História Minha amada professora - Capítulo 121


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Novela, Romance
Visualizações 196
Palavras 3.072
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Escolar, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 121 - Capítulo 121


Fanfic / Fanfiction Minha amada professora - Capítulo 121 - Capítulo 121

Mesmo que fosse capaz de respirar normalmente outra vez, não consegui emitir qualquer som ou sinal que indicasse o que li no papel timbrado. Fechei os olhos, sentindo algumas lágrimas se formarem sob minhas pupilas, e desmoronei contra o ombro de Lauren, que me abraçou apertado e mais que depressa tomou o documento de minhas mãos, para revelar o mistério que ainda assombrava todos à minha volta. 

Um longo suspiro escapou de seu peito ao enfim descobrir a verdade. 

Lauren: Não foram encontradas evidências – ela murmurou, aliviada, beijando o topo de minha cabeça.

Lauren: Não aconteceu nada. 

Ouvi minha mãe e Taylor celebrarem o resultado, lançando seus braços ao meu redor como podiam, num abraço grupal desconcertado do qual emergi rindo, com as mãos sobre o rosto, escondendo o choro tímido e exausto após dias de tensão e pavor. 

Camila: Nem acredito que... Que... – gaguejei, encarando o papel já esquecido sobre o sofá, no apertado espaço entre Lauren e eu, e sem conseguir completar a frase, apenas balancei a cabeça e voltei a me esconder (dessa vez, no abraço de minha mãe, que chorava comigo, e distribuía beijinhos por onde pudesse). 

Taylor: Amiga, você não imagina como é bom te ver assim outra vez! – ela exclamou, pronta para me esmagar com seus braços assim que os de mamãe me libertaram.

Taylor: Sorrindo desse jeito, feliz de verdade. Dá licença que eu vou chorar também! 

Às gargalhadas, retribuí seu abraço apertado, sentindo meu coração acelerado dentro do peito, porém agora de alegria e nada mais. 

Camila: Obrigada, gente, mesmo – funguei, enxugando o rosto e sentindo minhas bochechas quentes em meio à euforia pulsando em minhas veias.

Camila: Obrigada por me apoiarem durante essa última semana... Não sei o que seria de mim sem vocês. 

Taylor: Tá, tá, já entendemos, você nos ama – ela riu, puxando-me para mais um abraço.

Taylor: Nós também te amamos, caso ainda não tenha ficado claro.

Todos rimos novamente, sem qualquer preocupação no mundo. Continuei sorrindo mesmo após nos levantarmos e seguirmos para a cozinha, e também durante todo o almoço em família (e agregados, embora eu os encaixasse na primeira classificação), sem precisar de outro motivo, incapaz de superar o alívio que aquele exame trouxera. Agora mais do que nunca, tudo o que eu queria era sorrir, ser feliz com as pessoas que amava e que me amavam de volta, e mais nada. Nem mesmo a lembrança de Shawn, e de como ele esperava que eu o encontrasse no dia seguinte para enfim realizarmos o exame de DNA, ameaçava desfazer meu sorriso. 

Zayn havia me ligado no dia anterior, dizendo que tinha uma amostra de DNA de Alice e Tisha (após alguma pesquisa, descobrimos que era mais seguro coletar saliva do que cabelo, e ele o fez com a pequena, que dormia feito pedra e não se recordaria do evento; descobrimos também que amostras maternas auxiliavam no resultado, mas com a mãe, o mesmo procedimento não foi possível, e nos conformamos com os fios de cabelo de seu pente) e o exame anterior, de anos atrás, em mãos. Ele me pareceu tenso, mas disse apenas que gostaria de me acompanhar no encontro com Shawn; eu, mais do que contente com a ideia de não ficar sozinha com aquele crápula, concordei. 

Lauren: Sabe de uma coisa? – ela disse, ao enfim retornarmos ao sofá, dessa vez sozinhas, depois da breve, porém alegre refeição para se encaixar no horário de almoço de mamãe.

Lauren: A Taylor tem razão. 

Camila: Como assim? – indaguei, deitada com a cabeça em seu colo. Seus olhos estavam perdidos em meio à mobília à nossa frente, e o fantasma de um sorriso moldava seus lábios. 

Lauren: Quando ela disse que é bom te ver sorrindo de novo – ela explicou, e após alguns segundos, enfim devolveu meu olhar.

Lauren: Ela tem razão. 

Involuntariamente, por mais que a situação permitisse que fosse proposital, abri um sorriso tranquilo, tornando-me a representação humana de um gatinho que se espreguiça e ronrona ao receber um afago. Ela sorriu de volta, ou melhor, o esboço de sorriso que já habitava seu rosto se expandiu, e feito duas idiotas, caímos no riso por mais um breve momento. 

Lauren: Enfim, não quero ficar falando disso e trazendo essa lembrança desagradável à tona – ela suspirou, brincando com meu cabelo sem prestar atenção no que seus dedos faziam.

Lauren: Só quis reforçar o que ela comentou... Porque é realmente importante.

Mordi o lábio inferior, buscando afugentar não só o sorriso incontrolável que fazia minhas bochechas doerem, mas também a emoção que suas palavras sinceras causavam. Fiquei ereta no sofá e passei um braço sobre suas pernas, apoiando-me em minha mão para ficar com o rosto rente ao dela. Sorri, mais uma vez, pela milésima vez, embora fosse como se não tivesse parado por um só instante. Dessa vez de propósito. 

Lauren: Senti falta de te ver assim... – soprou, levando uma mão à minha cintura e outra ao meu rosto, gesto que eu prontamente retribuí ao inclinar a cabeça na direção de seu toque.

Lauren: Radiante. 

Encaramo-nos por alguns segundos, aproveitando a calma que agora se estendia infindavelmente em nossas mentes, até que ela franziu a testa, subitamente desconcertada.

Lauren: Quer dizer... Não que você não seja radiante sempre, amor, mas... Esses últimos dias foram difíceis, você estava preocupada com esse resultado, e com razão, claro... Não foi o que eu quis dizer. 

Sem conseguir segurar o riso diante de seu monólogo atrapalhado e desnecessário, apenas uni nossas bocas carinhosamente, acariciando seu rosto com a mão livre e prendendo seu lábio inferior entre meus dentes brevemente antes de partir o beijo. 

Camila: Eu entendi o que você quis dizer, fica tranquila amor – murmurei, fazendo cafuné em sua nuca, e ela assentiu, com um sorriso satisfeito. 

Lauren: Pelo jeito, você continua sendo uma ótima aluna. 

Camila: Claro que sim – respondi, erguendo uma sobrancelha.

Camila: Além do mais, como poderia não ser, quando tenho uma ótima professora? 

Lauren: E ainda por cima, particular – ela riu, entrando na brincadeira, antes de roubar outro beijo.

*********

Camila: É aqui. 

Zayn estacionou o carro na esquina do café onde nos encontraríamos com Shawn em alguns minutos. Assim que o barulho do motor cessou, ele respirou fundo, distraído com seus próprios pensamentos, observando a movimentação na rua à nossa frente. Após um breve trajeto tenso e silencioso de minha casa até ali, não pude mais me conter. 

Zayn: Sei que não somos próximos, e que eu não deveria me intrometer, mas... Você está bem? 

Seu olhar caiu para o volante do carro; mais um suspiro antes de responder. 

Camila: Não exatamente. 

Aguardei a continuação de sua explicação, que exigiu outra respiração profunda antes de sair. 

Zayn: O que você me disse semana passada ficou entalado na garganta... Por mais absurda que a hipótese soasse, fiquei com aquilo na cabeça. Não conseguia parar de pensar na possibilidade de que minha mãe tenha mentido pra mim sobre algo tão grave por todo esse tempo. Não sei o que causou essa desconfiança toda, talvez um instinto meu, uma sensação constante de que algo não se encaixa nessa versão oficial dos fatos desde... Desde sempre. 

Assenti devagar, atenta ao que ele dizia. Zayn nunca agira daquela forma comigo. A mesma seriedade de quando me contou que Lauren era a outra mãe de Alice, porém a certeza não existia em seu tom. Sua voz por pouco soava trêmula, como se a mera probabilidade de ter sido enganado pela própria mãe fosse impactante demais para suportar. Contudo, continuar vivendo aquela potencial mentira não era certo, muito menos possível, uma vez que a dúvida já tinha se infiltrado em sua mente.

Zayn: Eu sempre achei que conhecia minha mãe melhor do que ninguém – ele continuou, cabisbaixo, com esforço, nitidamente desconfortável por se abrir daquela forma comigo, porém sem outra escolha.

Zayn: Sempre achei que podia confiar nela tanto quanto ela confiava em mim... E mais, por tudo o que aconteceu quando ela engravidou, sempre fiz questão de estar presente na vida de Alice, de amá-la como toda criança merece ser amada, e como ... Como a outra mãe não a amava. Tudo isso, principalmente, porque amo minha mãe. Ela me aceita... Como eu sou. Sempre me aceitou. Imaginar que possa existir um segredo tão grande entre nós... 

Camila: Zayn, não se torture – interrompi, ao perceber que ele estava prestes a se deixar levar pelo pânico.

Camila: Não deixe que uma pessoa como Shawn te manipule desse jeito. Nós vamos descobrir a verdade, está bem? Eu prometo. E seja ela qual for, faremos de tudo para que todos os envolvidos nessa história saiam dela da melhor forma possível. Não se precipite, e por favor, não se desespere. Isso é exatamente o que ele quer, causar tristezas em nossas vidas, já que não consegue lidar com as dele. 

Ele respirou fundo uma última vez, com os olhos fixos nos meus durante todo o discurso. Quando enfim parei de falar, ele processou minhas palavras por um instante e confirmou com a cabeça. Só então percebi que, ao interrompê-lo, levei uma mão ao seu braço, no calor do momento. E ainda o estava segurando. 

Camila: Desculpe – falei na mesma hora, encolhendo-me novamente em meu assento. 

Zayn: Tudo bem Camila – ele disse, parecendo positivamente surpreso com minha atitude.

Camila: Acho que eu precisava de tudo isso. 

Zayn: Acho que sim – dei de ombros, ainda envergonhada, embora mais confortável do que em nosso último encontro depois daquele vislumbre de fragilidade.

Camila: De qualquer forma, depois do que eu passei nos últimos dias por causa de Shawn, não quero nem pensar em mais alguém sofrendo por causa dele. 

Camila: Obrigada. 

Zayn: Tudo bem. 

Trinta segundos de silêncio constrangedor, ainda que mais tranquilo do que antes, se seguiram, até que ele voltou a falar. 

Zayn: Tenho que admitir... Realmente, você não parece ser uma má pessoa.

Deixei de observar o exterior do veículo e virei o rosto em sua direção ao ouvi-lo falar. Zayn não olhou de volta para mim, mas um sorrisinho satisfeito, embora contrariado, surgiu em seu rosto. Engoli em seco, pega de surpresa por aquela demonstração absurda de afeto para os padrões dele, e não tive coragem de agradecer, temendo receber uma resposta equivalente a um balde de água fria. Contente com meu pequeno feito, voltei a olhar para fora da janela, lutando contra a vontade de rir ao imaginar o que Lauren diria quando soubesse que seu tão temido primo tinha alguma consideração por mim, mesmo que ínfima. 

Deixamos o carro alguns minutos depois, quando o relógio no painel marcou três da tarde. Logo avistamos Shawn, parado em pé ao lado de uma pilastra do estabelecimento, braços cruzados sobre o peito, sorrisinho prepotente no rosto. Estremeci ao notar que ele usava o suéter verde musgo de que eu tanto gostava antes de... Antes de tudo. 

Shawn: Trouxe um guarda-costas, Camila? – ele perguntou, indicando Zayn com a cabeça e observando-o de cima a baixo com desdém.

Shawn: Se a intenção era me intimidar, acredite, o tiro saiu pela culatra. 

Camila: Não vim até aqui para ouvir desaforos Shawn – retruquei, sem a menor paciência.

Camila: Você quer a amostra de DNA ou não? 

Mesmo tentando disfarçar e manter sua atitude debochada, pude perceber sua confiança fraquejar ao notar que eu não estava ali para brincadeira. Shawn lançou um olhar desafiador a Zayn, cuja expressão continuou implacável, e voltou a me encarar. 

Shawn: Sim. Afinal, foi para isso que viemos aqui, não é mesmo? 

Camila: Que bom que concordamos em pelo menos alguma coisa – sorri, mais cínica, impossível.

Camila: Nós temos a amostra. Agora precisamos decidir uma clínica para realizar o exame.

Zayn: Eu conheço uma, não fica muito longe daqui – ele disse, como tínhamos combinado, porém ergueu a mão.  

Shawn: Como posso garantir que o resultado não será manipulado, como sua mãe fez da primeira vez? 

Zayn e eu nos entreolhamos discretamente, surpresos ao descobrir que ele sabia sobre o primeiro exame. Shawn percebeu, e tirou proveito da situação. 

Shawn: Acharam que eu não sabia? Quem vocês acham que pediu para Trisha ter uma conversinha com o médico e casualmente mencionar as generosas possibilidades que sua conta bancária poderia oferecer? 

Engoli em seco, administrando o impacto de suas palavras enquanto observava com atenção a reação de Zayn, pronta para intervir caso fosse necessário. Felizmente, ele se conteve; cerrou os olhos para Shawn, e enfim se manifestou. 

Camila: Se formos à clínica que você quer, como saberemos que o exame não será adulterado a seu favor outra vez? 

Shawn soltou um risinho divertido, e seus olhos voltaram a cair sobre mim. 

Shawn: Ela decidirá aonde iremos. 

Ergui as sobrancelhas, sem entender a preferência, porém sem recusá-la, pois sabia exatamente onde ir. Eu só queria me livrar daquele fardo de uma vez por todas, e se ele estava disposto a me deixar conduzir a situação, melhor para mim, e para todos os envolvidos, já que eu com certeza não estava disposta a subornar ninguém para encobrir a verdade.

Camila: Tudo bem – concordei, dando de ombros.

Camila: Eu conheço um lugar. 

Voltamos ao carro de Zayn, e seguimos para a clínica onde meu pai costumava trabalhar quando ainda era casado com mamãe. Sabia que todos ali eram confiáveis, não havia lugar melhor para realizar a tarefa.

Falamos com a atendente e após aguardar e Zayn preencherem um formulário com informações necessárias sobre as duas partes e a forma de pagamento, todos seguimos em direção às poltronas para esperar a coleta do material genético. Senti Shawn me encarar durante todo o tempo, ainda que Zayn tenha insistido em ocupar o assento entre nós. Determinada a não desperdiçar um segundo além do extremamente necessário com sua existência, não devolvi seu olhar uma só vez. Enfim, ele foi chamado, e levando consigo as amostras de DNA de Alice e Trisha, em poucos minutos, pudemos deixar a clínica 

Camila: Você ouviu a data do resultado Shawn – falei, ao pararmos diante do carro de Zayn.

Camila: Quando o dia chegar, esteja aqui nesse mesmo horário. Nem pense em sequer tocar no envelope antes de eu chegar, ouviu? 

Shawn ergueu uma sobrancelha e deu risada. Não entendi a graça, e deixei claro em minha expressão. 

Shawn: Você não está mais com medo Camila – ele disse, novamente cruzando os braços. Sustentei seu olhar asqueroso sem me deixar abalar. 

Camila: Não, não estou – rebati sem hesitar, motivada por todo o terror psicológico que ele provocara há poucos dias, do qual eu ainda me recuperava.

Camila: Deveria estar? 

Ele não respondeu, apenas continuou me encarando, até que lhe dei as costas, disposta a colocar o máximo de distância entre nós possível até nosso próximo encontro. 

Shawn: Eu ainda posso cumprir aquela promessa... Você sabe – ele adicionou assim que fiz menção de me afastar, e eu parei onde estava.

Shawn: Não sabe? 

Devagar, virei parcialmente em sua direção, olhando-o com desprezo. 

Camila: Você é patético. 

De rabo de olho, notei um Zayn boquiaberto ao meu lado, enquanto processava a dor do soco verbal que levara. Não parei por aí, caminhando até ele em passos lentos, até me aproximar o máximo que meu nojo permitia. 

Camila: Só porque seu plano ridículo de ter duas mulheres ao mesmo tempo deu errado, porque você está na merda e eu encontrei alguém que me ama de verdade, e agora, depois de descobrir que sua última estripulia foi inútil, também porque você já não tem mais poder nenhum sobre mim e nem terá porque eu não vou deixar isso acontecer, você quer se agarrar a uma lembrança... Porque é isso que essa promessa é: uma mera lembrança. 

Ele engoliu em seco, mais ultrajado a cada palavra. Aproveitei cada segundo, cada detalhe daquele momento.

Camila: Pare de viver do passado. Faça um favor a si mesmo e ao mundo, e siga em frente. Porque todos nós já seguimos. Se você acha que eu estou fazendo isso por você, porque tenho medo de você, está muito enganado. Dentre todas as pessoas que podem ser afetadas caso sua versão dos fatos seja verdadeira, você é a última com a qual me preocupo. Só quero me livrar de você de uma vez por todas e viver a minha vida, que é o que você deveria fazer também.

Depois de soltar tudo o que estava engasgado na garganta, soltei um suspiro aliviado, e dessa vez dei meia volta sem olhar para trás. Zayn me acompanhou, ainda incrédulo. Quando abri a porta do lado do passageiro, Shawn se aproximou, com a intenção de ocupar o banco traseiro assim como o fez na ida até ali. 

Camila: O que você pensa que está fazendo? – perguntei, insuportavelmente dissimulada.

Camila: Só te trouxemos aqui porque foi preciso. Não temos a menor obrigação de te levar a lugar algum agora. 

Shawn: Camila... – ele começou, mas eu não o deixei continuar. Zayn e eu entramos no carro e travamos as portas, deixando os vidros fechados. 

Camila: Tchauzinho! – sorri, acenando brevemente para a cara vermelha de raiva de antes de Zayn arrancar e deixá-lo para trás. 

Zayn: Garota, você é maluca! – ele riu, olhando por sobre seu ombro para a figura cada vez mais distante parada na calçada. 

Camila: Eu? Eu sou um amor de pessoa – neguei, dando de ombros.

Camila: É só não me deixar com raiva. Sua prima sabe exatamente do que estou falando. Pode perguntar. 

Ele ergueu as mãos em rendição quando parou num sinal vermelho. 

Zayn: Anotado! 

Rimos mais um pouco enquanto o carro estava parado, porém tão logo o semáforo mudou para verde e o peso de toda a situação recaiu sobre nossos ombros. Ficamos sérios e silenciosos novamente. 

Zayn: Ele sabe.

Franzi a testa ao ouvi-lo, sem entender a que se referia. Zayn prosseguiu, sem notar minha breve confusão. 

Zayn: Shawn sabe sobre o primeiro exame. 

Assenti devagar. 

Camila: Sim. 

Zayn: Lauren pode ter comentado sobre o assunto na época – ele acrescentou, inclinando a cabeça para o lado ao considerar a possibilidade. Confirmei com a cabeça outra vez.

Camila: Sim. 

Zayn ficou calado por mais alguns segundos, apertando o volante com força, até a fonte de sua preocupação vir à tona. 

Zayn: Ou não. Ou ele pode saber, porque realmente está dizendo a verdade. 

Cerrei os olhos, mesmo que ele estivesse olhando para o trânsito à frente, mas fiz questão de deixar minha irritação nítida no tom de voz. 

Camila: Ei, o que foi que eu disse hoje mais cedo? Não o deixe entrar em sua cabeça tão facilmente. 

Não recebi resposta por um tempo. Contudo, quando ela veio, destruiu todas as minhas possíveis respostas. 

Zayn: Não foi ele quem entrou na minha cabeça e levantou essas dúvidas... Foi minha mãe. 

Mais uma breve, porém tensa, pausa.

Continua...



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