que acontecera.

“Então, foi você quem planejou tudo isso!? E onde você enfiou o Kirishima!?” Alterou seu timbre para um mais grave e agressivo, estreitando os olhos como se demonstrasse ameaça.

Como explicaria uma situação dessas para Katsuki? Com toda certeza ele não acreditaria nisso. Pensaria que estavam zoando com sua cara e que ainda por cima raptaram o seu adorável animal de estimação. Não compensaria inventar uma história mirabolante só para não sair com um olho roxo nessa história. Todoroki poderia muito bem ajudá-lo nessa, não é mesmo?

“Hein!? Não vai me responder!?”

“Aqui! Ele tá bem na sua frente.” Abriu os braços na direção do ruivo, este que segurava uma mecha dos próprios cabelos com um semblante sério. Era como se estivesse analisando o vívido tom de vermelho que eles possuíam.

“Aham. E eu sou o Super-homem. Para de falar besteira, Deku! Por que eu cairia em uma lorota dessas!?” Já estava ficando sem paciência. Estava na cara que armaram para cima dele.

“Porque você não tem escolha.” Midoriya deu de ombros, ignorando a expressão de raiva que o loiro fazia ao seu lado. Observando mais atentamente, reparara em um pequeno detalhe. “Eh... Kacchan, por que ele tá sem roupas?” Cutucou a bochecha de forma acanhada, puxando a coberta para cobrir melhor o rapaz.

“E eu vou lá saber! Ele que apareceu desse jeito. Não vai pensando merda nessa sua cabeça de vento! Eu não fiz porcaria nenhuma!” Defendeu-se o loiro, não distinguindo se o rubor em sua face era por irritação ou constrangimento.

Percebera também que até agora não ouvira a voz do suposto Kirishima. Será que havia algo de errado? Bakugou não mencionou nada sobre isso também. Talvez não falasse sua língua?

“Ele não sabe falar japonês?” Questionou Midoriya, encarando o amigo de infância que estava de braços cruzados e com uma carranca emburrada. Ouviu um murmúrio de como ele iria saber de uma coisa dessas, não ganhando mais nenhum esclarecimento.

“Bakugou!” Assustou-se no mesmo instante em que Kirishima gritara o nome do loiro repentinamente, lançando seu corpo para frente como se quisesse abraçá-lo pela cintura. Parecia que estava respondendo a tal pergunta. Só aprendera a pronunciar o nome do garoto?

“Fica!” Katsuki apontou o dedo indicador na direção do ruivo, suspirando aliviado quando sua vigésima tentativa surtira efeito.

Izuku não segurou uma risada ao presenciar aquela cena. Era como comandar um cachorrinho que idolatrava o seu dono. Era quase como se visse as orelhas abaixadas por causa de uma bronca por ter feito algo errado. Só agora se dera conta de que Todoroki não estava mais imóvel ao lado da porta de entrada como um guarda-costas. Estava em pé, frente a frente com o ruivo que o encarava de forma curiosa.

O de cabelos bicolores levou sua mão até a testa do menino, a empurrando levemente para trás sem nenhum motivo aparente. Talvez estivesse checando se ele não estava com febre ou estivesse machucado de qualquer maneira. Com o movimento, o cobertor escorregou por seus ombros, se amontoando em suas costas. Midoriya, mais do que rapidamente, corre para socorrê-lo, o envolvendo no tecido o mais rápido que pudera. Era sua obrigação proteger os mais fracos e inocentes. Se bem que lá no fundo não queria que Shouto ficasse encarando o outro garoto por muito mais tempo.

“Não é que ele não saiba falar japonês. Ele... apenas não se lembra como.” E com essa simples frase recheada de questionamentos, afastou-se da sua posição, logo direcionando um olhar sugestivo para Izuku. Pelo jeito, ele também havia entendido a situação.

“Mas que merda vocês estão fazendo aí!? Não acha que já tá na hora de acabar com essa armaçãozinha de meia boca!?” Não seria novidade alguma dizer que Bakugou não estava entendendo absolutamente nada. Havia ficado tanto tempo isolado da sociedade que se esquecera de como interpretar as pessoas?

Para sua total indignação, os dois convidados resolveram se retirar com alguma desculpinha esfarrapada. Já não bastava da última vez e ainda acreditavam que ele caía nessa? Estava mais do que óbvio que estavam escondendo o pote de ouro e não queriam compartilhá-lo consigo. Além disso, deixaram o fardo em suas costas e “prometeram” que voltariam mais tarde. Até parece.

Agora mesmo que não conseguiria dormir. Tinha certeza de que ficaria rolando na cama até a hora em que se irritasse o suficiente e fosse se ocupar com algum afazer doméstico. Ah, e ainda tinha que lidar com a sua suposta raposa que resolvera virar gente do nada. Onde ficava a farmácia mais próxima? Eles vendiam algum remédio para solucionar maluquices transmitidas por osmose?

Iria dormir. Ou melhor, fingir que pregava os olhos para ver se conseguia enganar a insônia que o acompanhava de perto, bem no seu cangote.

Essa seria uma longa noite. Ou pelo menos o que sobrara dela.


Notas Finais


Obrigada a quem leu até aqui!
Toma, um bolinho de maracujá pra você! ^^


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