História Montañas Del Silencio - Capítulo 2


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Arya Stark, Daenerys Targaryen, Davos Seaworth, Jon Snow, Personagens Originais, Sansa Stark, Tyrion Lannister
Visualizações 55
Palavras 1.495
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá Morcegada!
Os lindos Salvatores na capa! Damien, Estefano e Katerina Salvatore!
Enfim, espero que gostem, qualquer dúvida, podem falar! <3

Capítulo 2 - II - Alianças


Fanfic / Fanfiction Montañas Del Silencio - Capítulo 2 - II - Alianças

– Meu pai também disse que eu deveria casar minha irmã com um Stark...

 

– Eu não sou um Stark. – Jon apressou-se em dizer.

 

A ideia de casar-se pareceu um absurdo! Aquilo não se encaixava, não era para ele. Não poderia, com tantas guerras para lutar, não poderia ter mulher e filhos... De repente sua garganta ficou seca, e o gosto do morango, que fora tão doce, começou a lhe amargar a boca.

 

– Não seja tolo, Jon Snow. – Damien lhe encarou sério. – O sangue de Ned Stark corre em suas veias, tu és mais parecido com ele do que pensa! Como não seria um Stark?

 

– Está me oferecendo sua irmã, apenas porque seu pai disse?! – Jon franziu a testa, agora estava achando que o pai de Damien, realmente era louco.

 

– Não só por isso, Jon Snow. Eu tenho conhecimento do que nos espera pra lá da muralha. – Os olhos azuis de Damien fitaram o horizonte. – Sei que já os enfrentou, sei que tenho que entrar nessa batalha...

 

– Disse que não me conhecia, como pode saber sobre isso?

 

– Eu menti. – Sorriu ligeiramente. – Não somos assim tão excluídos, Snow. Tenho alguns informantes. – Sua expressão volta a ficar séria. – Não sei porque, mas meu pai queria minha irmã em Winterfell, não me disse porque, apenas disse. E eu confio nele, ainda que estivesse louco.

 

– Se eu aceitasse, sairia daqui com uma esposa e comida. Mas o que você ganha com isso? – Jon pergunta, um tanto desconfiado.

 

– Sobrinhos. – Damien teve de gargalhar com a expressão tensa que tomou o rosto de Jon. – Está com tanto medo assim de se casar?!

 

– Nunca pensei na ideia. – Admitiu. – Ainda tenho muitas batalhas para lutar. – Refletiu. – Sua irmã sabe de sua ideia?

 

– Ainda não. Provavelmente odiaria tanto quanto você odiou. – Riu, já caminhando para a saída da estufa. – Katerina é uma garota diferente, ninguém nunca quis esposar dela por seu temperamento difícil. Mas não se preocupe, Jon Snow, lhe darei um tempo para pensar. Poderá ficar o quanto quiser, mandarei preparar aposentos para você e seus acompanhantes.

 

– Obrigado, Lorde Salvatore. – Disse com um aceno.

 

. . .

 

– Então você vai casar, Jon? – Davos quase não conteve o riso.

 

– Não vejo graça alguma! – Ralhou Jon.

 

– Ora, rapaz! É apenas um casamento! – Sor Davos se pôs em sua frente. – Seria burrice não aceitar! Se conseguir mesmo construir essa tal estufa, Winterfell nunca mais teria problemas com comida. E ainda teremos mais homens...

 

– Não sei... – Jon suspirou. – Não estou preparado para isso... – Admiti.

 

– Não está preparado, ou tem medo que a mulher seja feia? – Davos sorriu. – Não se preocupe filho, se a garota for parecida com o irmão, então ela é uma bela mulher.

 

– Preciso pensar. – Jon suspirou levantando-se. – Lorde Salvatore nos dará alguns dias de descanso.

 

– Bom, teremos tempo para conhecê-lo melhor. – Davos comenta. – Você também, poderá conhecer sua futura noiva.

 

Jon conteve a vontade de revirar os olhos e rumou para o quarto onde ficaria, durante a estadia nas Montañas Del Silencio. Quando deitou-se na cama, surpreendeu-se por ser tão macia, e o travesseiro de penas parecia um pedaço de nuvem. Fechou os olhos, pensando no quão rápido as coisas aconteceram. Era Rei do Norte, e mesmo não estando pronto para isso, tinha de cuidar do seu povo. Ao menos, um problema já estaria resolvido assim que voltassem. Se concordasse em casar com a jovem Salvatore, seu povo teria o que comer, e ainda teria mais homens em seu exército para a grande guerra que se aproximava. Davos tinha rasão, seria burrice se não aceitasse. Mas então, a imagem de Ygritte viera em sua mente, como um fantasma a lhe assombrar... Ainda não estava pronto para ter outra mulher novamente, não estava pronto para sentir o que sentira com a selvagem. Talvez, nem fosse sentir tudo aquilo de novo, mas tinha de fazê-lo, seu povo dependia disso. Não poderia ser tão ruim, afinal, seu honrado pai casara com Catelyn por obrigação, e anos depois, amavam-se tanto. Quem sabe não tiraria a sorte grande?

 

. . .

 

Damien Salvatore bateu à porta da sala de estudos de sua irmã, e abriu-a logo depois. Ela sequer havia o escutado bater. A garota estava atenta a um grande caldeirão na lareira, mexia-o com uma grande concha. Damien sorriu, olhando o lugar, repleto de ervas e flores, livros e apedrejos que ele sequer sabia o que era. Sua irmã não tomava jeito, já havia até desistido de tentar mudá-la, Katerina Salvatore nunca mudaria, e no fim, agradecia por isso. As pessoas podiam ter receio em encará-la, temiam por ser louca como era, mas também agradeciam por tê-la por perto, afinal, ela quem fazia milagres naquela vila. Riu quando lembrou-se do dia em que, seu irmão Stefano, quis achar-lhe um esposo, porém, se tratando de Katerina, ninguém ousou a se candidatar, claro que a pequena ficou triste, não por não ter candidatos, mas sim pelos nomes que haviam lhe colocado. Chamavam-na de bruxa, feiticeira, alguns recusavam tomar seus remédios achando ser algum veneno. Alguns diziam que Katerina era tão louca quando seus pais, que tinha herdado a loucura. Mas a verdade era que Katerina era apenas uma garota, como qualquer outra, com diferentes gostos, criada pelos irmãos mais velhos. Damien ainda a olhava, havia acabado de completar o décimo nono dia de seu nome, sua irmã estava tão grande, estava uma mulher feita. E agora, infelizmente, chegou a hora de entregá-la a alguém.

 

Katerina despejou o líquido do caldeirão em alguns frascos de vidro e colocou-os em uma cesta de vime. Antes que pudesse sair do quarto, a garota finalmente nota seu irmão mais velho, olhando-a da porta.

 

– Damien! – Katerina estreitou os olhos. – Já disse que não gosto que me espiem!

 

– Eu sei, querida irmã! – Ele sorriu adentrando a sala. – O que esta fazendo? – Pergunta apontando para os frascos.

 

– Apenas um chá para o velho Ruy, ele está com problemas para ir ao banheiro. – Diz ela, fazendo careta.

 

– Argh! – Damien fez careta, fazendo a mais nova rir. – Kat, preciso conversar com você...

 

– Pode ser depois? Vou levar isso até o velho Ruy...

 

– Tem que ser agora, Kat. – O olhar sério de seu irmão a fez bufar e rolar os olhos.

 

Katerina deixou a cesta sobre a mesa, e sentou-se contra gosto no banco que havia no canto da parede, seu irmão logo sentou-se em sua frente, segurando-lhe a mão. A jovem suspeitou de algo, pois ele sempre agia assim quando tinha de contar alguma notícia ruim.

 

– Minha irmã, sabes que Stefano e eu te amamos mais do que tudo na vida. – Damien suspirou, já prevendo a briga que seria quando revelasse o futuro de sua irmã. – Mas sabes que temos que fazer o melhor para todos e...

 

– Diga logo Damien, pelo amor dos Sete Deuses! – Katerina rolou os olhos.

 

– Hoje recebemos uma visita do Rei do Norte, Jon Snow. – Comenta o mais velho. – Ele pede lealdade, também pede uma pequena ajuda com alimentos...

 

– Não enrola, meu irmão!

 

– Eu prometi que o apoiaria... Se ele se casasse com você.

 

A primeira reação de Katerina foi ficar imóvel, pensou que não tivesse escutado direito, mas não, a sala estava completamente em silêncio, então sim, ela havia escutado que se casaria com Jon Snow. Então seus olhos se esbugalharam tanto, que Damien quase gargalhou.

 

– O que?! – Grita a garota, soltando a mão do irmão.

 

– Você ouviu bem, Kat. – Damien lhe encara firme. – Sabia muito bem que esse dia chegaria, sabia que se casaria com um Stark...

 

– Com um Stark! Não com um bastardo! – Katerina se levanta, passando as mãos pelo cabelo.

 

– Katerina, Robb Stark está morto, Bran não seria um ótimo marido pra você e Rickon, mesmo se estivesse vivo, seria muito novo! – Ralhou o mais velho. – Jon Snow pode ser um bastardo, mas tem sangue Stark na veia, e o povo do norte o escolheu para ser Rei do Norte!

 

– Não me importo que seja Rei! Ele continua sendo um bastardo, e você vai me casar com ele?! – Grunhiu a irmã, batendo os pés no chão como uma criança. – Eu nem o conheço direito, e estas me entregando a um sujeito...

 

– Já chega! – Damien gritou cortando a voz da mais nova. – Não tem discussão, Katerina. Você vai se casar com Jon Snow. Sabes muito bem o porque. Nosso pai quis assim, você mesma viu Winterfell e a muralha...

 

– Só porque vi, não significa que eu precise me casar para estar lá. – Katerina suspirou, sentindo uma vontade imensa de chorar. – Não vou deixar minha casa!

 

– Vai sim, sabes que precisa. – Damien a encarou nos olhos.

 

– Não preciso não! – Katerina grunhiu, mostrando a língua para o irmão.

 

A mais nova pega a cesta e caminha para fora da sala, deixando o irmão sozinho. Damien rolou os olhos dando um leve sorriso. Por mais teimosa que fosse a irmã, ele sabia bem que a garota não fugiria de seus deveres com a família. Sabia que por mais irritada que estivesse, ela casaria sim, só lhe restava sentir pena de Jon Snow, pelo que teria de enfrentar.

 

 



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