História Mudanças no Amor - Capítulo 4


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camila G!p, Camren, Camren G!p, Lauren Jauregui
Visualizações 463
Palavras 1.878
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Esporte, Famí­lia, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Capítulo IV


Ao chegar no local onde seria a aula, percebo que já havia começado. Ando na direção do grupo de mulheres formado no centro da sala e ao chegar percebo uma senhora vestida com um kimono de karate e com o cabelo preso estilo Maria Chiquinha, deve ser a professora. Puxo meus filhos para que eles fiquem na minha frente e observo a senhora andando de um lado para outro na frente do grupo  dando as dicas de auto defesa.

- Então, você está andando na rua e de repente você ouve: --- ela dá um assovio. --- " Hey, gostosa! Belo traseiro!" , " Hey, mamãe! Por que você não vem aqui sentar no meu rosto, huh?" --- ela se aproxima de um garotinho que está acompanhado da mãe no grupo e o interroga. --- Hey, garotinho, tá afim de ganhar uma grana fácil? 

- É, claro! --- o garoto responde.

- Não! Não! Você não quer esse dinheiro! --- diz e volta para a frente do grupo. ---- Auto preservação numa cidade de predadores. É o que vocês irão aprender aqui. Vamos conhecer nosso bandido. --- aponta para uma garota no fundo da sala vestida com uma fantasia de lutador de sumô e um capacete de hockey na cabeça. Ela parece estar nervosa e levanta a mão meio trêmula acenando para nós.

- O-oi.

Após ela nos cumprimentar, a senhora dá um rosnado e avança correndo na direção da garota que arregala os olhos e levanta as mãos para cima. A senhora a empurra contra a parede fazendo com que ela se choque com a mesma e coloca o pé no abdômen da garota.

- O que... --- a senhora a interrompe.

- Fique quieta! E não diga uma palavra a não ser que esteja no script. --- ela retira o pé de cima da garota e continua com a aula. --- Comecem a cena oito.

Uma das mulheres do grupo finge que está andando pelas ruas tranquilamente, a garota da fantasia começa a segui-la toda desajeitada por causa que a roupa dificulta seus movimentos. Solto um risinho. A garota está toda atrapalhada com o script na mão tentando dizer suas falas, quando de repente ela o deixa cair e quando olha para baixo se descontrola e cai. Dou outra risada. Ela se levanta e volta a seguir a mulher.

- Hey, gostosa.... OUCH! --- quando ela se aproxima a mulher lhe da uma cotovelada, a joga no chão e em seguida lhe da uma chave de braço.

- Agora situação três. --- diz a professora sentada em um banco na lateral da sala.

Agora a garota finge ser um pedreiro e fica fazendo movimentos de marteladas com um martelo de brinquedo nas mãos. Uma outra mulher aparece e passa ao lado da garota.

- Hey, gata. Isso deveria ser ilegal.

A mulher para de caminhar e se volta na direção da garota pegando o martelo de suas mãos e martelando a cabeça da coitada, dá um chute nas partes baixas e garota cai pra frente, a mulher então dá um pulo e cai batendo com o cotovelo nas costas da garota que solta um gemido de dor.

- Cinco! --- a professora diz.

Agora a cena é um tanto quanto hilária. A garota agora finge ser um médico ginecologista e está consultando uma mulher. A mulher está deitada sob um suporte, como se fosse uma maca, com as pernas abertas e a garota está entre elas.

- Sra. Ramez, isso me parece candidíase e... --- a garota olha o script e suspira. --- Um incrível par de peitos...

A mulher prende as pernas em volta do pescoço da garota e a joga no chão, em seguida pulando em cima dela.

A professora encerra as sessões e volta para a frente do grupo.

- Em nosso último exercício, demonstrarei o que eu chamo de "oceano de raiva". Fiquem firmes porque nós iremos a fundo. Todas nós, mulheres, desenvolvemos um reservatório de ressentimento e raiva. E esses reservatórios se unem para formar um oceano. E esse oceano está disponível para todas nós usarmos. Ele possui o poder coletivo de todas as mulheres que já foram vítimas de um comentário sexual inconveniente; que ganharam menos por um trabalho que fizeram melhor que um homem; --- apontou para uma mulher vestida de mecânica. --- Uma ancestral que foi escrava; --- apontou para uma mulher negra. --- uma colhedora de arroz; --- apontou para uma japonesa. --- Ou, simplesmente, ser posta em nível baixo na hierarquia. --- apontou para uma índia. --- Um marido que a enganou, a traiu e mentiu para você, ou você, ou você.... --- e foi apontando para as mulheres no grupo. Então uma se pronunciou ao ser apontada.

- Eu sou lésbica.

- Me encontra depois da aula. --- disse a professora e continuou seu discurso. ---- Toda essa raiva está presente em todas vocês agora e sempre. --- eu comecei a lembrar das cenas de Brad me traindo e uma raiva começou a me dominar. --- Eu preciso de uma voluntária. --- ninguém se manifestou, então eu levantei a mão sob protesto dos meus filhos.

- Mãe! --- entreguei minha bolsa a Megan e caminhei na direção da professora que fez sinal para que eu fosse até lá. --- Mãe, não!

A professora pegou em minha mão e me levou em direção a garota.

- Agora você vai relembrar sua história e liberar esse oceano de raiva sobre o nosso bandido.

- Eu poderia ir ao banheiro?

- Cale-se, bandido! Diga para ele se calar. --- diz a professora se direcionando a mim.

Olho nos olhos da garota e digo em tom baixo.

- É... Cala a boca.

- De novo. Bom, mais alto!

- Cala essa boca! --- digo firme.

- Agora diga a ele o que quer dizer.

Puxo o fôlego e imagino Brad ali. Cerro os punhos e minha respiração se acelera. Os gemidos de Brad naquele vídeo começam a ecoar em minha mente e lágrimas de raiva começam a brotar em meus olhos.

- VOCÊ É UM MONTE DE PORCARIAAAA!!! VAI TRANSAR COM SUA PIRANHA CHEIA DE DOENÇAS NO INFERNO!! --- a professora recua com uma cara assustada. --- POR TODA A ETERNIDADE, ENQUANTO O DIABO QUEIMA VOCÊS COM METAL QUENTE E PONTUDO, E SUFOCA VOCÊS DOIS... COM FÚRIA DERRETIDA!

- AGORA, LIBEREEE!! --- diz a professora

E então eu corro na direção da garota que arregala os olhos e dou forte chute no meio de suas pernas.

- Isso! hahaha --- ouço Dean e Megan dizerem. Continuando indo para cima da garota com chutes e socos.

- Agora um gancho! --- diz Dean empolgado com a cena.

- Tem alguma senha de segurança que eu deveria saber? --- diz a garota apavorada com o meu ataque. Continuo dando socos e a empurrando com toda a minha fúria. --- Aí, aí, aí... Espera aí... --- então a derrubo e fico por cima dela distribuindo socos em sua barriga.

- Minha vida não era para ser assim... --- começo a chorar cessando aos poucos minha sequência de socos em sua barriga e então deito a cabeça em seu peito começando a chorar descontroladamente. Quando eu cesso completamente os socos, a garota começa a passar a mão com cautela sobre minha cabeça, acariciando os meus cabelos e dizendo:

- Tudo bem. Tudo bem. Está tudo bem.

Levanto meu rosto e olho para o seu, agora livre da viseira do capacete,  e percebo que a conheço de algum lugar.

- Eu não te conheço? 

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CAMILA POV 

Após aquele massacre no Centro da Mulher, estou no Café sendo zoada pelo meu melhor amigo que está experimentando bigodes falsos para a sua apresentação no teatro hoje.

- Não sei como apanhar de mulheres todo dia você vai entender o sentido da vida.

- Estou ajudando as pessoas. Estou contribuindo para o mundo. Ao contrário de um ator. E, aliás... Eu também sou mulher, só que com algo a mais.

- O que... Cara, eu represento a vida como ela é, tá? Como um... espelho... --- vejo que a mulher de hoje mais cedo chega ao Café com seus filhos e vou em sua direção deixando Andrew falando sozinho. ---- Um espelho de teatro...

- Mãe, estou morrendo de fome! -- diz o garoto.

- Você vive com fome... --- a ajudo passar pela porta com o monte de sacolas que ela carregava e ela me encara. --- Oi... Nossa, olhe pra você! --- diz olhando para os machucados em meu rosto. Aquele capacete mais me machucou do que protegeu.

- Ah... Não... Não está tão ruim quanto parece... --- me viro para as crianças, envergonhada com sua aproximação.

- A minha mãe lamenta a surra que ela te deu. --- diz o garotinho em tom debochado. 

Volto para trás do balcão.

- Obrigada, Dean! --- diz a mulher em tom de repreensão e caminha em direção do balcão.

- Não se preocupe com isso. --- digo a ela e me viro para o garotinho. --- Sua mãe não me arrebentou...

- Acontece que eu passei por muita coisa... 

- Mãe, posso comer aquele bolinho? --- pergunta o garoto que agora sei que se chama Dean.

- Agora, não! E-eu passei por muita coisa que nem percebi o quanto me afetavam... --- se abaixou para pegando um vasinho com um cacto dentro e me entregando. --- Isso é pra você... Minhas desculpas.

- Não se preocupe.

- Eu que escolhi! --- disse Megan toda orgulhosa.

- Eu ajudei! --- acrescentou Dean.

- Se cair com a cara nisso você pode morrer. --- diz Megan de forma simples me fazendo encará-la abismada.

- Ah... --- observo o vasinho em minhas mãos.

- Olha, eu estava pensando em aceitar a sua oferta... para ser babá. --- a mulher me encara e Andrew que eu nem notei que tinha se aproximado, levou as mãos a boca. --- I-isso-o é... se ainda-a estiver-r de pé.

- É... na verdade eu não faço isso há muito tempo...

- É, já que o contrataram no Centro da Mulher, achei que... você deve ser confiável. --- Me lança um sorriso.

- Acho que... posso subir lá... após o trabalho um dia, por algumas horas...

- Pode ser na quinta-feira?

- Ela tem um encontro. --- diz Megan interrompendo nosso diálogo.

- Com um cafetão. --- completa Dean.

Faço uma careta e olho para o garotinho. A mulher me olha com uma cara sem graça e nega olhando para o filho.

- Onde você aprendeu essas coisas? --- fala de maneira nervosa, sem conseguir me encarar. Vejo seu rosto ruborizando e acho aquilo completamente fofo, apesar do momento constrangedor.

- Olívia, da escola, me ensinou. Ela é a minha vadia. Brincamos no recreio.

- Nossa... - diz a mulher totalmente constrangida com a atitude do filho.

- O que houve com o pega-pega? --- pergunto tentando descontrair o clima.

- Pois é... --- diz dando um sorriso nervoso e puxando os filhos para fora do Café.--- Então, às 19h está bom?

Dou aceno seguido de um sorriso nervoso.

- Ótimo. Obrigada. --- dá um sorriso e vira para encarar seu filho enquanto saem do Café. --- E você, mocinho, vamos ter uma conversa séria...

 

 



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