História Midnight of Halloween - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Festa, Halloween, Horror, Interativa, Medo, Mistério, Originais, Pesadelo, Terror
Visualizações 51
Palavras 2.414
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Canibalismo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi gente, gostaria de avisar que preciso de alguém para ser afilhado(a) da Esther, sérinho <3
Estou feliz pela repercussão da fanfic e de ver as pessoas empolgadas para fazer as fichas e quererem de fato participar da história. Preciso que todas as vagas estejam preenchidas para começar a festa de fato.

Tentei colocar todos os personagens de até agora dentro do capitulo, mas espero que gostem. Dois beijos!

Boa Leitura

Capítulo 3 - Fantasiados


Fanfic / Fanfiction Midnight of Halloween - Capítulo 3 - Fantasiados

30 de Outubro – 07h21 PM

Alice Thay Duchy

Tinha que correr contra o tempo, querendo ou não tinha que aparecer na residência Warren para festejar. A mensagem de Carolyn foi convincente, se tivesse a ousadia de recusar podia me preparar para os áudios insistentes dela. Ela é adulta e eu adolescente, criamos laço de quase irmãs. O seu fascínio pelo dia das Bruxas fica explicito assim que se puxa conversa. O histórico particular no dia trinta e um é outro.

Carolyn é uma das razões de ir à maldita festa, o segundo motivo é o fato dos meus pais estarem de folga por conta do feriado. Sério, vai ser escroto ouvir palavrões toda vez que tiverem que abrir a porta para entregar os doces. Mas também tenho motivos para faltar, sendo um deles o conforto que o quarto proporciona no mundo caótico do outro lado da janela. E se... Carolyn soubesse?

Gostaria de acreditar que não tivesse passado de uma impressão.  Por que não pode ser um simples engano? Porque eu vi. Eu os vi.

A fantasia preta de morcego está estendida na cama. Trocamos olhares no pleno silêncio. Devo te vestir? Quer ser usada? Devemos ir? Sinceramente amiguinha, não estou disposta a ficar me explicando para Carolyn, que pode ter a idade de trinta, mas age como se tivesse dez nesta data. Vamos deixar de enrolação e ver se casamos. A touca felpuda deixa as orelhas pontudas a mostra, as mangas costuradas de ponta a ponta para quando abrir os braços terei as asas do mamífero.Incrível como as mechas vermelhas dos cabelos pretos ficaram bem escondidos na touca. Dá pra entender que hoje irei dormir de cabeça para baixo e sugar o sangue de geral. A maquiagem se resume num batom roxo e rímel.

Agarro o celular visualizando a mensagem de Carolyn: Minha fantasia tá um estouro, espero que a sua tbm esteje ou terei que te arrastar pelos pés. Como disse, idade adulta e mentalidade infantil no Halloween. Encaixo o aparelho na cintura colocando os fones de ouvido de trás da nuca os colocando nos ouvidos.

Me olho no espelho novamente. Essa é Alice Duchy? Ou a máscara idêntica da impostora imperfeita? Que vai trocar marotas de animes no Netflix por uma noite de festa à fantasia? É isso que quer? Vestir a fantasia é meio caminho andado, dá tanto para progredir quanto para desistir.

Abro a porta, abandonando a zona de conforto.

A casa não se deu ao luxo de estar decorada, o modo de mostrar que os Duchy estão comemorando foi colocando esqueletos falsos no quintal. A caixinha de doces baratos fica no alcance do braço do meu pai que está focado no tablet. Minha mãe assiste televisão.

- Está grandinha demais pra sair pedindo doces, certo Ali? – pergunta ele, sem desprender os olhos do tablet.

Minha mãe ri baixinho.

- É para a festa na casa dos Warren. – respondo secamente, procurando as chaves. – Olha, acho que a festa vai acabar tarde, e como isso aqui vai ficar infernal depois da meia-noite acho que... tem como vocês prestarem a atenção por favor? – peço vendo tamanha indiferença da parte deles. Continuo a dizer que devo dormir na casa da festa e na primeira oportunidade de interrupção minha mãe pergunta dos remédios que o psiquiatra receitou. Minto dizendo que está se dissolvendo dentro do organismo quando na verdade deve estar boiando no esgoto.

Despedidas e me preparo para sair. Nos primeiros passos pode-se ver crianças animadas correndo enquanto os responsavéis vão atrás, garotos idiotas soltando elogios e assobios por onde passo. Ligo a música Highway to Hell – AC/DC  permitindo que o mundo se feche na trilha sonora.

Dobro finalmente a Switch Boulevard, logo avistando o casarão dos Warren seria até que impossível não ver o resultado do lucro que as cafeiteiras e confeitarias de Juriferri. Os grandes portões de grades me fazem tremer. Eis que me vem na memória o motivo de recusar o convite de Carolyn... Ela me acharia louca se dissesse, como todos acham. Mas eu sei que vi. Gostaria que fosse impressão, que fossem amigos de Sophia. Se fosse tal impressão eu não teria o porque de tremer. Estava escuro, como teria certeza?

Como posso ter certeza de que haviam espirítios de crianças escoradas nestes portões?

Fecho os olhos, respiro fundo, faço contagem regressiva, reabro. Não, eles não estão aqui. Nunca estiveram.

Toco a campainha.

***

08h05 PM

Caim Guetta

Encaro o reflexo na tela do celular o resultado de uma tarde inteira. A maquiagem ficou boa, valeu a pena ter um dia de garota. Nada mais conveniente do que vir numa festa de halloween se fantasiando de rei do halloween: Jack Esqueleto. A boca tem uma linha preta que estende até a bochecha, a cartola marrom deu o toque final junto do blazer azul escuro e a gravata branca.

A decoração da festa ficou excepcional, tive que dar um pulinho na mesa de doces que estão terrivelmente apetitosos. Devo ter chegado cedo já que a festa foi marcada para às sete e meia. Preferi sair cedo para não ter que acompanhar o show que ia ter na minha casa, o show não é pra impedir de sair ou de mostrar que sou irresponsável o suficiente para andar sozinho por Nova Orleans.

NÃO TIVE CULPA!

 Como sou o primeiro a chegar me resta ficar no sofá como se fosse comportado, me distraindo com o celular. Vejo nas redes sociais como cada um está celebrando, um jeito mais peculiar que o outro. Logo, Sophia surge nas escadas na companhia da tia e da empregada. As três vestidas para a ocasião, sendo Sophia usando um vestido vermelho de detalhes pretos cobrindo as cabeleiras loiras com o capuz vermelho.O vestido azul escuro caiu bem no corpo de Carolyn, os cabelos louros presos a uma rosa e o rostinho angelical agora são contornos da maquiagem de caveira mexicana. Já a srta. Hayes se fantasia no clássico de bruxa, sendo o vestido preto de detalhes roxos, a maquiagem carregada e o famoso chapéu pontiagudo.

- Caim! – Carolyn me envolve num abraço apertado. – Fico feliz por ter vindo.

Olho para Sophia admirando os tons de cores divergentes dos olhos, sendo o direito azul e o esquerdo azul claro, e meu Deus que olhos sensacionais. Conheço Sophia desde o ensino fundamental e só ela pode ter me arrastado para este tipo de evento. Ela é um dos motivos para ter vindo, a não ser, é claro, não dispensar uma boa festinha de halloween.

- Srta. Hayes, quase a confundo com outra pessoa. Está horrível e no bom sentido se me permite dizer. – digo cordial, arrancando riso das três.

- Falando assim nem parece que é um grosso. – Sophia não perdia a chance de colocar a língua entre os dentes, e como eu adorava isso nela.

- Tenho que ser educado, não é? – pego na mão de Sophia, vendo as unhas pintadas de vermelho, combinando com a fantasia. Sophia sorri de canto.

Logo, Carolyn e srta. Hayes correm para ver os últimos detalhes antes da festa realmente começar, dispensando nossa ajuda. Sophia e eu ajudamos o DJ a montar a mesa de som, logo, as paredes tremem com o som de Animals – Martin Garrix. Tentamos dançar beliscando doces maravilhosos que só o cozinheiro dos Warren sabe fazer. Se dar dois passinhos para a direita, um para a esquerda e um pulinho é dança, é a dança que inventamos na hora.

O sofá oferece comodidade e resolvo abusar. A mais nova anfitriã vai atender a porta, e torno a stalkear pessoas aleatórias. Me surgem mensagens por SMS, ignoro porque deve ser promoção da operadora. Sophia retorna puxando um morcego feminino de cabelos vermelhos e pretos pelo braço, mostrando orgulhosa a sala de estar e em resposta a morcega abre a boca admirada.

Não pude deixar de notar a peculiaridade naquela jovem, quem teria a ideia genial de vestir-se de morcego, quase que ninguém. Ela fica a vontade e se senta no sofá adjacente da onde estou. Esse é o chato de chegar cedo, vai ter certo ponto que você estará sozinho porque quem dá a festa tem que dar atenção a todos. Poderia muito bem conversar com a recém-chegada, mas a mesma mostrou-se indiferente. Então, não vou perder tempo.

Não demorou muito para que essa garota sentir a frustração de ter que ficar só. Engano meu, o outro convidado de cabelos coloridos e de olhos verdes afundados no preto e o colarinho da camisa branca machada de vermelho como se tivesse sangue escorrendo da garganta, ele é amigo dela. Sophia tenta nos entrosar, mas não tem tanto êxito, logo o garoto vem apertar minha mão.

- Sou Mathew Loureous. Jack Esqueleto, que original. – diz olhando-me da cabeça aos pés. – Nunca assisti a animação, deve ser bom porque em toda festa de halloween que vou alguém mostra essa figura.

Dou risada, que garoto tolo.

- Desculpe perguntar, mas qual é do cabelo colorido? – pergunto vendo os cabelos desgranhados.

- Uma forma de expressão. Temos que nos expressar de alguma maneira, mostrar quem somos. – responde passando os dedos para deixa-los comportados, tarefa complicada. – E você Caim, como se expressa?

Bebo o refrigerante.

- Não me expresso, Loureous. Sou o que sou, doa a quem doer. Não devo nada a ninguém nem mesmo a mim, então, é desnecessário pintar o cabelo, andar nu em público para mostrar quem é Caim Guetta. Apenas converse e prometo ser o dos mais sinceros. – respiro fundo depois de soltar a fala esquecendo das vírgulas que deveriam existir.

Mathew nada disse, balançou a cabela e tornou a ficar do lado da menina morcego. Sophia arqueia a sobrancelha, dizendo que podia poupar as pessoas da minha auto confiança. Sendo apenas sincero, querida.

Se isso for veneno, matarei um por um hoje.

***

08h34min

Charlotte Wild

A fantasia de vampira pode parecer brega, mas não no meu corpo maravilhoso. Ainda mais a roupa que uma costureira renomada fez exclusivamente a mim, a saia curta vermelha no encaixe da blusa branca de detalhes vermelhos, as meias-calças azuis e para finalizar o sapato de veludo. O aplique de presas fica perfeito escapando entre os lábios rosados que agora tinham a cor de vermelho sangue.

- Está belíssima, Lottie. Com toda certeza será a mais linda da festa. – disse Josefina, minha empregada, que ajeitava meus cabelos louros nas costas.

Juro que vou mandar papai escrever as ordens do papei na mão desses empregados. Que parte de não se envolver com a família do patrão eles não entendem?

- Primeiro, me chame de srta. Wild. Segundo, é claro que sou a mais bela da festa porque eu sou linda. Terceiro não pedi sua opinião, empregada. – digo, ainda me olhando no espelho.

A empregada abaixa a cabeça sussurrando desculpas e se retirando do quarto, antes da porta fechar escuto a mulher resmungar um xingamento que envolve mamãe direcionado a mim. Que boca mais suja que essa ralé tem, cruzes! Chegar atrasada numa festa é sinal de elegância, afinal, a atenção volta-se a quem chega depois. Vou descendo gritando o nome do motorista que bebia chá e comendo bolo. Quanta incompetência, meu Deus. Dentro do carro, mando mensagem para Amylee que afirma estar na frente da Casa Horripilante de Elm Street. Acha-la naquela multidão sedenta de entreterimento de terror foi um inferno, mas logo ela surge fantasiada de bruxa, luvas longas de renda, vestido tomara que caia e a saia azulada cheia de babados. O chapéu de veludo cobre o rosto e o sorriso de comercial de creme dental.

Amylee se joga para dentro, dando risadinhas.

- Na próxima vez marca de encontrar na porta do inferno, é mais fácil te encontrar lá. – digo debochada.

- Se anima, Lottie. Caramba vamos numa festa.

- Festa que espero que seja das boas.

- Claro que vai ser. Quer dizer, a Sophia mandou fotos das comidas e parece ser das boas para você. Não abobino doces. – diz ela me mostrando as fotos da mesa de doces que Sophia mandou.

Eu não resisto a um bom doce ou qualquer tipo de comida, se num rolê vai ter comida, eu tô dentro.

Depois de vinte minutos presas na frente da Casa Horripilante, conseguimos entrar na Switch Boulevard. Dispensando o motorista ficamos na espera de alguém nos receber, outra bruxa veio nos receber. Uma bruxa das feias, quase idêntica ao filme Abracadabra. No caminho até a porta eu disse para Amy.

- A culpa vai ser sua se a noite for uma droga.

A música nos abraça assim que entramos na sala. Não é das melhores, a começar pela decoração de 2013 que passou de época. O DJ não é famoso e os remixes são dignos de amador. A casa é desleixada, parece que jogaram coisas no alto, ligaram e música e pronto. Amylee me arrastou até as anfitriãs. Sinceramente, Carolyn parece ser falsa e Sophia não é das melhores companhias a serem contadas para festas.

- Chapeuzinho vermelho tá tão fora de moda. E a maquiagem de caveira mexicana é simples demais para quem deve dar a festa. – digo diante das duas loiras.

Sophia pigarreou.

- E desde quando ser vampira é contempôraneo e complexo demais? – a vadia franze a testa, recebendo um tapinha de Carolyn no braço.

Prestes a rebater, Amy intervém.

- É brincadeira da Charlotte. A festa está maravilhosa, Sophia. De verdade. – disse Amy abraçando o meu pescoço e puxando-me pelo mesmo. – Caramba, Lottie, dá uma dentro véi.

Reviro os olhos sentindo nojo de tudo, o que custava colocar glamúor? Desconhecem a diferença da pobreza da originalidade?

Depois, ela foi me apresentar para Mathew e Andrew. O Andrew é gostosinho e obviamente o Mathew é gay. Tinha uma Alice junto, mas ela simplesmente ia pegar mais refrigerante. Uma desculpa é claro. Logo, conheço Caim Guetta, outro menino gostoso que se perdeu no péssimo gosto de vestir-se de Jack Esqueleto. Mas o menino tinha lá seus encantos, todo confiante como eu e não lançou nenhuma cantada, ainda bem. Outra garotinha encolhida num sofá me chamou a atenção por causa da máscara de coelho acompanhado de um vestido branco. Macabro demais, talvez o mais original até agora.

- Esquisita. – sussuro para mim mesma.

 Peço informações para ir ao banheiro e com as coordenadas corretas encontro. Não era para usar e sim me preparar psicologicamente para algo que estava despreparada. Se soubesse que era esse show terrível, teria ficado na minha casa dormindo. Ah eu mato a Amylee!

Mordendo o lábio inferior percebo que a noite será longa...


Notas Finais


Gostaram? Odiaram? Me digam o que acharam! E QUE ESSAS VAGAS SEJAM PREENCHIDAS LOGO


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