História Meus amigos não me amam como você. - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias RuPaul
Personagens Personagens Originais
Tags Brian Firkus, Brian Mccook, Katya, Katya Zamo, Katya Zamolodchikova, Rupaul's Drag Race, Tracy Martel, Trixie Mattel, Trixya
Visualizações 8
Palavras 2.384
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Fluffy, Hentai, Lemon, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 14 - Capítulo 14


- Nunca pensei que você fosse me amar... As vezes me parecia tão fora da realidade, e eu me sentia muito idiota. Mas amigos não dormem na mesma cama e amigos não me tratam como você, amigos não me amam como você. - Dizia Katya, enquanto penteava os longos e loiros cabelos de Trixie depois de um banho relaxante.

- Se você nunca pensou, imagine a mim. Bom, eu não queria me apaixonar por você, mas eu sabia que era capaz, você tem alguma coisa que me puxa pra perto e eu não sei evitar.

- Acho que somos feitas uma para a outra.

- Na verdade, eu acho que você é... Bem, aquilo, que dizem... Amor verdadeiro.

Imediatamente Katya parou o que fazia, a escova de cabelo entre os longos cabelos boquiaberta.

- O que foi? Não acredita que sejamos? - Dizia a outra olhando Katya pelo reflexo do espelho.

- Não... Aliás, sim. Mas não acredito que você esteja dizendo isso.

- As coisas mudam. - dizia Trixie. - Mas pra ficar comigo você vai ter que parar de transar com todo mundo que vê na sua frente.

Katya por poucos segundos ficou calada até a graça leva-la ao riso.

- Tudo bem... Então saia daqui! - Brincou Katya, dando um leve empurrão em Trixie que gargalhou.

- Não! Você distorce tudo que eu digo, sempre. Estou falando sério. - Parecia emburrada, como uma criança mimada.

- Você sabe que eu não sou desse jeito.

- Você é desse jeito, Katya! - deu uma leve piscadinha para ela num tom de sarcasmo.

Trixie iria argumentar mais algo que provavelmente Katya distorceria com alguma brincadeira mas foram interrompidas quando Courtney adentrou no quarto, ao se anunciar.

- Parem de transar que eu estou entrando.

Katya berrou numa gargalhada já a feição de Trixie de emburrada transformou-se em algo sério.

- Vocês vão ficar o dia todo nesse quarto? Pelo amor de Deus! Vamos fazer algo!

Um sorriso largo surgiu nos lábios de Katya e concordou em seguida.

- Vamos a la praaaaia! - Ela agitou-se, tentando animar Tracy mas seu semblante não mostrava nenhum tipo de entusiasmo.

- Vou tomar um banho, porque estou suando e vamos, ok?! - selou com cuidado os lábios de Trixie e correu para o banheiro.

Deixando apenas Courtney e Trixie no quarto.

Courtney ainda estava um pouco distante de Trixie mas notara sua insatisfação assim que entrou no quarto. Ela dedilhou alguns objetos em cima da cômoda do quarto, analisou algumas maquiagens por cima até criar coragem de iniciar um diálogo que provavelmente seria irritante.

- Tudo bem, Trixie. Qual seu problema comigo?

- Problema? Eu não tenho nenhum problema com você. - ela disse, mas não passou verdade nisso.

- Ah, pelo amor de RuPaul, você fez essa mesma cara quando me viu no aeroporto. Você sentou ao lado da Katya como se eu fosse agarrar ela ali na frente de todos. Você está com ciúmes da Katya?

- Vocês transaram. Esse é meu problema.

Courtney deu risada e encostou-se de braços cruzados nessa mesma cômoda.

- A Katya já transou com todo mundo. O que isso tem a ver?

- Claro que não.

- Você quer mesmo que eu te dê uma listagem de quantas pessoas aquela boca já chupou?

- Não. Obrigada.

- Então para de agir como se você fosse dona da Katya. Se toca, você nem gostava dela assim. Você fugiu dela anos e agora acha que só porque está com ela a um mês que você já é dona da vida dela? Você é mimada.

- Eu não sou mimada.

- Sabe por que você sentindo assim? Não?! Eu vou te explicar: Você descobriu que a Katya fode muito bem, né?! E a ideia dela ter dado prazer pra outras pessoas te assusta. Eu entendo. Mas Trixie como sua amiga, a Katya não é passarinho de gaiola.

- Não tem nada a ver isso. Não tem nada a ver uma coisa com a outra.

- Claro que tem! Eu escutei muito bem você gritando feito uma gatinha ontem. Tu nunca teve um orgasmo?

- Cala sua boca! Você está me irritando.

- Mimada.

- EU NÃO SOU MIMADA!!!! - O grito foi tão estridente que Katya saltou do banho para a porta.

- O que está acontecendo? - ela indagou, pingando água e enrolada na sua toalha.

- Nada, Katya. - respondeu Trixie forçando um sorriso.

- Trixie está me ignorando, me tratando super mal pelo simples fato de que eu e você transamos.

Katya ficou intacta.

- Você poderia falar a ela que por mais que isso tenho acontecido eu respeito você e a ela e não te seduziria? Eu tento conversar com ela, mas ela é muito mimada pra isso.

- Eu não sou mimada, merda!

- Trixie, você é mimada! - desta vez quem disse foi Katya. - Só o fato de você dizer que não é, você é. - ela enrolou toda a toalha no corpo e saiu do banheiro.

Courtney a encarava.

- Eu não sei se expliquei pra você o que aconteceu entre eu e a Courtney.

- Não. Você não explicou.

- Pois bem, foi quando eu descobri que a Alaska tinha me traído e você estava me deixando louca, então eu bebi, infelizmente, bebi. E eu... Eu quem agarrei ela. Eu estava bêbada, e eu até hoje não me lembro do que houve, de como foi.

- Ah, eu me lembro... Muito bem.

- Cala boca, Courtney. Não fode mais do que já tá fodido. Ela não tem tanta culpa quanto eu.

- Hum. - Tracy cruzou os braços e se afastou das duas. Saiu do quarto e bateu com brutalidade a porta do mesmo.

- Isso porque ela não é mimada.

- Eu devia ter dito isso a ela.

- Você não devia. Isso foi antes dela notar que você a amava. Eu amo a Tracy, mas ela me irrita tanto quando coloca esse seu lado enciumado a tona.

- Me irrita também.

- Ela tinha que confiar mais no taco dela.

- Eu acho que ela até confia. Mas não confia em mim.

- Por que?

- Você confiaria em mim pra me namorar?

- Lógico que não.

- Pelo mesmo motivo ela não confia em mim.

(...)

Trixie acabou demorando tanto para voltar para o quarto depois do pequeno chilique que havia dado que Katya desanimou completamente de caminharem pela praia. A loira adentrou no quarto, calada sem olhar para Katya que estava deitada lendo um livro.

- Tudo bom? Você está melhor?

- Você me chamou de mimada. Não está tudo bom.

- Trixie, por favor. Quantos anos você tem? Doze?

- Não! Essa não é a questão. Você defendeu a Courtney, ela estava implicando comigo.

- Ela sempre implicou com você, agora você vai dar ideia?

- Quando envolve uma transa de vocês duas, acredito que eu deveria não?

- Não?!

- Ah, Katya, me poupe! Você é tão ridícula quanto ela.

Os olhos de Katya se arregalaram. Mesmo sabendo que aquilo se tratava de algum ciúme que ainda não conhecia, Katya sabia que não podia abusar muito da situação.

Ela se levantou da cama e caminhou com um sorriso largo no rosto até Trixie que a encarava bem mal-humorada.

- Sai de perto de mim!

- Shi... - Katya se aproximava com cuidado da outra, seus braços rapidamente se envolveram no quadril mais largo, fitou Trixie dentro dos olhos e abriu um sorriso. Aquele sorriso era a fraqueza de Trixie. Os dentes perfeitamente alinhados, brancos e longos. Acabou se derretendo.

- Se eu estou com você, e disse que a amo... Devia confiar em mim.

- Me faça confiar em você. Me mostre que você é confiável! Eu não quero ter surtos toda vez que te ver perto de qualquer vagabunda.

Katya deu uma longa risada alta e depositou um beijo sobre a têmpora de Trixie.

"Só eu dizer que te amo, deveria ser o suficiente."

Ela pensou consigo.

Por mais que Katya tentou equilibrar a situação entre as duas. Trixie era muito consistente as suas razões. De certa forma ela acreditava que Katya devia isso a ela. Como estava sempre a acreditar que Katya devia ela algo. Nunca era o suficiente. Katya dizer "eu te amo" era a mesma coisa que o mundo todo aceitar suas diferenças e se abraçar, raro e provavelmente aconteceria uma vez na vida. Quando ela tinha certeza ela, obviamente dizia não tinha o mesmo medo que havia de dizer para Alaska. Ela acreditava nesse sentimento pela Trixie e se ela pudesse mostrar essa confiança ela faria. Katya sempre faria qualquer coisa por Trixie. As duas estavam deitadas na cama, vendo na televisão o que parecia ser algum filme científico.

"Podíamos estar transando, mas seu fogo no cu subiu pra sua cabeça." Ela pensou enquanto revirou os olhos.

Nesse mesmo instante ela deu uma breve olhada pelo canto dos olhos de Trixie que estava despencada num sono profundo. Por breve segundos ficou a encarar Tracy pensando em mil possibilidades de uma vida com ela. Sua mente viajou para um futuro que ela não sabia bem dizer se era o que realmente queria. Filhos, casa, sexo semanal, apenas aos sábados e domingos, ser responsável, dividir despesas, e se inundar numa felicidade confortavelmente assustadora. Mesmo isso sendo apavorante, com Trixie parecia ser uma ideia tão reconfortante para poder passar o resto de sua vida. Numa felicidade limitada por infância, adolescência e casamento.

Ela sacudiu sua cabeça tentando desvanecer os pensamentos aleatórios que subiram em sua mente. Levantou-se da cama entediada, havia passado o dia todo trancafiada ali fazendo companhia pra Trixie porque não sabia o que aconteceria se a mesma ficasse sozinha. Katya retirou um cigarro entre seus seios e saiu do quarto para poder fuma-lo sem Trixie dar lhe sermão sobre o quão mal fazia para saúde e blá blá blá. No final do corredor que ligava cada quarto havia uma grande sacada.

Dava pra se ver perfeitamente toda Austrália. Os carros passando, as luzes acesas, uma praia distante, mas também se podia vê-la. Ela prendeu seu cigarro nos lábios e o acendeu numa tragada profunda, precisava realmente fumar todo aquele dia. Debruçou-se sobre a sacada a avistar tudo que acontecia.

- E aí? - Era Courtney, se aproximando. - O que você está fazendo? - Ela também se debruçou sobre a sacada.

- Só atualizando meu Avast.

Courtney deu risada e complementou:

- As definições de vírus foram atualizadas.

- Cavalo de Tróia!

- Você é daqueles vírus que entra e só sai depois de formatar é?! - deu pra sentir o tom malicioso na voz de Courtney.

- Sou o vírus que entra na sua placa mãe e se depender nas outras placas também, só por curiosidade mesmo.

Courtney novamente deu risada de cada piada tosca que saia da boca de Katya.

- Cuidado com as brincadeiras, você sabe que hoje você vai dormir aqui fora.

Katya revirou os olhos e tragou seu cigarro.

- O que ela disse depois de voltar pro quarto, do chilique que ela deu?

- Ela quer que eu prove pra ela que sou alguém de confiança. Mas não sei como.

- Eu sei.

- Então me diz, como?

- Chupa ela de tpm...

- Que ótima ideia! - havia ironia. - depois vou dizer que a boceta dela ensanguentada tem gosto de tutti-frutti e rosas vermelhas.

- Isso seria muito convincente.

- Concordo.

As duas silenciaram-se. Até Courtney retirar do seu bolso um cigarro de maconha.

Katya nem notara o que Courtney fazia. Focada no que faria pra convencer Trixie que poderia ser confiável.

- Que cheiro de... - virou-se na expectativa e comentar isso com Courtney até vê-la tragando intensamente o cigarro.

- E aí, vai querer?

- Não. Estou satisfeita com meu cigarrinho de palha.

- Palha? - gargalhou. - você tá tensa, não precisa negar. Sabe que eu não conto.

- Você não vai me levar pra cama novamente.

- Katya, isso é maconha e não cocaína.

A loira acabou aceitando. Sem se importar com os resultados que isso daria. As duas dividiam o mesmo cigarro num riso descontrolado a cada bobagem que Katya falava.

- Espera... - ela se virou para Courtney. - Quer dar uma trepadinha? - fazia uma voz engraçada a ponto de Courtney cair num riso intenso de fazê-la deitar no chão e Katya ria, mas parecia estar tento uma convulsão do que realmente rindo.

- Ou, ou, quando você quer chega sagaz na balada e vê aquela pessoa como você faz: - ela se virou novamente. - Power... - uma voz mais sexual e um olhar penetrante voltaram para encarar Courtney.

- Katya, vou te contar uma coisa que eu nunca contei pra ninguém. Se você achar pesado, ria que deixa de ser. Ok?

Katya já estava rindo bem antes do que Courtney diria.

- Eu já fui apaixonada na Trixie.

A primeira reação de Katya foi de espanto mas pelo efeito da erva ela caiu num riso sem emitir qualquer som.

- O que? O que? Como? Como assim?!

Courtney também ria.

- Eu sei lá, só aconteceu, mas depois vi que a Trixie é muito chata, não dava.

- To chocada... Piranha. Mas respeita, que agora ela é minha.

- Blé. Casalzinho chatinho vocês.

- Isso aí é inveja, por que você quer a Bianca pra você e não pode.

- O QUEEEE??? Você tá bem fumadona mesmo.

- Cala sua boca, sua australiana gostosa de merda. Você olha pra ela sempre sorrindo. Quer mentir pra mentiroso!

Courtney apenas se calou, não sabia o que dizer no momento.

- Você já transou com ela?

- Ela quem?

- A Bianca, idiota!

- Ah, claro.... Óbvio. Recomendo.

- Você está falando sério?

- Claro que não. Não sou assim também.

- Sei. Claro.

Quando despertou-se procurou por Katya na cama. Sentindo o lado vazio e a cama arrumada. Katya já estava de pé, deduziu Trixie. Ela se levantou, cuidou da sua higiene sem se preocupar com Katya.

Encontraria ela no cafeteria do hotel, já que assim ela acreditou. Vestiu-se e saiu do quarto. Enviou uma mensagem para Katya até ouvir o barulho do celular vir de trás dela. Mandou mais uma mensagem para confirmar e novamente apitou. Virou-se presenciando Katya e Courtney num sono profundo na sacada. Katya desmaiada numa rede e Courtney num levmoon. As duas dormiam boquiabertas. Trixie não entendeu absolutamente nada do que estava vendo. Mas começou a criar paranóias em sua cabeça naquele mesmo momento ela não pensou duas vezes de voltar para o quarto e começar a refazer suas malas de volta pra casa.



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