História Morte Súbita - Capítulo 8


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anjos, Competição, Fantasia, Feiticeiros, Magia, Vampiros
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Palavras 2.176
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Festa, Ficção, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 8 - VIII - Era Apenas Um Sonho... Ou Eu Queria Que Fosse


"Os tristes têm duas razões para o ser: ignoram ou esperam." 

***

A cena mudou. Eu continuava na mesma casa, de volta ao mesmo quarto, então saí do banheiro e me vi olhando o calendário que tinha no aposento. Dia 28 de julho de 2012, o dia em que tudo foi tirado de mim, sai do quarto vazio e me deparei com o corredor que dava para as escadas, eu sabia daquele sonho, eu o tinha quase todas as noites durante cinco anos, eu corri para a sala da casa imediatamente mesmo sabendo o que iria encontrar.

Meu pai estava jogado no chão, seu corpo coberto de sangue. A garota estava escorada por sima de seu corpo nem se importando se estava suja ou não com o sangue fazendo com que aquela cor avermelhada começasse a sujar as mãos e roupas dela. Pegou a cabeça do pai e apoiou-a em sua perna; ela chorava, e muito.

- APPA!!! - gritou ela. - Appa, fala comigo, por favor, Appa... Appa.

Isso era uma coisa que eu não desejava a ninguém. Não é igual a ser traído, pois quando isso acontece você pode escolher voltar com a pessoa, se for trouxa o bastante, ou não, mas o que aconteceu comigo não dá nem para comparar. Você não pode simplesmente escolher esquecer e sinto em lhe informar que o que dizem é uma triste e deprimente mentira, a dor não passa com o tempo. Mas o que aconteceu comigo não foi apenas isso.

- Sei que pode ser assustador, pequena Katherine - disse um homem atrás da garota. - Mas todas as pessoas fazem o possível para conseguir o que querem.

- O que você fez com ele? - ela perguntou desesperada.

- Ele merecia isso, pequena.

- Não, ele não merecia. Você nem o conhecia, não podia ter feito isso - gritou ela.

- Melhor você se comportar, se não sentirei o maior prazer em fazer o mesmo com você garota.

- Não tenho medo de você - tudo estava se repetindo. Eu via aquela noite, aquela horrível noite em que ocorreu a morte de quem eu mais amava.

- Pois deveria ter - o homem continuou, com voz ameaçadora. - Eu lhe conheço, Katherine, sou amigo de sua mãe. Não pude comparecer no primeiro parto dela, mas soube que nasceu um lindo garoto, Nicollas o nome. Já no segundo parto eu pude ir, uma linda garota nasceu, e por incrível que pareça não herdou nenhum dos traços da mãe.

- Você não sabe nada sobre mim - eu estava apenas observando aquela cena, vendo a menina frente a frente com aquele sujeito. - Aquela bruxa, eu tenho nojo de chama-la de mãe. Nojo. Não ia deixar que ela interferisse na minha vida e nem você - como fui ingênua, tão ingênua a ponto de tentar dar um tapa no homem, mas ele segurou meus braços.

- Muito valente garotinha.

- Não me chame de garotinha - cuspiu as palavras no rosto dele.

- Não se atreva a fazer isso.

- Eu faço o que eu bem entender você não manda em mim - ele aplicou um tapa forte no rosto da menina.

- Isso é para aprender a respeitar os mais velhos.

- Eu te odeio.

- Você vai me obedecer, por bem ou por mal - ele estalou os dedos e dois caras apareceram e a seguraram, ela se debateu o máximo que pode.

- NÃO - gritou. - ME SOLTA - força não a ajudaria naquele momento.

- Você é uma bela garota, Katherine. - deu mais um tapa. - Sabe, eu já fui um dos melhores amigos do seu pai. Um dos não, eu era o melhor amigo de seu pai, éramos vistos como irmãos, crescemos juntos; o tempo foi passando, nós dois nos casamos, eu com uma mulher chamada Marina, doce, estava cego por ela. Depois de um tempo James, foi perdendo o interesse em sua mãe, só não se separou porque você tinha nascido. Um pouco mais tarde descobri que Marina e James tinham um caso - deu uma longa pausa. - Eu a amava e James a tirou de mim. Ela foi embora de casa, não me queria mais, ela queria James só para ela; mas ele não quis te deixar, então ela tentou te matar. Ele foi mais rápido e a matou antes que ela pudesse fazer alguma coisa, e já que ele tirou o amor da minha vida, eu o mato.

- Por que fazer isso comigo? Já conseguiu o que queria não? - disse ela.

- Meu objetivo ainda não está completo - e mais uma vez ele estalou os dedos e um dos homens levou uma adaga até suas mãos. - E para isso, terei que mata-la.

Eles tiraram as roupas da garota e a deixaram apenas de roupas íntimas, assim ele começou a fazer pequenos cortes pelos braços e coxas dela; ela chorava, uma parte pela dor, mas outra pelo seu pai. O homem continuou fazendo os pequenos cortes, sangue já inundava seus braços e pernas e por fim ele foi lentamente cravando a adaga em sua barriga. Cada vez que a faca era empurrada contra a barriga dela, uma dor aguda me atingia, me fazendo lembrar de como doía. Caí de joelhos no chão, a cicatriz que nunca havia saído estava doendo, e muito.

- Acho melhor deixa-la em paz - disse um dos caras que a segurava. "Depois de tudo você fala isso", pensei na hora. A garota estava amarrada, suas mãos presas uma na outra, assim como os pés.

- E por que acha que eu deveria fazer isso?

- Ela é apenas uma garota, tem a vida pela frente ainda, você não é desse jeito.

- Eu vou vingar meu amor.

- Ela não vai se lembrar de nada, é apenas uma criança.

- Ela é uma adolescente, seu idiota, claro que vai lembrar-se de tudo.

- Então apagamos a memória dela - disse o outro. O homem ordenou que a soltassem e a amarrassem sentada em uma cadeira, com uma mordaça na boca.

- Escuta aqui garota, fique aqui e não chame ninguém, se não voltarei e irei atrás de você até te achar e te matar.

Os homens por fim deixaram a casa, e garota olhou em minha direção como se pedisse socorro, ela sabia que eu estava ali o tempo todo; desde aquele dia as marcas que tenho em meus braços são pouco visíveis, mas o corte em minha barriga era bem perceptível no momento em que se olhava mas que  na verdade eu apenas dizia que era apenas uma marca de nascença.

Quando acordei instantanea-mente despenquei no chão e acabei apoiando minhas mãos bem nos cacos de vidro, e acabei cortando minhas mãos e joelhos e para melhorar um dos pedaços acabou entrando na minha mão direita, deixando um corte bem profundo. Eu sabia que quando cheguei na casa a mesma estava vazia, mas não se encontrava da mesma maneira naquele horário.

- O que aconteceu, Katy? - Lúcifer se agachou ao meu lado.

- Eu... Eu não sei.

- Acabamos de chegar aqui e você estava parada, nos aproximamos e vimos que seus olhos estavam vidrados, murmurou algumas coisas que eu não entendemos. Você nos assustou. - completou Noah.

- Tive um sonho... Um pesadelo - coloquei a mão na cabeça.

- Sonhando acordada novamente? - perguntou Nathan.

- O que ele esta fazendo aqui?

- Não importa - falou Lúcifer - você esta bem?

- Eu acho que sim...

- Que tipo de sonho teve?  - dessa vez foi a vez de Noah falar.

- Da noite em que meu pai morreu. - respondi.

- Você está bem? - completou o mesmo.

- Ai - gemi de dor, eu tinha colocado a mão no chão. - Está doendo muito.

- Vem - Noah me ajudou a levantar - me deixe ver sua mão - mostrei minha mão a ele. - O vidro entrou na carne, vou ter que tira-lo.

- Vá em frente. - eu disse.

- Acho melhor eu fazer isso - falou Lúcifer. - Isso vai doer... - o interrompi.

- Vá em frente. - Minha mão sangrava muito, a dor era insuportável. Ele foi até o banheiro e voltou com a caixa de primeiros socorros - coisa que eu não fazia ideia de que existia dentro daquela casa. Ele pegou uma pinça e cuidadosamente, sem me machucar mais ainda, tentou tirar o pedaço de vidro. Assim que ele encostou na ferida eu dei um grito e ele afastou a mão. - Eu disse para continuar - o repreendi.

Ele continuou com o trabalho e logo conseguiu tirar o pedaço de vidro, fazendo em seguida um curativo em minha mão.

- Ai - gemi e curvei meu corpo para frente.

- Onde mais dói? - perguntou Nathan, mas eu estava com dor demais para falar alguma coisa para ele.

- Minha barriga.

- Nathan a leve até a sala enquanto eu e Noah limpamos aqui - disse Lúcifer.

Nathan fez o que foi pedido e me sentou no sofá, cuidadosamente.

- Posso ver? - perguntou se referindo a minha barriga, e eu assenti. Ele levantou minha blusa até minha barriga ficar completamente descoberta, o corte feito há quatro anos estava ardendo e quando ele tentou tocar eu gemi de dor mais uma vez, dessa vez mais alto. - Katherine o que é isso?

- Minha marca de nascença - tentei disfarçar ainda morrendo de dor.

- Você não tem marca de nascença. Me fala o que é isso. - insistiu.

- Não é nada.

- "Não é nada"? Isso sim é alguma coisa e você não vai sair daqui até me contar o que é isso - a cicatriz estava vermelha, como se a minha pele estivesse reagindo à algum tipo de alergia.

- Caralho, como você às vezes é irritante. - reclamei.

- Vai responder ou não?

- Eu já disse que é uma marca de nascença.

- E eu não acredito, quero uma resposta convincente.

- A culpa não é minha se não acredita.

Lúcifer e Noah entraram na sala e perguntaram qual era o motivo da discussão, Nathan explicou e agora dessa vez todos me pressionavam para contar a verdade sobre aquilo.

- Na noite em que James morreu. - eu falei.

- E o que James tem a ver com essa marca? - perguntou Lúcifer.

- Eu estava na casa quando tudo aconteceu. Isso é uma cicatriz feita por uma adaga.

- Mas a adaga teria que ser cravada na pele para fazer um corte desse - disse Noah e eu assenti.

- Eu perdi muito sangue naquela noite, mas depois do ocorrido eu consegui ir a um hospital e de lá ligaram para a minha mãe. Meu irmão foi de Londres a Oxford correndo, eu tive que fazer uma cirurgia e ele que doou o sangue.

- E como não sabíamos disso? - falou Noah.

- Vocês não sabem exatamente tudo sobre mim. Nicollas não se lembra disso pois eu o enfeitissei para que não se lembrasse - fiz uma pausa. - Eu tenho que pegar minhas coisas em casa...

- Como assim? - disseram eles.

- Nathalia me expulsou de casa, quer dizer, não me expulsou ainda, mas vai.

- O que você fez dessa vez? - Lúcifer perguntou.

- Joguei umas verdades na cara dela e falei que Stefan trai ela. - eu estava com dor ainda mas também estava cansada tudo que eu queria era ir para o meu quarto e dormir, mesmo ainda sendo de dia, mas eu tinha que pegar minhas coisas. Peguei meu carro e fui até a casa de Nathalia, que não era longe, estacionei meu carro na frente da casa e entrei na casa indo até o meu quarto. Não tinha ninguém na casa além de Nathalia, que vi assim que passei pela porta da cozinha para ir até a escada e ela me deu um olhar pior dos que ela já havia me lançado.

- Relaxa, só vim pegar as minhas coisas, saio dessa casa ainda hoje - eu disse, e logo depois subi as escadas.

Entrei em meu quarto e olhei para todas as coisas, percebendo que estava tudo arrumado. Eu nunca fui muito uma pessoa organizada e na casa a única pessoa que tinha autorização para limpar meu quarto era a Dona Isabel. Peguei minha varinha e fiz com que todas as minhas roupas, CDs, discos e mais algumas coisas fossem mandadas imediatamente para meu quarto na outra casa. Depois voltei, tomando a decisão de que minha cama mais tarde seria levada para uma constituição de crianças órfãs, juntamente com o guarda roupa. Cuidadosamente tirei todas as fotos e pôsteres colados nas paredes e meu quarto logo virou apenas um cômodo sem vida, mesmo com as cores fortes ainda presentes nas paredes.

Saí da casa e dirigi até a casa que a partir de agora seria chamada de minha e colei todos os pôsteres nas paredes e as fotos que eram originárias dos momentos divertidos que passei com as pessoas que amo - fotos minhas com meu pai, fotos de dias em que eu e os garotos saíamos para andar de skate ou até mesmo para ir em algum cinema.



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