História Mind raze - Capítulo 1


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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens James Buchanan "Bucky" Barnes, Personagens Originais
Tags Bucky Barnes, Personagem Original
Visualizações 27
Palavras 1.614
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bem, soldado invernal é o meu preferido depois do Loki, então por que não escrever sobre ele? Esse foi o resultado. Se alguém ler, espero que goste. Até a próxima.

Capítulo 1 - Tentativa de fuga


—Eu não o recomendaria sair agora, Bucky. Seu nome ainda está em todos os jornais. Pelo pouco que sei, ainda é um homem procurado.

O tom da mulher era como o de uma mãe repreensiva. Gostava disso nela. O fazia se sentir confortável e aceito. O soldado invernal fez uma careta se perguntando como ela tinha acordado, sabia que ela tinha o sono pesado. Virou-se para ela, vendo-a só de camisola, com os braços cruzados em frente ao corpo e a sobrancelha loira arqueada. A imagem dela soava extremamente atraente para o Bucky dos anos quarenta: magra, alta, olhos verdes, feições harmoniosas e um belo sorriso, mas já havia percebido há algum tempo que não fazia o tipo dela.

—Como sabia que eu estava indo...

—Amélia. —Respondeu simplesmente dando um suspiro profundo ao notar o olhar de confusão que o homem lhe direcionou.

 Ela se dirigiu até o sofá sentando-se nele continuando focada no soldado invernal que apenas recuou e encostou-se contra a parede da sala a observando também. Bucky colocou sua mochila no chão e cruzou os braços.  A loira massageou as têmporas em um gesto que entregava seu cansaço.

 —Bem, ela tinha que servir para alguma coisa além de ser rebelde. —Constatou mais para si mesma ficando reflexiva àquele respeito. — Ela acordou e viu você preparando sua fuga e foi me avisar... Uma dica: Amélia tem insônia.

—Eu não quero causar problemas para vocês. —Explicou-a constrangido por ter sido pego. —E pelo que percebi a sua irmã não gosta de mim também... Não quero causar qualquer atrito entre as duas.

—Mia é defensiva. —Justificou rapidamente usando o apelido da irmã. —Sempre foi. Inclusive quando é relacionado a você. Ela não gosta de você porque sua mera existência faz com que qualquer lembrança boa que ela tenha de nosso pai  seja nula, ao imaginar que ele causou tanto mal a alguém. Pelo que entendi você lutou ao lado do capitão América nos anos quarenta. Depois de seu acidente, sofreu lavagem cerebral se transformou no soldado invernal e foi congelado e descongelado ao longo dos anos, certo?

—Sim. —Respondeu ao notar que ela queria entender a história e a versão dele de tudo o que aconteceu. —É basicamente essa a história. Ainda há alguns brancos na minha cabeça, Sandora. Reencontrar Steve nessa época fez com que algumas memórias de quem eu era voltassem, mas não todas elas. Preciso saber quem me transformou nisso e como quebrar a lavagem cerebral que me fizeram. Sempre que eu ouço as palavras em russo é como se eu não tivesse mais controle algum.

—Compreendo. —Assentiu com a cabeça dando ênfase a sua resposta. — Sendo filha de um dos homens que teve acessos aos seus arquivos, poderei ajudá-lo com isso, mas apenas se ficar.  

—Já causei danos demais a sua família. —Manifestou-se dando um suspiro, sentindo a culpa o corroer ao lembrar-se dos olhares de desprezo que a filha mais nova de Jonh Garret lhe dava e das discussões entre as duas mulheres por causa dele.

—Pelo que sei, não foi você que matou nosso pai.

—Não, eu não o matei. —Foi convicto ao dizer isso e viu a loira lhe dar um sorriso frágil e triste. — Ele era o único que podia me dar respostas.

—Sinto muito que ele não possa mais ajudá-lo, Bucky, para remediar pelo menos um pouco do mal que lhe causou...

Foram interrompidos.

— Ah, qual é? Poupem-me dessa ceninha patética. Só admita logo que quer dormir com esse cara, Sandy. —Atreveu-se divertida, arqueando a sobrancelha negra em sinal de desafio.

 Não era bonita como a irmã, estava um tanto acima do peso ideal, gostava de usar preto e coisas com caveiras.  Uma típica adolescente rebelde Bucky pensou. Parou de dar atenção a recém chegada, para focar-se na mulher loira que estava rubra de vergonha o que só a deixou mais adorável.

—Não diga esses disparates, Mia. —Sandora a repreendeu.

—Que disparates? —Se fez de desentendida ignorando o que sabia sobre a irmã. —É só a verdade. —Jogou perigosa. —Não é, irmãzinha? —O brilho perverso nos olhos dela era intrigante e Bucky sentiu algo estranhamente incômodo dentro de si. Mia deu um meio sorriso de lado para Sandora que apenas negou com a cabeça.

—Eu vou dormir, não quero jogar com você agora, pirralha. —Se rendeu. — Boa noite, Bucky. —Se despediu.

Barnes a cumprimentou com um solene aceno de cabeça. Sandora se levantou do sofá e começou a caminhar em direção ao quarto.

  Na entrada do corredor, Sandy, esbarrou com Amélia e a olhou repreensiva ao mesmo tempo que calma e conformada pelo jeito da irmã, dando um suspiro a desejou boa noite, depositou um beijo na testa da garota que apenas revirou os olhos pelo gesto carinho e voltou a seu caminho.

—Não deveria ter dito aquilo sobre mim e sua irmã. —Advertiu-a quando ouviu os passos da loira distantes o suficiente para que a conversa que ocorria agora não fosse ouvida.

O Bucky cavalheiro estava no controle ao notar que a dama em quem começara a confiar, se sentiu incomodada pelas palavras daquela moça venenosa.

 Amélia apenas começou a gargalhar como se aquela fosse a piada do século.

—Oh que bonitinho, o cavaleiro de armadura reluzente defendendo a donzela em perigo?! Só uma pergunta, sabe que não está mais nos anos quarenta, não é? —Questionou sarcástica e maldosa.

—O fato de você me odiar, não deve ser descontado em sua irmã, Amélia. Se quer chatear alguém...

—Ah, por favor não diga “esse alguém tem que ser eu”, seria o cúmulo dos cúmulos, cara. É tão clichê gostar da minha irmã. Acha que é o primeiro? Eu vou te dizer para que não quebre seu coração. Sandora não curte homens, sei que no seu tempo não existia lésbicas, mas...

—Pare de falar agora. —Vociferou.

Obrigou-a a se calar, tapando a boca da garota com a mão direita. A menina arregalou os olhos surpresa pelo ato e mais ainda ao sentir o frio da mão de metal que se enroscou atrás de seu pescoço a impedindo de se debater, causando calafrios,  não que ela fosse o fazer já que ficou tão em choque pelo toque repentino dele que não reagiu e nem conseguiu revidar.

  — Apenas escute. Consegue fazer isso? —A viu assentir com a cabeça temerosa. Tirou a mão que tapava a boca dela e a que estava na parte de trás do pescoço da garota, tendo uma Amélia pálida e sem reação a frente dele. Isso era novidade. —Sua irmã é minha amiga. Uma das poucas que eu tenho, alguém que me ajudou sem ter segundas intenções. Não importa se ela gosta ou não de mulheres... Você me entendeu?

—Sim, eu en-en-entendi. —Vacilou na voz, demonstrando sua tormenta ao dar dois passos para longe dele e acabou batendo as costas e a cabeça contra a parede.

—Pare de provocá-la e amanhã a peça desculpas, entendeu? —Se aproximou os dois passos para perto dela novamente, levando as mãos para a parede atrás da garota a prendendo ali com o corpo, quanto mais ameaçador soasse, melhor.

—Sim, eu entendi. —Respondeu transtornada e desesperada, mas agora com firmeza na voz, ela o olhou nos olhos dessa vez como se dissesse que não ia se render e aquele fogo de determinação era no mínimo desnorteante.  —Eu posso ir para o meu quarto agora?

—Vá. —Respondeu impacientemente. Foi só ai que ele notou que estava bloqueando o caminho dela, mas não saiu de imediato. Trocaram um olhar que por um minuto fez o tempo parar.

—E se trouxer aquele garoto aqui de novo, eu vou dizer para sua irmã. Ela já disse que não te quer andando com ele.  Geralmente não gosto de delatores, mas você me irritou bastante hoje.

—Aquele garoto é meu namorado e você não tem o maldito direito de ...

—Não importa. —Sentiu-se irritado de repente. —Ele pode ser o presidente dos Estados Unidos que isso não muda. Eu já matei pessoas por menos, não me dê motivos para matar ele.

—Você é um maldito psicopata, sabia disso? —Questionou-o querendo chorar, mas se manteve firme. Ele impulsionou o corpo para trás com as palmas das mãos, dando o espaço para ela sair, algo nele estava instável. Não era mais o Bucky que conversava com Sandora, mas uma mistura do ameaçador soldado invernal com o Bucky feroz que lutava nas guerras com Steve. Sandora despertava sua bondade e Amélia sua fúria.

...

Na manhã seguinte, foi surpreendido quando a garota apareceu na cozinha com uma cara amassada de sono e sussurrou um rápido desculpe para eles. Ela não olhou para nenhum deles quando fez isso, apenas manteve a cabeça baixa. Bucky segurou um sorriso que queria aparecer em seus lábios e deu mais um gole na caneca de café.

—Está tudo bem, Mia. —Sandora deu um de seus belos sorrisos que indicava que tudo estava perdoado  e Amélia  revirou os olhos enquanto se dirigia ao armário

 —Inferno, por que tem que colocar as drogas das canecas de café tão alto, Sandy?

—Não tenho culpa que você tenha parado de crescer antes do tempo. —Alfinetou-a divertida. —Bucky, você se importa em ajudá-la?

Ele negou com a cabeça, levantado-se de seu lugar. Caminhou até onde a garota que agora havia encostado as costas contra a pia e se ergueu na frente dela, a vendo ficar vermelha e sem reação, pegou a caneca da série que ela gostava e entregou a ela.

 

—O que a gente diz, Amélia? —Sandora, a provocou. Sem parecer perceber o clima tenso entre os outros dois.

—Obrigada. —Murmurou a contragosto, saindo de perto dele e se dirigindo até a cafeteira, pegando o recolhedor e colocando o líquido fumegante na caneca de Game of Thrones.


Notas Finais


Vamos lá. Comentários sempre incentivam. Mas favoritos também. Se alguém puder fazer uma capa para mim, eu agradeceria demais.


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