História Miss Saigon - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jungkook, Momo, Personagens Originais, Rap Monster, Sana, Sejeong, V
Tags 70's, Abuso Infantil, Anos 70, Borderline, Darkfic, Depressão, Estresse Pós-traumático, Flex!taekook, Guerra Do Vietnã, Problemas Psicológicos, Prostituição, Sadfic, Sided!samo, Taekook, Vkook
Visualizações 69
Palavras 5.236
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Luta, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 25 - XXV. insecurity


“26 de dezembro de 1972

Quang Nam, Vietnã do Sul

Kim Taehyung 

 

Meu doce Taetae,

Você não tem noção do quanto eu sinto sua falta, e só se passaram apenas dois dias.

Mas esses dois dias para mim parecem dois anos longe do seus olhos castanhos e cansados, seus lábios fartos e perfeitos, seus cabelos que parecem uma juba, sua pele dourada e brilhante, seu sorriso quadrado e estranho, seu voluptuoso corpo colado ao meu de uma forma perfeita que só nós dois conseguimos fazer… Você é tão lindo, é um verdadeiro poema, e você ilumina qualquer coisa por onde passa. Eu te amo, meu leãozinho, eu te amo mais do que você consegue imaginar.

Hoje estava lendo um livro velho com sonetos e frases aleatórias de Shakespeare, para distrair-me desse silêncio perturbador que é o apartamento, e uma frase linda lembrou-me de você;

‘Quando penso em você me sinto flutuar, 

me sinto alcançar as nuvens, 

tocar as estrelas, morar no céu... 

 

Tento apenas superar 

a imensa saudade que me arrasa o coração, 

mas, que vem junto com as doces lembranças do teu ser. 

 

Lembrando dos momentos 

em que juntos nosso amor se conjugava 

em uma só pessoa, nós... 

 

É através desse tal sentimento, a saudade, 

que sobrevivo quando estou longe de você. 

Ela é o alimento do amor que encontra-se distante... 

 

A delicadeza de tuas palavras 

contrasta com a imensidão do teu sentimento. 

Meu ciúme se abranda com tuas juras 

e promessas de amor eterno. 

 

A longa distância apenas serve para unir o nosso amor. 

A saudade serve para me dar 

a absoluta certeza de que ficaremos para sempre unidos... 

 

E nesse momento de saudade, 

quando penso em você, 

quando tudo está machucando o meu coração 

e acho que não tenho mais forças para continuar; 

eis que surge tua doce presença, 

com o esplendor de um anjo; 

e me envolvendo como uma suave brisa aconchegante... 

 

Tudo isso acontece porque amo e penso em você…’

Não tenho mais nada para dizer para você, meu amor, além de que espero ansiosamente pela sua volta. Eu te amo, nunca se esqueça disso.

Para sempre seu, Jeon Jeongguk.”

 

Taehyung sorriu e sentiu um gosto amargo em sua boca ao terminar a carta do seu querido Jeongguk. Uma dor dilacerava seu peito, e ele tentava acalmar-se bebendo um pouco da cerveja fajuta que o exército comprou dos civis sul-vietnamitas, que contrabandeavam bebidas alcoólicas, tabaco e outras drogas ilícitas, alimentos, entre outras coisas, e tudo sempre custando vinte ou trinta dongs nesse mercado negro.

— ‘Tá sorrindo por que? — Hoseok perguntou sentando ao lado de Taehyung, que estava sentado do lado de fora do alojamento.

— Gukkie me mandou uma carta — respondeu sorrindo de lado e mostrando a carta, depois guardando-a no bolso da calça.

O sol parecia estar mais quente que o normal, e não dava para ficar dentro do alojamento sem janelas com esse tempo abafado e irritante. Já havia tomado dois banhos – e a água estava mais fria do que o rigoroso inverno russo – e a cerveja só faltava congelar seu cérebro, mas nem isso conseguia aliviar com esse calor infernal. Nem em Malibu faz tanto sol assim.

Gukkie? — Hoseok sorriu ironicamente e Taehyung empurrou de leve seu ombro. — Essa é a quinta carta que você recebe, Tae, e só se passaram dois dias! O que você fez para esse garoto gostar de você tanto assim?

Taehyung abaixou a cabeça e sorriu lúgubre para o amigo. — Eu amei ele como ninguém nunca fez antes. — Hoseok revirou os olhos. “Ele não pode falar nada, fica do mesmo jeito bobo com a namorada ou namorado misterioso.”

— E como ele é?

— Jeongguk é fascinante… mas complicado — Taehyung mordeu os lábios receoso por não saber o que dizer. Se fosse qualquer outro, chamaria-o de maluco ou doente por não compreendê-lo, e isso irrita bastante Taehyung. Ele não é maluco, ele só está desamparado, e precisa da ajuda de psiquiatras que entendem melhor do assunto para descobrir o que ele tem. — Ele é sim maravilhoso, parece um anjo, e me faz tão bem… mas ele é muito depressivo e suas oscilações de humor são muito exacerbadas, e isso me machuca tanto porque eu queria ajudá-lo de verdade.

— Sinto muito, Tae… Queria conhecê-lo, ele deve ser um pirralho legal.

— Para de chamá-lo assim, ele é mais maduro que qualquer um nesse pelotão e já passou por coisas inimagináveis — Taehyung suspirou. — Ele é a pessoa mais forte que eu conheço, e eu sinto tanta falta dele.

— Awn! Taetae ‘tá apaixonado!— Hobi disse manhoso e balançando os ombros de Taehyung, que estava mais vermelho que uma cereja. — Preciso contar para o Namjoonie, ele não vai acreditar que você, o maior namoradeiro de Malibu, finalmente sossegou.

— Vocês dois são ridículos! Eu nunca mais falo com você! — Taehyung respondeu irritado, mas acabou não aguentando e riu da provocação do amigo. — E o Namjoon está aonde? 

— Última vez que o vi, estava conversando com o major Taylor no café, e depois foi resolver assuntos sobre os alimentos que estão chegando… Oh, olha ele ali! — Hoseok disse, apontando para Namjoon, que caminhava em passos rápidos e pesados até os dois. — Ele está irritado… 

— Preciso de vocês dois… Taehyung, pega suas coisas, você e Hoseok vão em uma missão em uma vila com mais dez soldados…

— O que? Estou cansado, trabalhei ontem pegando os armamentos até não aguentar mais! — Hoseok reclamou.

— Eu não vou — Taehyung disse decidido ao lembrar da trágica “missão” que aconteceu anos atrás em Quang Nam.

— Vocês vão sim porque eu ‘to mandando! Eu ainda sou o tenente de vocês. Hoseok, você vai liderar tudo…

— Eu não vou — Taehyung rosnou baixo —, eu não quero presenciar outro massacre como o de Mỹ Lai…

— Isso não vai acontecer novamente…

— Como você tem certeza?!

— Não é o major Taylor que está liderando isso — Namjoon respondeu trincando os dentes e respondendo no mesmo tom que o de Taehyung. — Eu estou mandando você, Hoseok, e dez soldados para levar alimentos e roupas de para os civis em uma vila de Quang Nam. Anda logo, pega sua mochila e suas armas.

Ao terminar de dizer suas ordens, Namjoon saiu rapidamente e voltou aos seus afazeres com os novos soldados, deixando os dois amigos para trás.

— Vamos logo, Hobi — Taehyung disse levantando para entrar no alojamento, e levou um esbarro. — Porra, olha por onde…

Calou-se e sentiu um calor em suas bochechas ao ver que foi Tom King que esbarrou nele. “Droga, Taehyung, se controla, é só seu companheiro de pelotão” pensou piscando inúmeras vezes e evitando olhá-lo.

— Ah, oi Kim, não falei com você quando cheguei… oi Jung.

— Oi King — Hoseok disse, já que Taehyung pareceu perder a fala —, e aí, cara, como foi voltar aos Estados Unidos?

— Você foi para os Estados Unidos? — Taehyung disse finalmente.

— Fui, eles nos deixaram ir para casa, e eu aproveitei para ver minha família, já que estava morrendo de saudades. Foi legal, foi muito bom encontrar todos que eu gosto em Nova Orleans… E você foi para onde, Kim?

— Saigon.

— Por que continuou no Vietnã? Você teve uma chance de encontrar sua família, e não aproveitou.

— Não estou em momento de paz com a minha família. E ficar em Saigon me rendeu uma coisa boa — Taehyung disse não conseguindo evitar de sorrir e Hoseok gargalhou, depois gritou baixo quando Taehyung pisou no seu pé.

— Hmm, já até sei. É em Saigon que tem um bordel chamado Dreamland… se apaixonou por uma prostituta, foi? Ou por aquele maluco, acho que se chama Yongguk… Jeongguk, sei lá… Ele é bonito, admito, mas eu fiquei morrendo de medo quando ele acertou uma garrafa na cabeça de um homem e começou a dar um ataque na frente de todos.

“Ele não é maluco e deve ter tido um motivo para ter feito aquilo!” Quase gritou, mas lembrou-se que ninguém pode saber sobre os dois.

Sentiu o olhar pesado de Hoseok sobre si, e tentou ao máximo não mostrar que estava tremendo. Respirou fundo e começou a contar do um ao dez para acalmar-se.

— Tem também uma mulher muito atraente e que todos chamam de Favorite, ela é muito selvagem e quente…

— Nunca ouvi falar desse bordel, eu só fiquei trancado no apartamento que minha mãe alugou por um tempo para mim — respondeu rápido sem olhá-lo.

— Perdeu outra chance de conhecer um lugar muito bom — Tom riu. — Depois eu falo com vocês, o tenente Kim me deu ordens para ir em uma vila, mas não disse o motivo. Espero que não seja outro extermínio como o de Mỹ Lai.

— Não se preocupe, eu vou liderar essa missão. Namjoon disse que vamos levar alimentos e roupas para os necessitados — Hoseok respondeu ainda olhando seriamente para Taehyung.

— O tenente Kim realmente é o único decente nesse pelotão… Bom, vou pegar minhas coisas e depois falo com vocês — King disse mordendo o lábio inferior e acenando amigavelmente para Taehyung antes de ir para seu alojamento, que ficava longe do alojamento de Taehyung.

Taehyung ficou apavorado com o silêncio que ficou e com a seriedade e preocupação que poderia ser vista nos olhos de felinos que são os de Hoseok. Achou esquisito e amedrontador esse olhar, normalmente ele sempre é carregado de alegria e sarcasmo.

— Caralho, fala logo o que está pensando! — Taehyung gritou e rolou os olhos.

— Prostituto? Jeongguk é um prostituto? Taehyung, você sempre é uma surpresa.

— Qual é o problema?

— Nenhum, não tem nenhum problema você namorar um cara que já transou com milhares de pessoas, e que, pelo que você e King disseram, é maluco…

— Jeongguk não é maluco… sim, ele se irrita e chora fácil e pode ser agressivo, mas não é sempre, sua vida toda foi um sofrimento total e eu entendo ele ser assim… 

— Taehyung, ele acertou uma garrafa na cabeça de alguém!

— E aqui nesse pelotão já fizeram coisas piores! — Taehyung respondeu e suspirou cansado. — Vocês não entendem o quanto ele está desamparado e cansado de tudo… E Jeongguk não faz mais essas coisas, ele saiu dessa vida e eu vou tirá-lo daquele inferno.

— Você é inacreditável, agora entendi o por quê de você ter se apaixonado tão rápido — Hoseok comentou rindo e balançando a cabeça negativamente.

— O que você quer dizer com isso? Se você fizer algum comentário nojento sobre Jeongguk, eu nunca mais falo com você.

— Calma, Taehyung, é só um prostituto…

— Ele é muito mais isso! — Taehyung gritou sem pensar e colocou a mão na boca logo em seguida. — Droga… — Taehyung praguejou vendo se alguém reparou no que ele disse, e por sorte havia poucas pessoas e os mesmos não ficaram abalados com isso.

— Tae… você… você sabe o que faz, e eu não vou falar mais nada sobre isso, tudo bem? Agora vamos pegar nossas coisas, Namjoon deve estar uma fera.

 

                             ✩ ✩ ✩ ✩ ✩ ✩

 

— Porra, isso ‘tá muito pesado! — Hopper gritou e Taehyung teve que concordar com o mesmo.

Namjoon, como sendo o tenente, deu ordens para que Hoseok, Taehyung, e os soldados King, Hopper, Hathaway, Jones, Jackson, Valentine, Parker, Jefferson, Fitzgerald e Holts carregarem doze sacos pesados cheios de alimentos, roupas, cobertores e remédios para ajudar as vítimas dos ataques de napalm e agente laranja – e as que sobreviveram ao ataque dos soldados americanos em Mỹ Lai.

— Cale a boca que você está carregando roupas e travesseiros. Tenta carregar esses vários enlatados, seu fracote! — Hathaway rebateu colocando o saco no chão por alguns minutos, e depois colocando em seus braços fortes novamente.

— Fiquem quietos, já estamos chegando — Taehyung ralhou entre os dentes enquanto tentava suportar o peso dos enlatados junto com sua mochila cheia de armamentos. A única boa que recebeu do Vietnã foi seu porte físico. O Vietnã fazia mal ao seu espírito, mas em compensação lhe deu poucos músculos por conta dos exercícios que fazia, mais resistência a feridas e lugares precários, e uma força inimaginável. “Você é tipo a versão jovem e americana do Jean Valjean. Você tem muita força, meu leãozinho” lembrou do que Jeongguk disse e não evitou um sorriso.

Quando chegaram perto da pequena vila, Taehyung engoliu seco, assim como os civis. Os civis que se encontravam do lado de fora das casas assustaram-se com tantos soldados, já imaginando que aconteceriam mais outro massacre. Isso fez o ódio que Taehyung nutria por essa guerra aumentar ainda mais.

— Os amarelinhos estão nervosos… — Valentine comentou e Hathaway riu.

— Cala a boca, seu imbecil — Taehyung chiou baixo e olhando sem paciência para Valentine, que lhe retribuiu um olhar carregado de sarcasmo e um sorriso de lado.

— Fiquem aqui, vou tentar acalmá-los — Hoseok finalmente falou, fazendo os dois soldados pararem de olhar raivosos um para o outro.

Hoseok ajeitou sua mochila e caminhou até um senhor com roupas furadas e chinelos de palha. Hoseok falhava ao tentar falar corretamente o idioma vietnamita com um senhor que parecia ser o mais velho da vila, mas ele parecia entender mesmo com os erros. Ele coçava seus cabelos cinzentos e concordava com tudo que ele dizia, mas continuava trêmulo e suas mãos enrugadas amassavam seu chapéu non là por conta de seu nervosismo.

Tudo bem, senhor? — Hoseok dizia enquanto levava o civil até os outros soldados, para mostrar que o que dizia era verdade. — Aqui roupas para quente, arroz e carne enlatada, remédios de vocês — Hoseok dizia fazendo gestos, e Taehyung ria junto com King ao ver a confusão no olhar do homem mais velho. — Entende, senhor? Não falo bem o vietnamita, me perdoe.

“Obrigada Jeongguk, por ter me ensinado mais um pouco de vietnamita, assim eu posso rir a vontade desse idiota!”

— Deu para perceber — Taehyung comentou, fazendo todos rirem, e Hoseok lhe mostrou o dedo do meio ainda conversando com o civil.

— Está tudo bem, senhor, eu falo inglês — o civil mais velho disse, fazendo o rosto de Hoseok ficar vermelho por ter passado tanto mico.

— Aaah, bom… Aqui tem roupas, comida – não é a das melhores, desculpa –, remédios para cuidarem de suas feridas…

— Senhor, é gentil de sua parte, não podemos aceitar isso.

— Por que? — Taehyung intrometeu-se.

— O exército norte-vietnamita, eles podem descobrir e achar que apoiamos suas ideias capitalistas…

— Mas tem pessoas passando fome em sua vila, senhor, a guerra não tem importância agora — King comentou, e depois apontou para uma menina, que é tão magra que parecia transparente, e também para o garotinho com marcas de queimadura brincando com ela. — Já viu o estado daquela garotinha? Ela está com inanição! E aquele garoto tem severas queimaduras pelo corpo, e aqui tem cuidados para ele. Ninguém precisa saber sobre o que aconteceu hoje.

Quando Tom terminou de falar, Taehyung olhou novamente para a garotinha. Pálida como a neve, faltava muita melanina nela, seus cabelos e olhos são escuros como a noite estrelada do Vietnã, e dava para perceber uns hematomas arroxeados no meio de seu corpo magro e doente. Aquela garotinha era como Jeongguk. Assim como ela, Jeongguk também já passou fome e frio durante seu tempo na Coréia.

Estremeceu ao pensar nisso e não percebeu o desenrolar da conversa de Hoseok e o civil, que acabou com ele aceitando toda a ajuda que o exército americano oferecia. Pegou o saco que estava carregando dantes, e andou do lado do senhor mais velho, que carregava roupas.

— Como o senhor fala inglês? — Perguntou sem pensar, e depois arrependeu-se.

— Quando eu era mais novo, havia uma pequena escola improvisada perto do rio, e a professora nos ensinou o inglês e francês, matemática, história e geografia. Eu fui obrigado a aprender, e agora posso conversar normalmente com o senhor, que é americano mas tem parentes asiáticos, não é mesmo?

— Minha família é sul-coreana, eu fui o único da família a nascer na América. Mas por que o senhor foi obrigado a aprender? Não era para aprender por conta própria?

— Meu jovem, se você vivesse aqui, saberia que é você que precisa adaptar a eles, não ao contrário. Como é com seu amigo, que não se importou em aprender a falar meu idioma corretamente para se comunicar comigo, mas eu tive que aprender o dele — Ele disse endireitando a roupa que ameaçava cair. — É essa a “igualdade” que nos oferecem. 

— Uma vez uma pessoa me disse todos somos iguais quando estamos mortos¹ — Taehyung comentou e o senhor balançou negativamente a cabeça.

— Discordo do que disse. Não somos iguais nem na morte. Quando o seu querido e rico presidente Nixon² morrer, ele terá um funeral de luxo, carregado de flores e ouro, um desfile em sua homenagem, e várias pessoas lamentando sua partida. Já eu, e os outros dessa vila, vamos morrer e seremos enterrados em uma vala comum e sem nome. E vai ser só isso, não terá as flores e o ouro já que não nascemos para isso, terá apenas a tristeza e a miséria.

Taehyung calou-se quando ele terminou de dizer aquilo e aproximou-se perto de King com o semblante pensativo. Automaticamente lembrou-se de uma conversa que teve com Jeongguk sobre a guerra e a falta de investimento na educação de crianças pobres.

“ — Você já leu O Príncipe, de Maquiavel?

— Não, mas já ouvi falar dele na escola.

— Bom, devo estar dizendo errado, mas tem uma parte em que Maquiavel diz “Os homens em geral são ingratos e volúveis, hipócritas e dissimulados; e procuram se esquivar dos perigos e são gananciosos quando se trata de ganhar algo³”. Esse mundo que vivemos é terrível e apático demais, e eu concordo plenamente com essa frase…

— O que foi, Kim? — King perguntou, acordando-o deste devaneio.

— Nada, é que estou pensando o quanto as pessoas são terríveis e más umas com as outras. Tento ao máximo acreditar que podemos sim sermos bons e gentis, que a educação e empatia pode ajudar quem precisa de verdade… mas tudo que assistimos todos os dias é horroroso demais que chega a ser coisa da nossa imaginação. Não consigo crer que o ser humano possa ser tão cruel assim.

— É triste, mas com um tempo você se acostuma com o que a sociedade “acha” certo.

— Não quero me acostumar — Taehyung comentou colocando o saco perto dos soldados que faziam uma fila, e todos os civis também formaram uma fila para pegar o que precisavam. — Vamos mudar o assunto — Taehyung disse baixo para King, que estava que estava do seu lado direito — Aquele bordel que você falou…

— Ah, o Dreamland. O que tem ele? — King disse dando dez enlatados de arroz, feijão, carne, salsichas e ervilha para uma mulher vietnamita.

— Fiquei curioso sobre esse lugar.

— Sabia que você se arrependeria de não ter ido — King respondeu rindo e Taehyung segurou o riso.

— Como é aquele lugar? E me fala daquela mulher…

— Favorite! É a mulher mais bonita que já vi, ela tem o rosto infantil e parecido como de um guaxinim, maçãs salientes e cabelos cor de chocolate, e seu corpo é parecido com aquela estátua grega de uma mulher nua…

— Vênus de Milo⁴? — Taehyung perguntou com a sobrancelha levantada.

— Não sei o nome, mas deve ser essa mesmo. E ela dança como ninguém, é muito sensual e provocativa. Eu estava quase passando mal assistindo-a dançar Mein Herr⁵ enquanto aquele garoto cantava.

— Qual é o nome desse garoto mesmo? — Taehyung perguntou fingindo curiosidade e tentando não mostrar seu nervosismo com o que ia ouvir de seu Jeongguk. — É esquisito pensar em um garoto trabalhando em um bordel.

“Fica calmo, Jeongguk já fez milhares de coisas com vários homens e mulheres, mas agora isso é passado e não é importante, o que importa é o que sente por ele. Ele é muito mais que um prostituto, você sabe disso” disse para si mesmo.

— Não sei, é alguma-coisa-gguk… esse garoto é muito depravado e abusado, mas divertido, e não gosto de admitir, mas eu fiquei muito excitado assistindo-o dançar e cantar manhoso e atrevido. — Taehyung sentiu seu estômago revirando, sua pálpebra esquerda tremendo de ciúmes e mordeu o lábio inferior com o jeito que King disse muito. Se era irritante ouvir de Gigi o quanto Jeongguk é gostoso, de King é pior ainda. Ele sabe bem que seu namorado é atraente e chama atenção por sua beleza, não precisa ouvir isso de outros! — Ele chegou até mim e disse coisas obscenas do tipo “você é muito lindo, e eu queria tanto trepar com você”, só não vou falar o resto porque é nojento. Não conta para ninguém, mas ele implorou tanto que deixei-o fazer um boquete em mim no banheiro, e porra, aquele foi o melhor boquete que recebi. Ele tem uma garganta muito profunda, engoliu tudo e me chupou com muita vontade, conseguiu ser melhor do que qualquer outra que já fez boquete em mim… Nossa, estou parecendo o Taylor, desculpa por falar assim, é nojento detalhar as coisas — Tom interrompeu-se rindo, e Taehyung, que sentia o calor de seu rosto vermelho de raiva, sorriu amarelo e tentava de forma horrorosa disfarçar seu incômodo. “Por que diabos eu perguntei sobre o Jeongguk?! Que droga!” — Eu fiquei ouvindo-o tagarelar sobre várias coisas que fazia. Ele contou que não teve oportunidades na infância e sonhava em estudar em uma escola de verdade, falou de seus clientes, da guerra, dos Estados Unidos, até das posições sexuais que ele disse serem corriqueiras… Mas eu gostei de conversar com ele, ele é bom de papo e é inteligente, mas depois afastei-me dele, fui para o quarto com Favorite, e quando desci novamente para o salão, ele estava beijando com muita vontade um homem vietnamita, e do nada, saiu de perto dele e acertou a garrafa em sua cabeça com muita fúria, berrava “Eu não sou louco! Eu não sou louco!” para qualquer um ouvir e arranhava o próprio corpo – nessa hora, Favorite apareceu para acalmá-lo, e eu ouvi ele dizendo “Me solta!” e depois “Momo, me ajude a acordar”, mas não entendi o que isso significa para os dois. Eu fiquei morrendo de medo desse garoto, ele estava parecendo o próprio diabo naquela hora, e o dono do bordel pegou-o pelos cabelos e ficaram horas lá em cima… Ele deve ter algum problema mental, eu tenho certeza.

Quando King terminou de contar como conheceu Jeongguk, Taehyung sentiu-se como a pior pessoa do mundo e passou o dia todo evitando conversar com ele e com Hoseok. Sua mente estava agitada e seu coração pesado. Odiava por ser inseguro e pensar desse jeito, mas, por mais que Jeongguk seja quase um gênio filósofo, talentoso em qualquer coisa que tente fazer, cativante e lindo, ele carregará para sempre o estigma de um prostituto e de um doente mental. Taehyung não enxerga-o deste jeito, mas e as outras pessoas? Como elas vão conseguir lidar com alguém que é diferente do que a sociedade ditou ser “normal”?

— Você também me enxerga como um alívio? — Jeongguk perguntou lúgubre. — Sabe, um brinquedo sexual, que pode usar quando quiser? Você vai me abandonar depois disso?

“Não, meu amor, você é muito mais que um prostituto. Você é único e especial, e é por isso que sou tremendamente apaixonado por você” pensou mordiscando o lábio.

— Está ficando doido, uma pessoa legal como você nunca se interessaria por alguém fodido como eu…

— Não diga isso, por favor, você é um anjo.

— Não, eu sou o diabo, mas tanto faz.

“Jeongguk, tudo sobre você é fresco, suave, juvenil, como a doce luz da manhã. Você é pura poesia, meu querido, cada pormenor seu é perfeito e delicado.”

Taehyung balançou de leve a cabeça e revirou os olhos. “Como sou bobo” pensou, não faz diferença alguma o passado dele e nem o que os outros dizem, o que importa é o jeito que Jeongguk o faz sentir.

Desde o primeiro dia que conheceram-se, Taehyung sabia que estava perdido. Desde a primeira vez que acordou com Jeongguk do seu lado, com o raio de sol horizontal iluminando seu rosto branco como neve, e vendo sua boca ligeiramente aberta e seus pequenos cílios descansando da noite intensa que tiveram, sabia que se apaixonaria por esse pecador vestido de querubim.

Estava decidido, não deixará mais ninguém fazer algum mal contra Jeongguk. Estava decidido lutar para mantê-lo do seu lado, mesmo sabendo do preconceito que ambos vão sofrer por isso.

Quando voltaram da missão, entrou em silêncio até seu alojamento, e escreveu uma carta para Jeongguk:

 

“26 de dezembro de 1972

Saigon, Vietnã do Sul

Jeon Jeongguk

 

Meu querido,

Lamento não ter respondido depressa suas várias cartas, mas eu estava ocupado levando roupas e alimentos para uma pequena vila em Quang Nam. Eu não esqueci de você, caso esse pensamento tenha passado na sua cabeça.

Não sei quando vou poder falar com você, já que vamos voltar para as florestas por um tempo indeterminado. Quando conseguir um tempo livre, a primeira coisa que vou fazer é lhe mandar uma carta e dizer tudo o que quiser saber.

Jeongguk, sabia que meu aniversário está chegando? Eu faço aniversário no dia trinta de dezembro, vou completar vinte e dois anos de vida, e quatro anos, onze meses e dezesseis dias em que estou servido ao exército – Namjoon disse que no total dá mil oitocentos e doze dias –, e um mês e sete dias que eu conheci o amor da minha vida em Saigon. Eu te amo, meu amor, você é o meu mundo.

Por favor, mande mais cartas, isso aquece demais meu coração. Escreva poemas, faça versos, cite frases que gosta, escreva tudo o que está sentindo, que eu vou ler tudo como se fosse uma escrita sagrada. Por favor, apenas escreva, para que assim eu sinta mais um pouco sua presença doce e forte sobre mim.

Eu te amo, Jeongguk, eu te amo muito mesmo. Eu sempre serei seu, e você será meu.

Com amor, Kim Taehyung”

 

Me perdoe por ser tão inseguro — Taehyung segredou baixinho e beijou a carta.

— Está falando sozinho? — Deu um pulo na cadeira ao assustar-se com a voz atrevida de Namjoon, que entrou furtivo no quarto.

— Merda, você me assustou, não faça mais isso! — Gritou e Namjoon riu.

— Desculpa. E essa carta é para quem? É para a pessoa que não para um minuto de lhe enviar cartas? — Namjoon perguntou, estendendo três cartas já abertas para Taehyung.

 

“ 26 de dezembro de 1972

Quang Nam, Vietnã do Sul 

Kim Taehyung 

 

Tae,

Por quê está demorando tanto para me responder? Fiz algo de errado? Por favor, me diga logo, que eu estou angustiado.

Eu te amo muito.

Atenciosamente, Jeon Jeongguk”

 

“ 26 de dezembro de 1972

Quang Nam, Vietnã do Sul

Kim Taehyung 

 

Querido Taetae,

Tudo bem, já entendi que você já cansou de mim, assim como os outros. Eu deveria não estar ligando para isso, deveria tratá-lo assim como trato os outros que já dormiram comigo, mas você foi diferente deles, você me conquistou e conquistou meu coração, mas vejo que não dá a mínima para isso.

Eu te odeio, seu filho da puta mentiroso, eu sei que você me abandonou, você só queria me iludir e agora vai voltar para sua vidinha de merda nos Estados Unidos. Tudo bem, eu não ligo mais para você, e quero que você se foda.

Jeon Jeongguk.”

 

“ 26 de dezembro de 1973

Quang Nam, Vietnã do Sul

Kim Taehyung 

 

Taehyung,

Me perdoe por essas cartas, e se puder, queime-as. Eu estava, na verdade ainda estou, bêbado e nervoso, não estou conseguindo lidar com o fato de que está longe de mim.

Desculpa por ter descontado toda minha raiva sobre você, mas por favor, responda logo. Eu te amo, tudo aquilo que escrevi era mentira.

Com todo carinho, Jeon Jeongguk.”

 

— Esse daí é intenso… quem é Jeongguk? — Namjoon perguntou. Sentou-se na cama, e Taehyung começou a chiar e colocar o dedo indicador em sua boca. — Para com isso…

— Não fale o nome dele por aí, alguém pode reconhecê-lo!

— ‘Tá, ‘tá, agora sai de perto de mim! Me responde, quem é esse garoto?

Taehyung mordeu o lábio e suspirou, jogando-se dramaticamente na cama e gemendo angustiado.

— Vou falar logo antes que o fofoqueiro do Hoseok abra aquela boca grande… Jeongguk era prostituto, mas isso não é importante, ele já saiu dessa vida… ele está morando no meu apartamento em Saigon, e eu quero levá-lo para os Estados Unidos.

— Hm, que legal — Namjoon respondeu desinteressado, enquanto vasculhava o criado-mudo de Taehyung. — É só isso?

— Não, ele é muito, muito inteligente, e isso me deixa muito constrangido, e ele é o homem mais bonito que já conheci…

— É, é bonito mesmo.

Taehyung chiou e gemeu manhoso.

— Não me diga que você também já foi um de seus clientes? — Perguntou perturbado ao imaginar Namjoon transando com Jeongguk.

— Não, nunca conheci-o, mas acabei de vê-lo por essas fotos — Namjoon respondeu, mostrando a foto de Jeongguk sorrindo, e a outra dele de lingerie. As bochechas de Taehyung ganharam um tom rosado. — As aparências enganam mesmo, nunca imaginaria esse garoto com rostinho de anjo — mostrou a foto de seu rosto —, desse jeito — mostrou a outra e jogou-as no colo de Taehyung. — Mas isso não me interessa, eu não posso julgá-lo já que fiz coisas piores e desumanas aqui.

— Foi isso que eu disse ao Hoseok! Ele tratou Jeongguk como um criminoso.

— Mas você falou de primeira que ele era prostituto? — Namjoon perguntou e Taehyung negou. — Por isso ele ficou com raiva, ele não gosta quando alguém mente para ele, ele ficou irritado e por isso falou algo ruim, mas não foi sua intenção, daqui a pouco vai desculpar-se. — Namjoon abraçou seus ombros, fazendo Taehyung encolher-se com essa demonstração de carinho que ambos não compartilham faz um tempo. — Você gosta dele?

— Eu amo ele.

— Em tão pouco tempo? Estou chocado, o maior pegador de Malibu finalmente…

— Vai tomar no cu, o Hoseok já fez essa piadinha ridícula — reclamou revirando os olhos.

— Tudo bem, tudo bem… Pelo que vi, é recíproco, recíproco até demais. Taehyung, esse garoto mandou oito cartas só hoje, e faz nem dois dias! Percebi que ele é hiperativo… como ele é? Não é de aparência e todo o resto, ‘tô falando como é sua personalidade.

Taehyung olhou preocupado e nervoso para o olhar cansado e acolhedor do melhor amigo.

— Eu desconfio que Jeongguk seja bipolar… ele é carinhoso e alegre, mas também é depressivo e inseguro, e quando fica desse jeito melancólico, sente tanto ódio e raiva em um nível inimaginável…

— Suas mudanças de humor são muito rápidas? Ele consegue ficar “calmo” por quanto tempo?

— Não sei, ele está sempre mudando. Jeongguk é intenso e complicado demais.

— Não é só bipolar que tem mudanças de humor rápidas, mas eu não sou psicólogo para poder dizer algo — Namjoon disse. — Ele tem medo de ser abandonado e ficar sozinho, dá para perceber com essas oito cartas.

— Eu sei, e por isso me odeio tanto por ter deixado-o sozinho em Saigon — grunhiu e colocou seu travesseiro em seu rosto. Gritou abafado e começou a bater os pés como uma criança mimada fazendo birra. — Eu só queria sair dessa guerra e levá-lo para bem longe daquele bordel, eu só queria ter a chance de viver com ele para a vida toda e amá-lo como ele merece…

— Não vou dizer nada para alimentar esse desejo, porque as coisas podem mudar da noite para o dia… apenas cuide-se e descanse um pouco, amanhã vamos embora de Quang Nam.

— Finalmente! — Comemorou irônico. Namjoon despediu-se de Taehyung, deixando-o descansar para sua próxima missão na guerra. Pegou a foto de Jeongguk e passou o polegar de leve em seu rosto. — Não se preocupe tanto, eu vou voltar.


Notas Finais


¹ https://m.youtube.com/watch?v=jOLB0rEsrOU&feature=youtu.be
Frase da musical Look Down (The Beggars) do musical Les Miserables (aqui eu falo mais sobre isso: https://docs.google.com/document/d/1N4kQR12JxFtQQzUi9A1kf95Z8sJMtkI5LZkf5JAKIYk, mas tem spoiler do livro Os Miseráveis)

² Richard Milhous Nixon foi um advogado e político norte-americano que serviu como o 37.º Presidente dos Estados Unidos de 1969 até 1974, quando tornou-se o primeiro e único presidente a renunciar do cargo.

³ “(...) Pode ser dito que os homens em modo geral são ingratos, volúveis, hipócritas, que se esquivam do perigo e que são ávidos quando se trata de obter ganhos.”

⁴ A Vênus de Milo ou Vénus de Milo é uma estátua da Grécia Antiga pertencente ao acervo do Museu do Louvre, situado em Paris, França. https://goo.gl/images/hGG9f2

https://youtu.be/chdpiSX2ino música do musical Cabaret (1972)

Sobre as cartas que Jeongguk mandou: os relacionamentos de uma pessoa border é marcado com bastantes momentos de intensidade e dúvidas desastrosas para sua vida e a do companheiro. A imagem que um border tem de seu parceiro é de pura idolatria, onde ele imagina seu parceiro sendo um ser divino totalmente perfeito, chegando a compará-los com um deus. E por conta desta imagem de perfeição, o medo patológico de ser abandonado está sempre presente em seus pensamentos, fazendo-o sempre duvidar dos reais sentimentos de seu cônjuge, ter ataques furiosos de ciúmes, a auto estima super baixa e não achar-se merecedor de uma paixão assim, passando a ter alucinações e paranóias. Como suas mudanças de humor são exacerbadas, o relacionamento é marcado por brigas constantes e explosões com pessoas que não conseguem compreendê-los de verdade. E isso aumenta o preconceito que as pessoas têm de relacionar com alguém que possua algum transtorno mental, a pessoa não consegue ter paciência e empatia na hora dos momentos frágeis, impulsivos e melodramáticos do parceiro, e acabam fazendo aquilo o que ele mais teme: o abandono.

E quando o assunto é relação sexual, o border tenta ao máximo ser o melhor e os mais intenso na cama, chegando a se submeter a fazer coisas absurdas e dolorosas para agradar seu parceiro, achando que só assim manterá seu relacionamento fixo e não será abandonado. (Estou fazendo um texto para explicar melhor os personagens e quais foram as inspirações que usei para a fic)

Essa parte que o soldado King fala sobre o Jeongguk apareceu no segundo capítulo, onde Jeongguk fala que nesse dia recebeu a pior punição do Junghee, e eu já escrevi e ficou enorme, mas não sei se vou postar porque o conteúdo tá bem pesado, tem três cenas de sexo (e uma delas é com Junghee e está detalhada), tortura física, psicológica e sexual, humilhação, mutilação, alucinações com suicídio... Não sei se vou postar porque eu to morrendo de medo do que vocês vão achar.

GENTE, postei uma nova fanfic, o nome dela é Moonrise Kingdom, é taekook e se passa nos anos 60, o Taehyung é bem feminino e adora ler e o Jeongguk é escoteiro: https://spiritfanfics.com/historia/moonrise-kingdom-10940040

Espero que tenham gostado ♡♡♡


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...