História Meu Pequeno Mononoke - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Asui Tsuyu, Bakugo Katsuki, Midoriya Izuku, Todoroki Shouto, Uraraka Ochako
Tags Bakugou, Bakushima, Kiribaku, Kirishima, Kirishima X Bakugou, Tododeku, Tsuchako, Yaoi
Visualizações 165
Palavras 2.308
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, tudo bem? ^^

Primeiramente, sinto muito por demorar tanto para atualizar. Queria escrever mais rápido, mas demoro quase três dias para escrever um capítulo... Ainda bem que existe esses momentos de criatividade que aparecem do nada, não é mesmo? XD

Queria agradecer a todos os favoritos e comentários! Muito obrigada! É tão gratificante saber que tem gente que aprecia o que eu faço. Me incentiva a arranjar um tempinho e continuar escrevendo :)

Sem mais delongas, boa leitura!

Capítulo 7 - Contraditório


Fanfic / Fanfiction Meu Pequeno Mononoke - Capítulo 7 - Contraditório

Estavam sentados no sofá da sala, Bakugou encarando os próprios joelhos e tentando ao máximo não se irritar com a personificação da hiperatividade bem ao seu lado. Kirishima estava com os olhos fixos na porta, exatamente da mesma forma de quando estava prestes a roubar um pedaço de carne do seu prato. Já conseguia interpretar a linguagem corporal daquele garoto, sorte sua que tal vantagem não era recíproca. Assim pensava.

Não se lembrava de ter concordado em transformar sua casa em uma creche, não era muito fã de crianças correndo pela casa e quebrando qualquer coisa que seus dedinhos imundos tocassem. Boa notícia: não se tratava de um pirralho com menos de um metro de altura e vozinha estupidamente irritante. Era algo muito pior. Tinha nome, um sorriso estampado na cara e estava correndo em direção à porta nesse exato instante.

Em um simples piscar de olhos, lá estavam eles dividindo o tapete como se realmente fossem capazes de revolucionar o conhecimento adquirido por aquela cabeça ruiva. Pelo menos, o casalzinho açucarado ali presente tinha esperança nesse fato. Já Bakugou só não ia embora por receio de abandonar sua casa nas mãos de pessoas não muito confiáveis para o seu gosto.

Katsuki conseguia deixar bem claro que não estava muito feliz em estar passando por uma situação dessas. Tudo bem que ele fora o primeiro a propor que ensinassem Kirishima. Isso mesmo: ele iria ensiná-lo tudo o que deveria saber e não aquela imitação fajuta de Papai Noel. Quem havia cuidado daquela maldita raposa até agora era ele próprio, por que existe tanta gente enxerida nesse mundo, hein? Estavam duvidando da sua capacidade como educador?

Enquanto os outros três discutiam sobre fonética e pronúncias de algumas palavras, o loiro permanecia em seu lugar no sofá como se vigiasse as costas do garoto bem de perto, não querendo perder a oportunidade perfeita para um comentário maldoso e sarcástico. Não podia evitar a sensação de se sentir trocado por mercadoria melhor, seu orgulho não permitia que engolisse essa de maneira suave e sem retaliações.

Já havia dado uns tapas na nuca e puxões de orelha toda vez que percebia o lápis esboçando uma letra de forma equivocada, ou quando a distração era maior do que a vontade de passar para a próxima lição. Talvez toda essa implicância fosse de propósito, já que alguém tinha que tomar as rédeas por ali. E ainda tinha que lidar com as excessivas demonstrações de afeto entre os dois pombinhos logo em frente.

Caso parasse para pensar, não fazia tanto tempo assim que ambos assumiram um relacionamento. Um garoto havia se matriculado no colégio U.A. fora de época, sendo transferido para a sua turma no meio do ano letivo. No primeiro relance, já sabia que coisa boa não viria dali. Só havia falado o seu nome: Todoroki Shouto. Origem desconhecida, sobrenome nem tão famoso assim. Se bem que de certa forma lhe soava familiar.

O novato não falava com ninguém e era bem capaz de ignorar qualquer chance de uma amizade. Apenas ficava sentado perto da janela, encarando as nuvens de maneira quase melancólica e nostálgica. Bakugou nem fazia questão de descobrir o mistério por trás daquela pessoa que despertava o interesse de muitos em classe. Deku era um deles.

Uma das suas maiores surpresas foi saber que o menor realmente conseguira chamar a atenção do bicolor. E ainda por cima viraram amigos ao ponto de ser convidado para almoçarem juntos. Um motivo a mais para Bakugou rejeitar tal convite com todas as forças.

No início, apenas não fora com a cara de Shouto. Porém, a raiva aflorou quando o mesmo começara a intervir em suas discussões com Midoriya, chegando a repreendê-lo por uma atitude mais violenta e ousada. Ninguém havia tido coragem de encará-lo de frente até esse momento, outra boa razão para que concentrasse toda a sua indignação em uma só pessoa. E lá se vão meses de rixas internas e alfinetadas sempre que a situação permitisse.

E, então, cerca de seis meses atrás, anunciaram o namoro. Não estava tão por dentro da vida daqueles dois para saber em detalhes o que havia acontecido até esse ponto. Não que estivesse interessado em primeiro lugar. Apenas não suportava todo o carinho e atenção que era a base daquele relacionamento. E ai se alguém dissesse que era inveja de sua parte.

Quando se dera conta, já havia abandonado seu posto de superior e ido parar ao lado de Kirishima, braços e pernas cruzados e um olhar analítico em cada movimento alheio. Mais um passo em falso e uma exclamação saía de sua boca acusadoramente.

“Tá errado essa merda! É burro por acaso?” Deu um soco bem no meio da cabeça ruiva, sorrindo internamente com o resmungo contrariado da sua vítima.

“Bakugou, você tem noção de quando tá sendo inconveniente em algum lugar?” Ouviu o namoradinho do Deku dizendo no tom calmo de sempre, atiçando ainda mais o sangue em suas veias. “Então, é melhor você perceber isso agora.” Aquilo já era muita ousadia incrustada em um lugar só.

“O que disse, desgraçado!?” Levantou-se abruptamente do chão, jogando o corpo sobre a mesa que o separava do seu inimigo. Só não fora mais longe por ser agarrado ao redor da cintura pelo corajoso rapaz logo ao seu lado, o impedindo de desencadear uma guerra ali mesmo.

Pelo jeito, até a lerdeza que rondava a kitsune não fora o suficiente para que a tensão ali presente passasse despercebida. Ou talvez estivesse apenas imitando o que Midoriya fazia, segurando o braço do namorado de maneira muito mais leve e apenas por precaução. Havia sussurrado algo no ouvido de Todoroki, depositando um selinho na bochecha alheia logo em seguida.

“Me solta! Quem pensa que é pra tentar me impedir de acabar com a raça desse canalha!” Debatia-se na pretensão de se desvencilhar daquela espécie de abraço de urso, não economizando nas cotoveladas que dava sem dó na direção do garoto. O seu maior espanto veio, porém, quando sentira um toque em sua bochecha de maneira quase experimental. O sangue subira para o seu rosto, e não fora somente pela raiva.

“Morra, filho da puta!” Começou a bater na cabeça ruiva com a primeira coisa que agarrara pelo caminho, no caso, um pedaço de jornal enrolado que achara jogado no centro da mesa. Como se uma simples demonstração de afeto fosse capaz de acalmá-lo. O efeito fora completamente o oposto. “Olha a merda que vocês estão ensinando pro Kirishima! Quer que ele aprenda uma porcaria dessas por mímica!?”

Fazia tanto tempo que alguém lhe havia dado um beijo na bochecha que a mera sensação já fora o suficiente para despertar um dos seus lados mais defensivos e violentos. Era como se tivesse criado uma proteção contra essas atitudes que demonstrassem qualquer sentimento que não fosse explosivo de mais.

Quando finalmente desistira de espernear como uma criança mimada e um pouco sem noção, decidiu aliviar o estresse preparando algum lanche para forrar o estômago, tendo a vantagem de não precisar ficar dividindo o mesmo espaço com certas personalidades não muito compatíveis com a sua própria.

 Saiu da cozinha com um sanduíche em mãos, escorado no batente da porta e voltando a mirar Kirishima com o mesmo semblante audacioso e carranca emburrada. No momento em que percebera aquele olhar pedinte já característico do rapaz, Bakugou revirou os olhos como se já esperasse por essa atitude, dando meia volta e trazendo outro sanduíche em um prato.

“Toma logo isso aqui.” Colocou o prato em frente ao ruivo com um pouco mais de cuidado para não quebrar o vidro, ganhando um enorme sorriso com os dentes afiados à mostra como recompensa. Não deixou que um sorrisinho estampado na face de Midoriya passasse batido da sua visão. “O que foi, hein? Se quiser alguma coisa pra comer, que você mesmo faça! Não sou empregada de ninguém, viu!?”

O esverdeado reparou quando o amigo de infância fora em direção ao quarto, desaparecendo da sua visão com uma forte pancada na porta, a trancando em seguida. Não pode evitar que o tal sorriso se fizesse ainda mais presente.

Se conhecesse bem o loiro (e como conhecia), poderia arriscar que Kirishima estava recebendo um tratamento um tanto quanto diferenciado vindo do Kacchan. Não sabia dizer ao certo, ele ainda era violento e boca suja como de costume. Mas era nos pequenos detalhes que parte daquela máscara de menino arrogante e indiferente ruía perante seus olhos, abrindo uma fresta para que suas verdadeiras intenções tomassem forma livremente.

Midoriya gostava de analisar pessoas. Até se achava muito bom nisso por sinal. Aliás, não foi à toa que conseguira decifrar o namorado em cada pequena particularidade, o tendo como um livro aberto nas palmas das mãos. Mesmo que isso levasse um pouco mais de esforço do que pensara. Mas tinha valido a pena. Estava feliz ao seu lado e era somente isso que importava.

Ao cair da noite, se despediram e foram embora antes que fossem devidamente expulsos pelo dono não muito contente em ceder sua casa por uma tarde inteira. Por mais que questionasse a eficiência desses ensinamentos, munido com a falta de concentração do estudante, tinha que admitir que talvez estivessem perto de um avanço significativo.

Kirishima já conseguia entender o significado das palavras, mesmo que confundisse uma ou outra quando tentava formular uma sentença. Já havia se passado duas semanas com essa ideia de professor substituto e iria cogitar dar umas belas palmadas caso tivessem ido por água abaixo.

Ainda não compreendia aquele papo de que ele já sabia a língua, mas havia se esquecido de alguma forma como um verdadeiro passe de mágica. Bem, não estava tão longe de descobrir a verdade. Tinha a impressão de que o ruivo estava apenas recordando sobre como falar japonês, apesar de ter imensa dificuldade na escrita. Talvez não fosse letrado? Havia tantas possibilidades que a forma mais simples seria questioná-lo ao vivo e em cores.

Mais algumas dias e teve a (in)felicidade de descobrir o quão tagarela Kirishima podia ser. Mesmo que embolasse as palavras e quisesse se expressar daquela maneira toda afobada e alegre, o que acabava o atrapalhando ainda mais. Até Katsuki soltava uma risadinha de vez em quando, não aguentando sustentar a expressão fechada de sempre.

“Bakugou, me passa o pau!” Pediu o garoto que levava mais uma garfada à boca. Estavam jantando e pelo jeito seria uma boa hora para praticar mais alguns vexames gratuitos.

“Sal, Kirishima. Sal.” Corrigiu o loiro, tentando esconder a expressão risonha por trás de uma careta.

“Pode ser esse também.” Disse o garoto, ignorando qualquer sinal de constrangimento.

Uma das piores coisas que não havia cogitado antes era que, como não era mais o único capaz de argumentar por ali, não era mais tão fácil assim fazer com que o outro o obedecesse com apenas um levantar de braço. Era tão mais simples antes. Não era questionado porque devia dormir no sofá, já que o cantinho da sala não era mais tão conveniente assim. Muito menos porque não podia ir junto com Katsuki, tendo que ficar o esperando pacientemente dentro de casa.

Agora mesmo podia sentir alguém lhe observando da porta, a luz acesa da cozinha projetando uma sombra no pé da sua cama. Já que estava de costas, não conseguia ver claramente o que acontecia, mas não precisava vê-lo para entender o que desejava a uma hora dessas.

“Por que não posso ficar aqui com você?” Ouviu a voz do outro o questionando pela milésima vez desde que aprendera a pronunciar tais palavras.

“Porque a cama é minha.” Resmungou simplesmente, usando um braço como travesseiro. “E não tem espaço pra você.”

Podia jurar que estava fazendo beicinho nesse exato instante, outro costume de quando levava bronca ou não ganhava algo que havia pedido. Podia até ser infantil, pelo menos ainda não havia aprendido a confrontá-lo de frente. Precisava ter uma carta na manga caso isso acontecesse um dia.

Suspirou assim que sentiu um peso afundando o colchão, além do estalo da madeira, denunciando mais um corpo deitado ao seu lado. Será que teria que usar a violência para mostrar o devido lugar daquele moleque enxerido?

“Já não disse-”

“Eu tenho medo de ficar sozinho. Não quero ficar lá sem ninguém...” Até se impressionou com a sinceridade que aquela fala aparentava levar consigo, mas só teve certeza quando se virou de frente ao rapaz, encarando fixamente os dois pontos vermelhos que brilhavam alguns centímetros à frente.

Não havia maldade refletida naquele olhar. Era como se visse uma criancinha inocente com medo do escuro e que busca refúgio nos braços de um irmão mais velho. Alguém em quem realmente confiasse ao ponto de espantar a inquietação no fundo da sua mente que o impedia de fechar os olhos e ter uma boa noite de sono.

Sem que pudesse controlar, aquele sentimento protetor veio à tona em seu peito. A mesma vontade de proteger o animal que encontrara semanas atrás, sozinho e abandonado, como se não tivesse mais esperanças de um futuro promissor. Era algo inconsciente. Algo que o fazia agir por impulso a fim de que nada de mau fosse capaz de perturbá-lo.

Fechou as mãos em punho, tentando ao máximo conter a vontade de trazê-lo em seus braços, sussurrando que estava tudo bem e que nada de ruim aconteceria com ele.  Não gostava de ser manipulado pela sua própria mente. Queria fazer aquilo que realmente achasse certo e de acordo com princípios que regiam seus pensamentos.

Respirou fundo, não querendo agir de forma totalmente contrária à sua vontade. Contentou-se em jogar um travesseiro na cabeça do garoto, encolhendo o corpo para que ficasse o mais longe possível. Não fazia ideia porque não havia o mandado embora como sempre fazia. Não estava acreditando nas próprias ações.

Parece que havia esbarrado em alguém capaz de abalá-lo ao ponto de se sentir diferente.

Contraditório.


Notas Finais


Estava pensando em encaixar o passado do Todoroki já no próximo capítulo, já que dei uma pequena introdução nesse aqui. Mas não tenho certeza... Já que não temos apenas um mononoke na história, temos que contar o ponto de vista deles também. ^^

Posso fazer uma divulgação? Acabei me empolgando e escrevendo um especial de Halloween sobre esse casal (Bakushima). Quem quiser pode dar uma passadinha por lá!

Obrigada a quem chegou até aqui e até a próxima! o/


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