História Meus amigos não me amam como você. - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias RuPaul
Personagens Personagens Originais
Tags Brian Firkus, Brian Mccook, Katya, Katya Zamo, Katya Zamolodchikova, Rupaul's Drag Race, Tracy Martel, Trixie Mattel, Trixya
Visualizações 3
Palavras 2.806
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Fluffy, Hentai, Lemon, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 18 - Capítulo 18


Katya acabara voltando para casa de seus pais novamente. Patricia a recebeu com braços abertos acolhendo a dor que Katya estava sentindo no momento. Ela não falaria nada com sua filha, não agora. Sabia o quão delicada estava Katya nesse momento. Apenas acomodou-a em sua cama e em seus braços. Katya sentia-se vazia novamente. As ideias tomaram sua cabeça.

"Para o seu bem".

O que seria o bem da Katya? Fame voltar a atrapalhar a relação? Alaska a fazer alguma coisa? Ela não entendia e quanto mais pensava muito mais doía. Ela sentia-se burra, ingênua e inútil. Novamente ela deixou alguém magoar seu coração depois de persistir tanto, ela deixou que machucassem seu coração.

Os pensamentos a enlouquecia, Brenda se manifestava freneticamente em sua mente.

Você não é boa o suficiente.

Ela se entregara ao choro nos braços de sua mãe e com tempo pegou no sono.

Patricia quando notara que Katya estava dormindo ela se apressou para saber o que estava acontecendo. Katya chegou sem avisar, sem dizer, apenas soluçava algumas palavras incompreensíveis. Patricia deduziu, era mãe, mas ela precisava saber o porquê, o porquê Katya chorava tanto.

Desceu as escadas de sua cabeça e caminhou ao seu telefone, preso na parede. Discou o número de Trixie que havia dado a ela no jantar em família. Pat gostou de Trixie como nunca imaginou gostar de alguma namorada de Katya, por até ela mesmo saber o quanto difícil era de lidar com sua filha. O que encantou Pat foi o fato de que Trixie não fazia muito para fazer bem a Katya. Se as duas estivessem juntas era toda a felicidade de Katya e ela estava feliz Patricia também estava.

O celular chamou muitas vezes, mas Pat persistia. Ela sabia que Trixie não atenderia-na facilmente. Até finalmente ouvir a voz de sua nora abafada no telefone, fungando seu nariz.

— Katya? — parecia haver esperança em sua voz. Talvez ela se arrependera do que tinha feito.

— Não é a Katya. Sou eu, Pat.

— Sim, Patricia...

— Trixie o que houve entre vocês? Katya não consegue me dizer.

O choro descontrolou Trixie. O nome de Katya doeu dentro de seu peito com uma faca atravessando-a.

— Patricia, eu a amo... Eu a amo muito. Mas não posso ficar com ela, não agora.

— Não agora? O que houve? Aquela mulher que agrediu Katya voltou?

— Não. Fame? Não!

— Então me conte, eu estou aqui pra ajudar vocês.

— Eu fui convidada para estar no All Stars 3. E são três meses de gravações.... Junho, Julho e Agosto... Não posso prender Katya a mim a tanto tempo, não posso. Ela é passarinho livre, passarinho livre! — soluçava com a voz totalmente abafada.

— Não entendo. Como assim passarinho livre?

Trixie respirou profundamente. Pat não conhecera tão bem Katya assim? Ou fingia que não via?

— Eu sinto muito senhora McCook. — a ligação foi desligada.

Patricia pensara consigo que talvez essa relação de ambas fosse mais complicada do que parecia. Na verdade, a complicado não era a relação e as circunstâncias das coisas. Mas era também o excesso de sentimento mal resolvido. As duas choravam ao invés de conversarem uma com a outra, de se entenderem, de serem maduras. Trixie jogava toda sujeira por baixo do tapete, ela tampava os olhos com as mãos e Katya não sabia lidar com isso. As duas eram infantis demais para o sentimento.

(...)

As semanas passavam nenhuma procurara pela outra. Katya não tocava no nome de Trixie. Ela se recusava a se lembrar das palavras sem qualquer sentindo. Ela ainda sim não sabia porquê havia sido deixada. O pensamento só a matavam pela noite, quando todas as luzes estavam apagadas, tudo estava calmo mas sua mente o mundo revirava. Ela sentia falta, mas do que pudesse imaginar. Enquanto Trixie se lamentava pelos cantos, mas não adiantava dizer a Trixie que aquilo era um grande errado. Pearl tentou concertar-la mas não ajudou. Bianca também tentou, mas Trixie sempre rebatia: O que foi feito, está feito. Fim.

Katya tentara se manter, ela estava levando seus dias normais, escondendo a tristeza em sorrisos e piadas. Talvez realmente quem a visse não fizera ideia do quão tudo dentro podia doer só de lembrar. Havia saído também da casa de seus pais, o olhar de sua mãe a machucava, aquele olhar de pena a fazia sentir-se totalmente frígida e criança. Isso a lembrara quando aprendera a andar de bicicleta. Levava tombos e mais tombos, e sua mãe sempre a olhava com olhar de "coitadinha". Era aquele mesmo olhar, aquele olhar de sentir muito, de não saber como ajudar. Você só aprende a andar de bicicleta sozinho. Sozinho sem ninguém.

Ela pediu a Courtney para passar algum tempo indeterminado com ela até conseguira alugar um apartamento, ou arrumar algum canto para ficar sem ser julgada, largada, traída, coitada. A maior parte do tempo Courtney conseguia tirar Katya desse mundo que ela estava vivendo. Courtney tornara-se seu melhor refúgio nesse momento tão frágil que foi para Katya. Ela sabia que Courtney fazia aquilo de bom coração e sem esperar algo em troca.

Katya estava largada do sofá. A casa de Courtney era toda branca. Todos os detalhes, pinturas, móveis, sofás. Era uma ótima casa para algum tipo de doutor viver ou apenas quem amava grandiosamente hospício. Branco para Katya não representava paz e sim um meio de fazer seu inconsciente te levar a loucura. Courtney comia uma das suas comidas estranhamente vegana enquanto Katya prestava atenção na programação da televisão com uma coca já quente em sua mão. Ela vira Alaska num dos comerciais ignorou apesar de Courtney não.

— Ela me ligou. Perguntou de você. — disse Courtney com a boca cheia.

— Hu?

— Alaska. Alaska me ligou. Perguntou de você.

— Como ela sabe que estou morando com você?

— Todos sabem. Todos sabem.

Todos incluiria Trixie? Provavelmente.

— O que ela disse? O que ela queria?

— Eu amo a Katya, e bla, bla, bla... Trixie nunca a amou como eu.... bla, as pessoas comentem erros... E mais um quilo de merda.

Katya silenciou-se com olhar fixo ao um comercial de jóias banhadas a ouro.

— Katya, não dê ideia a isso. Eu conheço Alaska. Ela ama você hoje, mas amanhã, amanhã já estaria com a Sharon novamente.

— É, eu sei. Mas não é a Alaska.

—  É a Trixie não é?! Claro. — Courtney revirou os olhos. — Você a ama mesmo né?!

— Sim... E eu não estou sabendo lidar com isso...  — Dizia Katya pesarosa, seu olhar despencou.

— Okay! Okay! Chega de Trixie, Alaska, e o caralho que for. Vamos fazer uma festa!

— Festa? Eu não bebo.

— Você não precisa beber, vai! Toma Toddynho.  — disse Courtney dando uma risada alta e fazendo Katya cair no riso também. De fato a companhia de Courtney estava a lhe fazendo muito bem.

— Tudo bem, tudo bem. Vamos fazer uma festa! — Tentou Katya mostrar seu entusiasmo, claramente, limitado.

— PARTY! — Courtney foi fervorosa.

Tratou imediatamente de ligar para Adore. Adore saberia muito bem quem chamar para sua social. Ela fez de um tudo para animar Katya, colocou sua música preferida no volume mais alto dançou junto a Katya para esquentar seus nervos, cuidou de uma maquiagem em Katya e escolher uma das suas roupas mais vagabunda que Katya tinha dentro de sua mala.

— Vista isso, isso e isso. — Courtney jogava em cima do colo de Katya um vestido curto preto com os disseres: "Sad Goth" uma meia arrastão preta em um lindo scarpin que provavelmente era de Courtney por estar muito bem conservado.

— Sad goth? — Katya indagou com uma certa ênfase.

— Só uma brincadeirinha com o que está havendo no momento.

Katya gargalhou.

— Você é uma puta.

(...)

As duas estavam a espera de Adore que dizia estar lá antes das 19h00, já que a social começaria as 20h30. Katya mascava um chiclete grudento e já sem gosto em sua boca enquanto as duas diziam palavras aleatórias e em cima de cada palavra elas precisavam dizer o que a palavra fazia-nas lembrar.

— Drogas. - murmurou Courtney.

— Katya. —  Fez um bolha com o chiclete.

— Trouxa.

— Sou.

As duas deram risadas alta e a campainha tocou uma, duas, três vezes. Courtney se apressou para atender.

— PARTY!!!! — Adore trazia várias garrafas de Absolut em sua mão. Já aparentava estar meio embriagada 

— Nossa, você tá contrabandeando Absolut?

— Eu estou dormindo com o dono. — Adore adentrava, colocando as garrafas em cima de um grande balcão que separava a sala da cozinha.

— Yekaterina Petrovna Zamololoxi... isso mesmo que você não entendeu. — ela se jogou no colo de Katya abraçando-a fortemente. — senti sua falta, vagabunda.

Katya sorriu abraçando Adore também.

— Me diz, quem você convidou para vir?

— Alyssa, Tatianna, Phi Phi, Bianca e... - houve uma pausa. — D the to E the to T the to O the to... — as duas disseram em uníssono. — Xxxxxx.

Caíram na risada.

— Não chamei tanta gente, Courtney disse que era só pra você distrair sua cabeça.

— Acho que pode mandar todas embora que distraio minha cabeça com você mesmo.

Adore estapeou o ombro de Katya.

— Você é uma pervertida!

Courtney voltou a sala, distribuindo um copo de energético com a vodka e para Katya somente energético. As três entraram num assunto totalmente sexual, conversando sobre todas as experiências horríveis que tiveram na vida. Katya contara que transou com um cara na Austrália que roubou todo dinheiro que tinha em sua carteira. Elas riam levemente alcoolizada, até todas as outras aparecerem na porta, todas juntas gritaram:

— SALVEMOS A KATYA!

A festinha começou como sempre música e bebida para esquentar. Katya era a única consciente e era irônico já que quem merece estar loucamente bêbada era ela. Adore cantava junto com a musica, segurando uma garrafa cheia de absolut. Detox rebolava ao lado dela com sua bunda enorme, Phi Phi e Tatianna discutiam algo sobre maquiagem, roupas e coisas que o ouvido de Katya não conseguia mais entender pelo som alto. Alyssa dançava e dançava feito louca no meio da sala sozinha, e Courtney estava junto a Bianca. Mas estranhamente as duas pareciam desconfortáveis. Katya se aproximou das duas. Ela faria algo para mudar isso.

— E aí, o que tá rolando? — Katya trazia consigo um copo de energético que entregara para Bianca.

— Estamos conversando... — Bianca disse estranhando o ato de Katya. — quer me alcoolizar?

- Quero sim.  —  sorriu. —  vocês duas me dão gases e toda vez que vejo vocês duas perdendo tempo de se pegarem me dá uma imensa vontade de peidar.

Bianca franziu o cenho e Courtney deu uma risada de nervoso.

— O quanto desses red bull você bebeu?

— Ah, sai dessa. Vai... Bianca.

Deu dois tapas de leve no ombro da morena que a olhou ainda mais confusa.

— Leva ela pra conhecer seu quarto, Courtney.

Katya sorriu e não falara mais nada. Ela atiçou e deixaria com que as duas fizessem todo resto sozinha. Então se afastou. A festa que era para ajuda-la acabou sendo desgastante. Katya mesmo bebido muito energético já não estava mais sentindo o efeito da taurina no seu corpo. Ela cuidadosamente sumiu da sala não estava a fim de deixar ninguém ver que o motivo da festa estava entendido e preferiu ir dormir.

Entrou no quarto já descalça, largou os sapatos num canto e se jogou na cama. Seus olhos automaticamente se fecharam. Ela estava com saudades, quando uma memória iniciou a tomar forma em sua mente ela sem levantou da cama. Negara a pensar em Trixie. Tomou um banho demorado para tirar todo aquele dia pesado de seus ombros. Mesmo ela fingindo estar bem, e fingia tão bem que até ela mesma acreditava, então quando chegava sempre a noite tudo mudava. Ela se deitou dessa vez para dormir na cama. Mas antes só por um descuido ela pegou seu celular, procurou pelo nome de Trixie em seu whatsapp e lá ainda estava a última mensagem de Trixie.

"Vida do meu amor. Amor da minha vida."

A leve dor de decepção tomou ela, fazendo Katya desligar o celular. Virou-se para o canto e lutou consigo mesma e seus pensamentos para poder dormir em paz. E dessa vez não demorou muito para Katya adormecer.

"O que você está sentindo?"

"Sinto sua falta."

"Não... Não eu, Katya. Você está bem?"

"Eu só queria você aqui."

"Eu estou aqui."

(...)

O dia amanheceu frio o que era esperado na percepção de Katya, dias frios para dias ruins. Katya lutou para sair da cama. Mas com muito esforço conseguira. Era dez da manhã, Courtney ainda dormia, ela tomou seu café sem fazer qualquer barulho para não acordar sua amiga. Apesar de estar curiosa para saber o qual foi motivo de gemidos abafados que ela ouvira durante a noite. Terminou de comer seus waffles, checou seu celular. Havia duas novas mensagens. Uma era de sua irmã e outra estranhamente era de Alaska. Era óbvio que a primeira mensagem lida foi a de Alaska.

"Katya, podemos nos encontrar? Preciso tanto falar com você."

Aquilo seria um apelo? Mais um truque de sedução? Ou simplesmente depois de longos três meses Alaska achara mesmo Katya a perdoaria? Ela deu uma leve risada irônica e ignorou, leu as mensagens de sua irmã. Pedindo para que fosse para casa de seus pais pois era aniversário de sua sobrinha mais nova. Seria apenas uma simples comemoração entre família e nada demais. O que fez Katya ignorar toda possibilidade de fingir estar bem, ela iria do jeito que estava se sentindo e ignoraria qualquer um que ousasse lhe dizer "sinto muito."

Deixou um bilhetinho ao lado da cama de Courtney o motivo de seu sumiço durante todo o dia. Courtney dormia feito pedra. A noite foi boa.

Katya vestia um jeans preto apertado no corpo, um casaco roxo e seu cabelo se encontrava totalmente desgrenhado.

Pegou a chaves do carro e se foi. Passou em algumas lojas infantis para presentear a sobrinha. Acabara não achando nada interessante para uma criança de quatro anos. Poderia dar uma simples boneca ou um jogo de panelinhas, mas Katya detestava qualquer tipo de brinquedo padronizado. Acabara levando mesmo uma pelúcia do boneco Jack do filme "The nightmare Before Christmas". O boneco era estranhamente fofo.

Quando chegara no aniversário, Katya via centenas de crianças correndo de um lado para o outro. Katya amava crianças, amava ver a inocência no olhar de cada uma, mas sempre se queixava se seria uma boa mãe, ou se seria mãe. Ela adentrou na casa de seus pais. Sua irmã estava parada entre a sala e o corredor.

— Shannon, não era uma festa familiar? — Katya chegou de repente dando um susto em sua irmã.

— Claro que é. Toda família do meu marido também está aqui.

Katya revirou os olhos.

— Onde está Milly Rose?

— Por ia, brincando. Não esquenta! Deixa seu presente ali, ela vai saber que foi você quem deu o presente mais bizarro.

Katya forçou uma risada.

— Besta!

Sua irmã deu a língua. Katya caminhou até uma pilha grande de presentes que não podia se quer imaginar o que havia dentro de cada um. Deixou o seu lá e caminhou para cozinha e lá estava sua mãe, cozinhando o que parecia ser uma sopa, Katya não fez questão de saber.

— Ei, mamãe.  — sentou-se numa das cadeiras da mesa da cozinha.

— Katya! Meu amor, você está bem, minha querida?

— É... Sim, estou. — sorriu.

— Não  está mesmo. Dá pra notar só pelo seu olhar.

— Tudo vai ficar bem, mãe. — ela mentiu.

Patricia então desligara o fogo e caminhou para se sentar junto a Katya. Apanhou as mãos da filha e acariciou com as suas. 

— Você a ama e ela também. Certo?

Demorou alguns segundos para Katya transformar isso numa questão reflexiva.

— Eu não sei mais. 

— Veja Katya, pare! Você e ela se afastam porque não sabem lidar com o medo. Acha que algo dura com medo? Nada! Se ela não pode lutar contra o medo sozinha, ajude-a Katya. Ela não te traiu, ela não te enganou, ela não mentiu, ela fez tudo isso para não deixar você presa a ela durante as gravações de All Stars 3.

A mente de Katya começou a funcionar, pensando e pensando no que sua mãe estava lhe dizendo. Ela deveria correr atrás de Trixie novamente? Dizer que a ama e tudo isso tudo que estão passando é uma grande burrice?

— Katya, não deixe pra fazer amanhã o que você pode fazer hoje.

Hoje. 

Os olhos de Katya brilharam intensamente. Abraçou sua mãe com toda força que tinha em seus braços e agradeceu por ser a melhor mãe conselheira do mundo. Pegou as chaves de seu carro e saiu freneticamente daquela festa.

— Onde você vai, Katya?  — gritou Shannon vendo sua irmã já distante.

— Fazer o hoje, vou fazer o hoje!



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